sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Lula rechaça radicalismo e prega Estado forte

Fonte: JORNAL VALOR ECONÔMICO, 21/12/2017


POR CRISTIANE AGOSTINE | DE SÃO PAULO
Lula: "Estou muito tranquilo para o dia 24 de janeiro. Estarei candidato se o partido quiser que eu esteja candidato"
Líder nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que não teme ser preso, reforçou que recorrerá a todas as instâncias do Judiciário para disputar a Presidência da República em 2018 e afirmou que não está mais radical do que já foi. "Não tenho cara de radical nem o radicalismo fica bem em mim. Tô mais sabido". A cerca de um mês para o julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, do caso do tríplex em Guarujá (SP), o ex-presidente demonstrou bom humor e afirmou que a justiça "não pode impedir um velhinho com tesão de 20 anos de ser candidato".

Ontem, Lula recebeu jornalistas em seu instituto, em São Paulo, e conversou por duas horas e meia em um café da manhã. Ao lado do coordenador-geral de seu Programa de governo, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), o ex-presidente fez um rascunho do que poderá ser um eventual terceiro mandato. O petista defendeu a retomada da política de valorização do salário mínimo, o papel do Estado como investidor e indutor do crescimento, a expansão do crédito, a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até cinco salários mínimos e a federalização do ensino médio.Lula defendeu a responsabilidade fiscal e disse que aprendeu em casa, com sua mãe, a não gastar mais do que tem.

Durante a entrevista, o petista criticou o presidente Michel Temer por "vender" o patrimônio público e comparou o governo do emedebista às Casas Bahia. Apesar das críticas a Temer, Lula não descartou alianças nos Estados com o PMDB em 2018.

A seguir, trechos da entrevista.

Julgamento do TRF-4

"Como é que podem tentar evitar que um velhinho de 72 com energia de 30 e tesão de 20 seja candidato? Não é possível. É tanta coisa boa junta que eles têm que deixar."

"Estou muito tranquilo para o dia 24 [de janeiro]. Estarei candidato, se o partido quiser que eu esteja candidato. No fundo o partido é que vai decidir até o dia que uma instância diga que eu não posso ser candidato."

"A minha vontade é ter um atestado de inocência no dia 24. Se não for, vou recorrer contra isso aí, porque eu não vou passar para a história como um inocente condenado."

"A minha condenação será a negação da justiça, porque a justiça vai ter que fazer um esforço monumental para transformar uma mentira em verdade. A sentença de Moro, aos olhos de diversos juristas dentro e fora do Brasil, é quase que uma piada. Para um cidadão ser condenado é preciso que ele tenha cometido um crime. Tenho desafiado a Polícia Federal, o Ministério Público a mostrarem uma única prova."

"Só tem uma atitude digna que eles podem tomar, que é a de me inocentar por três a zero"

"Se eles, por acaso, contra toda a lógica do processo, ainda assim cometerem a barbaridade jurídica de me condenar, tenho 'n' recursos para fazer e vou continuar viajando o Brasil, vou continuar mostrando que este país tem conserto."

"Tenho a certeza absoluta de que o que vai vencer é a inocência de um ser humano que só tem um problema nesse momento: tem mais chance de ser presidente do que os outros."

"Vou ser inocentado de todos [os processos]. Espero que a justiça seja rápida e justa."

"Como réu, não vou ficar participando de manifestações."

Prisão

"Não penso [em ser preso]. Preso só pode ir quem cometeu crime."

Lava-Jato e Judiciário

"[Deltan] Dallagnol não tem tamanho para fazer o que está fazendo. Deveria ser exonerado a bem do serviço público. Não é possivel alguém ganhar tanto do Estado para contar a mentira que ele contou".

"Depois do papelão do [Rodrigo] Janot com Joesley [Batista] está provado o que é aquilo. Não pode dar muito destaque a quem não tem biografia. Biografia é coisa que exige respeito e você conquista biografia com trabalho e não com mentira. É por isso que não vou ser preso. Para ser preso eles precisam provar alguma coisa. É mais fácil eu provar que eles mentiram do que eles falarem que cometi um crime."

"Penso que meus acusadores vão ficar ridicularizados."

"Se não acreditar na democracia, se não acreditar na justiça, vou propor ao povo o que, a luta armada? Só quero que os homens que componham a justiça façam jus ao que eu acredito sobre a justiça."

Plano B e vice

"Quem vai ser candidato a vice, se vai ter outro candidato, tudo isso tem o momento certo. Eu tenho sempre que tomar cuidado porque o vice não pode ser mais importante do que o presidente. O vice não pode ser mais velho do que eu, porque a natureza é implacável e tem que estar sempre com o olho na sabedoria de alguém com perspectiva de vida mais longa do que eu. E o vice tem que ser alguém que você confie."

"Quando fui candidato pela primeira vez os caras queriam que eu montasse o ministério antes para dar confiança do mercado. Agora vou escrever carta ao povo Brasileiro, mas não como foi em 2002, que foi para o mercado [financeiro]. Agora é para o povo mesmo. Quem me deve satisfação é o mercado, não sou eu que devo satisfação a eles. Esse mercado injusto nunca me agradeceu com o tanto que ganhou."

Promessas de campanha

"Vamos voltar a ter uma política de valorização do salário mínimo. E não é o salário mínimo que causa inflação. Nós provamos isso. Depois não aceito que ninguém vai dizer para mim sobre responsabilidade fiscal porque isso eu tenho de sobra. Aprendi com uma mulher analfabeta: só gasta o que você tem e só faça Dívida que você possa pagar. Eu não preciso de palpite de banqueiro não."

"Tenho a ideia de federalizar o ensino médio, de quem ganha até cinco salários mínimos não pagar imposto de renda. Quem vai pagar são os mais ricos."

"Se eu for eleito, os mais pobres vão ter mais uma vantagenzinha. Vai voltar a comer peito e coxa de frango, comprar picanhazinha no domingo, fazer viagenzinha de avião"

Privatizações

"Você não pode ser governante e pensar em vender. Tudo o que vende, está vendendo para pagar Dívida. Quando acabar você não tem um patrimônio do Estado, está zerado. Todo mundo sabe que eu sou contra o Estado empresarial, e não é de hoje. Colocar um cara com estabilidade, que só vai sair daquela cadeira no fim da vida, para gerenciar uma empresa é muito ruim. Mas o Estado não pode perder o seu papel de pensar estrategicamente qual a parte do Brasil que deve receber uma universidade, uma indústria, um centro de pesquisa, uma escola técnica."

"A incapacidade [do governo Temer] de pensar aumentou a sede mercadológica deles. Eles poderiam ser sócios da Casas Bahia: só pensam em vender, vender, vender, não têm noção do significado do que foi a retomada da indústria naval do país. Tratam a Petrobras como se fosse uma empresa de petróleo. A Petrobras é mais do que uma empresa de petróleo. É uma empresa de gás, é uma industria que tem muita força na indução de pesquisa, no setor de petroquímica."

Papel do Estado

"O Estado pode pensar e induzir que um banco de desenvolvimento como o BNDES possa garantir esses investimentos."

"Vejo a imprensa fazer um estardalhaço com o nível da Dívida pública Brasileira. Nos EUA a Dívidapública é de 107% do PIB. Alemanha, da França, do Japão, todos cresceram na crise, porque os Estados resolveram colocar recursos para acabar com a crise. Não estou dizendo que é fácil, mas tem outras formas de fazer a economia crescer. O Estado não pode perder a sua capacidade de ter influencia nas decisões econômicas do país. O Estado não é neutro. O Estado é indutor."

"Se elaborar uma política econômica e estou sem dinheiro pra fazer investimento, posso me endividar, utilizar o compulsório, uma parte de reservas, usar R$ 200 bilhões nos serviços de infraestrutura para o Brasil voltar a ser competitivo."

"Tem que voltar com crédito, com investimento do Estado. Somente quem não quer é aqueles que querem que o Estado trabalhe só para pagar para eles, que é o sistema financeiro. Vamos ser francos: está na hora de o sistema financeiro começar a ganhar dinheiro investindo na produção. (...) O Estado tem que ter noção do papel dele."

Previdência

"Não tem problema fazer um ajuste, através de uma negociação com trabalhadores, com Estado, com empresários, e aí fazer uma adequação entre a receita e a despesa. O problema é que quando nós criamos na Constituição de 1988 a aposentadoria para os trabalhadores rurais, nós arrumamos o dinheiro. Acontece que [Pedro] Malan introduziu a ideia de botar o dinheiro da Previdência no Orçamento da União como se fosse a mesma coisa. Briguei muito com Guido [Mantega] pra tirar."

CLT

"Se precisar fazer ajuste na CLT, contrato coletivo de trabalho, faz. O que não pode é destruir o marco legal que dá sustentabilidade aos mais fragilizados e achar que o trabalhador e o empresário vão estabelecer na mesa de negociação a normalidade social. Não é verdade. No Brasil tem meia dúzia de sindicatos com capacidade de negociar livremente. O restante não tem. Espero que todos prestem atenção no significado do trabalho intermitente na sociedade Brasileira."

Reforma tributária

"Por que o povo pobre tem que pagar mais imposto de renda do que o povo rico? Por que o rentismo não paga imposto de renda sobre o que ele ganha? Por que a gente não pode começar a pensar em uma política tributária em que as pessoas mais humildes paguem menos e os mais aquinhoados paguem mais. Por que não coloca em prática a questão do imposto sobre as grandes heranças no Brasil? Parece radicalidade, mas não é. Vamos mostrar muitas coisas boas que tem na Inglaterra, EUA para afazer. Não é de Cuba."

Credibilidade na economia

"A minha chance de ganhar agora é porque está visível ao povo que eu posso consertar o país. Tem uma coisa na economia, para ela dar certo é preciso que quem esteja falando de economia tenha credibilidade diante da sociedade. Há um misto de cumplicidade entre a seriedade do que você está falando e a seriedade do que você está fazendo."

Radical

"O que tenho dito para as pessoas é: eu não preciso ser candidato para fazer o que eu já fiz. Aí é bobagem. Quero fazer outro. Eu não vou ser mais radical... Estão dizendo que vou ser mais radical... Eu não tenho cara de radical nem o radicalismo fica bem em mim. Eu tô mais sabido."

"Quero governar esse país dizendo que o povo pobre vai subir mais um degrau na sala social. A sala da casa grande vai ficar mais próxima da maior parte da população."

Alianças

"[O PT] Não deve se aliar com partido que se alinhou ao impeachment. Agora essa coisa é muito teórica também, porque temos que saber a realidade de cada Estado, de cada cidade. Como é que [Fernando] Pimentel, lá em Minas Gerais, vai abrir mão do PMDB, que lhe defende o tempo inteiro? Como vai abrir mão de uma aliança com o PSB na Paraíba? De uma aliança com o Requião no Paraná? Temos que ver, caso por caso."

"É quase impossível imaginar fazer aliança com o PMDB em nível nacional. Mas tem alguns casos que podem ter alianças. Pode ser Estado por Estado."

"O PT sabe que vai ter que construir alianças políticas para governar. Um partido que tem um candidato mais conhecido do que nota de dez reais como eu não precisa fazer aliança política pensando em tempo de televisão. Mas temos que saber que o Congresso tem 81 Senadores e que precisa ter maioria. Que a Câmara tem 513 e você precisa ter 247. Esse é o jogo."

"Não adianta ser tão puro na avaliação política e na hora que pergunta: 'quantos deputados você tem' aí diz que não tem nenhum. Aí a pessoa fala: 'tem que negociar com o povo'. Mas o povo não está lá dentro [do Congresso] para negociar."

"Sinceramente não posso aceitar que a Dilma tenha dado a força que deu ao [Gilberto] Kassab e ele a traiu forma mais vergonhosa como traiu. Não é nem o fato de trair, mas o fato de não ter coragem de entregar uma carta para Dilma. É o fato de não ter a grandeza, aquele Agnaldo [Ribeiro], que era ministro das cidades falar para a presidente: 'olha, estou pedindo desculpas, estou me afastando'. Não. Era o fato da mentira. Lembro que tinha uma discussão e falavam que o Kassab tinha três votos com o Temer e dois com a Dilma. Eu dizia: 'porra, esse cara tem dois ministérios e dá mais voto para Temer do que para Dilma e vocês estão felizes?' Com esses caras realmente não há motivo para fazer aliança."

Ciro Gomes

"O problema do Ciro não é que os ataques podem me prejudicar, mas prejudicam a ele. Quando Ciro tiver a minha idade vai perceber que nem tudo o que a gente pensa a gente pode falar. Quando pensa uma bobagem, não fala. Não custa nada."

"Acho que a construção da aliança tem que se dar no segundo turno, durante a campanha. Ciro tem direito de ser candidato, é figura inteligente, mas a inteligência tem que ser utilizada para ganhar as eleições, é preciso ter cuidado com as palavras."

"Em 2010 queria que ele fosse candidato a governador em São Paulo. Tive conversa com Eduardo Campos, filiamos o Ciro aqui. A primeira coisa que ele fez quando desceu no aeroporto foi dar um cacete no PT. O que aconteceu? PT lançou Aloizio Mercadante. Quando o Ciro tomar decisão de ser candidato de verdade, ele tem que saber que o que a gente fala pesa muito contra a gente mesmo. Ele jamais vai me ver fazer qualquer ofensa a ele."

Jair Bolsonaro

"Bolsonaro vai até onde o povo quiser que ele vá. Sinceramente não vejo como fazer campanha destilando ódio. A urna é lugar de depositar esperança, não de depositar ódio."

"Bolsonaro tem 49 anos de deputado e tenta passar a ideia de que não é político. Eu só tive um mandato de quatro anos e desisti de ser deputado, mas sou político. Ele com a cara de pau de ter sete mandatos e ter um filho com mandato, sobrinho, tio... É quase um partido e fala: não sou político."

Maluf

"Quando Haddad era candidato a prefeito em 2012 eu estava com câncer, inchado e foram me tirar de casa para uma fotografia com Maluf. Eu achava que era necessário [a aliança com o PP de Maluf] sobretudo porque o Haddad ia ter dois minutos a mais na televisão e quando a gente não é muito conhecido ajuda para caramba. Mas nunca me perdoei por aquela foto porque achava que não precisava."

Propina

"Muito do dinheiro de empresário que está fora [do país] é de evasão fiscal. Agora o que ficou mais cômodo para os empresários? Dizer que era propina. 'Tinha que dar, fui achacado, fui pressionado, não sei quem me pediu, Lula me pediu'. É mentira. Eu acho que na verdade eles estavam era montando patrimônio no exterior. Esse país é fantástico porque fizemos MP para lavar dinheiro roubado. Não trouxeram, só legalizou."

Condução coercitiva

"Acho um absurdo esse negócio da coerção. É um atentado à democracia. Você pode ter coerção se for convidado e não comparecer, aí manda buscar. Daí não convida e acorda o cidadão às 6h e o show de pirotecnia é tanto, que quando vai na casa do Sergio Cabral, Geddel e encontra dólar, faz um Carnaval. Agora quando vai à minha casa e não encontra porra nenhuma, devem ter pelo menos a honra de dizer que não encontrou nada. 'Desculpa, Lulinha'. Não fizeram. Então eu não vou morrer enquanto eles não me pedirem desculpas."

"Se tem uma coisa que tenho de sobra é caráter. Não vou permitir que um juiz me chame de ladrão, ou um promotor. Tem que ter uma prova para me chamar de ladrão. Se não tiver, se pegar essa gente toda e fundir numa prensa não dá uma pessoa mais honesto que eu. Eles mexeram com homem honesto e é isso que vai me fazer brigar com eles até o fim da minha vida. Vamos ver quem vai vencer essa história."

Referendo revogatório

"A gente vai ter que discutir seriamente um referendo revogatório ou uma Constituinte. Rasgaram a nossa Constituição e fizeram outra. A elite que perdeu a Constituinte de 1988 já fez uma nova Constituição."

Dilma

"Houve um momento muito delicado quando Dilma apresentou reforma [da Previdência]. Aquilo foi um choque, aquela parte da sociedade que entrou por último na campanha no segundo turno, o pessoal mais à esquerda, mais jovem tomou um choque, ficou assustado porque dizia que não ia fazer reforma e começou a fazer. Não estava previsto, causou dissabores dentro do PT, no movimento sindical e leva tempo para recompor a crença das pessoas. Isso facilitou os adversários a bater na gente, chamando de estelionatário. Nosso povo na porta de fábrica chamando de traidor. Pagamos esse preço. Em política eu tenho uma dosagem de pragmatismo muito grande. Aprendi muito cedo a diferença de que em política não se pode colocar em prática a teoria sem testá-la antes. Às vezes comete erro e não tem tempo de recuperar."

Política externa

"Nossa política externa vai voltar a ser para que o Brasil seja protagonista de política internacional. O Brasil tem que dar importância a si mesmo. Pode ser a sexta economia do mundo, interferir para que o Conselho de segurança seja mudado, que tenha gente da América Latina, da África, da Índia. Brasil tem que se impor nas discussões. Será política proativa e será muito forte com nossos aliados, América do Sul, América Latina, com a África e Brics, que têm que ter mais interferência nas decisões do mundo."

"Acredito que se nós ganharmos as eleições no Brasil vários países da América do Sul voltarão a ter candidatos progressistas nas próximas eleições. Poderá acontecer da mesma forma que teve com o viés de direita: vai ter um viés de esquerda."

"Tenho muito mais clareza da importância da relação do Brasil com nosso continente do que tinha época. A máquina burocrática Brasileira ainda é muito pró-americana. (...) O Brasil não vai ser rico nunca cercado de pobres. Os vizinhos têm que ser ricos também. Tem que compartilhar crescimento com parceiros. É assim que vai ser nossa relação outra vez com a nossa querida América do Sul."

"Acho que a única diferença que tem entre a Cristina [ Kirchner] e nós é que o adversário da Cristina foi eleito pelo voto direto do povo e aqui não. É a única diferença. Acho que Cristina está sendo vítima de perseguição. Muito semelhante ao que estamos sendo vítima no Brasil. Está acontecendo também em El Salvador, é coisa muito latino-americana. É muito esquisita essa sofisticação do comportamento da judicialização e da polícia na América Latina."

"Cristina pode voltar. Ela tem quantos anos? 62? Está nova. É uma muchacha, uma niña. Ela só tem que falar com eu. Tenho 72, com a energia de 30 e tesão de 20. Se ela falar isso, vai"

Namoro

"Não (estou namorando). Não tem necessidade. Tenho milhões e milhões de namorados e namoradas Brasil afora. Estou com a célebre frase do Garrincha. Quando perguntavam se ele era alegria do povo, ele dizia: 'Eu não sou a alegria do povo, mas o povo é a minha alegria'. Nesse momento o povo Brasileiro é a minha alegria, a minha razão de vida. "

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Programa do PT na TV - Outubro de 2017

Assista agora aquilo que mais mete medo na pseudoelite mais vagabunda e atrasada do Universo!

Entrevista de Paulo Henrique Amorim com o professor e sociólogo Jessé de Souza





Coragem e honradez, atributos essenciais do Jornalismo que não dobra a coluna

QUER MOLEZA, PROCURADOR? “SENTA NA GELATINA”


Não é a primeira vez que o Ministério Público Federal desconhece a profissão do jornalista e o exercício do jornalismo.
Não é a primeira vez, não será a última. Esta coluna destacou, na sexta-feira passada (25), o procedimento equivocado dos procuradores da Lava-Jato, Jerusa Burmann Viecilli e Athayde Ribeiro Costa, ao não enxergarem atividade de imprensa na ação do jornalista Francisco José de Abreu Duarte, que antecipou a um blogueiro paulista a informação do mandado de condução coercitiva de Lula.

POTE DE OURO

A alegação seria cômica, não fosse trágica. Duarte, à época, não trabalhava com carteira assinada. Sim, esse é o argumento dos procuradores que certamente, vivem, numa redoma de vidro, onde se servem do mel nas torneiras, da água cristalina da fonte e do pote de ouro no fim do arco-íris.
Não é de hoje que promotores e procuradores da Lava-Jato, estes que gozam de auxílio-moradia, auxílio-creche e que tais sem enxergar nisso nenhuma imoralidade – afinal a “pendura” está na isonomia – ultrapassam limites e ameaçam direitos fundamentais. A imoralidade dá lugar ao deboche. Como o de um juiz do Mato Grosso que recebeu R$ 500 mil num único mês: “Não tô nem aí”, disse. Não está mesmo.

SIGILO DA FONTE

Os procuradores da Lava-Jato desconhecem a atividade jornalística no trabalho de Francisco José de Abreu Duarte ao vazar a informação porque querem que revele sua fonte. É outro postulado constitucional que a sociedade enxerga em pequena escala e do qual juízes, procuradores e litigantes se aproveitam.
Em democracias desenvolvidas, o sigilo da fonte está enraizado no conceito de imprensa livre. O exemplo mais famoso é o do “Garganta Profunda”. Sem ele, não viria à tona o esquema de espionagem na Casa Branca, urdido a partir do gabinete de Richard Nixon.

SEM EXCLUSIVIDADE

O sigilo, no entanto, não é uma exclusividade do jornalista. Estende-se após médicos na relação com o paciente. Estende-se ao padre na relação com o fiel, estende-se, ora ora, ao advogado na relação com o cliente.
Assim como ao psicólogo e seus pacientes. Romper o sigilo significa descumprir um preceito constitucional e, portanto, criar o ambiente ideal para o estado de exceção.
É o que os procuradores querem. Com a pecha equivocada de “super-heróis”, julgam-se aptos a derrubar qualquer obstáculo para conseguir seus objetivos. Aqui não, minha nega.

CARLINHOS CACHOEIRA

No rol de denúncias que cercou o bicheiro Carlinhos Cachoeira, em anos recentes, um procurador do Rio de Janeiro entrou com processo para obter o nome das fontes que “Veja” havia citado em reportagem, sob o compromisso do sigilo. A revista respondeu: “Quer moleza? Senta na gelatina”.
O desconhecimento ao que é, indubitavelmente, jornalismo praticado por Duarte poderia vir na mesma embalagem. Mas ele é um gentleman. Um profissional formado na PUC-PR que não goza das benesses do funcionalismo público e pauta seu trabalho na verdade dos fatos, não na aspiração carreirista.

COMPARÁVEL A UM COZINHEIRO

Que o ministro Gilmar Mendes, do STF, tenha decidido monocraticamente, que a profissão de jornalista não deve exigir diploma – porque “comparável a de um cozinheiro” – só traduz o desprezo e o rancor que as instituições nutrem pela imprensa. Nada mais natural.
Há toda uma argumentação, antecipada com mais minúcias e em primeira mão na coluna de sexta-feira (25), que nos faz crer que o Ministério Público Federal, ou alguns de seus personagens, julga-se agora pronto a promover uma caça às bruxas, arrogando-se a condição de inquisidor.

APENAS JORNALISTA

Repito: a despeito do MPF, Francisco só foi jornalista, a vida toda. E jornalista profissional de uma rara estirpe de homens de imprensa.
E continua a sê-lo, tanto quanto analisa fatos jornalísticos (na assessoria em que trabalha), a qualidade e o nível de aproveitamento das notícias e opiniões, quanto quando exerce o papel de colaborador. Tal como faz com esta coluna/blog há anos.
Formado em Direito, com especial destaque, Francisco nunca deixou o jornalismo em segundo plano. Aliás, não exerceu a advocacia. Ficou apenas com o Jornalismo.

LÍDERES MESSIÂNICOS

Há de fato membros do MPF dispostos a incorporar os líderes messiânicos dos primórdios do cristianismo, que em tudo enxergavam o pecado e em todos os pecadores. O que querem agora, com as exceções de praxe, é liderar a turba contra os ímpios. Isso é perigoso. Muito perigoso.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A parte podre do MP expõe - ora, ora! - a sua parte podre!

PARA PROCURADORES, “CARTEIRA ASSINADA” DIZ QUEM É JORNALISTA

Jerusa Burmann Viecilli e Athayde Ribeiro Costa: procuradores
Jerusa Burmann Viecilli e Athayde Ribeiro Costa: procuradores
Os procuradores da República Jerusa Burmann Viecilli e Athayde Ribeiro Costa, da “Lava Jato”, em Curitiba, perderam a chance de reconhecer o óbvio, no despacho que deram dia 23, quarta-feira. Nele desconheceram que o jornalista curitibano Francisco José de Abreu Duarte estava exercendo atividade jornalística ao passar informações para o blogueiro Cairo Guimarães, de São Paulo, em episódio sobre a condução coercitiva de Lula ocorrida em 2016.
O começo dessa história virou mais uma das tantas pantomimas com que certa mídia – exemplo típico é o Jornal Nacional – costuma estigmatizar meros citados em operações do MPF ou Polícia Federal.
Dessa forma, a mídia só amplia um cortejo acrítico apriorístico, que manda à danação indiscriminada, homens e mulheres, muitos deles meridianamente cidadãos de bem.

A ESCOLHA DE FRANCISCO

Este é o caso de Francisco José de Abreu Duarte, jornalista de alto padrão, com história de vida, o que significa muito mais do que ser dono de bom currículo.
Francisco, esclareça-se, no entanto, tem currículo de qualidade e história de vida exemplar.
O pecado de Francisco seria o de ser um homem à “gauche”, numa sociedade hipnotizada por uma direita barata, antidemocrática e anticristã? Pode ser.

TENHO AUTORIDADE

Francisco José de Abreu Duarte, jornalista profissional universitário
Francisco José de Abreu Duarte, jornalista profissional universitário
Eu tenho autoridade para esse tipo de indagação: sou notoriamente alguém de centro-direita. Tenho história, ao mesmo tempo, de homem libertário.
Sou doentiamente contra a prepotência, especialmente a do Estado, como a encarnada hoje por parte do MPF e PF, mentalidade arbitrária que não vi nem mesmo no chamado período ditatorial inaugurado em 1964.

TEM HISTÓRIA

Francisco é profissional que, desde que se formou na PUCPR, em 1980, até hoje, nunca deixou de exercer a profissão escolhida. Uma profissão sem o “brilho” e a capacidade de mesmerizar o país que têm os nossos “intocáveis” do MPF. Ele pratica uma profissão destituída de penduricalhos salariais (auxílio moradia, auxílio creche…) e altas remunerações como o que conta o MPF, nem tem a blindagem dessas “otôridades”.

ESPAÇO DE PURGAÇÃO

Não fujo do tema: o “sheol”, aquele espaço de purgação bíblica, é o caminho certo reservado indistintamente aos colhidos pela chamada Lava Jato.
Lamento por todos eles, e nisso até concordo com o “trêfego” (assim chamado por procuradores da República) ministro Gilmar Mendes: o Brasil de hoje sugere que nem o judiciário ficou imune à maviosidade do MPF e procuradores “conferencistas”, astros de novos shows, que buscam condenações a qualquer custo.

CONDENAR É PRECISO

Nisso, a condenação, eles contam com a “cumplicidade” de um povo de “anawins”, pobres absolutos, acríticos, a maioria da Nação, que, enfim, estaria diante de super-heróis… São seus heróis e vingadores de perdas nascidas em 1500 e perpetuadas até hoje.
Carlos Eduardo Cairo Guimarães, blogueiro
Carlos Eduardo Cairo Guimarães, blogueiro

IGNORÂNCIA AMPLA

Dizer que Francisco não estaria exercendo a profissão de jornalista, no episódio citado – e por isso não estaria coberto pelo direito constitucional de preservar suas fontes de informação – é injusto.
Para não dizer que assim revelam os procuradores desconhecer ampla e irredutivelmente os mecanismos que regem esta profissão da qual vivo desde 1960. Ininterruptamente, até agora.
Basta ler com atenção o que eles “sacramentam” na petição ao Juiz da 23 Vara Federal de Curitiba sobre Francisco José de Abreu Duarte: dizem que o cidadão não estaria usando as suas prerrogativas profissionais porque “seu último registro em Carteira do Trabalho data de 2015″!

FALTA CARTEIRA ASSINADA…

Pode? Tal barbaridade é pecado sem perdão.
Então, o profissional jornalista tem sua vida, seu ideal, sua missão, seus direitos constitucionais assegurados só se tiver Carteira assinada?
Está perdido, daqui para frente, com as mudanças da CLT?
A barbaridade da “Carteira assinada” desconhece os trabalhos de “free lancers” jornalistas que hoje fazem a maioria dos meios de comunicação no país e no mundo. Desconhece também que os mais importantes espaços de jornais e revistas são cobertos por meros colaboradores, alguns assinando pelo trabalho, outros não.

ATÉ UM PROCURADOR ME AJUDA

Francisco sempre foi colaborador deste espaço, assim como o ajudei nos primeiros passos da profissão em 1980, depois de ter sido meu aluno na PUCPR, e de ter trabalhado comigo em 3 jornais de Curitiba.
Sempre acatei a colaboração de Francisco, como faço com outros colaboradores (um deles, membro do MPF, outro, um juiz federal, é verdade), sem registrar seus nomes. Valho-me do meu direito constitucional, como Francisco o faz, negando-se a citar suas fontes.

VOCÊ SABE LER A NOTÍCIA?

No caso de Francisco, sua colaboração a esta coluna foi preciosíssima: ele atuou por dezenas de anos numa empresa produtora de notícias para a imprensa e análise de um vasto material diário registrado pelos meios de comunicação social do País. É um jornalista que sabe fazer a exegese, digamos assim, do fato noticiado. Tarefa hoje em dia pouco valorizada.

TRABALHO MENOR

Mas os procuradores tratam o trabalho de análise da notícias e opiniões que Francisco lá exercia como um ‘trabalho menor’.
Digo o contrário: esse trabalho é dos mais exigentes, a partir dos Cursos de Comunicação, senhores procuradores.

BLOGUEIRO PODE

Por último, mas não menos importante: os procuradores tratam o blogueiro do episódio – Claro Eduardo Cairo Guimarães – como jornalista. Não sei se ele é jornalista.
Trata-se de título que, a bem da verdade, não pode caber a qualquer blogueiro. Isso seria assunto para outro dia.

“PLEONEXIA” CONDENATÓRIA

Francisco, sim, é jornalista.
Mas não para o MPF da Lava Jato de Curitiba, nas pessoas dos doutores Jerusa e Athayde, que assumem à plenitude aquilo que os gregos qualificavam de ‘pleonexia’, a avidez, que toma muitas e enormes formas.
No caso do MPF da Lava Jato, temos ‘pleonexia’ condenatória, que parece exercer poder catártico a demandar análise de esferas diversas.
Talvez até de universos psicológicos; no mínimo, de uma atmosfera jungiana.

Coragem e honradez, atributos do Jornalismo que não dobra a coluna

QUER MOLEZA, PROCURADOR? “SENTA NA GELATINA”

Francisco José de Abreu Duarte; Gilmar Mendes: monocrático; o “Garganta Pronfunda”, de Watergate; Carlinhos Cachoeira: resposta de Veja
Francisco José de Abreu Duarte; Gilmar Mendes: monocrático; o “Garganta Pronfunda”, de Watergate; Carlinhos Cachoeira: resposta de Veja
Não é a primeira vez que o Ministério Público Federal desconhece a profissão do jornalista e o exercício do jornalismo.
Não é a primeira vez, não será a última. Esta coluna destacou, na sexta-feira passada (25), o procedimento equivocado dos procuradores da Lava-Jato, Jerusa Burmann Viecilli e Athayde Ribeiro Costa, ao não enxergarem atividade de imprensa na ação do jornalista Francisco José de Abreu Duarte, que antecipou a um blogueiro paulista a informação do mandado de condução coercitiva de Lula.

POTE DE OURO

A alegação seria cômica, não fosse trágica. Duarte, à época, não trabalhava com carteira assinada. Sim, esse é o argumento dos procuradores que certamente, vivem, numa redoma de vidro, onde se servem do mel nas torneiras, da água cristalina da fonte e do pote de ouro no fim do arco-íris.
Não é de hoje que promotores e procuradores da Lava-Jato, estes que gozam de auxílio-moradia, auxílio-creche e que tais sem enxergar nisso nenhuma imoralidade – afinal a “pendura” está na isonomia – ultrapassam limites e ameaçam direitos fundamentais. A imoralidade dá lugar ao deboche. Como o de um juiz do Mato Grosso que recebeu R$ 500 mil num único mês: “Não tô nem aí”, disse. Não está mesmo.

SIGILO DA FONTE

Os procuradores da Lava-Jato desconhecem a atividade jornalística no trabalho de Francisco José de Abreu Duarte ao vazar a informação porque querem que revele sua fonte. É outro postulado constitucional que a sociedade enxerga em pequena escala e do qual juízes, procuradores e litigantes se aproveitam.
Em democracias desenvolvidas, o sigilo da fonte está enraizado no conceito de imprensa livre. O exemplo mais famoso é o do “Garganta Profunda”. Sem ele, não viria à tona o esquema de espionagem na Casa Branca, urdido a partir do gabinete de Richard Nixon.

SEM EXCLUSIVIDADE

O sigilo, no entanto, não é uma exclusividade do jornalista. Estende-se após médicos na relação com o paciente. Estende-se ao padre na relação com o fiel, estende-se, ora ora, ao advogado na relação com o cliente.
Assim como ao psicólogo e seus pacientes. Romper o sigilo significa descumprir um preceito constitucional e, portanto, criar o ambiente ideal para o estado de exceção.
É o que os procuradores querem. Com a pecha equivocada de “super-heróis”, julgam-se aptos a derrubar qualquer obstáculo para conseguir seus objetivos. Aqui não, minha nega.

CARLINHOS CACHOEIRA

No rol de denúncias que cercou o bicheiro Carlinhos Cachoeira, em anos recentes, um procurador do Rio de Janeiro entrou com processo para obter o nome das fontes que “Veja” havia citado em reportagem, sob o compromisso do sigilo. A revista respondeu: “Quer moleza? Senta na gelatina”.
O desconhecimento ao que é, indubitavelmente, jornalismo praticado por Duarte poderia vir na mesma embalagem. Mas ele é um gentleman. Um profissional formado na PUC-PR que não goza das benesses do funcionalismo público e pauta seu trabalho na verdade dos fatos, não na aspiração carreirista.

COMPARÁVEL A UM COZINHEIRO

Que o ministro Gilmar Mendes, do STF, tenha decidido monocraticamente, que a profissão de jornalista não deve exigir diploma – porque “comparável a de um cozinheiro” – só traduz o desprezo e o rancor que as instituições nutrem pela imprensa. Nada mais natural.
Há toda uma argumentação, antecipada com mais minúcias e em primeira mão na coluna de sexta-feira (25), que nos faz crer que o Ministério Público Federal, ou alguns de seus personagens, julga-se agora pronto a promover uma caça às bruxas, arrogando-se a condição de inquisidor.

APENAS JORNALISTA

Repito: a despeito do MPF, Francisco só foi jornalista, a vida toda. E jornalista profissional de uma rara estirpe de homens de imprensa.
E continua a sê-lo, tanto quanto analisa fatos jornalísticos (na assessoria em que trabalha), a qualidade e o nível de aproveitamento das notícias e opiniões, quanto quando exerce o papel de colaborador. Tal como faz com esta coluna/blog há anos.
Formado em Direito, com especial destaque, Francisco nunca deixou o jornalismo em segundo plano. Aliás, não exerceu a advocacia. Ficou apenas com o Jornalismo.

LÍDERES MESSIÂNICOS

Há de fato membros do MPF dispostos a incorporar os líderes messiânicos dos primórdios do cristianismo, que em tudo enxergavam o pecado e em todos os pecadores. O que querem agora, com as exceções de praxe, é liderar a turba contra os ímpios. Isso é perigoso. Muito perigoso.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Seleção Google - 117º ano do nascimento de Oskar Fischinger

A homenagem desta quinta-feira (22) do Doodle do Google é pelos 117 anos do nascimento de , o artista alemão conhecido por seus trabalhos com música e animação. O antista nasceu em Frankfurt em 1900 e tornou-se conhecido por filmes envolvendo música e imagens abstratas.
Vale lembrar que todo o trabalho de Fischinger precede a era dos computadores. Por conta da Segunda Guerra Mundial, o animador foi forçado a se mudar para os Estados Unidos. E em Los Angeles, já em 1940, trabalhou no filme ''Fantasia'' da Disney.
No mesmo ano do lançamento de Fantasia, Fischinger patenteou o Lumigraph, uma espécie órgão que pintava de acordo com as notas tocadas. O Doodle do Google faz referência direta a essa invenção.
Ao clicar, o usuário pode criar sua própria composição visual musical (www.google.com/logos/doodles). Além de interagir com a tela criando pinturas que surgem de acordo com a música, é possível trocar o tipo de instrumento musical e compartilhar a criação em redes sociais como Facebook e Twitter, ou por e-mail.
Oskar Fischinger morreu em Los Angeles, em 1967, deixando quase 50 curtas e longas metragens na sua filmografia.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Seleção Google - 178º ano do nascimento de Machado de Assis (1839-1908)

Morto há mais de 100 anos, Machado de Assis ainda provoca ciúmes
em alguns brasileiros medíocres que se autoproclamam escritores.
Nascido no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839, Machado de Assis foi escritor, jornalista, contista, dramaturgo e poeta. Considerado por muitos críticos o maior nome da literatura brasileira de todos os tempos ele é autor de 45 obras literárias nas quais expõe a vida e o caráter do brasileiro típico de sua época. Seu legado foi muito importante para as escolas literárias brasileiras dos séculos XIX e XX. Entre suas obras mais famosas estão Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Esaú e Jacó e Dom Casmurro, A Mão e a Luva, Memorial de Aires, entre outros.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Seleção Google - 115 Anos da descoberta do Mecanismo de Antikythera

Fonte: BBC Brasil.com

Mecanismo de Antikythera: o objeto mais misterioso da história da tecnologia


Se não fosse uma forte tempestade na ilha grega de Anticítera (ou originalmente, Antikythera), há mais de um século, um dos objetos mais desconcertantes e complexos do mundo antigo muito provavelmente jamais teria sido descoberto.


Trata-se, talvez, do cientista mais importante da Antiguidade clássica, que determinou a distância da Terra à Lua, descobriu como calcular o volume de uma esfera, o número fundamental π (Pi) e havia garantido que moveria o mundo com apenas uma alavanca."Só um matemático brilhante como Arquimedes poderia ter desenhado a máquina de Anticítera", opina Freeth.

"Dê-me um ponto de apoio e moverei o mundo"
"Dê-me um ponto de apoio e moverei o mundo"
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com
Sabe-se que Arquimedes estava em Siracusa quando os romanos conquistaram a cidade, e que o general Marco Claudio Marcelo havia ordenado que o cientista não fosse morto, mas um soldado acabou assassinando-o.
Siracusa foi saqueada e seus tesouros foram enviados a Roma. O general Marcelo levou consigo duas peças - ambas, diziam, eram de Arquimedes. Os investigadores acreditam que fossem versões anteriores da máquina.
Um indício está em uma descrição que o orador Cícero fez, séculos depois, de uma das máquinas que ele observou de Arquimedes:
"Arquimedes encontrou a maneira de representar com precisão, em apenas um aparato, os variados e divergentes movimentos dos cinco planetas com suas distintas velocidades, de modo que o mesmo eclipse ocorre no globo (planetário) e na realidade".

Cícero descreveu um planetário semelhante ao da máquina de Anticítera
Cícero descreveu um planetário semelhante ao da máquina de Anticítera
Foto: BBC / BBCBrasil.com
Mas o que aconteceu com a brilhante tecnologia da máquina? Por que ela se perdeu?
Como tantas outras coisas, com a queda da civilização grega e, mais tarde, da romana, os conhecimentos "imigraram" para o Oriente, onde foram mantidos por bizantinos e árabes eruditos.
O segundo artefato com engrenagens de bronze mais antigo é do século 5 e tem inscrições em árabe.
E no século 8, os mouros levaram esses conhecimentos de volta à Europa.

Todas as peças para introduzir os conhecimentos em uma só máquina
Todas as peças para introduzir os conhecimentos em uma só máquina
Foto: BBC / BBCBrasil.com
Investigações anteriores apontaram que a máquina estava dentro de uma caixa de madeira que não sobreviveu ao tempo.
Uma caixa que continha todo o conhecimento do planeta, tempo, espaço e Universo.
"É um pouco intimidador saber que, logo antes da queda de sua grande civilização, os gregos antigos tinham chegado tão perto de nossa era, não apenas em pensamento, mas na tecnologia científica", disse Derek J. de Solla Price.

Máquina revela o incrível desenvolvimento tecnológico da Grécia Antiga

Máquina revela o incrível desenvolvimento tecnológico da Grécia Antiga115º Aniversário do Mecanismo de Antikythera