quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Bolsonaro, quem diria, iniciou a reforma no Estado brasileiro. E ela não pode retroceder

The Villa Biscaia Post / Editorial

A única coisa que presta feita pelo (des)governo Bolsonaro foi a redução das alíquotas do ICMS sobre combustíveis e serviços essenciais. E Bolsonaro fez isto não para beneficiar a população, mas para atacar os governadores, e nesta ação atingiu tanto aqueles que não lhe agradavam, quanto os que lhe serviam de capacho. Mas foi algo acertado, porque era um absurdo cobrar quase 30% de imposto para as pessoas terem Água/coleta de esgoto, Luz, Gás, telecomunicações em suas casas, sem falar nos combustíveis que movem os veículos motores. Os governadores e prefeitos estão fazendo lobbie para voltarem as alíquotas anteriores sob a falsa alegação de que as contas das administrações não fecham. Não fecham por causa da farra de dinheiro público para membros do Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais de Contas, universidades e do Legislativo etc. Por isso é preciso que a nova mídia, os sindicatos e os partidos de oposição se oponham à volta das alíquotas altas e exijam o corte da farra de dinheiro público nessas áreas citadas (entre outras). Não se trata do servidor público qualificado que tem salário de R$ 30 mil, mas dos penduricalhos que aumentam essa cifra dez vezes ou mais. Por que o povo que trabalha na iniciativa privada tem que pagar escola dos filhos, creche, tratamento dentário, plano de saúde, a roupa que usa para trabalhar, o transporte etc e os encostados no Estado transferem essas contas todas para os cofres públicos? A reforma do Estado foi iniciada - mesmo sem essa intenção - pelo mais desqualificado sujeito que ocupou a Presidência da República do Brasil, e ela não pode retroceder.

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