Eis a opinião do general Ernesto Geisel, em 1993: “Bolsonaro é um mau militar”

Geisel gravou entrevista ao CPDOC no Rio
Antonio Santos Aquino
Na época, a declaração do ex- presidente Ernesto Geisel sobre Jair Bolsonaro até passou meio despercebida, mas agora é uma bomba. O fato ocorrido e indesmentível foi que o general Ernesto Geisel, depois de muito assédio, em 1993 deu uma entrevista para Maria Celina d’Araújo e Celso Castro, no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Uma das perguntas feitas ao ex-presidente foi a seguinte: “O que é mais forte: a pressão dos civis batendo nas portas dos quartéis ou a aspiração de alguns militares querendo liderar politicamente o país?”
RESPOSTA DO GENERAL: “Entre nós no Brasil a vinculação dos militares com a política é tradicional. Isso vem da nossa formação. O que houve no Império? Quantos políticos quiseram ser militares através da Guarda Nacional? Quantos generais foram políticos? Sempre houve militares envolvidos na política e isso continuou com a República: por exemplo, o problema do Hermes da Fonceca na campanha civilista do Rui Barbosa. É sempre a política entrando no Exército. Isso é mais ou menos tradicional. Tenho a impressão de que, à medida que o país se desenvolve, essa interferência vai diminuindo. Presentemente, o que há de militares no Congresso? Não contemos com o Bolsonaro, porque o Bolsonaro é um caso completamente fora do normal; inclusive, um mau militar”.
São estas as palavras do general e ex-presidente Ernesto Geisel, um dos mais renomados chefes militares. Parece que estava adivinhando que no futuro Bolsonaro seria candidato a presidente, e então deixou este alerta ao povo brasileiro.
INDULTADO – O frequentador do Blog Virgilio Tamberlini, que se apresenta como “Indultado”, já abordou esse assunto. Como eu há dois anos dizia ter um documento falando de Bolsonaro que seria uma bomba, e que eu daria a algum político se ninguém o publicasse, estou repercurtindo o que foi dito por “Indultado”.
Este depoimento do general Geisel foi transformado em livro, o que não deixa de ser um documento. Detalhe final: O que escrevo não é “ipsis literis”.

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