| Casa de Fabergé, em São Petersburgo (Foto: Reprodução) |
A profissão foi herdada do pai, o também joalheiro Gustav, que fundou a Casa de Fabergé em 1842. Foi na loja do pai que Peter Carl Fabergé aprendeu o ofício, sob os ensinamentos de Hiskias Pendin, homem de confiança da família. Com a morte de seu tutor, em 1882, ele assumiu oficialmente os negócios do pai. Trabalhando com o irmão Agathon, conquistou fama e recebeu encomendas dos homens mais ricos da Rússia.
A Casa de Fabergé tornou-se a maior joalheria russa e, em seus tempos áureos, chegou a ter lojas também nas cidades de Moscou, Odessa, Kiev e até Londres, na Inglaterra. Entre os clientes mais importante estava o czar Alexander III, que anualmente encomendava um dos famosos Ovos Fabergé para presentear sua esposa, Maria Feodorovna.
Em 1916, a companhia foi tomada pelos bolcheviques, durante a Revolução Russa. A Casa de Fabergé foi nacionalizada, e o joalheiro viu-se obrigado a deixar o país. Fabergé morreu pouco tempo depois, em setembro de 1920, sem sequer ter voltado à sua cidade natal. Segundo a família, ele morreu de tristeza.
| Medalha Fabergé (Foto: Reprodução) |
Após sua morte, Fabergé é frequentemente homenageado em todo o mundo. Na Rússia, ele deu nome a ruas, praças, é tema de exposições - uma em um dos maiores museus do mundo, o Hermitage -, inspirou a criação de uma medalha (a Ordem Fabergé) e tem um busto na famosa praça Karl Fabergé. O prédio onde sua loja funcionou durante muitos anos ainda está de pé e abriga uma sofisticada joalheria, próximo ao museu em São Petersburgo.

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