terça-feira, 29 de julho de 2014

Auxiliar de escola cria colete que ajuda menino com paralisia cerebral

Esta matéria foi divulgada originalmente pela Folha de São Paulo.
(http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/07/1492632-auxiliar-de-escola-no-rs-cria-colete-que-ajuda-menino-com-paralisia-cerebral.shtml)



A auxiliar de inclusão Sabrina Machado Minhos, 36, cuida de Lucas Natã da Silva, 5, desde 2013, quando começou a trabalhar numa escola municipal em Esteio (RS). Frustrada com as limitações do menino com paralisia cerebral, ela fez um macacão que prende Lucas ao seu corpo e lhe dá movimentos.

Divulgação
Sabrina Minhos brinca com Lucas em escola de Esteio (RS)
Sabrina Minhos brinca com Lucas em escola de Esteio (RS)
*
...Depoimento a
PAULA SPERB
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Há 14 meses eu trabalho com o Lucas. Minha função é mantê-lo limpinho, já que ele usa fraldas. Também tenho que alimentá-lo, porque ele não consegue segurar os talheres. Transporto ele de uma atividade a outra da escola.
Essas seriam as minhas funções, mas eu tinha um desejo maior. O olho dele brilha convidando para levá-lo à brincadeira. Ele é um menino feliz. Não existe tempo ruim para ele, só tempo bom. A situação dele me comove.
Cheguei à escola em junho de 2013. Ele era o menino que ficava sentadinho cheio de almofadas porque caía para os lados.
Eu ficava frustrada porque ele tem uma mente perfeita. É uma mente sã em um corpo que não responde.
Em uma reunião de formação do Centro de Educação Inclusiva (Cemei), falei que se eu pudesse arrancaria minhas pernas para ele poder caminhar.
Eu não sou pedagoga, sou técnica em hidrologia e tenho um contrato emergencial. A coordenadora me explicou que eu não podia pensar assim porque me frustraria muito. Ela tinha razão, e decidi fazer alguma coisa.
No começo, de tanto carregá-lo, tinha que tomar remédio para dor na coluna. Não conseguia deixá-lo de fora das brincadeiras.
Pensei: "Tem que existir um colete onde meu corpo sirva como um poste para ele ficar de pé".
Eu falava e todos me olhavam com cara de interrogação, mas eu sabia o que queria. Pesquisei na internet e não encontrei nada.
Nas férias, fiz dois protótipos. O macacão atual é o terceiro, com total aprovação da fisioterapeuta dele.
Não queria que ele ficasse preso nas minhas pernas porque ele tem habilidade para dar passos, só não se equilibra. Queria que o colete tivesse ganchos para adaptá-lo ao balanço, ao escorregador.
Não podia ficar molinho como uma roupa, ele tinha que se sentir seguro. Tem baixo custo: usei plástico de embalagem de detergente para os filamentos das costas.
Eu que costurei, sou costureira de formação. O jeans foi doado à escolinha para fazermos almofadas. É um tecido para decoração que ganhamos do pai de um aluno.
REGULAGENS
O macacão tem regulagens, assim ele pode ficar de pé ou sentado na mesinha para comer com os colegas.
Quando a turminha vai pintar, fazer colagem, ele se senta junto, sem a cadeira de rodas, totalmente incluído.
Desde o começo, o Lucas já adquiriu firmeza de pernas, de coluna. O desejo de brincar era intenso. Ele esticava as mãos pedindo para ver as crianças de pé, ficar no pátio, enlouquecia quando via a bola. Agora ele joga futebol.
O Lucas ama abraçar os colegas dele, de pé. Segura as mãozinhas deles quando brincamos de roda.
Não se trata só de caminhar. Quero incluí-lo na brincadeira. Um dia ele vai caminhar sozinho, eu acredito. Mas ele nunca mais vai ter cinco anos, estar na escolinha. Quero que ele aproveite esse momento de ser criança.
Eu nem imaginei que teria uma repercussão tão grande. Não fiz o macacão para comercializar, fiz para incluir.
Já estou recebendo ligações de mães e avós. É uma alegria poder pensar que vou ajudar outras crianças a ver o mundo da perspectiva do Lucas, de pé, com os objetos na altura delas.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Aécio Neves está para Minas Gerais como Sarney está para o Maranhão

A bandalheira da Famíglia de #Aébrio Neves é ainda muito maior do que se sabia até agora. O avô Tancredo (outro que não valia nada e jogou o Brasil na ditadura militar) mandou fazer o aeroporto para beneficiar um parente, dono de uma fazenda colada ao campo de aviação. Em 2001, o Ministério Público pediu à Justiça que os Neves fossem condenados a devolver o dinheiro aos cofres públicos, mas em vez de pagar ao Governo de Minas Gerais, o então governador Aébrio Neves mandou desapropriar a área do aeroporto e asfaltá-la. Tudo com dinheiro público da mineirada. Ô, coitados, estão pior que os maranhenses nas mãos da Famiglia Sarney!

O texto que segue é do excelente Blog O Tijolaço (http://tijolaco.com.br/blog/?p=19355)


Tancredoporto de Cláudio também foi irregular. Mas 160 vezes mais barato que o Aecioporto

24 de julho de 2014 | 03:15 Autor: Fernando Brito
tancredoporto1
Quem sai aos seus não degenera, diz o ditado.
Ficamos sabendo, pelo Estadão, que a pista de terra que antecedeu o aeroporto asfaltado feito com dinheiro público para levar Aécio Neves à sua fazenda, no Município de Cláudio também foi feita com dinheiro público.
Mais precisamente com dinheiro que Tancredo Neves transferiu do governo de Minas para seu cunhado (e prefeito) Múcio Tolentino abrir a pista de terra que havia antes ali.
E que o Ministério Público Estadual em 2001, pedindo o bloqueio de bens  do titio Múcio – inclusive da fazenda do aeroporto desapropriada–, entre outras acusações, por dano ao erário, o que não estaria prescrito.
Será que o netinho –  em 2001 já com 40 anos e novo chefe do clã – não sabia disso, quando mandou desapropriar aquele terreno?
Aécio pode encomendar pareceres jurídicos até de Rui Barbosa, se quiser.
Não há o que esconda que cometeu um ato imoral, como governador.
Mas é pior ainda que o ato de Tancredo, praticado numa época em que se era muito mais leniente com os benefícios pessoais dos atos dos governantes.
É que Tancredo foi muito mais econômico.
Gastou perto de 50 mil dólares para fazer seu aeroporto particular, que é a quanto correspondiam, em 1983, os Cr$ 30 milhões repassados ao tio-avô de Aécio.
Aécio gastou 8 milhões de dólares no seu aeroporto.
O Fiat Elba virou Ferrari.
Leia a matéria do Estadão:

Pista de terra de aeroporto também teve verba pública

Marcelo Portela
Belo Horizonte – O aeroporto da fazenda que pertenceu ao ex-prefeito Múcio Guimarães Tolentino, tio-avô do senador e presidenciável Aécio Neves, já era alvo do Ministério Público muito antes de o tucano destinar R$ 13,9 milhões do governo mineiro para construir ali uma pista de asfalto. Múcio é réu em ação de reparação de danos ao erário por ter usado verba pública, também do governo mineiro, para abrir uma pista de terra batida no local em 1983.
A partir daquele ano o então governador, Tancredo Neves, avô de Aécio, fez repasses para a prefeitura de Cláudio, então dirigida por Múcio, seu cunhado. O dinheiro, cerca de Cr$ 30 milhões, foi usado na fazenda do próprio Múcio para a construção do aeroporto com pista de terra batida.
Em 2009, quando Aécio era o governador, o Estado de Minas voltou a investir na fazenda. Desapropriou o terreno do aeroporto e injetou R$ 13,9 milhões na construção de uma pista de asfalto no local. O aeroporto ainda não tem autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para funcionar, mas, segundo relato de um parente de Aécio, o candidato à Presidência pelo PSDB já pousou e decolou dali várias vezes.
Aécio, suas irmãs e sua mãe também têm uma fazenda em Cláudio. Ela fica a cerca de 6 quilômetros do aeroporto. As chaves de acesso à pista ainda estão nas mãos da família de Múcio, que contesta o valor de R$ 1 milhão oferecido pelo Estado de Minas pela desapropriação da área. Aécio nega que tenha havido irregularidades nas obras, mas ainda não esclareceu se utiliza ou não a pista quando vai a Cláudio.
Ação. A ação civil sobre o repasse de verba pública para a construção da pista de terra foi apresentada pelo Ministério Público Estadual em 2001, pedindo o bloqueio de bens de Múcio – inclusive da fazenda do aeroporto –, a quebra de sigilo bancário e a condenação do ex-prefeito por improbidade, além do ressarcimento de danos. Os pedidos foram atendidos, mas, segundo o Tribunal de Justiça de Minas, a maior parte das acusações já prescreveu. A exceção é a reparação de danos ao erário, pena que ainda pode ser imposta a Múcio.
Segundo o Ministério Público, a obra foi feita sem licitação, por meio do convênio 971/83, firmado entre Tancredo e Múcio. Conforme a promotoria, o “dinheiro estadual para construção do Campo de Aviação veio pela ordem da autoridade de Tancredo de Almeida Neves, governador do Estado neste período”, e o convênio, assim como o depósito e a execução da obra, foi feitos “sem participação ou fiscalização da Câmara de Cláudio”.
A ação relata que vereadores do município tentaram buscar a documentação relativa ao caso e constataram que os recursos foram pagos à Construtora Brasil S/A, mas não houve prestação de contas dos juros da conta, que não aparecem nos extratos de pagamentos e duplicatas relativos ao convênio.
‘Acordo verbal’. O Ministério Público relatou ainda que, ao prestar depoimento sobre o caso, Múcio disse que tinha um “acordo verbal” com Tancredo para que a área do aeroporto fosse posteriormente desapropriada. “Apurou-se, assim, pelas versões de Múcio Guimarães Tolentino, que o campo de aviação foi usado pelo finado Tancredo de Almeida Neves, junto com sua comitiva, e que várias outras pessoas e políticos usaram o campo de aviação”, diz trecho da ação civil.
O processo mostra também que vereadores de Cláudio tentaram “negociar amigavelmente” com Múcio para que ele passasse o aeroporto para o município, mas o ex-prefeito se negou.
Múcio não foi localizado para comentar o caso.
Em sua página no Facebook, Aécio negou que a ação contra o tio-avô interfira no processo de desapropriação iniciado por seu governo em 2008. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra. A ação civil pública solicita a devolução dos recursos públicos investidos na pista de terra no município. É um processo diferente, que se arrasta já há 13 anos e pode durar ainda muitos mais”, escreveu o candidato à Presidência.
Em nota, o governo mineiro disse que, no pedido de desapropriação da área, foi citada a existência da ação contra Múcio. “O imóvel será registrado em nome do Estado, independentemente do andamento da ação.”

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Essa informação pode interessar (eu desconhecia): O que é #hashtag?

Fonte: Portal Tecno Curioso (http://www.tecnocurioso.com.br/2013/o-que-e/hashtag), 31/07/2013

Hashtag é um termo bastante familiar aos usuários de redes sociais, inicialmente começaram as ser usadas pelo Twitter para destacar algum assunto importante que estaria acontecendo. Com o passar do tempo, outras redes sociais aderiram também ao recurso, como o Instagram, Pinterest, Tumblr e mais recentemente o Facebook.

De acordo com o Wikipédia, Tags são palavras-chave ou termos associados a uma informação. Hashtags, por sua vez, são as palavras antecedidas pelo símbolo #.

O site explica que as hashtags se tornam hiperlinks entro da rede e indexáveis pelos mecanismos de busca. Sendo assim, usuários podem clicar nas hashtags ou buscá-las em mecanismos como o Google para ter acesso a todos que participaram da discussão. As hashtags mais usadas no Twitter ficam agrupadas no menu Trending Topics, encontrado na barra lateral do microblog.

Vale notar que o símbolo # não se chama hashtag, como muitas pessoas costumam, de forma errada, associar.

Através das hashtags, vários temas e frases em links se tornam ?clicáveis? em uma Timeline ou mesmo uma página. Deste modo, os posts se tornam aptos para seres pesquisados. Assim, ao clicar em uma hashtag chamada #festa, por exemplo, o usuário poderá ver todas as postagens que possuem a mesma hashtag. O recurso é bastante relevante quando os usuários querem saber se as pessoas estão discutindo o mesmo tema como um assunto relevante ou não.

Greg Lindley, gerente de produto do Facebook, durante o anúncio do início do uso das hashtags na rede social, disse que elas ajudarão a deixar mais conversas em primeiro plano. De acordo com o Facebook, elas serão redirecionarão para uma página de pesquisa com outras publicações que incluem a mesma hashtag.
Exemplo de uso nas redes sociais

Ao escrever um post sobre futebol, os usuários podem inserir a palavra que queira destacar no meio da mensagem, por exemplo: Hoje vou ver meu time preferido, o Internacional.

Com o uso da hashtag poderia ficar: Hoje vou ver meu time preferido, o #Internacional.

No segundo post, o nome do time de futebol fica em destaque (#Internacional), que, para o usuário, é o termo principal da frase. Através da palavra destacada, outras pessoas poderão clicar nela e encontrar outros posts relacionados ao assunto.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Bomba! Fortuna de Aécio veio de grilagem de terras públicas

Do excelente Blog Tijolaço (http://tijolaco.com.br/blog/?p=19271)
20 de julho de 2014 | 14:40 Autor: Miguel do Rosário

Agora vamos ver se a Folha está disposta mesmo a publicar denúncias contra Aécio Neves, ou se está apenas preparando terreno para fazer ataques a Dilma.

Se a postura do jornal for séria, ela deveria repercutir o que reproduziremos abaixo.

A Rede Brasil Atual acaba de publicar uma denúncia grave, que revela a face cruel e predatória do patrimonialismo brasileiro, em que famílias com influência política abocanham terras públicas para engordar sua fortuna.

*

Como a família de Aécio ficou dona de terras públicas em Minas

Pai do senador registrou em seu nome uma área de 950 hectares pertencente aos mineiros localizada numa das regiões mais pobres do estado. Aécio governador entrou em conflito com Aécio herdeiro

por Helena Sthephanowitz publicado 20/07/2014 11:52, na Rede Brasil Atual

Montezuma é um município mineiro no norte de Minas Gerais com um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado. Deputados, governadores e senadores mineiros poderiam desenvolver boas políticas públicas para elevar o desenvolvimento local, tais como incentivar as pequenas propriedades rurais familiares. No entanto o município é palco de uma triste história do patrimonialismo de oligarquias políticas do Brasil.

Terras rurais em Montezuma que foram registradas pelo estado de Minas como devolutas acabaram indo parar no patrimônio pessoal do senador Aécio Neves (PSDB) após uma disputa judicial por usucapião da empresa agropecuária de seu pai.

O fim desta história aparece com o patrimônio do senador engordando na declaração de bens feita nas eleições de 2014 em relação à de 2010. O segundo maior item de sua variação patrimonial foi no valor de R$ 666.660,00 referente a cotas da empresa Perfil Agropecuária e Florestal Ltda., herdadas de seu pai falecido.

Até aí estaria tudo bem. O problema é quando voltamos ao dia 2 maio de 2000, quando se iniciou uma disputa para apropriar-se de terras públicas, típica do coronelismo patrimonialista praticado nos rincões do Brasil arcaico.

A Perfil Agropecuária e Florestal Ltda. pertencia a Aécio Ferreira da Cunha, pai do senador tucano. A empresa entrou com processo de usucapião para registrar a propriedade de vastos 950 hectares de terras em Montezuma, em 2/5/2000. Já soa injusto a lei permitir que uma empresa de um ex-deputado, que morava desde a década de 1960 no Rio de Janeiro, ser tratada como se fosse de camponeses posseiros que adquirem o direito ao usucapião por trabalharem e viverem na terra. O juizado da comarca de Rio Pardo de Minas julgou a favor da empresa em 2001.

Na hora de a empresa registrar a fazenda no Cartório de Registro de Imóveis competente, a área já estava registrada em nome do Estado de Minas Gerais, como terras devolutas, em cumprimento a outra ordem judicial anterior da Apelação Cível nº 86.106/4.

A partir daí houve longa disputa judicial, com o estado de Minas recorrendo para ter as terras de volta. Desembargadores mineiros votaram a favor da família de Aécio. Recursos chegaram até ao Supremo Tribunal Federal (STF), o último arquivado em 2013, que também foi favorável ao lado do tucano.

É preciso lembrar que em 2000 o atual senador Aécio Neves era deputado federal pela quarta vez e deveria representar mais os interesses públicos dos cidadãos de Minas do que seu próprio interesse privado. De 2003 a 2010 foi governador de Minas. Presenciamos a inusitada situação política de, na prática, o interesse do Aécio herdeiro brigar na justiça com o de Aécio governador. O interesse patrimonial privado do herdeiro falou mais alto do que o interesse público da população que o cargo de governador deveria representar.

Uma gleba de 950 hectares de terras devolutas poderia ser a redenção de famílias camponesas pobres de Montezuma, através da geração de renda pela produção da agricultura familiar, em vez de apenas somar um pouco mais ao já elevado patrimônio da oligarquia política dos Neves da Cunha.

Este caso explica muito das raízes da desigualdade passada de geração para geração e da concentração das riquezas no Brasil nas mãos de poucos. Muitas destas riquezas vindas de um processo de apropriação de patrimônio público por mãos privadas, justamente pelas mãos de quem deveria defender o interesse e o patrimônio público.

Operação Grilo

O caso é outro e não aparece a família de Aécio Neves no meio das acusações, mas sim órgãos do governo tucano de Minas e velhas práticas de outras oligarquias políticas. Em 2011 a Operação Grilo prendeu nove pessoas acusadas de comporem uma organização criminosa para fazer grilagem de terras públicas justamente nesta região norte de Minas Gerais. Toda a cúpula do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter-MG) foi afastada.

Segundo as investigações, o esquema contava com servidores públicos do Iter/MG, funcionários de cartórios e servidores de prefeituras mineiras, para fraudar a posse de terras devolutas.

O promotor Daniel Castro, de Rio Pardo de Minas, disse na época: “São terras que pertencem ao estado de Minas Gerais e foram parar nas mãos de particulares.”

*

As reproduções abaixo mostram a documentação que legitimou a posse de terras da União para a família Neves.

ScreenHunter_4303 Jul. 20 14.34

ScreenHunter_4304 Jul. 20 14.34

ScreenHunter_4305 Jul. 20 14.34

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Lula fala sobre Política aos jovens (I a IV)

Parte I


Parte II


Parte III


Parte IV

Seleção Google - 96º Ano do Nascimento de Nelson Mandela


Fique alerta com a máfia de sonegadores (Mídia e Associações Comerciais)

A quadrilha de sonegadores (Mídia e Associações Comerciais) entrou em desespero. Isto se denota pela retomada do discurso falacioso sobre a carga tributária. Discurso, aliás, que deveria ser qualificado como crime, porque incita a população contra a legitimidade constitucional da cobrança de tributos, como ocorre em qualquer país do Mundo. Os sonegadores querem eleger Aébrio Neves ou Eduardo Usineiro de Etanol Campos para voltar a colocar no bolso o dinheiro do imposto que você paga quando compra qualquer produto ou serviço. O dinheiro que eles se apropriam ilegalmente quando sonegam é o mesmo que falta para o País investir mais em Saúde, Educação, Infraestrutura, contratação de servidores etc. E essa gente tem o apoio de políticos vagabundos e corruptos, que têm suas campanhas financiadas por esse dinheiro da sonegação. Justamente por isso essa gente é contra o financiamento público das campanhas, medida que colocaria um freio, pelo menos, na influência do poder econômico sobre as candidaturas. Portanto, fique alerta!




 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Jornalismo quadrilha organizada

Baranga Leitoa: a serviço do DEMo/PSDB
O Mau Dia Brasil, da Globo, é obrigado a noticiar o sucesso que foi a realização da Copa do Brasil e diz que poderia até ter sido melhor, se a imprensa estrangeira não tivesse feito terrorismo dizendo que as obras não iriam ficar prontas, os aeroportos entrariam em colapso, a violência tomaria conta das ruas... A Globo julga que você, telespectador, é um idiota e não lembra que quem dizia tudo isso era a mídia brasileira, especialmente a GLOBO e a Veja. Não se iluda: a mídia brasileira é uma quadrilha organizada que sonega impostos e vende proteção aos governos corruptos DEMo/Tucanos.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Grande Jogo vai começar

O Grande Jogo vai começar


O Grande Jogo vai começar


Em Kim, obra-prima de Rudyard Kipling, sobre um garoto indiano que adere ao serviço secreto britânico, os protagonistas costumam falar no "Great Game", o "Grande Jogo", que tratava da guerra de espiões travada entre Rússia e Inglaterra para o controle da Ásia.
O termo me veio à memória ao lidar com o assunto mais explosivo do momento: a decisão do "garganta profunda" de liberar a íntegra dos documentos que tratam da sonegação da Globo.
O grande jogo começou.
Na sexta-feira de manhã estivemos no Centro Aberto de Mídia, conversamos com vários jornalistas, explicando o teor da denúncia sobre a sonegação da Globo.
Se a Globo decidir dar "um sumiço" em alguns blogueiros, a imprensa internacional, nacional e até mesmo rádios locais, já estão de olho.
Entretanto, é preciso dar alguns esclarecimentos sobre a origem dos documentos e informar onde eles estão.
O processo foi roubado em 2006, uma servidora foi presa, e ele permaneceu desaparecido por vários anos, até que algumas páginas começaram a vazar em 2013.
A mesma fonte, que até hoje se mantém anônima, voltou a entrar em contato e nos garantiu que, a partir desta semana, começa a vazar a íntegra do processo.
Ela nos informou que está no exterior do país, por questão de segurança. Como aperitivo, nos enviou as seguintes imagens, já publicadas semana passada em alguns blogs:
darf3
darf2
darf1

A partir de segunda ou terça, ela disponibilizará, na internet, os primeiros documentos inéditos.
A fonte se comprometeu a devolver a íntegra do processo às autoridades competentes, depois que o vazamento for completo. Cópias da íntegra do documento foram feitas, mas apenas serão enviadas aos blogueiros caso aconteça alguma coisa com a fonte original. Até o momento, apenas o "garganta profunda" detêm o processo.
No momento da entrega às autoridades, faremos um ato público, com presença de movimentos sociais, sindicatos e todos os interessados em combater a sonegação das grandes empresas, sonegação que sangra os cofres públicos e tira dinheiro da saúde e educação, além de aumentar o peso nos ombros da classe média, dos pequenos empresários e dos trabalhadores.
Aproveito para recapitular o caso e preparar a opinião pública para a chegada desses novos documentos.
No ano passado, o Cafezinho publicou um post informando sobre o vazamento de 25 documentos de um processo administrativo da Receita Federal, no qual a Globo era condenada a pagar R$ 615 milhões, em 2006, em valores não atualizados.
Essas páginas estão aqui:
http://pt.slideshare.net/MiguelRosario/o-mensalo-da-globo?ref=http://www.ocafezinho.com/2014/07/13/globogate-o-grande-jogo-vai-comecar/

Síndrome de brasileiro vira-lata é uma merda

A tacanha pseudoelite brasileira não pode ver um europeu que já quer abaixar as calças. Os alemães não doaram porra nenhuma, até porque é mentira que construíram um resort para sua Seleção. Eles apenas alugaram um hotel. Vão ser vira-latas assim na PQP!

É mentira: seleção da Alemanha não doa hotel para comunidade na Bahia

domingo, 13 de julho de 2014

Está circulando nas redes sociais, principalmente no Facebook, um texto junto com uma fotomontagem afirmando que a Seleção Alemã de Futebol fez a doação do hotel em que ficou hospedada na Bahia, durante a Copa no Brasil, para que a comunidade local transformasse numa escola.

Compartilhe no Facebook


Tal afirmação é apenas um hoax, boato falso e mentiroso que se espalha pela internet e faz com que um grande número de pessoas acredite e continue a espalhar tal informação inverídica. Milhares de pessoas estão dando os parabéns para a Seleção da Alemanha por essa ação.


Porém, é claro que eles merecem os parabéns, não pela doação de um hotel, mas pela atuação no futebol e doações que realmente foram feitas, conforme descritas abaixo.

ENTÃO, QUAL A VERDADE?

A verdade é que o resort localizado na vila de Santo André, no município de Santa Cruz Cabrália, no sul do estado da Bahia, onde a Seleção da Alemanha ficou hospedada nesta Copa do Mundo 2014, trata-se de um empreendimento imobiliário particular de alto padrão que existe há pelo menos cinco anos e foram feitas apenas modificações para receber os alemães.

Após a Copa o local será todo colocado à venda. O objetivo dos investidores é recuperar o investimento que foi feito na construção da estrutura. Ao todo, o ‘Campo Bahia', como foi batizado o local, conta com 14 casas, incluindo uma área de convivência para a delegação europeia. A expectativa é de que todo esse complexo seja transformado num condomínio ao fim do Mundial.

O complexo é de propriedade de três grandes investidores: Tobias Junge, da área de mineração; o empresário Kay Bakemeier, ligado à seguradora Allianz Seguros; e Christian Hirmer, magnata do mundo da moda.

Na imagem ao lado, uma das versões da informação falsa que circula na web. Veja que já começa mentindo, dizendo que a seleção construiu um hotel em Porto Seguro, mas a Seleção da Alemanha estava hospedada em Santa Cruz Cabrália, cidade vizinha de Perto Seguro, cerca de 30 Km de distância..

SELEÇÃO DA ALEMANHA REALMENTE FEZ DOAÇÕES

A seleção da Alemanha fez algumas doações para a comunidade local, só não foi um hotel [risos]. Dentre as doações mais significativas, está o valor de 10 mil euros (cerca de R$ 30 mil) para que os índios da Comunidade Indígena Pataxó de Coroa Vermelha comprassem um veículo para ajudar no atendimento médico.

A Federação Alemã também ofereceu doação de materiais e móveis para a Escola Municipal de Santo André e financia a construção de um campo de futebol para moradores na região. A DFB também anunciou que vai doar 25 bicicletas para crianças da região. As bicicletas haviam sido trazidas para a Bahia para que os jogadores pudessem andar pela região, mas a polícia vetou a ideia por questões de segurança.

Pronto. Agora que você já sabe a verdade, compartilhe a informação correta e parabenize a Alemanha pelo que realmente foi doado.

 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Janio de Freitas sentencia: "falam de governos, mas a verdade é que a corrupção varre esse país de cima a baixo"


Essa entrevista com o jornalista Janio de Freitas foi feita pelo portal Favela 247 e divulgada em 20 de Maio de 2014. A edição é de Artur Voltolini.

Janio de Freitas
Janio de Freitas, de 82 anos, um dos mais importantes jornalistas políticos vivos do Brasil, recebeu o Favela 247 na varanda de sua casa. Morador do Vidigal há 29 anos, é de seu escritório repleto de livros, revistas e jornais amarelados – e com uma incrível vista para o mar e para a favela –, que Janio trava suas batalhas com Joaquim Barbosa e outras figuras importantes da política nacional em sua coluna para o jornal Folha de São Paulo, que mantém há 31 anos e de onde sai as análises mais coerentes e éticas do jornalismo contemporâneo.
Na entrevista Janio discorre sobre o tráfico de drogas: "Essa coisa de pobre contra pobre é uma coisa horrorosa. Pobre armado contra pobre é algo insuportável"; e sobre as UPPs: "A UPP sofre por causa da origem da formação profissional do policial, que continua sendo difícil, viciada. A UPP sofre os efeitos da sociedade que ela faz parte."
Janio diz achar ser uma "fantasia" a ideia de resolver a violência policial com a desmilitarização da polícia, e se diz cético em relação à regulamentação da venda de drogas: "O traficante de repente vai dizer: 'Olha, aqui eu paro porque o Mujica resolveu agora que o Estado é o dono da maconha?'".
O jornalista ainda reconhece os avanços sociais do governo Lula, critica o neoliberalismo do FHC e faz uma análise sobre os candidatos das eleições para governador do Rio de Janeiro.
Uma das vozes mais lúcidas do jornalismo brasileiro, Janio critica a nova geração: "Hoje em dia há esse fenômeno formidável no jornalismo: o jornalista que não lê jornal", e dá dicas aos jovens jornalistas de favelas: "Vá em frente. Descubra o seu mundo e descubra o seu jornalismo. Leia criticamente jornais. E ler livros é fundamental. Ter noção de história é muito enriquecedor. Ler autores críticos é muito importante. Leia, leia, leia e leia. O que pintar na frente, leia".
Após uma hora cravada de entrevista, Janio se despediu, precisava almoçar para assistir a mais uma sessão do STF.

Como era o Vidigal há 29 anos?
Quando eu me mudei para cá, minha rua não tinha nem calçamento nem iluminação. Essas casas aí não existiam [apontando para o alto do morro], aqui ao lado havia um começo de obra. Quem arranjou o primeiro calçamento que houve aqui foi minha mulher. Mas a iluminação pública só veio depois, também em parte pelo esforço dela, e ainda muito precária.

Como o senhor conheceu o Vidigal?
Eu já conhecia o Vidigal quando vim pra cá. Nos prédios pequenos moraram a Gal, o Caetano eu acho que morou – ou Caetano ou o Gil –, o Lima Duarte. No prédio grande morava minha filha. Ela chegou um pouco depois de mim. Comigo veio meu filho, morou aqui e depois foi para o exterior estudar por sete anos. Quando voltou, morou um tempo nos predinhos, depois foi para uma casa aqui em frente onde morou até recentemente.

O senhor frequenta o Vidigal?
Não, não vivo o Vidigal. Primeiro porque quando eu vim para cá, e durante muitos anos e até há pouco tempo atrás, eu trabalhava muito. Fazia uma coluna diária, uma coluna de informação de ponta, com uma relação muito complexa com as fontes. Ela me tomava um tempo gigantesco. Começava muito cedo, trabalhava em casa até mais ou menos duas horas da tarde, depois saía para a redação do jornal e aí não tinha hora para voltar. Tanto podia vir para casa quanto ir me encontrar com alguém para apurar alguma coisa.

O senhor percebeu um aumento no poder de compra dos moradores do Vidigal nos últimos 10 anos?
Percebi pela quantidade de casas construídas. Em parte é bom, e em parte lamentável porque criou-se a indústria da laje, que é uma forma covarde de pobre explorar o pobre. Numa ocasião eu estava comprando material de construção quando chegou um sujeito muito bem-vestido, com um tremendo de um anel de ouro, desses que chamam a atenção. Era nordestino. Fez suas compras, encomendou umas coisas. Quando ele saiu, o vendedor me disse: “Sabe do que ele vive? Ele compra laje aqui, sobre ela levanta mais um andar, manda vir gente do nordeste e os instala nessa laje. Imediatamente ele coloca a laje à venda, e os que estão ali podem morar até que ela seja vendida.  Enquanto isso ele está fazendo outras lajes, uns quatro ou cinco segundo andares. Ele vive de explorar laje. Resultou nisso aí [apontando para o alto do Vidigal]. Uma coisa inacreditável. Se você vir umas fotos que eu fiz na década de 1980 desse morro, você não acredita que seja o mesmo. Inclusive as árvores, era um beleza, árvores imensas, lindas, foi tudo abaixo.

Quando o senhor se mudou para o Vidigal, o tráfico já estava organizado?

Não sei dizer a você o quanto era organizado ou não. Mas não era ostensivo. O clima de tranquilidade existia. A pessoa que veio trabalhar comigo aqui em casa era do Vidigal, conhecia todo mundo. Lourdes me falava muito de um tal de seu Santinho, que ela dizia que era quem mantinha a ordem. Muito antes de o Comando Vermelho entrar.

O senhor percebeu a entrada das facções no Vidigal?

Eu não tenho muita noção de como as coisas se passaram. Mas isso de ver homens armados demorou a acontecer. Quando eu vim pra cá não existia. A primeira vez em que fui parado numa barricada por traficantes foi muito desagradável, muito chocante.

Qual é a sua visão sobre as UPPs?
Eu acho que a ideia em si é muito boa, necessária. Mas não pode ser só UPP, só polícia. Com a UPP têm que vir os demais serviços de administração pública. Isso é absolutamente fundamental. A militarização é uma etapa. Quando o nível de exigência dos próprios moradores aumentar,  eu acho vai haver um aumento na quantidade se serviços disponíveis. Tem de aumentar.

Como morador do Vidigal, o que o senhor vê de impactos pós-UPP?
Eu não tenho percebido nada ostensivo e intimidador como havia antes. Não tenho notícias de que tenha o tipo de intimidação que a Lourdes, que trabalhou muitos anos aqui comigo, passou. De vez em quando ela chegava aqui muito triste, aborrecida, por que na véspera um grupo havia subido na laje dela e passou a noite fumando maconha, fazendo barulho, e Lourdes não conseguia dormir. Depois eles foram se tornando mais audaciosos ainda, entravam na casa de Lourdes e retiravam comida da geladeira. E mais tarde, a fizeram cozinhar para eles. E não era só com ela. Eu acho que isso, por exemplo, se não acabou, diminui. Não só aqui, acredito que várias outras UPPs tiveram um resultado semelhante quanto à melhoria da convivência, de certa forma ainda problemática, contudo menos tensa do que era antes. Afinal, essa coisa de pobre contra pobre é uma coisa horrorosa. Pobre armado contra pobre é algo insuportável.

Os policiais também são pobres.
Policial é pobre, tem a mesma origem social, econômica, ou pelo menos muito próxima. É uma coisa muito violenta, covarde, revoltante. Por essa razão é que a iniciativa da UPP é boa, mas há muito o que fazer para que ela produza bons  resultados. Pode não ser o esperado, mas pelo menos melhor.
A UPP sofre por causa da origem da formação profissional do policial, que continua sendo difícil, viciada. A UPP sofre os efeitos da sociedade de que ela faz parte. Esse caso do Amarildo... Nós sabemos que há, desde o começo da UPP, um esforço gigantesco para selecionar policiais não viciados pela ação nas ruas. E no entanto, veja o caso do Amarildo, tem até major envolvido, tem capitão, tenente, sargento. É a própria sociedade representada.

O senhor é a favor da desmilitarização da polícia?

Eu acho que é uma fantasia imaginar que isso vai terminar com o fim da Polícia Militar. Não é por aí. Pura e simplesmente a nova polícia – tenha o nome que tiver, com as armas que já estão aí, com os chefes, capitães, comandantes, com estes delegados – vai continuar praticando a mesma violência.

Como se rompe com essa violência policial?

Rompe-se com o rigor penal sobre os praticantes de deslizes policiais. Falta perícia? A solução é fazer a perícia. Tá faltando punir? Tem de punir. Não adianta apenas substituir a farda por uma camisa esporte, vai continuar a mesma coisa. O que aconteceu é que a educação não acompanhou o aumento da população. Então temos toda uma deterioração educacional na população de uma geração que cresceu muito mais que o processo educativo e civilizatório. Daí vem toda essa polícia comprometida, ela própria, com o crime.

O ex-governador Sergio Cabral se reelegeu em cima do sucesso das UPPs, e colocou a segurança pública no centro do debate eleitoral. Há uma politização da segurança pública? 

Não foi o Cabral quem trouxe essa discussão. Foi o Moreira Franco, do PMDB. Ele se elegeu em 1986 com o seguinte tema de campanha: “Em seis meses eu acabo com a violência no Rio de Janeiro”. Ele foi eleito com base nessa campanha. Até a Globo, os jornais O Globo e Jornal do Brasil apoiaram intensamente sua candidatura que iria acabar com a violência, que estava começando no Rio. E o Brizola tinha feito algo que irritou profundamente os jornais e TVs. A polícia, antes do governo dele, entrava nas favelas matando gente, cometendo violências. E por se opor a isso Brizola foi acusado de ter provocado o aumento da violência. O Moreira fez a campanha em cima disso pra derrotar o Darcy Ribeiro, candidato do Brizola. Derrotou, e trouxe um advogado chamado Marcos Heuzi, que seria o homem do milagre da segurança pública. Em seis meses ele iria acabar com tudo. Mas a violência cresceu brutalmente, e o Moreira teve que despachar o Marcos Heuzi. E aí foi a degringolada total, ele entregou a segurança pública ao Hélio Saboya, que era um advogado criminalista. Saboya não conseguiu resolveu coisíssima nenhuma.

Qual era o plano dele?
Nenhum. O plano dele era ganhar a eleição e fazer negócio. E ele se dedicou muito a fazer negócios, e ganhou muito dinheiro. Eu mesmo denunciei resultados prévios de várias obras dele. Só do Metrô eu anulei cinco ou seis concorrências, além do complexo Tabajaras. Enquanto ele ganhava dinheiro, e a violência ficou comendo solta. E claro que a partir daí ela tomou um embalo que dificilmente alguém seguraria.

O Renato Meirelles, do Data Popular, diz que as eleições desse ano serão definidas pela classes C, D e E. As favelas irão definir as eleições no Rio de Janeiro?
Eu acredito que os analistas que moram na cidade do Rio de Janeiro só olham pro Rio, como os paulistanos só olham pra São Paulo. A eleição é no estado, e a gente não sabe como é que estão as coisas no interior. O PMDB, por exemplo, que é um partido forte no Rio, tem agora uma divisão, algo que não houve na eleição anterior. Tem a corrente Picciani, a ex-corrente Cabral da qual sabemos ainda muito pouco, se ela ainda existe, se deixou de ser, e ainda se ela irá se transformar na corrente Pezão. Até agora não vi nenhum dado que indique a sua dimensão. O Garotinho tem muito eleitor no interior, o quanto essa corrente Garotinho vai influir nessa eleição, eu não sei. O Crivella é muito vivo, não é bobo não, e está trabalhando muito, e com muito dinheiro inclusive. As igrejas evangélicas vão influir mais ainda agora do que nas eleições anteriores. O quanto, e de que maneira, até agora eu não sei. Mas quem quiser analisar a eleição no estado tem que parar de olhar apenas para a cidade do Rio de Janeiro. As favelas vão decidir? Que favela? E o interior ninguém leva em conta?

O que o senhor acha da candidatura do Lindbergh?

O PT fluminense pode ter com o Lindbergh uma oportunidade de aparecer nessa eleição disputando o governo estadual, caso haja um empenho do Lula, particularmente do Lula e, subsidiariamente, da Dilma.

A Dilma prefere o Pezão?

Eu não sei. Com franqueza eu acho que ela não pode falar e não pode agir contra o Pezão, porque ela é candidata. Vai chutar o PMDB para a lua e ficar com o risco do PT que, no Rio, tem sido um sucessivo insucesso?

O que houve com o PT carioca?

Ele se desmontou todo. Teve a oportunidade com a Benedita e chutou pro alto, fez milhões de besteiras. O partido dividiu-se todo, desarticulou-se e focou em pequenas disputas: a corrente Vladimir contra a corrente Gabeira, e foi se desestruturando e caindo aos pedaços. Nunca chegou a se estruturar propriamente no Rio de Janeiro.

O senhor acredita nessa definição de nova classe média?

Eu não acredito nos índices que determinam essa divisão entre classes: classe C1, C3, média-média. Isso é absolutamente fajuto. Coisa de economista, e economista está em outra, não está pensando na sociedade. Nessas denominações eu não acredito, não adoto e não pratico. Mas é evidente que houve um ganho de salário, um ganho de oportunidade de emprego, um ganho de pequenas iniciativas, e isso resultou numa melhoria econômica de uma grande parte da população. E não só do Rio, mas da população brasileira. No Nordeste, por exemplo, há modificações sensíveis.

Quando essas mudanças se deram?

Foi durante o governo Lula. O governo Fernando Henrique foi um arrocho desgraçado. Arrocho salarial pesado, sem obra social, apenas propaganda. A política econômica foi inspirada por americanos, pelo Consenso de Washington e pelo neoliberalismo. Nas sociedades latino-americanas onde o neoliberalismo penetrou, ele penetrou cruelmente, de maneira perversa. E o FHC e o Malan são ainda representantes políticos do neoliberalismo.

Já que estamos falando em governo FHC, me lembrei da privatização das telecomunicações. O que o senhor achou da ocupação e reintegração do prédio da antiga Telerj?

Eu acho muito triste despertar esperanças em pessoas pouco ou nada informadas, incentivando-as a ocupar uma área que você já sabe que vai ser desocupada, e na raça. Porque quando a Justiça diz “desocupa”, a polícia vai para desocupar mesmo. Alguns grupos ficam explorando essa ingenuidade alheia ao invés de definir um programa de trabalho, de ação permanente, de propaganda e de luta política. Falta trabalho de base, eles ficam fazendo esses espetáculos em que se satisfazem muito. A Sininho, por exemplo, vai lá e agita. Mas quem apanha não é ela. Se apanhasse, saberia o que os outros sofrem por conta da agitação que ela faz. Depois ela vai pro apartamento dela, toda elegante quando não está agitando, mantida pelos papais. Aí bota os outros na frente, levando porrada da polícia, para uma coisa que não tem futuro. Qual era o futuro daquela ocupação? Os caras chagam lá e dizem: “Vai ser aqui, vai ser ali”. Você acha que a Justiça ia permitir? Que a polícia ia deixar de ir lá? Para conseguir aluguel social ou inscrição no Minha Casa Minha Vida não precisa disso. É só ir um grupo para a frente da prefeitura e fazer uma fila. No terceiro dia, eles descem e inscrevem todo mundo.

O senhor é contra a ocupação de prédios desocupados por movimentos sem-teto?

Olhe para experiência do Stédile. Ele deve ser ouvido a respeito de tudo isso, um dos caras que mais devem ser ouvidos no Brasil, e que menos o é. O Stédile parou de fazer invasão de fazenda à toa e mudou o discurso: “Olha, vamos partir pra outra, a briga tem que ser outra. Não é por esse caminho”. E ele está certo porque, as invasões fazem surgir novos Zé Rainhas - que é a Sininho com calça de homem. O que aconteceu no pontal do Paranapanema, que era área comandada pelo Rainha? Nada. Houve gente que sofreu pra burro ali, perdeu o lugar onde morava, o trabalho que tinha, pra ir ocupar a fazenda de não sei quem, e que a Justiça devolveu. A polícia de São Paulo, que é muito mais violenta que a do Rio, foi lá e baixou o cacete pra valer. Morreu gente, aconteceu o diabo. Morreu até criança nas invasões que o Rainha inventava no Pontal do Paranapanema. Até que ele mesmo se picou e foi pro Espírito Santo, e largou o pessoal lá no pepino. E não deu em nada, ninguém ali ganhou nada. Agora veja, o trabalho do Stédile é absolutamente sensacional. Não é à toa que não fazem propaganda do trabalho dele.

Dizem que a ocupação do prédio da Oi/Telemar não foi organizada pelo movimento sem-teto, e muito menos pela Sininho.

Eu não disse que foi organizada por ela. Eu não sei quem foi, não estive lá. Mas de qualquer modo, naquelas coisas lá mais pra trás, como no ato na Central, ela estava envolvida, e acabou muito mal. Um besteirol total. Invadir a Central do Brasil é ir contra o operário que saiu do trabalho e quer ir para casa.

Organizaram um “catracasso” para a população não pagar a tarifa.

Sim, e com que resultado? Deu no quê?  Quando você age politicamente, tem que olhar antes de tudo o resultado que você quer, definir perfeitamente o resultado que se pretende atingir, e ver se esse resultado justifica a ação que você vai fazer. Isso que é ação política e isso que é ação social. Ação física social. Agora, se você não parte dessa premissa, vai dar em besteira. Ou pelo menos a margem que dê em besteira é enorme.

Nesse ato específico morreram duas pessoas.

Morreu o cinegrafista, um senhor foi atropelado, e houve gente que apanhou pra burro na Central do Brasil. Um monte de mulher grávida inalando gás lacrimogênio dentro da Central sem poder sair, porque não deixavam sair, e sem pular catraca, porque grávida não vai pular catraca. Idosa vai pular catraca? Essa coisa é muito primária, e é esse primarismo que me incomoda. Me dá uma imensa tristeza ver que a gente não evoluiu em termos de luta política e social no Brasil.

A esquerda brasileira esqueceu suas tecnologias políticas?

Já se sabia pouco, e aí perdeu-se aquele pouco que se sabia. Eu acho, num certo sentido, natural. Não houve uma transmissão de conhecimento. A ditadura interrompeu tudo. Foi uma coisa devastadora, muito maior do que esses artigos, documentários e os poucos livros sobre a ditadura têm dito. Foi algo gigantesco. Acabou com a Universidade, com o Instituto Oswaldo Cruz... Nesse período de 20 anos, a pesquisa científica foi pro brejo, atrasou 50. Um horror. E com a imprensa? O pessoal que vinha fazendo um jornalismo mais avançado, melhorado, inteligente, técnico. De repente ficou um buraco. As pessoas que foram chegando não puderam recolher o conhecimento, não o receberam dos anteriores. A mesma coisa na luta sindical.

Por quê?

Porque ficou um buraco. Foram afastados. Eu fiquei anos e anos sem poder trabalhar em jornal. E fui me virando. Por dez anos trabalhei com produção de livros, gráfica.

O que o senhor acha da mídia independente que está surgindo nas favelas?

Acho muito bom. Despertar interesse por informação é mais importante do que supor que já está informando. Isso porque, até você chegar a produzir a informação que leva à melhoria de nível cultural, de reflexão, de convívio e de aprendizado social, demora. Não é de um dia para o outro. E não é que demore só para o leitor não. Demora também para quem produz jornalismo, leva tempo até entender qual é seu público, como é que esse público elabora uma notícia. Isso tudo se perdeu no jornalismo brasileiro. E os que estão fazendo esse jornalismo independente, não comercial, também sentem falta disso. Mas não falta algo importante: o interesse do leitor por obter informação, o gosto de saber as coisas, o gosto de ser informado. E isso é fundamental.

O senhor acredita que essa mídia independente das favelas pode alterar a visão estereotipada que a imprensa tem dos territórios populares?

Ela pode começar a pautar a imprensa, mudar a relação de poder. Em certo sentido ela já tem alguma influência. Mas o que se passa nos meios de comunicação brasileiros –  televisão, rádio, jornal e revista –, não é só em relação à favela. Veja O Globo, que é esse poderosíssimo jornal do Rio de Janeiro. Se você assistir a um jogo de futebol, e no dia seguinte você for ver as notas que o repórter do Globo dá aos jogadores, você fica besta. Como ele pode dar nota sete para um cara que errou todos os passes? Ele é apenas um garoto que está sentado lá - na redação ou na frente das câmeras da TV-  falando como se fosse  doutor em futebol há 30 anos, uma experiência fantástica! Começou anteontem, tem de dois a quatro anos de jornal, e de futebol não tem nada. É a mesma coisa que se passa com o assunto favela, com o assunto violência urbana ou com economia.  Se você parar pra pensar nesse caso da compra de Pasadena pela Petrobrás, o besteirol que sai a respeito disso é uma coisa inacreditável. E a Polícia Federal deita e rola explorando essa garotada. Essa turma que não estuda nada, não lê nada. Hoje em dia há esse fenômeno formidável no jornalismo: o jornalista que não lê jornal. É uma coisa inacreditável como eles se repetem. Quantas vezes você não vê n’O Globo de hoje uma noticia que já saiu ontem, como se fosse algo novo? E vira manchete de página interna!

O jornal impresso está acabando?

Não acredito nisso. Quem acreditou nos EUA está caindo do cavalo. A tiragem lá aumentou 3% no ano passado. Se você pensar que em uma grande quantidade de jornais estaduais americanos seus donos deixaram de investir, embarcados nessa onda de que o jornal impresso vai acabar, e ainda assim a média de crescimento foi de 3%,  você pode deduzir com facilidade que há um grupo de jornais e uma linha de jornalismo que cresceu expressivamente.

Mas dá pra comparar a credibilidade do The New Tork Times com a do O Globo?

Dá, porque o nível do leitor também acompanha essa diferença. Para comparar o New York Times com O Globo, temos que comparar os leitores dos dois em relação de confiabilidade. É a classe média brasileira. Vá ao Grajaú e fale mal d’O Globo pra ver se você sai de lá incólume.

Qual dica o senhor dá para um jovem jornalista de favela?

Eu só diria a ele: Vá em frente. Descubra o seu mundo e descubra o seu jornalismo. Leia criticamente jornais. E ler livro é fundamental. Ter noção de história é muito enriquecedor. Ler autores críticos é muito importante. Leia, leia, leia e leia. O que pintar na frente, leia. E depois você faz a seleção do tipo de coisa que mais te interessa, e vá em frente. Faça o seu jornalismo. E veja o que nele tem melhorado, o que não tem melhorado. O auto-aprendizado em jornalismo é muito importante. Reler e analisar o que você fez. Ouvir o que alguém possa dizer a respeito do que você escreveu. Isso nos orienta.

O senhor é a favor da descriminalização e regulamentação da venda de drogas?

Eu acho esse tema dificílimo, e não tenho uma posição definida. Eu vejo vantagens possíveis e prováveis desvantagens em proporções pelo menos iguais. Então eu não sei que tipo de projeto pode sair disso.

Muitos pesquisadores dizem que o ônus da guerra às drogas é maior que o ônus do consumo de drogas em si.

Ninguém sabe calcular esse ônus, é um chute, ninguém tem como avaliar. Como alguém vai saber a quantidade de usuários de drogas no Brasil, um país com 200 milhões de habitantes? Pesquisa científica é igual pesquisa eleitoral, ouve duas mil pessoas... E o consumidor vai responder com honestidade a esse tipo de pergunta?

O senhor teme que com a descriminalização aumente o número de pessoas viciadas?

Não, não é isso. É que você vai criar mais um mercado capitalista, propriamente instituído capitalistamente. E não vai acabar com o outro mercado não, o outro simplesmente vai baixar o preço, na medida que precisar baixar o preço. Como a margem para os intermediários e produtores é muito grande, e a quantidade de pessoas que não querem entrar no mercado formal de trabalho porque acham que podem viver, pobremente, mas viver sem se aporrinhar com trabalho, carteira e horário é gigantesca num país de 200 milhões de habitantes, e com as condições sociais do Brasil, no meu ponto de vista, o mercado paralelo vai continuar. Pode resolver um problema aqui, outro ali. Um problema de maior conflito com traficante em algum lugar, mas no geral vai continuar, porque os intermediários e os produtores vão continuar.

No Uruguai, o Mujica quer que o Estado tenha o controle da produção e venda de maconha.

Ele acha que vai ter controle. Até agora não se sabe se vai ter. E eu pessoalmente não acredito que vá. O traficante de repente vai dizer: “Olha, aqui eu paro porque o Mujica resolveu agora que o Estado é o dono da maconha?”. O intermediário vai dizer: “agora perdemos a boca do Uruguai, vamos pra Taiwan?”. É não conhecer o animal humano.

O senhor é otimista em relação ao futuro do Brasil?

Eu sou cético em relação a tudo, não só ao Brasil, mas ao animal humano.

Eu tenho uma impressão, pode ser romântica, de que a geração que virá depois da inclusão social do governo Lula, das cotas raciais e sociais e do Prouni já vai nascer com livros em casa. E essa geração, que receberá o dinheiro do Pré-Sal para educação, será incrível, e que talvez ela consiga transformar até o Congresso. O senhor não divide essa visão otimista?

Não. Tomara que você a mantenha, e sobretudo tomara que a realidade justifique o seu otimismo e não o meu ceticismo. Mas eu acho que o Brasil ao mesmo tempo que evolui em vários sentidos, se degrada em outros. A corrupção, por exemplo. Hoje fala-se sempre dos governos. As oposições falam muito dos governos. E os meios de comunicação, se esses governos não são conservadores - sejam  estaduais, municipais ou federais – se encarregam de depositar nesses governos todas as responsabilidades por tudo que seja de errado e de ruim. Mas a verdade é que a corrupção varre esse país de cima a baixo. O Brasil está completamente minado pela corrupção. Ninguém sabe a dimensão que isso tem nem a que isso vai levar, mas certamente essa corrupção não leva a nada que preste.

Essa corrupção me parece estrutural, como se muda esse quadro?

É uma boa pergunta, para a qual seu otimismo deve dar a resposta. Porque meu ceticismo não responde não.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Um pequeno passo para o Homem, um ...


O cientista político-futebolístico José Trajano, da ESPN, é meu candidato ao Nobel de Biologia em 2014. Enfim o Brasil vai ter um Prêmio Nobel pra chamar de seu.

Seleção Google - Copa do Brasil 2014


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Documento: Globo censurou o exoesqueleto do Nicolelis


Fonte:Blog Conversa Afiada

O Blog Megacidadania foi em busca da comprovação documental

Bomba! Documento comprova, Globo censurou exoesqueleto


Após três postagens enfatizando que a Tv Globo censurou o momento do chute inicial da Copa 2014, o blog Megacidadania foi em busca da comprovação documental que fundamentasse definitivamente nossa afirmação e a disponibiliza ao distinto público.

O documento está disponível no próprio portal da Rede Globo (clique aqui).

A SEGUIR ALGUNS TRECHOS DO DOCUMENTO DA PRÓPRIA TV GLOBO


A maior e mais desafiadora cobertura esportiva já feita pela Globo tem a missão de levar a Copa do Mundo FIFA 2014 para a casa de cada brasileiro. E de ser os olhos de cada torcedor em tudo que acontece no Brasil durante o Mundial.

Para isso, a Globo está mobilizando toda a sua rede …

São 1.496 profissionais credenciados … em uma operação que envolve cerca de 2.500 profissionais …

GLOBO PREPARA UMA GRANDE FESTA PARA O DIA 12 DE JUNHO; SAIBA TUDO

… equipe de 80 repórteres que vão trabalhar na cobertura …

… a Globo terá cinco câmeras exclusivas …

*

E a pergunta óbvia é: por que mesmo com todo este aparato, inclusive com cinco câmeras exclusivas, a Tv Globo deixou “escapar” a cobertura do ponta pé inicial ?





O depoimento do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis elucida a questão.

Foi censura política sim.

É desculpa esfarrapada da Tv Globo que a FIFA e “só” a FIFA estava gerando as imagens.

A Tv Globo com suas cinco câmeras exclusivas não fez a cobertura jornalística do exoesqueleto, com a devida ênfase, simplesmente por que assim decidiu seus dirigentes.


Obs.: se por acaso a Globo retirar o acesso ao documento, é só nos avisar aqui mesmo nos comentários, pois o salvamos na íntegra.

Em tempo: o Enio Barroso, famoso cadeirante paulista, fez um sincero e indignado comentário sobre o caso e teve mais de dois milhões de visualizações:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=843795528982344&set=a.226577860704117.72168.100000557142557&type=1&theater&notif_t=photo_reply


O brasileiro sempre trabalhou. Mas só com o PT no Governo é que trabalhar passou a valer a pena


O povo sempre trabalhou muito. Mas, até 12 anos atrás, as oportunidades eram exclusivas para quem teve pai rico ou funcionário de estatal, do Judiciário, dos Tribunais de Contas, Universidades Federais, Assembleias Legislativas e outros cabides de emprego. (as exceções, que as há, se sintam contempladas)


Seleção Google - Copa do Brasil 2014