terça-feira, 30 de outubro de 2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Quase 125 anos depois, eles continuam carregando seus sinhozinhos nas costas!

O povo soteropolitano considerou pouco toda a sacanagem que Antonio Carlos Magalhães fez com eles a vida inteira e tratou logo de eleger seu neto, ACMeio, para prefeito de Salvador. Alguns descendentes de Zumbi dos Palmares se apressaram a carregar o sinhozinho nas costas, como seus antepassados transportavam homens e mulheres da Casa Grande em liteiras. Como se vê, pouco adiantou a iniciativa da Redentora há 124 anos (não confundir com a Redentora de 1964), tampouco a política de cotas para ingresso nas universidades criada pelo Presidente Lula. Certos sujeitos têm um complexo de inferioridade atávico, a chamada "síndome de liteira". Então que seja como querem. Pega o chicote, ACMeio Neto, e senta no lombo dessa gente indolente.

ACMeio Neto: sempre no cangote

ACMeio Neto: a favor das cotas para negro carregar liteira

sábado, 27 de outubro de 2012

Mensalão do PSDB: U$$ 1,6 bilhão!!!!!!!!! Se corrigir vai pra US$ 4 bilhões!!!!


Feliz Aniversário, Presidente Lula!



Hoje é aniversário do ex-presidente Lula! Ele completa 67 anos e comemorou essa data especial, ao lado de Dona Marisa, da presidenta Dilma, amigos e familiares em São Bernardo do Campo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Milton Nascimento, o Bituca, faz setentinha cantando como nunca

O cantor e compositor Milton Nascimento está completando 70 anos hoje. Milton é carioca, mas passou a infância e a adolescência na cidade de Três Pontas, em Minas Gerais. Por isso se diz um "mineiro de coração". Salve, Milton! Travesia, seu primeiro suceso, é da sua lavra e de Fernando Brant.



Nos Bailes da Vida!




MEC desmente boatos e confirma Enem 2012 para dias 3 e 4

Após boatos sobre o cancelamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Ministério da Educação (MEC) esclarece que a data do teste está mantida para os dias 3 e 4 de novembro de 2012. O órgão confirma que encaminhou à Polícia Federal todo o tráfego das redes sociais referente ao "irresponsável boato de cancelamento da edição de 2012 do Enem" e solicitou investigação.

Segundo a Agência Estado, fontes do MEC disseram ter "convicção" de que a informação falsa teria partido de Eden Wiedemann, integrante da equipe de mídias sociais da campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. Na noite de quarta-feira, o publicitário postou no Twitter "Vai Haddad!!! MEC confirma cancelamento das provas do Enem", seguido de um link para uma reportagem do Terra de 2009 - quando Fernando Haddad (PT), atual adversário de Serra em São Paulo, era ministro da Educação - que anunciava o cancelamento da prova.
Wiedemann negou que seja o responsável pela origem do boato. No Twitter, o publicitário apontou que não teria sido o primeiro a publicar algo a respeito, indicando uma postagem de quarta-feira à tarde em um perfil falso de Serra com o link da matéria de 2009.
Em nota, o MEC ressaltou que cabe à PF identificar os responsáveis.
Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado em 1998 pelo governo federal com o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da educação básica. A partir de 2009, o teste passou a ser utilizado também como mecanismo de seleção para ingresso no ensino superior.
Neste ano, as provas serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro, sábado e domingo, em todo o País, a partir das 13h (pelo horário de Brasília). No primeiro dia, o candidato resolverá as questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com duração de 4 horas e 30 minutos, contadas a partir da autorização do aplicador para início das provas. No segundo dia, serão realizados os testes de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, e Redação, com duração de 5 horas e 30 minutos, igualmente contadas a partir da autorização. O participante só poderá levar o caderno de questões ao deixar em definitivo a sala nos últimos 30 minutos. O gabarito tem divulgação prevista para 7 de novembro e os resultados, para 28 de dezembro.
Desde o dia 10 de outubro, os cartões de confirmação da inscrição contendo número de registro, data, hora e local de realização das provas, indicação de atendimento diferenciado e/ou específico, opção de língua estrangeira e solicitação de certificação (quando for o caso) estão sendo remetidos por via postal para o endereço informado pelo participante. As informações também estarão disponíveis no site http://sistemasenem2.inep.gov.br/. É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto para a realização das provas.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo exame, recomenda que todos os candidatos compareçam ao local de realização das provas até as 12h (de Brasília). Participantes guardadores de sábado serão acomodados em salas e aguardarão até as 19h para iniciarem as provas no primeiro dia.

(Fonte: terra.com.br)

13º Programa Eleitoral de Fernando Haddad - PT 13


11º Programa Eleitoral de Fernando Haddad - PT 13


Ninguém se iluda: não há honra nesse julgamento de exceção no STF


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Em Fortaleza, com Capistrano, com Elmano

Lisiane, Lula e Elmano Freitas

Cordel de autoria de Crispiniano Neto feito para o candidato a prefeito de Fortaleza, Elmano Freitas. Levado pelo presidente Lula ao palanque, e a pedido do "Nunca Dantes", Crispiniano leu a peça para os presentes. O espírito de Capistrano de Abreu, um dos maiores brasileiros de todos os tempos, certamente estava naquele palanque, representando a nossa Maranguape naquela festa popular.

Elmano com a prefeita Lisiane


 


"Quando chegar na cabine
Vá com calma, não se estresse
Não esqueça o número "13"

Aperte "1", não se apresse,
Depois no "3" toque firme,
Aperte o VERDE e CONFIRME
Que Fortaleza agradece!

Não troque o certo na dúvida,
Não aposte num qualquer;
Vote como LULA pede,
Vote como Dilma quer.
Vote num homem exemplar
Que ele vai continuar
O trabalho da mulher!"

Razões do ódio de certos ministros a Zé Dirceu

Pessoas que partilham da intimidade de um certo ministro da corte suprema, que faz questão de demonstrar ódio pelo PT, pelo presidente Lula e pelo ex-ministro José Dirceu confidenciam que as atitudes do "magistrado" têm motivações passionais. Eles explicam: a origem do ódio ministral remonta aos final dos anos 70 e remete a um episódio ocorrido na Universidade de Brasília. Na época, uma jovem cearense de grande sensualidade teria sido uma das muitas estudantes "passadas em revista" pelo ex-líder estudantil paulista, que estava recém saído da clandestinidade e exercia um verdadeiro fascínio nas moçoilas. Não se sabe o que passa pela cabeça (referência sintomática) do ministro, tantos anos depois do "love" entre a então jovenzinha liberal e o líder esquerdista, nem se entende o motivo de um ciúme tão presente décadas depois. Mas consta que o ministro tem indigestão quando Zé Dirceu aparece no vídeo, ou quando cruzava com o casal ocasionalmente em um local público, e a agora senhora palpita a ponto de ficar completamente molhada de suor. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe!

Razões do ódio de certos ministros a Zé Dirceu

Pessoas que partilham da intimidade de um certo ministro da corte suprema, que faz questão de demonstrar ódio pelo PT, pelo presidente Lula e pelo ex-ministro José Dirceu confidenciam que as atitudes do "magistrado" têm motivações passionais. Eles explicam: a origem do ódio ministral remonta aos final dos anos 70 e remete a um episódio ocorrido na Universidade de Brasília. Na época, uma jovem cearense de grande sensualidade teria sido uma das muitas estudantes "passadas em revista" pelo ex-líder estudantil paulista, que estava recém saído da clandestinidade e exercia um verdadeiro fascínio nas moçoilas. Não se sabe o que passa pela cabeça (referência sintomática) do ministro, tantos anos depois do "love" entre a então jovenzinha liberal e o líder esquerdista, nem se entende o motivo de um ciúme tão presente décadas depois. Mas consta que o ministro tem indigestão quando Zé Dirceu aparece no vídeo, ou quando cruzava com o casal ocasionalmente em um local público, e a agora senhora palpita a ponto de ficar completamente molhada de suor. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe!

Joaquim Barbosa sonha ser aceito pela Casa Grande

Capitão do mato dos coronéis da mídia
Palavras de Ramatis Jacino, professor, mestre e doutorando em História Econômica pela USP e presidente do INSPIR – Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial.


"As elites brasileiras sempre utilizaram indivíduos ou grupos, oriundos dos segmentos oprimidos para reprimir os demais e mantê-los sob controle. Capitães de mato negros que caçavam seus irmãos fugidos, capoeiristas pagos para atacarem terreiros de candomblé, incorporação de grande quantidade de jovens negros nas polícias e forças armadas, convocação para combater rebeliões, como a de Canudos e Contestado, são exemplos da utilização de negros contra negros ao longo da nossa história."



Ramatis: o sonho de Joaquim Barbosa dura pouco

O fato é que o seu sonho é curto e a duração não ultrapassará a quantidade de tempo que as elites considerarem necessário para desconstruir um governo e um ex-presidente que lhes incomoda profundamente.


Ramatis Jacino

Negros que escravizam e vendem negros na África, não são meus irmãos
Negros senhores na América a serviço do capital, não são meus irmãos
Negros opressores, em qualquer parte do mundo, não são meus irmãos…
Solano Trindade

O racismo, adotado pelas oligarquias brasileiras para justificar a exclusão dos negros no período de transição do modo de produção escravista para o modo de produção capitalista, foi introjetado pelos trabalhadores europeus e seus descendentes, que aqui aportaram beneficiados pelo projeto de branqueamento da população brasileira, gestado por aquelas elites.

Impediu-se, assim, alianças do proletariado europeu com os históricos produtores da riqueza nacional, mantendo-os com ações e organizações paralelas, sem diálogos e estratégias de combate ao inimigo comum. Contudo, não há como negar que o conjunto de organizações sindicais, populares e partidárias, além das elaborações teóricas classificadas como “de esquerda”, sejam aliadas naturais dos homens e mulheres negros, na sua luta contra o racismo, a discriminação e a marginalização a que foram relegados.

No campo oposto do espectro ideológico e social, as organizações patronais, seus partidos políticos e as teorias que defendem a exploração do homem pelo homem, que classificamos de “direita”, se baseiam na manutenção de uma sociedade estamental e na justificativa da escravidão negra, como decorrência “natural” da relação estabelecida entre os “civilizados e culturalmente superiores europeus” e os “selvagens africanos”.

É equivocada, portanto, a frase de uma brilhante e respeitada filósofa negra paulistana de que “entre direita e esquerda, eu sou preta”, uma vez que coloca no mesmo patamar os interesses de quem pretende concentrar a riqueza e poder e àqueles que sonham em distribuí-la e democratizá-la. Afirmação esta, que pressupõe alienação da população negra em relação às disputas políticas e ideológicas, como se suas demandas tivessem uma singularidade tal que estariam à margem das concepções econômicas, de organização social, políticas e culturais, que os conceitos de direita e esquerda carregam.

As elites brasileiras sempre utilizaram indivíduos ou grupos, oriundos dos segmentos oprimidos para reprimir os demais e mantê-los sob controle. Capitães de mato negros que caçavam seus irmãos fugidos, capoeiristas pagos para atacarem terreiros de candomblé, incorporação de grande quantidade de jovens negros nas polícias e forças armadas, convocação para combater rebeliões, como a de Canudos e Contestado, são exemplos da utilização de negros contra negros ao longo da nossa história.

Havia entre eles quem acreditasse ter conquistado de maneira individual o espaço que, coletivamente, era negado para o seu povo, iludindo-se com a idéia de que estaria sendo aceito e incluído naquela sociedade. Ansiosos pela suposta aceitação, sentiam necessidade de se mostrarem confiáveis, cumprindo a risca o que se esperava deles, radicalizando nas ações, na defesa dos valores dos poderosos e da ideologia do “establishment” com mais vigor e paixão do que os próprios membros das elites. A tragédia, para estes indivíduos – de ontem e de hoje -, se estabelece quando, depois de cumprida a função para a qual foram cooptados são devolvidos à mesma exclusão e subalternidade social dos seus irmãos.

São inúmeros os exemplos deste descarte e o mais notório é a história de Celso Pitta, eleito prefeito da maior cidade do país, apoiado pelos setores reacionários, com a tarefa de implementar sua política excludente.

Depois de alçado aos céus, derrotando uma candidata de esquerda que, quando prefeita privilegiou a população mais pobre – portanto, negra – foi atirado ao inferno por aqueles que anteriormente apoiaram sua candidatura e sua administração. Execrado pela mídia que ajudou a elegê-lo, abandonado por seus padrinhos políticos, acabou processado e preso, de forma

humilhante, de pijama, algemado em frente às câmeras de televisão. Morreu no ostracismo, sepultado física e politicamente, levando consigo as ilusões daqueles que consideram que a questão racial passa ao largo das opções político/ideológicas.

A esquerda, por suas origens e compromissos, em que pese o fato de existirem pessoas racistas que se auto intitulam de esquerda, comporta-se de maneira diversa: foi um governo de esquerda que nomeou cinco ministros de Estado negros; promulgou a lei 10.639, que inclui a história da África e dos negros brasileiros nos currículos escolares; criou cotas em universidades públicas; titulou terras de comunidades quilombolas e aprofundou relações diplomáticas, econômicas e culturais com o continente africano.

Joaquim Barbosa se tornou o primeiro ministro negro do STF como decorrência do extraordinário currículo profissional e acadêmico, da sua carreira e bela história de superação pessoal. Todavia, jamais teria se tornado ministro se o Brasil não tivesse eleito, em 2003, um Presidente da República convicto que a composição da Suprema Corte precisaria representar a mistura étnica do povo brasileiro.

Com certeza, desde a proclamação da República e reestruturação do STF, existiram centenas, talvez milhares de homens e mulheres negras com currículo e história tão ou mais brilhantes do que a do ministro Barbosa.

Contudo, nunca passou pela cabeça dos presidentes da República – todos oriundos ou a serviço das oligarquias herdeiras do escravismo – a possibilidade de indicar um jurista negro para aquela Corte. Foi necessário um governo de esquerda, com todos os compromissos inerentes à esquerda verdadeira, para que seu mérito fosse reconhecido.

A despeito disso, o ministro Barbosa, em uníssono com o Procurador Geral da República, considera não haver necessidade de provas para condenar os réus da Ação Penal 470. Solidariza-se com as posições conservadoras e evidentemente ideológicas de alguns dos demais ministros e, em diversas ocasiões procura ser “mais realista do que o próprio rei”.

Cumpre exatamente o roteiro escrito pela grande mídia ao optar por condenar não uma prática criminosa, mas um partido e um governo de esquerda em um julgamento escandalosamente político, que despreza a presunção de inocência dos réus, do instituto do contraditório e a falta de provas, como explicitamente já manifestaram mais de um dos integrantes daquela Corte.

Por causa “desses serviços prestados” é alçado aos céus pela mesma mídia que, faz uma década, milita contra todas as iniciativas promotoras da inclusão social protagonizadas por aquele governo, inclusive e principalmente, àquelas que tentam reparar as conseqüências de 350 anos de escravidão e mais de um século de discriminação racial no nosso país.

O ministro vive agora o sonho da inclusão plena, do poder de fato, da capacidade de fazer valer a sua vontade. Vive o sonho da aceitação total e do consenso pátrio, pois foi transformado pela mídia em um semideus, que “brandindo o cajado da lei, pune os poderosos”.

Não há como saber se a maximização do sonho do ministro Joaquim Barbosa é entrar para a história como um juiz implacável, como o mais duro presidente do STF ou como o primeiro presidente da República negro, como já alardeiam, nas redes sociais e conversas informais, alguns ingênuos, apressados e “desideologizados” militantes do movimento negro.

O fato é que o seu sonho é curto e a duração não ultrapassará a quantidade de tempo que as elites considerarem necessário para desconstruir um governo e um ex-presidente que lhes incomoda profundamente.

Elaborar o maior programa de transferência de renda do mundo, construir mais de um milhão de moradias populares, criar 15 milhões de empregos, quase triplicar o salário mínimo e incluir no mercado de consumo 40 milhões de pessoas, que segundo pesquisas recentes é composto de 80% de negros, é imperdoável para os herdeiros da Casa Grande. Contar com um ministro negro no Supremo Tribunal Federal para promover a condenação daquele governo é a solução ideal para as elites, que tentam transformá-lo em instrumento para alcançarem seus objetivos.

O sonho de Joaquim Barbosa e a obsessão em demonstrar que incorporou, na íntegra, as bases ideológicas conservadoras daquele tribunal e dos setores da sociedade que ainda detém o “poder por trás do poder” está levando-o a atropelar regras básicas do direito, em consonância com os demais ministros, comprometidos com a manutenção de uma sociedade excludente, onde a Justiça é aplicada de maneira discricionária.

A aproximação com estes setores e o distanciamento dos segmentos a quem sua presença no Supremo orgulha e serve de exemplo, contribuirão para transformar seu sonho em pesadelo, quando àqueles que o promoveram à condição de herói protagonizarem sua queda, no momento que não for mais útil aos interesses dos defensores do “apartheid social e étnico” que ainda persiste no país.

Certamente não encontrará apoio e solidariedade nos meios de esquerda, que são a origem e razão de ser daquele que, na Presidência da República, homologou sua justa ascensão à instância máxima do Poder Judiciário. Dos trabalhadores das fábricas e dos campos, dos moradores das periferias e dos rincões do norte e nordeste, das mulheres e da juventude, diretamente beneficiados pelas políticas do governo que agora é atingido injustamente pela postura draconiana do ministro, não receberá o apoio e o axé que todos nós negros – sem exceção – necessitamos para sobreviver nessa sociedade marcadamente racista.


Ramatis Jacino é professor, mestre e doutorando em História Econômica pela USP e presidente do INSPIR – Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial.

8º Programa Eleitoral de Fernando Haddad - PT 13


7º Programa Eleitoral de Fernando Haddad - PT 13


6º Programa Eleitoral de Fernando Haddad - PT 13



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Judiciário: o ódio pela perda de privilégios

Certos ministros do STF alimentam ódio do presidente Lula e do PT por causa da instituição da cobrança de contribuição previdenciária dos aposentados e o fim da farra das aposentadorias e pensões em valores integrais, pagas pelo povo brasileiro, em especial os mais pobres. Quando a matéria foi votada, em demonstração de extrema irresponsabilidade e desprezo pela função pública, juízes (não todos, felizmente) entraram em greve!!!! Foi um dos episódios mais baixos e degradantes da vida política nacional, em todos os tempos. O Brasil vem mudando, melhorando, tornando-se uma nação mais justa e desenvolvida. O judiciário ainda é o principal fator de atraso do país, um peso que os brasileiros carregam, como os escravos carregavam as liteiras dos nobres portugueses, sob xingamento e chibata. Urge uma reforma ampla para OBRIGAR o judiciário brasileiro a ingressar no Século XXI!

DIVULGUEM A TEORIA POLÍTICA DO SUPREMO
Por Wanderley Guilherme dos Santos
Diante de um Legislativo pusilânime, Odoricos Paraguassú sem voto revelam em dialeto de péssimo gosto e falsa cultura a raiva com que se vingam, intérpretes dos que pensam como eles, das sucessivas derrotas democráticas e do sucesso inaugural dos governos enraizados nas populações pobres ou solidárias destes. Usando de dogmática impune, celebram a recém descoberta da integridade de notório negocista, confesso sequestrador de recursos destinados a seu partido, avaliam as coalizões eleitorais ou parlamentares como operações de Fernandinhos Beira-mar, assemelhadas às de outros traficantes e assassinos e suas quadrilhas.
Os quase quarenta milhões de brasileiros arrancados à miséria são, segundo estes analfabetos funcionais em doutrina democrática, filhos da podridão, rebentos do submundo contaminado pelo vírus da tolerância doutrinária e pela insolência de submeter interesses partidariamente sectários ao serviço maior do bem público. Bastardos igualmente os universitários do Pró-Uni, aqueles que pela primeira vez se beneficiaram com os serviços de saúde, as mulheres ora começando a ser abrigadas por instituições de governo para proteção eficaz, os desvalidos que passaram a receber, ademais do retórico manual de pescaria, o anzol, a vara e a isca. Excomungados os que conheceram luz elétrica pela primeira vez, os empregados e empregadas que aceitaram colocações dignas no mercado formal de trabalho, com carteira assinada e previdência social assegurada. Estigmatizados aqueles que ascenderam na escala de renda, comparsas na distribuição do butim resultante de políticas negociadas por famigerados proxenetas da pobreza.
Degradados, senão drogados, os vitimados pelas doenças, dependentes das drogas medicinais gratuitas distribuídas por bordéis dissimulados em farmácias populares. Pretexto para usurpação de poder como se eleições fossem, maldigam-se as centenas de conferências locais e regionais de que participaram milhões de brasileiros e de brasileiras para discussão da agenda pública por aqueles de cujos problemas juízes anencéfalos sequer conhecem a existência.
O Legislativo está seriamente ameaçado pelo ressentimento senil da aposentadoria alheia. Em óbvia transgressão de competências, decisões penais lunáticas estupram a lógica, abolem o universo da contingência e fabricam novelas de horror para justificar o abuso de impor formas de organização política, violando o que a Constituição assegura aos que sob ela vivem. Declaram criminosa a decisão constituinte que consagra a liberdade de estruturação partidária. Vingam-se da brilhante estratégia política de José Dirceu, seus companheiros de direção partidária e do presidente Lula da Silva, que rompeu o isolamento ideológico-messiânico do Partido dos Trabalhadores e encetou com sucesso a transformação do partido de aristocracias sindicais em foco de atração de todos os segmentos desafortunados do país.
Licitamente derrotados, os conservadores e reacionários encontraram no Supremo Tribunal Federal o aval da revanche. O intérprete, contudo, como é comum em instituições transtornadas, virou o avesso do avesso, experimentou o prazer de supliciar e detonou as barreiras da conveniência. Ou o Legislativo reage ou representará o papel que sempre coube aos judiciários durante ditaduras: acoelhar-se.
Imprensa independente, analistas, professores universitários e blogueiros: comuniquem-se com seus colegas e amigos no Brasil e no exterior, traduzam se necessário e divulguem o discurso do ministro-presidente Carlos Ayres de Britto sobre a política, presidencialismo, coalizões e tudo mais que se considerou autorizado a fazer. Divulguem. Divulguem. Se possível, imprimam e distribuam democráticamente. É a fama que merece.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

HSBC não consegue manter o site no ar

O site do HSBC está fora do ar a manhã inteira. Sem acesso ao Internet Banking, quem precisa movimentar sua conta, fazer pagamentos, transferências e outros serviços bancários tem que se deslocar até as agências e enfrentar filas. O banco inglês que abocanhou o Bamerindus em 1997 já encerrou as operações nos demais países da América do Sul e reduziu bastante a participação no mercado brasileiro. Há alguns anos vendeu a sua financeira popular - Losângo -, terceirizou o financiamento de veículos, praticamente desembarcou da Poupança e do crédito imobiliário na faixa mais popular, reduziu o relacionamento com a clientela de menor renda e tenta se firmar no segmento denominado "Premier", entre outras medidas restritivas. Ao lado do Santander - este um gigante bem-sucedido em território brasileiro -, o HSBC foi o que sobrou da avalanche de instituições estrangeiras no mercado bancário brasileiro nos anos 90, quando o governo FHC escancarou as portas do País à concorrência internacional. O ex-presidente brasileiro do HSBC, Michael Geoghegan, chegou a dizer que iria "ensinar" o dono do Itaú, Roberto Setúbal, a ganhar dinheiro. Mas acabou mesmo foi aprendendo com o paulista a ganhar dinheiro fácil com operações de Tesouraria, em especial a compra de títulos do governo. Isto quando o Brasil ainda se constituia no "último almoço grátis" da banca internacional, conforme palavras da presidente Dilma Roussef. Atualmente, com o juro real na faixa de 1,75% ao ano, o HSBC está sendo testado de fato na sua alegada competência em negócios. Se vai passar no teste só o tempo dirá.

18h24 - A página do banco voltou a funcionar. 

3º Programa Eleitoral de Fernando Haddad - PT 13


sábado, 13 de outubro de 2012

Recordando Fernando Campelo Duarte




No início dos anos trinta, Lamartine Babo correspondeu-se com Nair, uma mineira de Dores de Boa Esperança, a quem dedicou esta canção. Tempos depois, visitando a cidade, ele descobriria que Nair era uma menina, sobrinha de um admirador seu, o dentista Carlos Alves Neto, verdadeiro autor das cartas.

Um inspirado samba-canção, "Serra da Boa Esperança" mostrou-se propício a interpretações renovadoras, especialmente com criativas mudanças harmônicas, como a versão instrumental que lhe deram César Camargo Mariano e Wagner Tiso, em 1983, a vocal de Eduardo Dusek, em 1984, num reverente resgate, e esta magistral interpretação de Gal Costa.

A composição com 32 compassos (A-B) é desenvolvida sobre um motivo principal, de três notas e suas variações, usado quatro vezes a cada quatro compassos, e que é alterado de modo notável em duas ocasiões: na preparação para o final da primeira parte ("Meu-úl-ti-mo-bem") e no compasso 26 ("Ho-ra-do-adeus-vou-me"), quando em vez de ser repetido, prossegue o movimento descendente direto, um procedimento que volta a ser usado nas oito notas que precedem o arremate.

Com letra e música de Lamartine, "Serra da Boa Esperança" é um exemplo bem expressivo de sua arte, em que o poeta e o compositor se igualam em competência e bom gosto.

Serra da Boa Esperança (samba-canção, 1937) - Lamartine Babo

Intro: Dm A7

Dm A7
Serra da Boa Esperança esperança que encerra
Dm A7
No coração do Brasil um punhado de terra
A# C7 F C/E D7
No coração de quem vai, no coração de quem vem
Gm7 C7 F A7
Serra da Boa Esperança meu último bem
Dm A7
Parto levando saudades, saudades deixando
A# A7 A# A7
Murchas caídas na serra lá perto de Deus
Gm7 A7 Dm D7
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Gm7 Em5-/7
Deixo a luz do olhar no teu luar
A7 Dm
Adeus
Dm A7
Levo na minha cantiga a imagem da serra
Dm A7
Sei que Jesus não castiga o poeta que erra
A# C7 F C/E D7
Nós os poetas erramos, porque rimamos também
Gm7 C7 F A7
Os nossos olhos nos olhos de alguém que não vem
Dm A7
Serra da Boa Esperança não tenhas receio
A# A7 A# A7
Hei de guardar tua imagem com a graça de Deus
Gm7 A7 Dm D7
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Gm7 Em5-/7
Deixo a luz do olhar no teu luar
A7 Dm
Adeus

Fonte: Youtube

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Carta de Miruna Genoíno em defesa do pai

Genoíno: condenado por homens sem honra
Republico aqui a carta de Miruna Genoíno, filha de José Genoíno, em lamento pela condenação de seu pai por juízes fracos, acovardados ante os barões da mídia. José Genoíno Neto é cearense honrado como o foi João Capistrado de Abreu, o maior historiador brasileiro, nascido na bonita Maranguape, na localidade de Columinjuba. Assim como Genoíno hoje, Capistrano também foi alvo de homens sem honra, sempre prontos a se curvar aos interesses de ricos e poderosos em troca de cargos públicos, cartórios, terras. Como Capistrano ontem, José Genoíno, hoje, honra os brasileiros de fibra e de coragem. Certos juízes deslumbrados do STF estão para os barões da mídia Civitta, Marinho, Frias e Mesquita assim como o camareiro Francisco Rufino de Souza Lobato estava para o rei Dom João VI. E é como ele que irão passar à História.


"A coragem é o que dá sentido à liberdade

Com essa frase, meu pai, José Genoino Neto, cearense, brasileiro, casado, pai de três filhos, avô de dois netos, explicou-me como estava se sentindo em relação à condenação que hoje, dia 9 de outubro, foi confirmada.Uma frase saída do livro que está lendo atualmente e que me levou por um caminho enorme de recordações e de perguntas que realmente não têm resposta.

Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia?

Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas...
Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar? Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade?

E sigo...
Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? E teria coragem de ao longo de 20 anos na câmara dos deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto?

Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas...
Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas...

Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil?

Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.

Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou.

Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai.

Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos leem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentos mais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente.

Com toda minha gratidão, amor e carinho,

Miruna Genoino"

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Haddad reconhece trabalho da militância e importância das redes sociais

As redes sociais alimentadas pela militância petista fizeram a sua parte para tornar as propostas de Fernando Haddad conhecidas do público, em especial dos jovens, e o resultado foi a vitória na eleição de domingo, desmentindo o DataFolha (agora DataFalha). Haddad agradeceu à garotada, que retoma agora os trabalhos para o segundo turno.

sábado, 6 de outubro de 2012

Contribuintes respondem ao presidente do TJ/PR

Hilux: Carro popular, segundo o TJ/PR
Foi-se o tempo em que o cidadão curitibano escrevia cartas para os jornais para bater palmas ao prefeito, governador, parlamentares e outras autoridades paranaenses, naquele estilo conhecido como "leitor da Veja". Era uma época em que a Gazeta do Povo escrevia "alugueres", usava advérbios e superlativos para alongar títulos (muito maravilhoso) e tinha como concorrente o DOE. Veio então o governo Requião e, como maior obra (quiçá única), obrigou a Gazeta do Povo a fazer Jornalismo, levando-a a transformar-se em um grande jornal e a ocupar o espaço que anteriormente pertencia à falecida Folha de Londrina. Mas não foi só a Gazeta que evoluiu; os leitores do jornal também se transformaram (não se sabe se igualmente por obra do governo Requião) e agora, no lugar de louvaminhas, dirigem duras palavras às autoridades, em proporção direta ao nível de arrogância destas. Querem ver? Então lá vão duas cartas publicadas na edição deste sábado, 6/10, retrucando a defesa  que o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Miguel Kfouri Neto, fez da aquisição de caminhonetes de luxo para servir aos desembargadores paranaenses:

Judiciário 1
Digo ao sr. Miguel Kfouri Neto (Gazeta, 5/10) que a publicidade das contas dos órgãos públicos não é mero capricho da imprensa. É princípio da administração pública e se chama transparência. Como o dinheiro gasto nos luxos do TJ sai do bolso dos contribuintes – que o senhor, do alto da sua sagrada arrogância, chama de “simplória massa de manobra” –, nada mais justo que sabermos onde ele está sendo gasto. Ao dirigir-se a nós, cidadãos, tenha um pouco mais de respeito, sr. Kfouri. Esperamos que o senhor, no papel de presidente do TJ-PR, use um pouco mais de discernimento para julgar uma causa que o demonstrado ao redigir esse exaltado e apoplético texto.
Ivonete Alexandrino dos Santos
 

Judiciário 2
Considero muito importante a aquisição das caminhonetes pelo TJ-PR; afinal, proporcionarão muito conforto e segurança aos seus usuários, em face da duríssima carga de trabalho e estresse que sofrem. Juntamente com o aluguel do jato executivo, acho que também seria interessante a aquisição de iates ou lanchas, aí todos os requisitos de conforto e segurança estariam preenchidos.
João Carlos Rotta


Para quem não leu o artigo do desebargador Miguel Kfouri Neto, que deu origem às manifestações da sra. Ivonete e do sr. João Rotta, segue a peça:

 "Presidente do TJ-PR contesta abordagem parcial

da imprensa sobre aquisição de camionetas de luxo

*Miguel Kfouri Neto

Cuidado: Desembargador a bordo
Jornalistas de diversos veículos – jornal, rádio, TV, blogs, portais – têm demonstrado, nesses últimos dias, viva e candente indignação. Isto porque – inominável heresia! – o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná determinou a realização de pregão eletrônico, para a aquisição de cinco camionetas “de luxo”, para transporte de equipes da Corregedoria e da presidência, nas constantes viagens ao Interior do Estado.

“O Judiciário do Paraná tem outras prioridades”, vocifera um; “vejam só o carro que eles querem, tem até GPS e som digital”, brada outro, apoplético; “o freio é ABS e o câmbio é automático”, grita o colérico comentarista, à beira de um ataque de nervos. E aí por diante. Itens de fábrica, para carros desse modelo, aptos a transportar sete passageiros, transformam-se em opcionais desprezíveis, luxo só, na visão dos rigorosos censores.

“Deveriam, comprar carro de menor valor”, fustigam. Berra, ensandecida, a apresentadora: “É dinheiro do contribuinte, é o meu, o seu dinheiro, telespectador!”

A julgar pela quantidade de tempo e tinta gastos com os irados comentários, tem-se a impressão de que o noticiário anda meio pobre, aqui pela terra das araucárias…
A empresa vencedora indicou valor unitário de R$173.990,00 para o fornecimento dos veículos – quase oitocentos e setenta mil reais, no total.

Estamos construindo, hoje, no Paraná, vinte e seis prédios, a quase totalidade destinada a abrigar fóruns, no Interior. Alguns deles estavam quase desabando. São 243 milhões de reais em obras. Com os 91 milhões pagos pela desapropriação do prédio da Rua Mauá, em Curitiba, de 31.000m2, são mais de 330 milhões em edificações novas.
Nesses vinte meses de gestão, foram criados quase 150 cargos de juiz de direito. Despesa anual aproximada, de 45 milhões de reais.

Foram instaladas 76 Varas Judiciais e Comarcas (3). Contratados quase 1.200 assessores para os magistrados, em todo o Paraná. Nomeados perto de 700 servidores – para aumentar a produtividade, acelerar o andamento dos processos, melhorar a qualidade dos serviços prestados à população. Criados 80 cargos de analista de sistemas e técnicos de computador. Nomeados 75 analistas de nível superior – assistentes sociais, psicólogos, pedagogos – para as equipes técnicas de Família, Infância e Juventude. Calculem os iluminados jornalistas o montante dessas despesas: por baixo, mais de 85 milhões por ano. Só com estagiários, cerca de 2.800 – aí incluídos os de pós-graduação – acrescentem-se 25 milhões de reais.

E isso ainda é pouco: milhares de computadores, impressoras, mobiliário, materiais diversos. Assim, nesse cálculo aligeirado, atingimos quase 500 milhões de reais, investidos na ampla modernização do Judiciário paranaense.

As tais camionetas representam, pois, algo ao redor de 0,16% desses investimentos.
E foram adquiridas para transportar, com segurança, magistrados e servidores, cujas vidas, para a direção do TJ, não têm preço.

Com a venda da nossa folha de pagamento à Caixa Econômica Federal, auferimos 21 milhões de reais. Receita para o FUNREJUS. Portanto, não se despenderá dinheiro do contribuinte.

Segunda-feira passada, dia 1.º/10, inauguramos o Fórum da CIC, que atenderá população estimada em 240 mil pessoas. Silêncio quase total nesses órgãos sensacionalistas. Estava lá, apenas, competente equipe da TV Educativa. Nos jornais, dias antes, mísera notinha em página interna. Depois, absolutamente nada – nem uma fotografiazinha três por quatro, para mostrar como ficou bonito e funcional aquele fórum descentralizado.

Será que os jornalistas noticiarão, semana que vem (dia 09/10, às 17h), a inauguração do Fórum da Família, Infância e Juventude, na Rua da Glória? Prédio novo, mais de 8.000m2, que acolherá condignamente os cidadãos curitibanos, advogados, promotores, servidores e juízes. Pelo andar da carruagem, melhor não nutrir muita esperança…

Tem-se a impressão de que o objetivo único é desinformar a população, despertar rancores, distorcer, ironizar, menoscabar. Informação boa, ao que tudo indica, é a negativa. Jornalista competente é aquele que espiolha o lado negativo – e faz com que a opinião pública, reduzida à expressão simplória de massa de manobra – expresse opiniões equivocadas, na mais densa e santa ignorância.

Ninguém pretende unanimidade. O direito à crítica é inalienável. Mas ao menos, forneçam ao leitor dados completos. Por favor, não fragmentem a realidade, agindo com parcialidade.

Peço-lhes, uma vez mais: façam justiça ao Judiciário do Paraná!

* Desembargador e presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (gestão 2011-2012).



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Está surgindo o Presidente do Brasil de 2018: Fernando Haddad



Para a eleição de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo neste domingo, O Rappa:


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O Mensalão vai passar o País a limpo

Ministro Celso de Merllo após ler O Código da Vida
O Brasil vive o momento ideal para o Poder Legislativo reformar o Judiciário, começando por criminalizar a venda de sentenças e atribuir-lhe a condição de crime hediondo. Afinal, a justiça é a última esperança do cidadão, e aquele que age de maneira a fraudar esse direito comete verdadeiro crime de lesa-humanidade.

Para provar a venda de sentenças siga-se o ensinamento do presidente do STF, ministro Ayres Britto: a pergunta não deve ser: "há prova de venda de sentença?", mas "não está na cara que esse juiz levou bola do réu?".

Aos acusados de venda de sentença caberá o ônus da prova de sua inocência. Afinal, parodiando a ministra Rosa Weber e o ministro Luiz Fux, nenhum juiz anuncia no Alô Negócios que está disponível para comercializar sentenças ou emite nota fiscal descriminada; ao contrário, isto é feito de maneira acobertada, às escuras mesmo. Evidente, portanto, que é muito difícil fazer prova dessa prática, mas que ela ocorreu não resta a menor dúvida!

Ao livrar o país dos juízes vendedores de sentença - os bandidos de toga, como bem os designou a ministra Eliane Calmon - o Poder Legislativo federal estará moralizando os costumes no Brasil, como propugnou o ministro Celso de Mello (aquele alcunhado "juiz de merda" pelo ex-ministro da Justiça Saulo Ramos em seu livro Código da Vida, página 179).

Mãos a obra, parlamentares!

O diabo no meio do mensalão


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Guimarães Rosa

Fonte: Blog O Cafezinho

Miguel do Rosário

O diabo existe? A pergunta é falsamente ingênua, porque esconde uma dúvida metafísica muito complexa sobre a existência ou não do mal. Riobaldo, o protagonista de Grande Sertão, acha que todos os sábios do mundo deveriam se reunir para decidirem, de uma vez por todas, se há ou não um capeta assombrando o mundo.

A mídia brasileira encontrou, nos ministros do Supremo Tribunal Federal, os sábios que faltaram à Riobaldo: sete juízes entenderam que sim, que o diabo existe, ou seja, que o mensalão foi compra de voto de parlamentares.


A Procuradoria, as CPIs e toda a mídia brasileira, passaram quase sete anos à procura de um testemunha ou prova consistente que afirmasse a tese da compra de voto. Centenas – talvez milhares – de pessoas foram interrogadas, entrevistadas, devassadas, e todos asseguraram que não, que não houve venda de voto. Não importa. A nossa democracia agora é governada por sete sábios. São eles que dão a palavra final.

O STF produziu uma armadilha para si mesmo, e entrou nela. Desde o início dos debates, muita gente via, estarrecida, que os ministros enveredavam por uma trilha perigosíssima, ao estabelecerem que não havia necessidade de provas ou “atos de ofício” para condenarem os réus. Então, quando todos achavam que o festival de arbitrariedades havia atingido o clímax, eis que ele piora, e o ministros, constrangidos pela dificuldade em condenar sem “ato de ofício”, decidem que o ato de votar é o crime final do parlamentar envolvido no escândalo do mensalão.

Os ministros, no afã de demonstrar a existência do Dito-Cujo, trouxeram-no para dentro do tribunal. Em algum momento dos debates, veremos um redemoinho de papéis num canto do salão. É ele mesmo, o Sem-Nome, rindo-se dos juízes, da imprensa, de nós todos.
Outrora dizia-se que ainda havia juízes em Berlim. Grande ironia da história! Quando a democracia desaba, encontra-se um ou dois juízes tentando salvá-la. Quando a democracia chega a seu momento mais pujante, eis a maioria dos juízes disputando quem a violenta primeiro.

Por sorte ainda temos Wanderley Guilherme, e Blaise Pascal. O primeiro nos lembra o óbvio: que todo acordo eleitoral implica em convergência política. Quando dois partidos fazem um acordo, não é para “inaugurar retratos” nas respectivas sedes. Consegue-se o apoio de uma legenda com o fim de que seus parlamentares concretizem essa parceria na forma de votos. E apoio político, numa democracia altamente concorrencial e capitalista como a brasileira, implica, necessariamente, em acordos eleitorais envolvendo despesas de campanha.
Criminalizar isso é criminalizar a própria democracia. É glorificar a hipocrisia.

Se o mensalão foi compra de votos, ou seja, se o governo comprou a consciência dos políticos, então a reeleição de Fernando Henrique Cardoso foi o quê? A própria Constituição de 1988 teria sido “comprada”?  Sim, porque não é sensato pensar que os parlamentares que a promulgaram não receberam dinheiro para tocar suas respectivas campanhas, sendo que boa parte desses recursos, provavelmente, não foi contabilizada. A sabatina de cada ministro do STF também não foi objeto de comércio ilegal? Como o STF pode saber, aliás, qual exatamente foi o voto comprado? Um parlamentar pode receber dinheiro hoje por um voto que já deu na semana anterior. Pode receber adiantado para votar daqui a um mês. Ou seja, até a “coincidência” da datas, que os juízes estão ridiculamente usando como indício de crime, não significa absolutamente nada!

O que os ministros estão fazendo, para o deleite da mídia conservadora, é criminalizar a política brasileira. O discurso de Celso Mello, ontem, representou uma agressão insuportável aos valores democráticos e à nossa própria soberania. Foi um discurso de golpe, com o qual se poderia justificar qualquer violência contra o sufrágio popular. Todos os preconceitos que emergiram com a vitória de Lula voltaram a se manifestar, com força total, nos recentes discursos desses magistrados. Por que não agiram com ira similar quando o réu era Daniel Dantas, um dos maiores corruptores de políticos de que se tem notícia?

Pascal, por sua vez, lembra-nos que “nada é justo em si” e que “nada é tão falível como essas leis que reparam as faltas: quem lhes obedece, porque são justas, obedece à justiça que imagina, mas não à essência da lei, que está encerrada em si: é lei e nada mais”.
Celso Mello e seus colegas deveriam reler Pascal antes de se arvorarem paladinos da justiça, da ética e da moralidade. Não porque não sejam éticos e justos, mas porque esses temas pertencem à esfera da pesquisa filosófica, e mesmo assim, objetos de infinitas controvérsias. Quando entra em jogo a política, então, nos deparamos com uma quantidade de areia muito superior ao caminhãozinho dos juízes.

Não questiono o saber jurídico dos excelentíssimos, mas que se atenham a examinar os autos, que para isso pagamos-lhes os salários. Deixem as interpretações arbitrárias sobre o fazer político para seus momentos de lazer.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Falcão: ‘O juiz ausente é um funcionário público que falta ao trabalho’

Sucessor de Eliana Calmon na Corregedoria do CNJ quer magistrados no interior


Francisco Falcão, novo corregedor do CNJ
Foto: Agência O Globo / Gustavo Miranda
Francisco Falcão, novo corregedor do CNJ Agência O Globo / Gustavo Miranda

Fonte: O Globo 

 RIO - O novo corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Francisco Falcão, se lembra do tempo em que o pai, Djaci, cumpria longas temporadas como juiz no interior pernambucano. O exemplo do pai, que chegou a presidir o STF, inspira Falcão na primeira medida no cargo que assumiu em setembro. Ele promete jogar duro com o juiz gazeteiro, que só aparece duas ou três vezes por semana para trabalhar.

Logo após assumir a Corregedoria do CNJ, o senhor negou que faria uma gestão mais moderada do que a da antecessora, a ministra Eliana Calmon, famosa pela dureza contra os “bandidos de toga”. O senhor chegou a dizer que muita gente sentirá “saudades da Eliana”. Na prática, o que deixará as pessoas saudosas?

Estou começando a definir a agenda, mas já acertei uma viagem à Paraíba no dia 31. O motivo é relevante. Em parceria com a Corregedoria de Justiça do estado, vamos lançar um programa que obrigará os juízes de cidades do interior a marcar audiências preferencialmente às segundas e sextas-feiras. Queremos garantir a presença do magistrado na comarca. Fazendo isso, nós o obrigamos a passar a semana inteira ali, e não apenas dois ou três dias, como ocorre com frequência.

O senhor teme reação corporativa?

De modo algum. A presença na comarca, de segunda a sexta-feira, é obrigação de todos os juízes, prevista na Lei Orgânica da Magistratura. Meu pai, Falcão, que presidiu o Supremo, foi juiz de comarca. Ele morava nas cidades. Levava a família. Hoje, as queixas sobre o problema são recorrentes. Se existem alguns casos de descumprimento, as corregedorias locais devem agir para punir os maus magistrados. O juiz ausente é um funcionário público que falta ao trabalho. E quem perde é a sociedade, os advogados que viajam horas e horas, chegam lá e não encontram ninguém.

Alguma razão especial pela escolha da Paraíba?

Vamos começar por lá pois tivemos a boa vontade do Tribunal de Justiça local, mas outros estados também enfrentam o mesmo problema. Sendo assim, a meta é ampliar o programa para todo o Brasil, sempre agindo em parceria com os Judiciários estaduais. Às corregedorias caberá monitorar as audiências.

O senhor citou o exemplo de seu pai. O que lembra dessa época?

Como juiz de comarca, entre as décadas de 1940 e 1950, ele passou por municípios como Serrita, São Joaquim do Monte, Caruaru, Triunfo e Paulista, em Pernambuco. Onde ele esteve, fez questão de morar na própria cidade. Primeiro, solteiro. Depois, com a família. Em uma delas, recusou-se a aceitar a casa cedida por uma família abastada. Pagava o aluguel. Quando nasci, ele trabalhava em Paulista, onde passamos quatro anos com raras idas à capital. Ele só viajava a Recife a cada seis meses ou um ano.

O senhor disse que agirá sempre em parceria com as corregedorias locais. Isso pode ser entendido como uma diferença da gestão anterior, marcada por confrontos entre Eliana Calmon e os tribunais estaduais?

Volto a dizer que não haverá diferença. Fiz poucas mudanças. Dos setes juízes auxiliares, três trabalharam com ela. Os demais saíram por motivos alheios à minha vontade. Eu diria apenas que sou pessoa mais discreta. Falo pouco, mas reafirmo: corre-se o risco de sentir saudades da Eliana. Evidentemente, não vou condenar ninguém antes do julgamento nem vou quebrar sigilo de ninguém. Mas defendo que nenhuma autoridade pública deva ter sigilo bancário ou fiscal.

Que outras questões terão prioridade no início da gestão?

O programa “Mutirão do Juri”, para desafogar os tribunais de juri. Vamos começar por Jaboatão dos Guararapes, município em Pernambuco, onde há 2.400 processos a serem julgados. Isso representa uma quantidade expressiva de criminosos soltos. Sempre com a colaboração da Justiça local, pretendemos mobilizar de 30 a 40 juízes para reduzir o estoque de ações. Localizada na região metropolitana de Recife, Jaboatão é um celeiro do crime. A Justiça precisa entrar ali para mostrar a sua mão forte. Mas não faremos só em Pernambuco. A pedido do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, preocupado com a escalada da criminalidade, São Paulo terá o seu mutirão do júri logo após as eleições.

Como o senhor disse que as mudanças na Corregedoria do CNJ serão poucas, pretende contar com a contribuição de sua antecessora?

Assim que a ministra Eliana Calmon voltar de viagem, quero propor uma parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), agora dirigida por ela. O objetivo é preparar as corregedorias menores, padronizar as ações, pois elas têm pouca noção sobre como começar um procedimento administrativo.

O CNJ, ao fazer isso, quer reduzir seu protagonismo nos processos disciplinares?

Fortalecendo as corregedorias, a ideia é descentralizar o trabalho. O Conselho Nacional de Justiça, como órgão nacional, tem que cuidar das questões macro, as mais importantes. No início de novembro, haverá um fórum de corregedorias. Levaremos essa posição. A ideia é delegar, quando se tratar de pequenos problemas, e dar um prazo. Fizemos isso recentemente com a Corregedoria de Goiás. Fixamos um prazo de 60 dias. Se o problema não é resolvido, aí entramos e agimos. Mas há casos em que só a Corregedoria do CNJ tem condições de resolver. Em breve, começaremos a atuar a pedido de um estado.

Já que o senhor citou prazos, a pergunta é inevitável: o que mais o CNJ pode fazer para enfrentar a morosidade do Judiciário?

Uma das metas diz respeito às execuções fiscais. Não é possível que um processo deste tipo demore mais a tramitar do que a ação principal. A parte vitoriosa ganha, mas não leva, e isso inclui municípios, estados e União. No Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça, preocupado com a questão, deu prioridade no processamento das execuções e está promovendo mutirões de julgamento. É uma experiência que eu pretendo levar para outros estados, mas sempre em parceria.

Fonte: O Globo

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/falcaoo-juiz-ausente-um-funcionario-publico-que-falta-ao-trabalho-6253648#ixzz2895MxExF
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

De Saulo Ramos sobre o ministro Celso de Mello: "você é um juiz de merda!"


O relato abaixo é do livro Código da Vida, do advogado e ex-Ministro da Justiça, Saulo Ramos:

"…a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

E continua:

Veio o dia do julgamento do mérito. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura Sarney.

Deus do céu! O que deu no Garoto? Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação ( o assunto do telefonema para o “padrinho” ) com a hipótese de Marco Aurélio de Mello ( primo do Collor ) ser o relator.

Continuando a narrativa:

Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:

- Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto…votei contra para desmentir a Folha de São Paulo ( que na véspera noticiou o voto certo em favor de Sarney )…

O Presidente já estava vitorioso e não precisava mais do meu…Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente…

O Senhor entendeu?

- Entendi.

ENTENDI QUE VOCÊ É UM JUIZ DE MERDA!

Bati o telefone e nunca mais falei com ele.

Muitos advogados sabiam que Celso de Mello havia sido meu secretário na Consultoria da República e nomeado Ministro do Supremo por empenho meu. (fls. 169 /176 do livro Código da Vida)".