segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Faz 61 anos ...


Maria Lucia Madeira Duarte Matheus


Ecéa Wagner, aos 20 anos
Fernando Campelo, aos 30 anos
Era uma vez duas famílias que ainda não tinham nada em comum... Uma era a família da Dama... A Família Wagner de Abreu. História abençoada da união de alguém da distante Alemanha, nossa Avó Tilla, que nasceu em München e muito nova veio para o Brasil. Aqui cativou o cearense Francisco Borges de Abreu... Ele muito referiu em vida a importância da Mulher e desta bela companheira para sua existência. Isso faz muito tempinho. Lá pelos idos dos anos 10, do próximo passado século XX. Hoje já não estão por aqui, mas o seu legado de uma bondade incomparável nos acompanha e nos faz bem até hoje... Nos anos 20 começariam a dar à LUZ seus seis herdeiros. A segunda filha, nascida em 1924, Ecéa, agora – em 1951 -  vivia com seus 26 anos de idade, no Rio de Janeiro, onde conheceu, nas lides do trabalho no então Ministério da Agricultura,  Fernando, então com 30 anos. Este com história muito diversa, da união dos Campelo da nossa Avó Nenê, com os Duarte que tinham imigrado de Portugal. Era filho único. 


Maria Lucia com tia Jacira
Depois de uma tempestade da vida, onde se viu viúvo, com duas filhas com três e um ano de idade, Fernando agora caminhava para uns dias de bonança. Em um diálogo franco e aberto propunha logo casamento, no primeiro encontro que tinha com ela, fora da lida do trabalho. O ônibus onde se deu esse primeiro encontro era lotado pelos colegas que observavam  curiosa e apressadamente o romance que ali se iniciou. Ecéa contou a nós seus filhos que sua experiência de encontro, como esposa, a fez perceber-se no “Céu”. E dava pra escrever mais que um romance... Dúvidas, escolhas, decisões, dificuldades de toda ordem, superações, ajudas acolhidas dos familiares, novas vidas brotando e dando sentido à caminhada, muita coisa enfim... composta e ramificada em muitas outras, estamos agora e aqui, há 61 anos, na Família Abreu Duarte. Somos felizes por nossas bases! Estamos há 57 anos morando em Curitiba. Hoje celebramos como uma data preciosa esse dia, como o da  “Anunciação” do nascimento desta Família.  Afinal, somos mais de 80... Fernando nos deixou há cerca de 30 anos. Ecéa está acompanhando, com alegria, além dos filhos e netos, seus 17 bisnetos... Escrevo isto para registrar um pouquinho da nossa história... Muitos poderão escrever muito mais... Vamos lá, Família maravilhosa! 

Curitiba, em 23 de Janeiro de 2012.
 MLDM

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Por Amor a Vitória



Os Bernardes com Vitória

 Ecéa Wagner

 Dia 15 de janeiro de 2012, uma cachorra boxer – Vitória – nos deixou.

Tinha uma história triste e ao mesmo tempo bonita. Havia sido encontrada doente e ferida em um local público. Trazia um machucado na cabeça, causado provavelmente por maldade humana. Um coração bondoso a recolheu e procurou alguém que a medicasse. Em seguida, alguém que a quisesse em sua casa. Foi assim que, em 2006, a Vitória chegou à família Bernardes.

Bem recebida e bem cuidada, passou por diversos tratamentos e sobreviveu, cuidando da casa que a acolheu e dos seus moradores. Já tinha uma idade avançada quando foi encontrada – entre 6 e 8 anos –, e os maus tratos sofridos contribuíram para que tivesse uma saúde frágil. Sempre foi um animal dócil e aos poucos foi se tornando ainda mais amigável, latindo quase nada e procurando estar próximo de outros seres, fossem humanos ou animais, como um inseparável jaboti – também este encontrado abandonado e ferido numa rua de Curitiba.

No último domingo Vivi, como às vezes a chamávamos, nos deixou. Estava extremamente fraca e cansada, sem forças sequer para se manter em pé. O término de seu sofrimento nos consolou. Ela agora repousa à sombra de uma goiabeira, no quintal que compartilhou conosco e com patos, tartarugas, peixes, passarinhos, abelhas e o já mencionado jaboti, além de outra boxer, a jovem e impetuosa Jabulani.

Vitória será sempre por nós lembrada com saudades. Seu lugar está no coração de cada um de nós que a conhecemos e tivemos a graça de com ela conviver e valorizar seus cuidados a nós dispensados.

Dizemos adeus a Vitória e obrigado por tudo o que ela nos deu.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Bom retrato da presidente Dilma

O livro recém-lançado pelo jornalista Ricardo Amaral sobre a trajetória da presidente Dilma é mais interessante pelo que revela dos bastidores da campanha de 2010 do que pelo que conta da personagem - e que as pessoas bem informadas já conheciam. O autor parece ser um tucano envergonhado, ou um jornalista que assimilou os vícios do PIG* (por exemplo, sempre que é obrigado a elogiar o ex-presidente Lula, trata rapidamente de enfiar um elogio também a FHC). Curiosidades: sugere que José Dirceu traiu Dilma, vazando coisas da Casa Civil para a imprensa (muito provável). Outra coisa: sustenta a tese primária de que formação universitária é mais importante que inteligência. Também praticamente omite o partidarismo da mídia em favor de José Serra; desmerece o PT mais pelos méritos do que pelos erros do partido; tenta colar no PT a tese do 3º mandato; praticamente omite o golpe tucano em que caíram os aloprados de 2006; preserva José Serra ao máximo (revelando ou temor ou adesão reverencial) e, o mais grave, não dá crédito aos blogs sujos** pela vitória da Dilma (e todos sabem que se não fossem os blogs sujos irem para cima de Serra, Roberto Gurgel, Gilmar Mendes, Sandra Cureau, do PIG, da Marina Traíra, da parte vadia das igrejas Católica e Batista, além dos três porcões Palloci, Dutra e Cardozo, o eleito seria o vampiro que come meleca). Pelo menos a Dilma retratada por Amaral é a verdadeira. E isso é suficiente.

*Partido da Imprensa Golpista
**Assim chamados por José Serra os blogs independentes.

Livro A Vida quer é coragem – a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil
Editora Sextante - 2011
Autor: Ricardo Amaral

Seleção Google: 374º Aniversário de nascimento de Nicolas Steno

Nicolaus Steno (Copenhaga, 11 de Janeiro de 1638 — Schwerin, 25 de Novembro de 1686) foi um bispo católico dinamarquês e cientista pioneiro nos campos da anatomia e da geologia. Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1988. Após completar a sua educação universitária em Copenhaga, a sua cidade natal, viajou pela Europa; de facto, manter-se-ia em viagem durante o resto da sua vida. Na França, Itália e Países Baixos entrou em contacto com vários cientistas e médicos proeminentes, e graças à sua grande capacidade de observação em breve fez importantes descobertas. Numa altura em que os estudos científicos consistiam na leitura dos autores antigos, Steno foi suficientemente audaz como para confiar nas suas observações, mesmo quando estas diferiam das doutrinas tradicionalmente aceitas. Inicialmente dedicou-se ao estudo da anatomia, focando o seu trabalho sobre o sistema muscular e na natureza da contracção muscular. Utilizou a geometria para mostrar que um músculo em contracção altera a sua forma mas não o seu volume. No entanto, em Outubro de 1666, dois pescadores capturaram um enorme tubarão, próximo da cidade de Livorno e o grão-duque Fernando mandou enviar a cabeça do animal a Steno. Este dissecou-a e publicou as suas descobertas em 1667. O exame dos dentes do tubarão mostrou que estes eram muito semelhantes a certos objectos chamados glossopetrae, ou pedras língua, encontrados em algumas rochas. Os autores antigos, como Plínio, o Velho, haviam sugerido que estas pedras haviam caído do céu ou da Lua. Outros eram da opinião, também ela antiga, de que os fósseis cresciam naturalmente nas rochas. Um contemporâneo de Steno, Athanasius Kircher, por exemplo, atribuía a existência de fósseis a uma virtude lapidificante dispersa por todo o corpo do geocosmo. Por seu lado, Steno argumentou que os glossopetrae pareciam-se com dentes de tubarão, porque eram dentes de tubarão, provenientes das bocas de antigos tubarões, que haviam sido enterrados em lodo e areia que eram agora terra seca. Existiam diferenças de composição entre os glossopetrae e os dentes dos tubarões actuais, mas Steno argumentou que os fósseis podiam ter a sua composição química alterada sem que a sua forma se alterasse, através da teoria corpuscular da matéria. O trabalho de Steno sobre os dentes de tubarão levou-o a questionar-se sobre a forma como um objecto sólido poderia se encontrado dentro de outro objecto sólido, como rocha ou uma camada rochosa. Os "corpos sólidos dentro de sólidos" que atraíram o interesse de Steno incluíam não apenas fósseis como hoje os definimos, mas também minerais, cristais, incrustações, veios, e mesmo camadas completas de rocha ou estratos. Os seus estudos geológicos foram publicados na obra Discurso prévio a uma dissertação sobre um corpo sólido contido naturalmente num sólido em 1669. Este trabalho seria aprofundado em 1772 por Jean-Baptiste Romé de l’Isle. Steno não foi o primeiro a identificar os fósseis como sendo de organismos vivos. Os seus contemporâneos Robert Hooke e John Ray também defenderam este ponto de vista. A Steno atribui-se definição da lei de sobreposição, e dos princípios de horizontalidade original, continuidade lateral: os três princípios básicos da estratigrafia. Outro princípio, conhecido simplesmente por lei de Steno, diz que os ângulos entre faces correspondentes em cristais da mesma substância são os mesmos para todos os exemplares desta. [1] O seu modo de pensar era também importante no modo como via a religião. Criado na fé luterana, ainda assim não deixou de questionar os ensinamentos que recebeu, algo que se tornou importante quando contactou com o catolicismo enquanto estudava em Florença. Após estudos teológicos, decidiu que a Igreja Católica, e não a Igreja Luterana, era a autêntica igreja, e como consequência converteu-se ao catolicismo. A sua conversão fez com que gradualmente Steno pusesse de lado os seus estudos científicos. Foi ordenado padre, e mais tarde bispo e enviado em trabalho de missão para o norte da Alemanha, região luterana. Trabalhou inicialmente na cidade de Hannover onde conheceu Gottfried Leibniz, mudando-se mais tarde para Hamburgo. Após vários anos de preenchidos com tarefas difíceis, morreria após muito sofrimento em Schwerin em 1686. A sua vida e trabalho têm sido intensamente estudados, em particular desde finais do século XIX, e especialmente a sua piedade e virtude têm sido avaliadas com vista a uma eventual canonização. Em 1987 foi beatificado pelo Papa João Paulo II. Obras * De Musculis et Glandulis Observationum Specimen (1664) * Elementorum Myologiae Specimen (1667) * Discours sul l'anatomie du cerveau (1669) * De solido intra solidum naturaliter contento dissertationis prodromus (1669)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ai, se eu te pego, seu padre ...

Quem não quer nem ouvir falar dessa música (?) é o padre Leonardo, que celebrou missa na noite de domingo na Paróquia Santo Antonio, na Boa Vista, em Curitiba. Durante o sermão, o religioso resolveu criticar o mais novo fenômeno da internet, Michel Teló, dizendo que sua música (?) era mau exemplo para a juventude. Pra piorar, o padre comparou: “se ainda fosse uma Paula Fernandes, que faz umas músicas de amor...”. Findo o sermão, um senhor subiu ao altar, pegou o microfone e se apresentou: “sou pai do Michel Teló, criei meu filho nessa paróquia, ele não é essa porcaria que o senhor falou ...” A multidão irrompeu em aplausos, puxados pelo grupo familiar do cantor, que nessa hora já encarava o padre com ares de “ai, se eu te pego ...”

Constrangimento geral, exceto para uma garotada, que aproveitou para cercar o pai do sertanejo a fim de descolar umas cortesias.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Probel: quem foi Rei pode recuperar a Majestade


Um dos posts mais visitados e comentados neste Blog é sobre os colchões Probel, publicado em 30 de junho de 2010. Um dos melhores comentários foi postado em 19 de dezembro de 2011, por um fabricante desses colchões e entusiasta da antiga e boa Probel, o cearense Ernani Filho. Inicialmente, o comentário ficou reservado ao espaço próprio, mas como é pouco acessado por quem visita o Blog, resolvi dar-lhe destaque de uma postagem específica. Aproveito para agradecer ao Ernani por enriquecer o Blog Compaixão é Fortaleza com suas informações a respeito da outrora renomada Probel.
 
Geralmente uma empresa surda também é uma empresa muda

Ernani Filho

Boa pessoal. Todos aqui tem razão nos comentários, positivos e negativos. A Probel foi fundada em 1940 (segunda fábrica do Brasil. A primeira foi a Epeda, em 1936) adotando alto padrão de qualidade em seus produtos. Durante todos estes anos procurou manter a qualidade acima dos demais (desde quando fabricava colchões com algodão e sisal). Em determinada época com a dificuldade de importação de insumos para fabricação dos molejos (fio de aço, máquinas etc) houve a disseminação dos colchões de poliuretano flexÍvel (espuma) e foi aí que surgiram grandes empresas neste segmento, inclusive a Ortobom e outras. O aumento da concorrência desleal colocando produtos no mercado com baixo preço e baixa qualidade, a abertura do mercado com a possibilidade de aquisição de máquinas e insumos sem necessariamente desenvolver tecnologia exclusiva (caso do molejo Probel de fio único multilastic - Obs: tinha reserva de mercado) e uma "expansão" levaram a Probel a uma crise (na época como cliente recebia várias informações como venda /falência etc). A saída foi "alugar" a marca a outras empresas (dizem ter cinco empresas fabricando colchões no Brasil sob a marca Probel), inclusive arrendando as unidades fabris (Suzano / Goiânia). Aqui no Ceará ela é vendida com etiqueta Probel, porém fabricada pela PELMEX. Atualmente sou proprietário da Colchão.com em Fortaleza/CE e além de fabricar, fazemos serviços de reforma (re-fabricação). Temos 11 anos de fundação e no início revendíamos várias marcas, além da fabricação. Tenho imenso orgulho de dizer que no Ceará fizemos assistência técnica em seus produtos (PROBEL), sempre utilizando matérias-primas de qualidade enviadas pela própria fábrica (inclusive não utilizava a madeira PINUS como citado neste site. Isto é coisa nova e ecológica).
Nos últimos anos da antiga Probel a política de venda em grandes redes já demonstrava alguns problemas de qualidade (vide reclamações), nós mesmos vimos isto em algumas AT. O caso mais comum foram as bicamas que tiveram as vendas suspensas devido à sua fragilidade . Recentemente fiz serviços nos colchões da atual Probel (PELMEX), a composição (tipos de insumos) do colchão e do box é totalmente diferente da antiga Probel.

Fui Gerente Geral da Ortobom até 1999, quando fundei a COLCHÃO.COM LTDA (2000) onde passei a priorizar a venda de produtos de qualidade e, talvez por isso, tenha depois de alguns anos decidido a produzir meus próprios produtos (SETTER - registrado no INPI), sempre enfocando a boa qualidade como antigamente, pelo menos no meu segmento. Adotei o sistema de venda direta , tornando a relação CLIENTE/EMPRESA mais próxima.

Registro minha grande admiração à antiga PROBEL e sua filosofia de trabalho, a seus grandes produtos (DIVINO / PRO-HOTEL / SUNTUOSO etc) e aos funcionários que REALMENTE amavam a empresa.

GERALMENTE UMA EMPRESA SURDA TAMBEM É UMA EMPRESA MUDA.

Abraços ERNANI. hernani_filho@uol.com.br