quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Lições de Jornalismo PIG: Como salvar uma pauta naufragada

Serraglio, o arguto investigador do Mensalão

O deputado Osmar Serraglio, relator da CPI dos Correios, aquele careca que fazia perguntas pueris aos investigados do Mensalão compensando com caras, bocas e olhar instigante nº 45, se arma feito um pavão quando a Globo novamente acende seus holofotes para entrevistá-lo sobre “o maior escândalo de corrupção do Brasil, do Mundo, da Galáxia, quiçá do Universo”. Sem nada importante para contar, Serraglio alega que não conseguiu provas para culpar Zé Dirceu porque os bancos (privados e públicos) blindaram o “chefe da quadrilha”, conforme o descreveu o deslumbrado e provinciano ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Para tentar salvar a anti-notícia de qualquer jeito, a Globo arranca uma declaração bombástica desse descendente de italianos, que se conduz inspirado pelo inspetor Cruseau: seus telefones teriam sido grampeados, no tempo das investigações! Uma bomba realmente, não tivesse a Polícia Federal feito a varredura em todos os telefones usados por Serragio e encontrado bulhufas. Essa “informação desimportante” foi omitida pelo instigante relator da CPI dos Correios e, claro, pela Globo. Ela poderia enterrar mais essa lenda urbana alcunhada Mensalão pelo ex-deputado Roberto Jefferson, o mais notório jagunço da ex-tropa de choque do ex-presidente Fernando Collor de Mello e hoje mero cantor de Petrópolis.

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