Editorial do The Villa Biscaia Post
O Brasil vive um momento extremamente delicado em que a Democracia e a Economia Popular estão em risco. A rapinagem de Michel Temer aliada à incompetência de Jair Bolsonaro resultaram na entrega dos cofres públicos aos deputados e senadores mais desqualificados desde a promulgação da República. O presidente Lula e o ministro Fernando Haddad tentam reverter esse quadro dificílimo, mas não contam com um apoio parlamentar que permita implementar as medidas necessárias para o ajuste fiscal. O Congresso Nacional transformou-se em um valhacouto de espertalhões, desonestos e covardes, que obedecem aos seus financiadores do mercado financeiro e do crime organizado. Lula e Haddad lutam praticamente sozinhos contra uma quadrilha. A parte do Congresso Nacional que não é Centrão e que deveria ser ponta de lança do Governo no meio parlamentar não tem dado demonstrações EFETIVAS de que se difere do Centrão. Muito provavelmente, os mais de R$ 30 milhões em emendas para fazer campanha a que cada deputado federal tem direito seduziu a muitos. Em tempos outros, os que se opõem às práticas do Centrão já teriam formado um bloco de oposição dentro do Congresso Nacional para denunciar e enfrentar as CHANTAGENS dos presidentes da Câmara e do Senado ao Governo do Brasil. Anunciariam a mobilização à imprensa, definiriam seus postulados, dariam entrevistas, firmariam posição, assumiriam de maneira firme e ostensiva para a população o compromisso com a maioria que deseja justiça tributária no país. Lamentavelmente, nada disso acontecerá. A rebeldia política não morreu, os grandes líderes, sim. Não há no Congresso Nacional uma única liderança à altura do momento político que o País atravessa, o que contribui para alimentar nas pessoas a ideia de que TODO o Congresso é CORRUPTO. E com razão, porque o cidadão rejeita a ideia de ter que escolher entre CORRUPTOS e COVARDES.
Eu, sinceramente, preferia estar fazendo SEXO com a mulherada, mas estou aqui protestando contra esse estado de coisas porque o dever me chama.