quinta-feira, 29 de maio de 2014

Joaquim Barbosa: o juiz que podia tanto e fez tão pouco e mal

 Nunca antes na história desse país um juiz pôde tanto e fez tão pouco e tão mal. O ex-presidente Lula acertou em nomeá-lo, como um gesto político de resgate de uma parcela da dívida social que o Brasil tem com a raça negra. Joaquim Barbosa é que não se mostrou à altura da missão Histórica que lhe cabia.


O ministro e presidente do STF, Joaquim Barbosa, anunciou hoje a decisão de pedir aposentadoria e deixar a corte superior em junho (quase seis meses antes do término de seu mandato).

Já vai tarde. Poderia ter feito muito pelo País se em vez de servir à mídia atrasada e partidarizada tivesse condenado os "mensaleiros" por Caixa 2 de campanha. Faltou-lhe coragem para tanto, porque teria que condenar também os megaempresários que doam de Caixa 2 das empresas para o Caixa 2 dos partidos. Podia tanto e fez tão pouco e mal; deixou-se comandar pela ilusão dos elogios da mídia e pela falta absoluta de controle sobre o seu temperamento.

Mas ainda vai cumprir tarefa para os barões da mídia, dos quais tem se mostrado um fiel executor de missões. Há dúvida se a Legislação Eleitoral lhe reserva exceção por exercer mandato no Poder Judiciário (poderia ainda apresentar-se como candidato? A resposta mais provável é "não"). A maior dúvida é saber se será cabo eleitoral de Aécio, Campos ou Marina.

Uma coisa porém é certa: deixa o STF pela porta dos fundos.

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