quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Por Amor a Vitória



Os Bernardes com Vitória

 Ecéa Wagner

 Dia 15 de janeiro de 2012, uma cachorra boxer – Vitória – nos deixou.

Tinha uma história triste e ao mesmo tempo bonita. Havia sido encontrada doente e ferida em um local público. Trazia um machucado na cabeça, causado provavelmente por maldade humana. Um coração bondoso a recolheu e procurou alguém que a medicasse. Em seguida, alguém que a quisesse em sua casa. Foi assim que, em 2006, a Vitória chegou à família Bernardes.

Bem recebida e bem cuidada, passou por diversos tratamentos e sobreviveu, cuidando da casa que a acolheu e dos seus moradores. Já tinha uma idade avançada quando foi encontrada – entre 6 e 8 anos –, e os maus tratos sofridos contribuíram para que tivesse uma saúde frágil. Sempre foi um animal dócil e aos poucos foi se tornando ainda mais amigável, latindo quase nada e procurando estar próximo de outros seres, fossem humanos ou animais, como um inseparável jaboti – também este encontrado abandonado e ferido numa rua de Curitiba.

No último domingo Vivi, como às vezes a chamávamos, nos deixou. Estava extremamente fraca e cansada, sem forças sequer para se manter em pé. O término de seu sofrimento nos consolou. Ela agora repousa à sombra de uma goiabeira, no quintal que compartilhou conosco e com patos, tartarugas, peixes, passarinhos, abelhas e o já mencionado jaboti, além de outra boxer, a jovem e impetuosa Jabulani.

Vitória será sempre por nós lembrada com saudades. Seu lugar está no coração de cada um de nós que a conhecemos e tivemos a graça de com ela conviver e valorizar seus cuidados a nós dispensados.

Dizemos adeus a Vitória e obrigado por tudo o que ela nos deu.

Um comentário:

  1. Linda homenagem! Assim como ela proporcionou momentos felizes a vocês, ela recebeu carinho, atenção e tudo de melhor, que alguns seres humanos, aqueles que realmente possuem sentimentos nobres e elevados, podem proporcionar!

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