sábado, 25 de fevereiro de 2012

União investiga origem da escritura de Pinheirinho


06/02/2012
O governo federal irá investigar a origem da titularidade do terreno de Pinheirinho, pertencente à massa falida da Selecta S/A, do investidor Naji Nahas. A dúvida quanto à idoneidade da escritura (se é grilada ou não) surgiu a partir de uma entrevista publicada no jornal Folha de S.Paulo, no último dia 29, com Benedito Bento Filho, empresário do ramo imobiliário, que vendeu o terreno à Selecta, em 1981.
Na entrevista, Bento Filho, 75, também conhecido como Comendador Bentinho, conta que adquiriu o terreno onde fica Pinheirinho, com cerca de 1,3 milhão de metros quadrados, de Reston Lahud e Salim Lahud Neto, em junho de 1978. O que chamou atenção do governo federal foi o fato de Bento Filho dizer que a Chácara Régio, que pertencia à família de alemães Kubitzky, nunca esteve dentro de Pinheirinho.
Os irmãos Kubitzky, Hermann Paul, Arthur Moritz, Erma Erica e Frida Elza, a mais nova com 68 anos e o mais velho com 76 anos, foram assassinados no dia primeiro de julho de 1969, por quatro jovens - um de 23 anos, e outros três menores de idade. Como não tinham herdeiros, e nem foram casados, tanto o terreno - onde ficava a Chácara Régio, com 30 mil metros quadrados, dentro da área de Pinheirinho -, quanto seus demais bens financeiros ficaram com o Estado.
"Eu tinha 16 anos quando esses quatro irmãos foram assassinados e lembro perfeitamente do caso. O bairro onde Pinheirinho se insere chama-se Campo dos Alemães, onde a Chácara Régio ficava. É um dever nosso investigar se toda essa passagem é correta", afirmou o secretário Nacional de Articulação Social da Presidência, Paulo Maldos, que participou junto com representantes do Ministério das Cidades, Secretaria de Patrimônio da União e Advocacia Geral da União, de reunião para encontrar soluções para as seis mil famílias que ficaram desalojadas após a reintegração de posse do terreno, realizada no domingo 22 de janeiro, às 6 horas da manhã.
O repórter Igor Carvalho, da Revista Fórum, publicou recentemente parte de levantamento do histórico de titulares do terreno. Através da certidão retirada em cartório, verificou que o terreno onde se encontra Pinheirinho se chamava Bairro do Rio Comprido e pertencia a Bechara Lahud, passando em fevereiro de 1962 para Paulo Lahud e Reston Lahud. Foi vendido em junho de 1978 para Benedito Bento Filho. E em dezembro de 1982 para a Selecta S/A.
Como não é impossível registros em cartórios serem adulterados, Maldos explica que as investigações serão feitas não apenas pela matrícula do imóvel. O levantamento deverá ser entregue em uma próxima reunião entre secretarias, prevista para o dia 14 de fevereiro.
Pouco tempo depois do assassinato dos Kubitzky a imprensa divulgou que o terreno deveria ficar mesmo com o Estado, possivelmente com a Universidade de São Paulo (USP). Mas, segundo assessoria da Advocacia Geral da USP, o terreno não ficou com a instituição.
 Edição Folha de S.Paulo, de 30 de Agosto de 1969

Como não é impossível registros em cartórios serem adulterados, Maldos explica que as investigações serão feitas não apenas pela matrícula do imóvel. O levantamento deverá ser entregue em uma próxima reunião entre secretarias, prevista para o dia 14 de fevereiro.
Pouco tempo depois do assassinato dos Kubitzky a imprensa divulgou que o terreno deveria ficar mesmo com o Estado, possivelmente com a Universidade de São Paulo (USP). Mas, segundo assessoria da Advocacia Geral da USP, o terreno não ficou com a instituição.
Possível futuro das famílias de Pinheirinho
Maldos explicou que, além das investigações quanto à titularidade do terreno de Pinheirinho, o encontro entre secretarias e AGU serviu para estruturarem proposta para realojar as famílias. Uma delas é aproveitar a divida que a própria Selecta S/A tem com a União, hoje calculada em R$ 11 milhões de impostos atrasados. A ideia é transformar o débito em parte física do terreno, que corresponda a esse valor, e construir unidades de moradia verticalizadas, ou seja, colocar todos em prédios. Entretanto, o secretário afirma que como a empresa está falida, juridicamente os trabalhadores prejudicados teriam que ser contemplados antes dos ocupantes do bairro. "Segundo informações que nós temos, o núcleo inicial de ocupantes de pinheirinho é exatamente dos trabalhadores com quem a massa falida tem dívidas", completa.
A segunda proposta abordada na reunião é levantar outras empresas em situação de falência e endividadas com a União para construir conjuntos habitacionais. O objetivo é analisar localizações próximas ao centro de São José dos Campos, assim como era Pinheirinho, para não deslocar ainda mais as famílias. A terceira proposta será aproveitar os terrenos da União que fazem parte da Rede Ferroviária Federal S.A., nos trechos desativados, e que passam pela cidade. Tudo isso vai depender, também, da situação jurídica e da importância atual desses espaços para a rede.
A reintegração de posse de Pinheirinho prejudicou 20 mil pessoas acomodadas em alojamentos cedidos pela prefeitura. Parte ainda está morando em casa de amigos, parentes ou até mesmo nas ruas. Um dos ex-ocupantes de Pinheirinho é Vanderlei, de 37 anos, que teve uma costela quebrada por um policial da ROCAM durante a ação de despejo, ao tentar ajudar um jovem jornalista que estava sendo espancado pelo PM.
Vanderlei, que morava há quatro anos no Pinheirinho, e que tem uma esposa e filha de dez meses, conta que a situação nos alojamentos é ruim e humilhante, com pessoas dividindo banheiros, crianças tendo que tomar mamadeira estragada, e assistentes sociais oferecendo passagens para as famílias voltarem para as regiões Norte ou Nordeste do país. "Os abrigos da prefeitura parecem verdadeiros campos de concentração. Ninguém pode mais entrar ou sair depois das dez horas da noite".
Há sete anos a situação do terreno é de litígio. As famílias começaram a ocupar Pinheirinho depois de esperarem por casas da CDHU prometidas pela prefeitura e Estado durante anos. Como nunca eram entregues, decidiram construir com as próprias mãos, e assim deram origem ao bairro, em 2004. A decisão de reintegração de posse foi finalmente dada pela Justiça Estadual, em janeiro de 2012. A 18ª Vara Cível de São Paulo pediu a suspensão da ação por 15 dias, contados a partir do dia 18 de janeiro, até que se discutisse uma saída para os moradores que ficariam desalojados. O que não foi acatado pelo estado. No domingo, 22 de janeiro, dois mil soldados, entre policiais militares e Guarda Civil Metropolitana, invadiram o bairro e retiraram de surpresa as seis mil famílias.
Foto: Agência Brasil

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Deputado Sérgio Guerra sofre confusão mental

Uma entrevista do deputado e presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, ao Estadão, divulgada em 19/1/2012 e copiada ao final deste texto, mostra a confusão do pensamento do líder tucano. Senão, vejamos:

A confusão
Acusa o ex-presidente Lula de pretender a hegemonia de partido único, o PT, com base no trabalho iniciado para eleger o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, à Prefeitura paulistana.

A realidade
Por todos os seus movimentos políticos, está claro que Lula enxerga os méritos dos homens públicos para além das instituições partidárias. No Rio de Janeiro, há quase uma década, convenceu o PT a abrir mão de candidaturas próprias para apoiar o trabalho do peemedebista Sérgio Cabral. Mais além, fez o mesmo em relação ao trabalho do também peemedebista Eduardo Paes, a despeito deste ter sido um crítico até leviano durante o 1º mandato presidencial.

Tornou o governo federal parceiro do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro para que cariocas e fluminenses voltem a ser protagonistas de sua própria história, que há décadas havia sido terceirizada para uma elite social e culturalmente atrasada (de Lacerda a César Maia).

Tentou fazer o mesmo com São Paulo, mas teve a reação contrária dos Demos e Tucanos que mandam na capital e no Estado há duas décadas e restringem o desenvolvimento intelectual, social e econômico da parcela mais pobre daquela sociedade. José Serra, por exemplo, impediu que o governo federal financiasse casas subsidiadas para a população pobre de São Paulo, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida. Fez isto apenas para impedir que a então candidata Dilma Rousseff pudesse mostrar os conjuntos habitacionais em sua propaganda eleitoral. Finalmente, este ano, o novo governador Geraldo Alckmin aceitou a oferta federal e pode anunciar para breve a construção de 91 mil moradias para famílias paulistas com renda de até R$ 1,6 mil. Quase 100 mil moradias que já poderiam estar abrigando famílias pobres de São Paulo.

E não consta, nem no Rio nem em São Paulo, que Lula ou Dilma tenham condicionado a parceria à mudança dos governadores e prefeito para o PT. Portanto, é falsa a acusação de Sérgio Guerra.

Haddad: para trazer SP ao Século XXI
O movimento iniciado por Lula para eleger Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo não significa nenhum projeto hegemônico do PT, mas tão somente a determinação de oferecer aos paulistanos uma opção competente e comprometida com políticas públicas de desenvolvimento e inclusão social. Uma opção para arrancar São Paulo do estágio de capitania hereditária de políticos e empresários colonialistas e escravocratas e trazer a cidade (e posteriormente o Estado) para o Século XXI.

Entrevista com Sérgio Guerra, presidente do PSDB. 'Serra e a resistência ao projeto de hegemonia do PT'

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012, 03h08
CHRISTIANE SAMARCO / BRASÍLIA Presidente nacional do PSDB afirma haver 'forte convicção' de que ex-governador entrará na disputa em São Paulo e de que cabe a Alckmin resolver a questão das prévias no partido

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusa o PT de nacionalizar a disputa pela Prefeitura de São Paulo, na tentativa de derrotar os tucanos para levar adiante "o projeto Lula da democracia de partido único". "O objetivo do Lula é e sempre foi transformar o Partido dos Trabalhadores em um partido único", afirma, em entrevista ao Estado.

Nesse quadro de luta contra a hegemonia do PT, ele diz que a candidatura do ex-governador José Serra a prefeito de São Paulo, "se confirmada, representa a resistência da democracia ao projeto da hegemonia petista". E completa: "Hoje há uma forte convicção de que ele poderá vir a ser candidato."

Com a nacionalização da campanha paulista, ele entende que Serra passa a ser, "sem a menor dúvida, também um projeto nacional do PSDB". Se o ingresso dele na corrida municipal dispensará ou não a realização de prévias para a escolha do candidato, é outra conversa. "Essa questão tem que ser conduzida por quem a conduziu até agora, que é o governador Geraldo Alckmin." Leia abaixo a entrevista.

O ingresso do ex-presidente Lula na campanha municipal de São Paulo nacionalizou a disputa. Como o PSDB deve reagir?

O objetivo do Lula é e sempre foi transformar o Partido dos Trabalhadores em um partido único. Não é questão de maioria, é a busca da hegemonia. O PT nacionalizou a eleição em São Paulo na tentativa de derrotar o PSDB para levar adiante o projeto Lula da democracia de partido único.

Isto exige um novo comportamento da oposição em São Paulo?

A candidatura de Fernando Haddad (PT) é, claramente, parte estratégica desse esforço pela hegemonia completa do partido único. A participação do PT no Congresso, sua organização no governo e sua ação nos Estados é sempre nesta direção. Mas isto, de certa forma, cria um ambiente positivo para a oposição, porque muitos já estão vendo, e verão cada vez mais, que não são prioridade ou estão sendo excluídos. Taí a crise na base deste governo que só demite ministros que não são do PT e mantém esse governador de Brasília. Com tanta denúncia levantada, não fosse petista, este governador já teria ido embora há muito tempo.

Nesse quadro de luta contra o PT, a candidatura de Serra a prefeito de São Paulo pode ser útil à oposição?

A candidatura Serra, se confirmada, representa a resistência da democracia ao projeto da hegemonia petista. E hoje há uma forte convicção de que ele poderá vir a ser candidato.

Com a eleição municipal de São Paulo nacionalizada, o ex-governador Serra reforça também sua intenção de manter-se como opção nacional do PSDB?

Sem a menor dúvida. Pelo peso que tem e pelo que representa dentro e fora do partido, em qualquer lugar e em qualquer papel que desenvolva, Serra será sempre um político nacional. Seja candidato no Brasil, em São Paulo ou no Piauí, ele será sempre uma liderança nacional para os tucanos e para os adversários.

Serra é fundamental para impedir que o ex-presidente Lula consolide o projeto de derrotar o PSDB em São Paulo?

O Lula já tentou muitas vezes derrotar o PSDB em São Paulo. Ele próprio já foi candidato algumas vezes e perdeu. Então, o fato de ele estar mais uma vez decidido a nos enfrentar não é novidade. O Serra é, em São Paulo, fora do Estado ou em qualquer outro lugar, um candidato muito forte. Ele tem que ser visto como um candidato sênior, que é o que ele é.

O ingresso dele na disputa dispensa a realização de prévias para escolher o candidato?

Essa é uma questão que tem que ser conduzida por quem a conduziu até agora, que é o governador Geraldo Alckmin. Temos confiança em que esse tipo de dificuldade ele vai superar.

O prefeito Gilberto Kassab, do PSD, estava com um pé na candidatura de Fernando Haddad, mas a menção da entrada de Serra na disputa freou esse movimento. Segurar Kassab é fundamental para o projeto da oposição em 2014?

Kassab nunca deixou de falar a quem quisesse ouvir que Serra seria seu candidato, qualquer que fosse a eleição que ele quisesse disputar, até para presidente da República. Essa questão não é nova. Em segundo lugar, é evidente que a unidade de forças políticas historicamente ligadas, ou não, é fundamental na eleição de São Paulo, que nunca será uma eleição fácil. Será disputada e a capacidade de mobilização do prefeito é muito importante em uma campanha.

Dirigentes tucanos dizem que é preciso impedir a ida de Kassab para o PT porque seria uma viagem sem volta, que terminaria com o ingresso dele no ministério da presidente Dilma Rousseff. O senhor concorda com essa avaliação?

Quem pode concordar ou discordar desta avaliação é o prefeito. O que eu sei é o que ele me disse e tem dito a muitos: que será eleitor e apoiador de José Serra, se ele for candidato a prefeito, governador ou presidente.

No cenário sem Serra é possível trazer Kassab para a candidatura tucana?

Sou daqueles que entendem que a realização de prévias não nos remete a um quadro negativo. Ao contrário, fortalece os nomes colocados, que são bons e têm condições de desenvolver uma boa campanha. Com eles o PSDB tem toda a capacidade de fazer um discurso limpo, novo, com muita chance de vitória. Quanto ao prefeito, em uma eleição sem Serra ele deveria se posicionar levando em consideração quem apoia e quem bate no governo dele, e quem pode melhor governar a cidade. Para mim soaria muito estranho o PT, que combateu Kassab a vida inteira, estar junto dele em qualquer eleição. A população não entenderia.

O PSDB enfrenta o racha interno entre serristas e aecistas e a falta de bandeiras para tocar uma campanha eleitoral. Como chega aos palanques municipais?

Hoje não existe mais a divisão entre alas. Pode haver dificuldades pessoais entre um e outro tucano, mas isto não é significativo. E, do ponto de vista do enfrentamento do que separa o partido da sociedade, nós também avançamos.

Mas, até agora, o diálogo com os movimentos sociais tem sido quase que uma exclusividade do PT. Como reagir?

Isto já era... Hoje nós temos mais de 2 mil sindicalistas filiados ao PSDB, inclusive da CUT. No mês que vem criaremos a Secretaria de Assuntos Trabalhistas e Sindicais do PSDB, que será comandada pelo vice-presidente nacional da Força Sindical, Antonio Ramalho. E teremos também as secretarias que vão cuidar das questões do meio ambiente e dos portadores de necessidades especiais.

A última pesquisa interna mostrou que o PSDB perdeu suas principais bandeiras para o PT, com os medicamentos genéricos e a Lei de Responsabilidade Fiscal, ambos mais creditados a Lula do que a FHC. Essa virada do PT, ao privatizar aeroportos, facilita a recuperação dessas bandeiras por parte do PSDB?

Não valorizar o nosso legado foi um grave erro. Estamos pagando um preço alto, mas isto também já mudou. O PSDB se recompôs com o presidente Fernando Henrique, homenageando-o em cadeia nacional, no programa de televisão do partido, e isto significa recuperar o discurso. O PT também nos ajuda nisso, quando privatiza os aeroportos e reconhece que tínhamos razão nas privatizações.

O reconhecimento desse legado terá peso eleitoral forte em 2012 e 2014?

Já teve um peso enorme sobre nós mesmos. O PSDB está com a autoestima lá em cima, pelo que fez e pode fazer. A apropriação política desse sentimento se dará nas eleições. O fato de o PT reconhecer e adotar as privatizações prova, em primeiro lugar, que nosso legado é muito bom. Segundo, que o PT não falou a verdade e continua não falando. Diante de fatos mais do que óbvios, os petistas insistem em sutilezas do tipo não privatizamos assim, ou assado.

Falam que não é privatização, é concessão.

Isso é falta de coragem pública de reconhecer os fatos na sua intensidade e na sua integridade. O fato relevante é que o PSDB fez as privatizações e botou o Brasil nos trilhos. Trilhos que necessariamente o PT tem que percorrer, sob pena de não caminhar e de os aeroportos não funcionarem.

Nas últimas eleições, o partido fez 780 prefeitos. Qual é a meta para 2012?

A meta é eleger mil prefeitos. Mais prefeitos significam mais deputados, mais tempo de televisão, mais participação no Congresso e mais financiamento partidário.

DEM e PPS serão os parceiros preferenciais agora e em 2014?

Temos também uma parceria real com o PSB em vários Estados (PR, AL, MG, PE), que apontam para alianças futuras.

A popularidade recorde do governo Dilma preocupa o PSDB?

A popularidade deste governo é sutil e débil e será reduzida no tempo. A marca do governo Dilma foram as demissões que fez e a verdadeira marca desse governo é o fato de ele ter demitido aqueles que nomeou.

Este quadro pressupõe um modelo de candidato a presidente?

Esse quadro nos obriga a ampliar, a procurar entre os descontentes da base, possíveis aliados nossos depois. Isto é básico. O candidato do PSDB terá que ser amplo. Terá que ter capacidade de somar, para ter votos e para governar.

Por este raciocínio, Aécio Neves leva vantagem, a partir da ampla aliança que ele montou em Minas?

Não estamos criando padrões de comparação. Não faz sentido agora. Mas nós começamos a definir o modelo de candidato mais adequado ao momento brasileiro. Isto não envolve Aécio, Serra, nem ninguém. Significa que, para descrever o que deveria (fazer) um candidato da oposição daqui a três anos, nós já temos algumas certezas: uma é que este candidato terá que ser amplo, ter capacidade de atrair e buscar alianças do outro lado.

Judiciário tenta sufocar jornalista que enfrenta grileiros no Pará

Publico apelo em favor do jornalista Lucio Flavio Pinto, feito pelo colega e amigo Raul Bastos.


"A indignidade que estão fazendo contra o jornalista Lúcio Flávio Pinto

Peço que você não deixe de ler esta nota. É a história de uma injustiça. Uma indignidade.
Lúcio Flavio Pinto é um jornalista de Belém do Pará que há quase vinte anos edita uma publicação chamada Jornal Pessoal. É um profissional excepcional e fonte obrigatória quando for ser escrita a verdadeira história da região dos anos 70 para cá. Trabalhou, entre outros lugares, na Realidade, no Correio da Manhã e, por longos anos, no O Estado de S.Paulo como principal repórter da região e coordenador geral da cobertura dos correspondentes da Amazônia. Nesse período teve vida acadêmica e deu cursos sobre a Amazônia em universidades dos Estados Unidos e da Europa.
Lúcio Flávio Pinto
O Jornal Pessoal ele faz sozinho, da apuração à edição. Não tem publicidade. Evidentemente, o jornal luta para se manter. Mas esse é o menor problema da vida do Lúcio Flávio.
O grande problema é a pressão sistemática que ele sofre dos poderosos da região por publicar matérias que denunciam indignidades e incomodam justamente os poderosos da região. Tentam calá-lo de várias maneiras, da intimidação à agressão, e ele tem resistido bravamente.
Tentam sufocá-lo e calá-lo com 33 processos. Um deles está para ser concluído e tudo indica que poderá ser desfavorável.
Qual o "crime" do Lúcio Flávio Pinto?
O Lúcio publicou denúncias comprovadas de que estava ocorrendo uma enorme grilagem de terras na região. Com isso impediu que o empreiteiro CR Almeida fizesse na Amazônia a maior grilagem da história do Brasil. Em represália, foi processado por CR Almeida sob a alegação de ter sido chamado de pirata numa das matérias do Lúcio Flávio, o que julgou ofensivo.
Foi indo, foi indo e, agora, anos depois e por incrível que pareça, o caso está terminando assim:
Com o CR Almeida não aconteceu nada.
Com o Lúcio, se avizinha uma condenação. Com essa condenação, a perda da primariedade, uma porta aberta para a intimidação absoluta.
Os amigos do Lúcio Flávio,entre os quais com muito orgulho me incluo, decidiram que ele não pode e nem vai ficar sozinho.
Vamos batalhar para tentar esgotar todas as possibilidades jurídicas do caso.
Vamos batalhar para que o caso ganhe espaço na imprensa e nas redes sociais. Vamos chamar a atenção da imprensa especializada e internacional para o caso.
Vamos batalhar, se por acaso ocorrer o pior, para que ele tenha recursos para enfrentar a situação.
O objetivo deste email é dar conhecimento do que está acontecendo e da nossa disposição de não deixar continuar acontecendo.
O objetivo deste email é pedir a sua ajuda. Primeiro, divulgando o que está acontecendo no seu veículo de comunicação, na sua coluna, nos sites, redes sociais. Depois, nos ajudando nas ações nas áreas da comunicações e mobilização que tomaremos diante de cada circunstância.
Para quem quiser mais informações do que aconteceu e do que está acontecendo ler o texto abaixo do próprio Lúcio.
Contando com você, muito obrigado e um abraço do Raul Bastos".
***

Segue o relato de Lúcio Flávio Pinto:

"O Grileiro vencerá?

Em 1999 escrevi uma matéria no meu Jornal Pessoal denunciando a grilagem de terras praticada pelo empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, com sede em Curitiba, no Paraná.
Sem qualquer inibição, ele recorreu a vários ardis para se apropriar de quase cinco milhões de hectares de terras no rico vale do rio Xingu, no Pará, onde ainda subsiste a maior floresta nativa do Estado, na margem direita do rio Amazonas, além de minérios e outros recursos naturais. Onde também está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, para ser a maior do país e a terceira do mundo.
Os 5 milhões de hectares já constituem território bastante para abrigar um país, mas a ambição podia levar o empresário a se apossar de área ainda maior, de 7 milhões de hectares, o equivalente a 8% de todo o Pará, o segundo maior Estado da federação brasileira. Se fosse um Estado, a "Ceciliolândia" seria o 21º maior do Brasil.
Em 1996, na condição de cidadão, ajudei a preparar uma ação de anulação e cancelamento dos registros das terras usurpadas por C. R. Almeida, com a cumplicidade da titular do cartório de registro de imóveis de Altamira e a ajuda de advogados inescrupulosos. A ação foi recebida e todos advertidos de que aquelas terras não podiam ser comercializadas, por estarem sub-judice, passíveis de nulidade.
Os herdeiros do grileiro podem continuar na posse e no usufruto da pilhagem, apesar dessa decisão, porque a grilagem recebeu decisão favorável de dois desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado. Deve-se salientar que essas foram as únicas decisões favoráveis ao grileiro.
Com o acúmulo de informações sobre o estelionato fundiário, os órgãos públicos ligados à questão foram se manifestando e tomando iniciativas contra o golpe. O próprio poder judiciário estadual interveio no cartório de Altamira e demitiu todos os serventuários que ali trabalhavam, inclusive a escrivã titular, por justa causa.
Todos os que o empresário processou na comarca de São Paulo foram absolvidos. O juiz observou que essas pessoas, ao invés de serem punidas, mereciam era homenagens por estarem defendendo o patrimônio público.
A justiça de São Paulo foi muito mais atenta à defesa da verdade e da integridade de um bem público ameaçada por um autêntico "pirata fundiário", do que a justiça do Pará, com jurisdição sobre o território esbulhado. C. R. Almeida considerou ofensiva à sua dignidade moral a expressão, "pirata fundiário",  e as duas instâncias da justiça paraense sacramentaram a sua vontade.
Mesmo tendo provado tudo que afirmei fui condenado. A cabulosa sentença de 1º grau foi confirmada pelo tribunal, embora a ação tenha sido abandonada desde que Cecílio do Rego Almeida morreu, em 2008.
Depois de enfrentar todas as dificuldades possíveis, meus recursos finalmente subiram a Brasília em dezembro do ano passado. O recurso especial seguiu para o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, graças ao agravo de instrumento que impetrei (o Tribunal do Pará rejeitou o primeiro agravo; sobre o segundo já nada mais podia fazer).
Mas o presidente do STJ, em despacho do último dia 7, negou seguimento ao recurso especial. Alegou erros formais na formação do agravo: "falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, do inteiro teor do acórdão proferido nos embargos de declaração e do comprovante do pagamento das custas do recurso especial e do porte de retorno e remessa dos autos".
A falta de todos os documentos apontada pelo presidente do STJ me causou enorme surpresa. Vou tentar esclarecer a situação, sabendo das minhas limitações. Não tenho dinheiro para sustentar uma representação desse porte. Muito menos para arcar com a indenização.
Desde 1992 já fui processado 33 vezes. Nenhum dos autores exerceu o legítimo direito de defesa. O Jornal Pessoal reproduz todas as cartas que recebe, mesmo as ofensivas, na íntegra. Todos foram diretamente à justiça, certos de contarem com a cumplicidade daquele tipo de toga que a valente ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, disse esconder bandidos, para me atar a essa rocha de suplícios, que, às vezes, me faz sentir no papel de um Prometeu amazônico.
Apesar de todas essas ações e do martírio que elas criaram na minha vida nestes últimos 20 anos, mantenho meu compromisso com a verdade, com o interesse público e com uma melhor sorte para a Amazônia, onde nasci. Não gostaria que meus filhos e netos (e todos os filhos e netos do Brasil) se deparassem com espetáculos tão degradantes, como o que vi: milhares de toras de madeira de lei, incluindo o mogno, ameaçado de ser extinto nas florestas nativas amazônicas, nas quais era abundante, sendo arrastadas em jangadas pelos rios por piratas fundiários, como o extinto Cecílio do Rego Almeida.
Depois de ter sofrido todo tipo de violência, inclusive a agressão física, sei o que me espera. Mas não desistirei de fazer aquilo que me compete: jornalismo. Algo que os poderes, sobretudo o judiciário do Pará, querem ver extinto, se não puder ser domesticado conforme os interesses dos donos da voz pública.
Decidi escrever esta nota não para pressionar alguém. Não quero extrapolar dos meus direitos. Decisão judicial cumpre-se ou dela se recorre. Se tantos erros formais foram realmente cometidos no preparo do agravo, o que me surpreendeu e causou perplexidade, paciência: vou pagar por um erro que impedirá o julgador de apreciar todo meu extenso e profundo direito, demonstrado à exaustão nas centenas de páginas dos autos do processo.
Terei que ir atrás da solidariedade dos meus leitores e dos que me apoiam para enfrentar mais um momento difícil na minha carreira de jornalista, com quase meio século de duração. Espero contar com a atenção das pessoas que ainda não desistiram de se empenhar por um país decente.
Belém (PA), 11 de fevereiro de 2012
LÚCIO FLÁVIO PINTO
Editor do Jornal Pessoal"

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Artigo no site do Financial Times sugere Lula para o Banco Mundial

Em artigo no site do Financial Times, Gregory Chin, professor de Ciência Política da York University, no Canadá, propõe o nome de Lula para presidente do Banco Mundial, em substituição a Robert Zoellick, que está saindo (Lula, certa vez, irritado com intromissões indevidas, chamou Zoellick de “sub do sub do sub”).

Chin, em seu artigo, mencionou o fato de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o novo presidente do Banco Mundial não seja necessariamente de nenhuma nacionalidade específica, mas sim alguém competente e capaz.

Lula com Dona Marisa
Para o especialista, Lula é o candidato ideal pela sua gestão competente da economia brasileira, pelo seu carisma, pelos laços que criou entre os países emergentes e pelo seu prestígio junto aos países ricos. Caso Lula não queira aceitar, por razões de saúde, Chin acha que deveria ser buscado alguém de perfil semelhante.

(Fonte: Estadão)

"Gracinhas" infames da Globo enfim recebem reação à altura



O atacante argentino Hernán Barcos, do Palmeiras, enquadrou o repórter Leo Bianchi, da TV Globo, chamando-o de "babaca" e "pouco sério", ao ser questionado sobre sua suposta parecença com o cantor e compositor Zé Ramalho. 'Isso não importa, estamos falando de futebol", reagiu o atacante argentino, numa atitude inédita no meio futebolístico brasileiro, em geral subserviente aos repórteres da Globo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Faz 61 anos ...


Maria Lucia Madeira Duarte Matheus


Ecéa Wagner, aos 20 anos
Fernando Campelo, aos 30 anos
Era uma vez duas famílias que ainda não tinham nada em comum... Uma era a família da Dama... A Família Wagner de Abreu. História abençoada da união de alguém da distante Alemanha, nossa Avó Tilla, que nasceu em München e muito nova veio para o Brasil. Aqui cativou o cearense Francisco Borges de Abreu... Ele muito referiu em vida a importância da Mulher e desta bela companheira para sua existência. Isso faz muito tempinho. Lá pelos idos dos anos 10, do próximo passado século XX. Hoje já não estão por aqui, mas o seu legado de uma bondade incomparável nos acompanha e nos faz bem até hoje... Nos anos 20 começariam a dar à LUZ seus seis herdeiros. A segunda filha, nascida em 1924, Ecéa, agora – em 1951 -  vivia com seus 26 anos de idade, no Rio de Janeiro, onde conheceu, nas lides do trabalho no então Ministério da Agricultura,  Fernando, então com 30 anos. Este com história muito diversa, da união dos Campelo da nossa Avó Nenê, com os Duarte que tinham imigrado de Portugal. Era filho único. 


Maria Lucia com tia Jacira
Depois de uma tempestade da vida, onde se viu viúvo, com duas filhas com três e um ano de idade, Fernando agora caminhava para uns dias de bonança. Em um diálogo franco e aberto propunha logo casamento, no primeiro encontro que tinha com ela, fora da lida do trabalho. O ônibus onde se deu esse primeiro encontro era lotado pelos colegas que observavam  curiosa e apressadamente o romance que ali se iniciou. Ecéa contou a nós seus filhos que sua experiência de encontro, como esposa, a fez perceber-se no “Céu”. E dava pra escrever mais que um romance... Dúvidas, escolhas, decisões, dificuldades de toda ordem, superações, ajudas acolhidas dos familiares, novas vidas brotando e dando sentido à caminhada, muita coisa enfim... composta e ramificada em muitas outras, estamos agora e aqui, há 61 anos, na Família Abreu Duarte. Somos felizes por nossas bases! Estamos há 57 anos morando em Curitiba. Hoje celebramos como uma data preciosa esse dia, como o da  “Anunciação” do nascimento desta Família.  Afinal, somos mais de 80... Fernando nos deixou há cerca de 30 anos. Ecéa está acompanhando, com alegria, além dos filhos e netos, seus 17 bisnetos... Escrevo isto para registrar um pouquinho da nossa história... Muitos poderão escrever muito mais... Vamos lá, Família maravilhosa! 

Curitiba, em 23 de Janeiro de 2012.
 MLDM

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Por Amor a Vitória



Os Bernardes com Vitória

 Ecéa Wagner

 Dia 15 de janeiro de 2012, uma cachorra boxer – Vitória – nos deixou.

Tinha uma história triste e ao mesmo tempo bonita. Havia sido encontrada doente e ferida em um local público. Trazia um machucado na cabeça, causado provavelmente por maldade humana. Um coração bondoso a recolheu e procurou alguém que a medicasse. Em seguida, alguém que a quisesse em sua casa. Foi assim que, em 2006, a Vitória chegou à família Bernardes.

Bem recebida e bem cuidada, passou por diversos tratamentos e sobreviveu, cuidando da casa que a acolheu e dos seus moradores. Já tinha uma idade avançada quando foi encontrada – entre 6 e 8 anos –, e os maus tratos sofridos contribuíram para que tivesse uma saúde frágil. Sempre foi um animal dócil e aos poucos foi se tornando ainda mais amigável, latindo quase nada e procurando estar próximo de outros seres, fossem humanos ou animais, como um inseparável jaboti – também este encontrado abandonado e ferido numa rua de Curitiba.

No último domingo Vivi, como às vezes a chamávamos, nos deixou. Estava extremamente fraca e cansada, sem forças sequer para se manter em pé. O término de seu sofrimento nos consolou. Ela agora repousa à sombra de uma goiabeira, no quintal que compartilhou conosco e com patos, tartarugas, peixes, passarinhos, abelhas e o já mencionado jaboti, além de outra boxer, a jovem e impetuosa Jabulani.

Vitória será sempre por nós lembrada com saudades. Seu lugar está no coração de cada um de nós que a conhecemos e tivemos a graça de com ela conviver e valorizar seus cuidados a nós dispensados.

Dizemos adeus a Vitória e obrigado por tudo o que ela nos deu.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Bom retrato da presidente Dilma

O livro recém-lançado pelo jornalista Ricardo Amaral sobre a trajetória da presidente Dilma é mais interessante pelo que revela dos bastidores da campanha de 2010 do que pelo que conta da personagem - e que as pessoas bem informadas já conheciam. O autor parece ser um tucano envergonhado, ou um jornalista que assimilou os vícios do PIG* (por exemplo, sempre que é obrigado a elogiar o ex-presidente Lula, trata rapidamente de enfiar um elogio também a FHC). Curiosidades: sugere que José Dirceu traiu Dilma, vazando coisas da Casa Civil para a imprensa (muito provável). Outra coisa: sustenta a tese primária de que formação universitária é mais importante que inteligência. Também praticamente omite o partidarismo da mídia em favor de José Serra; desmerece o PT mais pelos méritos do que pelos erros do partido; tenta colar no PT a tese do 3º mandato; praticamente omite o golpe tucano em que caíram os aloprados de 2006; preserva José Serra ao máximo (revelando ou temor ou adesão reverencial) e, o mais grave, não dá crédito aos blogs sujos** pela vitória da Dilma (e todos sabem que se não fossem os blogs sujos irem para cima de Serra, Roberto Gurgel, Gilmar Mendes, Sandra Cureau, do PIG, da Marina Traíra, da parte vadia das igrejas Católica e Batista, além dos três porcões Palloci, Dutra e Cardozo, o eleito seria o vampiro que come meleca). Pelo menos a Dilma retratada por Amaral é a verdadeira. E isso é suficiente.

*Partido da Imprensa Golpista
**Assim chamados por José Serra os blogs independentes.

Livro A Vida quer é coragem – a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil
Editora Sextante - 2011
Autor: Ricardo Amaral

Seleção Google: 374º Aniversário de nascimento de Nicolas Steno

Nicolaus Steno (Copenhaga, 11 de Janeiro de 1638 — Schwerin, 25 de Novembro de 1686) foi um bispo católico dinamarquês e cientista pioneiro nos campos da anatomia e da geologia. Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1988. Após completar a sua educação universitária em Copenhaga, a sua cidade natal, viajou pela Europa; de facto, manter-se-ia em viagem durante o resto da sua vida. Na França, Itália e Países Baixos entrou em contacto com vários cientistas e médicos proeminentes, e graças à sua grande capacidade de observação em breve fez importantes descobertas. Numa altura em que os estudos científicos consistiam na leitura dos autores antigos, Steno foi suficientemente audaz como para confiar nas suas observações, mesmo quando estas diferiam das doutrinas tradicionalmente aceitas. Inicialmente dedicou-se ao estudo da anatomia, focando o seu trabalho sobre o sistema muscular e na natureza da contracção muscular. Utilizou a geometria para mostrar que um músculo em contracção altera a sua forma mas não o seu volume. No entanto, em Outubro de 1666, dois pescadores capturaram um enorme tubarão, próximo da cidade de Livorno e o grão-duque Fernando mandou enviar a cabeça do animal a Steno. Este dissecou-a e publicou as suas descobertas em 1667. O exame dos dentes do tubarão mostrou que estes eram muito semelhantes a certos objectos chamados glossopetrae, ou pedras língua, encontrados em algumas rochas. Os autores antigos, como Plínio, o Velho, haviam sugerido que estas pedras haviam caído do céu ou da Lua. Outros eram da opinião, também ela antiga, de que os fósseis cresciam naturalmente nas rochas. Um contemporâneo de Steno, Athanasius Kircher, por exemplo, atribuía a existência de fósseis a uma virtude lapidificante dispersa por todo o corpo do geocosmo. Por seu lado, Steno argumentou que os glossopetrae pareciam-se com dentes de tubarão, porque eram dentes de tubarão, provenientes das bocas de antigos tubarões, que haviam sido enterrados em lodo e areia que eram agora terra seca. Existiam diferenças de composição entre os glossopetrae e os dentes dos tubarões actuais, mas Steno argumentou que os fósseis podiam ter a sua composição química alterada sem que a sua forma se alterasse, através da teoria corpuscular da matéria. O trabalho de Steno sobre os dentes de tubarão levou-o a questionar-se sobre a forma como um objecto sólido poderia se encontrado dentro de outro objecto sólido, como rocha ou uma camada rochosa. Os "corpos sólidos dentro de sólidos" que atraíram o interesse de Steno incluíam não apenas fósseis como hoje os definimos, mas também minerais, cristais, incrustações, veios, e mesmo camadas completas de rocha ou estratos. Os seus estudos geológicos foram publicados na obra Discurso prévio a uma dissertação sobre um corpo sólido contido naturalmente num sólido em 1669. Este trabalho seria aprofundado em 1772 por Jean-Baptiste Romé de l’Isle. Steno não foi o primeiro a identificar os fósseis como sendo de organismos vivos. Os seus contemporâneos Robert Hooke e John Ray também defenderam este ponto de vista. A Steno atribui-se definição da lei de sobreposição, e dos princípios de horizontalidade original, continuidade lateral: os três princípios básicos da estratigrafia. Outro princípio, conhecido simplesmente por lei de Steno, diz que os ângulos entre faces correspondentes em cristais da mesma substância são os mesmos para todos os exemplares desta. [1] O seu modo de pensar era também importante no modo como via a religião. Criado na fé luterana, ainda assim não deixou de questionar os ensinamentos que recebeu, algo que se tornou importante quando contactou com o catolicismo enquanto estudava em Florença. Após estudos teológicos, decidiu que a Igreja Católica, e não a Igreja Luterana, era a autêntica igreja, e como consequência converteu-se ao catolicismo. A sua conversão fez com que gradualmente Steno pusesse de lado os seus estudos científicos. Foi ordenado padre, e mais tarde bispo e enviado em trabalho de missão para o norte da Alemanha, região luterana. Trabalhou inicialmente na cidade de Hannover onde conheceu Gottfried Leibniz, mudando-se mais tarde para Hamburgo. Após vários anos de preenchidos com tarefas difíceis, morreria após muito sofrimento em Schwerin em 1686. A sua vida e trabalho têm sido intensamente estudados, em particular desde finais do século XIX, e especialmente a sua piedade e virtude têm sido avaliadas com vista a uma eventual canonização. Em 1987 foi beatificado pelo Papa João Paulo II. Obras * De Musculis et Glandulis Observationum Specimen (1664) * Elementorum Myologiae Specimen (1667) * Discours sul l'anatomie du cerveau (1669) * De solido intra solidum naturaliter contento dissertationis prodromus (1669)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ai, se eu te pego, seu padre ...

Quem não quer nem ouvir falar dessa música (?) é o padre Leonardo, que celebrou missa na noite de domingo na Paróquia Santo Antonio, na Boa Vista, em Curitiba. Durante o sermão, o religioso resolveu criticar o mais novo fenômeno da internet, Michel Teló, dizendo que sua música (?) era mau exemplo para a juventude. Pra piorar, o padre comparou: “se ainda fosse uma Paula Fernandes, que faz umas músicas de amor...”. Findo o sermão, um senhor subiu ao altar, pegou o microfone e se apresentou: “sou pai do Michel Teló, criei meu filho nessa paróquia, ele não é essa porcaria que o senhor falou ...” A multidão irrompeu em aplausos, puxados pelo grupo familiar do cantor, que nessa hora já encarava o padre com ares de “ai, se eu te pego ...”

Constrangimento geral, exceto para uma garotada, que aproveitou para cercar o pai do sertanejo a fim de descolar umas cortesias.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Probel: quem foi Rei pode recuperar a Majestade


Um dos posts mais visitados e comentados neste Blog é sobre os colchões Probel, publicado em 30 de junho de 2010. Um dos melhores comentários foi postado em 19 de dezembro de 2011, por um fabricante desses colchões e entusiasta da antiga e boa Probel, o cearense Ernani Filho. Inicialmente, o comentário ficou reservado ao espaço próprio, mas como é pouco acessado por quem visita o Blog, resolvi dar-lhe destaque de uma postagem específica. Aproveito para agradecer ao Ernani por enriquecer o Blog Compaixão é Fortaleza com suas informações a respeito da outrora renomada Probel.
 
Geralmente uma empresa surda também é uma empresa muda

Ernani Filho

Boa pessoal. Todos aqui tem razão nos comentários, positivos e negativos. A Probel foi fundada em 1940 (segunda fábrica do Brasil. A primeira foi a Epeda, em 1936) adotando alto padrão de qualidade em seus produtos. Durante todos estes anos procurou manter a qualidade acima dos demais (desde quando fabricava colchões com algodão e sisal). Em determinada época com a dificuldade de importação de insumos para fabricação dos molejos (fio de aço, máquinas etc) houve a disseminação dos colchões de poliuretano flexÍvel (espuma) e foi aí que surgiram grandes empresas neste segmento, inclusive a Ortobom e outras. O aumento da concorrência desleal colocando produtos no mercado com baixo preço e baixa qualidade, a abertura do mercado com a possibilidade de aquisição de máquinas e insumos sem necessariamente desenvolver tecnologia exclusiva (caso do molejo Probel de fio único multilastic - Obs: tinha reserva de mercado) e uma "expansão" levaram a Probel a uma crise (na época como cliente recebia várias informações como venda /falência etc). A saída foi "alugar" a marca a outras empresas (dizem ter cinco empresas fabricando colchões no Brasil sob a marca Probel), inclusive arrendando as unidades fabris (Suzano / Goiânia). Aqui no Ceará ela é vendida com etiqueta Probel, porém fabricada pela PELMEX. Atualmente sou proprietário da Colchão.com em Fortaleza/CE e além de fabricar, fazemos serviços de reforma (re-fabricação). Temos 11 anos de fundação e no início revendíamos várias marcas, além da fabricação. Tenho imenso orgulho de dizer que no Ceará fizemos assistência técnica em seus produtos (PROBEL), sempre utilizando matérias-primas de qualidade enviadas pela própria fábrica (inclusive não utilizava a madeira PINUS como citado neste site. Isto é coisa nova e ecológica).
Nos últimos anos da antiga Probel a política de venda em grandes redes já demonstrava alguns problemas de qualidade (vide reclamações), nós mesmos vimos isto em algumas AT. O caso mais comum foram as bicamas que tiveram as vendas suspensas devido à sua fragilidade . Recentemente fiz serviços nos colchões da atual Probel (PELMEX), a composição (tipos de insumos) do colchão e do box é totalmente diferente da antiga Probel.

Fui Gerente Geral da Ortobom até 1999, quando fundei a COLCHÃO.COM LTDA (2000) onde passei a priorizar a venda de produtos de qualidade e, talvez por isso, tenha depois de alguns anos decidido a produzir meus próprios produtos (SETTER - registrado no INPI), sempre enfocando a boa qualidade como antigamente, pelo menos no meu segmento. Adotei o sistema de venda direta , tornando a relação CLIENTE/EMPRESA mais próxima.

Registro minha grande admiração à antiga PROBEL e sua filosofia de trabalho, a seus grandes produtos (DIVINO / PRO-HOTEL / SUNTUOSO etc) e aos funcionários que REALMENTE amavam a empresa.

GERALMENTE UMA EMPRESA SURDA TAMBEM É UMA EMPRESA MUDA.

Abraços ERNANI. hernani_filho@uol.com.br

sábado, 31 de dezembro de 2011

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Tradener é autorizada a exportar energia elétrica para o Uruguai

A comercializadora de energia Tradener, de Curitiba, foi autorizada pelo Ministério de Minas e Energia a exportar energia elétrica ao mercado do Uruguai durante o ano de 2012. Serão até 72 MW através da Estação Conversora de Frequência de Rivera, que se conecta ao sistema interligado brasileiro na subestação de Livramento, no Rio Grande do Sul. Mais uma vez a empresa paranaense foi contratada para esse fim pela estatal uruguaia Administración Nacional de Usinas y Trasmisiones Eléctricas - UTE, para quem já presta serviços de exportação desde 2006.

A Portaria MME 687/11, publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União, operacionaliza o Memorando de Entendimento sobre Intercâmbio de Energia Elétrica que foi celebrado no dia 21 deste mês entre o Ministério de Minas e Energia do Brasil e o Ministério de Indústria, Energia e Mineração do Uruguai, para atendimento das necessidades daquele país, que ora passa por uma seca e a consequente diminuição da geração de suas usinas hidráulicas.

O início do suprimento está previsto para 1º de janeiro próximo, podendo se estender até 31 de dezembro de 2012. O presidente da Tradener, Walfrido Avila, destaca que "é uma importante colaboração do Brasil com o país vizinho e sem nenhum ônus para o mercado nacional, pois assim como nos anos anteriores, a energia elétrica a ser exportada terá origem em geração térmica disponível e somente ocorrerá se não houver necessidade dessa mesma energia para a segurança eletro-energética do sistema brasileiro, conforme definiu o Operador Nacional do Sistema - ONS."

Sobre a Tradener
 
A Tradener Comercialização de Energia é uma empresa paranaense com 13 anos de atuação. Ela foi pioneira no Brasil ao negociar, em 1999, o primeiro contrato no mercado livre de energia. Foi também a primeira comercializadora autorizada pela ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica a oferecer a seus clientes soluções para compra, venda e gestão de energia elétrica, atuando também no desenvolvimento de novos projetos de geração, bem como de importação e exportação.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Bairros da Cidade Sorriso se inspiram em Londres e NY

Animado evento social em Fazenda Rio Grande SoHo

Inspirados nas metrópoles mundiais e na iniciativa da Associação dos Comerciantes da Região da Praça Espanha, em Curitiba, importantes lideranças do município de Fazenda Rio Grande estão empenhadas na criação de um circuito de gastronomia, compras, serviços, lazer e esportes nas cavas da região a ser batizado de Fazenda Rio Grande SoHo.

A iniciativa dos fazenda-riograndenses acabou por animar também moradores de prestigiosos bairros da capital curitibana, que já referem suas regiões como Sítio Cercado SoHo, Vila Biscaia SoHo, Lindóia SoHo, Fazendinha SoHo, entre outros.

O próximo passo dos orgulhosos “vileiros” será reivindicar aos candidatos a prefeito nas eleições de 2012 o compromisso de tornar oficial a nova nomenclatura dos bairros e substituir todas as placas de ruas. Essa medida é essencial para os Correios e prestadores de serviços públicos aceitarem as novas denominações nos endereços.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Papai Noel reservou um presente especial para as esposas obedientes

Se você foi uma esposa dedicada e obediente ao seu varão durante o ano que está se encerrando, então aceite os parabéns do Carequinha e fique tranquila, porque Papai Noel preparou algo especial para o seu Natal: uma maravilhosa Vassoura Elétrica Giratória nas cores rosa, bordô e azul.

Você nunca mais se sentirá inferiorizada diante de mulheres sem marido que portam LapTops como símbolo de vulgaridade e insubmissão ao poder masculino. Voando de cômodo para cômodo, o serviço fica pronto num piscar de olhos e ainda sobra tempo para você assistir sua novela favorita. Bem-vinda à era da Mecatrônica, Rainha do Lar! Assuma o comando da sua VEG (Vassoura Elétrica Giratória) e experimente o prazer de ter sempre o Lar limpinho para receber o marido.

Agora uma dica: para garantir seu presente, imprima essa página e espalhe estrategicamente por locais que seu marido costuma freqüentar, como o bar, a tabbacaria, o ap. da secretária, a casa de massagens, para servir de sugestão a ele.

E tenha um Feliz 2012 com sua nova VEG!

Não "perdam"
Leiam nos comentários a reação de uma mulher sem marido, portanto, infeliz.

A Privataria Tucana chega às telas de todo o Universo

A Privataria Tucana virou filme e revela todo o desespero de José Serra com o fracasso da sua tentativa de esconder as denúncias de pagamento de propina a sua filha, seu genro e seu primo, por alguns dos felizardos ganhadores das telefônicas trocadas por moeda podre, vale-transporte e ticket alimentação pelo foragido da Interpol, Fernando Henrique Cardosão, mundialmente conhecido pela alcuna de "boca-de-sovaco". A imprensa que leva "bola" dos governos comandados pelo Demo/PSDB fez silêncio sobre as denúncias para esconder a corrupção dos seus aliados, mas os "blogs sujos" expuseram toda a bandalheira sem dó nem piedade. Eita, coração de pedra, o desses "blogueiros sujos"! Divirta-se com o vídeo a seguir. Afinal, o bom humor move o mundo!

Ah, copiado do imperdível Blog Cloaca News (http://cloacanews.blogspot.com/).  


A Privataria Tucana - O Filme from Cloaca News on Vimeo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um pouco de música de zona pra quem "apreceia"

Quando a saudade aperta



A Boate Azul



De Igual pra Igual



Idas e Voltas



Dois Corações e uma História






quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Morrer e voltar da morte - Para onde vai a consciência?

Fundação britânica estuda a “experiência de quase-morte”, baseada em relatos de pessoas que sofreram morte clínica e voltaram à vida

14 de Dezembro de 2011 às 00:16

O maior estudo já realizado sobre ocorrências nas quais pessoas com morte clínica alegam sair do corpo e ver o que acontece ao redor está sendo desenvolvido na Inglaterra pela Horizon Research Foundation (fundação britânica baseada no Hospital Geral de Southampton). A pesquisa conta com a colaboração de outros grandes hospitais da Grã-Bretanha e também dos Estados Unidos e Canadá. As informações colhidas podem revolucionar nosso conhecimento sobre o tema.



Embora o pensamento científico dominante continue a menosprezar as experiências de saída do corpo descritas por pessoas que têm morte clínica mas conseguem voltar à vida, casos do gênero continuam a ocorrer nos mais variados cantos do mundo. A Horizon Research possui milhares de relatos desse tipo, alguns dos quais poderão ser lidos no site da fundação. Tais relatos apresentam muitas características comuns, não importa a latitude, a época, o idioma ou a cultura do indivíduo: flutuar sobre o próprio corpo, viajar por um longo túnel, ver uma luz branca e brilhante. O que acontece à nossa consciência quando morremos?

A mudança de expectativa advém exatamente da abertura dos pesquisadores em termos de trabalhar hipóteses fora do padrão esperado pela ciência tradicional. Para os representantes desta última, tudo teria de ser reduzido a detalhes fisiológicos, como um distúrbio do sono ou perturbações na parte do cérebro ligada à coordenação ou, simplesmente, ser fruto da imaginação da pessoa enquanto ela passa por manobras de ressuscitamento. Livre dessa camisa-de-força teórica, o grupo de pesquisadores programou-se para estudar até o final de 2011 mais de 1.500 pacientes de paradas cardíacas a fim de verificar se pessoas nesse estado - que não registram batimentos cardíacos e atividade cerebral - podem realmente passar por experiências fora do corpo.

A experiência, denominada Consciência Durante o Ressuscitamento (Aware, na sigla em inglês), corresponde à ampliação de um esquema piloto conduzido pelo Projeto da Consciência Humana, da Universidade de Southampton (Grã-Bretanha), especializado no estudo do cérebro, da consciência e da morte entre os humanos. A iniciativa - a primeira em grande escala do Projeto de Consciência Humana - envolve mais de 25 centros médicos de primeira linha nos Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha. Só em 2011, cerca de 15 mil pacientes com sintomas de parada cardíaca foram ou serão levados a esses hospitais. Cerca de 1.500 deles foram ou serão ressuscitados, e desses é provável que centenas afirmarão ter passado por algum tipo de experiência fora do corpo quando estavam clinicamente mortos.

Na Aware, os pesquisadores usam os mais modernos recursos tecnológicos para estudar o cérebro e a consciência durante os casos de parada cardíaca. Eles também verificam a validade das experiências fora do corpo e as afirmações de que pessoas nesse estado conseguem ver e ouvir. Para tanto, recorrem a imagens geradas aleatoriamente que só são visíveis para quem as olhar do teto. Os locais escolhidos para exibir essas imagens estão nas áreas onde os ataques cardíacos ocorrem mais frequentemente nos hospitais, como as unidades de terapia intensiva e pronto-socorro.

“Se conseguirmos uma série de 200 ou 300 pessoas que estiverem clinicamente mortas e ainda assim forem capazes de voltar e nos contar o que nós, médicos e enfermeiros, estávamos fazendo e o que viram a partir de alguma posição fora do corpo, isso confirmará que a consciência realmente estava em ação, mesmo que o cérebro não estivesse funcionando", afirma o cientista britânico Sam Parnia. Essa confirmação revolucionaria os conceitos científicos sobre a mente humana.

Na opinião de Parnia - pesquisador do Weill Cornell Medical Center, de Nova York, e de diversos hospitais britânicos, diretor do Projeto da Consciência Humana e um dos maiores especialistas em experiências de quase-morte (EQM) -, a pesquisa vai ajudar a desfazer a noção de que a morte é um evento isolado, como imaginam os cientistas mais ortodoxos. “A morte não é um momento específico”, ele disse por ocasião do lançamento do Aware. “É um processo que começa quando o coração para de bater, os pulmões param de trabalhar e o cérebro para de funcionar - uma condição médica chamada parada cardíaca, que, a partir de um ponto de vista biológico, é sinônimo de morte clínica. Segue-se, então, um intervalo, que pode durar de poucos segundos até uma hora ou mais, no qual os esforços médicos de emergência podem ter sucesso em reanimar o coração e reverter o processo de morte. O que as pessoas experimentam durante esse período de parada cardíaca proporciona uma janela de compreensão única a respeito do que todos nós provavelmente experimentamos durante o processo de morte."

Mesmo restringindo o assunto a problemas orgânicos ou falsas lembranças, que o cérebro sonha durante as manobras de ressuscitamento, a ciência tradicional admite que entre 10% e 20% das pessoas que sofrem parada cardíaca e morte clínica relatam processos de pensamento lúcido, capacidade de raciocínio, memória e até recordações detalhadas de eventos. A experiência Aware pode ajudar a explicar como os pacientes conseguiram descrever em minúcias o que estava lhes acontecendo enquanto se encontravam tecnicamente na condição de morte cerebral. “O estudo almeja estabelecer esse debate de uma vez por todas”, disse Parnia. “Pode ser que as experiências fora do corpo não passem de falsas memórias, mas, até que isso esteja cientificamente testado, não podemos dizê-lo ao certo.”

OUTRAS INFORMAÇÕES

What Happens When We Die, Sam Parnia. Site: Horizon Research Foundation.
http://www.brasil247.com.br/pt/247/revista_oasis/28975/Morrer-e-voltar-d...
VÍDEO: A CIÊNCIA TRADICIONAL ADMITE QUE ENTRE 10% E 20% DAS PESSOAS QUE SOFREM PARADA CARDÍACA E MORTE CLÍNICA RELATAM PROCESSOS DE PENSAMENTO LÚCIDO E ATÉ DE RECORDAÇÃO DETALHADA DE EVENTOS

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Quem não noticia é porque é sócio da corrupção demo/tucana na privatização das teles

Folha, Veja, Globo, Estadão, CBN, Época censuraram a notícia para proteger os corruptos do Demo/PSDB. Mas ...
Heródoto Barbeiro deu

 
Bob Fernandes deu

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Duas horas e meia de provas sobre a corrupção do Governo FHC e de José Serra nas privatizações. Denúncias de fazer estátua corar. E é só o começo.

Essa longa entrevista dos blogueiros "sujos" com o jornalista Amaury Ribeiro Jr. foi realizada no dia 10 de dezembro, no lançamento do livro "A Privataria Tucana", a mais completa prova do pagamento de propina a membros do Governo FHC durante o processo de cartas marcadas que foi a venda das estatais brasileiras (a venda das estatais livrou o povo brasileiro de uma casta de funcionários incompetentes, inoperantes e sugadores, mas isto não justifica a corrupção Tucana e Demo).

O livro chegou às livrarias na sexta-feira, 9, e vendeu 15 mil exemplares num único dia. As provas da corrupção envolvendo o ex-ministro e ex-governador José Serra e seus familiares, além do sempre presente banqueiro Daniel Dantas, causaram intensa repercussão na blogosfera, reação exatamente oposta à da grande mídia, que ignorou o lançamento.

Para tentar desqualificar o trabalho de Amaury Ribeiro Jr. (ganhador de mais de 50 Prêmios em Jornalismo, entre os quais três Prêmios Esso), a revista Veja tratou logo de inventar uma capa tentando culpar supostos petistas aloprados pelo que ficou conhecido como o Mensalão do PSDB, origem do Mensalão de José Dirceu. Também pudera, uma das graves denúncias do jornalista é exatamente sobre as isenções fiscais estaduais dadas às montadoras de veículos pelos governos demos/tucanos para repassar indiretamente dinheiro público à imprensa, por meio de anúncios e mais anúncios de veículos.

Quem ainda não percebeu, passe a contabilizar quantas páginas coloridas os jornais e as revistas têm trazido com propagandas de carros e caminhonetes!! E as TVs e rádios, já perceberam como proliferam ali as propagandas caríssimas de veículos de todas as marcas? Pois, segundo descobriu o jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr., foi essa a manobra que os governadores Tucanos/Demos inventaram para comprar elogios da mídia chapa branca com dinheiro público. O dinheiro do seu imposto, caro contribuinte! - sendo bem objetivo.  

Mais informações: http://bloggeracaoeditorial.com/2011/12/09/a-privataria-tucana-do-jornalista-...

Entrevista bomba atômica: Amaury Jr. conta o que levantou da roubalheira tucana nas privatizações

Parte I



Parte II

Seleção Google - 84º ano do nascimento do físico Robert Noyce, criador do microchip

Enquanto realizava pesquisas com silício, Norty criou uma estrutua intergrada de circuitos elétricos e transistores, o circuito integrado, o que possibilitou a popularização dos computadores pessoais.
Apelidado carinhosamente  de "o prefeito do Vale do Silício", por ter supostamente dado o nome à região em que diversas empresas  de tecnologia de alcance mundial se encontram atualmente, Noyce morreu em 1990, aos 60 anos. 
No ano seguinte, foi criada a Fundação Noyce foi se dedica a melhorar a educação pública em matemática e ciências.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Capa que a Veja não vai dar: A Privataria Tucana. O maior escândalo de corrupção do Brasil, do Mundo, da Galáxia, quiça do Universo!

Prepare-se, leitor, porque este, infelizmente, não é um livro qualquer. A PRIVATARIA TUCANA nos traz, de maneira chocante e até decepcionante, a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público. Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por seu então Ministro do Planejamento, José Serra. Nomes imprevistos, até agora blindados pela aura da honestidade, surgirão manchados pela imprevista descoberta de seus malfeitos.

Amaury Ribeiro Jr. faz um trabalho investigativo que começa de maneira assustadora, quando leva um tiro ao fazer reportagem sobre o narcotráfico e assassinato de adolescentes, na periferia de Brasília. Depois do trauma sofrido, refugia-se em Minas e começa a investigar uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra, para desacreditar seu rival no PSDB, o ex-governador mineiro Aécio Neves. Ao puxar o fio da meada, mergulha num novelo de proporções espantosas.