Para quem quiser/puder ajudar os fluminenses de Nova Friburgo e Petrópolis que perderam tudo nas enchentes do início de janeiro segue o número da conta aberta pela Caixa Econômica Federal.
sábado, 22 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Salve São Sebastião e o Rio de Janeiro!
Hoje o Rio de Janeiro está em festa pela data do padroeiro da cidade, São Sebastião. Para os fluminenses da região serrana, que estão enfrentando a maior calamidade dos últimos tempos, segue a Oração do Glorioso São Sebastião.
Glorioso mártir São Sebastião, valoroso padroeiro e defensor da cidade do Rio de Janeiro, vós que derramastes vosso sangue e destes vossa vida em testemunho da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, alcançai-nos do mesmo Senhor, a graça de sermos vencedores dos nossos verdadeiros inimigos: o ter, o poder e o prazer, que fazem viver sem fé, sem esperança e sem caridade. Protegei, com a vossa poderosa intercessão, os filhos desta Terra. Livrai-nos de toda epidemia corporal, moral e espiritual. Fazei que se convertam aqueles que, por querer ou sem querer, são instrumentos de infelicidade para os outros. E que o justo persevere na sua fé e propague o amor de Deus, até o triunfo final. São Sebastião, Advogado contra a Epidemia, a Fome e a Guerra, rogai por nós.
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.
Glorioso mártir São Sebastião, valoroso padroeiro e defensor da cidade do Rio de Janeiro, vós que derramastes vosso sangue e destes vossa vida em testemunho da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, alcançai-nos do mesmo Senhor, a graça de sermos vencedores dos nossos verdadeiros inimigos: o ter, o poder e o prazer, que fazem viver sem fé, sem esperança e sem caridade. Protegei, com a vossa poderosa intercessão, os filhos desta Terra. Livrai-nos de toda epidemia corporal, moral e espiritual. Fazei que se convertam aqueles que, por querer ou sem querer, são instrumentos de infelicidade para os outros. E que o justo persevere na sua fé e propague o amor de Deus, até o triunfo final. São Sebastião, Advogado contra a Epidemia, a Fome e a Guerra, rogai por nós.
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.
Caiu a máscara - de botox - do "inventor" da moralidade pública
Notícia do jornal Gazeta do Povo, 20/1/2011
Aposentado, Alvaro Dias pede
R$ 1,6 milhão de “retroativos”
O senador paranaense Alvaro Dias (PSDB), que recebe aposentadoria como ex-governador desde outubro do ano passado, solicitou à Secretaria de Estado da Administração o pagamento retroativo de cinco anos do benefício. Se o pedido for aceito pelo governo estadual, o senador poderá receber R$ 1,6 milhão dos cofres públicos. Pela legislação vigente no Paraná, Alvaro teria direito à pensão vitalícia desde que deixou o governo do estado, em 1991. Como só fez o pedido no ano passado, decidiu solicitar os valores retroativos. A reportagem tentou contato com o senador para que ele comentasse o pedido e explicasse porque solicitou os pagamentos apenas dos últimos cinco anos. Mas ele não atendeu as ligações.De acordo com o governo do estado, a solicitação de Alvaro foi encaminhada para a Procuradoria-Geral do Estado na última sexta-feira para análise jurídica. Só depois do parecer vai ser anunciado se o pagamento ocorrerá e como será feito.A aposentadoria dos ex-governadores no Paraná hoje é de R$ 24,8 mil, com direito a 13 pagamentos por ano. Caso o senador conseguisse receber as 65 mensalidades que solicitou pelo valor atual, receberia R$ 1,6 milhão. Isso seria suficiente para quase dobrar o seu patrimônio pessoal. Na última eleição que disputou, em 2006, Alvaro afirmou, à Justiça Eleitoral, possuir um patrimônio de R$ 1,9 milhão.Em dezembro passado, Alvaro concedeu entrevista à Gazeta sobre a aposentadoria especial de ex-governador que solicitou. Afirmou que, durante 20 anos, havia se recusado a fazer a solicitação. Dizia, porém, que agora estava “pagando para trabalhar” como senador. “Não recebo verba de indenização nem auxílio-moradia no Senado. E o que eu recebo, tirados os descontos, não paga os custos da função”, afirmou.A aposentadoria dos ex-governadores causou polêmica nesta semana depois que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirmou que pretende ir à Justiça contra o pagamento dos benefícios, que existe em vários estados. Segundo o presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante, trata-se de um privilégio inconstitucional.No Paraná, nove ex-governadores recebem o benefício: Paulo Pimentel, João Mansur, Emílio Gomes, Jayme Canet, João Elísio Ferraz de Campos, Alvaro Dias, Mario Pereira, Jaime Lerner e Roberto Requião. O ex-governador Orlando Pessuti, que deixou o cargo em 1.° de janeiro, também já fez a solicitação do benefício, mas ainda não teve o pedido aprovado pela Secretaria da Administração.
Interatividade
O senador Alvaro Dias tem direito a receber os pagamentos retroativos? Por quê? Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br. As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Rio Grande do Sul
Após 20 anos, Simon passa a ter pensão
Porto Alegre - Vinte anos depois de deixar o governo gaúcho, o senador Pedro Simon (PMDB) passou a receber aposentadoria pela função. “Minha situação estava ficando difícil”, afirmou Simon, que saiu do cargo em abril de 1990. “No Senado, eu recebo cerca de R$ 11 mil”, relata, referindo-se ao valor líquido dos vencimentos. Simon segue abrindo mão da verba de representação mas, como seus pares, a partir de fevereiro receberá R$ 26,7 mil brutos. Outros sete ex-governadores gaúchos e três viúvas de ex-governadores também recebem aposentadorias de R$ 24,1 mil. Yeda Crusius (PSDB) entrou na lista neste mês. Agência Estado
Aposentado, Alvaro Dias pede
R$ 1,6 milhão de “retroativos”
| AD diz que "está pagando para trabalhar" |
Interatividade
O senador Alvaro Dias tem direito a receber os pagamentos retroativos? Por quê? Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br. As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Rio Grande do Sul
Após 20 anos, Simon passa a ter pensão
Porto Alegre - Vinte anos depois de deixar o governo gaúcho, o senador Pedro Simon (PMDB) passou a receber aposentadoria pela função. “Minha situação estava ficando difícil”, afirmou Simon, que saiu do cargo em abril de 1990. “No Senado, eu recebo cerca de R$ 11 mil”, relata, referindo-se ao valor líquido dos vencimentos. Simon segue abrindo mão da verba de representação mas, como seus pares, a partir de fevereiro receberá R$ 26,7 mil brutos. Outros sete ex-governadores gaúchos e três viúvas de ex-governadores também recebem aposentadorias de R$ 24,1 mil. Yeda Crusius (PSDB) entrou na lista neste mês. Agência Estado
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O cãozinho e sua brava dona
Os irmãos Caruso só tem produzido porcaria, em geral, humor a favor (dos Demos/Tucanos). Mas dessa vez um deles (Chico Caruso) foi feliz e retratou a mulher e seu cão perdido nas enchentes de Nova Friburgo (RJ). Ela salvou-se e bem que tentou carregar junto o animal, mas lamentavelmente não teve forças para mantê-lo ao mesmo tempo em que agarrava a corda que a puxou para a vida.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
DEMO/PSDB: especialistas em roubar da merenda escolar
Funerária de sobrinho de Alckmin levava merenda Empresário é filho de Paulão, suspeito de chefiar fraude em licitações e pagamento de propina a prefeitos paulistas e outros 3 Estados
Fabio Leite, Jornal da Tarde
Ex-funcionário da Velório e Funerária Pindamonhangaba, empresa de Lucas César Ribeiro, que administra o serviço na cidade, o agente funerário Vicente Ricardo de Jesus, de 52 anos, relatou ao Jornal da Tarde que, no período em que trabalhou no local, fazia transporte de merenda escolar para a Verdurama durante o dia com o mesmo veículo que transportava cadáveres à noite. A prefeitura classifica o fato de "mentira". Lucas é filho do lobista Paulo César Ribeiro, cunhado do governador Geraldo Alckmin.
A Verdurama é investigada pelo Ministério Público Estadual por suspeita de fraude em licitações e pagamento de propina a prefeitos paulistas e outros três Estados. Paulo César, conhecido como Paulão, é suspeito de comandar o esquema no Vale do Paraíba, onde fica Pindamonhangaba, cidade natal do tucano. Ambos negam as acusações.
Em depoimento à promotoria no fim do ano passado, o ex-secretário de Finanças de Pindamonhangaba Silvio Serrano disse que empresa do filho de Ribeiro "fazia transporte de gêneros alimentícios para a Verdurama".
Segundo o Ministério Público, Serrano foi indicado por Paulão ao prefeito João Ribeiro (PPS), apadrinhado de Alckmin que está no segundo mandato – a vice, Myriam Alckmin, é sobrinha do governador. Serrano foi demitido em outubro, após a denúncia vir à tona.
Além da funerária, Lucas também é dono de uma microempresa de transportes, a Lucas CR Transporte e Logística, segundo dados da Junta Comercial. O endereço informado é o mesmo onde outro filho de Paulão, Thiago, declara residência.
Segundo o agente funerário, o transporte da merenda era feito com os carros da funerária, uma caminhonete e uma van. "Todo mundo sabia. A secretaria de saúde, e, claro, a prefeitura também sabia. É porque transporta aquelas panelas meio grandes, aí é fogo, né?", disse.
Ele deixou a empresa em 2008 e hoje trabalha em outra funerária na cidade. "Isso é fácil de levantar. É só ligar na Verdurama e pedir as notas, porque a gente tirava as notas, a quilometragem, a escola, quantidade de merenda que entregava. Tudo por escrito."
Fabio Leite, Jornal da Tarde
Ex-funcionário da Velório e Funerária Pindamonhangaba, empresa de Lucas César Ribeiro, que administra o serviço na cidade, o agente funerário Vicente Ricardo de Jesus, de 52 anos, relatou ao Jornal da Tarde que, no período em que trabalhou no local, fazia transporte de merenda escolar para a Verdurama durante o dia com o mesmo veículo que transportava cadáveres à noite. A prefeitura classifica o fato de "mentira". Lucas é filho do lobista Paulo César Ribeiro, cunhado do governador Geraldo Alckmin.
A Verdurama é investigada pelo Ministério Público Estadual por suspeita de fraude em licitações e pagamento de propina a prefeitos paulistas e outros três Estados. Paulo César, conhecido como Paulão, é suspeito de comandar o esquema no Vale do Paraíba, onde fica Pindamonhangaba, cidade natal do tucano. Ambos negam as acusações.
Em depoimento à promotoria no fim do ano passado, o ex-secretário de Finanças de Pindamonhangaba Silvio Serrano disse que empresa do filho de Ribeiro "fazia transporte de gêneros alimentícios para a Verdurama".
Segundo o Ministério Público, Serrano foi indicado por Paulão ao prefeito João Ribeiro (PPS), apadrinhado de Alckmin que está no segundo mandato – a vice, Myriam Alckmin, é sobrinha do governador. Serrano foi demitido em outubro, após a denúncia vir à tona.
Além da funerária, Lucas também é dono de uma microempresa de transportes, a Lucas CR Transporte e Logística, segundo dados da Junta Comercial. O endereço informado é o mesmo onde outro filho de Paulão, Thiago, declara residência.
Segundo o agente funerário, o transporte da merenda era feito com os carros da funerária, uma caminhonete e uma van. "Todo mundo sabia. A secretaria de saúde, e, claro, a prefeitura também sabia. É porque transporta aquelas panelas meio grandes, aí é fogo, né?", disse.
Ele deixou a empresa em 2008 e hoje trabalha em outra funerária na cidade. "Isso é fácil de levantar. É só ligar na Verdurama e pedir as notas, porque a gente tirava as notas, a quilometragem, a escola, quantidade de merenda que entregava. Tudo por escrito."
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Quantas vidas você tem?
Quantas Vidas Você Tem?
Paulinho Moska
Composição: Paulinho Moska
Meu amor
Vamos falar sobre o passado depois
Porque o futuro está esperando
Por nós dois.
Por favor
Deixe meu último pedido pra trás
E não volte pra ele nunca
Nunca mais.
Porque ao longo desses meses
Que eu estive sem você
Eu fiz de tudo pra tentar te esquecer
Eu já matei você mil vezes
E seu amor ainda me vem
Então me diga quantas vidas você tem.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
JN esconde a (ir)responsabilidade dos Demos/tucanos
São Paulo afunda no caos das enchentes. Já há 12 pessoas mortas. Os prejuízos são incomensuráveis. Os governos Demos/tucanos de José Serra, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab são os responsáveis, mas a mídia que recebe muito dinheiro dos cofres públicos paulistas faz de conta que os três políticos não existem e põe a culpa na natureza, essa força indomável. José Serra, quando governador, reduziu as verbas para os trabalhos de desassoreamento do rio Tietê. O prefeito Kassab transferiu recursos de ações antienchentes para a construção de um viaduto estaiado (aquelas pontes tipo Golden Gate) no Tatuapé, na Zona Leste da cidade. O engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, em entrevista ao Blog de Luiz Carlos Azenha (VI o Mundo) mostrou que as enchentes foram fruto de duas irresponsabilidades: redução das obras de limpeza do rio Tietê na gestão Serra e não cumprimento das metas de construção de piscinões nos últimos dez anos. "Qualquer geólogo e qualquer técnico do DAEE sabe disso. Mas os jornais estão escondendo" - acusou o engenheiro. Agora assista a reportagem do Jornal Nacional exibida ontem à noite e tente encontrar uma única referência aos responsáveis pelo caos. Quem encontrar ganha um barco inflável pra passear nas avenidas de São Paulo. Este é o verdadeiro choque de gestão dos Demos/Tucanos: incompetência acobertada pela mídia regiamente remunerada. Para que você calcule quanto deve ter rendido à Rede Globo a omissão dos nomes dos responsáveis pela tragédia em São Paulo, uma informação: 30 segundos no Jornal Nacional custam R$ 500 mil.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Minha estrela brilha na noite da véspera de Ano Novo
Tem quem acredite em duendes, gnomos, elfos, OVNIs, extraterrestres e até no Jornal Nacional … Já eu acredito em anjos, e dia desses topei com uma legião deles. Foi na noite do dia 30 de dezembro, quase Ano Novo, quando o Magnus, o filho de 10 anos da minha sobrinha Isabela, apresentava sintomas de apendicite, uma inflamação que se não atacada a tempo rapidamente evolui para um quadro de septicemia.
O primeiro anjo com que nos deparamos foi a médica Giovanna Andréa de Figueiredo, da Policlínica Capão Raso. Os sintomas da apendicite eram tênues, nem febre havia, no momento da consulta. Apesar disso, depois de examiná-lo ela encaminhou o Magnus para o Hospital Pequeno Príncipe, com um pedido de ecografia do abdome total.
No Pequeno Príncipe outro anjo na forma de uma recepcionista foi objetiva conosco: “o plantonista vai examinar o Magnus, mas dificilmente pedirá a ecografia hoje”. Pergunto por que e ela se faz ainda mais direta: “é que precisa chamar o médico especialista em casa para fazer o exame, e só se for uma emergência ...”
Já passava das 7 da noite, sexta-feira, véspera do 31 de dezembro. Avaliei comigo: é quase Ano Novo, o antitérmico abaixou a febre do Magnus e mascarou o quadro, o garoto parece saudável. Além disso, a Unimed paga R$ 30 pelo exame, preço de uma pizza mediana. O médico só sairá de casa para fazer a ecografia se o espírito de Hipócrates o arrastar pelas orelhas.
Avaliei rapidamente a informação e conclui que aquela moça, certamente, sabia o que estava dizendo. Sua sinceridade soou pra mim como “inside information”. Agradecemos e tratamos de procurar outro hospital ou laboratório que realizasse o exame.
Os dois que ficam próximos – X-Leme e Cetac – já haviam baixado as portas, o jeito foi tentar o Laboratório DAPI, nas Mercês, que funciona 24 horas. Chegamos lá cerca das 8 da noite, com o dia ainda claro, propiciado pelo Verão e seu horário especial. O Magnus aparentemente vendendo saúde. Eu me perguntava se ele realmente tinha alguma coisa, mas confiava no diagnóstico da médica. Além disso, minha sobrinha relatava que na noite anterior e na tarde daquele dia o menino tivera febre de quase 39 graus e passara horas se contorcendo com dor na região da barriga.
Subimos ao 1º andar, onde é requisitado aquele tipo de exame. Ali nos deparamos com uma legião de anjos na forma de cinco ou seis moças que atendiam nos guichês, aquela hora vazios. Não percebemos de imediato que se tratava de anjos, mas isso logo ficou claro quando a moça que nos atendia informou que não seria possível realizar a ecografia. Não naquela noite.
Ela ainda tentou encaixar com o especialista de plantão, mas a cota dele já estava repleta. O jeito era agendar o exame para outro dia. Nem foi preciso insistir na questão da urgência; quando minha sobrinha comentou a suspeita de apendicite, a moça começou a ligar para outros laboratórios e hospitais na tentativa de conseguir o exame imediato para o Magnus.
No segundo seguinte as demais colegas dela se aproximaram com sugestões:
- Vocês tentaram o Pequeno Príncipe?
- Estamos vindo de lá.
- Então liga pro Vitta, lá eles fazem. (disca, disca, disca e ninguém atende do outro lado da linha)
A moça que nos atendia liga para o Santa Cruz. Ficamos animados quando percebemos que confirmaram que fazem o exame. A esperança, porém, logo se desfaz, pois não atendem o convênio Unimed.
Quem não perde a esperança é a jovem. Torna a tentar o Vitta do Batel (disca, disca, disca e nada).
Ela se lembra do Hospital Cruz Vermelha, mas alguém se antecipa e diz que não adianta.
Pergunto se o Hospital Cajuru não faria o exame. Elas me dizem que só se o Magnus for atendido como emergência, no pronto socorro. O mesmo no Evangélico.
De volta ao telefone a moça liga para a Clínica Sugisawa. Ficamos animados novamente; eu mesmo já fiz uma ecografia da bexiga lá, marcada às 8 horas da noite. Eles atendem 24 horas. Mas de novo a frustração: precisa agendar o exame.
Outra moça recomenda o Hospital São Vicente, no centro da cidade, ao lado de onde eu trabalho. Estamos quase indo para lá quando outra garota volta a lembrar o Hospital Nossa Senhora das Graças, nas Mercês. Ela já havia recomendado antes, mas agora veio com uma informação fundamental: “o Dr. Eduardo Meister está de plantão lá, e ele mandará fazer o exame, com certeza”. As demais moças confirmam em coro: podem ir lá que o Dr. Eduardo fará a ecografia. A primeira reafirma: “acabei de confirmar que ele está de plantão; peçam para que o Magnus seja atendido por ele”.
Animados, agradecemos a boa vontade das jovens, desejamos bom Ano Novo a todas e nos mandamos para o Nossa Senhora das Graças, que fica a poucas quadras do DAPI. Na saída comento com minha sobrinha: até agora estamos com uma sorte danada!
As ruas de Curitiba estão quase vazias; quem não viajou para passar o Ano Novo na praia, a esta hora está enfurnado em casa vendo TV. Nesses dias entre o Natal e o Ano Novo a metrópole parece aquelas cidades fantasmas que a gente vê em filmes. Mais “morta” mesmo só na noite de Natal, quando é possível até andar pelado pelas ruas sem ser importunado. Eu mesmo já testei essa hipótese no Natal de 1997, quando caminhei nu em pêlo no meio da Rua Marechal Deodoro, do prédio da Receita Federal até a Praça Zacarias sem ser incomodado.
Mas voltando ao que interessa, no Hospital Nossa Senhora das Graças nos deparamos com dois outros anjos, o tal Dr. Eduardo e o enfermeiro Clodomiro. Exatamente como a moça do DAPI havia previsto, após examinar o Magnus o médico mandou chamar a especialista em casa para realizar a bendita ecografia de abdome total. Enquanto aguardávamos ela chegar, o enfermeiro colheu sangue para outros exames. Afora a agulha da seringa, que era a única coisa que o Magnus temia, ele parecia vendendo saúde, todo feliz na sala de espera do consultório.
Passados alguns minutos o enfermeiro Clodomiro volta a nos procurar com o resultado dos exames. Acostumados a ter que correr atrás de enfermeiros e médicos para apressá-los a realizar o seu trabalho, eu e minha sobrinha ficamos surpresos. Chega a médica para a ecografia e o enfermeiro leva o Magnus com ele, para logo retornar com o moleque e o resultado do exame. Entre uma consulta e outra o Dr. Eduardo nos aborda na sala de espera: a ecografia não foi conclusiva, mas os indicativos no sangue são de infecção e temos ainda o fato do garoto ter tido febre de 39 graus e manifestar dor quando é apalpada a região do apêndice. Vamos internar e operar amanhã cedo.
Tomada de surpresa e com dó do menino, minha sobrinha inquire o médico com uma questão “a la Dona Maria”.
- E se eu, que sou a mãe, não quiser internar o Magnus hoje o que pode acontecer?
O médico deu a resposta que eu já imaginava:
- Morrer!
Minha sobrinha caiu em si e viu que precisava acatar a recomendação do médico, mas aí quem desesperou foi o Magnus, que abriu a boca. O médico ficou desconcertado:
- Eu tive que dizer, a senhora perguntou ...
Quando conseguiu acalmar o Magnus, o médico me passou os papéis para providenciar a internação. Deixei o garoto sob os cuidados da mãe e do enfermeiro e fui para o setor de internamento. Quando achava que já tinha nos acontecido tudo de bom, outra surpresa: a atendente é uma jovem simpática e bem-humorada. Me pede que aguarde, pois há outros três internamentos para providenciar, antes de me atender.
Tudo bem, a recepção daquele hospital é um ambiente agradável, à meia luz, com poltronas confortáveis onde larguei meu corpo cansado para me ocupar exclusivamente com uma grande tela de TV. Já passava da meia-noite e aquele ambiente era propício ao sono, mas antes que ele aparecesse a moça chamou meu nome. Não havia se passado 15 minutos. Ou seja: ela fez três internamentos em menos tempo do que os meus filhos levam com o chuveiro aberto.
Cheia de bom-humor ela pegou os papéis que o médico me dera, mais a carteirinha da Unimed e me fez as perguntas necessárias para fechar a operação. Perguntei se a mãe do Magnus poderia passar a noite no hospital e ela me respondeu: “claro, a mãe fica com o filho”. Mas não foi só isso: como não havia nenhuma enfermaria disponível, a mãe e o Magnus seriam acomodados em um quarto, até desocupar uma vaga.
Não era possível tanta boa sorte, justo comigo que nunca me dei bem nem em quermesse de igreja. (A propósito, recentemente fui arrastado para um bingo paroquial pela minha filha, que estava de olho num microondas. Minha cartela era tão pé frio quanto eu, mas quando chegou a vez do microondas, para surpresa geral, minha sorte mudou e fui o primeiro a gritar bingo. Só que não fui o único, duas malditas bingueiras profissionais também haviam fechado a cartela. A coisa foi decidida pelo sorteio da pedra maior, e eu, claro, tirei a pedra 3.)
Fechado esse parêntese, eu não podia acreditar que estava com aquela sorte toda. Se naquela hora eu encontrasse alguma lotérica aberta teria feito uma aposta na Mega-Sena da Virada, e em vez de quatro ganhadores teriam sido cinco.
Enfim, voltei ao consultório com os papéis do internamento e os entreguei ao enfermeiro Clodomiro, que já estava com o Magnus acomodado em uma cadeira de rodas para levá-lo ao quarto. Agradeci, me despedi da minha sobrinha e do Magnus, desejei-lhes boa-noite e fui-me embora para casa com aquela sensação de que a sorte, essa ingrata, finalmente sorria para mim.
Às 10 horas da manhã seguinte liguei para o celular da minha sobrinha para saber notícias do Magnus. Naquele exato momento ele estava saindo da sala de cirurgia e sendo levado para o quarto, ainda meio zonzo da anestesia e livre da apendicite. No dia seguinte receberia alta. O único inconveniente, se é que se pode dizer assim, foi ter passado a virada do ano no hospital.
Realmente me considerei, enfim, bafejado pela sorte. Minha estrela brilhava!
Mas que estrela, que sorte, que nada; a verdade é que encontramos profissionais interessados, com surpreendente iniciativa, aquela gente que está na profissão certa e que é capaz de fazer a diferença. Gente que está sempre ascendendo na escala profissional, porque não só é inteligente e competente, como está disposta a fazer o que tem que ser feito. A Dra. Giovanna, o Dr. Eduardo podiam ter despachado o Magnus com uma receita de anti-inflamatório (como outros fizeram com o avô do garoto, por três vezes, antes dele ter o apêndice supurado). A atendente do Pequeno Príncipe podia ter nos enrolado, acenando com falsas esperanças. As recepcionistas do DAPI podiam permanecer nos seus guichês, talvez jogando paciência. Clodomiro e a jovem médica que saiu do conforto da casa para fazer a ecografia poderiam ter-se omitido. Mas cada um desses profissionais realizou aquilo que nos treinamentos corporativos é denominado “fazer o quilômetro extra”. E assim, graças a esses anjos de carne, osso e neurônios ativos, essa história do Magnus teve um final feliz.
E felicidade é o mínimo que eu e a família do Magnus podemos desejar a esses profissionais que tornaram a nossa passagem de ano tão especial.
Antes de encerrar, um esclarecimento necessário: aquela história do Natal de 1997 é invenção minha, só para segurar o leitor. Não vão tentar andar pelados na rua que serão presos.
Feliz 2011 a todos!
Francisco Duarte
O primeiro anjo com que nos deparamos foi a médica Giovanna Andréa de Figueiredo, da Policlínica Capão Raso. Os sintomas da apendicite eram tênues, nem febre havia, no momento da consulta. Apesar disso, depois de examiná-lo ela encaminhou o Magnus para o Hospital Pequeno Príncipe, com um pedido de ecografia do abdome total.
No Pequeno Príncipe outro anjo na forma de uma recepcionista foi objetiva conosco: “o plantonista vai examinar o Magnus, mas dificilmente pedirá a ecografia hoje”. Pergunto por que e ela se faz ainda mais direta: “é que precisa chamar o médico especialista em casa para fazer o exame, e só se for uma emergência ...”
Já passava das 7 da noite, sexta-feira, véspera do 31 de dezembro. Avaliei comigo: é quase Ano Novo, o antitérmico abaixou a febre do Magnus e mascarou o quadro, o garoto parece saudável. Além disso, a Unimed paga R$ 30 pelo exame, preço de uma pizza mediana. O médico só sairá de casa para fazer a ecografia se o espírito de Hipócrates o arrastar pelas orelhas.
Avaliei rapidamente a informação e conclui que aquela moça, certamente, sabia o que estava dizendo. Sua sinceridade soou pra mim como “inside information”. Agradecemos e tratamos de procurar outro hospital ou laboratório que realizasse o exame.
Os dois que ficam próximos – X-Leme e Cetac – já haviam baixado as portas, o jeito foi tentar o Laboratório DAPI, nas Mercês, que funciona 24 horas. Chegamos lá cerca das 8 da noite, com o dia ainda claro, propiciado pelo Verão e seu horário especial. O Magnus aparentemente vendendo saúde. Eu me perguntava se ele realmente tinha alguma coisa, mas confiava no diagnóstico da médica. Além disso, minha sobrinha relatava que na noite anterior e na tarde daquele dia o menino tivera febre de quase 39 graus e passara horas se contorcendo com dor na região da barriga.
Subimos ao 1º andar, onde é requisitado aquele tipo de exame. Ali nos deparamos com uma legião de anjos na forma de cinco ou seis moças que atendiam nos guichês, aquela hora vazios. Não percebemos de imediato que se tratava de anjos, mas isso logo ficou claro quando a moça que nos atendia informou que não seria possível realizar a ecografia. Não naquela noite.
Ela ainda tentou encaixar com o especialista de plantão, mas a cota dele já estava repleta. O jeito era agendar o exame para outro dia. Nem foi preciso insistir na questão da urgência; quando minha sobrinha comentou a suspeita de apendicite, a moça começou a ligar para outros laboratórios e hospitais na tentativa de conseguir o exame imediato para o Magnus.
No segundo seguinte as demais colegas dela se aproximaram com sugestões:
- Vocês tentaram o Pequeno Príncipe?
- Estamos vindo de lá.
- Então liga pro Vitta, lá eles fazem. (disca, disca, disca e ninguém atende do outro lado da linha)
A moça que nos atendia liga para o Santa Cruz. Ficamos animados quando percebemos que confirmaram que fazem o exame. A esperança, porém, logo se desfaz, pois não atendem o convênio Unimed.
Quem não perde a esperança é a jovem. Torna a tentar o Vitta do Batel (disca, disca, disca e nada).
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| Os anjos do DAPI: Valéria Ayres, Mavia Fantim, Ana Elisa Borges, Ana Paula Alkimin e Sandra Cuimbra, com o supervisor Thiago Quintino. Faltou Glaucia Rute, que está em merecidas férias. |
Pergunto se o Hospital Cajuru não faria o exame. Elas me dizem que só se o Magnus for atendido como emergência, no pronto socorro. O mesmo no Evangélico.
De volta ao telefone a moça liga para a Clínica Sugisawa. Ficamos animados novamente; eu mesmo já fiz uma ecografia da bexiga lá, marcada às 8 horas da noite. Eles atendem 24 horas. Mas de novo a frustração: precisa agendar o exame.
Outra moça recomenda o Hospital São Vicente, no centro da cidade, ao lado de onde eu trabalho. Estamos quase indo para lá quando outra garota volta a lembrar o Hospital Nossa Senhora das Graças, nas Mercês. Ela já havia recomendado antes, mas agora veio com uma informação fundamental: “o Dr. Eduardo Meister está de plantão lá, e ele mandará fazer o exame, com certeza”. As demais moças confirmam em coro: podem ir lá que o Dr. Eduardo fará a ecografia. A primeira reafirma: “acabei de confirmar que ele está de plantão; peçam para que o Magnus seja atendido por ele”.
Animados, agradecemos a boa vontade das jovens, desejamos bom Ano Novo a todas e nos mandamos para o Nossa Senhora das Graças, que fica a poucas quadras do DAPI. Na saída comento com minha sobrinha: até agora estamos com uma sorte danada!
As ruas de Curitiba estão quase vazias; quem não viajou para passar o Ano Novo na praia, a esta hora está enfurnado em casa vendo TV. Nesses dias entre o Natal e o Ano Novo a metrópole parece aquelas cidades fantasmas que a gente vê em filmes. Mais “morta” mesmo só na noite de Natal, quando é possível até andar pelado pelas ruas sem ser importunado. Eu mesmo já testei essa hipótese no Natal de 1997, quando caminhei nu em pêlo no meio da Rua Marechal Deodoro, do prédio da Receita Federal até a Praça Zacarias sem ser incomodado.
Mas voltando ao que interessa, no Hospital Nossa Senhora das Graças nos deparamos com dois outros anjos, o tal Dr. Eduardo e o enfermeiro Clodomiro. Exatamente como a moça do DAPI havia previsto, após examinar o Magnus o médico mandou chamar a especialista em casa para realizar a bendita ecografia de abdome total. Enquanto aguardávamos ela chegar, o enfermeiro colheu sangue para outros exames. Afora a agulha da seringa, que era a única coisa que o Magnus temia, ele parecia vendendo saúde, todo feliz na sala de espera do consultório.
Passados alguns minutos o enfermeiro Clodomiro volta a nos procurar com o resultado dos exames. Acostumados a ter que correr atrás de enfermeiros e médicos para apressá-los a realizar o seu trabalho, eu e minha sobrinha ficamos surpresos. Chega a médica para a ecografia e o enfermeiro leva o Magnus com ele, para logo retornar com o moleque e o resultado do exame. Entre uma consulta e outra o Dr. Eduardo nos aborda na sala de espera: a ecografia não foi conclusiva, mas os indicativos no sangue são de infecção e temos ainda o fato do garoto ter tido febre de 39 graus e manifestar dor quando é apalpada a região do apêndice. Vamos internar e operar amanhã cedo.
Tomada de surpresa e com dó do menino, minha sobrinha inquire o médico com uma questão “a la Dona Maria”.
- E se eu, que sou a mãe, não quiser internar o Magnus hoje o que pode acontecer?
O médico deu a resposta que eu já imaginava:
- Morrer!
Minha sobrinha caiu em si e viu que precisava acatar a recomendação do médico, mas aí quem desesperou foi o Magnus, que abriu a boca. O médico ficou desconcertado:
- Eu tive que dizer, a senhora perguntou ...
Quando conseguiu acalmar o Magnus, o médico me passou os papéis para providenciar a internação. Deixei o garoto sob os cuidados da mãe e do enfermeiro e fui para o setor de internamento. Quando achava que já tinha nos acontecido tudo de bom, outra surpresa: a atendente é uma jovem simpática e bem-humorada. Me pede que aguarde, pois há outros três internamentos para providenciar, antes de me atender.
Tudo bem, a recepção daquele hospital é um ambiente agradável, à meia luz, com poltronas confortáveis onde larguei meu corpo cansado para me ocupar exclusivamente com uma grande tela de TV. Já passava da meia-noite e aquele ambiente era propício ao sono, mas antes que ele aparecesse a moça chamou meu nome. Não havia se passado 15 minutos. Ou seja: ela fez três internamentos em menos tempo do que os meus filhos levam com o chuveiro aberto.
Cheia de bom-humor ela pegou os papéis que o médico me dera, mais a carteirinha da Unimed e me fez as perguntas necessárias para fechar a operação. Perguntei se a mãe do Magnus poderia passar a noite no hospital e ela me respondeu: “claro, a mãe fica com o filho”. Mas não foi só isso: como não havia nenhuma enfermaria disponível, a mãe e o Magnus seriam acomodados em um quarto, até desocupar uma vaga.
Não era possível tanta boa sorte, justo comigo que nunca me dei bem nem em quermesse de igreja. (A propósito, recentemente fui arrastado para um bingo paroquial pela minha filha, que estava de olho num microondas. Minha cartela era tão pé frio quanto eu, mas quando chegou a vez do microondas, para surpresa geral, minha sorte mudou e fui o primeiro a gritar bingo. Só que não fui o único, duas malditas bingueiras profissionais também haviam fechado a cartela. A coisa foi decidida pelo sorteio da pedra maior, e eu, claro, tirei a pedra 3.)
Fechado esse parêntese, eu não podia acreditar que estava com aquela sorte toda. Se naquela hora eu encontrasse alguma lotérica aberta teria feito uma aposta na Mega-Sena da Virada, e em vez de quatro ganhadores teriam sido cinco.
Enfim, voltei ao consultório com os papéis do internamento e os entreguei ao enfermeiro Clodomiro, que já estava com o Magnus acomodado em uma cadeira de rodas para levá-lo ao quarto. Agradeci, me despedi da minha sobrinha e do Magnus, desejei-lhes boa-noite e fui-me embora para casa com aquela sensação de que a sorte, essa ingrata, finalmente sorria para mim.
Às 10 horas da manhã seguinte liguei para o celular da minha sobrinha para saber notícias do Magnus. Naquele exato momento ele estava saindo da sala de cirurgia e sendo levado para o quarto, ainda meio zonzo da anestesia e livre da apendicite. No dia seguinte receberia alta. O único inconveniente, se é que se pode dizer assim, foi ter passado a virada do ano no hospital.
Realmente me considerei, enfim, bafejado pela sorte. Minha estrela brilhava!
Mas que estrela, que sorte, que nada; a verdade é que encontramos profissionais interessados, com surpreendente iniciativa, aquela gente que está na profissão certa e que é capaz de fazer a diferença. Gente que está sempre ascendendo na escala profissional, porque não só é inteligente e competente, como está disposta a fazer o que tem que ser feito. A Dra. Giovanna, o Dr. Eduardo podiam ter despachado o Magnus com uma receita de anti-inflamatório (como outros fizeram com o avô do garoto, por três vezes, antes dele ter o apêndice supurado). A atendente do Pequeno Príncipe podia ter nos enrolado, acenando com falsas esperanças. As recepcionistas do DAPI podiam permanecer nos seus guichês, talvez jogando paciência. Clodomiro e a jovem médica que saiu do conforto da casa para fazer a ecografia poderiam ter-se omitido. Mas cada um desses profissionais realizou aquilo que nos treinamentos corporativos é denominado “fazer o quilômetro extra”. E assim, graças a esses anjos de carne, osso e neurônios ativos, essa história do Magnus teve um final feliz.
E felicidade é o mínimo que eu e a família do Magnus podemos desejar a esses profissionais que tornaram a nossa passagem de ano tão especial.
Antes de encerrar, um esclarecimento necessário: aquela história do Natal de 1997 é invenção minha, só para segurar o leitor. Não vão tentar andar pelados na rua que serão presos.
Feliz 2011 a todos!
Francisco Duarte
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O bom-humor move o mundo
Folha de São Paulo
Serra tem mala extraviada em voo à Europa
DE SÃO PAULO
O ex-governador paulista José Serra enfrentou uma turbulência no feriado de Natal: o extravio da mala.
Candidato derrotado do PSDB à Presidência, Serra encarou dez dias de inverno rigoroso na Europa sem que a bagagem fosse localizada. Irritado com a companhia aérea, o tucano registrou publicamente seu protesto, via Twitter: "Fiquei dez dias no exterior, mas sem a mala da viagem -a Air France a perdeu". A amigos Serra contou que, nos primeiros dias, teve que recorrer ao "guarda-roupa" do filho e do genro para poder resistir ao frio. Como sua bagagem não foi localizada, ele foi obrigado a comprar peças novas para a temporada. Serra passou o Natal com a mulher, Monica, com os filhos e os netos na França.
Serra tem mala extraviada em voo à Europa
DE SÃO PAULO
O ex-governador paulista José Serra enfrentou uma turbulência no feriado de Natal: o extravio da mala.
Candidato derrotado do PSDB à Presidência, Serra encarou dez dias de inverno rigoroso na Europa sem que a bagagem fosse localizada. Irritado com a companhia aérea, o tucano registrou publicamente seu protesto, via Twitter: "Fiquei dez dias no exterior, mas sem a mala da viagem -a Air France a perdeu". A amigos Serra contou que, nos primeiros dias, teve que recorrer ao "guarda-roupa" do filho e do genro para poder resistir ao frio. Como sua bagagem não foi localizada, ele foi obrigado a comprar peças novas para a temporada. Serra passou o Natal com a mulher, Monica, com os filhos e os netos na França.
Qual mala foi extraviada: a Mônica ou a Verônica? E o Serra disse que recorreu ao guarda-roupa do genro. Quer dizer, tá pior que ex-mulher: tirou até as cuecas do genro. E quando ele devolveu a cueca, com as pontinhas do polegar e do indicador, o genro tapou o nariz e declinou: põe no lixo. Pensando bem, a Air France poderia ter extraviado O MALA do Serra. Deixado cair no meio do oceano pra procurar a caixa preta do vôo 447. hauahauahaua!
Uma animada crise do Capitalismo (e a marolinha do Lula)
Fonte: palestra do acadêmico David Harvey na RSA, organização inglesa centenária voltada para as artes, indústria e comércio. Em resumo, o palestrante questiona se é chegado o tempo do capitalismo dar lugar a uma nova ordem social assentada na responsabilidade social global e no humanismo. No site dos caras se encontram outras animações curiosas.
Engenho Novo: a senzala volta a ser do povo
Depois do Complexo do Alemão, o Estado se re-implanta hoje nas comunidades do Engenho Novo, começando por quatro delas: Sampaio, São João, Matriz e Quieto. O Rio de Janeiro, aos poucos, vai sendo tomado do domínio de grupos criminosos, políticos do DEMO/PSDB e barões da especulação imobiliária para ser devolvido ao povo carioca.
O Rappa canta Todas as Comunidades do Engenho Novo.
O Rappa canta Todas as Comunidades do Engenho Novo.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O que é bom deve ser compartilhado
A importância da leitura e da escrita
Autor: Vilmar Berna*, do Portal do Meio AmbientePara compreender, adequadamente, a importância da leitura e da escrita em nossas vidas, precisamos compreender que assim como o nosso corpo material precisa de alimento, o espiritual também. É importante aqui corrigir uma falsa idéia, a de que os termos 'espiritual' ou 'espiritualidade' referem-se exclusivamente ao seu sentido religioso. É compreensível que isso ocorra, por que é aí que os que têm fé na divindade elaboram e abrigam suas idéias e sentimentos em relação ao sagrado.
Entretanto, ateus também tem fé, por exemplo, de que o mundo pode ser melhor e de que as pessoas podem mudar. Possuem seu lado espiritual, só que no sentido não religioso do termo, onde elaboram idéias, afetos, esperanças. E também espiritualidade, no sentido da religação com a natureza, com o Cosmo.
O que ressalto aqui é que nós e o mundo não somos feitos apenas de uma parte material que pode ser percebida pelos cinco sentidos, mas também das visões que temos desse mundo, de nós e dos outros. Por isso, nunca estamos prontos, mas na medida em que recebemos informações e estímulos, e vivenciamos experiências, construímos ou reconstruímos nossa visão de mundo. Outra falsa idéia é a de que podemos comunicar a verdade. Podemos percebê-la, mas ao comunicar sobre ela, levamos junto uma parte de nossa subjetividade como observador. Então, não existe comunicação imparcial. O que é verdadeiro para um pode não ser para o outro. Por que, ao contrário do que se possa imaginar, a realidade como percebemos está em constante processo interno onde permanente é só a própria mudança.
Entre os grandes desafios para a humanidade é conseguir respeitar as diferenças entre os povos, as pessoas, as visões de mundo para que elas não se tornem obstáculos às relações. Por que não existe uma pessoa igual à outra, e também não pode existir verdade única, religião única, pensamento único. E isso inclui esta própria afirmação que acabo de fazer, daí a dificuldade de se andar em terreno firme e seguro quando o assunto é a subjetividade.
Então, ler e escrever é muito mais que dominar técnicas literárias, é obter as chaves desse mundo interior, de nossa verdade, e ter acesso a dos outros. Uma forma de nos ajudar a perceber, compreender e elaborar nossa própria subjetividade contribuindo para dar sentido ao mundo, a nós próprios e aos outros. Claro que existem outras formas de fazer isso, principalmente nas culturas orais, mas na cultura letrada, ler e escrever são fundamentais para ser e sentir-se adequadamente inseridos no mundo.
Precisamos disso, pois ao contrário do que possa imaginar, o processo de formação do sujeito é na verdade uma auto-formação. A educação, os livros, a cultura, os meios de comunicação exercem influências sobre nós, mas o que somos resulta de nossas escolhas. Comunicadores em geral, educadores, e escritores, em particular, cumprem com o papel social de nos ajudar a construir nossa subjetividade, nossa compreensão da verdade e utopias e, embora não escolham por nos, contribuem para iluminar nossos caminhos.
Outra falsa idéia é que a pratica é mais importante que a teoria. A prática começa nas idéias. A motivação para agir não está na própria ação, mas em nosso mundo interior. E como a leitura e a escrita nos conectam a este mundo, nos incentivam - ou não - a agir seja para manter as coisas como estão ou para mudá-las. Por isso, os primeiros a sofrerem censura e prisões em regimes opressores são os jornalistas, os artistas, incluindo os escritores, por que idéias podem ser armas mais poderosas que fuzis e granadas. Não é por um acaso que nos regimes democráticos exista tanta preocupação dos donos do poder de controlar os meios de comunicação.
A internet tem sido uma arma poderosa de resistência, uma forma de driblar a censura, algo inimaginável em outras épocas. Os poderosos estão tentando encontrar um jeito de impedir a liberdade na internet. Em países de regime totalitário certas palavras são bloqueadas pelos servidores e em países democráticos os poderosos estão buscando meios para impedir que informações desfavoráveis a eles continuem circulando na internet. Assistimos isso recentemente no episódio do Wikileaks, que criou um mecanismo aparentemente à prova de censura para a divulgação de segredos de Estado. Em vez dos poderosos escandalizarem-se com o fato de funcionários públicos estarem tramando em segredo contra o povo e a paz - usando funções públicas para cuidar de interesses privados, para se corromperem – para tentarem aperfeiçoar sistemas de controle democrático a fim de se livrarem das falhas do sistema, tentam por todos os meios - inclusive ocultos - de criminalizar os que democratizaram a informação secreta.
Um de nossos maiores desafios é aos escrevermos, ou falarmos, expressarmos o que estamos pensando ou sentindo. Por mais incrível que pareça, tem gente que diz uma coisa e pensa ou sente outra diferente. Por isso não nos comunicamos apenas com a fala ou a escrita, mas também com os gestos, os olhares, o tom de voz. E é aí que a internet e a escrita, por mais importantes que sejam para a comunicação, não substituem o contato pessoal, o olho no olho.
Espressar-se na forma escrita não é um simples ato de colocar palavras num papel ou digitar num teclado. A maior parte da ação de escrever é invisível para os olhos, acontece no mundo interior de quem escreve e pode refletir este esforço de buscar o equilíbrio entre as emoções, o pensamento e as praticas.
E mais. Com os blogs e as ferramentas de busca, escrever e ser lido tornaram-se atos quase simultâneos. Antes, o intervalo de tempo entre um e outro podia levar anos e dependia do escritor ter a sorte de encontrar um editor para intermediar seu acesso aos leitores. Além de contribuir para a democratização da informação e do pensamento, a internet, os novos celulares, a banda larga, tem facilitado a vida de quem gosta de escrever e quer ser lido. Publicar deixou de ser privilégio de poucos.
Escrever assemelha-se a alguém que organiza uma casa desarrumada. Arrasta e empurra idéias de um lado para o outro, constroem e reconstroem pensamentos, sonhos, como quem movimenta os móveis. E só depois de estar cheio dessas idéias, e quando elas começam a fazer sentido, é que a pessoa se sente pronta, na verdade, quase que obrigada a escrever, como uma espécie de libertação da mente. E aí começa outra etapa importante, a de garimpar as palavras mais certas e apropriadas para transmitir a mensagem. A chance de acertar logo de primeira é a mesma de um garimpeiro achar uma pepita de ouro na primeira tentativa.
Alguns chegam a comparar o ato de escrever com o nascimento de um filho. O período da gestação é o tempo gasto na elaboração das idéias e o parto é o ato de colocá-las para fora.
Pablo Neruda dizia que escrever é fácil, começa com letra maiúscula e acaba com um ponto e no meio se colocam idéias.
As idéias nascem em nós, nos outros autores e também estão por aí, ao alcance de todos que estiverem dispostos a ser veículo para elas.
Algumas idéias são tão universais que se repetem em vários escritos, povos e culturas diferentes, e independente do tempo e lugar, permanecem atuais e válidas para todos.
O ideal é quando o escritor consegue reunir à sua volta pessoas que compreendem que o ato de escrever não é apenas físico, mas requer recolhimento, silêncio interior, para ouvir-se e ouvir seus fantasmas, angústias, desejos, 'conversar' com seus amigos espirituais. Assim, para quem não conhece sobre o ato de escrever, pode parecer estranho quando o escritor se recolhe neste seu mundo, pois externamente, pode parecer que está distante e desinteressado sobre as pessoas ou ao que acontece à sua volta, mas pode ocorrer exatamente o contrário. Para um escritor os acontecimentos do cotidiano não costumam passar despercebidos, pois a vida é o seu laboratório.
E, assim como construimos redes de afetos no mundo físico, também o fazemos no mundo espiritual. Os escritores que gostamos formam nossa espécie de rede de 'amigos' espirituais, com os quais compartilhamos idéias, afinidades e valores, ainda que muitos já possam ter morrido a milênios ou vivam do outro lado do Planeta. Por isso, um escritor nunca esta só em seu mundo interior e ainda que tirem tudo dele, e aprisionem seu corpo, como já aconteceu muitas vezes nas Ditaduras, podem se refugiar em seu mundo interior, onde são livres, e, assim, sobreviverem espiritual e intelectualmente.
Mais que escrever para seu próprio prazer escreve-se por necessidade e dever. Escrever é a função social do escritor, seja para entreter, seja para ajudar na analise da conjuntura, mostrar alternativas, denunciar as falsas idéias e injustiças. Por isso, um texto não está completo quando é divulgado, mas quando é lido. E quando isso acontece, nenhum texto é igual ao outro, pois ao passar pelos olhos e pelo mundo interior do leitor, ganha nuances e identidade própria e particular.
Um mesmo texto lido por diferentes leitores será compreendido de forma diferente. Um texto que alguém ache maravilhoso pode ser comum para outra pessoa.
Sem os leitores, os textos não vão a lugar algum, não transformam coisa alguma, não amam nem são felizes. Não são os textos que mudam as coisas. São as pessoas.
* Vilmar Sidnei Demamam Berna é escritor e jornalista, fundou a REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente) e o Portal do Meio Ambiente (http://www.
(Envolverde/O autor)
http://www.envolverde.com.br/
Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas
Hildegard Angel
Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de "a Cara" por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À "companheira" número 1 da República, muito osso, afagos poucos.
![]() |
| Dona Marisa: a mulher de presidente que mais se pareceu com a mãe da maioria dos brasileiros. Seus detratores sentem vergonha da própria mãe. |
Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.
Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade.
Depois, implicaram com o silêncio dela, a "mudez", a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão?
Ah, mas tudo que "eles" queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar pomposo de doutorados e mestrados.
Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e reservada, como tem Marisa Letícia.
E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?
Passemos agora às desfeitas ao que, no entanto, eu considero o mérito mais relevante de nossa ex-primeira-dama: a brasilidade.
Foi um apedrejamento sem trégua, quando Marisa Letícia, ao lado do marido presidente, decidiu abrir a Granja do Torto para as festas juninas. A mais singela de nossas festas populares, aquela com Brasil nas veias, celebrando os santos de nossas preferências, nossa culinária, os jogos e brincadeiras. Prestigiando o povo brasileiro no que tem de melhor: a simplicidade sábia dos Jecas Tatus, a convivência fraterna, o riso solto, a ingenuidade bonita da vida rural. Fizeram chacota por Lula colar bandeirinhas com dona Marisa, como se a cumplicidade do casal lhes causasse desconforto.
Imprensa colonizada e tola, metida a chique. Fazem lembrar "emergentes" metidos a sebo que jamais poderiam entender a beleza de um pau de sebo "arrodeado" de fitinhas coloridas. Jornalistas mais criteriosos saberiam que a devoção de Marisa pelo Santo Antônio, levado pelo presidente em estandarte nas procissões, não é aprendida, nem inventada. É legitimidade pura. Filha de um Antônio (Antônio João Casa), de família de agricultores italianos imigrantes, lombardos lá de Bérgamo, Marisa até os cinco de idade viveu num sítio com os dez irmãos, onde o avô paterno, Giovanni Casa, devotíssimo, construiu uma capela de Santo Antônio. Até hoje ela existe, está lá pra quem quiser conferir, no bairro que leva o nome da família de Marisa, Bairro dos Casa, onde antes foi o sítio de suas raízes, na periferia de São Bernardo do Campo. Os Casa, de Marisa Letícia, meus amores, foram tão imigrantes quanto os Matarazzo e outros tantos, que ajudaram a construir o Brasil.
Outro traço brasileiro dela, que acho lindo, é o prestígio às cores nacionais, sempre reverenciadas em suas roupas no Dia da Pátria. Obras de costureiros nossos, nomes brasileiros, sem os abstracionismos fashion de quem gosta de copiar a moda estrangeira. Eram os coletes de crochê, os bordados artesanais, as rendas nossas de cada dia. Isso sim é ser chique, o resto é conversa fiada.
No poder, ao lado do marido, ela claramente se empenhou em fazer bonito nas viagens, nas visitas oficiais, nas cerimônias protocolares. Qualquer olhar atento percebe que, a partir do momento em que se vestir bem passou a ser uma preocupação, Marisa Letícia evoluiu a cada dia, refinou-se, depurou o gosto, dando um olé geral em sua última aparição como primeira-dama do Brasil, na cerimônia de sábado passado, no Palácio do Planalto, quando, desculpem-me as demais, era seguramente a presença feminina mais elegante. Evoluiu no corte do cabelo, no penteado, na maquiagem e, até, nos tão criticados reparos estéticos, que a fizeram mais jovem e bonita.
Atire a primeira pedra a mulher que, em posição de grande visibilidade, não fez uma plástica, não deu uma puxadinha leve, não aplicou uma injeçãozinha básica de botox, mesmo que light, ou não recorreu aos cremes noturnos. Ora essa, façam-me o favor! Cobraram de Marisa Letícia um "trabalho social nacional", um projeto amplo nos moldes do Comunidade Solidária de Ruth Cardoso. Pura malícia de quem queria vê-la cair na armadilha e se enrascar numa das mais difíceis, delicadas e técnicas esferas de atuação: a área social.
Inteligente, Marisa Letícia dedicou-se ao que ela sempre melhor soube fazer: ser esteio do marido, ser seu regaço, seu sossego. Escutá-lo e, se necessário, opinar. Transmitir-lhe confiança e firmeza. E isso, segundo declarações dadas por ele, ela sempre fez. Foi quem saiu às ruas em passeata, mobilizando centenas de mulheres, quando os maridos delas, sindicalistas, estavam na prisão. Foi quem costurou a primeira bandeira do PT. E, corajosa, arriscou a pele, franqueando sua casa às reuniões dos metalúrgicos, quando a ditadura proibiu os sindicatos. Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo.
Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, se preocupa com a dieta do maridão e protege a família formou e forma, com Lula, um verdadeiro casal. Daqueles que, infelizmente, cada vez mais escasseiam. Este é o meu reconhecimento ao papel muito bem desempenhado por Marisa Letícia Lula da Silva nesses oito anos.
Tivesse dito tudo isso antes, eu seria chamada de bajuladora. Esperei-a deixar o poder para lhe fazer a Justiça que merece.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Sonho de menino passarinho
Quem, aos 10 anos, não sonhou colocar a cabeça pra fora da janela de um avião e acenar para o mundo?! Há quem pense que a felicidade está em acertar na Mega-Sena da Virada, mas deve ser porque esqueceu como foi bom ter sido garoto/garota um dia. Primeiro foi o Romário quem realizou esse sonho de menino, com metade do corpo para fora da janela da cabine do piloto da aeronave que trouze a Seleção campeã do Mundo de 1994 de volta ao Brasil. Agora é Lula. Só podia.
Lula-lá ...
... como Romário
Lula-lá ...
... como Romário
domingo, 2 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Para Mayara, Presidenta de 2031
Dois Rios, Skank
(Samuel Rosa – Lô Borges – Nando Reis)
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
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