quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Nafta, o fracasso de uma utopia
Graças ao Lula
e ao PT, o Brasil não se meteu nesse buraco. Esse artigo é do
DEMo/tucano Mendonça 'no limite da irresponsabilidade' de Barros. A
Folha da Província de São Paulo divulgou escondido na contracapa do caderno Mercado, edição de
sexta-feira. Leitura essencial para quem consome informação, não
ideologia.
O livre-comércio pode ser um instrumento para acelerar o crescimento, mas nunca uma panaceia
Em janeiro de 1994 entrava em vigor, depois de anos de discussões políticas, um ambicioso tratado de livre-comércio entre os EUA, o Canadá e o México. Recebida com grande otimismo à época, principalmente na sociedade mexicana, essa experiência deveria levar a um processo de enriquecimento mútuo pelo canal do incremento comercial entre esses países.
Muitos observadores apontavam esse caminho como o mais natural para outras economias na América Latina, principalmente o Brasil. Criava-se uma grande utopia entre os defensores do liberalismo econômico como principal e mais eficiente via para trazer o progresso para as economias menos desenvolvidas.
O sucesso retumbante das nações mediterrâneas e da Irlanda no espaço comum europeu, naquele início da última década do século passado, reforçava as expectativas e as apostas para o Nafta (North American Free Trade Agreement).
Passados hoje 20 anos do início dessa experiência, os resultados mostram que o grande sucesso obtido inicialmente no comércio na região não resistiu ao passar do tempo e às mudanças institucionais que ocorrem inexoravelmente em um mundo complexo como o que vivemos. Por isso amarras institucionais muito rígidas, em acordos como o Nafta, acabam por se transformar em elementos de desestabilização e de decepções.
Por exemplo, o aparecimento da China, como o grande parceiro industrial dos Estados Unidos nos anos seguintes, ofuscou o dinamismo inicial e a experiência foi perdendo progressivamente a força que seus criadores previam ser perene.
Neste início de 2014, o comér- cio dentro do Nafta voltou ao mesmo patamar que existia antes de 1994. As transações entre seus três membros representam os mesmos 40% de seu comércio total, como era em 1994.
Para o leitor ter uma ideia, no caso da União Europeia esse valor é superior a 60%. Por outro lado, os resultados do acordo, como indutor do desenvolvimento no Mé- xico, também apontam para um grande fracasso. A relação entre o PIB per capita do México e dos Estados Unidos é hoje a mesma que existia em 1994.
Tratando essa experiência --que se esperava revolucionária--, o jornal inglês "Financial Times" descreve os resultados medíocres em uma manchete que traz o tradicional humor inglês em sua essência: "México e Nafta aos 20 anos: o que deu errado para um dos Três Amigos""?
Nós, brasileiros, também vivemos esse período em que acordos de livre-comércio, como o Nafta, eram apresentados como panaceia para os países emergentes, em busca de um status mais avançado de desenvolvimento. Durante muito tempo fomos assediados pelos norte-americanos para assinar um grande acordo regional com a grande democracia do norte do continente.
Hoje esse sonho foi deixado de lado por falta de entusiastas e porque a política externa dos governos do PT tem outras prioridades geopolíticas. Mas mergulhamos de cabeça --e coração-- na utopia do Mercosul como uma verdadeira zona de livre-comércio.
Felizmente, as regras e as amarras criadas no Mercosul refletiam --e refletem-- muito mais o espíri- to macunaímico latino do que a dureza do espírito anglo-saxão --ou germânico-- do Nafta e da União Europeia. O Mercosul é hoje um amontoado de regras não cumpridas e em acelerado processo de decadência.
Sempre fui cético em relação à criação de zonas muito amplas e complexas de livre-comércio por uma razão muito simples: países e regiões são organismos que sofrem mudanças muito complexas ao longo do tempo, e arranjos rígidos como o Nafta e a União Europeia não conseguem se adaptar a elas com a velocidade necessária para evitar tensões deletérias em sua estrutura funcional.
Dentro da minha opção mais realista sobre as economias de mercado, prefiro os acordos bilaterais, e mesmo assim com portas de saída bem definidas em caso de necessidade.
O livre-comércio entre países, com regras realistas e funcionais, pode ser um instrumento a mais para acelerar o crescimento, mas nunca uma panaceia.
lcmb2@terra.com.br
LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, 70, engenheiro e economista, é economista-chefe da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso). Escreve às sextas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcarlosmendonca/2014/02/1415547-nafta-fracasso-de-uma-utopia.shtml
O livre-comércio pode ser um instrumento para acelerar o crescimento, mas nunca uma panaceia
Em janeiro de 1994 entrava em vigor, depois de anos de discussões políticas, um ambicioso tratado de livre-comércio entre os EUA, o Canadá e o México. Recebida com grande otimismo à época, principalmente na sociedade mexicana, essa experiência deveria levar a um processo de enriquecimento mútuo pelo canal do incremento comercial entre esses países.
Muitos observadores apontavam esse caminho como o mais natural para outras economias na América Latina, principalmente o Brasil. Criava-se uma grande utopia entre os defensores do liberalismo econômico como principal e mais eficiente via para trazer o progresso para as economias menos desenvolvidas.
O sucesso retumbante das nações mediterrâneas e da Irlanda no espaço comum europeu, naquele início da última década do século passado, reforçava as expectativas e as apostas para o Nafta (North American Free Trade Agreement).
Passados hoje 20 anos do início dessa experiência, os resultados mostram que o grande sucesso obtido inicialmente no comércio na região não resistiu ao passar do tempo e às mudanças institucionais que ocorrem inexoravelmente em um mundo complexo como o que vivemos. Por isso amarras institucionais muito rígidas, em acordos como o Nafta, acabam por se transformar em elementos de desestabilização e de decepções.
Por exemplo, o aparecimento da China, como o grande parceiro industrial dos Estados Unidos nos anos seguintes, ofuscou o dinamismo inicial e a experiência foi perdendo progressivamente a força que seus criadores previam ser perene.
Neste início de 2014, o comér- cio dentro do Nafta voltou ao mesmo patamar que existia antes de 1994. As transações entre seus três membros representam os mesmos 40% de seu comércio total, como era em 1994.
Para o leitor ter uma ideia, no caso da União Europeia esse valor é superior a 60%. Por outro lado, os resultados do acordo, como indutor do desenvolvimento no Mé- xico, também apontam para um grande fracasso. A relação entre o PIB per capita do México e dos Estados Unidos é hoje a mesma que existia em 1994.
Tratando essa experiência --que se esperava revolucionária--, o jornal inglês "Financial Times" descreve os resultados medíocres em uma manchete que traz o tradicional humor inglês em sua essência: "México e Nafta aos 20 anos: o que deu errado para um dos Três Amigos""?
Nós, brasileiros, também vivemos esse período em que acordos de livre-comércio, como o Nafta, eram apresentados como panaceia para os países emergentes, em busca de um status mais avançado de desenvolvimento. Durante muito tempo fomos assediados pelos norte-americanos para assinar um grande acordo regional com a grande democracia do norte do continente.
Hoje esse sonho foi deixado de lado por falta de entusiastas e porque a política externa dos governos do PT tem outras prioridades geopolíticas. Mas mergulhamos de cabeça --e coração-- na utopia do Mercosul como uma verdadeira zona de livre-comércio.
Felizmente, as regras e as amarras criadas no Mercosul refletiam --e refletem-- muito mais o espíri- to macunaímico latino do que a dureza do espírito anglo-saxão --ou germânico-- do Nafta e da União Europeia. O Mercosul é hoje um amontoado de regras não cumpridas e em acelerado processo de decadência.
Sempre fui cético em relação à criação de zonas muito amplas e complexas de livre-comércio por uma razão muito simples: países e regiões são organismos que sofrem mudanças muito complexas ao longo do tempo, e arranjos rígidos como o Nafta e a União Europeia não conseguem se adaptar a elas com a velocidade necessária para evitar tensões deletérias em sua estrutura funcional.
Dentro da minha opção mais realista sobre as economias de mercado, prefiro os acordos bilaterais, e mesmo assim com portas de saída bem definidas em caso de necessidade.
O livre-comércio entre países, com regras realistas e funcionais, pode ser um instrumento a mais para acelerar o crescimento, mas nunca uma panaceia.
lcmb2@terra.com.br
LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, 70, engenheiro e economista, é economista-chefe da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso). Escreve às sextas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcarlosmendonca/2014/02/1415547-nafta-fracasso-de-uma-utopia.shtml
Por que o Brasil é o país das oportunidades - Luiz Inácio Lula da Silva
| Lula, o Rei do Brasil |
Passados
cinco anos do início da crise global, o mundo ainda enfrenta suas
consequências, mas já se prepara para um novo ciclo de crescimento. As
atenções estão voltadas para mercados emergentes como o Brasil. Nosso
modelo de desenvolvimento com inclusão social atraiu e continua atraindo
investidores de toda parte. É hora de mostrar as grandes oportunidades
que o país oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem
apresentar.
Nos
últimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econômico e social. O PIB
em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio
externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país
tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto.
Hoje somos grandes produtores de automóveis, máquinas agrícolas,
celulose, alumínio, aviões; líderes mundiais em carnes, soja, café,
açúcar, laranja e etanol.
Reduzimos
a inflação, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para
trazê-la ao centro da meta. Há dez anos consecutivos a inflação está
controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da
economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a dívida pública líquida
praticamente à metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com
pessoal, juros da dívida e financiamento da previdência caíram em
relação ao PIB.
Colocamos
os mais pobres no centro das políticas econômicas, dinamizando o
mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milhões de empregos; 36
milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 42 milhões alcançaram a
classe média.
Quantos países conseguiram tanto, em tão pouco tempo, com democracia plena e instituições estáveis?
A
novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um
competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. Não é por
outra razão que as contas do país e as ações do governo tornaram-se
objeto de avaliações cada vez mais rigorosas e, em certos casos,
claramente especulativas. Mas um país robusto não se intimida com as
críticas; aprende com elas.
A
dívida pública bruta, por exemplo, ganhou relevância nessas análises.
Mas em quantos países a dívida bruta se mantém estável em relação ao
PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde
2008, o país fez superávit primário médio anual de 2,58%, o melhor
desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma
Rousseff acaba de anunciar o esforço fiscal necessário para manter a
trajetória de redução da dívida em 2014.
Acumulamos
US$ 376 bilhões em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes
maiores que a dívida de curto prazo. Que outro grande país, além da
China, tem reservas superiores a 18 meses de importações? Diferentemente
do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas, ajustando
o câmbio sem artifícios e sem turbulência. Esse ajuste, que é
necessário, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai
melhorar o desempenho das contas externas.
O
Brasil tem um sistema financeiro sólido e expandiu a oferta de crédito
com medidas prudenciais para ampliar a segurança dos empréstimos e o
universo de tomadores. Em 11 anos o crédito passou de R$ 380 bilhões
para R$ 2,7 trilhões; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos países
fizeram expansão dessa ordem reduzindo a inadimplência?
O
investimento do setor público passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa
de investimento no país cresceu em média 5,7% ao ano. Os depósitos em
poupança crescem há 22 meses. É preciso fazer mais: simplificar e
desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da
economia, continuar reduzindo aportes aos bancos públicos, aprofundar a
inclusão social que está na base do crescimento. Mas não se pode duvidar
de um país que fez tanto em apenas 11 anos.
Que
país duplicou a safra e tornou-se uma das economias agrícolas mais
modernas e dinâmicas do mundo? Que país duplicou sua produção de
veículos? Que país reergueu do zero uma indústria naval que emprega 78
mil pessoas e já é a terceira maior do mundo?
Que
país ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126
mil MW, e constrói três das maiores hidrelétricas do mundo? Levou
eletricidade a 15 milhões de pessoas no campo? Contratou a construção de
3 milhões de moradias populares e já entregou a metade?
Qual
o país no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em
educação? Que triplicou o orçamento federal do setor; ampliou e
financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e
duplicou para 7 milhões as matrículas nas universidades? Que levou 60
mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais
escolas técnicas em 11 anos do que se fez em todo o Século XX. O
Pronatec qualificou mais de 5 milhões de trabalhadores. Destinamos 75%
dos royalties do petróleo para a educação.
E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?
O
Brasil e outros países poderiam ter alcançado mais, não fossem os
impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global, que se
mantém estagnado. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente
notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos
estímulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil está entre
os oito países do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em
2013.
O
mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de
empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil
criava 10,5 milhões de empregos. O desemprego é o menor da nossa
história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.
Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?
Cometemos
erros, naturalmente, mas a boa notícia é que os reconhecemos e
trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as críticas
ao modelo de concessões e o tornou mais equilibrado. Resultado:
concedemos 4,2 mil quilômetros de rodovias com deságio muito acima do
esperado. Houve sucesso nos leilões de petróleo, de seis aeroportos e de
2.100 quilômetros de linhas de transmissão de energia.
O
Brasil tem um programa de logística de R$ 305 bilhões. A Petrobras
investe US$ 236 bilhões para dobrar a produção até 2020, o que vai nos
colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo. Quantos
países oferecem oportunidades como estas?
A
classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de
acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países
têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?
Recentemente
estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova
Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda
maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles
têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de
versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era –
uma era de oportunidades. Quem continuar acreditando e investindo no
Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país.
Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente da República e presidente de honra do PT
(Artigo publicado originalmente no jornal Valor Econômico, edição de 25/02/2014)
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Nem lembro o que eu comi amanhã
Copiado do site Inovação Tecnológica (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=viajantes-tempo-internet&id=010130140207&ebol=sim)
Astrofísicos procuram viajantes do tempo na internet
Baseado em artigo de Marcia Goodrich - MTU - 07/02/2014
Se você tivesse uma máquina do tempo, você viajaria para o passado para ganhar na loteria? [Imagem: Cortesia BBC]
Eles se perguntaram: Se houvesse viajantes do tempo entre nós, será que eles estariam nas mídias sociais? Como se poderia encontrá-los? Como procurar por eles usando sites de busca?
Outros teóricos já haviam concluído que é possível detectar máquinas do tempo do futuro que tenham vindo para o presente, mas os dois queriam localizar os viajantes do tempo de forma mais fácil - procurando-os pela internet.
"Nós tivemos uma pequena discussão fantasiosa sobre isso," confessa Nemiroff, que é professor da Universidade Tecnológica de Michigan, nos Estados Unidos.
O resultado foi um esforço divertido, mas sério, para tentar identificar os hipotéticos viajantes do futuro peneirando-os entre os internautas do presente.
Conhecimento presciente
Como não daria bons resultados simplesmente perguntar para as pessoas se elas eram viajantes do tempo, Nemiroff e Teresa desenvolveram uma estratégia de pesquisa com base no que eles chamam de conhecimento presciente - se pudessem encontrar uma menção a algo ou alguém na internet antes que as pessoas pudessem saber algo sobre o assunto, isso poderia indicar que, quem quer que tenha escrito a mensagem, só poderia ter vindo do futuro.
O grupo selecionou termos de busca relacionados a dois fenômenos recentes, o Papa Francisco e o cometa ISON, e começou a procurar por referências a eles antes que eles fossem conhecidos.
O trabalho foi exaustivo: eles usaram uma variedade de motores de busca, como Google e Bing, e varreram o Facebook e o Twitter.
O futuro pode afetar o passado por meio da "causalidade retrospectiva", defendem alguns pesquisadores. [Imagem: Cortesia Shutterstock/Sam72]
Eles também procuraram por "consultas prescientes" que pudessem ter sido feitas nos motores de busca. Sem sucesso.
Coisas de tempo... e espaço
Para o seu último e talvez mais engenhoso esforço, os pesquisadores criaram um post em setembro de 2013 pedindo aos leitores para enviar por e-mail ou tweeter uma de duas mensagens até agosto de 2013 (que já havia passado): "#ICannotChangeThePast2" ou "#ICanChangeThePast2" - "Eu não posso mudar o passado" ou "Eu posso mudar o passado", respectivamente.
Infelizmente, o convite ficou sem resposta, e eles não receberam nenhum insight novo sobre as contradições inerentes das viagens no tempo.
"Nossa pesquisa limitada não deu em nada," comentou Nemiroff. "Eu realmente não achava que pudesse dar em alguma coisa. Mas eu ainda não sei de ninguém que tivesse realizado uma pesquisa como esta. A internet é essencialmente um vasto banco de dados, e eu acho que, se os viajantes do tempo estivessem por aqui, a sua existência já teria sido denunciada de alguma outra forma, talvez postando números vencedores da loteria antes do sorteio."
Nemiroff, que normalmente publica sobre temas menos controversos, como lentes gravitacionais e erupções de raios gama, diz que este esforço não é tão esdrúxulo para ele como alguns poderiam pensar: "Eu estou sempre fazendo coisas no espaço e no tempo. Isto tem sido muito divertido."
Bibliografia:
Searching the Internet for evidence of time travelers
Robert J. Nemiroff, Teresa Wilson
arXiv
http://arxiv.org/abs/1312.7128v1
Maior gerador eólico do mundo começa a gerar energia
Copiado do site Inovação Tecnológica - 03/02/2014 (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=maior-gerador-eolico-mundo&id=010115140203&ebol=sim)
Só a nacele da nova superturbina, onde fica instalado o gerador, tem 8
metros de largura x 20 metros de comprimento, uma área equivalente a
dois apartamentos de três quartos - sem contar os 8 metros de
altura.[Imagem: Vestas]
A empresa dinamarquesa Vestas acaba de anunciar a colocação no mercado daquela que será a maior turbina eólica do mundo.
Com um nome bem descritivo, a V164-8 tem um diâmetro total de 164 metros, para gerar 8 megawatts de eletricidade - ela captura o vento de uma área de 21.124 m2.
O protótipo, instalado no Centro de Testes de Grandes Turbinas, em Oesterild, na Dinamarca, já está gerando energia.
A detentora anterior do título de maior turbina eólica do mundo tem 154 metros de diâmetro.
Só a nacele da nova superturbina, o corpo principal onde fica instalado o gerador, tem 8 metros de altura x 8 metros de largura x 20 metros de comprimento, e pesa 390 toneladas.
As lâminas da V164-8 têm 80 metros de comprimento, cada uma pesando 35 toneladas - o encaixe central do rotor, onde são presas as lâminas, responde pelos quatro metros adicionais, chegando aos 164 metros de diâmetro.
Isto torna a maior turbina eólica do mundo mais de 91.000 vezes maior do que menor turbina de vento do mundo, que é pequena o suficiente para aproveitar até sua respiração.
As turbinas eólicas vêm crescendo dramaticamente ao longo das últimas décadas - há 30 anos, uma turbina eólica típica tinha um rotor de 10 metros (cada pá media 5 metros de comprimento) e eram capazes de gerar 30 kW.
O grande apelo do tamanho é a redução dos custos de instalação e a possibilidade de melhores contratos para o fornecimento de uma quantidade maior de energia - 8 MW é suficiente para abastecer quase 10.000 residências.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
A Globo tenta dissimular, mas tem as mãos sujas de sangue
![]() |
| Cinegrafista atingido por bomba lançada por black-bloc |
O partido nazi-fascista-infantilóide PSOl tem culpa, sim, pela tentativa de homicídio que vitimou o cinegrafista da Band. Uma tal "Sininho" apareceu para ligar o deputado Marcelo Freixo, do PSOL do Rio de Janeiro, ao atentado terrorista ocorrido no centro do Rio na semana passada. Tal qual Pedro diante do calvário, Freixo já negou mais de três vezes os autores do atentado, largando-os à própria sorte. Atitude que lhe está valendo a mutação de Marcelo Freixo para Marcelo Frouxo. Mas ele não está sozinho em seu gesto de irresponsabilidade e covardia: a Mídia, inclusive a Band e a Globo, que incentivaram os "protestos contra tudo isso que está aí" também têm as mãos sujas de sangue.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Seleção Google - Jogos de Inverno 2014
Os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi (Rússia) começam oficialmente
nesta sexta-feira (7). Para homenagear o início do evento, o Google
resolveu criar um Doodle (grafia que fica na página inicial do buscador)
e apontou as buscas para o termo “Carta Olímpica”.
A imagem da tela inicial do buscador tem ilustrações de seis esportes de inverno: esqui, hóquei, curling (esporte de precisão jogado com discos e vassouras), bobsled (espécie de corrida de trenó), patinação artística no gelo e snowboard. Também há a seguinte mensagem na tela inciial do Google:
“A prática esportiva é um direito humano. Todas as pessoas devem ter a possibilidade de praticar esporte sem qualquer tipo de discriminação e conforme o ideal olímpico, que exige compreensão mútua e um espírito de amizade, solidariedade e fair play.” – Traduzido pelo Google a partir da Carta Olímpica
Se você clicar no ícone, será direcionado para uma página do buscador com o termo “Carta Olímpica”. Para quem não sabe, Carta Olímpica é o conjunto de princípios para a organização das Olimpíadas e o movimento olímpico.
A Carta Olímpica foi criada em 1894 por Pierre de Coubertain. O Barão de Coubertain ficou famoso pela frase “o importante é competir”. É um princípio semelhante a esse que o documento busca pregar.
Os principais objetivos da Carta Olímpica são estabelecer princípios e valores do espírito olímpico, servir como diretriz de regras para o COI (Comitê Olímpico Internacional) e definir os direitos e obrigações dos três principais órgãos dos Jogos Olímpicos: o COI, as federações internacionais e os comitês olímpicos nacionais e o comitê organizador de cada edição dos Jogos.
Entre os principais apontamentos da Carta Olímpica estão o incentivo ao desporto, a luta contra o doping esportivo e promover um bom legado às cidades dos jogos. A última atualização da Carta Olímpica foi em 2010. Para ter acesso ao documento na íntegra acesse o site do COI.
Saiba um pouco mais sobre os Jogos Olímpicos de Inverno
Jogos Olímpicos de Inverno são um evento multiesportivo realizado a cada quatro anos, reunindo modalidades de desportos de inverno disputadas no gelo e na neve, sendo um dos eventos máximos do Movimento Olímpico, ao lado dos Jogos Olímpicos de Verão.
A primeira competição de caráter mundial a reunir desportos de inverno foi a Semana Internacional de Desportos de Inverno, realizada em 1924 na cidade francesa de Chamonix. Apenas dois anos depois o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu dar o estatuto de Jogos Olímpicos àquela competição, que passaria a acontecer regularmente.
No princípio, os Jogos de Verão e de Inverno eram atribuídos a um mesmo país para serem realizados no mesmo ano. Foi assim até a quarta edição, na Alemanha, em 1936 (ano em que Berlim sediou os Jogos de Verão e Garmisch-Partenkirchen sediou os Jogos de Inverno). Depois de duas edições canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial (Sapporo 1940 e Cortina d’Ampezzo 1944), os Jogos passaram a ser realizados por países diferentes, mas continuaram a acontecer no mesmo ano. Em 1986 o COI decidiu intercalar os Jogos de Verão e de Inverno, realizados sempre nos anos pares. Assim, os Jogos de Albertville 1992 foram sucedidos pelos Jogos de Lillehammer 1994.
Os Jogos de Inverno sofreram mudanças significativas desde a sua criação. A ascensão da televisão como um meio global de comunicação melhorou o perfil dos Jogos. Foi também criado um fluxo de renda, através da venda de direitos de transmissão e publicidade, que tornou-se lucrativa para o COI. Isto permitiu que interesses externos, tais como empresas de televisão e patrocinadores influenciassem os Jogos. O COI teve de responder a críticas diversas e escândalos internos, bem como a utilização de substâncias dopantes por atletas. Houve um boicote político das Olimpíadas de Inverno. Nações também têm usado os Jogos de Inverno para mostrar a pretensa superioridade de seus sistemas políticos.
Os Estados Unidos sediaram os Jogos quatro vezes, mais do que qualquer outro país. Em seguida vem a França, com três edições. No total, dez países já receberam os Jogos de Inverno. A última edição ocorreu em Vancouver (Canadá), em fevereiro de 2010. A próxima edição, em fevereiro de 2014 será no balneário de Sóchi, na Rússia, que também será a primeira cidade subtropical a receber os Jogos Olímpicos de Inverno. A edição de 2018 está marcada para o condado de Pyeongchang, na Coreia do Sul.
Em 2014 os jogos são em Sóchi na Rússia
Com informações do Portal EBC e da Wikipédia
A imagem da tela inicial do buscador tem ilustrações de seis esportes de inverno: esqui, hóquei, curling (esporte de precisão jogado com discos e vassouras), bobsled (espécie de corrida de trenó), patinação artística no gelo e snowboard. Também há a seguinte mensagem na tela inciial do Google:
“A prática esportiva é um direito humano. Todas as pessoas devem ter a possibilidade de praticar esporte sem qualquer tipo de discriminação e conforme o ideal olímpico, que exige compreensão mútua e um espírito de amizade, solidariedade e fair play.” – Traduzido pelo Google a partir da Carta Olímpica
Se você clicar no ícone, será direcionado para uma página do buscador com o termo “Carta Olímpica”. Para quem não sabe, Carta Olímpica é o conjunto de princípios para a organização das Olimpíadas e o movimento olímpico.
A Carta Olímpica foi criada em 1894 por Pierre de Coubertain. O Barão de Coubertain ficou famoso pela frase “o importante é competir”. É um princípio semelhante a esse que o documento busca pregar.
Os principais objetivos da Carta Olímpica são estabelecer princípios e valores do espírito olímpico, servir como diretriz de regras para o COI (Comitê Olímpico Internacional) e definir os direitos e obrigações dos três principais órgãos dos Jogos Olímpicos: o COI, as federações internacionais e os comitês olímpicos nacionais e o comitê organizador de cada edição dos Jogos.
Entre os principais apontamentos da Carta Olímpica estão o incentivo ao desporto, a luta contra o doping esportivo e promover um bom legado às cidades dos jogos. A última atualização da Carta Olímpica foi em 2010. Para ter acesso ao documento na íntegra acesse o site do COI.
Saiba um pouco mais sobre os Jogos Olímpicos de Inverno
Jogos Olímpicos de Inverno são um evento multiesportivo realizado a cada quatro anos, reunindo modalidades de desportos de inverno disputadas no gelo e na neve, sendo um dos eventos máximos do Movimento Olímpico, ao lado dos Jogos Olímpicos de Verão.
A primeira competição de caráter mundial a reunir desportos de inverno foi a Semana Internacional de Desportos de Inverno, realizada em 1924 na cidade francesa de Chamonix. Apenas dois anos depois o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu dar o estatuto de Jogos Olímpicos àquela competição, que passaria a acontecer regularmente.
No princípio, os Jogos de Verão e de Inverno eram atribuídos a um mesmo país para serem realizados no mesmo ano. Foi assim até a quarta edição, na Alemanha, em 1936 (ano em que Berlim sediou os Jogos de Verão e Garmisch-Partenkirchen sediou os Jogos de Inverno). Depois de duas edições canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial (Sapporo 1940 e Cortina d’Ampezzo 1944), os Jogos passaram a ser realizados por países diferentes, mas continuaram a acontecer no mesmo ano. Em 1986 o COI decidiu intercalar os Jogos de Verão e de Inverno, realizados sempre nos anos pares. Assim, os Jogos de Albertville 1992 foram sucedidos pelos Jogos de Lillehammer 1994.
Os Jogos de Inverno sofreram mudanças significativas desde a sua criação. A ascensão da televisão como um meio global de comunicação melhorou o perfil dos Jogos. Foi também criado um fluxo de renda, através da venda de direitos de transmissão e publicidade, que tornou-se lucrativa para o COI. Isto permitiu que interesses externos, tais como empresas de televisão e patrocinadores influenciassem os Jogos. O COI teve de responder a críticas diversas e escândalos internos, bem como a utilização de substâncias dopantes por atletas. Houve um boicote político das Olimpíadas de Inverno. Nações também têm usado os Jogos de Inverno para mostrar a pretensa superioridade de seus sistemas políticos.
Os Estados Unidos sediaram os Jogos quatro vezes, mais do que qualquer outro país. Em seguida vem a França, com três edições. No total, dez países já receberam os Jogos de Inverno. A última edição ocorreu em Vancouver (Canadá), em fevereiro de 2010. A próxima edição, em fevereiro de 2014 será no balneário de Sóchi, na Rússia, que também será a primeira cidade subtropical a receber os Jogos Olímpicos de Inverno. A edição de 2018 está marcada para o condado de Pyeongchang, na Coreia do Sul.
Em 2014 os jogos são em Sóchi na Rússia
Com informações do Portal EBC e da Wikipédia
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Mau Dia Brasil culpa o povo de SP pelo caos no sistema de trens e metrô e esconde corrupção dos DEMos/Tucanos
Atenção, coxinhas:
O caos no sistema de trens e metrô de São Paulo, mostrado hoje no telejornal chapa branca Mau Dia Brasil, é resultado da roubalheira e incompetência dos governos de Geraldo Alckmin, José Serra e Mário Covas (todos do DEMo/PSDB). É preciso lembrar isto, porque o Mau Dia Brasil culpou os usuários do transporte coletivo pelas 5 horas de paralisação do metrô e trem e não citou uma única vez o nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ou o Governo de São Paulo. Muito menos ligou o episódio ao escândalo de pagamento de R$ 1 bilhão em propinas aos políticos demos/tucanos pelas empresas Siemens e Alston, detentoras dos contratos de construção e operação do metrô/trens urbanos de SP. É o típico caso em que há crime, mas não há criminoso (ou há, mas o criminoso, no caso, é protegido pela míidia chapa branca de São Paulo).
http://pt-sp.jusbrasil.com.br/politica/104118911/propinas-e-tucanos-alstom-segue-impune-apenas-no-brasil
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Babilônia 2000: um retrato do que há de melhor no povo brasileiro
O documentário Babilônia 2000 é uma das obras-primas de Eduardo Coutinho.
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