Mino Carta é um dos mais importantes e competentes jornalistas brasileiros. Criou revistas como 4 Rodas, Veja, IstoÉ, Carta Capital, entre outros veículos. Dirigiu a revista Senhor na melhor fase dessa publicação, em meados dos anos 80. Seguem três vídeos de uma excelente entrevista que o grande jornalista deu ao Programa Provocações, do André Abujamra.
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
A Vale é uma mina para a imprensa
A Vale gastou, em 2009, R$ 178 milhões para adoçar a boca da mídia (FSP). Isso é mais do que a Unilever gastou para vender o sabão em pó OMO! E a Vale só vende minério de ferro, mercadoria que não se encontra em supermercado. Isso explica por que alguns e algumas jornalistas manjados e telejornais manjadéssimos fazem um lobby permanente pró-Vale e Roger Agnelli? Ou é preciso desenhar? Não por outro motivo o puxasaquismo explícito de certos e certas jornalistas virou piada. A fonte dessa denúncia é o Blog Tijolaço, do Brizola Neto.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Renault só se dobra sob pressão
Lembram daquela catarinense que brigava com a Renault por causa de um Megane que não funcionava? Ela criou um site para denunciar a montadora francesa, que desde 2007 debochava solenemente da consumidora. Por conta do site, que em poucos dias recebeu 770 mil visitas, a Renault processou a moça e um juiz mandou tirar do ar. A denúncia, então, proliferou nos blogs, juntando num mesmo saco a Renault e o prestimoso magistrado. Resultado: a Renaul resolveu, depois de 4 anos, reconhecer que o carro que fabrica no Brasil é uma bosta. Devolveu o dinheiro à consumidora, reparou financeiramente outros custos e ainda concordou em doar um Clio para uma entidade de atendimento a crianças deficientes (será que esse carrro vai funcionar???). Resumo da ópera: com o advento da Internet, nem a Rede Globo elege mais os presidentes, nem as indústrias de baixa qualidade agem impunemente.
Segue o comunicado da consumidora catarinense endereçado aos internautas:
Acordo Feito!
Prezados seguidores, informo que negociamos, compomos e concretizamos um acordo no qual a
Renault comprometeu-se em ressarcir os valores pagos pelo veículo bem como meus danos, tendo sido extintas todas as ações judiciais, de parte a parte, tanto no que toca ao meu pedido de indenização a Renault, quanto à ação que esta moveu contra mim por danos morais. Em agradecimento ao apoio de vocês de todo o Brasil, que resultou em mais de 700.000 mil acessos ao site www.meucarrofalha.com.br, incluí no acordo, um automóvel Clio 0km, para doação a uma entidade assistencial de alcance nacional. O referido veículo será doado nos próximos dias a AACD –
Associação de Assistência à Criança Deficiente.
Gostaria que cada um de vocês recebesse o meu mais sincero agradecimento, pelo apoio e as manifestações recebidas no twitter, facebook, orkut, e-mails e pela imprensa. Espero ter contribuído com um bom exemplo, de defesa do meu direito de consumidora e de persistência.
Um forte abraço,
Daniely de Andrade Argenton
Fonte: Meu Carro Falha
http://www.meucarrofalha.com.br/arquivos_internos/index.php
Segue o comunicado da consumidora catarinense endereçado aos internautas:
Acordo Feito!
Prezados seguidores, informo que negociamos, compomos e concretizamos um acordo no qual a
Renault comprometeu-se em ressarcir os valores pagos pelo veículo bem como meus danos, tendo sido extintas todas as ações judiciais, de parte a parte, tanto no que toca ao meu pedido de indenização a Renault, quanto à ação que esta moveu contra mim por danos morais. Em agradecimento ao apoio de vocês de todo o Brasil, que resultou em mais de 700.000 mil acessos ao site www.meucarrofalha.com.br, incluí no acordo, um automóvel Clio 0km, para doação a uma entidade assistencial de alcance nacional. O referido veículo será doado nos próximos dias a AACD –
Associação de Assistência à Criança Deficiente.
Gostaria que cada um de vocês recebesse o meu mais sincero agradecimento, pelo apoio e as manifestações recebidas no twitter, facebook, orkut, e-mails e pela imprensa. Espero ter contribuído com um bom exemplo, de defesa do meu direito de consumidora e de persistência.
Um forte abraço,
Daniely de Andrade Argenton
Fonte: Meu Carro Falha
http://www.meucarrofalha.com.br/arquivos_internos/index.php
quinta-feira, 24 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Tudo que eu queria dizer sobre São José
Sábado, 19, foi dia de São José. José sou eu, assim como meu avô paterno - com quem não cheguei a conviver - e seu pai. Talvez por isso sempre me chamou a atenção e intrigou a história de São José, alguém que passou quase despercebido no relato dos evangelistas. Pai de Jesus, marido de Maria, o carpinteiro dedicado e abnegado. Sempre tive a impressão de que a Igreja Católica, ao citá-lo "en passant" e representá-lo no presépio, deu a ele um "prêmio de consolação". Por isso gostei tanto de um artigo escrito há alguns anos pelo Carlos Heitor Cony, na Folha de São Paulo, a respeito do chamado "pai dos pobres". Não o encontrei na íntegra, mas buscando na Web achei uma referência em um escrito do Paulo Coelho, que também apreciou a abordagem do Cony e compartilha o mesmo sentimento meu a respeito do carpinteiro da Bíblia. Aproveitando a data, reproduzo o artigo do Paulo Coelho. Após, posto um vídeo com bonita declamação de Rolando Boldrin.
Paulo Coelho
Nasci na casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Como foi um parto bastante complicado, minha mãe me consagrou ao santo, pedindo que me ajudasse a viver. José passou a ser uma referência para a minha vida, e desde 1987, ano seguinte à minha peregrinação a Santiago de Compostela, dou uma festa em sua homenagem, no dia 19 de março. Convido amigos, pessoas trabalhadoras e honestas, e antes do jantar, rezamos por todos aqueles que procuram manter a dignidade no que fazem. Oramos também pelos que se encontram desempregados, sem nenhuma perspectiva para o futuro.
Na pequena introdução que faço antes da prece, costumo lembrar que, das cinco vezes que a palavra “sonho” aparece no Novo Testamento, quatro se referem a José, o carpinteiro. Em todos estes casos, ela está sempre sendo convencido por um anjo a fazer exatamente o contrário do que estava planejando.
O anjo pede que ele não abandone sua mulher, embora ela esteja grávida. Ele podia dizer coisas do tipo “o que os vizinhos vão pensar”. Mas volta para casa, e acredita na palavra revelada.
O anjo o envia para o Egito. E sua resposta podia ter sido: “mas eu já estou aqui estabelecido como carpinteiro, tenho minha clientela, não posso deixar tudo de lado agora.” Entretanto, arruma suas coisas, e parte em direção ao desconhecido.
O anjo pede que volte do Egito. E José podia ter de novo pensado: “logo agora que eu consegui estabilizar de novo minha vida, e que tenho uma família para sustentar?”
Ao contrário do que o senso comum manda, José segue seus sonhos. Sabe que tem um destino a cumprir que é o destino de quase todos os homens neste planeta: proteger e sustentar sua família. Como milhões de Josés anônimos, ele procura dar conta da tarefa, mesmo tendo que fazer coisas que estão muito além de sua compreensão.
Mais tarde, tanto a mulher como um dos filhos se transformam nas grandes referências do Cristianismo. O terceiro pilar da família, o operário, é lembrado apenas nos presépios de final de ano, ou por aqueles que tem uma devoção especial por ele, como é o meu caso, e como é o caso de Leonardo Boff, para quem escrevi o prefácio de seu livro sobre o carpinteiro.
Reproduzo parte de um texto do escritor Carlos Heitor Cony (espero que seja mesmo dele, porque descobri na internet!): “ Volta e meia estranham que, declarando-me agnóstico, não aceitando a idéia de um Deus filosófico, moral ou religioso, seja devoto de alguns santos do nosso calendário tradicional. Deus é um conceito ou uma entidade distante demais para os meus recursos e até mesmo para minhas necessidades.Já os santos, porque foram terrenos, com os mesmos alicerces de barro de que fui feito, merecem mais do que a minha admiração. Merecem mesmo a minha devoção.
"São José é um deles. Os Evangelhos não registram uma única palavra sua, somente gestos, e uma referência explícita: "vir justus". Um homem justo. Como se tratava de um carpinteiro, e não de um juiz, deduz-se que José era acima de tudo um bom. Bom como carpinteiro, bom como esposo, bom como pai de um garoto que dividiria a história do mundo.”
Belas palavras de Cony. E eu, muitas vezes, leio aberrações do tipo: “Jesus foi para a Índia aprender com os mestres do Himalaia”. Para mim, todo homem pode transformar em sagrada a tarefa que lhe é dada pela vida, e Jesus aprendeu enquanto José, o homem justo, o ensinava a fazer mesas, cadeiras, camas.
No meu imaginário, gosto de pensar que a mesa onde o Cristo consagrou o pão e o vinho, teria sido feita por José – porque ali estava a mão de um carpinteiro anônimo, que ganhava a vida com o suor do seu rosto e, justamente por causa disso, permitia que os milagres se manifestassem.
O homem que seguia seus sonhos
Paulo Coelho
Nasci na casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Como foi um parto bastante complicado, minha mãe me consagrou ao santo, pedindo que me ajudasse a viver. José passou a ser uma referência para a minha vida, e desde 1987, ano seguinte à minha peregrinação a Santiago de Compostela, dou uma festa em sua homenagem, no dia 19 de março. Convido amigos, pessoas trabalhadoras e honestas, e antes do jantar, rezamos por todos aqueles que procuram manter a dignidade no que fazem. Oramos também pelos que se encontram desempregados, sem nenhuma perspectiva para o futuro.
Na pequena introdução que faço antes da prece, costumo lembrar que, das cinco vezes que a palavra “sonho” aparece no Novo Testamento, quatro se referem a José, o carpinteiro. Em todos estes casos, ela está sempre sendo convencido por um anjo a fazer exatamente o contrário do que estava planejando.
O anjo pede que ele não abandone sua mulher, embora ela esteja grávida. Ele podia dizer coisas do tipo “o que os vizinhos vão pensar”. Mas volta para casa, e acredita na palavra revelada.
O anjo o envia para o Egito. E sua resposta podia ter sido: “mas eu já estou aqui estabelecido como carpinteiro, tenho minha clientela, não posso deixar tudo de lado agora.” Entretanto, arruma suas coisas, e parte em direção ao desconhecido.
O anjo pede que volte do Egito. E José podia ter de novo pensado: “logo agora que eu consegui estabilizar de novo minha vida, e que tenho uma família para sustentar?”
Ao contrário do que o senso comum manda, José segue seus sonhos. Sabe que tem um destino a cumprir que é o destino de quase todos os homens neste planeta: proteger e sustentar sua família. Como milhões de Josés anônimos, ele procura dar conta da tarefa, mesmo tendo que fazer coisas que estão muito além de sua compreensão.
Mais tarde, tanto a mulher como um dos filhos se transformam nas grandes referências do Cristianismo. O terceiro pilar da família, o operário, é lembrado apenas nos presépios de final de ano, ou por aqueles que tem uma devoção especial por ele, como é o meu caso, e como é o caso de Leonardo Boff, para quem escrevi o prefácio de seu livro sobre o carpinteiro.
Reproduzo parte de um texto do escritor Carlos Heitor Cony (espero que seja mesmo dele, porque descobri na internet!): “ Volta e meia estranham que, declarando-me agnóstico, não aceitando a idéia de um Deus filosófico, moral ou religioso, seja devoto de alguns santos do nosso calendário tradicional. Deus é um conceito ou uma entidade distante demais para os meus recursos e até mesmo para minhas necessidades.Já os santos, porque foram terrenos, com os mesmos alicerces de barro de que fui feito, merecem mais do que a minha admiração. Merecem mesmo a minha devoção.
"São José é um deles. Os Evangelhos não registram uma única palavra sua, somente gestos, e uma referência explícita: "vir justus". Um homem justo. Como se tratava de um carpinteiro, e não de um juiz, deduz-se que José era acima de tudo um bom. Bom como carpinteiro, bom como esposo, bom como pai de um garoto que dividiria a história do mundo.”
Belas palavras de Cony. E eu, muitas vezes, leio aberrações do tipo: “Jesus foi para a Índia aprender com os mestres do Himalaia”. Para mim, todo homem pode transformar em sagrada a tarefa que lhe é dada pela vida, e Jesus aprendeu enquanto José, o homem justo, o ensinava a fazer mesas, cadeiras, camas.
No meu imaginário, gosto de pensar que a mesa onde o Cristo consagrou o pão e o vinho, teria sido feita por José – porque ali estava a mão de um carpinteiro anônimo, que ganhava a vida com o suor do seu rosto e, justamente por causa disso, permitia que os milagres se manifestassem.
sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Para proteger Serra, Veja escondeu entrevista comprometedora de Arruda
Enviado por luisnassif, sex, 18/03/2011 - 06:40
Arruda diz à VEJA quem ajudou com dinheiro
Advogados de Arruda informam que essa entrevista foi concedida à VEJA em setembro passado, antes das eleições. Só foi divulgada agora porque o Kassab quer deixar o DEMO.VEJA Online
José Roberto Arruda foi expulso do DEM, perdeu o mandato de governador e passou dois meses encarcerado na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, depois de realizada a Operação Caixa de Pandora, que descobriu uma esquema de arrecadação e distribuição de propina na capital do país.
Filmado recebendo 50 mil reais de Durval Barbosa, o operador que gravou os vídeos de corrupção, Arruda admite que errou gravemente, mas pondera que nada fez de diferente da maioria dos políticos brasileiros: “Dancei a música que tocava no baile”.
Em entrevista a VEJA, o ex-governador parte para o contra-ataque contra ex-colegas de partido. Acusa-os de receber recursos da quadrilha que atuava no DF. E sugere que o dinheiro era ilegal. Entre os beneficiários estariam o atual presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), e o líder da legenda no Senado, Demóstenes Torres (GO). A seguir, os principais trechos da entrevista:
O senhor é corrupto?
Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso.
O senhor ajudou políticos do seu ex-partido, o DEM?
Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando. Não quiseram nem me ouvir. Pessoas que se beneficiaram largamente do meu mandato. Grande parte dos que receberam ajuda minha comportaram-se como vestais paridas. Foram desleais comigo.
Como o senhor ajudou o partido?
Eu era o único governador do DEM. Recebia pedidos de todos os estados. Todos os pedidos eu procurei atender. E atendi dos pequenos favores aos financiamentos de campanha. Ajudei todos.
O que senhor quer dizer com “pequenos favores”?
Nomear afilhados políticos, conseguir avião para viagens, pagar programas de TV, receber empresários.
E o financiamento?
Deixo claro: todas as ajudas foram para o partido, com financiamento de campanha ou propaganda de TV. Tudo sempre feito com o aval do deputado Rodrigo Maia (então presidente do DEM).
De que modo o senhor conseguia o dinheiro?
Como governador, tinha um excelente relacionamento com os grandes empresários. Usei essa influência para ajudar meu partido, nunca em proveito próprio. Pedia ajuda a esses empresários: “Dizia: ‘Olha, você sabe que eu nunca pedi propina, mas preciso de tal favor para o partido’”. Eles sempre ajudaram. Fiz o que todas as lideranças políticas fazem. Era minha obrigação como único governador eleito do DEM.
Esse dinheiro era declarado?
Isso somente o presidente do partido pode responder. Se era oficialmente ou não, é um problema do DEM. Eu não entrava em minúcias. Não acompanhava os detalhes, não pegava em dinheiro. Encaminhava à liderança que havia feito o pedido.
Quais líderes do partido foram hipócritas no seu caso?
A maioria. Os senadores Demóstenes Torres e José Agripino Maia, por exemplo, não hesitaram em me esculhambar. Via aquilo na TV e achava engraçado: até outro dia batiam à minha porta pedindo ajuda! Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV). Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita. O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília.
O senhor ajudou mais algum deputado?
O próprio Rodrigo Maia, claro. Consegui recursos para a candidata à prefeita dele e do Cesar Maia no Rio, em 2008. Também obtive doações para a candidatura de ACM Neto à prefeitura de Salvador.
Mais algum?
Foram muitos, não me lembro de cabeça. Os que eu não ajudei, o Kassab (prefeito de São Paulo, também do DEM) ajudou. É assim que funciona. Esse é o problema da lógica financeira das campanhas, que afeta todos os políticos, sejam honestos ou não.
Por exemplo?
Ajudei dois dos políticos mais decentes que conheço. No final de 2009, fui convidado para um jantar na casa do senador Marco Maciel. Estávamos eu, o ex-ministro da Fazenda Gustavo Krause e o Kassab. Krause explicou que, para fazer a pré-campanha de Marco Maciel, era preciso 150 mil reais por mês. Eu e Kassab, portanto, nos comprometemos a conseguir, cada um, 75 mil reais por mês. Alguém duvida da honestidade do Marco Maciel? Claro que não. Mas ele precisa se eleger. O senador Cristovam Buarque, do PDT, que eu conheço há décadas, um dos homens mais honestos do Brasil, saiu de sua campanha presidencial, em 2006, com dívidas enormes. Ele pediu e eu ajudei.
Então o senhor também ajudou políticos de outros partidos?
Claro. Por amizade e laços antigos, como no caso do PSDB, partido no qual fui líder do Congresso no governo FHC, e por conveniências regionais, como no caso do PT de Goiás, que me apoiava no entorno de Brasília. No caso do PSDB, a ajuda também foi nacional. Ajudei o PSDB sempre que o senador Sérgio Guerra, presidente do partido, me pediu. E também por meio de Eduardo Jorge, com quem tenho boas relações. Fazia de coração, com a melhor das intenções.
(Comentário de Luiz Nassif: Advogados de Arruda informam que essa entrevista foi concedida à VEJA em setembro passado, antes das eleições.)
De Alexandre Bueno
Caro Luis Nassif,
Resgatei uma pérola que da Veja, quando da publicação do escândalo Erenice.
"A publicação da reportagem a vinte dias do primeiro turno das eleições fará brotar acusações de que o objetivo é prejudicar a candidata oficial, Dilma Rousseff. São especulações inevitáveis. Mas quais seriam as opções? Não publicar? Só publicar depois das eleições? Essas não são opções válidas no mundo do jornalismo responsável, a atividade dedicada à busca da verdade e sua revelação em benefício do país." (Veja: 10/10/2010)
terça-feira, 15 de março de 2011
Memória musical
Quem lembra dessas músicas? Eram tema da propaganda de uma grande corporação que existiu até a segunda metade da década de 90. Quem lembrar ganha um cofrinho de caderneta de poupança.
segunda-feira, 14 de março de 2011
País rico é país sem pobreza
TEREZA CAMPELLO
O plano de erradicação da extrema pobreza terá três eixos: transferência de renda, ampliação de serviços públicos e ações de inclusão produtiva. A nova marca do governo federal demonstra o compromisso da presidente Dilma com a erradicação da pobreza extrema no país. E o primeiro passo nessa direção é o fortalecimento do Programa Bolsa Família, que recebeu significativo aporte de R$ 2,1 bilhões.
Essa medida permite não apenas repor o poder de compra das famílias beneficiárias, com ganho real médio de 8,7% sobre a inflação acumulada de setembro de 2009 a março de 2011, mas, principalmente, concentrar o reajuste na faixa de idade mais vulnerável -entre zero e 15 anos-, que recebeu aumento de 45,5%. A ampliação do valor dado aos jovens entre 16 e 17 anos também foi expressiva, de 15,2%.
Essa determinação torna o programa ainda mais efetivo no combate à pobreza, reforçando os pontos centrais de sua origem: foco nas famílias mais pobres e nas crianças e jovens, parcela da população que apresenta as maiores taxas de pobreza e extrema pobreza.
Hoje, 25% dos beneficiários do Bolsa Família têm até nove anos de idade, e mais de 50% têm idade inferior a 20 anos. O aumento médio de R$ 19 (de R$ 96 para R$ 115) no benefício equivale ao gasto mensal com arroz e feijão de família com quatro membros, por exemplo.
Estudo sobre o perfil dos beneficiários mostra que as famílias direcionam os recursos à compra de alimentos, roupas, remédios e material escolar, dentre outros itens básicos. Garantir mais recursos às famílias pobres tem efeitos positivos na alimentação, saúde e frequência escolar de milhões de crianças e jovens, além de inibir o ingresso precoce no mundo do trabalho.
Assim, manifesta-se uma dimensão estratégica do Bolsa Família: a interrupção do ciclo intergeracional de pobreza. A oferta de educação e saúde é condicionante do programa. O índice de crianças e adolescentes do Bolsa Família fora da escola é 36% menor em relação aos filhos de famílias não atendidas, revela o Inep; a evasão de adolescentes no ensino médio cai à metade, comparada aos jovens não beneficiários.
A progressão escolar também é maior entre as crianças e jovens do Bolsa Família. A desnutrição infantil das crianças menores de cinco anos (período estratégico para o desenvolvimento das capacidades cognitivas) atendidas pelo programa caiu de 12,5% para 4,8%, nos anos de 2003 a 2008.
Além de garantir melhores condições de vida a 50 milhões de brasileiras e brasileiros, o programa ajuda a economia do país.
Cada R$ 1 direcionado ao programa aumenta em R$ 1,44 o PIB. Os beneficiários estão distribuídos por todo o país, mais um instrumento de apoio à redução das desigualdades regionais. Tais números comprovam a importância do Bolsa Família como parte da estratégia do governo de enfrentamento à pobreza.
O plano de erradicação da extrema pobreza terá três eixos: a transferência de renda é um deles. Os outros dois são a ampliação e qualificação dos serviços públicos, com ênfase no acesso, para melhorar as condições de vida dos brasileiros; e as ações de inclusão produtiva, para ampliar as oportunidades. Os três eixos expressam o convencimento de que a pobreza não se reduz ao indicador de renda, mas incorpora a dimensão de bem-estar social.
Finalmente, estamos inovando no modelo de gestão e monitoramente para garantir o cumprimento das metas do plano.
O melhor investimento público é aquele direcionado ao ser humano. Não seremos uma nação capaz de desenvolver todo o seu potencial enquanto persistir a pobreza, entrave ao desenvolvimento econômico e social. País rico é país sem pobreza.
TEREZA CAMPELLO é ministra de Estado do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
![]() | |
| Tereza Campello, provável sucessora da Presidente Dilma |
Essa medida permite não apenas repor o poder de compra das famílias beneficiárias, com ganho real médio de 8,7% sobre a inflação acumulada de setembro de 2009 a março de 2011, mas, principalmente, concentrar o reajuste na faixa de idade mais vulnerável -entre zero e 15 anos-, que recebeu aumento de 45,5%. A ampliação do valor dado aos jovens entre 16 e 17 anos também foi expressiva, de 15,2%.
Essa determinação torna o programa ainda mais efetivo no combate à pobreza, reforçando os pontos centrais de sua origem: foco nas famílias mais pobres e nas crianças e jovens, parcela da população que apresenta as maiores taxas de pobreza e extrema pobreza.
Hoje, 25% dos beneficiários do Bolsa Família têm até nove anos de idade, e mais de 50% têm idade inferior a 20 anos. O aumento médio de R$ 19 (de R$ 96 para R$ 115) no benefício equivale ao gasto mensal com arroz e feijão de família com quatro membros, por exemplo.
Estudo sobre o perfil dos beneficiários mostra que as famílias direcionam os recursos à compra de alimentos, roupas, remédios e material escolar, dentre outros itens básicos. Garantir mais recursos às famílias pobres tem efeitos positivos na alimentação, saúde e frequência escolar de milhões de crianças e jovens, além de inibir o ingresso precoce no mundo do trabalho.
Assim, manifesta-se uma dimensão estratégica do Bolsa Família: a interrupção do ciclo intergeracional de pobreza. A oferta de educação e saúde é condicionante do programa. O índice de crianças e adolescentes do Bolsa Família fora da escola é 36% menor em relação aos filhos de famílias não atendidas, revela o Inep; a evasão de adolescentes no ensino médio cai à metade, comparada aos jovens não beneficiários.
A progressão escolar também é maior entre as crianças e jovens do Bolsa Família. A desnutrição infantil das crianças menores de cinco anos (período estratégico para o desenvolvimento das capacidades cognitivas) atendidas pelo programa caiu de 12,5% para 4,8%, nos anos de 2003 a 2008.
Além de garantir melhores condições de vida a 50 milhões de brasileiras e brasileiros, o programa ajuda a economia do país.
Cada R$ 1 direcionado ao programa aumenta em R$ 1,44 o PIB. Os beneficiários estão distribuídos por todo o país, mais um instrumento de apoio à redução das desigualdades regionais. Tais números comprovam a importância do Bolsa Família como parte da estratégia do governo de enfrentamento à pobreza.
O plano de erradicação da extrema pobreza terá três eixos: a transferência de renda é um deles. Os outros dois são a ampliação e qualificação dos serviços públicos, com ênfase no acesso, para melhorar as condições de vida dos brasileiros; e as ações de inclusão produtiva, para ampliar as oportunidades. Os três eixos expressam o convencimento de que a pobreza não se reduz ao indicador de renda, mas incorpora a dimensão de bem-estar social.
Finalmente, estamos inovando no modelo de gestão e monitoramente para garantir o cumprimento das metas do plano.
O melhor investimento público é aquele direcionado ao ser humano. Não seremos uma nação capaz de desenvolver todo o seu potencial enquanto persistir a pobreza, entrave ao desenvolvimento econômico e social. País rico é país sem pobreza.
TEREZA CAMPELLO é ministra de Estado do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
sábado, 12 de março de 2011
Sábado de templo nublado. Eita, Curitiba! Um vídeo pra passar o tempo.
Esse vídeo é antigo, mas sempre vale a pena rever e constatar como a publicidade competente toca fundo os sentimentos das pessoas. No Brasil, o texto foi gravado pelo Pedro BBBial e muita gente pensa que ele é o autor. Mas se você achar a mensagem um saco, piegas, baboseira etc, então assista o vídeo seguinte, com o Rafinha Bastos e constate que sempre haverá alguém para fazer cocô sobre a sua obra, ainda que você a considere "prima".
quinta-feira, 10 de março de 2011
Enfim, uma novela fora do Leblon
A Rede Globo cobra um óbulo pesado dos cariocas para vender a ilusão de que todos vivem no Leblon, cenário de 9 entre 10 novelas da rede da família Marinho. Em troca dessa fantasia, os cariocas votam em quem a Rede Globo determina (como na Marina Silva), aplaudem quem a Globo quer, admiram os ídolos de barro que se exibem na tela global (casal Bonner, Luciano Huck, Xuxa, Renato Aragão) e consomem alegres todo o lixo que os anunciantes despejam na sala de estar dos telespectadores (bancos vagabundos e cerveja idem, carros de tecnologia superada, telefônicas incompetentes do minuto mais caro do mundo, uma infinidade de produtos de beleza e limpeza de quinta categoria, entre outros balangandãs). Mas agora a coisa começou a balançar para a outrora poderosíssima Globo. Primeiro foi a Record, que exibiu uma série sobre a Venezuela desmascarando todas as mentiras e preconceitos divulgados pela Globo e pela mídia amestrada (Veja, Folha, Estadão, O Globo, CBN, Jovem Pan, Época, IstoÉ, Correio Braziliense etc). Agora foi o SBT que resolveu chutar o balde e promete mostrar a verdadeira cara do Brasil com a exibição da primeira novela que não se passa no Leblon. Chama-se "Amor e Revolução" e promete contar o que foram os anos da ditadura militar no Brasil. Ditadura da qual a Rede Globo se serviu para crescer, se tornar poderosa e bilionária. Às custas da ignorância e atraso intelectual, cultural e social de todo o povo, em especial dos cariocas, que viram o Rio de Janeiro se transformar da melhor cidade do mundo num local imundo, violento, reacionário e atrasado sob todos os pontos de vista. Rio que, felizmente, está voltando a ser Cidade Maravilhosa pelas mãos de seu povo, à medida em que vêm readquirindo a auto-estima e a capacidade de reflexão, que havia sido terceirizada para gente provinciana e preconceituosa como Arnaldo Jabor, Merval Pereira, Mirian Leitão, Danuza Leão, Lucia Hipólito, Xuxa, Agnaldo Silva, casal Garotinho, Alexandre Garcia, entre outros. Portanto, Salve o Rio, salve a alegria natural do carioca, salve o sol, o mar e as montanhas do Rio de Janeiro, salve a volta do Estado nas comunidades pobres, salve a Política do secretário Beltrame, salve os novos tempos, salve a melhor cidade do mundo para se viver! Enfim, aproveitando a veia panfletária, abaixo a Rede Globo e a ditadura da mídia vagabunda!
Rede Globo é homenageada pelos sambistas: "vai tomar lá!"
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| O bardo Chatotorix Carlos |
A campanha da Globo pró-Beija-Flor foi uma forma de autopromoção, já que a escola homenageou o cantor Roberto Carlos, verdadeiro Chatotorix dos enfadonhos especiais de fim de ano da Globo. Confira no vídeo a seguir (e engrosse o coro).
terça-feira, 8 de março de 2011
Homenagem às Mulheres de todo o Mundo
Feliz Dia Internacional da Mulher!
*Em memória de Mario Giovannoni Winters
segunda-feira, 7 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Carlinhos Brown: o único caminho
para a Educação é o amor
Essa matéria foi publicada originalmente no site Educar para Crescer, em 2009.
Carlinhos Brown, que já formou 500 jovens músicos e mantém uma instituição no bairro onde se criou, fala da importância do ensino
26/10/2009
Carolina Vertematti e Márcia Piovesan
Da infância humilde na capital baiana ao sucesso... O cantor e compositor Carlinhos Brown, 46 anos, se agarrou a todas as oportunidades e conseguiu mudar sua realidade tornando-se reconhecido no Brasil e no exterior. A carreira brilhante que ele construiu inclui nove CDs-solo e parcerias incríveis como a que fez em 2002 com Marisa Monte e Arnaldo Antunes, que resultou no CD e DVD Tribalistas, com mais de 1 milhão de cópias vendidas.
A trajetória musical de Carlinhos começou quando ele tinha 16 anos e se mistura a um importante trabalho social. No início da década de 90, formou o grupo Timbalada organizando uma centena de garotos que se formaram percussionistas e até hoje encantam multidões com sua inconfundível batida afro. Agora Carlinhos não está mais à frente do projeto, mas continua a ser seu mentor.
Há 15 anos, o ídolo também idealizou e criou a Associação Pracatum Ação Social com o objetivo principal de desenvolver a comunidade do Candeal, bairro popular de Salvador (BA) onde ele nasceu e cresceu.
A entidade oferece cursos de formação profissional em moda, costura, reciclagem e idiomas; oficinas de capoeira, dança e percussão; e mantém a escola Virgen de la Almudena, que atende 230 crianças de 2 a 5 anos. A Pracatum tem também o projeto Tá Rebocado, que promove a melhoria de infraestrutura do bairro com trabalho voluntário. Carlinhos ainda apadrinhou os grupos musicais Bolacha Maria, Hip Hop Roots, Lactomia e Vai Quem Vem, todos formados por pessoas da comunidade do Candeal.
Por sua dedicação e envolvimento social, o intérprete e compositor de sucessos como A Namorada e Água Mineral recebeu vários prêmios nacionais e internacionais.
Pai de Francisco, 12 anos, Clara, 10, e Cecília, 2, de sua união com Helena Buarque de Holanda, filha de Chico Buarque de Holanda e Marieta Severo, ele procura ser presente na educação dos filhos. E foi com a maior disposição afetiva que falou com exclusividade à TITITI sobre a importância da educação. Vamos à entrevista:
Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Como rolou a ideia de criar a Associação Pracatum? Carlinhos Brown: A Pracatum surgiu por uma necessidade de dar condições à comunidade do Candeal, onde eu cresci, de se desenvolver por meio de seus próprios talentos e competências. Como outros locais do Brasil, o bairro sempre teve dificuldades nas áreas de educação, saúde, saneamento e foi isso que procuramos ajudar a melhorar.
2. Cursos de moda, inglês, escola infantil... Como consegue dar atenção a todos esses projetos e levar a carreira? Carlinhos Brown: Eu não faço nada sozinho. Existe uma equipe enorme e muito competente que cuida de todos os projetos e eu estou sempre presente, até porque sou parte da comunidade.
3. Qual a ligação da música com a Educação? Carlinhos Brown: A música e a arte, de uma forma geral, podem abrir muitas portas. Eu sou um exemplo disso. Basta que as crianças e jovens tenham a oportunidade e que não se desviem desse caminho.
4. Como surgiu o plano de trabalhar com aulas de música para as crianças? Carlinhos Brown: A música sempre fez parte da minha vida e me trouxe muitas chances. Nada mais justo que dividir isso com os outros para que cada um pudesse (e possa) ter condições de criar e conquistar o que eu conquistei. E temos conseguido bons resultados. Já são mais de 500 músicos formados diretamente por mim, que hoje são bem-sucedidos em carreira-solo ou trabalhando com grandes artistas no Brasil e pelo mundo.
5. Quem auxilia você a manter os projetos? Carlinhos Brown: Temos parcerias com o Ministério do Trabalho, o Governo do Estado da Bahia e a prefeitura de Salvador, além de iniciativas privadas, o projeto Criança Esperança (parceria da Rede Globo com a Unesco) e entidades internacionais.
6. O que dá mais orgulho? Carlinhos Brown: É bom saber que as pessoas transformaram suas vidas por meio de seus próprios esforços e com uma pequena colaboração da nossa parte. Isso é o que me deixa satisfeito.
7. Como o Programa Tá Rebocado contribuiu para o desenvolvimento do Candeal? Carlinhos Brown: O Tá Rebocado é um projeto de reurbanização e saneamento que melhorou as condições de vida de dezenas de famílias (voluntários colocam a mão na massa para realizar melhorias de infraestrutura, habitação, saúde e meio ambiente).
8. Uma dica para quem quer fazer alguma coisa em prol de uma vida melhor... Carlinhos Brown: Faça a sua parte dentro da sua própria casa e na consciência. Temos hoje uma questão urgente que são as mudanças climáticas no mundo (segundo alguns, resultado de agressões ao meio ambiente), por exemplo. Separar o lixo, não jogar nada pela janela do carro, não desperdiçar água, enfim, há coisas que podem ser feitas. Basta que cada um assuma isso.
9. E para ajudar a Associação Pracatum? Carlinhos Brown: Muitas pessoas visitam, conhecem os projetos, levam a experiência para implantar em outros lugares e temos voluntários. A Pracatum funciona de portas abertas, todos podem entrar e ajudar.
10. O que a escola significava para você quando criança? Carlinhos Brown: Lembro da escola como um lugar de referência para o aprendizado e desenvolvimento. É importante que os jovens tenham essa referência.
11. Qual é a sua formação? Carlinhos Brown: Minha melhor formação foi a vida. Apesar de não ter tido a oportunidade de uma educação formal de qualidade, nunca desprezei as chances de aprender. E aprendo até hoje, com tudo e com todos com quem me relaciono. É importante extrair sempre o que há de melhor em todas as oportunidades.
12. Como educa seus filhos? Carlinhos Brown: Procuro dar sempre aos três a noção da realidade e da responsabilidade que cada um de nós precisa ter consigo mesmo e com o mundo.
13. Existe um caminho para a Educação infantil? Carlinhos Brown: O único caminho para a educação e o aprendizado é o amor. O amor da mãe e do pai, o amor dos filhos e o nosso amor para com todos aqueles com quem nos relacionamos. Esse é o caminho que acredito para o homem enquanto ser da coletividade.
14. A garotada de hoje terá um futuro melhor? Carlinhos Brown: Sim. É por isso que continuamos trabalhando, cada um fazendo a sua parte. É importante que todos assumam as suas responsabilidades por esse futuro.
15. Pretende um dia abandonar a carreira e seguir só com os trabalhos sociais? Carlinhos Brown: Os projetos sociais não são mérito nenhum para mim, e sim uma obrigação. Nós precisamos assumir responsabilidades e fazer tudo o que está ao nosso alcance. O meu trabalho, porém, é a música. É através dela que vivo. É importante, não só para a minha família, mas para a minha alma.
16. Qual o seu maior sonho? Carlinhos Brown: Continuar sendo muito feliz e ter um mundo melhor para os meus filhos e para as próximas gerações.
Carlinhos Brown, que já formou 500 jovens músicos e mantém uma instituição no bairro onde se criou, fala da importância do ensino
26/10/2009
Carolina Vertematti e Márcia Piovesan
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| O músico se sente orgulhoso de saber que muitas pessoas transformaram suas vidas através de seu projeto (Foto: Sergio Zalis) |
A trajetória musical de Carlinhos começou quando ele tinha 16 anos e se mistura a um importante trabalho social. No início da década de 90, formou o grupo Timbalada organizando uma centena de garotos que se formaram percussionistas e até hoje encantam multidões com sua inconfundível batida afro. Agora Carlinhos não está mais à frente do projeto, mas continua a ser seu mentor.
Há 15 anos, o ídolo também idealizou e criou a Associação Pracatum Ação Social com o objetivo principal de desenvolver a comunidade do Candeal, bairro popular de Salvador (BA) onde ele nasceu e cresceu.
A entidade oferece cursos de formação profissional em moda, costura, reciclagem e idiomas; oficinas de capoeira, dança e percussão; e mantém a escola Virgen de la Almudena, que atende 230 crianças de 2 a 5 anos. A Pracatum tem também o projeto Tá Rebocado, que promove a melhoria de infraestrutura do bairro com trabalho voluntário. Carlinhos ainda apadrinhou os grupos musicais Bolacha Maria, Hip Hop Roots, Lactomia e Vai Quem Vem, todos formados por pessoas da comunidade do Candeal.
Por sua dedicação e envolvimento social, o intérprete e compositor de sucessos como A Namorada e Água Mineral recebeu vários prêmios nacionais e internacionais.
Pai de Francisco, 12 anos, Clara, 10, e Cecília, 2, de sua união com Helena Buarque de Holanda, filha de Chico Buarque de Holanda e Marieta Severo, ele procura ser presente na educação dos filhos. E foi com a maior disposição afetiva que falou com exclusividade à TITITI sobre a importância da educação. Vamos à entrevista:
Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Como rolou a ideia de criar a Associação Pracatum? Carlinhos Brown: A Pracatum surgiu por uma necessidade de dar condições à comunidade do Candeal, onde eu cresci, de se desenvolver por meio de seus próprios talentos e competências. Como outros locais do Brasil, o bairro sempre teve dificuldades nas áreas de educação, saúde, saneamento e foi isso que procuramos ajudar a melhorar.
2. Cursos de moda, inglês, escola infantil... Como consegue dar atenção a todos esses projetos e levar a carreira? Carlinhos Brown: Eu não faço nada sozinho. Existe uma equipe enorme e muito competente que cuida de todos os projetos e eu estou sempre presente, até porque sou parte da comunidade.
3. Qual a ligação da música com a Educação? Carlinhos Brown: A música e a arte, de uma forma geral, podem abrir muitas portas. Eu sou um exemplo disso. Basta que as crianças e jovens tenham a oportunidade e que não se desviem desse caminho.
4. Como surgiu o plano de trabalhar com aulas de música para as crianças? Carlinhos Brown: A música sempre fez parte da minha vida e me trouxe muitas chances. Nada mais justo que dividir isso com os outros para que cada um pudesse (e possa) ter condições de criar e conquistar o que eu conquistei. E temos conseguido bons resultados. Já são mais de 500 músicos formados diretamente por mim, que hoje são bem-sucedidos em carreira-solo ou trabalhando com grandes artistas no Brasil e pelo mundo.
5. Quem auxilia você a manter os projetos? Carlinhos Brown: Temos parcerias com o Ministério do Trabalho, o Governo do Estado da Bahia e a prefeitura de Salvador, além de iniciativas privadas, o projeto Criança Esperança (parceria da Rede Globo com a Unesco) e entidades internacionais.
6. O que dá mais orgulho? Carlinhos Brown: É bom saber que as pessoas transformaram suas vidas por meio de seus próprios esforços e com uma pequena colaboração da nossa parte. Isso é o que me deixa satisfeito.
7. Como o Programa Tá Rebocado contribuiu para o desenvolvimento do Candeal? Carlinhos Brown: O Tá Rebocado é um projeto de reurbanização e saneamento que melhorou as condições de vida de dezenas de famílias (voluntários colocam a mão na massa para realizar melhorias de infraestrutura, habitação, saúde e meio ambiente).
8. Uma dica para quem quer fazer alguma coisa em prol de uma vida melhor... Carlinhos Brown: Faça a sua parte dentro da sua própria casa e na consciência. Temos hoje uma questão urgente que são as mudanças climáticas no mundo (segundo alguns, resultado de agressões ao meio ambiente), por exemplo. Separar o lixo, não jogar nada pela janela do carro, não desperdiçar água, enfim, há coisas que podem ser feitas. Basta que cada um assuma isso.
9. E para ajudar a Associação Pracatum? Carlinhos Brown: Muitas pessoas visitam, conhecem os projetos, levam a experiência para implantar em outros lugares e temos voluntários. A Pracatum funciona de portas abertas, todos podem entrar e ajudar.
10. O que a escola significava para você quando criança? Carlinhos Brown: Lembro da escola como um lugar de referência para o aprendizado e desenvolvimento. É importante que os jovens tenham essa referência.
11. Qual é a sua formação? Carlinhos Brown: Minha melhor formação foi a vida. Apesar de não ter tido a oportunidade de uma educação formal de qualidade, nunca desprezei as chances de aprender. E aprendo até hoje, com tudo e com todos com quem me relaciono. É importante extrair sempre o que há de melhor em todas as oportunidades.
12. Como educa seus filhos? Carlinhos Brown: Procuro dar sempre aos três a noção da realidade e da responsabilidade que cada um de nós precisa ter consigo mesmo e com o mundo.
13. Existe um caminho para a Educação infantil? Carlinhos Brown: O único caminho para a educação e o aprendizado é o amor. O amor da mãe e do pai, o amor dos filhos e o nosso amor para com todos aqueles com quem nos relacionamos. Esse é o caminho que acredito para o homem enquanto ser da coletividade.
14. A garotada de hoje terá um futuro melhor? Carlinhos Brown: Sim. É por isso que continuamos trabalhando, cada um fazendo a sua parte. É importante que todos assumam as suas responsabilidades por esse futuro.
15. Pretende um dia abandonar a carreira e seguir só com os trabalhos sociais? Carlinhos Brown: Os projetos sociais não são mérito nenhum para mim, e sim uma obrigação. Nós precisamos assumir responsabilidades e fazer tudo o que está ao nosso alcance. O meu trabalho, porém, é a música. É através dela que vivo. É importante, não só para a minha família, mas para a minha alma.
16. Qual o seu maior sonho? Carlinhos Brown: Continuar sendo muito feliz e ter um mundo melhor para os meus filhos e para as próximas gerações.
quinta-feira, 3 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Google ajusta buscas para combater “fazendas de conteúdo”
1/3/2011 21:45 Correio do Brasil com Reuters - Nova York
O Google realizou mudanças substanciais em seu serviço de buscas, em um ataque direto a empresas que produzem grande volume de reportagens e vídeos de baixa qualidade.
Os resultados das melhoras nos algoritmos que o Google usa para classificar os retornos de buscas afetou cerca de 12 por cento das buscas, nos últimos dias, afirmou o Google em mensagem publicada em seu blog, na última quinta-feira.
O Google iniciou a limpeza depois que usuários pediram medidas mais fortes contra as chamadas “fazendas de conteúdo”, que utilizam exércitos de trabalhadores autônomos mal remunerados para produzir textos e vídeos cujo objetivo é obter classificações mais elevadas nos resultados de busca.
“A atualização tem por objetivo rebaixar a classificação dos sites de baixa qualidade, sites que oferecem baixo valor adicionado aos usuários, copiam conteúdo de outros sites ou simplesmente não são muito úteis”, afirmaram o pesquisador Amit Singhal e o engenheiro Matt Cutts, do Google, no blog.
“Ao mesmo tempo, ofereceremos classificação melhor aos sites de qualidade, com conteúdo e informações originais, tais como pesquisa, relatórios em profundidade, análises ponderadas e assim por diante”, afirmaram.
Embora o Google não tenha mencionado empresas que considera como fazendas de conteúdo, esse rótulo é frequentemente aplicado à Demand Media; à Associated Content, do Yahoo; e à Seed, da AOL, que publicam artigos do tipo “como fazer uma luminária de papel” ou “cinco maneiras de tratar pele seca”.
Grande proporção da receita das fazendas de conteúdo vem dos serviços de busca. A Demand Media, por exemplo, afirma que 28 por cento de sua receita veio do Google, nos nove primeiros meses de 2010.
“Como seria de esperar, um acervo de conteúdo diversificado como o nosso teve certos artigos passando por altos e baixos nas buscas do Google”, afirmou Larry Fitzgibbon, vice-presidente executivo de mídia e operações da Demand Media, em texto publicado na quinta-feira no blog da empresa, em resposta às mudanças do Google.
“É impossível especular como essas ou quaisquer outras mudanças promovidas pelo Google afetarão qualquer negócio online em longo prazo, mas até agora não sentimos impacto concreto em nossos negócios de conteúdo e mídia”, acrescentou.
O Google também vem reprimindo outras companhias, entre as quais a cadeia de varejo J.C. Penney, que, de acordo com reportagem do New York Times, tentam manipular os algoritmos do Google para obter classificações mais elevadas nos retornos de pesquisas dos usuários do buscador.
O Google realizou mudanças substanciais em seu serviço de buscas, em um ataque direto a empresas que produzem grande volume de reportagens e vídeos de baixa qualidade.
Os resultados das melhoras nos algoritmos que o Google usa para classificar os retornos de buscas afetou cerca de 12 por cento das buscas, nos últimos dias, afirmou o Google em mensagem publicada em seu blog, na última quinta-feira.
O Google iniciou a limpeza depois que usuários pediram medidas mais fortes contra as chamadas “fazendas de conteúdo”, que utilizam exércitos de trabalhadores autônomos mal remunerados para produzir textos e vídeos cujo objetivo é obter classificações mais elevadas nos resultados de busca.
“A atualização tem por objetivo rebaixar a classificação dos sites de baixa qualidade, sites que oferecem baixo valor adicionado aos usuários, copiam conteúdo de outros sites ou simplesmente não são muito úteis”, afirmaram o pesquisador Amit Singhal e o engenheiro Matt Cutts, do Google, no blog.
“Ao mesmo tempo, ofereceremos classificação melhor aos sites de qualidade, com conteúdo e informações originais, tais como pesquisa, relatórios em profundidade, análises ponderadas e assim por diante”, afirmaram.
Embora o Google não tenha mencionado empresas que considera como fazendas de conteúdo, esse rótulo é frequentemente aplicado à Demand Media; à Associated Content, do Yahoo; e à Seed, da AOL, que publicam artigos do tipo “como fazer uma luminária de papel” ou “cinco maneiras de tratar pele seca”.
Grande proporção da receita das fazendas de conteúdo vem dos serviços de busca. A Demand Media, por exemplo, afirma que 28 por cento de sua receita veio do Google, nos nove primeiros meses de 2010.
“Como seria de esperar, um acervo de conteúdo diversificado como o nosso teve certos artigos passando por altos e baixos nas buscas do Google”, afirmou Larry Fitzgibbon, vice-presidente executivo de mídia e operações da Demand Media, em texto publicado na quinta-feira no blog da empresa, em resposta às mudanças do Google.
“É impossível especular como essas ou quaisquer outras mudanças promovidas pelo Google afetarão qualquer negócio online em longo prazo, mas até agora não sentimos impacto concreto em nossos negócios de conteúdo e mídia”, acrescentou.
O Google também vem reprimindo outras companhias, entre as quais a cadeia de varejo J.C. Penney, que, de acordo com reportagem do New York Times, tentam manipular os algoritmos do Google para obter classificações mais elevadas nos retornos de pesquisas dos usuários do buscador.
terça-feira, 1 de março de 2011
Parabéns, Rio!
A cidade do Rio de Janeiro comemora hoje 446 anos com uma baita festa na Quinta da Boa Vista. Martinho da Vila e Paralamas são algumas das atrações.
Parabéns, Rio, o melhor lugar do mundo para se viver no bem-bom. Seguem três belos vídeos da Cidade Maravilhosa.
Ser carioca
Cidade Maravilhosa
Parabéns, Rio, o melhor lugar do mundo para se viver no bem-bom. Seguem três belos vídeos da Cidade Maravilhosa.
Ser carioca
Cidade Maravilhosa
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