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| Gal Costa e Rolando Boldrin |
Esta quarta-feira, 9 de novembro de 2022, nos privou abruptamente de dois gigantes da melhor música brasileira: a tropicalista Gal Costa, jovem aos 77 anos, e o maior representante atual da canção sertaneja de verdade, Rolando Boldrin, na juventude de seus 86 anos.
Boldrin será o eterno Sr. Brasil, aquele que ainda na década de 70 despertou em todos nós um prazer havia a muito esquecido: a genuína música caipira, que as rádios de jabá desprezavam. As manhãs de domingo ganharam nova vida com o programa criado pela dupla Boldrin e Ratinho (não esse Ratinho avacalhado da Rede Massa, mas o Ratinho da dupla que formara com o também lendário Jararaca).
Já a Gal Costa surgiu para o grande público um pouco antes, ainda no final da década de 60, ombreando com os tropicalistas Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, Maria Bethânia e outros mais. Uma curiosidade em relação a Gal: a cantora motivou uma microrreforma ortográfica no Brasil. Antes da década de 70, general era abreviado como gal. O ditador de plantão era o gal. Costa e Silva, que não gostou do nome adotado pela tropicalista. Achou que era provocação - e parece que era mesmo - e foi então que general passou a ser abreviado como gen.

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