A
mídia é uma quadrilha, mas isso não é normal, pelo menos não em um país
que se quer civilizado. Você que é empresário por acaso entrega um
produto de alta qualidade para o cliente que é da sua turma e
uma peça podre para quem pertence a outra turma? Evidente que não! Mas a
indústria da mídia faz isso e vai continuar fazendo, e faturando
bilhões dos cofres públicos, enquanto o público que consome notícias
achar que essa prática é normal.
Fonte: Blog Limpinho & Cheiroso
Banqueiro do propinoduto tucano vendeu apartamento a FHC. Já pensou se fosse o Lula?
O dono do banco onde
estava a conta “Marilia” – que abastecia o propinoduto da Siemens, no
cartel dos trens de São Paulo – é a mesma pessoa que vendeu o
apartamento adquirido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, logo
que deixou a Presidência. E é um veterano conselheiro de políticos.
Trata-se do banqueiro Edmundo Safdié. Em 2006, tornou-se réu, acusado de
lavagem de dinheiro do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, incurso na
Ação Pena Pública nº 2004.61.81.004588-1, que tramita em segredo de
Justiça (clique aqui).
A rigor, a compra do apartamento pode ser apenas coincidência. O apartamento adquirido – 450 m2
do Edifício Chopin, rua Rio de Janeiro, Higienópolis – fica a poucos
metros do antigo apartamento de FHC, na rua Maranhão. Na época, FHC
anunciou que pagara R$1,1 milhão pelo apartamento – valor considerado
muito baixo por moradores do edifício. Mas também podia ser um agrado de
Safdié, para se vangloriar de vender um imóvel para um ex-presidente.
Em outras operações, Safdié foi mais controvertido. E a reincidência
na lavagem de dinheiro – após o caso Pitta – pode explicar as últimas
movimentações de Edmundo Safdié, vendendo seus ativos para outro banco.
A conta “Marília” estava no Leumi Private Bank da Suíça, antigo Multi
Commercial Bank. Entre 1998 e 2002 – segundo documentos em poder da
Polícia Federal –, a conta movimentou €20 milhões. Alston e Siemens – as
principais financiadores do esquema – compartilhavam a conta. Segundo
revelou ao Estadão o ex-presidente da Siemens Adilson Primo, a
movimentação era feita pela própria matriz da empresa. Fontes do
Ministério Público Estadual informaram a IstoÉ que dessa conta
saiu o dinheiro para o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE)
Robson Marinho e para os lobistas Arthur Teixeira e José Geraldo Villas
Boas (leia aqui).
Nesse período, a instituição era controlada por Safdié, da tradição
dos banqueiros libaneses-judeus que aportaram no Brasil no pós-Guerra e
especializaram-se em administrar fortunas nos grandes mercados
internacionais. A saga dos Safdié Edmundo Safdié (foto)
foi um brilhante banqueiro que fundou o Banco Cidade em 1965 e, nos
tempos do regime militar, mantinha estreitas relações com o general
Golbery do Couto e Silva.
Em 1966 entrou no ramo de gestão de fortunas e administração de
recursos no mercado internacional. Adquiriu em Genebra, Suíça o Multi
Commercial Bank, mais tarde convertido em Banco Safdié. Em 1988 criou o
Commercial Bank of New York (clique aqui)
No final dos anos de 1990, a família decidiu concentrar-se em gestão
de patrimônio, reorganizou as empresas e concentrou a gestão de
patrimônio no banco suíço.
No final de 2012, o Banco Safdié foi adquirido pelo Leumi, maior
banco de Israel pelo critério de ativos. No Brasil, a família
concentrou-se apenas na gestão de ativos depois que a crise de 2008
lançou desconfiança geral sobre gestores de ativos. Também podem ter
contribuído para a reestruturação do grupo as ações internacionais
contra lavagens de dinheiro, que expuseram Edmundo no caso Celso Pitta (clique aqui). O apartamento de FHC
Logo que saiu da Presidência, Fernando Henrique Cardoso adquiriu de
Edmundo Safdié o apartamento no 8º andar do Edifício Chopin, a poucos
metros de seu apartamento anterior.
Na época, anunciou-se o preço de R$1,1 milhão. Embora anterior ao
boom de imóveis em São Paulo, considerou-se que o preço estava
subavaliado, para um imóvel de 450 metros quadrados (clique aqui).
A
Mídia é uma quadrilha, e só o Ministério Público ainda não descobriu
isso! Folha de São Paulo, Estadão, Globo ou Band - um desses grupos de mídia avisou ao
prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, que vai sabotar a sua
administração, caso insista em aumentar o IPTU dos milionários
paulistanos. Imprensa é concessão pública, então uma concessão pública
está sendo usada para ameaçar e chantagear o prefeito da maior cidade
brasileira. Essa notícia só está sendo divulgada porque as mídias
sociais quebraram o monopólio que os grandes grupos
de comunicação detinham sobre a informação.
Desperta, Ministério Público de São Paulo, e usa seu poder/dever outorgado pela Constituição Federal para abrir investigação a fim de apurar qual é o grupo de mídia que está usando a concessão pública para ameaçar e chantagear o prefeito Fernando Haddad (até que enfim um FH que presta!).
Segue notícia do Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães
Haddad revela a blogueiros que grupo de mídia declarou guerra ao IPTU progressivo
Na última segunda-feira (16), o prefeito Fernando Haddad deu uma
longa entrevista na sede da prefeitura a um grupo de blogueiros.
Entrevistaram-no Maria Inês Nassif (Carta Maior), Paulo Henrique Amorim
(Conversa Afiada), Renato Rovai (Revista Fórum), Eduardo Maretti (Rede
Brasil Atual) e também, com muita honra por estar lá, este que escreve.
Durante cerca de 90 minutos, o prefeito de São Paulo respondeu com
desassombro, serenidade e humildade a uma saraivada de questões. Ouviu
críticas, inclusive. E chegou a reconhecer que procediam as que recebeu
sobre falhas na comunicação de seu governo.
A entrevista foi transmitida ao vivo por streaming pelo site da
Revista Fórum, pelo site Conversa Afiada e pela Rede Brasil Atual.
Este blogueiro, porém, não conseguiu transmitir a entrevista nesta
página devido ao fato de que toda sua equipe – ou seja, ele e mais ele
mesmo – estava consigo, o código de incorporação do vídeo da entrevista
só foi entregue aos blogueiros envolvidos pouco depois de chegarem à
sala de imprensa da Secom, na prefeitura, e, portanto, não havia quem o
colocasse aqui e publicasse o post.
O site Conversa Afiada, o da Revista Fórum e o portal R7,
porém, fizeram ótimas matérias e que completaram umas às outras sobre
quase tudo que foi discutido na entrevista. Para ler tais matérias,
clique no link no nome de cada site, neste parágrafo.
Apesar da boa cobertura que – por falta de divulgação da gravação da
entrevista pela Secom – os sites acima citados tiveram que reproduzir a
partir das suas anotações, como acontece com toda visão plural sobre o
mesmo assunto um site deixou de relatar coisas que outro relatou. Em
comum, porém, os três deixaram de lado uma revelação espantosa feita por
Haddad.
A preocupação principal deste blogueiro foi levar ao prefeito queixas
que tem recebido de seus leitores nesta página e nas redes sociais
quanto à política de comunicação do governo da capital paulista. Queixas
com as quais concorda, diga-se.
Abaixo, reproduzo a íntegra da principal pergunta que este blogueiro
fez ao prefeito de São Paulo e que gerou uma resposta surpreendente de
parte dele, a qual, mais adiante, será relatada.
—– Pergunta de Eduardo Guimarães ao prefeito Fernando Haddad Prefeito Haddad, obrigado por nos receber. Antes de perguntar, quero testemunhar que é a segunda vez neste
ano que o entrevisto. Ainda assim, prefeito, há quase consenso contra
suas políticas de comunicação. Diante da questão política, pois,
questões administrativas, que são importantíssimas, ficam prejudicadas. Mas minha pergunta não é exclusivamente sobre comunicação. É, mais do que tudo, sobre política. Dizem que em um momento em que o senhor deveria estar fazendo
política inclusive nos fins de semana – devido à queda da aprovação ao
seu governo nas pesquisas –, o senhor reservou esses dias para a
família. Dizem que o senhor não gosta de política. Dizem também que o senhor privilegia a grande mídia e que não dá
maior importância às mídias ditas alternativas. Devido à grande mídia,
porém, seu governo se tornou responsável pela corrupção no governo de
seus antecessores Gilberto Kassab e José Serra. Não bastando tudo isso, novamente um governo paulistano do PT
está sendo acusado de criar ou aumentar taxas e impostos. E essa medida é
adotada estando a popularidade desse governo fortemente abalada. Seu governo paga até hoje o preço dos protestos de junho, ligados
ao transporte, enquanto que o governo Geraldo Alckmin, apesar dos
escândalos que enfrenta envolvendo o mesmo transporte público, vem
recuperando aprovação. O vereador Antonio Donato é um dos autores da investigação sobre a
máfia do ISS, mas foi defenestrado de seu governo “a pedido”. Essa
demissão, porém, soou aos paulistanos como uma confissão de culpa. Dizem
que se ele não tivesse culpa teria ficado no cargo. O senhor diz que não se arrepende de nenhuma dessas medidas ou
posturas, mas dizem que elas estão arrasando a imagem de seu governo.
Contudo, o senhor soa despreocupado com o aspecto político, que é o que o
impede, por exemplo, de aumentar o IPTU. Minha pergunta, portanto, é a seguinte: sabendo que cargos
executivos na administração pública são cargos políticos, não está na
hora de o senhor começar a fazer mais política, prefeito?
[...]
—–
Haddad não só reconheceu que têm havido falhas na comunicação de sua
administração, mas também revelou outros problemas que essas falhas vêm
gerando.
Relatou, por exemplo, que incontáveis políticas públicas em andamento
não são divulgadas porque a mídia não se interessa por reproduzi-las.
Relatou, inclusive, que por falha de comunicação da prefeitura há quem
pense, por exemplo, que seu governo é o responsável pelo metrô
paulistano…
Mas não ficou por aí. Quando o assunto resvalou no aumento do IPTU,
ou melhor, na nova política de progressividade do IPTU e que ora se
encontra sub judice por conta de ação impetrada pela Fiesp, Haddad fez
uma revelação estarrecedora. Segundo o prefeito de São Paulo, tão logo viu o noticiário da grande
mídia sobre sua proposta para o IPTU procurou um dos maiores grupos de
comunicação do país para “esclarecê-lo” sobre o fato de que não havia
propriamente um aumento do imposto, mas uma política de baixá-lo nas
áreas mais pobres da cidade e elevá-lo nas mais ricas. Detalhe: explicou, didaticamente, que muito mais paulistanos
passariam a pagar menos IPTU e que os aumentos atingiriam a uma parcela
bem menor dos munícipes.
Haddad revela que se surpreendeu ao ouvir desse interlocutor – que,
supõe-se, seja da direção desse grande grupo de comunicação – a
enormidade de que todas as suas plataformas de mídia – jornais,
revistas, rádios, televisões e portais de internet – tinham ordem de
combater sem tréguas essa política pública. O prefeito ouviu, pois, uma
virtual declaração de guerra à sua política para o IPTU.
Apesar de a entrevista ter sido meio caótica devido ao fato de que os
blogueiros presentes tinham visões diferentes sobre os assuntos
levantados, nas visão deste que escreve foi excelente. Quem a assistiu
pôde ver um Haddad sereno e consciente de que algo precisa mudar em sua
administração. Nem que seja, apenas, sua política de comunicação.
*
PS: O prefeito Fernando Haddad não quis revelar o nome do tal
“grande grupo de comunicação” que praticamente o ameaçou. Fica, pois,
para sua imaginação, leitor, adivinhar que grupo seria esse…
A atriz da Globo, Maitê Proença, recebe dos cofres públicos de São Paulo uma "Bolsa Louis Vuitom" de R$ 13 mil por mês para não fazer merda alguma. 1,5% sobre o salário. Foi esse percentual ENORME que o pai da Maitê
Proença pagou para passar a sua aposentadoria milionária para a filha da
p... Ela não é a única, há milhares de filhas de membros do Judiciário e
de Militares vivendo nas costas do povo e enchendo a boca para falar de
CORRUPÇÃO! E você aí achando que o problema é o Mensalão....
Fonte: portal Yahoo Entretenimento
Maitê Proença fala sobre pensão que recebe do governo: “É um direito adquirido”
Foto: Agnews
Uma matéria da revista "Época" publicada em novembro trouxe à mídia uma polêmica envolvendo o nome de Maitê Proença,
55. O texto dizia que a atriz recebe R$ 13 mil por mês de pensão por
ser filha solteira do procurador da Justiça Eduardo Gall, falecido em
1989.
Durante o evento do lançamento de um livro no Rio de Janeiro, Maitê foi questionada sobre esse assunto. Ela deu sua versão da história:
"Aquilo lá é um direito adquirido, meu pai durante toda vida pública
dele pagou para que a filha tivesse um benefício, ele pagou isso todo
mês. Dentro do salário do meu pai havia um percentual mensal que ele
pagou durante 40 anos, está pago, não podem tirar o que ele já pagou,
podem alterar a lei depois, mas não podem alterar algo que já foi pago",
declarou ao site "R7".
A reportagem da "Época" lembra que a atriz recebe o dinheiro por ser
solteira, mas, em 1990, nasceu sua filha Maria, fruto do relacionamento
com o empresário Paulo Marinho. A justiça de São Paulo chegou a cortar o
benefício, alegando que ela vivia uma união estável. Mas Maitê recorreu ao Supremo e conseguiu recuperar sua pensão.
Sugestão para fazer com o Roberto Carlos quando for gravar o vomitável especial de fim de ano da Globo: amarrá-lo no alto do Morro da Urca até começar 2014. E lhe tapar a boca para que não dê aquelas risadas mais falsas que o cabelo de um certo senador siliconado, nem profira "são tantas emoções..."
O PSDB/DEMo/PPS aparelhou o Ministério Público
e o Judiciário para sentar em cima dos casos de corrupção envolvendo a
quadrilha. Se os elementos profissionais do MP e do Judiciário não se
levantarem, a parte podre vai transformar as instituições num PCC da
"massa cheirosa".
Fonte: Blog Conversa Afiada
Engavetador volta ao trensalão. Tucanos aliviados !
Durante três anos de Grandis se esqueceu de investigar os tucanos. Agora vai se lembrar …
Saiu na Folha (*) informação de Flávio Ferreira e Mario Cesar Carvalho:
“Mesmo investigado por duas corregedorias por ter engavetado um pedido de cooperação da Justiça suíça no caso Alstom (conhecido como “trensalão tucano”- PHA) o procurador (sic) da República Rodrigo de Grandis reassumiu o inquérito”.
De Grandis desculpou-se com a informação (sic) de que os pedidos estavam arquivados numa pasta errada !
Viva o MPF !
O novo Procurador Rodrigo Janot tinha chamado de Grandis às falas.
Pelo jeito, o pedido de Janot ficou perdido numa pasta errada.
O MPF tem um problemas com pastas.
O Procurador-Geral da Republica (e, depois, advogado de Daniel
Dantas) Antonio Fernando de Souza denunciou Ali Babá (Lula) e os 40
ladrões, mas, procurou, procurou e, na pasta investigada, não achou o
Daniel Dantas no Valeriodantas.
Seu sucessor, que o senador Collor, da tribuna do Senado, chamou muitas vezes de “prevaricador”, também não achou na pasta o Demóstenes, o Palocci, o Cachoeira, o Caneta, o Aécio nem o Daniel Dantas.
Os tucanos estão aliviados com o triunfal retorno do de Grandis.
Ufa !
O problema agora está nas mãos da Ministra Rosa Weber, que vai relatar no Supremo o trensalão tucano.
Se valer súmula vinculante do mensalão (o do PT), o Padim Pade Cerra e o Alckmin vão em cana.
Porque, no julgamento do mensalão (o do PT), a Ministra Weber
considerou que deveria condenar o Dirceu exatamente por causa da
dificuldade de provar que ele era o chefe da quadrilha.
Nesse caso, será mais fácil configurar a responsabilidade de Cerra e Alckmin.
A menos que a “peça acusatória” que vier do Ministério Público se perca numa tucana pasta.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é
um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões.
Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de
condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”;
da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”,
porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e
depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos
anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos
torturadores.
Quero ver a parte podre do MP e do Judiciário
proteger corruptos da quadrilha agora: investidores privados vão atrás
de dinheiro roubado por políticos e empresários brasileiros em troca de
comissão pelo repatriamento do furto. A Justiça já tinha sido
privatizada para, enfim, funcionar (Arbitragem); agora a parte corrupta e
ineficiente do Ministério Público será substituída pelos grandes
escritórios de advocacia.
A Justiça de SP quer que a pobreza e a classe
média paguem mais IPTU para os ricos pagarem menos. Essa é a Justiça
Social do DEMo/PSDB/PPS.
Fonte: MobilizaçãoBR (Facebook)
O PSDB é contra Justiça Social
A
ideia de que justiça nem sempre é sinal de igualdade não é um conceito
fácil. E por trás do reajuste do IPTU da cidade de São Paulo está a
ideia de que não se pode tratar diferentes como iguais – e que, para
fazer justiça, quem pode mais tem que pagar mais. E boa parte da
população de São Paulo sairá ganhando. A regra é clara. Agora, a régua que mede uma casa na periferia não será mais a mesma da
construção em bairros mais centrais, valorizados. O metro quadrado de
área construída em bairros nobres é mais caro que o metro da periferia,
nada mais justo. Bom lembrar que, de cada três moradores da cidade,
um sequer paga imposto, é isento do IPTU. E entre aqueles que pagam,
quase dez por cento pagarão menos que no ano passado (quase 230 mil
imóveis). Aposentados com renda de até três salários mínimos também
não pagam IPTU. Para os aposentados não isentos, há desconto para
aqueles com mais dificuldade: desconto de 50% para que recebe até quatro
salários mínimos e de 30% para quem recebe até cinco salários. Isso é justiça tributária. Justiça social.
Você que paga impostos para manter o Poder Judiciário e o Ministério
Público está bancando essa farra do bicheiro Carlinhos Cachoeira
(PSDB/GO). Ele está condenado a 40 anos de cadeia, mas o desembargador
Tourinho de Tal deu a ele um Habeas Corpus Delivery para gozar a vida.
Ele é o verdadeiro governador de Goiás, o que significa que o Estado
virou uma quadrilha organizada. Já o crime do Genoíno e do Dirceu foi
comprar deputados vagabundos para acabar com a farra das aposentadorias e
pensões milionárias do Judiciário e do MP, que são bancadas pelos
trabalhadores da CLT. Agora que você já sabe disso, estufe o peito e
diga: porque o Mensalão bla bla bla
Fonte: portal Terra
Fotos de Cachoeira em resort de luxo revoltam internautas
As fotos da lua de mel geraram revolta entre internautas Foto: Rodrigo Nunes / Futura Press
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos
Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi flagrado neste fim de semana
passando a lua de mel com a esposa, Andressa Mendonça, em um luxuoso
resort na Península de Maraú, no sul da Bahia. O bicheiro, que foi
condenado a quase 40 anos de prisão, está solto devido um habeas-corpus.
O resort Kiaroa, onde ficou o casal, fica próximo à praia de Taipús
de Fora. As diárias do local passam dos R$ 3 mil em suíte simples e
chegam a R$ 10 mil em bangalô luxo.
As imagens do bicheiro no luxuoso estabelecimento geraram revolta
entre os internautas. A internauta Silvana_P (@Silvana_P1) ironizou:
"Alguém sabe me dizer em qual escola de samba o Cachoeira vai desfilar
esse ano?" Em uma notícia que destacava a bermuda florida do
contraventor, o usuário do Twitter Mario Maza (@mariomaza1) afirmou que
"era para estar em outro lugar e de roupa listrada". Marcelo Vicente
(@marcelokv) foi cínico: "Carlos Cachoeira vai dormir toda noite com a
consciência pesada. Só que não".
Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do
jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi
preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de
2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz,
assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia
propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de
parlamentares que ficou conhecido como mensalão.
Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF
apontaram diversos contatos entre Cachoeira e o senador Demóstenes
Torres (GO), então líder do DEM no Senado. Ele reagiu dizendo que a
violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios
legais, confirmou amizade com o bicheiro, mas negou conhecimento e
envolvimento nos negócios ilegais de Cachoeira. As denúncias levaram o
Psol a representar contra Demóstenes no Conselho de Ética e o DEM a
abrir processo para expulsar o senador. O goiano se antecipou e pediu
desfiliação da legenda.
Com o vazamento de informações do inquérito, as denúncias começaram a
atingir outros políticos, agentes públicos e empresas, o que culminou
na abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do
Cachoeira. O colegiado ouviu os governadores Agnelo Queiroz (PT), do
Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, que negaram
envolvimento com o grupo do bicheiro. O governador Sérgio Cabral (PMDB),
do Rio de Janeiro, escapou de ser convocado. Ele é amigo do empreiteiro
Fernando Cavendish, dono da Delta, apontada como parte do esquema de
Cachoeira e maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos
três anos.
Demóstenes passou por processo de cassação por quebra de decoro
parlamentar no Conselho de Ética da Casa. Em 11 de julho, o plenário do
Senado aprovou, por 56 votos a favor, 19 contra e cinco abstenções, a
perda de mandato do goiano. Ele foi o segundo senador cassado pelo voto
dos colegas na história do Senado.
Em 21 de novembro, após 265 dias preso, Carlinhos Cachoeira, deixou a
penitenciária da Papuda, em Brasília. No mesmo dia, o contraventor foi
condenado pela 5ª Vara Criminal do Distrito Federal a uma pena de 5 anos
de prisão por tráfico de influência e formação de quadrilha. Como a
sentença é inferior a 8 anos, a juíza Ana Claudia Barreto decidiu soltar
Cachoeira, que cumpriria a pena em regime semiaberto.
No dia seguinte, o Ministério Público Federal (MPF) de Goiás pediu
nova prisão do bicheiro, com base em uma segunda denúncia contra ele e
outras 16 pessoas, todos suspeitos de participar de uma intensificação
de ações criminosas em Brasília. O pedido foi negado pela Justiça.
No dia 7 de dezembro, Cachoeira voltou a ser preso. O juiz Alderico
Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiás, condenou o bicheiro a 39
anos, 8 meses e 10 dias de reclusão por diversos crimes relativos à
Operação Monte Carlo e determinou sua prisão preventiva. A defesa
recorreu e, quatro dias depois, o juiz federal Tourinho Neto, do
Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu novo
habeas-corpus e Cachoeira foi libertado.
Tudo o que a Globo divulga tem INTERESSES FINANCEIROS por trás. E quem
acaba pagando é a população. A Rede Globo quer acabar com o SUS para
entregar a Saúde dos brasileiros a empresas privadas. Antes de criticar
levianamente o SUS, como fez o Globo Repórter encomendado pelas empresas
de planos de saúde, leia a matéria que segue abaixo, do Blog Tijolaço.
Leitor desmascara manipulação de matéria sobre SUS
15 de dezembro de 2013 | 00:29 Autor: Miguel do Rosário
O Nassif publicou neste sábado à noite um post interessante para se
entender a manipulação sistemática das notícias, sempre com um objetivo
político. Eu destaquei em negrito algumas passagens. Trata-se de uma
situação triste, porque é evidente que o sistema de saúde precisa ser
criticado, para melhorar. Mas também me parece evidente que as críticas
devam ser construtivas, feitas com boa fé e sem ranço partidário. É um
assunto grave demais para deixarmos que se contamine pelas paixões
políticas. É a vida de nossas crianças, a nossa vida, que está em jogo.
A manchete da primeira página da Folha (9/12/13) não deixa margem à
dúvida: “Ineficiência marca gestão do SUS, diz Banco Mundial”. A matéria
destaca que essa é “uma das conclusões de relatório inédito obtido com
exclusividade pela Folha”. Aos desavisados a mensagem subliminar é
clara: o SUS é um fracasso e o Ministro da Saúde, incompetente.
A curta matéria da suposta avaliação do Banco Mundial sobre vinte
anos do SUS é atravessada de “informações” sobre desorganização crônica,
financiamento insuficiente, deficiências estruturais, falta de
racionalidade do gasto, baixa eficiência da rede hospitalar,
subutilização de leitos e salas cirúrgicas, taxa média de ocupação
reduzida, superlotação de hospitais de referência, internações que
poderiam ser feitas em ambulatórios, falta de investimentos em
capacitação, criação de protocolos e regulação de demanda, entre outras.
Desconfiado, entrei no site do Banco Mundial e consegui acesso ao
“inédito” documento “exclusivo”. Para meu espanto, consultando as
conclusões da síntese (Overview), deparei-me com a seguinte passagem que
sintetiza as conclusões do documento (página 10):
“Nos últimos 20 anos, o Brasil tem obtido melhorias
impressionantes nas condições de saúde, com reduções dramáticas na
mortalidade infantil e com aumento na expectativa de vida. Igualmente
importante, as disparidades geográficas e socioeconômicas tornaram-se
muito menos pronunciadas. Existem boas razões para se acreditar que o
SUS teve importante papel nessas mudanças. A rápida expansão da atenção
básica contribuiu para a mudança nos padrões de utilização dos serviços
de saúde com uma participação crescente de atendimentos que ocorrem nos
centros de saúde e em outras instalações de cuidados primários. Houve
também um crescimento global na utilização de serviços de saúde e uma
redução na proporção de famílias que tinham problemas de acesso aos
cuidados de saúde por razões financeiras. Em suma, as reformas do SUS
têm alcançado pelo menos parcialmente as metas de acesso universal e
equitativo aos cuidados de saúde”. (tradução rápida do autor)
Após ler essa passagem tive dúvidas se havia lido o mesmo documento
obtido pela jornalista. Fiz novos testes e cheguei à conclusão que sim.
Constatado que estava no rumo certo continuei a ler a avaliação do Banco
Mundial e percebi que as críticas são apontadas como “desafios a serem enfrentados no futuro”, visando o aperfeiçoamento do SUS.
Nesse caso, o órgão privilegia cinco pontos, a saber: ampliar o
acesso aos cuidados de saúde; melhorar a eficiência e a qualidade dos
serviços de saúde; redefinir os papéis e relações entre os diferentes
níveis de governo; elevar o nível e a eficácia dos gastos do governo; e melhorar os mecanismos de informações e monitoramento para o “apoio contínuo da reforma do sistema de saúde” brasileiro.
O Banco Mundial tem razão sobre os desafios futuros, mas acrescenta
pouco ao que os especialistas brasileiros têm dito nas últimas décadas. Não
obstante, é paradoxal que esses pontos críticos ainda são, de fato,
críticos, em grande medida, pela ferrenha oposição que o Banco Mundial
sempre fez ao SUS, desde a sua criação em 1988: o sistema universal
brasileiro estava na contramão do “Consenso de Washington” e do modelo
dos “três pilares” recomendado pelo órgão aos países
subdesenvolvidos.*** É preciso advertir aos leitores jovens que, desde o
final dos anos de 1980, Banco Mundial sempre foi prejudicial à saúde
brasileira.
É uma pena que o debate sobre temas nacionais relevantes – como o
sistema público de saúde, por exemplo – seja interditado pela
desinformação movida pelo antagonismo das posições políticas, muitas
vezes travestido de ódio, que perpassa a sociedade, incluindo a mídia.
Que o espírito reconciliador Mandela ilumine os brasileiros – e o pobre debate nacional.
BAIXE O DOCUMENTO DO BANCO MUNDIAL AQUI.
*Professor do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisador do Centro
de Estudos Sindicais e do Trabalho (CESIT/IE-UNICAMP) e coordenador da
rede Plataforma Política Social – Agenda para o Desenvolvimento
(www.politicasocial.net.br).
Fernando Haddad, prefeito de São Paulo. Sem fazer alarde, ele vai
desmontando a quadrilha de corruptos que o PSDB/DEMo/PPS montou em São
Paulo, com a complacência da classe mérdia que vive de emprego público e
odeia pagar imposto.
Fontes: TV Folha e portal 247
Haddad: “Ninguém combateu a corrupção como nós”
Em longa entrevista à Folha, prefeito de São Paulo
critica a politização do escândalo da Máfia do o ISS, enaltece criação
da Controladoria e diz que não há paralelo na história da cidade o
número de pessoas que foram presas; no caso do IPTU, critica as
contradições do PSDB, que em 2009 impôs um aumento de até 45%; e se
espanta com a guerra de versões:
“Todo dia, aqui acontece um episódio
importante na cidade e a versão sobre ele é disputada palmo a palmo”
TV Folha - O sr. está isolado politicamente? Fernando Haddad - De jeito nenhum. Até porque, se você não tem
perfil para viver os altos e baixos da política... Lembro que quando
tinha 3% das intenções de voto, as matérias do período eram desoladoras.
[Risos] Se toma aquilo como imutável, se a dinâmica política não for
algo que você incorpora no teu dia a dia, você realmente joga a toalha.
Mas se entende a política... E o sabor dela é esse, o fato de que ela
muda, o fato de que há uma coreografia, que tem a ver com tempo do
mandato, da campanha, depende.
Um sabor que agora está um pouco amargo.
[Risos] O sabor da política é a dinâmica, não é a estática. Você toma
uma medida dura, necessária, impopular, e tem de saber as consequências.
Agora, se você me perguntar se me arrependi de alguma que tomei neste
ano, não me arrependi de nenhuma. Todas eram necessárias para equacionar
o problema de São Paulo.
A popularidade do senhor caiu, como a da Dilma e a do Alckmin,
durante as manifestações. Ambos se recuperaram. O senhor, não. Por quê?
Olha, primeiro o Alckmin caiu menos e recuperou muito pouco, são 3% só
de recuperação em seis meses. Acho que não dá para falar em recuperação.
Enfim, os governos de Estado têm uma situação mais confortável do ponto
de vista político. A população tem muita dificuldade em identificar
quais são as responsabilidades do governador. Prefeito paga um preço
muito alto, mas é devido, por estar muito próximo do cidadão.
E sua vida pessoal, mudou?
Procurei alterar pouco a minha rotina. Estou mais caseiro? Estou. Mas
saio aos fins de semana a pé pelo bairro. Passeio com o meu cachorro
normalmente, vou ao parque, à [avenida] Paulista, ao shopping, ao
cinema. Procuro ter uma vida um tanto quanto possível normal. Funciona.
As pessoas respeitam. Vou aos restaurantes que frequentava, vou comer um
sanduíche. Procuro continuar fazendo as coisas que eu fazia.
Sua família está chateada com a sua queda de popularidade?
A minha família tem muita compreensão sobre esse jogo. E tem muita
compreensão também do que nós representamos na política e quais
interesses contrariamos. Ninguém tem dúvida do lado que estou, sobre
para que lado jogo.
Nesta madrugada [de terça-feira passada], havia um grupo de manifestantes em frente à sua casa. Como seus vizinhos reagiram?
Olha, não sei, porque cruzei só com uma pessoa no elevador e ela estava
contrariada com o que estava sendo feito na rua. Quando se mistura o
público e o privado é muito ruim, né? Temos aqui uma praça pública [ao
lado da prefeitura], onde as pessoas podem se manifestar livremente. Tem
locais próprios para isso. A partir do momento que começa a afetar não a
vida do governante, mas a de vizinhos, familiares, aí é outra coisa que
está acontecendo, não é política.
O que acha disso?
Fui militante estudantil, fiz inúmeros protestos e nunca nem me ocorreu
achar o endereço de alguém, porque é uma coisa que estava totalmente
delimitada. Estávamos vivendo debaixo de uma ditadura. Ali, até haveria
justificativa porque não havia democracia.
Prefeito Haddad caminha até o ponto de ônibus na região do Paraíso
As manifestações de junho ocorreram após o aumento da tarifa de ônibus. O senhor se sente culpado pelo prejuízo político ao PT?
Absolutamente, até porque entendo que a gente não pode só olhar por essa
questão do eventual desgaste. Tem de olhar para frente, verificar o que
esse tipo de demanda significa em termos de agenda política, como
conseguir financiar, por exemplo, o subsídio à tarifa. Essas questões
nunca foram discutidas no Brasil.
Mas sente animosidade dentro do partido?
Disputa interna no PT sempre vai haver. Existiu quando fui ministro da
Educação, quando fui candidato a prefeito, existirá enquanto durar o meu
mandato. Mas isso é uma parte. Existe essa disputa interna. Outra coisa
é a militância do PT, que tem outro tipo de comportamento. A militância
é a que me deu a vitória, é a que foi para a rua defender um programa
de governo que, na minha opinião, transforma a cidade. Agora, foi um
primeiro ano difícil, como todos os primeiros anos de uma administração.
O presidente Lula, no seu primeiro ano de governo, perdeu muitos
correligionários. Muita gente deixou o PT em 2003. Depois, em 2005 de
novo. O presidente Lula foi reeleito e fez a sua sucessora.
Quando teve de revogar a tarifa foi uma decisão difícil, a contragosto?
Difícil. Porque sei o que ela representa para a saúde financeira [da
cidade]. Uma das razões pelas quais me manifestei contrariamente é o
fato de que não estávamos discutindo a fonte de financiamento, só a
medida. Isso é um pouco ingênuo demais, imaginar que, tendo um orçamento
fechado, você vai conseguir promover uma coisa dessas sem discutir com a
sociedade abertamente, de forma transparente, quem financia. Me parece
um traço desse movimento que, na minha opinião, pode produzir os efeitos
contrários aos almejado, que é melhorar a vida da população.
Aumentar o IPTU foi uma forma de compensar o congelamento da tarifa?
Gostaria que o sr. comentasse o porquê desse imposto tão alto.
Uma lei aprovada em 2009 pelo PSDB era muito mais alta do que essa. E o
PSDB entrou com uma ação de inconstitucionalidade contra essa lei. O
PSDB é um partido contraditório. No caso deles, o IPTU chegava a 45%.
Prefiro ver a questão como uma questão de Estado. O IPTU é o que mantém a
cidade. Ressalto que 50% do IPTU vão para a saúde e para educação e 16%
vão para o pagamento de dívidas com a União e com precatórios. Dois
terços do IPTU têm destinação certa. Então, esse papo de dizer que por
causa da tarifa... Agora, é óbvio que uma parte dos recursos está
aumentando para subsidiar a tarifa, para mantê-la em R$ 3.
Manterá a tarifa de ônibus congelada até 2016?
Ano eleitoral é bom para discutir temas como esse. É uma discussão menos
apaixonada. Você fala: qual o nosso objetivo? A sociedade pode decidir.
Vamos congelar a tarifa? Tudo bem, se ela decidir isso, vamos ter que
tomar outras decisões complementares para a conta fechar. Teremos uma
oportunidade no ano que vem. Não é um direito da cidade querer congelar a
tarifa ou reduzir? Vamos discutir a maneira de viabilizar.
O senhor comentou que, após as manifestações, resolveu tomar algumas
medidas necessárias, que julgava impopulares, como a faixa de ônibus...
Não acho a faixa de ônibus impopular. Segundo o Datafolha, tem 90% de
aprovação [88% na única pesquisa, há três meses]. A única coisa que
superou a aprovação do Lula foi a faixa de ônibus, segundo o Datafolha.
Se não é impopular, seria controversa?
Se fosse fácil, teriam feito antes. É que não é fácil você tomar uma
medida como essa e privilegiar o transporte coletivo numa cidade caótica
do ponto de vista da mobilidade. É uma decisão difícil. Agora, está
correta? Na minha opinião, está. É a tendência mundial. São Paulo é
criticada por ter demorado tanto tempo para tomar essa decisão. Agora, a
resistência vai se organizando. As pessoas vão começar a contestar, é
natural. Mas duvido que perca a aprovação da maioria.
Então, como pode uma medida tão popular, como as faixas de ônibus, não impactar nessa sua avaliação? Sente-se injustiçado?
Não trabalho com essa categoria de injustiça na política. Num certo
sentido, a política é feita de injustiças. A política é assim. Não é
cartesiana.
O que de fato acha que melhorou para a população neste primeiro ano?
Transporte coletivo, sem sombras de dúvida. Melhorou e vai melhorar cada
vez mais. Mas ainda estamos com problemas, remanejamento de linhas,
ajustes nos corredores, tem muita coisa ainda por ser feita. Mas já noto
um certo alívio no que diz respeito ao tempo que as pessoas desperdiçam
no deslocamento. Agora, acho que essa coisa nova de 20 pessoas
bloquearem a marginal, isso prejudica muito mais o trânsito do que as
faixas exclusivas. Muito mais. Quando 20 pessoas param a avenida
Paulista, quando 20 pessoas param a marginal, 20 pessoas fecham a
garagem de ônibus, isso sim faz com que os congestionamentos cheguem a
bater recorde. A faixa exclusiva de ônibus, não.
Fernando Haddad e Jose Americo comemoram posse no bar brahma
O senhor já falou que São Paulo seria um cemitério de políticos.
Se você tem um projeto para a cidade, o que te cabe é levar até o fim e
esperar o julgamento das urnas. Temos um projeto de governo. Vou levá-lo
até o fim. E, aí em 2016, será julgado. Não tem problema. A beleza da
democracia está aí. O ruim é você que confia num projeto abdicar dele
por pressão.
Qual o tamanho da pressão que o senhor sofre hoje?
São Paulo é uma panela de pressão. Todo dia, aqui acontece um episódio
importante na cidade e a versão sobre ele é disputada palmo a palmo. É
incrível, a cidade é incrível.
Pode dar um exemplo?
Vou pegar um episódio recente: o Memorial da América Latina, um
equipamento do Estado que pegou fogo. O equipamento e o Corpo de
Bombeiros são do Estado, e a prefeitura que é chamada a prestar contas.
Tudo aqui em São Paulo é muito palmo a palmo.
Todo mundo quer empurrar o problema para o outro, é mais ou menos isso?
Mas é que os demais agentes não são neutros. Não é só um jogo entre
políticos, é um jogo da política, mas que envolve toda a sociedade:
meios de comunicação, funcionalismo público, sindicatos... Todo mundo
atua para uma determinada versão prevalecer sobre as demais, de um fato
objetivo. Quer ver um outro exemplo? Ninguém combateu a corrupção como
nós no primeiro ano de governo. Não tem paralelo na história de São
Paulo o número de pessoas que foram presas.
Quantas?
Foram nove neste ano. Cinco até junho e quatro dessa chamada máfia do
ISS. Por quê? Porque criei uma controladoria, órgão inédito na história
de São Paulo. Aí, de repente, a administração tem de prestar
esclarecimentos sobre uma corrupção que é da máquina pública, que
envolve poucos servidores que enriqueceram brutalmente. Quiseram
politizar algo que, na minha opinião, se podia ser politizado, seria no
sentido de enaltecer a decisão da prefeitura. Isso ficou subordinado a
uma disputa política.
De colocarem a culpa na prefeitura...
Ou da prefeitura ou da gestão passada, como se houvesse uma decisão deliberada de alguém.
Há informação de que o Antonio Donato, seu ex-secretário de Governo,
teria indicado dois fiscais. O senhor soube disso quando exatamente?
Essas pessoas eram da alta cúpula do governo anterior. Você está falando
do subsecretário da Receita municipal. Essas pessoas eram de muita
respeitabilidade no circuito paulistano. Entregaram para mim um estudo
sobre ISS da cidade antes do início da campanha eleitoral. Você está
falando de pessoas com alta qualidade técnica, mas muito baixa qualidade
moral. Agora, isso se descobriu no fim de março. Até então, não se
sabia. Acusar Kassab, Donato, Mauro Ricardo de coisas que dificilmente
qualquer um deles tinha conhecimento acho até uma irresponsabilidade.
Como reagiu ao saber da existência da máfia dos fiscais?
Veja bem, os valores envolvidos eram tão elevados... E a gente lida com
muita pobreza na cidade. Quando você tem a notícia de que as pessoas que
deveriam estar cuidando do Tesouro municipal, da arrecadação, estão se
locupletando dessa maneira e se lembra do dia a dia, que é o contato com
as pessoas que estão com dificuldade de atendimento na saúde, de
creche, transporte... É um choque muito grande. Você fica realmente
consternado.
Gostaria que o sr. comentasse adjetivos que dizem que falam do senhor. Dizem que é "soberbo".
É fácil apelidar qualquer pessoa. Já fui apelidado de mil coisas, não
vejo dificuldades. Tenho um plano de governo, que foi apresentado para a
sociedade. Querer cumprir esse plano de governo me parece razoável. Às
vezes, as pessoas confundem determinação com soberba. Confundem
compromisso com teimosia. É fácil mudar o sinal das coisas. Agora, devo
ter mil defeitos. Quem não os têm? Devo ter muito para aprender na
condução da cidade.
Outro adjetivo: "surdo".
Não tiro das pessoas o direito de recomendar mudanças. Quem é que não
precisa mudar? Eu certamente terei de mudar muitas coisas. Não vejo
problema com isso também. Quando falo
da dinâmica da política, não é só o mundo externo. É também o interno.
Acha que saí do Ministério da Educação do jeito que entrei? Mudou muito a
minha maneira de ver o mundo ao final do meu trabalho no ministério. O
trabalho é um aprendizado. Qual a dificuldade disso? Você não aprende no
seu dia a dia? A política é a coisa mais dinâmica que conheço. Uma
palavra te coloca no céu, um gesto te coloca nas trevas.
Esse tipo de adjetivo talvez seja porque o senhor tenha dificuldade em fazer política, ceder?
Recebo com humildade qualquer recomendação.
E o apelido "Malddad"?
Essas rimas, que são pobres espiritualmente, não merecem comentários.
O sr. mencionou que este foi um ano difícil. Então, qual o lado bom de ser prefeito?
A política tem a estatura das artes, da ciência, porque ela é um
elemento de transformação da sociedade. A política pode muito. E algumas
coisas só ela pode. Nada mais pode. A política é uma atividade que tem
de ter a aura da nobreza. Não estamos vivendo um momento em que isso
prevalece na cabeça das pessoas. O que é ruim não para a política, mas
para a democracia.
O período entre a eleição e a posse foram os melhores momentos políticos da sua vida?
Quando se é eleito e não toma posse, você está mais para chefe de Estado
do que para chefe de governo. Você é mais soberano do que prefeito.
Agora, falavam muito de uma lua de mel que duraria um ano no governo.
Neste ano, quem foi eleito teve três, quatro meses de lua de mel. Foi um
ano muito atípico.
O ministro Joaquim Barbosa e outros do STF não perdoam os
governos petistas por tentarem acabar com a farra do Judiciário,
bancada pelos impostos pagos pelos brasileiros que trabalham de fato. Se
o preço é ter petistas perseguidos e presos, tá barato, Joaquim
Barbosa.
A Rede Globo sonegou R$ 1,6 bilhão em uma única operação (há outras que
o público não fica sabendo). Processada pelo Governo da presidente
Dilma Rousseff, a emissora da família de Roberto Marinho deu propina a
uma funcionária da Receita Federal para roubar o processo e jogá-lo fora
(Teoria do Domínio do Fato). E como o assaltante que rouba uma carteira
e sair gritando "pega ladrão", toda manhã o telejornal Mau Dia Brasil
escala o jornalista "mordedor" Alexandre Garcia para criticar a "falta
de investimento nos transportes, na Educação, na Saúde, na Segurança
...", como se os impostos roubados pela Globo não fossem a causa desses
problemas.
A juíza tontinha Rosa Weber é relatora do inquérito 3815, que denuncia
os DEMos/Tucanos e PPS pelo roubo de BILHÕES de Reais das obras dos
trens e metrô de São Paulo.
Num evidente recado à ministra, O
Globo publicou hoje matéria falando que o plano de saúde do pessoal do
STF é superfaturado. A responsável pelo plano é justamente a tontinha
Rosa Weber.
Vale observar: a chantagem da Globo só surte efeito contra quem tem rabo preso. (com informações de Stanley Burburinho)
Há exatos 20 anos, em 1993, o STF confirmava a cassação do mandato do
ex-presidente Fernando Collor. Depois, o Supremo o inocentaria "por
falta de provas". Traduzindo: o STF não teve coragem (ou o rabo preso
impediu) de condenar o Collor por corrupção passiva, pois teria que
condenar por corrupção ativa os empresários, como Antonio Ermírio de
Moraes, que pagaram propina para fazer negócios com o Governo (segundo
rezava a lenda em torno de PC Farias, espécie de Daniel Dantas de
Fernando Collor).