segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Seleção Google: 65º aniversário de Freddie Mercury

Cantor Freddie Mercury morreu aos 45 anos. Nesta segunda-feira, Google comemora o 65º aniversário de nascimento







Nesta segunda-feira, chegou a vez do vocalista da banda inglesa Queen, Freddie Mercury, de ser homenageado pelo Google. A empresa de Mountain View criou um doodle especial para o 65º aniversário de nascimento do cantor.
Ao entrar na página inicial do Google, o doodle aparece em formato de vídeo. Ao clicar o "play", uma pequena animação literal da música Don't Stop me Now, lançada no álbum Jazz de 1978 começa a tocar.
Mercury, cujo nome real era Farrokh Bulsara, morou em Londres, mas nasceu em Zanzibar em 1946, quando a ilha ainda pertencia à coroa britânica. O cantor morreu em 24 de novembro de 1991 em Londres, aos 45 anos.

Os doodles do Google

O Google costuma comemorar datas importantes para a humanidade, como aniversários de invenções e de personalidades ligadas à cultura e à política, por exemplo, com customizações do seu logo na página inicial do site de buscas. O primeiro Doodle surgiu em 1998, quando os fundadores do Google criaram um logotipo especial para informar aos usuários do site que eles estavam fora do escritório e participavam de um festival. O sucesso foi tão grande que hoje a companhia tem uma equipe de designers voltada especialmente para a criação dos logotipos especiais. A equipe já criou mais de 300 doodles nos Estados Unidos e mais de 700 para o resto do mundo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Seleção Google - 125 anos do nascimento de Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral
Tarsila do Amaral participou ativamente da renovação da arte brasileira que se processou na década de 1920. Integrou-se ao movimento modernista e ligou-se com especial interesse à questão da brasilidade. Formou, com Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, com quem se casou em 1924, o chamado Grupo dos Cinco.

Tarsila do Amaral nasceu em Capivari SP em 1886. Estudou com Pedro Alexandrino, a partir de 1917, e depois com George Fischer Elphons, em São Paulo. Em Paris freqüentou a Académie Julien, sob a orientação de Émile Renard. Entrou em contato com Fernand Léger, cujo estilo a marcou sobremodo, André Lhote e Albert Gleisse, e estruturou sua personalidade artística a partir das influências cubistas. Em 1922 participou em Paris do Salão dos Artistas Franceses.

Retornando ao Brasil em 1924, percorreu as cidades históricas mineiras em companhia do escritor francês Blaise Cendrars. Deslumbrada com a decoração popular das casas dessas cidades, assimilou a tradição barroca brasileira às recém-adquiridas teorias e práticas cubistas e criou uma pintura que foi denominada Pau-Brasil. Essa pintura inspirou um movimento, variante brasileira do cubismo, e influenciou Portinari.

Em 1926 Tarsila expôs na galeria Percier em Paris. Iniciou-se então sua fase antropofágica, de retorno ao primitivo, da qual o exemplo mais notável é o quadro "Abaporu". Presente na I e II Bienais de São Paulo, foi premiada na primeira. Na Bienal de São Paulo de 1963, sala especial foi dedicada à retrospectiva de sua obra. Foram apresentadas suas diversas fases e deu-se destaque ao quadro "Operários" (1933), da fase social, em que as cores são mais sombrias mas a nitidez anterior é conservada. Outra obra do mesmo período é "Segunda classe".

Tarsila esteve ainda representada na mostra Arte Moderna no Brasil (1957), na XXXII Bienal de Veneza (1964) e na mostra Arte da América Latina desde a Independência (1966). Em 1960 o Museu de Arte Moderna de São Paulo organizou retrospectiva de sua obra. Entre suas demais telas destacam-se "A negra", no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, e "São Paulo", na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Tarsila morreu em São Paulo SP em 17 de janeiro de 1973.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Irmã de Fidel revela que o Itamaraty já foi comandado pela Cia


"O homem e a mulher de coragem enobrecem até seus adversários; já o traidor não tem o respeito sequer daqueles que se beneficiam de seus atos pusilânimes"
Numa dessas correntes que circulam na Web li a frase acima, atribuída a Wiston Churchill. Tenho dúvida quanto à autoria, mas a frase me ocorre a propósito de um *livro que Juanita Castro acaba de lançar no Brasil, no qual narra com indisfarçável ódio sua traição aos irmãos Fidel e Raul Castro, à sua Pátria e a todos os que lutaram e morreram pela soberania de Cuba.
Em 2011, a velha senhora vive em Miami, desprezada não só pelos Castro, mas também pela Cia, a qual serviu pelo menos de 1961 a 1969, quando o serviço de espionagem do governo dos Estados Unidos a descartou. A traição não é suposição; ela própria confessa ter sido contratada pela Cia para trair os Castro e a nação cubana, tarefa que executou com denodo, inclusive durante a invasão da Baia dos Porcos, quando os Estados Unidos patrocinaram uma agressão armada a Cuba, que se tivesse êxito significaria a morte de Fidel e Raul. No combate ou assassinados.
Ainda mais grave que isso é uma revelação que diz respeito ao Brasil: quem recrutou Juanita Castro para a Cia e que também trabalhava para a agência norte-americana foi a mulher do embaixador brasileiro Vasco Leitão da Cunha, uma certa Virgínia. Juanita diz não saber se o marido-embaixador também era contratado da Cia, e aí fica a delicada questão: ou era agente, ou o último a saber.
Vasco era o embaixador brasileiro em Cuba quando os revolucionários de Fidel derrotaram a ditadura de Fulgencio Batista, em 1959. Mais tarde foi nomeado pelo presidente Jango Goulart para representar o Brasil na Rússia. Em 1964, quando a ditadura brasileira se implantou, tornou-se ministro das Relações Exteriores do governo de Castelo Branco. Isso significa que na época da ditadura militar o Itamaraty era comandado pelo serviço de inteligência do Governo dos Estados Unidos! O que a casa de Rio Branco tem a dizer sobre essa revelação, desconhece-se.
A propósito, essa é a única revelação nas 400 páginas de seu livro, tudo o mais já é sobejamente conhecido. A “grande” acusação à Revolução Cubana é a expropriação dos bens dos milionários batistianos. Aliás, da parte que Juanita não conseguiu retirar do país, porque milhões de dólares em jóias, obras de arte e dinheiro ela conseguiu enviar para os Estados Unidos se valendo de ser irmã de Fidel e Raul.
Maior ódio que a Fidel, Juanita só destina a Che Guevara, e não consegue disfarçar o motivo: ter sido desprezada pelo guerrilheiro. Encantada pelo charme do Che, Juanita tentou apresentar-se a ele no destacamento de La Cabaña, que Che comandava. Levou a tiracolo duas “comadres”, uma certa Ana Ely Esteva e a mulher do embaixador Vasco Leitão da Cunha, Virgínia. Juanita conta que Che as viu chegar e não interrompeu o que estava fazendo (“uma descortesia com a irmã de Fidel”, segundo ela). Quando as atendeu deixou bem claro a avaliação que fazia do grupo: “espero que não tenham vindo interceder por nenhum delinqüente ...” As três saíram “batendo os cascos”.
Para servir à Cia, Juanita recebeu um rádio microondas de comunicação, um manual para decifrar as mensagens em código e dinheiro, que lhe chegava escondido em latas de alimentos. Donna era o codinome dado a ela pela agência norte-americana, e as senhas para saber se havia ou não mensagens cifradas nas transmissões diárias às 7h da noite da rádio Nova York eram a execução da canção Fascinação (sim) ou a abertura de Madame Butterfly (não).
Em 29 de junho de 1964, Juanita recebeu orientação da Cia para deixar Cuba e foi para a Cidade do México, onde foi apresentada à imprensa. Em vez de responder aos jornalistas, ela apenas leu as 7 páginas datilografadas, preparadas pela Cia, com acusações ao governo de Cuba e a Fidel Castro. E se retirou sem falar com os repórteres.
Passou a servir à Cia no México e posteriormente em Miami. Isso até 1969. Então, por conta da política do governo Nixon de coexistência pacífica com a União Soviética, recebeu ordem para acabar com os ataques a Cuba e passar a elogiar o regime comunista. Como obviamente ela se negou, a agência cortou o abastecimento de dólares, a proteção pessoal e o programa Rádio Periódico, transmitido pela emissora New York, por meio do qual Juanita atacava o governo cubano. A Cia fez mais: armou um flagrante da irmã Castro vendendo drogas controladas na farmácia que possuía em Miami, e ela acabou presa.
De traição em traição, Juanita chega aos quase 80 anos amargurada, rejeitada por todos os irmãos, sobrevivendo de um pequeno negócio em Miami e sofrendo a repulsa da Cia e também dos exilados cubanos/batistianos. Cumpre-se, assim, a sentença atribuída equivocadamente ao inglês Churchill: “o traidor não tem o respeito sequer daqueles que se beneficiam de seus atos pusilânimes”.

Livro: Fidel e Raul, Meus irmãos. A História Secreta
Autor: Depoimento de Juanita Castro a jornalista mexicana María Antonieta Collins
400 páginas
Editora Planeta

sábado, 27 de agosto de 2011

Para um sábado meia-boca: Pensando em você e Minha Missão

Pensando em você: Paulinho Moska



Minha Missão, de Paulo Cesar Pinheiro

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Boechat para Renè Dotti: envelhecer com dignidade é uma opção



Renè Dotti culpa os mortos e garante que bêbado dirige melhor

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Seleção Google - 112 anos do nascimento de Jorge Luis Borges

Quem acessar  a página inicial do buscador Google  hoje (24) vai reparar que o logo da empresa  foi trocado por uma imagem diferente. O desenho faz alusão e homenageia o escritor argentino Jorge Luis Borges.

Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo nasceu em Buenos Aires em 24 de agosto de 1899, e se estivesse vivo completaria hoje 112 anos. Ele foi um célebre escritor, ensaísta e poeta da escola Modernista, tendo vários contos e poemas publicados em diversos países no mundo todo.

Aos 22 anos, Jorge Luis Borges conseguiu publicar várias de suas poesias em revistas literárias surrealistas. Já em 1955, após vários anos de dedicação e muito trabalho virou professor da UBA – Universidade de Buenos Aires e foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina. Seis anos depois foi destaque internacional, quando ganhou o Prêmio Formentor, o maior da época para editores.

Entre suas principais publicações, destacam-se: ‘A Biblioteca de Babel’, ‘A escrita do Deus’, ‘Funes, o Memorioso’, ‘O Aleph’, ‘O Jardim de Veredas que se Bifurcam’, ‘O Zahir’ e ‘Pierre Menard, autor do Quixote’. Suas últimas poesias foram: La moneda de hierro (1976), Historia de la noche (1976), La cifra (1981) e Los conjurados (1985).

Selecionamos também algumas de suas citações mais famosas e contundentes:

“A democracia é um erro estatistico, porque na democracia decide a maioria e a maioria é formada de imbecis” (“Tempo e presença” Vol. 22; Publicado por Centro Ecumênico de Documentação e Informação/2000)

“Parece-me fácil viver sem ódio. Sem amor, acho impossível.” (“Siete noches”; Publicado por Fondo de Cultura Económica/1980)

“Publicamos para não passar a vida a corrigir rascunhos. Quer dizer, a gente publica um livro para livrar-se dele.” (“O pensamento vivo de Jorge Luis Borges” – Publicado por Claret/1987)

(Fonte: Google)

sábado, 20 de agosto de 2011

Grandes Mulheres para um dia de Sábado

Com vocês ....Tulipa Ruiz!!



Manu Santos: Deus existe e é Homem!



Camilla Faustino: Voz linda, interpretação ...



Monique Kessous- Calma aí!




Nina Becker - Arranjo experimental para Nelson Cavaquinho



 

Flavia Bittencourt - Ex-Amor



Aline de Lima - Fina Flor



Bruna Karam - Feira Moderna



Silvia Machete - Apesar da gravação, a mulher é um show!



Silvia Machete - Merece Bis! (apesar da gravação)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Seleção Google - Data de nascimento do matemático francês Pierre Fermat (1601)

A tradicional logomarca do site de buscas Google foi substituída nesta quarta-feira (17) por uma ilustração conhecida como ‘doodle’ em homenagem ao matemático Pierre de Fermat. Ao passar o mouse por cima do desenho, a descrição da arte diz “eu tenho uma demonstração realmente maravilhosa para esta proposição, mas este doodle é muito pequeno para contê-la”. A escolha pela data volta ao dia de nascimento de Fermat, que nasceu em 1601.
A frase escolhida para dar significado ao doodle também faz uma referência ao estudioso francês. Uma das maiores contribuições de Fermat à matemática foi a proposição conhecida como Último Teorema de Fermat, o qual tem na sua introdução a mesma frase publicada com o doodle. Basicamente, a fórmula que traduz esse Último Teorema é representada como: xn + yn = zn. A partir disso, o matemático defende que não existe um conjunto de número inteiros positivos que satisfaça a equação para as variáveis quando o “n” for maior do que 2.
Além do Último Teorema, Fermat também desenvolveu a Teoria da Probabilidade. Nesse caso, o matemático francês trocou opiniões e reflexões por meio de cartas com Pascal. As discussões travadas entre os dois pesquisadores chegou a incentivar Pascal a usar a questão da probabilidade para chegar à crença em Deus.
Fermat faleceu na cidade de Castres, na França, no dia 12 de janeiro de 1665. Os doodles são uma maneira que o Google encontrou de tornar a pesquisa na internet uma atividade mais divertida. Dependendo da região, pode ser que um doodle seja publicado com exclusividade por ter um vínculo específico com o assunto.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"Alô, mamãe, levar carne pro almoço? Tá bom, tchau". Continuando ...

Globo inova: repórter interrompe matéria para atender celular ao vivo 

Para quem acompanha os "vazamentos" da Operação Satiagraha


Na blogosfera cresce a suspeita de que os recentes vazamentos da Operação Satiagraha têm por trás gente ligada ao candidato derrotado José Serra, ou o próprio “vampiro que come meleca”. Isto porque “sumiram” desses vazamentos os áudios que comprometem José Serra, como aquele em que ele avisa ao especulador Naji Nahas – um ano antes do fato ocorrer – que a CESP seria privatizada, e Nahas responde que vai dar para “faturar uma grana preta” com essa informação privilegiada. Nahas teria faturado US$ 80 milhões especulando com papéis da CESP.

O objetivo do “vazamento” feito pelo suposto hacker “@LulzSecBrazil” seria deixar uma “porta aberta de aparente moralidade” para certos ministros do STF anularem a Operação Satiagraha, assim como certos ministros do STJ também já o fizeram.

Os áudios que comprometem José Serra e que foram seletivamente excluídos do vazamento feito pelo suposto hacker têm os números 1181219999 20071105112546 1 6465139 e final 6468118. Confira a exclusão dos áudios no seguinte link: "Serra conta a Nahas que vai vender a CESP. Nahas diz que vai ganhar uma “grana preta" - http://migre.me/5rwxT 

O link do suposto “hacker”, que ao que tudo indica pode estar agindo a mando do banqueiro Daniel Dantas (Banco Opportunity) e de DEMOS/Tucanos como José Serra, é o seguinte: http://lulzsecbrazil.org/policia-federal/

(Com informações de Stanley Burburinho)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tsunami que atingiu Japão causou ruptura de iceberg, afirma Nasa

Pete Bucktrout/AFP

Iceberg na Antártida: Antropoceno é período em que o homem tomou o controle do planeta
Washington - Cientistas da Nasa (agência espacial americana) descobriram que o tsunami vinculado ao terremoto que atingiu o Japão em 11 de março foi o responsável pela ruptura de um iceberg na Antártida, segundo um artigo publicado nesta segunda-feira pelo "Journal of Glaciology".
Cientistas, geólogos e especialistas tinham relacionado anteriormente os desprendimentos de gelo nos grandes icebergs a outros efeitos naturais tão afastados que não puderiam se associar a "causa-efeito" em um primeiro momento.
Por isso, após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter e o posterior tsunami que castigou as costas do Japão, Brunt Kelly, especialista do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, e seus colegas começaram suas observações observando o sul.
Utilizando diversas imagens satélite, Brunt, junto a Emile Okal da Universidade de Northwestern e Douglas MacAyeal da Universidade de Chicago, observaram novos icebergs flutuando no mar pouco depois que o impacto tenha provocado o tsunami e chegasse à Antártida.
Assim, cerca de 18 horas depois do terremoto, a 13,6 mil quilômetros de distância, puderam ver quase em tempo real como se desprenderam vários pedaços de gelo da geleira Sulzberger, que segundo os registros históricos não tinha sofrido nenhuma ruptura em, pelo menos, 46 anos.
Trata-se da primeira observação direta que demonstra uma conexão entre os tsunamis e a ruptura de icebergs a milhares de quilômetros, segundo assinala a equipe científica.
"No passado vimos fragmentos de gelo e procuramos a fonte", assinalou Brunt, no entanto, desta vez o cenário era inverso "sabíamos imediatamente que (o tsunami) era um dos fenômenos mais importantes na história recente, sabíamos que provocaria muitas ondas, com o que desta vez tínhamos primeiro uma fonte", explicou.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Seleção Google - 102 anos do nascimento de Roberto Burle Marx

Roberto Burle Marx foi um dos maiores paisagistas do nosso século, distinguido e premiado internacionalmente. Artista de múltiplas artes, foi também, desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias, sensibilidades que conferiram características específicas a toda a sua obra.

Nasceu em São Paulo, a 4 de agosto de 1909, passando a residir no Rio de Janeiro a partir de 1913. De 1928 a 1929 estudou pintura na Alemanha, tendo sido freqüentador assíduo do Jardim Botânico de Berlim, onde descobriu, em suas estufas, a flora brasileira.Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932, passando a dedicar-se ao paisagismo, paralelamente à pintura e ao desenho.

Em 1949, com a compra de um sítio de 365.000 m2, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, organizou uma grande coleção de plantas. Em 1985 doou esse Sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

Em 1955 fundou a empresa BURLE MARX & CIA LTDA., pela qual passou a elaborar projetos de  paisagismo, fazer a execução e manutenção de jardins residenciais e públicos. Desde 1965, até seu falecimento, contou com a colaboração do arquiteto Haruyoshi Ono.

Roberto Burle Marx faleceu no dia 4 de junho de 1994, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.

sábado, 30 de julho de 2011

Artigo de Mauro Santayana para refletir

Os assaltantes da consciência
Mauro Santayana
Muitos cometemos o engano de  atribuir a Goebbels a idéia da  manipulação das massas pela propaganda política. Antes que o ministro de Hitler cunhasse expressões fortes, como Deutschland, erwacht!, Edward Bernays começava a construir a sua excitante teoria sobre o tema.

Bernays, nascido em Viena, trazia a forte influência de Freud: era seu duplo sobrinho. Sua mãe foi irmã do pai da psicanálise, e seu pai, irmão da mulher do grande cientista. Na realidade, Bernays teve poucas relações pessoais com o tio. Com um ano de idade transferiu-se de Viena para Nova Iorque, acompanhando seus pais judeus. Depois de ter feito um curso de agronomia, dedicou-se muito cedo a uma profissão que inventou, a de Relações Públicas, expressão que considerava mais apropriada do que “propaganda”.  Combinando os estudos do tio sobre a mente e os estudos de Gustave Le Bon e outros, sobre a psicologia das massas, Bernays desenvolveu  sua teoria sobre a necessidade de manipular as massas, na sociedade industrial que florescia nos Estados Unidos e no mundo.  O texto que se segue é ilustrativo de sua conclusão:
“ A consciente e inteligente manipulação dos hábitos e das opiniões das massas é um importante elemento na sociedade democrática. Os que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível,  o verdadeiro poder dirigente de nosso país. Nós somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos formados, nossas idéias sugeridas amplamente por homens dos quais nunca ouvimos falar. Este é o resultado lógico de como a nossa “sociedade democrática” é organizada. Vasto número de seres humanos deve cooperar, desta maneira acomodada, se eles têm que conviver em sociedade. Em quase todos os atos de nossa vida diária, seja na esfera política ou nos negócios, em nossa conduta social ou em nosso pensamento ético,  somos dominados por um relativamente pequeno número de pessoas. Elas entendem os processos mentais e os modelos das massas. E são essas pessoas que puxam os cordões com os quais controlam a mente pública”.
Bernays entendeu que essa manipulação só é possível mediante os meios de comunicação. Ao abrir a  primeira agência de comunicação em Nova Iorque, em 1913 – aos 22 anos – ele tratou de convencer os homens de negócios que o controle do mercado e o prestígio das empresas estavam “nas notícias”, e não nos anúncios. Foi assim que inventou o famoso press release. Coube-lhe também criar “eventos”, que se tornariam notícias. Patrocinou uma parada em Nova Iorque na qual, pela primeira vez, mulheres eram vistas fumando. Contratou dezenas de jovens bonitas, que desfilaram com suas longas piteiras – e abriu o mercado do cigarro para o consumo feminino. Dele também foi a idéia de que, no cinema, o cigarro tivesse, como teve, presença permanente – e criou a “merchandising”. É provável que ele mesmo nunca tenha fumado – morreu aos 103 anos, em 1995.
A prevalência dos interesses comerciais nos jornais e, em seguida, nos meios eletrônicos, tornou-se comum, depois de Bernays, que se dedicou também à propaganda política. Foi consultor de Woodrow Wilson, na Primeira Guerra Mundial, e de Roosevelt, durante o “New Deal”. É difícil que Goebbels não tivesse conhecido seus trabalhos.
A técnica de manipulação das massas é simples, sobretudo quando se conhecem os mecanismos da mente, os famosos instintos de manada, aos quais também ele e outros teóricos se referem. O “instinto de manada” foi manipulado magistralmente pelos nazistas e, também ali, a serviço do capitalismo. Krupp e  Schacht tiveram tanta importância quanto Hitler. Mas, se sem Hitler poderia ter havido o nazismo, o sistema seria impensável sem Goebbels. E Goebbels, ao que tudo indica, valeu-se de Bernays, Le Bon e outros da mesma época e de idéias similares.
A propósito do “instinto de manada” vale a pena lembrar a definição do fascismo por Ortega y Gasset: um rebanho de ovelhas acovardadas, juntas umas às outras pêlo com pêlo, vigiadas por cães e submissas ao cajado do pastor. Essa manipulação das massas é o mais forte instrumento de dominação dos povos pelas oligarquias financeiras. Ela anestesia as pessoas – mediante a alienação – ao invadir a mente de cada uma delas, com os produtos tóxicos do entretenimento dirigido e  das comunicações deformadas. É o que  ocorre, com a demonização dos imigrantes “extracomunitários” nos países europeus, mas, sobretudo, dos procedentes dos países islâmicos. Acossados  pela crise econômica, nada melhor do que encontrar um “bode expiatório”- como foram os judeus para Hitler, depois da derrota na Primeira Guerra -  e, desesperadamente, organizar nova cruzada para a definitiva conquista da energia que se encontra sob as areias do Oriente Médio. Se essa conquista se fizer, há outras no horizonte, como a dos metais dos Andes e dos imensos recursos amazônicos. Não nos esqueçamos da “missão divina” de que se atribuía Bush para a invasão do Iraque – aprovada com entusiasmo pelo Congresso.
É preciso envenenar a mente dos homens, como envenenada foi a inteligência do assassino de Oslo – e desmoralizar, tanto quanto possível, as instituições do Estado Democrático – sempre a serviço dos donos do dinheiro. Quem conhece os jornais e as emissoras de televisão de Murdoch sabem que não há melhor exemplo de prática das idéias de Bernays e Goebbels do que a sua imensa empresa.
São esses mesmos instrumentos manipuladores que construíram o Partido Republicano americano e hoje incitam seus membros a impedir a taxação dos ricos para resolver o problema do endividamento do país, trazido pelas guerras, e a exigir os cortes nos gastos sociais, como os da saúde e da educação. Essa mesma manipulação produziu Quisling, o traidor norueguês a serviço de Hitler durante a guerra, e agora partejou o matador de Oslo.


N. da R.: Para recordar quem era e o que fez o assassino de Oslo vá a esse endereço: http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/assassino-de-oslo-deixou-manifesto-de-1500-paginas-em-que-se-ve-como-martir

1º avião impresso do Mundo



Cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, projetaram, construíram e voaram o primeiro avião impresso do mundo.

O SULSA (Southampton University Laser Sintered Aircraft) é um pequeno avião não-tripulado cuja estrutura completa foi construída em uma impressora 3D, semelhante às usadas em sistemas de prototipagem rápida e fabricação aditiva.
As diversas peças do avião foram projetadas de forma a poderem ser encaixadas umas nas outras, dispensando parafusos e rebites - ou seja, além de ser impresso, o avião pode ser montado sem exigir nenhuma ferramenta.
O SULSA tem uma envergadura de dois metros. Seu motor elétrico conseguiu levá-lo a uma velocidade de 160 km/h. Em velocidade de cruzeiro seu voo é quase totalmente silencioso.
Antigas ideias da aviação
Toda a parte estrutural do avião, incluindo corpo, asas e superfícies de controle, foram impressas em um equipamento de sinterização a laser, usado para fabricar peças de metal ou plástico.
Essa técnica de fabricação permitiu que os engenheiros explorassem algumas ideias antigas para a construção de aviões, mas que eram impraticáveis ou caras demais para serem usadas com as técnicas tradicionais de fabricação de aeronaves.
"Uma dessas ideias é o uso de uma estrutura geodética. Esse tipo de estrutura foi desenvolvido por Barnes Wallis e usado nos bombardeios Vickers Wellington em 1936. Essa forma de estrutura é muito firme e leve, mas muito complexa.
"Se ela fosse construída com os métodos convencionais, ela exigiria um grande número de peças ajustadas individualmente, que depois teriam que ser coladas ou parafusadas," explicou o professor Jim Scanlan, um dos idealizadores do projeto.
"Outro benefício para o projeto que a sinterização a laser permitiu foi o uso de um desenho elíptico da asa. Os especialistas em aerodinâmica sabem há décadas que asas elípticas têm benefícios quanto ao arrasto," explica o Dr. Andy Keane, outro membro da equipe.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Casamento...

Ângelo Duarte
Casamento é a cumplicidade de duas pessoas dispostas a compartilhar o plantio do amor... Colhendo forças para viver o juramento da cerimônia religiosa “Eu, x, te recebo y, como minha esposa e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe".

Pessoalmente, acho a parte mais linda da cerimônia, o juramento, pois resume os ingredientes necessários para a felicidade do casal: cumplicidade, companheirismo e amor...

Mas é o amor que trará força para que vivam em cumplicidade e companheirismo...

Como já dizia a letra da música de Renato Russo inspirada na Bíblia ...
... É só o amor, É só o amor, que conhece o que é verdade.
"O amor é paciente, é benigno;
O amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece;
Não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
Não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba". (I Coríntios 13. 4-8)

Desde os meus 10 anos de idade presencio cerimônias religiosas de casamento, de amigos e familiares. Afinal de contas só em Curitiba somos em mais de 80 membros da família Duarte. Sábado passado, 24/7, presenciei mais uma: minha prima Mayra casou-se com Rafael, e hoje estão iniciando este grande sonho. O emocionante foi voltar no tempo e relembrar de tantas outras pessoas fazendo o mesmo juramento. Como é lindo!!! Porém, muitos não estão nem prestando atenção, querem mais é saber do baile..., deixando passar por entre seus olhos algo magnífico: O CASAMENTO, o início de uma família.

Nesta vida existem muitas perguntas e poucas respostas. Acredito que muitos tenham medo, insegurança ou se iludam com o capitalismo e a tecnologia e deixem de lado algo que sempre vem em primeiro lugar: a família. E para se ter uma família é necessário casar, ser cúmplice, companheiro e, acima de tudo, Amar!!!

Uma pessoa sozinha não faz essa magia acontecer, mas quando duas pessoas estão ligadas com o mesmo propósito, os mesmos sonhos e desejos ... eu acredito!!!

O casamento ainda é uma das coisas mais lindas que se pode viver!!!

Finalizo esse resumo do que penso sobre o casamento desejando toda felicidade aos casais existentes e aos futuros também.

Fiquem com Deus!!!

Ângelo Duarte

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Seleção Google - 113 anos de nascimento de Alexander Carder


Filho de escultora e pintor, nascido nos Estados Unidos da América, Alexander Calder quando criança fazia seus próprios brinquedos. Formou-se em engenharia e antes de se dedicar à escultura foi pintor e ilustrador.
Em 1926 , após visitar a Grã-Bretanha, fixou-se em Paris, onde conheceu surrealistas, dadaístas e os componentes do grupo De Stijl. Data dessa época sua amizade com Joan Miró. Construiu um circo em miniatura, com animais de madeira e arame. Os seus “espetáculos” eram assistidos por artistas e intelectuais. Fez, também em arame, as suas primeiras esculturas: Josephine Baker (1926), Romulu and Remus (1928), Spring (1929).
De 1931 datam as suas primeiras construções abstratas, nitidamente influenciadas por Mondrian. Os primeiros móbiles são de 1932.
Em 1933 Calder voltou aos Estados Unidos. Em 1948 viajou à América do Sul e novamente em 1959. Nessa última ocasião, visitou o Brasil, onde expôs no Museu de Arte de São Paulo. Em 1950 foi à Escandinávia.
Calder ocupa lugar especial entre os escultores modernos. Criador dos stabiles, sólidas esculturas fixas, e dos móbiles, placas e discos metálicos unidos entre si por fios que se agitam tocados pelo vento, assumindo as formas mais imprevistas – a sua arte, no dizer de Marcel Duchamp, “é a sublimação de uma árvore ao vento”.
Calder foi o primeiro a explorar o movimento na escultura e um dos poucos artistas a criar uma nova forma – o mobile. Nos últimos anos mantinha um estúdio em Saché, perto de Tours e embora vivesse aí a maior parte do tempo, conservou sua fazenda de Roxbury, Connecticut, comprada em 1933, e que se tornara um verdadeiro repositório de trabalhos e objetos feitos por ele – desde os andirons espiralados da lareira rústica até às bandejas feitas com latas de azeite italiano.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

189ª Aniversário de nascimento de Gregor Mendel, pai da Genética

Seleção Google - 189ª Aniversário de Gregor Mendel
Introdução

Gregor Mendel nasceu em 20 de julho de 1822, num pequeno povoado chamado Heinzendorf, na atual Áustria. Ele foi batizado com o nome de Johann Mendel, mudando o nome para Gregor após ingressar para a ordem religiosa dos agostinianos. Foi ordenado sacerdote no ano de 1847.

Biografia e estudos científicos

Entre os anos de 1851 e 1853 estuda História Natural na Universidade de Viena. Neste curso, adquiri muitos conhecimentos que seriam de extrema importância para o desenvolvimento de suas teorias (leis).

Aproveitou também os conhecimentos adquiridos do pai, que era jardineiro, para começar a fazer pesquisas com árvores frutíferas. Em 1856 já fazia pesquisas com ervilhas, nos jardins do monastério.

Sua teoria principal era a de que as características das plantas (cores, por exemplo) deviam-se a elementos hereditários (atualmente conhecidos como genes). Como passava grande parte do tempo dedicando-se às atividades administrativas do monastério, foi deixando de lado suas pesquisas relacionadas ao estudo da hereditariedade.

Morreu em 6 de janeiro de 1884 sem que tivesse, em vida, seus estudos reconhecidos. Somente no começo do século XX que alguns pesquisadores puderam verificar a importância das descobertas de Mendel para o mundo da genética.

As Leis de Mendel

Primeira Lei: também conhecida com Lei da Segregação, explica que na fase de formação dos gametas, os pares de fatores se segregam.

Segunda Lei: também conhecida como lei da Uniformidade, afirma que as características de um indivíduo não são determinadas pela combinação dos genes dos pais, mas sim pela característica dominante de um dos progenitores (característica dominante).

Segunda Lei: também conhecida como Lei da Recombinação dos Genes, explica que cada uma das características puras de cada de cada variedade (cor, rugosidade da pele, etc) se transmitem para uma segunda geração de maneira independente entre si.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Santayana e o desalento de Dilma. Sanear o Estado !


Lucio Flavio: Governo é governo, empresa é empresa
O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana, publicado no JB online: 
O desalento da presidente

Mauro Santayana

Ao falar, ontem, a emissoras do Paraná, a Presidente Dilma Roussef foi sincera e humana: há muitas coisas no governo que a entristecem. Pode estar certa a chefe de Estado que os brasileiros em sua  imensa maioria comungam do mesmo desalento. Os cidadãos entendem que o ato de governar é difícil, e que reclama habilidade e paciência, mas não  aceitam -  salvo  os interessados na instabilidade política – as pressões que se fazem à presidente. Depois de ouvir um correligionário irado, que se queixava  do tratamento privilegiado a um aliado do governo, Juscelino gastou meia hora tranqüilizando-o. Quando o reclamante saiu, desabafou-se com seu chefe da Casa Civil, Vítor Nunes Leal:
- Aqui, na Presidência, suporto insolência que não agüentaria, se fosse simples prefeito de Diamantina.
Ele não foi prefeito de Diamantina, mas, os que o conheceram prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas,  se lembram de que ele era rigoroso  com seus subordinados, e sabia cobrar as tarefas com energia.
Podemos entender as dificuldades da presidente e não podemos negar-lhe solidariedade e apoio. Não lhe serve de consolo, mas de estímulo, saber que os governantes dos principais países do mundo não se sentem tampouco em plena felicidade nestes últimos meses e anos. Estamos em um daqueles momentos históricos em que a ruptura se anuncia, mas pede líderes sensatos, capazes de criar instrumentos políticos hábeis para vencer a conjuntura perigosa.

Não é seguro que a História se repita, embora os seus movimentos de impaciência sempre se pareçam. O grande fermento das mudanças é a informação, que amplia o entendimento dos homens e suscita idéias novas, nas artes, na filosofia e na política. Isso explica que o Renascimento tenha sido contemporâneo da imprensa, e o Iluminismo, sua continuidade, haja trazido  ebulição intelectual que não só deflagraria a Revolução Francesa, mas também estabeleceria os fundamentos científicos da tecnologia contemporânea.

A química de Lavoisier abriu a imensa perspectiva da produção de sucedâneos das matérias naturais e sem ela seria impensável a nanotecnologia, entre outras conquistas da ciência de hoje. Mas o excepcional cientista deixou-se seduzir pela corrupção, ao participar de uma empresa concessionária da cobrança de impostos, que lesou as finanças revolucionárias, e foi guilhotinado. Não são raros os casos de corrupção de homens geniais.

O que está ocorrendo em algumas áreas do governo felizmente não chega a anunciar horas tão trágicas como as vividas na França de há 220 anos – mas incomoda principalmente os  que têm muito a elogiar na política econômica e social dos últimos oito anos e seis meses. Não se pode perder uma experiência que reduziu drasticamente a desigualdade e promoveu o desenvolvimento do país, de forma tão marcante, em conseqüência dessa promiscuidade entre setores do governo e do parlamento com empreendedores privados.

Um dos mais audaciosos criminosos dos anos 70, o assaltante Lúcio Flávio, ficou famoso por uma sentença óbvia, ao explicar por que não se envolvia com policiais: polícia é polícia, bandido é bandido. A máxima – reduzida a crueza de sua origem e circunstância – pode ser ampliada: governo é governo, empresas privadas são empresas privadas. A realidade – aqui e em todos os países ocidentais, registre-se – mostra que já não há fronteiras nítidas entre a administração pública e os grandes negócios. Os pequenos empresários se candidatam ao poder municipal, e começam a crescer fazendo negócios com a prefeitura. Em seguida se elegem para os parlamentos estaduais e para o Congresso – onde ampliam sua participação nos recursos públicos:   mediante suas próprias empresas, ou se associando a grupos nacionais e internacionais. Em alguns casos, preferem ser apenas intermediários. São lobistas privilegiados, com acesso a todos os níveis de poder.

Estamos chegando aos limites da paciência dos povos. Nos Estados Unidos, Obama não consegue taxar os ricos em favor dos pobres, porque a maioria dos congressistas representa ali os grandes interesses financeiros e industriais, entre eles os dos fabricantes de armas. Na Europa, para salvar o dinheiro dos grandes bancos, os estados nacionais estão indo à falência. A razão é simples: são os ricos que financiam as eleições e a eles os governos prestam obediência.

É interessante relembrar que, na França de 1789, o povo foi às ruas e derrubou a Bastilha em favor de um banqueiro que, na administração das finanças nacionais, corroídas pela ladroagem dos nobres, defendia reformas moralizadoras. Necker teve a lucidez que falta aos banqueiros de hoje – e, por isso mesmo, não perdeu a cabeça naquelas jornadas sangrentas.

A presidente está diante de  arriscada oportunidade: a de iniciar o processo de saneamento da administração do Estado. Os observadores sensatos contam com sua paciência diante da protérvia e sua firmeza estratégica. É certo que enfrentará inimigos poderosos, internos e externos, mas, se assim agir, a maioria do povo brasileiro estará ao seu lado, como esteve nas eleições do ano passado.

O Brasil de Lula da Silva

Da BBC Brasil
Crescimento econômico estimula doméstica a mudar de emprego
Júlia Dias Carneiro
Da BBC Brasil no Rio de Janeiro


A ex-doméstica carioca Leila Ramos Barbosa, investiu nos estudos e atualmente é técnica de enfermagem.
 O crescimento econômico brasileiro vem estimulando a migração de empregadas domésticas para outros setores da economia, como empresas de telemarketing, supermercados ou clínicas hospitalares.

Nas seis principais metrópoles do país, onde mais de 1,6 milhão desempenham serviços domésticos, a tendência tem sido de queda consecutiva no número de empregados no setor desde setembro, aponta o economista Rodrigo Leandro de Moura, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) com a possível migração para outros setores. Nos últimos 12 meses, após alguns anos de sobe-desce, as estatísticas mostram que a categoria perdeu 81 mil pessoas, a maioria em empregos sem carteira assinada
“Ao longo da última década, houve um encolhimento do setor informal da economia, e acredito que as domésticas também estejam seguindo este caminho. É provável que outros setores estejam ‘roubando’ essas trabalhadoras, que estão procurando emprego com carteira assinada”, analisa.

Língua de Trapo e a antevisão de Lula da Silva

Xote Bandeiroso

Língua de Trapo

Composição: Laert Sarrumor
Ai! Meu Deus!
Essa máquina aperreia
(que aperriação)
Passo o tempo
trabalhando,
em completa agonia
Em total escravidão
Mas eu já nem penso mais
em voltar pro meu sertão
(nhanhanhão,
em voltar pro meu sertão)
Quando eu vim
lá do Nordeste,
eu era cabra da peste
Patola e folgazão
Trabalhando noite e dia,
nem sabia que existia
O índice da produção
Os ome lá da indústria,
era cheio de astúcia
e de muita ilustração
O patrão apoquentava
e quanto mais eu trabalhava
Menos eu tinha razão
Eles vinha e dizia:
Severino, seu destino
é ser orgulho da Nação
Se mostrar para o Brasil,
inté na televisão
Hora extra, mais apreço,
tudo isso a baixo preço,
era a competição
E entonce eu fui eleito
o Operário Padrão
(nhanhanhão,
o Operário Padrão)
Ai! Meu Deus!
O mundo dá tantas volta
(velho mundão)
Na conversa com os amigo,
eu fui vendo os perigo
Recebendo informação
E hoje eu nem
quero lembrar
dos tempo de servidão
(nhanhanhão,
dos tempos de servidão)
Minha vida de pelego
se mudou c'o desemprego
c'os tempos de recessão
A fome foi apertando
e em cada emprego que arrumava
mudei minha posição
Da imprensa
perdi o medo,
na prensa perdi o dedo,
fui ganhando instrução
Sempre bom cabra-da-peste,
botei medo na Fiesp
firme na negociação
Eles ainda me dizem:
Severino
bom menino, deixa de
subversão
Tu acaba na cadeia,
teu lugar é no formão
Mas eu tenho confiança
que esse Brasil-criança um
dia vai ver
Cada um se eleger
o Operário Patrão
(nhanhanhão,
o Operário Patrão)
O Operário Patrão

terça-feira, 12 de julho de 2011

Saiba explorar os recursos do Google

Seleção Google - 450º aniversário da Catedral de São Basílio

Começam nesta terça-feira, 12, as comemorações dos 450 anos de fundação da Catedral de São Basílio, templo monumental na Praça Vermelha, de Moscou, dedicada à Intercessão – a mediação que os santos fazem em benefício dos fiéis. Devido a essa característica da Catedral, as comemorações vão se estender por três meses, até 14 de outubro, quando a Igreja Ortodoxa Russa comemora o Dia da Intercessão
[Deve-se observar que a fundação da Catedral de São Basílio, comemorada em 12 de julho na Rússia, é também considerada, pela diferença histórica dos calendários, como tendo ocorrido em 29 de junho, e nessa data foi também noticiada aqui no site Diário da Rússia.]


Construída por ordem de Ivã o Terrível, a Catedral de São Basílio, na Praça Vermelha, é um símbolo da Moscou fantástica e monumental
A Catedral de São Basílio, que até hoje se ergue majestosa na Praça Vermelha, em Moscou, foi construída por ordem de Ivã o Terrível, em homenagem à conquista russa de Kazan e Astracã. Segundo reza a lenda, o Czar Ivã gostou tanto do templo que mandou cegar o seu arquiteto, Postnik Yakovlev, para que ele não tivesse condições de construir uma obra parecida em outra cidade. A Catedral de São Basílio é desde 1990 parte do conjunto do Kremlin e da Praça Vermelha, Patrimônio Mundial da UNESCO, o órgão das Nações Unidas voltado para a Educação, Ciência e Cultura. O edifício original – a Igreja da Trindade e, depois, Catedral da Trindade – era circundado por outros oito templos, um deles erguido sobre o túmulo de São Basílio.

Desde 1928, a Catedral também funciona como filial do Museu Histórico do Estado. Recentemente, foram concluídas as obras de reforma da Catedral, que demoraram 10 anos e consumiram 390 milhões de rublos, cerca de 22 milhões de reais.

(Fonte: Diário da Rússia)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Da série "Leitura essencial"

Ricos pagam pouco

Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da USP


(Publicado originalmente na Folha de S. Paulo, 28/6/2011)

Há alguns dias, uma pesquisa veio mostrar o que todos aqueles que realmente se preocupam com reforma tributária no Brasil sabem: os ricos pagam pouco imposto.
Quem recebe R$ 3.300 por mês, leva para casa, descontados Imposto de Renda e Previdência, 84% do seu salário. Já alguém que ganha R$ 26.600 por mês, leva 74%.
Um profissional holandês, por exemplo, pode contar apenas com 55% de seu salário, e mesmo um norte-americano traz para casa menos que um brasileiro: 70%.
Ao mesmo tempo em que descobríamos a vida tranquila dos ricos brasileiros, chega a notícia de que a quantidade de milionários no Brasil aumentou 5,9% em 2010, atingindo a marca de 115,4 mil pessoas com fortuna de, ao menos, US$ 1 milhão.
O que não deveria nos surpreender. Afinal, vivemos em um país onde o processo de concentração de renda está tão institucionalizado que as classes mais abastadas têm um sistema de defesa de seus rendimentos sem par em outros países industrializados.
Dentro de alguns anos, a chamada nova classe média descobrirá que não conseguirá mais continuar sua ascensão social. Entre outras coisas, ela tomará consciência de como seu orçamento é brutalmente corroído por despesas com educação e saúde.
Um Estado preocupado com seu povo taxaria os ricos e as grandes fortunas a fim de ter dinheiro suficiente para criar um verdadeiro sistema público de educação e saúde.
Por que não criar, por exemplo, um imposto sobre grandes fortunas vinculado exclusivamente à educação? Isto permitiria que essa nova classe média continuasse sua ascensão social.
Tal ascensão seria ainda mais facilitada se a carga tributária brasileira parasse de privilegiar o consumo, e focasse a renda. Uma carga focada no consumo, ou seja, embutida em produtos, é mais sentida por quem ganha menos.
Há pouco, um estudo mostrou como o 0,1% mais bem pago no Reino Unido recebia, em 1979, 1,3% dos salários.
Hoje, recebe 5% e, em 2030, deve receber 14%.
Costuma-se dizer que uma das maiores astúcias do Diabo é nos convencer de que ele não existe. Uma das maiores astúcias do discurso conservador é nos convencer, diante de dados dessa natureza, de que conflito de classe é um delírio de esquerdista centenário.
Mesmo que vejamos um processo brutal de concentração de renda institucionalizado e intocado por qualquer partido que esteja no poder, mesmo que vejamos a tendência de espoliação dos recursos de países industrializados por camadas mais ricas da população, tudo deve ser um complô dos incompetentes contra aqueles que bravamente venceram na vida graças apenas a seu entusiasmo e capacidade visionária, não é mesmo?

VLADIMIR SAFATLE escreve às terças-feiras nesta coluna.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Os mano pede, as mina dá. Depois vão no Ratinho pra pedir DNA...

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FHC foi ao Programa do Ratinho pedir DNA alegando que suspeitava não ser o pai do filho da jornalista Mirian Dutra (recordando: em 1991 FHC teve um affair com a jornalista da Globo e nasceu um rebento. Para proteger FHC, a Globo mandou a Mirian para a Espanha e a manteve lá (e na França) até hoje. FHC, por seu turno, segundo se suspeita, pagava pensão e comprava tudo que o garoto precisava com o cartão corporativo da Presidência da República. Em 2009, com somente 18 anos de atraso, FHC reconheceu oficialmente o filho. Aí, então, a mídia chapa branca contou a história, que toda a imprensa já conhecia havia quase duas décadas). Agora, junho de 2011, FHC recebeu o resultado do DNA, que dizia: você não é o pai! O assunto caiu na mídia e o povo bem-humorado está comentando nos blogs. Segue uma seleção dos comentários mais inspirados:

“É nisso que dá ficar fumando maconha. Depois não lembra direito com quem transou.”

“FHC e essa mania de assumir a paternidade do que não fez: primeiro o Plano Real, agora esse menino. Onde isso vai parar minha gente!!!!”

 “Como bom tucano que é, terceirizou até a amante.”

 “Eu sabia que chupim bota ovo pra tico-tico cuidar, mas… tucano é a primeira vez.”

“Se tudo que o FHC diz que fez, acabou sendo feito pelo Lula…., nessa hora Dna Marisa deve estar com a pulga atrás da orelha…”

"Se o Plano Real é do Itamar, o Genérico é do Jamil Haddad, o Bolsa Família é do Lula e o Filho é do Boto, o que é que é do FHC então?"

“Olha, quem mais deve estar rindo até agora disso tudo é o menino. De felicidade….escapou de ter um pai como o FHC.”

“Agora só falta a capa da Veja, com a sombra de FHC, e os dizeres: "Será que ele sabia?”

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Miguel Nicolelis e as fronteiras das neurociências



A entrevista foi exibida em 21 de junho de 2011

Seleção Google - Festas Juninas

Festas juninas, festa de São João ou festas dos santos populares são celebrações que acontecem em vários países historicamente relacionadas com a festa pagã  do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada  na Idade Média como "festa de São João".

Essas celebrações são particularmente importantes no Norte da Europa — Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia —, mas são encontrados também na Irlanda, na Galiza, partes do Reino Unido (especialmente na Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália. (Wikipédia)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Seleção Google - Solstício de Inverno


Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o inicio do inverno. Ocorre normalmente por volta do dia 21 de junho no hemisfério sul e 22 de dezembro no hemisfério norte. Esta data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral à associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento.
Definição - A palavra solstício vem do latim sol (Sol), e sistere (que não se move).
O solstício de inverno ocorre quando o sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. Embora sua data não seja a mesma em todos os anos, pode-se dizer que ocorre normalmente por volta do dia 22 de dezembro no hemisfério norte/21 de junho no hemisfério sul.
Esse momento não é fixo no calendário gregoriano em função do ano tropical da terra não ser um múltiplo exacto de dias.
Importância cultural e religiosaEsta data tinha grande importância para diversas culturas antigas que geralmente realizavam celebrações e festivais ligados às suas religiões.
ChinesesNo calendário chinês, o solstício de Inverno chama-se dong zhi (chegada do Inverno) e é considerado uma data de importância extrema, visto ser aí festejada a passagem de ano.
Europa pré-cristãOs povos da Europa pré-cristã, chamados pelos católicos de pagãos, tinham grande ligação com esta data.
Segundo alguns, monumentos como Stonehenge eram construídos de forma a estarem orientados para o por do sol do solstício de inverno e nascer do sol no solstício de verão.
Na Europa pós-cristã, a festa do Solistício de Inverno foi renomeada para o nascimento de Jesus e mascarada como uma festa cristã, tendo a sua data sido alterada alguns dias para o dia 25 de Dezembro.
Roma antigaEntre os romanos os festivais eram muito populares. O período marcava a Saturnália, em homenagem ao deus Saturno. O deus persa Mitra, também cultuado por muitos romanos, teria nascido durante o solstício. Divindades ligadas ao Sol em geral eram celebradas no solstício também.
Com a introdução do cristianismo no Império Romano houve, por parte da Igreja Católica, uma tentativa de cristianizar os festivais "pagãos". Há indícios de que a data de 25 de dezembro foi escolhida para representar o nascimento de Cristo já no século IV. Há evidência bíblica de que Jesus não teria nascido durante o inverno, pois, no momento do nascimento, pastores estavam cuidando de seus rebanhos nas vigílias da noite, e o período do solstício, visto como o renascimento do Sol, carrega forte representatividade. Além disso, conseguiu aproveitar a popularidade das festividades da época.
NeopaganismoHoje esta data é revivida na celebração do Sabbat Neopagão Yule. Que revive algumas antigas tradições religiosas dos povos europeus pré-cristãos.
Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mídia leva "bola" das empreiteiras para detonar a Lei anti-cartel

Como já disse alguém, "o moralismo (falso) é o último reduto dos velhacos".

Da Carta Maior

Empreiteira não aceita 'em nenhuma hipótese' lei anti-cartel na Copa

Aprovada na Câmara, lei de licitações especial para Copa do Mundo tem regra que governo chama de anti-cartel e empreiteiros boicotam. Em documento, associação de construtoras diz que não aceita "em nenhuma hipótese" mecanismo que é recomendado internacionalmente contra conluio entre empresas. Segundo um ministro, empreiteiras patrocinam noticiário negativo sobre lei especial. Objetivo seria desmoralizá-la para Congresso não aprovar. Construtoras preparam-se para fazer lobby no Senado.

André Barrocal

BRASÍLIA – As empreiteiras não aceitam “em nenhuma hipótese" uma regra que o governo chama de “anti-cartel” e propôs na lei de licitações especial que defende para obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. O dispositivo boicotado pelas construtoras autoriza o setor público a não revelar sua estimativa de custo de erguer uma determinada obra, antes de fazer o leilão para escolher quem vai tocá-la.

“Em nenhuma hipótese o orçamento previamente estimado pela Administração deverá ser fornecido somente após o encerramento da licitação”, diz a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em documento assinado pelo presidente da Comissão de Obras Públicas da entidade, Arlindo Moura. Para a CBIC, essa modelagem abriria possibilidade de uso de “informação privilegiada” por parte de alguma empresa.

O governo também usou palavras fortes para defender o mecanismo, aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (15/06). Para a presidenta Dilma Rousseff, ele combate “formação de cartel”. Para o ministro do Esporte, Orlando Silva, impede “conluio” entre empresas.

Os dois argumentaram, em entrevistas dadas na sexta-feira (17/06), que, ao esconder das empresas seus cálculos financeiros, o governo tira delas uma referência em torno da qual poderiam combinar os lances que farão num leilão. Os valores seriam conhecidos de início apenas pelos tribunais de contas, que fiscalizam as administrações públicas, e pelos órgãos de controle dos próprios poderes executivos.

A ocultação do orçamento em licitações, segundo Dilma e Silva, é recomendado internacionalmente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e aplicada na União Européia.

O governo considera este é um dos pontos fundamentais da lei de licitações exclusiva para Copa e Olimpíada que propôs ao Congresso, chamado burocraticamente de Regime Diferenciado de Contratação (RDC). O RDC tem normas mais draconianas do que a Lei de Licitações (8.666, de 1993) para, segundo o governo, tentar proteger melhor o interesse público contra o interesse das empreiteiras.

O projeto impede, por exemplo, que uma empresa assine contrato com o setor público e depois peça aumento de preço por causa de algum problema de engenharia surgido durante a obra. A possibilidade de fazer aditivos aos contratos está prevista na Lei de Licitações e, diz um técnico do governo, produz “aditivos infinitos” que só favorecem as construtoras.

Pelo RDC, somente a Federação Internacional das Associações de Futebol (Fifa) e o Comitê Olimpíco Internacional (COI) é que terão autoridade para pedir revisão de valores.

No documento em que condena a idéia de ocultação do orçamento, resultado de uma reunião de dirigentes da entidade realizada dia 18 de maio, a CBIC faz uma série de críticas ao RDC, mostrando que o setor não concorda com a essência da proposta.

Para o governo, este é o motivo de a aprovação do RDC na Câmara dos Deputados, especialmente no caso do “orçamento oculto”, ter sido noticiado de forma condenatória. Na imprensa, prevaleceu, num primeiro momento, a interpretação de que o governo queria “esconder” os gastos com Copa e Olimpíada.

Um ministro disse à Carta Maior que tal interpretação foi “com certeza” patrocinada pelos empreiteiros. Segundo um técnico do governo, “grandes empreiteiras” estariam por trás do balizamento do noiticiário sobre o RDC porque querem continuar se beneficiando de brechas na Lei de Licitações tradicional. O objetivo seria desmoralizar a ideia do RDC perante a opinião pública, para que o Congresso não o aprove.

Derrotadas na Câmara, as empreiteiras preparam-se agora para fazer lobby no Senado contra o RDC.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O Rio, numa história curta

Leandro Sapucahy e Marcelo D2- Numa Cidade Muito Longe Daqui

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Adeus, Palocci!

Palocci saiu de R. Preto, mas R. Preto não saiu dele.

O ministro Antonio Palocci tem que ir embora do governo não porque a oposição quer, ou porque o PIG (Partido da Imprensa Golpista) trata como crime as mesmas práticas que elogia na turma dos Demos/Tucanos. Palocci tem que ir embora porque seu projeto não é o mesmo do Governo da Dilma, do presidente Lula, do PT. O ministro poderia ter investido o dinheiro que ganhou fazendo lobby quando era deputado na compra de uma usina de etanol; podia ter se associado a uma indústria qualquer; poderia ter comprado uma fazenda para criar gado, produzir arroz ... Podia ter financiado pesquisas científicas para explorar patentes; podia ter se associado a outros médicos e montado um hospítal, uma clínica. Podia ter investido o seu dinheiro no processo produtivo, na geração de renda, na criação de riqueza e conhecimento, na criação de empregos. Mas não, ele preferiu comprar um apartamento luxuoso de R$ 6,6 milhões nos Jardins paulistanos para endentrar ao "mundo de Caras" e casar os filhos com socialites (como fez Mercadante). Portanto, Palocci quer apenas enriquecer, enquanto a Dilma quer erradicar a miséria. É óbvio que os objetivos são incompatíveis, daí porque os dias do ministro-chefe da Casa Civil estão contados. Ele não vai sair porque o PIG quer, ou porque a oposição quer. Vai sair porque seu projeto de vida confronta com o projeto de País do governo da presidente Dilma Roussef. E isso não é pouca coisa.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dilma adverte Temer: "não faça merda!"

Antes de deixar o governo sob os cuidados do deputado Michel Temer e viajar para o Uruguai, a presidente Dilma fez uma severa advertência ao vice:

"Não mexa em nada, hein?! Eu sei tudo que tem no Planalto!"