sábado, 2 de dezembro de 2023
A 5ª Série é um estado de espírito
sexta-feira, 1 de setembro de 2023
terça-feira, 8 de agosto de 2023
Ave Maria do Morro, de Herivelto Martins, com Choro das Três
quinta-feira, 3 de agosto de 2023
domingo, 30 de julho de 2023
segunda-feira, 26 de junho de 2023
domingo, 18 de junho de 2023
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
Educação sexual: como nascem as guerras
domingo, 19 de fevereiro de 2023
Porque é Carnaval: Sei lá, Mangueira
Sei lá, Mangueira, a obra prima de Paulinho da Viola e Ermínio Belo de Carvalho em homenagem à Estação Primeira. A propósito, Paulinho da Viola fará 80 anos nos próximos dias.
sábado, 18 de fevereiro de 2023
Os hits de propaganda das Casas José Araújo
Anúncios criativos de um tradicional comércio de tecidos pernambucano, da cidade de Pesqueira, as Casas José Araújo entraram para a história da propaganda brasileira. As inesquecíveis campanhas para TV são dos anos 80 e 90 e foram produzidas pela Itaity Publicidade. Várias delas se tornaram hits, como a que homenageia as coisas do Nordeste, outra que tem por tema o Carnaval e outra ainda sobre a tradicional Festa de Nossa Senhora da Conceição. A rede "Casas José Araújo", fundada em 1880, se espalhou por todo o Nordeste e ainda existe. Felizmente.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023
Lula é toda a nossa gente! Poesia rima com Democracia
Poesia do poeta e cordelista Antônio Marinho no Festival do Futuro/2023.
domingo, 12 de fevereiro de 2023
Membro de conselho fiscal da Copel não pode atuar como advogado da Ferropar
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou que o membro do conselho fiscal da Companhia Paranaense de Energia (Copel Holding) e de suas subsidiárias Harry Françóia Júnior, que atuava como advogado da Ferrovia do Paraná S.A. (Ferropar), seja afastado caso volte a atuar em processos em que seja verificada a possibilidade de conflito de interesses com a Copel ou com o Estado do Paraná.
A medida foi tomada em razão de o conselheiro da Copel ter atuado como administrador massa falida da Ferropar, contra a qual a Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste) formulou pedido de falência devido a créditos milionários não honrados.
O TCE-PR julgou procedente Representação formulada pelo Ministério Público de Contas (MPC-PR, por meio da qual apontou que o conselheiro da Copel atuava em situação que afrontava as disposições dos estatutos dessa sociedade de economia mista.
Ao acatar a Representação, o conselheiro do TCE-PR Ivens Linhares havia afastado cautelarmente o conselheiro da Copel, por meio de despacho homologado na sessão ordinária nª 8/22 do Tribunal Pleno do TCE-PR, realizada por videoconferência em 23 de março de 2022.
O MPC-PR ressaltara que o membro do conselho fiscal atuava como advogado em favor de empresa devedora ao Estado do Paraná e causadora de rombo nas contas da Ferroeste, empresa estatal paranaense. O órgão ministerial tinha destacado que teria havido afronta às normas relativas à necessidade de preservação da integridade e da independência dos conselhos e dos órgãos dirigentes das empresas estatais; e de repúdio a conflitos de interesses (artigos 14, I a III, e 17, IV e V, da Lei Federal nº 13.303/16), além do descumprimento da norma de integridade da própria Copel Holding e suas subsidiárias.
Para a concessão da medida cautelar, Linhares havia considerado que a situação informada configurava possível conflito de interesses do conselheiro fiscal da Copel Holding e de suas subsidiárias com o Estado do Paraná, por ele atuar paralelamente na condição de advogado da falida Ferropar nos autos nº 0012412-06.2005.8.16.0021, da 3ª Vara Cível de Cascavel.
O conselheiro do TCE-PR lembrara que a Ferroeste é uma sociedade de economia mista de capital fechado que, nos termos da Lei Estadual nº 9.892/91, tem o Estado do Paraná como seu maior acionista; e que o processo de falência fora instaurado por conta de créditos não honrados pela Ferropar que, em 2005, correspondiam a R$ 22.073.516,89. Assim, ele havia concluído que a atuação no processo em favor da Ferropar contrariava o interesse patrimonial do próprio Estado do Paraná.
O relator do processo de Representação afirmara que o Estatuto Social da Copel é expresso, em seu artigo 68, parágrafo 6º, inciso V, ao vedar a indicação para o conselho fiscal de "pessoa que tenha ou possa ter qualquer forma de conflito de interesse com o Estado do Paraná ou com a Copel".
Decisão
Na decisão de mérito do processo, Linhares acompanhou as manifestações da Quarta Inspetoria de Controle Externo (4ª ICE) e da Coordenadoria de Gestão Estadual (CGE) do TCE-PR, para julgar procedente a Representação, sem aplicação de sanções, com expedição de determinação e recomendação.
O conselheiro confirmou que incide em vedação estatutária da Copel a mera possibilidade de qualquer forma de atuação em conflito de interesses, possibilidade inerente à representação judicial de parte situada no polo oposto de uma ação em que se discutem interesses patrimoniais em montante inegavelmente relevante para o Estado do Paraná.
Finalmente, ele votou pela recomendação de que a Copel adote medidas de controle e monitoramento de situações que possam levar ao descumprimento de normas internas relativas a conflito de interesses por parte de integrantes de seus conselhos.
Os conselheiros acompanharam o voto do relator por unanimidade, na sessão nº 18/22 do plenário virtual do Tribunal Pleno do TCE-PR, concluída em 8 de dezembro de 2022. Eles disponibilizaram a decisão, contra a qual cabe recurso, ao Ministério Público Estadual para a tomada de providências. A decisão está expressa no Acórdão nº 3241/22, disponibilizado em 9 de janeiro, na edição nº 2.896 do Diário Eletrônico do TCE-PR (DETC).
Fonte: TCE/PR
Boas canções que quase ninguém conhece - Ypê
Voltamos a Belchior. "Ypê", gravada em 1978, é simples e profunda a um só tempo. O poeta e cantor cearense devia estar influenciado pela filosofia Zen Budista, que ele mescla com um toque de Cristianismo, expresso nas palavras de Jesus no Sermão das Montanhas quando propôs "Olhai os lírios do campo ..." Bem jovem, Belchior viveu uma experiência como frade capuchinho, no Mosteiro de Guaramiranga/CE. Isso foi antes, bem antes de ele conhecer as delícias femininas, que devem tê-lo feito repetir Santo Agostinho ao se deparar com uma mulher deslumbrante: "Senhor, faz-me casto..., mas não agora".
Pesquisando sobre a canção cheguei a um texto do jornalista Jotabê Medeiros, que relata o seguinte: os ipês que inspiraram o cantor ficam no bairro Brooklin Velho, em São Paulo, no comecinho da rua João Álvares Soares, quase esquina com a Tomé Portes. Foram plantados ali pelo sogro de Belchior, e estão floridos, como garante Jotabê.
Vamos a Belchior e sua bela composição Ypê (a propósito, foi essa a canção escolhida por Zeca Baleiro para chorar a morte do artista, em 30 de abril de 2017).
Boas canções que quase ninguém conhece - Olhar de Tela
A balada "Olhar de Tela" foi lançada por Oswaldo Montenegro em 1991 no LP "Vida de Artista".
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
"Boas canções que quase ninguém conhece" - Princesa do Meu Lugar
Outra poesia do mestre Belchior, na voz e interpretação de Daíra. A moça superou até a Elba Ramalho, que também fez uma boa interpretação de Princesa do Meu Lugar. Fluminense de Niterói, nascida em 1989, Daíra é talvez a melhor intérprete da obra do cantor, poeta e compositor cearense que morreu em 30 de abril de 2017.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023
Todos na festa para os 92 anos do Mazza. Nesta sexta-feira, 10/2
O Sindicato dos Jornalistas do Paraná promove um festão nesta sexta-feira, 10/2, para celebrar os 92 anos do jornalista Luiz Geraldo Mazza. Veja o comunicado a seguir:
SindijorPR promove Ronda da Noite em homenagem a Luiz Geraldo Mazza
Com atividades culturais envolvendo música, literatura e fotografia, o Ronda da Noite irá marcar o aniversário de 92 anos do jornalista
O SindijorPR promove nesta sexta-feira (10) mais uma edição da Ronda da Noite, a partir das 18 horas, no Essen Biergarten, em Curitiba. Desta vez, a Ronda será dedicada ao jornalista Luiz Geraldo Mazza, que completa 92 anos na ocasião – sendo mais de 70 dedicados ao jornalismo do Paraná. Com experiência em todos os meios de comunicação e passagem pelos principais veículos do Estado, Mazza também integra a Academia Paranaense de Letras em reconhecimento à mais de uma centena de livros publicados sobre os mais variados temas ao longo de sua carreira.
Da mesma forma que na primeira edição de 2023, haverá lançamento de livros, como o de Zeca Corrêa Leite, Luiz Cláudio Oliveira e do próprio Mazza, além da participação musical de colegas da imprensa, incluindo Julião Boêmio, Vinícius Chamorro e Zezinho do Pandeiro.
A exposição fotográfica "Yo Soy Fidel" também estará na Ronda e traz registros do funeral de Fidel Castro, em 2016, produzido pelos jornalistas Gibran Mendes, Leandro Taques e Tadeu Vilani. A Ronda em homenagem a Mazza também contará com a participação do chargista Ademir Paixão.
Serviço:
RONDA DA NOITE
Sexta-feira, 10/02/2023 às 18h
Essen Biergarten: Rua José Sabóia Cortês, 358 - Centro Cívico
Curitiba – PR
Realização: SindijorPR
Apoio: ArfocPR
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
"Boas canções que quase ninguém conhece" - Passeio
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| Marco Mazzolla e Belchior, 1976 |
Belchior, como outros artistas nordestinos que vieram para o Sul trazer a sua arte também se encantou pela metrópole paulistana e, como vários deles, se declarou à Cidade. A sua "Passeio" não faz frente à Sampa, de Caetano, mas tampouco faz feio. E dá até para imaginar o cantor sobralense tirando um cochilo no meio da tarde no Parque Trianon, no coração da Avenida Paulista, sonhando conquistar o Brasil, como de fato fez. A canção é do LP Mote e Glosa, de 1974, que não aconteceu. Dois anos mais tarde, em 1976, Belchior seria descoberto pelo produtor musical Marco Mazzola e dispararia para o sucesso nacional com o LP Alucinação. De repente, o Brasil inteiro cantava "eu sou apenas um rapaz / latino-americano / sem dinheiro no banco / sem parentes importantes / e vindo do interior ..." Finalmente Belchior alcançava o que pretendia, e o seu canto torto / feito faca / cortaria (para sempre) a carne de todos nós.
Da série "Boas canções que quase ninguém conhece" - Sádico Poeta
Essa é do mineiro de Conselheiro Pena, Fernando Mendes, gravada em 1999. A letra mistura no cadinho do poeta toques de Oswald de Andrade, Fagner, Martinho da Vila e Roberto/Erasmo Carlos.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
Da série "Boas canções que quase ninguém conhece" - Estou Voltando Para Casa
Essa música de Raul Seixas, numa excelente interpretação do Cantor Pedro Paulo, foi gravada em 1971. É uma das preferidas de Paulo Coelho, segundo o próprio já disse. As imagens evocadas por Raul nos versos que recheiam a melodia soam familiares para quem conhece bem o subúrbio do Rio de Janeiro e já andou numa daquelas latas-velhas que trafegam em alta velocidade pela Avenida Brasil, desafiando as leis da Física e o bom-senso. Arrisco dizer que o protagonista da canção mora no Irajá e que o seu cachorro se chama Faísca. (Estou Voltando Para Casa)
domingo, 5 de fevereiro de 2023
Mais uma Intentona Bolsonarista fracassada
Recordando: Do Val denunciou que Jair Bolsonaro chamou-o em dezembro passado, numa das residências oficiais da Presidência, em Brasília, e tentou coagi-lo a gravar conversa com o ministro Alexandre de Moraes, com intuito de prender o presidente do TSE, dar um golpe no Brasil, anular a eleição do presidente Lula e voltar à Presidência da República.
Quem esperava que os Bolsonaro partissem para cima do senador dedo-duro, xingando-o violentamente como costumam fazer, se surpreendeu com a lhaneza do clã e com as mútuas declarações de amor correspondido que ambas as partes – delator e delatados – trocaram em púbico.
Se havia uma mínima chance de o caso não ser mais uma farsa montada pela verdadeira quadrilha que por quatro anos tomou conta do Brasil, essa chance hoje é zero. Acompanhe a seguir as contradições dos envolvidos, que desnudam a trama.
Antes brabinho ...
Na madrugada de 30/10/2019, minutos após o Jornal Nacional noticiar que o porteiro do Vivendas da Barra havia reconhecido a voz de Jair Bolsonaro naquele que autorizou o acesso àquele ambiente fechado de um dos assassinos da vereadora Marielle Franco, na véspera do crime, o ex-presidente fez uma live urgente, às 3h50, direto da Arábia Saudita, onde estava. Notadamente desequilibrado, bradava contra a Globo: canalhas, patifes, jornalismo podre, sem escrúpulos; o sistema Globo é uma imprensa porca, nojenta, imoral ...
Relembre o vídeo:
... hoje uma dama!
Já neste janeiro, ao ser acusado por seu aliado, senador Marcos Do Val, de tramar um golpe para prender o ministro-presidente do TSE, Alexandre de Moraes, anular a eleição do presidente Lula e dar um golpe de Estado para voltar à Presidência, Bolsonaro se mantem calado até agora. E seu filho, senador Flávio, revela uma calma incomum para ele e afaga o senador que dedurou o seu pai e pede que ele não renuncie ao mandato.
Assista:
Veja agora o Do Val que falou à Veja
Aqui a gravação da entrevista que Marcos Do Val deu à revista Veja, antes do episódio vir a público. Nessa fala à Veja, semanas antes da sua suposta irritação com bolsonaristas que o chamaram de traidor, Do Val relatava que Bolsonaro lhe dissera: “o GSI vai te equipar; botar o equipamento de escuta, de gravação e a sua missão é marcar com o Alexandre e conduzir o assunto até a hora que ele falar que ele, que ele avançou, extrapolou a Constituição, alguma coisa nesse sentido. Aí eu derrubo, anulo a eleição, o Lula não toma posse, eu continuo na Presidência e prendo o Alexandre de Moraes por conta da fala dele”.
Assista:
O Brasil que tem miolos e os usa augura que a próxima reunião dos quadrilheiros para tramar novos golpes ocorra na Papuda!
domingo, 29 de janeiro de 2023
A velha mídia censura o MST e se faz de vítima
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
O impeachment da Dilma Rousseff salvou a Democracia brasileira
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
domingo, 22 de janeiro de 2023
O cego das ideias não atentou para a advertência bíblica
O "colonista" da Gazeta do Povo, vulgo Gazeta do Gado, Rodrigo Constantino me faz lembrar um dizer bíblico: "se um cego conduzir um cego, ambos cairão no mesmo buraco". Isto me vem a propósito da reação do jornal bolsonarista à afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que "o empresário não ganha muito dinheiro porque ele trabalhou, ele ganha muito dinheiro porque os trabalhadores dele trabalharam”. Percebam: Lula não disse que os empresários não trabalham, mas sim que o dinheiro não é ganho pelo trabalho exclusivo do empresário, mas do coletivo empresário e trabalhador. E que, por isso, o resultado desse trabalho (riqueza) tem que ser melhor distribuído. Mas o cego das ideias Rodrigo Constantino, com os olhos fechados pelo mal da extrema direita obtusa, conduziu o seu rebanho para o buraco da ignorância com o discurso puído do Marxismo (que nem ele, tampouco as tias do zap que o têm por líder estudaram). E são muitas dessas tias do zap cativas do cego das ideais - gente que faz sanduíche para vender, serve refeições, recupera pneus usados, faz entrega de fast food, lava cabelos e faz maquiagem, tosa e dá banho em cachorrinhos, entre outras atividades - que se autointitulam "empresário" e julgam que adentraram o mundo de Beto Sicupira, Marcel Telles e JP Lemann. A Gazeta do Gado certamente faria melhor se ensinasse a esses "empresários" que, antes de qualquer outra designação, eles são TRABALHADORES. E como tais, trabalham muito, tanto ou até mais do que seus empregados. Acordam de madrugada para preparar o dia, comprar os ingredientes e insumos essenciais à atividade, põem a mão na massa e, no final do dia, fecham as contas. Uma rotina muito diversa daquela do trio da 3G que quebrou recentemente o Grupo Americanas (fraude de R$ 40 bilhões, segundo o Valor Econômico), mas fundamentalmente semelhante a dos milhões de Zés, Marias, Anas, Zecas, Lulas, Pedros, Paulos, Terezas, Maras que igualmente acordam de madrugada, pegam ônibus, metrôs, trens, bicicletas, motocicletas para também pegar no pesado e fazer a economia do Brasil avançar. E que, portanto, têm que ter uma parte maior na divisão dos ganhos. Se a Gazeta do Gado e o cego das ideias Rodrigo Constantino soubessem que essa noção é fundamentalmente CAPITALISTA (*como já o sabia Henry Ford, há mais de um século) certamente guiariam o seu rebanho para bem longe de qualquer buraco.
*Exatamente no dia 5 de janeiro de 1914, Henry Ford decidiu introduzir o salário de 5 dólares por dia na sua fábrica de Detroit. O valor era mais que o dobro do salário vigente na época. Além disso, o fundador da Ford Motor Company também reduziu a carga de trabalho de 9 para 8 horas diárias e ainda ofereceu aos funcionários participação nos lucros da empresa e garantiu que nenhum trabalhador seria demitido, exceto por infidelidade ou ineficiência comprovadas.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
Carlos de Carvalho Colla, o CCC do Bem
O vídeo começa com canções do RC. Conheço todas: Falando sério (Eu não queria ter você por um programa / E apenas ser mais um na sua cama ...) Se alguém não conhece, é uma versão sapatênis de Eu vou tirar você desse lugar. Depois veio Sonho lindo (Foi por medo de perder que eu perdi você...) E Passatempo (Passa o tempo, só não passa essa saudade / você quis brincar de amor mas eu te amei ...) Mais um bobo.
Carlos Colla também é autor de algumas daquelas mais tocadas na zona (não que eu frequente) como a "Pra que saber meu nome" (uma forma poética de dizer "não espere que eu vá te ligar amanhã"). Outros sucessos do Colla entre os frequentadores das casas de luzinha vermelha na fachada são a brega Bijouteria (E no brilho de uma pedra falsa / dei amor a quem não merecia / eu pensei que era uma jóia rara / Era bijouteria), a melodramática Pede a ela (Pede a ela pra ligar pra mim / a saudade tá batendo, tá ruim) e a antesala do sexo selvagem Além da cama (É o lado mais puro, mais angelical / É o cheiro, é a pele, é o lado animal ...)
Deixando esse lado mezzo corno/mezzo tarado pra lá, o tal Colla emplacou outros grandes sucessos que duvido que alguém do milhões que me leem não se recorde: Bye, Bye tristeza (não vou sugerir os versos pra que essa canção-ciclete não venha colar de novo na minha ideia), Estou apaixonado (versão de um hit mexicano gravado creio que pela dupla João Paulo e Daniel), Solidão (A solidão é nada, você vem na hora errada, em que eu não te quero aqui...) e o sambinha Verdade chinesa (Mas o que é vida, afinal / será que é fazer o que o Mestre mandou / é comer o pão que o diabo amassou / perdendo da vida o que tem de melhor?)
Essa é apenas uma pequena amostra da obra do cara que compôs mais de 2 mil canções e teve parceiros como Maurício Duboc, Michael Sullivan, Marcos Valle, Ed Wilson, Lincoln Olivetti, Peninha, o próprio Roberto Carlos e outros nomes de que nunca ouvi falar, mas que também devem ter uma conta bancária de dez dígitos.
Assisti o vídeo integralmente (e recomendo a vocês; cerca de uma hora de boa música) e resolvi buscar mais informações sobre o tal Carlos Colla. De cara fiquei sabendo pelo Google que ele tem um Carvalho no nome, o que faz dele um CCC do Bem - os que sofreram a ditadura militar de 1964 sabem a que me refiro. Mas em seguida veio a má notícia: o Carlos Colla morreu faz uma semana, aos 78 anos, no dia 13 de janeiro de 2023, em decorrência de dois aneurismas da aorta abdominal. Logo agora que virei fã do cara ele me inventa de morrer? E essa situação me remete ao amigo professor Aroldo Murá, também ele recém-falecido e que, numa segunda-feira de fúria no Jornal Indústria & Comércio desabafava com a mulher do Odone Fortes: "Dona Irene, isso daqui é uma bagunça, é um que me falta, outro que me morre ..."
Então eu me conformo e aceito que assim é a vida: este janeiro está uma bagunça, já dois me faltam, já dois me morrem.
Posto aqui o vídeo do Carlos Colla na TV Brasil para quem quiser assistir.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
Deputado italiano pede que governo não dê fuga a Bolsonaro
sexta-feira, 6 de janeiro de 2023
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
Mucuripe (Belchior/Fagner)
As velas do Mucuripe
Vão sair para pescar
Vou levar as minhas mágoas






