quarta-feira, 12 de agosto de 2026

O Retorno às Gerais do Coração

Maria Lucia Madeira Duarte Matheus
(Para Minas Gerais, minha terrinha, sobretudo com Helena e Clarinha)


"Espírito de Minas, me visita, e sobre a confusão desta cidade, onde voz e buzina se confundem, lança teu claro raio ordenador" (Carlos Drummond, em Prece de Mineiro no Rio)


Há sete anos, um sonho do tamanho de Minas vinha sendo gestado no peito. Sete anos de uma ausência que não é esquecimento, mas uma espera paciente, como a do ferro nas entranhas da terra. O desejo não era apenas de chão, era de sangue e de infância, de levar Helena e Clarinha para que seus pés sentissem a textura e o calor da nossa "terrinha".
No dia 10 de julho de 2026, quando o relógio mal marcava cinco da manhã, nós partimos de Curitiba. Edemir, Fercea, Clarinha, Helena e eu. Fomos rumo ao sol nascente, em direção ao abraço que as Gerais nos guardavam.
Chegamos! E Belo Horizonte nos acolheu com aquele calor que só os de casa sabem dar. Serginho, Jane e Dida abriram as portas e os braços, dissipando o cansaço da estrada.

O Sabor da Província e das Lembranças

No dia seguinte, a manhã já nasceu com cheiro de pão de queijo e café fresco. Na casa de Jane e Sérgio, ao redor da mesa com Jô e Rodrigo, reatamos os laços com a hospitalidade.
A Pampulha nos viu passar, com sua igrejinha que é curva e oração, e Dida se juntou à comitiva. Depois, a Praça da Liberdade, com suas palmeiras imperiais, e um café tardio no CCBB, onde a cultura e a conversa se misturaram.
A noite foi uma festa de sabores na casa de Flávio e Ondina. Entre as primas, rimos e comemos as delícias da terra — com destaque absoluto para aquele saboroso caldo de mandioca preparado pela Ondina. Um abraço em forma de alimento, "gostosura demais da conta", diríamos nós!

O Churrasco dos Vinte Primos

No dia 12, o ponto de encontro foi a casa de Dida e Rodrigo. Os pais dele, Ângela e Clodomiro, vieram com a amorosa deferência de quem sabe que família é território sagrado.
O churrasco reuniu o clã: vinte pessoas. O barulho de copos, risos, o aroma da carne na brasa e o sotaque amigo. Mas a maior alegria veio antes do almoço: a emoção do encontro com Luciana, Julinha — ainda um segredo abençoado guardado no ventre — e Dan.
Voltamos para a casa da Jane para dormir, com o peito cheio de afeto.


A Rota para Bom Despacho

No dia 13, Chico chegou a BH, completando o círculo. Tomamos café e rumamos para Bom Despacho em dois carros. Edemir e família, Jane, Sônia, Chico e eu.
Lá, os primos nos esperavam em um lugar especial onde almoçamos. Mas o coração bateu mais forte depois: a chegada à casa da tia Jacira. Ah, o encontro! A emoção de vê-la feliz, simplesmente por estarmos ali, compartilhando a presença e a vida.
Depois, na casa de Miroka e Paulo, vivemos o indescritível. A emoção que as palavras custam a traduzir, a certeza de que somos feitos da mesma raiz. Gratidão, família! Nessa noite, a dispersão foi o repouso merecido. Chico, Helena e eu fomos para o acolhedor apartamento da Celeste e Fercea, Edemir e Clarinha foram para o apartamento de Claudio e Luda, de onde partiriam para Curitiba logo cedo, às seis da manhã do dia 14, sentindo sabores agridoces de despedida e afeto!
Este dia 14 amanheceu com a partida de parte da nossa comitiva. Voltei para a casa da tia Jacira, mas uma dor forte no joelho direito me levou à Santa Casa. Com a dedicação e o amparo do Chico, da Helena e das primas, fui liberada quase ao cair da noite.
Dormimos no apartamento da Celeste numa noite tranquila antes da inevitável despedida. Deixamos em Bom Despacho um tanto de nós — coração, lágrimas e alma — especialmente com nossa tia Jacira, que já passa dos 96 anos de sabedoria e luz. Mas levamos nos corações uma gratidão inefável por tudo.
De volta a BH no carro da Jane — com Jane, Sônia, Chico, Helena e eu —, o reencontro continuou. Consegui rever os primos, filhos dos tios Irene e Mário, reunindo quase todas as suas famílias (uma verdadeira bênção conseguir isso em um único fim de semana!). Revi os filhos dos tios Raymundo e Dirce, com um carinho especial a Flávio e Ondina. Encontrei ainda o primo Tovinho (filho dos tios Ilza e Cristóvam) e a prima Lourdes (filha dos tios Antônio e Belchiorina).

A vocês todos, que nos deram o mais precioso de todos os presentes — o tempo de amorosidade —, a nossa eterna gratidão.

A Viagem que Não Termina

No dia 15, às nove da noite, saímos da casa da amada Jane rumo à rodoviária. Chico, Helena e eu embarcamos no ônibus leito para São Paulo, nos despedindo da nossa anfitriã-mor com o peito apertureiro de saudade.
A viagem física terminou na estrada, mas o rastro de Minas permanece. Como no verso drummondiano de que o amor é grande e cabe nesta janela sobre a serra, a nossa terra não é apenas um lugar no mapa: é esse abraço retomado que nos refaz por dentro.

Desabafo de um PAI

"É preciso Amar as Pessoas Como Se Não Houvesse Amanhã" (Renato Russo, em Pais & Filhos)
Angelo Eduardo Duarte Xavier

Hoje é Dia dos Pais.
E eu confesso que não sei muito bem como explicar o que estou sentindo.
Talvez porque algumas dores sejam grandes demais para caber em palavras.
Passei o dia trabalhando. Afinal, a vida continua, as responsabilidades continuam e as contas não param porque é Dia dos Pais.
Aqui no restaurante de assados, um rapaz que trabalha comigo precisou ficar até tarde. Ele e meu sobrinho ficaram limpando as máquinas até pouco tempo atrás. E foi justamente por ele estar aqui trabalhando comigo que, já quase no fim do dia, recebi uma mensagem de uma das minhas filhas.
Uma mensagem preocupada com ele.
Perguntando se eu sabia onde ele estava, porque ela estava ligando e ele não atendia, querendo saber até que horas ele tinha trabalhado.
E no meio daquela mensagem veio um “feliz Dia dos Pais”.
Talvez para muita gente isso não significasse nada.
Para mim, significou.
Porque passei o dia inteiro esperando, talvez ingenuamente, que em algum momento algum dos meus filhos lembrasse de mim não porque precisava de alguma coisa, mas simplesmente porque sentiu vontade.
Queria uma mensagem.
Uma ligação.
Um “pai, como você está?”
Uma palavra de carinho.
Qualquer coisa que me fizesse sentir que, em algum lugar, alguém sente minha falta.
Tenho três filhos.
Um deles ainda é uma criança e foi o único que me mandou uma mensagem pelo Dia dos Pais. E eu sei que, pela idade, provavelmente teve também o incentivo da mãe.
Mas recebi.
E fiquei feliz.
Porque talvez hoje eu tenha percebido que o que realmente me faz falta não são presentes, não são homenagens e nem qualquer coisa material.
É afeto.
É presença.
É sentir que alguém quer estar perto porque quer.
É sentir que alguém procura você simplesmente porque sentiu saudade.
E isso, infelizmente, tenho sentido cada vez menos.
Uma das minhas filhas não fala comigo há cerca de três anos.
Três anos.
E talvez ela tenha suas razões.
Talvez tenha suas mágoas.
Talvez, na visão dela, tudo aquilo seja suficiente para se afastar de mim.
Eu não estou aqui dizendo que sou perfeito.
Não sou.
Errei.
Cometi erros.
Tomei decisões erradas.
Talvez tenha falhado em muitas coisas.
Mas Deus sabe que nunca foi por falta de vontade de acertar.
E isso é o que mais me dói.
Porque quando olho para minha vida, fico tentando entender onde foi que eu errei tanto.
Meu pai morreu quando eu tinha apenas três anos.
Eu cresci sem saber o que era ter um pai.
Sem ter uma referência masculina dentro de casa.
Sem ter alguém para me ensinar aquilo que um menino precisa aprender de um homem.
Não tive essa oportunidade.
Tive que aprender a viver através das pessoas que foram aparecendo no meu caminho.
Coordenadores de orfanatos, padrastos, tios e outros homens que passaram pela minha vida.
Alguns me ensinaram coisas boas.
Outros deixaram marcas que carrego até hoje.
E não quero entrar aqui em todas as dores que vivi.
Não quero transformar este texto em uma lista das coisas ruins que aconteceram comigo.
O que quero dizer é que, mesmo sem ter tido as melhores referências, eu tentei.
Tentei sobreviver.
Tentei ser melhor.
Tentei construir uma família diferente daquela que eu tive.
Tentei dar aos meus filhos aquilo que eu não tive.
Talvez tenha sido justamente por isso que hoje essa situação doa tanto.
Porque eu queria ter conseguido fazer diferente.
Queria que meus filhos tivessem um pai que eles pudessem procurar.
Que pudessem ligar.
Que pudessem abraçar.
Que pudessem procurar quando precisassem de uma palavra.
Queria que eles sentissem que eu fazia falta.
Mas hoje muitas vezes sinto que só sou lembrado quando alguém precisa de alguma coisa.
E isso machuca.
Muito.
Talvez meus filhos não tenham ideia do que é passar pela vida sem ter pai.
Talvez não tenham ideia do que significa sentir falta de uma referência que nunca existiu.
Talvez nunca tenham precisado entender isso.
E talvez eu tenha errado em alguma coisa que eu ainda não consegui enxergar.
Mas tem uma coisa que a vida me ensinou e que eu nunca esqueci.
Minha mãe.
Minha mãe infelizmente não teve condições de me criar como deveria.
Ela também deixou marcas e traumas na minha vida.
Durante muitos anos carreguei dores relacionadas àquilo que vivi.
Mas Deus me deu a oportunidade de viver algo que mudou a forma como eu enxergava tudo isso.
Foram os últimos momentos que tive o privilégio de viver ao lado dela.
Ela estava internada, depois de sofrer um AVC.
E naquele hospital, cuidando dela, aconteceu algo dentro de mim que eu nunca vou esquecer.
Eu olhei para aquela mulher e, de repente, consegui enxergar minha própria infância de outra maneira.
Quando eu era bebê, eu não sabia absolutamente nada.
Eu só fazia necessidades nas fraldas.
Babava.
Chorava.
Precisava comer.
Precisava ser limpo.
Precisava de alguém para fazer tudo por mim.
Eu dependia completamente dela.
E naquele hospital, olhando para minha mãe naquele estado, eu percebi que, de alguma maneira, estava vivendo uma pequena parte daquilo que ela viveu comigo nos meus primeiros meses de vida.
Eu limpava a baba dela.
Ajudava a enfermeira a cuidar dela.
Cantava para ela.
Ficava ali ao lado dela.
E naquele momento Deus me fez entender uma coisa.
Talvez ela não tenha conseguido me dar tudo.
Talvez tenha errado.
Talvez tenha deixado feridas que carreguei por muitos anos.
Mas aquilo que ela conseguiu me dar, ela me deu.
E naquele momento eu consegui valorizar isso.
Consegui entender que, apesar de tudo, eu também tinha sido aquele bebê que um dia precisou dela para absolutamente tudo.
E eu tive a oportunidade de retribuir.
Eu cuidei dela.
Eu estive ali.
E aquilo me ensinou algo que carrego até hoje:
Às vezes, precisamos olhar para a história de alguém por inteiro antes de julgá-la apenas pelos erros.
Talvez seja por isso que hoje eu me pergunte tanto sobre meus próprios filhos.
Será que um dia eles vão conseguir olhar para a minha história inteira?
Será que algum dia vão conseguir enxergar além dos meus erros?
Será que algum dia vão conseguir entender que eu também fui um homem tentando aprender a ser pai sem nunca ter tido um?
Eu olho para o mundo e vejo tantas histórias.
Vejo pessoas que fizeram coisas terríveis com seus filhos.
Pais que abandonaram.
Pais que machucaram.
Pais que fizeram coisas que eu jamais faria.
E, mesmo assim, muitas vezes, quando chegam ao fim da vida, estão cercados de filhos.
Recebem homenagens.
Recebem palavras de amor.
Recebem reconhecimento.
E eu fico aqui pensando:
Onde foi que eu errei tanto?
O que eu fiz de tão errado para que eu não consiga experimentar isso nem enquanto estou vivo?
Não estou dizendo que meus filhos não tenham motivos.
Talvez tenham.
Não estou dizendo que eu não tenha errado.
Eu errei.
Mas será que tudo aquilo que fiz de errado é maior do que tudo aquilo que tentei fazer certo?
Será que não existiu esforço suficiente?
Será que não existiu amor suficiente?
Será que não existiu trabalho suficiente?
Será que não existiram noites mal dormidas, preocupações, renúncias, suor e luta suficientes?
Tenho 45 anos.
Minha juventude já passou.
E durante toda a minha vida não faltou esforço.
Sempre trabalhei.
Sempre tentei construir.
Sempre tentei melhorar.
Sempre sonhei em ter pessoas ao meu lado para lutar comigo, construir comigo e, um dia, desfrutar comigo daquilo que nós mesmos plantamos.
Deixei cada um livre para seguir seu caminho.
Nunca quis obrigar ninguém a ficar ao meu lado.
Eu só queria que ficassem porque queriam.
Porque sentiam amor.
Porque sentiam saudade.
Porque minha presença significava alguma coisa.
Hoje, inclusive, estou aqui trabalhando com alguém que tem me ajudado e a quem estou tentando proporcionar algumas oportunidades. A moto que ele está usando faz parte disso, de um investimento que estou fazendo em alguém que está caminhando comigo e me ajudando no trabalho.
E às vezes fico pensando que poderia estar fazendo isso pelos meus próprios filhos, construindo junto, ajudando, proporcionando oportunidades para que também pudessem colher comigo aquilo que passei a vida inteira tentando plantar.
Mas cada um escolheu seu caminho.
E eu sempre respeitei isso.
Talvez seja justamente por isso que doa tanto.
Porque tudo o que construí, de alguma forma, eu sempre imaginei que poderia ser compartilhado com aqueles que amo.
Hoje, justamente no Dia dos Pais, enquanto vejo tantas famílias comemorando juntas, eu estou aqui.
Fisicamente cercado de trabalho.
Mas emocionalmente me sentindo completamente sozinho.
E talvez seja essa a parte mais difícil de explicar.
Porque abandono não é necessariamente estar sozinho em um lugar.
Às vezes você está cercado de pessoas e, mesmo assim, sente um vazio que ninguém consegue preencher.
Você olha para o telefone esperando uma mensagem.
Esperando uma ligação.
Esperando que alguém pergunte como você está.
E o telefone permanece em silêncio.
Até que toca.
Mas toca porque alguém precisa de alguma coisa.
E isso dói de uma maneira que talvez só quem já sentiu consiga entender.
Às vezes eu vejo pessoas que fizeram coisas terríveis tendo filhos ao lado e me pergunto se eu realmente errei tanto assim.
Porque não sinto que meus filhos sintam minha falta.
Não sinto que me procuram por uma palavra.
Por um conselho.
Por um abraço.
Por um simples “pai, estou com saudade”.
E isso me faz questionar minha própria vida.
Me faz olhar para trás e pensar em tudo que fiz.
Em tudo que tentei.
Em tudo que deixei de fazer por mim para fazer por outras pessoas.
E me pergunto:
Onde foi que eu errei?
Talvez eu nunca descubra.
Talvez meus filhos nunca me contem.
Talvez cada um carregue dentro de si uma versão da história que eu não conheço.
Mas existe uma coisa que Deus conhece.
Ele conhece minha intenção.
Conhece minhas noites.
Conhece meu esforço.
Conhece minhas lágrimas que ninguém viu.
Conhece as vezes em que eu estava cansado e continuei.
Conhece as vezes em que eu também precisava de ajuda e, mesmo assim, fui ajudar alguém.
E sabe que, apesar dos meus erros, eu tentei.
Hoje, no meio dessa dor, tento encontrar motivação para continuar entregando aquilo que ainda tenho para aqueles que ainda dependem de mim.
É por eles que continuo.
É por eles que entrego meu esforço, meu suor e cada suspiro de vida que o Criador ainda me concede.
Talvez eu tenha chegado ao ponto de não esperar mais reconhecimento.
Talvez eu tenha que aprender a fazer o bem sem esperar que alguém perceba.
Mas hoje eu precisava escrever.
Precisava deixar isso registrado.
Não para acusar.
Não para condenar ninguém.
Mas porque talvez um dia alguém encontre estas palavras e consiga entender o que existia dentro de mim neste Dia dos Pais.
Talvez um dia um filho leia.
Talvez um dia um neto leia.
E talvez alguém consiga enxergar que, por trás de tudo isso, existiu um homem que passou a vida tentando ser melhor do que aquilo que recebeu.
Um menino que perdeu o pai aos três anos.
Um homem que cresceu sem uma referência masculina.
Um homem que carregou seus próprios traumas.
Um filho que, mesmo tendo suas próprias feridas com a mãe, conseguiu um dia sentar ao lado dela em um hospital, limpar sua baba, ajudar a cuidar dela, cantar para ela e entender que aquilo que ela conseguiu lhe dar, ela havia dado.
E talvez essa seja a maior lição que Deus me deixou:
Que todos nós somos resultado de histórias que muitas vezes não conhecemos por inteiro.
E talvez seja isso que eu mais gostaria que meus filhos um dia entendessem sobre mim.
Eu também tenho uma história.
Eu também tive feridas.
Eu também precisei aprender.
Eu também errei.
Mas eu tentei.
De verdade.
Hoje encerro este Dia dos Pais com o coração pesado.
Sem esperar presentes.
Sem esperar homenagens.
Sem exigir gratidão.
Apenas deixando registrado aquilo que não consegui dizer olhando nos olhos de ninguém.
Talvez um dia alguém leia e entenda.
Talvez não.
Mas pelo menos estas palavras ficarão.
Para lembrar que, em algum Dia dos Pais, existiu um pai sentado no meio da própria luta, cercado de trabalho, tentando entender onde havia errado e por que, mesmo tendo passado a vida tentando construir, sentia que não havia conseguido construir o vínculo que mais desejava.
E mesmo assim, amanhã eu vou levantar.
Vou trabalhar.
Vou continuar cuidando daqueles que ainda dependem de mim.
Não porque não dói.
Mas porque a vida continua.
E porque, apesar de tudo, ainda tenho dentro de mim a vontade de ser melhor do que aquilo que recebi.
Com estas palavras encerro este Dia dos Pais.
Para aqueles que tiveram um dia diferente do meu, desfrutem com louvor e gratidão.
Abracem seus pais.
Abracem seus filhos.
Digam que amam.
Enquanto ainda existe tempo.