quinta-feira, 10 de março de 2011

Enfim, uma novela fora do Leblon

A Rede Globo cobra um óbulo pesado dos cariocas para vender a ilusão de que todos vivem no Leblon, cenário de 9 entre 10 novelas da rede da família Marinho. Em troca dessa fantasia, os cariocas votam em quem a Rede Globo determina (como na Marina Silva), aplaudem quem a Globo quer, admiram os ídolos de barro que se exibem na tela global (casal Bonner, Luciano Huck, Xuxa, Renato Aragão) e consomem alegres todo o lixo que os anunciantes despejam na sala de estar dos telespectadores (bancos vagabundos e cerveja idem, carros de tecnologia superada, telefônicas incompetentes do minuto mais caro do mundo, uma infinidade de produtos de beleza e limpeza de quinta categoria, entre outros balangandãs). Mas agora a coisa começou a balançar para a outrora poderosíssima Globo. Primeiro foi a Record, que exibiu uma série sobre a Venezuela desmascarando todas as mentiras e preconceitos divulgados pela Globo e pela mídia amestrada (Veja, Folha, Estadão, O Globo, CBN, Jovem Pan, Época, IstoÉ, Correio Braziliense etc). Agora foi o SBT que resolveu chutar o balde e promete mostrar a verdadeira cara do Brasil com a exibição da primeira novela que não se passa no Leblon. Chama-se "Amor e Revolução" e promete contar o que foram os anos da ditadura militar no Brasil. Ditadura da qual a Rede Globo se serviu para crescer, se tornar poderosa e bilionária. Às custas da ignorância e atraso intelectual, cultural e social de todo o povo, em especial dos cariocas, que viram o Rio de Janeiro se transformar da melhor cidade do mundo num local imundo, violento, reacionário e atrasado sob todos os pontos de vista. Rio que, felizmente, está voltando a ser Cidade Maravilhosa pelas mãos de seu povo, à medida em que vêm readquirindo a auto-estima e a capacidade de reflexão, que havia sido terceirizada para gente provinciana e preconceituosa como Arnaldo Jabor, Merval Pereira, Mirian Leitão, Danuza Leão, Lucia Hipólito, Xuxa, Agnaldo Silva, casal Garotinho, Alexandre Garcia, entre outros. Portanto, Salve o Rio, salve a alegria natural do carioca, salve o sol, o mar e as montanhas do Rio de Janeiro, salve  a volta do Estado nas comunidades pobres, salve a Política do secretário Beltrame, salve os novos tempos, salve a melhor cidade do mundo para se viver! Enfim, aproveitando a veia panfletária, abaixo a Rede Globo e a ditadura da mídia vagabunda!


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