terça-feira, 21 de julho de 2015

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Algumas brasileiras ainda não chegaram a 1915


Capistrano de Abreu
Quando estamos para eleger a primeira mulher Presidente da República do Brasil considero oportuno divulgar trecho de uma carta que escreveu o diplomata Martim Francisco Lafayette de Andrada ao amigo Capistrano de Abreu – grande historiado brasileiro e nosso tio-avô – em março de 1917. Martim escrevia de Bordeaux, França, e falava, entre outras coisas, da admirável conquista que as mulheres estavam realizando: a igualdade de direitos com o sexo masculino. O mundo, então, vivia a Primeira Guerra Mundial. É incrível como hoje, decorridos quase 100 anos, muitas mulheres brasileiras ainda acreditam que uma mulher não pode ocupar a Presidência da República.

“A mulher; leiteira que, na pré-história, dentro da caverna, se conservava ao lado da cria, enquanto o macho, em defensiva à entrada, vibrava a lasca de árvore e despedia a pedra, espada e artilharia primitivas; enquanto os vizinhos (os neutros) aguardavam dentre os resultados do combate a partilha da carne do vencido: a mulher, na Europa inteira, está a revelar idoneidade para todos os labores que eram, por decisão do homem, privilégio do mais forte, como tal se ele avaliando.

A aptidão da mulher para todos os trabalhos, que outrora lhe estiveram defesos, é hoje verdade incontestada. Sua superioridade analítica justifica as previdentes asserções de Stuart Mill; sua lida é mais delicada, mais honesta que a do homem.

Professora, médica, enfermeira, farmacêutica, hoteleira, guarda-livros, telefonista, mecânica, advogada, tudo isso e mais é a mulher na França; tudo menos eleitora e homem. Uma, jovem diplomada em Letras e em Direito, está trabalhando no Subsecretariado de Finanças: é a porta da governação que se abre ao feminismo.

Encerrado o grande conflito, acreditas que a mulher, desistindo de valor adquirido como capital humano, restitua ao marido mutilado ou ao irmão ensurdecido o emprego em que bem os substituiu? Resultante dum imprevisto metabolismo social, teremos a luta dos sexos sucedendo à das classes? Não exageremos os receios. Caso rivalidades apareçam, brandas interferências policiais renormalizarão a polissecular e inevitável convivência; e o mundo continuará a ser o mundo sob o influxo da mais justa e oportuna conquista de civilização: igualdade de direitos”.

Uma curiosidade - Em 11 de setembro de 1927, um mês após a morte de Capistrano, seus amigos fundaram a Sociedade Capistrano de Abreu, mas cometeram um ato que com a maior certeza do mundo desagradou o velho historiador cearense. Foi o seguinte: obtiveram a mudança do nome da rua onde ficava a casa de seu mestre, em Botafogo, chamada Travessa Honorina, para Rua Capistrano de Abreu. Honorina, para quem não sabe, era o nome da filha de Capistrano.

Cinco anos antes de Obama, o presidente Lula sabia o que fazer com o Irã

O sucesso do ex-presidente Lula é uma metáfora atravessada no cérebro (?) da pseudoelite vira-latas brasileira: o filho da empregada é mais inteligente, mais competente e mais bem-sucedido do que o filho do patrão.



Lula da Silva
O presidente Lula estava certo. A Veja, Folha, Globo, Estadão e uma anta que presidia Israel criticaram duramente o ex-presidente brasileiro quando, em 2010, apontou o caminho do diálogo com o Irã. Ontem, o presidente norte-americano, Barack Obama, tomou exatamente o caminho recomendado por Lula da Silva. É por isso que a pseudoelite brasileira, parasita de emprego público e cartórios tem tanto ódio de Lula. (A notícia a seguir é de 2010!!!!)

Lula defende solução 'construída' com a ONU para impasse com Irã

Mahmoud Ahmadinejad e Celso Amorim
Ahmadinejad se reuniu com o ministro Celso Amorim no mês passado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que o mundo "precisa" de uma proposta sobre o programa nuclear iraniano que envolva não apenas Teerã, mas também as Nações Unidas.
"Se houver possibilidade de construir junto com a agência atômica (AIEA, braço da ONU), junto com o Conselho de Segurança das Nações Unidas e junto com o Irã, uma proposta que seja aceita pelos dois lados, seria o que todo mundo precisa", disse.
Lula foi questionado por jornalistas sobre a notícia, veiculada pela agêcia oficial do Irã (Irna), de que Teerã teria concordado com uma "proposta brasileira" como solução para o impasse.
Segundo o presidente, o Brasil está disposto a "contribuir" no processo de negociação com o Irã. "Se o Brasil puder dar uma contribuição, pode ficar certo de que nós vamos dar", disse o presidente durante uma cerimônia no Palácio do Itamaraty.
De acordo com Lula, o Brasil está "empenhado", ao lado da Turquia, nas negociações com o Irã e vem discutindo o assunto com os "principais líderes" do mundo.
Lula disse ainda que está "muito otimista" com sua viagem a Teerã, no dia 15 de maio, quando se encontrará com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
"Estou muito otimista de ir ao Irã e tentar conversar com o presidente Ahmadinejad sobre a melhor saída", disse.
‘Mal entendido’
Durante toda a manhã, agências internacionais replicaram a notícia, originalmente publicada no site da agência oficial iraniana, de que Teerã teria concordado com uma "proposta brasileira".
Procurado pela BBC Brasil, o Ministério das Relações Exteriores disse, em Brasília, que houve um "mal entendido" e negou que o Brasil tenha oferecido uma nova proposta a Teerã.
O Itamaraty disse ainda que a "proposta brasileira" mencionada pela agência de notícias "provavelmente" se refere à posição do Brasil de tentar avançar nas negociações com o Irã tendo como base a proposta apresentada no ano passado pela AIEA.
A proposta prevê, entre outros pontos, o enriquecimento do urânio do Irã em um outro país, que depois devolveria o combustível nuclear a Teerã. Países como Rússia e Turquia têm sido os mais cotados a desempenhar esse papel.
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2010/05/100505_ahmadinejadbrasil_ba.shtml

terça-feira, 14 de julho de 2015

Para entender as "pedaladas fiscais"

O ministro Augusto Nardes, do TCU, que pretende a reprovação das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff porque a Caixa Econômica adiantou valores ao Tesouro para pagamento do Bolsa Família e do Seguro Desemprego, foi citado na Operação Lava Jato como receptor de propina da empreiteira Camargo Corrêa.

É com essa moral que o funcionário do TCU se juntou a Aécio Neves – também acusado pela operação Lava Jato de receber propina de US$ 150 mil mensais de uma empresa fornecedora da estatal Furnas, durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso – para atacar a presidente da República.

O adiantamento de recursos feito pela Caixa é apelidado “pedaladas fiscais” e já foi praticado no passado – sem sofrer qualquer reparo do TCU – pelos ex-presidentes FHC, Lula e a própria Dilma Rousseff.  Augusto Nardes, com a mesma desfaçatez com que se mantém no TCU mesmo acusado de receber propina fruto de dinheiro roubado da Petrobras, alega que no governo de FHC a prática ocorria, mas o TCU não havia conseguido detectá-la.

Ele próprio já havia admitido anteriormente que o governo FHC praticara as mesmas “pedaladas”, só que em volume menor do que as do governo atual. Agora jura que viu o “crocodilo”, sim, mas pensou que era uma "bolsa Louis Vuitton". Pelo que se vê, a concepção que o ministro Augusto Nardes faz de ilegalidade depende da dimensão da prática ou do olhar de conveniência.

Em resumo, é praticamente impossível se construir um país moderno com essa matéria-prima de homens públicos de quinta categoria.

domingo, 12 de julho de 2015

A Mídia é uma quadrilha organizada que vende proteção aos corruptos



A leitura atenta das revistas vagabundas Veja, Época e IstoÉ revela a estratégia da imprensa chantagista e de baixa qualidade de tentar enfraquecer a Presidente Dilma Rousseff e forçá-la a ceder às chantagens da quadrilha de FHC, Aécio Neves, José Serra. Por trás dessa tática estão grandes especuladores internacionais que apostaram contra o Brasil e estão perdendo dinheiro. Em jogo estão o petróleo do Pré-Sal e as companhias de energia de São Paulo (Cesp), Minas Gerais (Cemig) e Paraná (Copel).

O Demo/PSDB não consegui privatizar essas empresas para os seus sócios ocultos, porque o povo se levantou contra, e então o jeito foi vender metade das ações para especuladores internacionais (atenção: não são investidores, mas especuladores que pagam propina a políticos brasileiros em troca de ficar com o patrimônio público para cobrar tarifas altíssimas e prestar péssimo serviço. Vide o caso da privatização das telefônicas).

Este ano, O governo da Dilma Rousseff retomou para a União as concessões de 21 hidrelétricas das três companhias. O resultado é que o preço da energia vai cair. Hoje as empresas de energia vendem o megawatt-hora a R$ 150, porque esse preço embute a amortização do capital para construção das usinas. A partir de agora esse preço vai cair para R$ 27 MW/h, porque os consumidores já pagaram de sobra o custo da construção dessas hidrelétricas.

Se os tontos tivessem conseguido eleger o Aécio Neves, essas concessões seriam renovadas a R$ 150 MW/h, para alegria dos especuladores internacionais, dos DEMO/Tucanos, da imprensa vendedora de proteção a corruptos e da parte podre do Judiciário, que vende sentença e faz as ações contra o povo se arrastarem por décadas nos tribunais.

Entenderam agora porque a imprensa vagabunda e de baixa qualidade ataca tanto a Dilma Rousseff?

Entenda porque a Imprensa ataca tanto a Dilma Rousseff



Esta semana, 21 hidrelétricas operadas pela Copel, Cemig e Cesp voltaram a ser controladas pela União (governo federal). O megawatt-hora que elas estavam vendendo a R$ 150 vai BAIXAR para R$ 27. Isto porque o preço da energia embutia a amortização do capital para construção das usinas – que já foram pagas mais de 2 vezes e mesmo assim elas queriam continuar cobrando da população. É como se alguém comprasse uma TV em 24 meses e depois da última prestação a loja continuasse cobrando indefinidamente. A Dilma Rousseff acabou com essa farra. A Copel, por exemplo, metade pertence ao governo do Paraná e a outra metade a especuladores internacionais, que estavam acostumados a receber bônus vultosos em cima do MWh vendido a R$ 150, mas agora vão receber apenas sobre R$ 27. A imprensa e o PSDB/DEMO representam os interesses dos especuladores internacionais. Precisa dizer mais?

terça-feira, 7 de julho de 2015

Voto confirmado: Dilma Rousseff

Dilma Rousseff tem as mãos absolutamente limpas e isto não é pouca coisa num país em que senadores do PSDB/DEMO VENDERAM por R$ 10 milhões uma CPI da Petrobras que eles deveriam investigar (e ainda são protegidos covardemente por um juiz(?) Torquemada)!