quarta-feira, 27 de junho de 2012

Morreu o violeiro Dércio Marques

Dércio Marques: de volta à casa,
cantando um bolero de Valdick Soriano
O BRASIL E O MUNDO perderam hoje, às 8h, vítima de infecção generalizada, após cirurgia,  o grande artista DÉRCIO MARQUES. Violeiro, cantor, intérprete e compositor – muito pouco para descrever a riqueza deste mestre mineiro de Uberlândia, cidadão do mundo, baluarte da cultura popular, da natureza bruta destas terras. O corpo será cremado em Salvador.
Marques ficou conhecido em Vitória da Conquista, principalmente, por dividir palco com Elomar Figueira em várias apresentações.

“Ah, Já Fiz Versos De Tributo, Hoje Só Somente Escuto,
Não Tributo Mais Ninguém; Cada Rosa Seu Perfume,
Ninguém Lava as Mesmas Mãos,
Ninguém Canta Com a Mesma Voz!
Ontem a Lua Foi Airosa, Toda Rosa Perfumosa,
Mas o Tempo Deu-me Tempo Prá Pensar
Ah, E Eu Seguisse a Cada Passo, Cada Traço Do Pincel,
Cedo ou Tarde Eu Ia Ver, Escorregar Na Tinta Fresca,
Me Mesclar Com a Cor Vermelha, Eu Iria Me Perder.”
(Dércio Marques)

sábado, 23 de junho de 2012

Seleção Google - 100º ano de nascimento de Alan Turing

Ele foi um dos primeiros a pensar na possibilidade de as máquinas se tornarem inteligentes e criou um modelo teórico para um computador universal - quando isso sequer existia. Mais conhecido por seu papel na II Guerra Mundial - sua equipe decifrou os códigos usados pela Alemanha nazista para se comunicar -, o matemático britânico Alan Turing foi um visionário sem o qual este mundo moderno de iPad, smartphones e Facebook talvez não tivesse se tornado realidade. Nascido em 23 de junho de 1912, seu centenário está sendo celebrado pelo mundo inteiro não só neste sábado, mas ao longo de todo este ano.
Turing formalizou os conceitos de algoritmo e computação - com a Máquina de Turing - e por isso é considerado o 'pai' da computação moderna. Ele também escreveu o que pode ser considerado o primeiro programa de xadrez para computador e dedicou-se ainda à química, à física e à biologia.
Ente as inúmeras ações para comemorar o centenário do cientista está o Turing's Sunflowers. Fascinado pelo modo como a matemática funciona na natureza, ele observou a ocorrência da sequência de Fibonacci nas sementes de girassol, no centro da flor, e imaginou que estudar a planta ajudaria e entender seu crescimento. Mas morreu sem completar o trabalho.

Girassóis, com Pouca Vogal



Numa homenagem a Turing, o Museu da Ciência e Indústria e o Festival de Ciência de Manchester, com apoio da universidade e prefeitura locais, promovem o Turing's Sunflowers. O objetivo é cultivar girassóis em numero suficiente para reunir os dados necessários e seguir com o estudo do britânico. Para participar, é preciso cultivar a flor, fazer a contagem das sementes, em setembro e outubro, e compartilhar os dados. Os resultados serão anunciados durante o Festival, que se realiza de 27 de outubro a 4 de novembro.
O "Alan Turing Year" (Ano de Alan Turing) tem eventos praticamente todos os dias nos mais diversos lugares, e uma organização, o Turing Centenary Advisory Committee. No site do centenário de Turing é possível ver uma lista de conferências, exposições, debates, competições, concursos, projetos e demais atividades, que incluem música, literatura e vídeo, e ainda assinar as petições em favor de Turing, do perdão póstumo até estampar a próxima série de notas de 10 libras.
Preconceito, morte e desculpas públicas
Turing era brilhante, mas também era homossexual - numa época em que isso era ilegal, perseguido e considerado uma doença na Inglaterra. Foi processado, humilhado e, para não ser preso, teve que se submeter ao 'tratamento' com injeções de hormônio feminino. Pouco antes de fazer 42 anos, Alan Turing morreu por ingestão de cianureto - suicídio, embora a mãe de Turing tenha defendido que a morte fora 'acidental'.
Em setembro de 2009, depois de uma campanha pela internet que angariou milhares de apoiadores, o então primeiro-ministro britânico Gordon Brown pediu desculpas formais públicas, em nome do governo do Reino Unido, pelo tratamento vergonhoso dado a Alan Turing.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Erundina continua sendo Erundina


Em Política, quase sempre, é preciso
fechar o nariz e seguir em frente
Fernando Haddad com Luiza Erundina
Não se pode demonizar a deputada Luiza Erundina por causa de gente como Paulo Maluf e José Serra - estes, sim, irmãos siameses. Erundina já "pisou na bola" em outras oportunidades, como quando aderiu ao governo de Itamar Franco, mas o fez por erro político e não por rancor e inveja como fizeram Marina Silva, Heloisa Helena, Cristóvan Buarque e assemelhados. Erundina era a melhor parceira que o ex-ministro Fernando Haddad poderia ter: competente, honesta, não está na política para mudar de classe (ao contrário de alguns petistas). Infelizmente, para governar São Paulo em favor das populações pobres é preciso fazer aliança até com Maluf.  As críticas da mídia chapa branca de São Paulo à aliança do PT com o partido de Maluf fez lembrar do PT ingênuo dos primeiros anos de existência. E trouxe à lembrança casos de prefeitos petistas recém-eleitos que como primeiro ato baixavam a tarifa do transporte coletivo - esse imenso foco de corrupção - e por conta disso atraiam os ódios dos setores conservadores e corruptos, em especial do empresariado e da mídia. Fixar a tarifa do ônibus em um valor justo era uma ação necessária, mas pura ingenuidade. O resultado era que as empresas compravam uma sentença judicial que aumentava novamente as tarifas e as elevavam ainda mais; a mídia corrupta anunciava para a população que a culpa da alta dos ônibus era do PT; as empresas de ônibus continuavam pagando propina para os partidos de sempre (e os jornalistas de sempre); o juiz corrupto levava uma bolada e nas eleições seguintes o povão influenciado pela mídia rejeitava o prefeito petista e recolocava na Prefeitura os corruptos de sempre. Ou seja: pior do que a corrupção é a ingenuidade, porque esta "legitima" a corrupção aos olhos dos eleitores. É uma pena que Erundina tenha deixado a chapa de Haddad, mas o mais importante é que ela deixou de ser vice, mas não deixou de ser Erundina.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Caravana da Anistia chega a Santa Catarina para analisar abusos da ditadura militar

Comissão do Ministério da Justiça irá avaliar denúncias de catarinenses que foram perseguidos após o golpe militar de 1964. Programação também conta com eventos culturais


Entre os dias 18 e 22 de junho, a Faculdade Cesusc (Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina), em Florianópolis, sediará a 59ª Caravana da Anistia do Ministério da Justiça. A programação prevê a exibição de filmes e documentários, debates, atividades culturais, lançamentos de livros e mostras fotográfica e de cartoons relatando a Ditadura Militar (1964-1985) e os perseguidos políticos em Santa Catarina e no Brasil.

A caravana também tem a tarefa, ao se instalar nos Estados, de analisar os requerimentos de reparação encaminhados pelos ex-perseguidos políticos da ditadura à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Trata-se da instância que tem a palavra final para reconhecer os abusos cometidos pelo Estado brasileiro e conceder aos ex-perseguidos o direito a uma indenização econômica e o título de anistiado político.

A Sessão Especial de julgamentos de requerimento de ex-perseguidos políticos em Santa Catarina, com a presença do Presidente da Comissão de Anistia Dr. Paulo Abrão, está marcada para o dia 22 (sexta-feira).

“A idéia das caravanas é trazê-la de Brasília para os Estados, onde as pessoas sofreram a perseguição. Também é uma oportunidade de resgate da história e da cidadania no Brasil, aproximando estudantes e a sociedade em geral desses fatos que ocorreram a partir de 1964 na Ditadura”, afirma o presidente do Cesusc, Prudente José Silveira Mello.

A organização diz ainda que as caravanas têm um sentido memorialístico, mas também servem de instrumento de defesa do ambiente democrático que o Brasil desfruta hoje. “Queremos impedir que aqueles fatos se repitam e a democracia no país não seja atacada como foi em 1964”, declara Mello.



Programações culturais e históricas são destaques da Caravana

A Mostra Fotográfica será organizada pelo jornalista e historiador Celso Martins e a Mostra de Cartoons pelo Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) Celso Schröder. Serão lançados ainda livros do historiador Celso Martins - Quatro Cantos do Sol, da Coordenadora do Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos, a escritora Derlei Catarina de Luca – No Corpo e na Alma e da jornalista Louise Benassi – As Lembranças não Morrem.

O evento contará com dois projetos paralelos de cinema: Cinema pela Verdade (Projeto Marcas da Memória), com exibição do filme “Condor” (2007) de Direção de Roberto Mader, e do documentário “Cidadão Boilesen” (2009), Direção de Chaim Litewski. E o CineCesusc Diretos Humanos com exibição do documentário Brazil: A Report on Torture (1971), Direção de Haskel Wexler e Saul Landau.

Após a exibição das obras estão programados debates com o produtor Pedro Asbeg (Cidadão Boilesen), professores e os Conselheiros da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça Virginius Lianza de Franca e Prudente José Silveira Mello e o Ex-Presidente Nacional do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil Raimundo Cezar Britto Aragão.

Sobre os Documentários:


A obra “Cidadão Boilesen” foi premiada no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes (OBAN) - centro de informações e investigações montado pelo Exército do Brasil em 1969, que a coordenava e integrava as ações dos órgãos de combate às organizações armadas de esquerda durante o regime autoritário.

O documentário “Condor” foi vencedor dos prêmios de Melhor Documentário no Festival do Rio e Prêmio do Juri em Gramado em 2007. Ele narra as diferentes versões sobre a “Operação Condor”, conexão entre as ditaduras do Conesul nos anos 70, e apresenta depoimentos emocionantes de algumas vítimas e personagens desse período marcante da história da América Latina.

Já o documenário “Brazil: A Reporto n Torture” (“Brasil, o relato de uma tortura”) relata e encena práticas como pau de arara, choque elétrico, espancamento e afogamento. O objetivo era denunciar no exterior o que ocorria nos porões da ditadura brasileira. O filme foi realizado em 1971, em Santiago, no Chile, para onde os brasileiros foram banidos. O documentário foi uma iniciativa dos cineastas americanos Haskel Wexler e Saul Landau, que estavam no Chile para produzir material sobre o presidente Salvador Allende e souberam da presença dos brasileiros. Quase todos os guerrilheiros que deram depoimentos não assistiram ao filme até hoje. Dois deles se suicidaram alguns anos depois: Frei Tito e Maria Auxiliadora Lara Barcelos, uma das mais próximas amigas da Presidenta Dilma Rousseff, no período da Var-Palmares, no início da década de 70.

Confira a programação:

Dia 18/06
19h - Abertura da Mostra Fotográfica do jornalista e historiador catarinense Celso Martins.

20h - Lançamentos de Livros:
Quatro cantos do Sol
Jornalista e historiador Celso Martins

No Corpo e na Alma
Coordenadora do Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos, a escritora Derlei Catarina de Luca.

As Lembranças não Morrem
Jornalista Louise Benassi

Dia 19/06
19h - Abertura da Mostra de Cartoons organizada pelo Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas Celso Schröder

20h - Bate-papo sobre a importância dos cartoons em publicações independentes na Ditadura com o cartunista Frank Maia

Dia 20/06
8h - CineCesusc Direitos Humanos -Documentário Brazil: A Report on Torture (1971) - Direção de Haskel Wexler e Saul Landau.

10h - Debate Virginius Lianza de Franca - Conselheiro Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

19h - Cinema pela Verdade -Filme Condor (2007) - Direção de Roberto Mader.

21h - Debate Iur Gomes - Cineasta; e Mariana Joffily - Professora Universidade do Estado de Santa Catarina.

Dia 21/06
8h - CineCesusc Direitos Humanos, exibição de documentário sobre a Ditadura Militar no Brasil.

10h - Debate Raimundo Cezar Britto Aragão - Ex-Presidente Nacional do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

19h - Cinema pela Verdade -Documentário Cidadão Boilesen (2009) - Direção de Chaim Litewski.

21h - Debate Pedro Asbeg - Produtor do Documentário; e Prudente José Silveira Mello - Conselheiro Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

Dia 22/06
8h30 - Abertura da Caravana da Anistia com Sessão Especial de Julgamento de requerimento de ex-perseguidos políticos de Santa Catarina.
Paulo Abrão - Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

12h30 - Recesso almoço

14h - Continuação: Caravana da Anistia com Sessão Especial de Julgamento de requerimento de ex-perseguidos políticos de Santa Catarina.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Instituto HSBC Solidariedade premia projetos do terceiro setor


Helio Duarte, diretor do HSBC, Roseli Bassi
(premiada em 2011) e Claudia Malschitzky, do IHS
Criado em 2010, o Prêmio IHS é destinado a reconhecer ações educacionais e ambientais de pessoas e organizações do 3º setor do Paraná dedicadas a transformar as comunidades onde vivem. Uma questão especial vai nortear a premiação neste ano: a influência dos líderes das organizações sociais na garantia do sucesso de suas ações em prol das pessoas assistidas. A capacidade de o projeto se manter a longo prazo, beneficiando gerações futuras, também é um importante critério que será observado nos candidatos ao prêmio.
É o que afirmam o presidente do Instituto HSBC Solidariedade, Helio Duarte, e a diretora do Instituto HSBC Solidariedade, Claudia Malschitzky. Para eles, o reconhecimento de ações do terceiro setor também é uma forma de contribuir com o desenvolvimento do país.

Inscrições

Os vencedores de cada categoria (Educação e Meio Ambiente) irão receber o troféu que leva o nome da médica sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança, Dra. Zilda Arns Neumann, além de uma quantia em dinheiro (R$ 50 mil para cada um dos vencedores) a ser empregado na própria instituição e no treinamento da liderança responsável dessa organização.
“Buscamos com o Prêmio IHS reconhecer líderes sociais porque são eles que têm a capacidade de unir esforços em prol de uma causa comum. São os principais responsáveis por engajar e inspirar outras pessoas a realizar ações que beneficiem a sociedade”, afirma a diretora Claudia Malschitzky. “Nosso objetivo é identificar este potencial e apoiá-los para que continuem desenvolvendo projetos e ampliem sua rede de atuação.”

A premiação deste ano será feita no mês de agosto, após uma análise de cada um dos trabalhos inscritos pela comissão julgadora do prêmio. Os interessados em participar do prêmio deste ano podem fazer a inscrição até o dia 1º de julho através do site www.hsbc.com.br/premioihs .

Fazendo jornais nos anos 40