segunda-feira, 6 de abril de 2015

Reflexões sobre o Governo do PT (parte I)

José Ribeiro Jr. Publisher do The Vila Biscaia Post

São levantadas algumas questões importantes, mas meramente como constatação, não como diagnóstico. Sem diagnóstico correto, não se combate a doença, certo?

Sem pretensões, relaciono alguns pontos a meu ver importantes:

1)      Questão tributária – os governos Lula e Dilma não avançaram na criação de impostos sobre a renda para compensar a redução da carga sobre o consumo não apenas por culpa da oposição atrasada, de direita etc, mas por culpa especialmente das bancadas petistas. Estas repetem as mesmas práticas de DEMO, PSDB, PPS etc ao se tornarem gigolôs de propostas populistas com intuito meramente de eleição e re-eleição ad-infinitum. A base política petista da Dilma não está comprometida com políticas de Estado, mas com questões paroquiais. Por isso a presidente não consegue realizar reformas fundamentais, além de sofrer desgaste desnecessário para vetar iniciativas cartoriais que deveriam ser barradas no espaço do legislativo;

2)      A questão do BNDES usado como alavanca dos investimentos produtivos. O capitalista brasileiro é fundamentalmente um medíocre e se o governo não realizar os investimentos de peso, o Brasil vira um Paraguai. É notório que o empresário brasileiro não chegou sequer ao estágio do Fordismo, porque foi preciso um retirante nordestino para ensinar à Fiesp aquilo que Henry Ford intuiu na década de 30: que o sonho de todo norte-americano era possuir um veículo automotivo. A questão é fundamentalmente cultural, e ela ainda está localizada naquilo que o presidente Geisel apontava como exemplo do atraso tecnológico do Brasil: enquanto a Inglaterra implantava siderúrgicas e dava um salto de qualidade na metalurgia, o acomodado capitalista brasileiro vivia da exploração de aluguel! Que capitalismo é este que até hoje não conseguiu produzir um veículo nacional?! (até a Coréia tem a sua indústria automotiva) Que capitalismo é este que não consegue produzir etanol a preços que não sejam extorsivos? Que capitalismo é este incapaz de criar uma bandeira nacional de cartão de débito e crédito, tendo à mão um mercado consumidor espetacular? Foi preciso o presidente Lula determinar à Caixa e ao BB a criação da bandeira Elo! Como explicar que o Itaú, que se orgulha de operar quase no “estado da arte”, não viu essa oportunidade, ou viu mas optou pela acomodação de pagar royalties e lucros às bandeiras internacionais? É exatamente esse atraso cultural o responsável pelo Governo se transformar em investidor em vez de exercer o papel correto de indutor dos investimentos. O preço que o Governo paga para não deixar o País andar de ré é justamente o surgimento de setores controlados por cartéis, com seus serviços de péssima qualidade e seus preços extorsivos, como citado no artigo (telefonia, aviação, produção de etanol etc). Nossa elite industrial continua tão tosca quanto no Século XVIII e essa situação não será revertida enquanto não surgir uma nova geração de capitalistas empreendedores 

3)      A questão dos salários (EM BREVE)