Fonte: Blog Amigos da Presidente Dilma
Agora está explicado a obsessão do blogueiro da Globo e do PIG, Ricardo Noblat, contra o ministro Dias Toffoli, do STF.
http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=2485274
Toffoli é relator da Reclamação 4895 no STF, onde Raul Jungmann (PPS-PE) reclama ser julgado pelo STF em Ação onde é réu por improbidade administrativa junto com a ré Rebeca Scatrut, mulher de Noblat.
A Ação foi movida pelo Ministério Público Federal do DF, e acusa fraude em contratos com agências de publicidade feitos pelo Ministério da Reforma Agrária, comandado por Jungmann no governo FHC, envolvendo a empresa da mulher de Noblat, RNN Comunicação.
O rombo nos cofres públicos foi de R$ 33 milhões em dinheiro da época, segundo o MPF.
http://processual.trf1.gov.br/consultaProcessual/processo.php?proc=200634000378430&secao=DF
O MPF-DF cobra a devolução dos R$ 33 milhões aos cofres públicos, neste processo.
Houve outro inquérito criminal por peculato e corrupção ativa e passiva sobre esses mesmos fatos, com os mesmos réus, mas como não eram petistas, acabou sendo arquivado a pedido do Ministério Público, alegando prescrição. Mas esse outro fato quase tão esquesito quanto o engavetamento da Operação Vegas em 2009, já é assunto para outra nota.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Marcos Valério envolve FHC no mensalão do PSDB
#Fonte: Veja
Diante da perspectiva de terminar seus dias na cadeia, o publicitário começa a revelar os segredos que guardava - entre eles, o fato de que o ex-presidente FHC sabia do esquema de corrupção armado no coração do governo do então presidente do PSDB, Eduardo Azeredo
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| NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo |
Rodrigo Rangel
Apontado como responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PSDB montar o maior esquema de corrupção da história e aquele que deu origem ao chamado Mensalão, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido de FHC. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o "predileto" do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão do PSDB que ele não consegue mais guardar só para si - mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos a quem ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel.
Feita com base em revelações de parentes, amigos e associados, a reportagem de capa de VEJA desta semana reabre de forma incontornável a questão da participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no mensalão tucano. "FHC era o chefe", vem repetindo Valério com mais frequência e amargura agora que já foi condenado pelo STF. A reportagem tem cinco capítulos - e o primeiro deles pode ser lido abaixo:
"O caixa do PSDB foi de 10 bilhões de reais"
Leandro Martins/Futura Pres
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| O CHEFE: Segredo guardados põem o ex-presidente FHC no centro do esquema do mensalão tucano |
Fernando Henrique teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto tucano. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Ricardo Sérgio, que é réu no processo do mensalão tucano e começará a ser julgado nos próximos meses pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Ricardo Sérgio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PSDB, com o aval do ex-ministro da Casa Civil Eduardo Jorge e o ex-presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, este acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão tucano: "Azeredo queria se reeleger e era o braço que comandava". Valério diz que, graças a sua proximidade com a cúpula tucana no auge do esquema, em 1998 e 2002, teve acesso à contabilidade real. Ele conta que a entrada e a saída de recursos foram registradas minuciosamente em um livro guardado a sete chaves por Ricardo Sérgio. Pelo seu relato, o restante do dinheiro desse fundão teve destino semelhante ao dos 300 milhões de reais obtidos por meio dos empréstimos fraudulentos tomados pela DNA e pela SMP&B. Foram usados para remunerar correligionários e aliados. Os valores calculados por Valério delineiam um caixa clandestino sem paralelo na política. Ele fala em valores dez vezes maiores que a arrecadação declarada da campanha de Fernando Henrique nas eleições presidenciais de 1998, quando FHC foi acusado em reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo, de comprar votos de parlamentares para a sua reeleição por R$ 200 mil cada.
# Esta notícia é tão real quanto a publicada na edição desta semana pela revista Veja
Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso
Carta que o PIG (a mídia amestrada com dinheiro público do povo de São Paulo) não vai publicar.
Theotonio dos Santos Junior, Economista e Professor
Meu caro Fernando, vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete comtudo este debate teórico. Esta carta assiada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).
Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.
O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartir com você... Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.
No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?
Conclusões: O plano real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.
Segundo mito; Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.
E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. UM GOVERNO QUE CHEGOU A PAGAR 50% AO ANO DE JUROS POR SEUS TÍTULOS, PARA EM SEGUIDA DEPOSITAR OS INVESTIMENTOS VINDOS DO EXTERIOR EM MOEDA FORTE A JUROS NORMAIS DE 3 A 4%, NÃO PODE FUGIR DO FATO DE QUE CRIOU UMA DÍVIDA COLOSSAL SÓ PARA ATRAIR CAPITAIS DO EXTERIOR PARA COBRIR OS DÉFICITS COMERCIAIS COLOSSAIS GERADOS POR UMA MOEDA SOBREVALORIZADA QUE IMPEDIA A EXPORTAÇÃO, AGRAVADA AINDA MAIS PELOS JUROS ABSURDOS QUE PAGAVA PARA COBRIR O DÉFICIT QUE GERAVA. Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou dráticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. VERGONHA FERNANDO. MUITA VERGONHA. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identifica com o seu governo...te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.
Terceiro mito - Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição ns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.
Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal de sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa. Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar... Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este pais.
Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.
Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o vedadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.
Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.
Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço
Theotonio Dos Santos
thdossantos@terra.com.br, /theotoniodossantos.blogspot.com/
Theotonio Dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Theotonio dos Santos Junior, Economista e Professor
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| Theotonio dos Santos: "Cardoso, toma tento!" |
Meu caro Fernando, vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete comtudo este debate teórico. Esta carta assiada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).
Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.
O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartir com você... Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.
No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?
Conclusões: O plano real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.
Segundo mito; Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.
E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. UM GOVERNO QUE CHEGOU A PAGAR 50% AO ANO DE JUROS POR SEUS TÍTULOS, PARA EM SEGUIDA DEPOSITAR OS INVESTIMENTOS VINDOS DO EXTERIOR EM MOEDA FORTE A JUROS NORMAIS DE 3 A 4%, NÃO PODE FUGIR DO FATO DE QUE CRIOU UMA DÍVIDA COLOSSAL SÓ PARA ATRAIR CAPITAIS DO EXTERIOR PARA COBRIR OS DÉFICITS COMERCIAIS COLOSSAIS GERADOS POR UMA MOEDA SOBREVALORIZADA QUE IMPEDIA A EXPORTAÇÃO, AGRAVADA AINDA MAIS PELOS JUROS ABSURDOS QUE PAGAVA PARA COBRIR O DÉFICIT QUE GERAVA. Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou dráticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. VERGONHA FERNANDO. MUITA VERGONHA. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identifica com o seu governo...te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.
Terceiro mito - Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição ns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.
Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal de sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa. Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar... Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este pais.
Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.
Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o vedadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.
Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.
Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço
Theotonio Dos Santos
thdossantos@terra.com.br, /theotoniodossantos.blogspot.com/
Theotonio Dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
domingo, 16 de setembro de 2012
Para o DEMO / PSDB, pobre e merda é a mesma coisa
José Serra e sua mídia amestrada e bem paga com dinheiro público chamam de mentiroso caminhoneiro que não pode mais trabalhar porque espera há dois anos para ser operado de catarata.
São Paulo tem em Fernando Haddad o melhor candidato a prefeito de todo o Brasil e não pode perder essa oportunidade.
São Paulo tem em Fernando Haddad o melhor candidato a prefeito de todo o Brasil e não pode perder essa oportunidade.
Para um domingo de quase Primavera
Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar
Paulinho da Viola
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Antiterroristas estão há 14 anos “presos pelo ódio dos EUA”
Por Marco Antonio L.
No Vermelho
Neste 12 de setembro completam-se 14 anos da prisão dos Cinco Antiterroristas Cubanos nos Estados Unidos. Para marcar a data, diversos países do mundo realizam atividades em apoio e solidariedade aos lutadores. De acordo com o membro do Comitê Brasileiro pela Libertação dos 5 Patriotas Cubanos, Max Altman, para que eles sejam libertados, “é preciso que haja uma pressão internacional” sobre os Estados Unidos.
A coordenadora do Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco, Graciela Ramírez declarou à Prensa Latina que está prevista a realização de passeatas em frente a sedes diplomáticas estadunidenses, exposições, concertos, apresentações de livros, documentários e atos políticos para marcar a data em Havana.Antonio Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino, René González e Gerardo Hernández foram condenados a severas penas por informar sobre planos de ações violentas contra Cuba, perpetrados por grupos terroristas que atuam a partir do território estadunidense.
“Trata-se de uma condenação rigorosamente injusta e odiosa, porque ela foi levada a cabo em um ambiente totalmente hostil, em Miami, sem responder ao devido processo legal”, observa Altman.
Para a presidenta do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, trata-se de um “julgamento do ódio, do preconceito, não [se trata] de Justiça”. Ela observa que “os cubanos deveriam estar nesse processo como testemunhas e não como réus”, já que eles investigavam atos de terroristas estadunidenses em Cuba. Eles fizeram um dossiê que foi entregue por um emissário ao presidente Bill Clinton, lembra a ativista: “mas, o governo ao invés de prender os verdadeiros terroristas, prenderam os que denunciaram”.
O jornalista Max Altman lembra que a mídia teve um papel fundamental no julgamento: “hoje se sabe que os jornalistas foram comprados pelas organizações contrarrevolucionárias de Miami para criar todo um ambiente hostil, de ódio, de raiva contra os Cinco que representavam Cuba”.
O único crime que eles cometeram, observa o jornalista, foi terem “se imiscuído em meio às organizações antirrevolucionárias cubanas que maquinavam ações terroristas, sem terem informado o governo dos EUA dessa ação. A lei americana prevê a necessidade de uma ação dessa ser previamente informada aos órgãos competentes. Essa é a única pena na qual eles poderiam ter incorrido”.
“O mais viável para se chegar à libertação dos Cinco seria uma decisão do presidente dos EUA. (…) Pela Constituição [do país é possível] comutar a pena dos condenados. Para que isso ocorra, é preciso que haja uma pressão internacional, mas que ainda não comoveu o governo dos EUA”, avaliou Altman.
Outra possibilidade é “eventualmente uma decisão também de cunho humanitário prevendo uma permuta entre um norte-americano que violou leis [do país] e que se encontra preso em Havana [Alan Gross, preso equanto trabalhava para o governo dos EUA em um programa para “fomentar” a “democracia” em Cuba] e que poderia, num gesto humanitário” ser trocado pelos Cinco, observa.
Em Cuba
Para chamar atenção e pedir a libertação dos ativistas, a Federação Estudantil Universitária (FEU) está promovendo, na cidade de Havana, a Jornada "Pelos Cinco de Coração”. A iniciativa se insere no contexto das comemorações dos 90 anos da FEU, organização mais antiga do país, fundada em 20 de dezembro de 1922 por Julio Antonio Mella.
Além dos estudantes de Havana, organizações, associações internacionais, uniões, federações de todo o país, membros da Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes (Oclae) e o Comitê de Solidariedade com os Cinco já confirmaram presença nas iniciativas virtuais.
Não só no dia em que se completam os 14 anos de prisão dos Cinco, mas também durante os próximos meses serão realizadas iniciativas em vários centros de ensino do país para debater a situação dos cubanos.
Mobilizações pelo mundo
Como parte das manifestações de apoio, também serão realizados atos pelos Cinco, como são internacionalmente conhecidos, na Espanha, Áustria, Suíça, Itália, Rússia, Ucrânia, Reino Unido, Eslovênia, República Dominicana, Jamaica, Haiti, Paraguai, Brasil, Argentina, Bahamas, Santa Luzia, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Estados Unidos, Canadá e Porto Rico.
No Brasil
No Brasil, acontecerá, na cidade do Rio de Janeiro, uma mobilização em frente ao Consulado dos Estados Unidos, aonde será lida a “Carta Aberta aos Povos dos EUA”. Os manifestantes estarão munidos de cartazes e panfletos para explicar para as pessoas a história dos Cinco Cubanos.
Na Grande São Paulo as atividades foram antecipadas e a Câmara Municipal de Diadema realizou uma audiência pública especial pelos Cinco. Na ocasião foi aprovada a “Carta de Diadema”, que exige a libertação dos Cinco. O documento será enviado à embaixada dos EUA no Brasil (em Brasília), ao consulado em São Paulo, ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil e ao Congresso estadunidense.
Da Redação do Vermelho,
Vanessa Silva, com agências
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Cão obeso fará cirurgia de redução do estômago
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| Após cirurgia, totó estreará em Malhação |
terça-feira, 11 de setembro de 2012
De Piu-Piu de Marapendi para o apresentador do SBT, Carlos Nascimento
Do site Sensacionalista
O ex-jogador Ronaldo saiu em apoio ao apresentador Carlos Nascimento dizendo que já foi assaltado por vários travestis ao longo de sua vida. “Isso é um crime muito comum. Os travestis entram mesmo no carro das pessoas sem serem convidados”, disse Ronaldo. Dados da secretaria Nacional de Segurança informam que, realmente, os homens brasileiros tem muito o que temer: praticamente em todos os episódios envolvendo travestis, os homens afirmam que seus carros foram invadidos. Uma particularidade deste crime é que ele nunca acontece com mulheres.
A associação brasileira dos fabricantes de veículos divulgou uma nota informando que um defeito crônico nos carros: “As travas não funcionam com travestis”.
Outros apresentadores saíram em defesa de Nascimento. Bóris Casoy disse que “isso é uma vergonha”. Sandra Annenberg afirmou que “isso foi deselegante” e Ana Paula Padrão anunciou os detalhes do crime “No Jornal da Globo”. Uma testemunha que viu o ataque a Nascimento confirmou que os travestis realmente anunciaram o assalto: “Ele ficou com medo do tamanho do trabuco do travesti”, disse o homem.
Lends picantis in ânus autrem q’sucus est*
O mundo, hoje, recorda duas tragédias.
Em 11 de setembro de 1973 o governo dos Estados Unidos patrocinou
bombardeio à sede do governo do Chile, o Palácio La Moneda, que resultou
na morte do presidente Salvador Allende e na implantação de uma ferroz
ditadura militar naquele país, responsável pelo assassinato de milhares de
homens, mulheres e crianças.
Décadas depois, em 11 de setembro de 2001, eram os Estados Unidos que seriam alvos de ataques da Al Quaeda e veriam as Torres Gêmeas de Nova Iorque serem derrubadas por aviões-mísseis de Osama Bin Laden. Simultaneamente, o Pentágono era atingido por outro avião, enquanto uma quarta aeronave, o vôo 93 da United Airlines, era derrubada por caças norte-americanos na Pensilvânia, quando se dirigia a Washington, provavelmente tendo como alvo a Casa Branca.
Os eventos de 11/09/2001 marcaram o fim da sensação de impunidade de uma parte do povo norte-americano, ante os ataques de seu país a outros povos nos quatro quadrantes do mundo.
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| Palácio La Moneda: bombardeado pelos EUA em 1973 |
Décadas depois, em 11 de setembro de 2001, eram os Estados Unidos que seriam alvos de ataques da Al Quaeda e veriam as Torres Gêmeas de Nova Iorque serem derrubadas por aviões-mísseis de Osama Bin Laden. Simultaneamente, o Pentágono era atingido por outro avião, enquanto uma quarta aeronave, o vôo 93 da United Airlines, era derrubada por caças norte-americanos na Pensilvânia, quando se dirigia a Washington, provavelmente tendo como alvo a Casa Branca.
Os eventos de 11/09/2001 marcaram o fim da sensação de impunidade de uma parte do povo norte-americano, ante os ataques de seu país a outros povos nos quatro quadrantes do mundo.
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| World Trade Center: implodido por Bin Laden em 2001
* Pimenta no cu dos outros é refresco, na tradução falconiana.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Demos/Tucanos roubam da Educação, como roubam da merenda escolar
Isto sim é que é a "modernidade" apregoada pelos Demos/Tucanos!
Do Brasil 247
Empresário denuncia mensalão tucano na educação
Ernani de Paula, que foi dono da São Marcos, denunciou ao Ministério Público de São Paulo esquema para distribuição de bolsas a alunos fantasmas; de lá vinha, segundo ele, o caixa dois do PSDB nas eleições
247 – José Serra, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, foi o primeiro candidato a utilizar o mensalão na campanha municipal de 2012. Segundo ele, o “STF está mandando para a cadeia um jeito nefasto de fazer política”. Depois dele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reforçou a crítica, ao dizer que a Justiça está despertando no Brasil, também no programa de Serra.
Agora, em pleno processo eleitoral, um empresário da área de educação, Ernani de Paula, que foi proprietário da Universidade São Marcos, sob intervenção do Ministério da Educação, denuncia que o “mensalão” do PSDB vem da área de ensino superior. O esquema consistiria em conceder bolsas de ensino a alunos-fantasma, a instituições pouco conhecidas no mercado.
Em 2009, Ernani de Paula fez uma denúncia ao promotor Sílvio Marques, do Ministério Público de São Paulo – o mesmo que investigou o caso Maluf. À época, ele falava em repasses de R$ 80 milhões. Hoje, ele tem a informação de que, desde a chegada de José Serra ao Palácio dos Bandeirantes, em 2006, mais de R$ 800 milhões foram transferidos a essas instituições de ensino.
O caso mais sintomático, diz ele, é a da faculdade Sumaré, que liderou os repasses, embora seja pouco conhecida no mercado. “É o mensalão universitário”, diz Ernani de Paula. “Essa universidade, que ninguém sabe o que faz ou quem é o dono já recebeu mais de R$ 70 milhões”, afirma. Outra, a Uniesp, também lidera o ranking. Juntas, as duas teriam levado quase R$ 140 milhões.
Ernani de Paula, coincidentemente, tem uma história de vida ligada a outro mensalão: o do PT. Em 2000, ele se elegeu prefeito de Anápolis (GO), cidade do bicheiro Carlos Cachoeira, e depois acompanhou de perto as primeiras articulações do contraventor para plantar denúncias contra o PT na revista Veja – a ex-mulher de Ernani era suplente do senador Demóstenes Torres.
Segundo ele, no caso da educação superior, o esquema foi bolado pelo ex-secretário de Educação de Serra e ex-ministro de FHC, Paulo Renato de Souza, já falecido. Sua universidade, a São Marcos, não recebeu as bolsas de ensino do governo paulista, e passou a enfrentar dificuldades financeiras até sofrer a intervenção do MEC.
Depois disso, diz Ernani, ele foi procurado pelo filho de Paulo Renato de Souza, Renato Souza Neto, que dizia ter interessados na compra da instituição – se tivesse vendido, afirma o empresário, estaria à frente dos repasses das bolsas de ensino superior em São Paulo.
Ernani de Paula se diz disposto a colaborar com o Ministério Público de São Paulo para ajudar a desvendar o esquema de desvio de recursos públicos na educação superior.



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O esquema de distribuição de bolsas a alunos fantasmas
Enviado por luisnassif, seg, 10/09/2012 - 07:48 Por Marco Antonio L.Do Brasil 247
Empresário denuncia mensalão tucano na educação
Ernani de Paula, que foi dono da São Marcos, denunciou ao Ministério Público de São Paulo esquema para distribuição de bolsas a alunos fantasmas; de lá vinha, segundo ele, o caixa dois do PSDB nas eleições
247 – José Serra, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, foi o primeiro candidato a utilizar o mensalão na campanha municipal de 2012. Segundo ele, o “STF está mandando para a cadeia um jeito nefasto de fazer política”. Depois dele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reforçou a crítica, ao dizer que a Justiça está despertando no Brasil, também no programa de Serra.
Agora, em pleno processo eleitoral, um empresário da área de educação, Ernani de Paula, que foi proprietário da Universidade São Marcos, sob intervenção do Ministério da Educação, denuncia que o “mensalão” do PSDB vem da área de ensino superior. O esquema consistiria em conceder bolsas de ensino a alunos-fantasma, a instituições pouco conhecidas no mercado.
Em 2009, Ernani de Paula fez uma denúncia ao promotor Sílvio Marques, do Ministério Público de São Paulo – o mesmo que investigou o caso Maluf. À época, ele falava em repasses de R$ 80 milhões. Hoje, ele tem a informação de que, desde a chegada de José Serra ao Palácio dos Bandeirantes, em 2006, mais de R$ 800 milhões foram transferidos a essas instituições de ensino.
O caso mais sintomático, diz ele, é a da faculdade Sumaré, que liderou os repasses, embora seja pouco conhecida no mercado. “É o mensalão universitário”, diz Ernani de Paula. “Essa universidade, que ninguém sabe o que faz ou quem é o dono já recebeu mais de R$ 70 milhões”, afirma. Outra, a Uniesp, também lidera o ranking. Juntas, as duas teriam levado quase R$ 140 milhões.
Ernani de Paula, coincidentemente, tem uma história de vida ligada a outro mensalão: o do PT. Em 2000, ele se elegeu prefeito de Anápolis (GO), cidade do bicheiro Carlos Cachoeira, e depois acompanhou de perto as primeiras articulações do contraventor para plantar denúncias contra o PT na revista Veja – a ex-mulher de Ernani era suplente do senador Demóstenes Torres.
Segundo ele, no caso da educação superior, o esquema foi bolado pelo ex-secretário de Educação de Serra e ex-ministro de FHC, Paulo Renato de Souza, já falecido. Sua universidade, a São Marcos, não recebeu as bolsas de ensino do governo paulista, e passou a enfrentar dificuldades financeiras até sofrer a intervenção do MEC.
Depois disso, diz Ernani, ele foi procurado pelo filho de Paulo Renato de Souza, Renato Souza Neto, que dizia ter interessados na compra da instituição – se tivesse vendido, afirma o empresário, estaria à frente dos repasses das bolsas de ensino superior em São Paulo.
Ernani de Paula se diz disposto a colaborar com o Ministério Público de São Paulo para ajudar a desvendar o esquema de desvio de recursos públicos na educação superior.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Vale a pena ver de novo
Pronunciamento de despedida do presidente Lula, às vésperas do Natal de 2010 e da posse da 1ª mulher Presidente da República do Brasil, Dilma Roussef.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Bob Fernandes comenta artigo de FHC, "o Cabotino"
No vídeo abaixo, o comentário de Bob Fernandes a respeito da resposta da presidente Dilma Rousseff ao artigo auto-elogiativo de FHC, divulgado nos jornais que lhe babam os ovos. Desde sempre. Bob Fernandes lembra a FHC que a herança maldita moral referida pelo tucano teve gênese no PSDB de Minas Gerais, do senador Eduardo Azeredo, que também responde no STF por seu (dos tucanos) mensalão. E Dilma também lembrou ao líder cabotino da elite atrasada paulistana que Lula não mudou a Constituição para se beneficiar, ao contrário de FHC, que comprou com dinheiro público a aprovação da emenda da sua reeleição. Assista.
Dilma responde ao tosco FHC
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| Faz assim com o Serra, FHC! |
"Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita", afirma Dilma Rousseff em nota oficial
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (3), em nota oficial, ter recebido uma herança bendita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma afirmou ter recebido um país com economia sólida, crescimento robusto e inflação sob controle. Leia abaixo a íntegra da nota:
Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.
Nota Oficial
"Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.
Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.
Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.
Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.
Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro."
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
domingo, 2 de setembro de 2012
Deixando o Pago, com Vitor Ramil
Alcei a perna no pingo
E saí sem rumo certo
Olhei o pampa deserto
E o céu fincado no chão
Troquei as rédeas de mão
Mudei o pala de braço
E vi a lua no espaço
Clareando todo o rincão
E a trotezito no mais
Fui aumentando a distância
Deixar o rancho da infância
Coberto pela neblina
Nunca pensei que minha sina
Fosse andar longe do pago
E trago na boca o amargo
Dum doce beijo de china
Sempre gostei da morena
É a minha cor predileta
Da carreira em cancha reta
Dum truco numa carona
Dum churrasco de mamona
Na sombra do arvoredo
Onde se oculta o segredo
Num teclado de cordeona
Cruzo a última cancela
Do campo pro corredor
E sinto um perfume de flor
Que brotou na primavera.
À noite, linda que era,
Banhada pelo luar
Tive ganas de chorar
Ao ver meu rancho tapera
Como é linda a liberdade
Sobre o lombo do cavalo
E ouvir o canto do galo
Anunciando a madrugada
Dormir na beira da estrada
Num sono largo e sereno
E ver que o mundo é pequeno
E que a vida não vale nada
O pingo tranqueava largo
Na direção de um bolicho
Onde se ouvia o cochicho
De uma cordeona acordada
Era linda a madrugada
A estrela d'alva saía
No rastro das três marias
Na volta grande da estrada
Era um baile, um casamento
Quem sabe algum batizado
Eu não era convidado
Mas tava ali de cruzada
Bolicho em beira de estrada
Sempre tem um índio vago
Cachaça pra tomar um trago
Carpeta pra uma carteada
Falam muito no destino
Até nem sei se acredito
Eu fui criado solito
Mas sempre bem prevenido
Índio do queixo torcido
Que se amansou na experiência
Eu vou voltar pra querência
Lugar onde fui parido
Romantismo X mulheres do Século XXl
Ângelo Eduardo
Duarte Xavier
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| Ângelo Eduardo |
Os
românticos estão em falta ou estão desacreditados?
Eu, na
condição de homem moderno do Século XXl, curto o romantismo e acho que não
estamos em falta e sim estamos desacreditados. É fato que nunca vamos entender
vocês mulheres, pois nem vocês se entendem. O que me deixa frustrado é saber da
luta de muitas gerações de mulheres que batalharam por uma igualdade social, a
qual influenciou até no comportamento do homem. Os homens de alguns séculos
passados eram machistas e não curtiam nada relacionado ao romantismo, muitos
achavam “boiolagem”. Hoje, não. As mulheres nunca foram tão bem tratadas como ocorre nos dias atuais. Muitos homens quebram tabus e vão para a cozinha, alguns
ajudam na limpeza da casa, outros fazem compras, outros exercem super bem o
papel do romantismo, presenteando com flores, café da manhã, cartas, torpedos,
chocolates, jantares, passeios etc...
Então por que vocês, mulheres, reclamam que está difícil encontrar um relacionamento sério? Será que vocês não estão desistindo muito rápido? Cadê a garra? Cadê
a persistência? Cadê a alma guerreira de suas gerações passadas? Aquelas das
mulheres que lutaram, algumas com suas próprias vidas, só para que vocês
tivessem este estilo de vida melhor, com mais qualidade em todos os sentidos!
Cadê? ?? Lembrem-se de
que o sofrimento é passageiro, mas desistir é para sempre!!!
Estamos só
esperando a chance de viver esta história de amor, com acertos e desacertos.
Acreditem: os homens românticos não estão em falta!!!
sábado, 1 de setembro de 2012
Nunca antes na História desse País o STF puniu algum corrupto ou algum corruptor
A condenação dos réus do Mensalão marca a primeira vez na História desse País que os ministros do STF tiveram coragem de condenar políticos e banqueiros por corrupção! Antes, o que se sabia do STF é que os ministros libertavam da cadeia para gozar as delícias do dinheiro roubado - e alguns até para fugirem do País - gente rica e poderosa. Vejam alguns exemplos:
- Banqueiro Salvatore Cacciola, que quebrou por fraudes o banco Marka e foi libertado para fugir para Mônaco por habeas corpus do ministro Marco Aurélio de Mello;
- Banqueiro Daniel Dantas, acusado de tentar subornar policial federal com R$ 1 milhão para não ser denunciado em inquérito, ganhou dois habeas corpus em 24 horas dados pelo ministro Gilmar Mendes, que ainda por cima perseguiu o juiz Flavio De Sanctis, que expedira a ordem de prisão contra o banqueiro;
- Juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lau-Lau, que roubou U$ 200 milhões dos cofres públicos e cumpre "pena" em sua mansão nos Jardins paulistanos;
- Médico-estuprador de 27 mulheres, Roger Abdelmassih, libertado para fugir do País pelo ministo Marco Aurélio Mello;
- Ex-senador do DEMO, Luiz Estevão, acusado de roubar R$ 1 bilhão das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo;
- Ex-governador Paulo Maluf e seu filho Flavio (procurados pela Interpol por assaltarem os cofres do governo de São Paulo em U$ 1 bilhão). Foram retirados da cadeia pelo ex-ministro Cesar Peluso, que argumentou: "fica feio pai e filho presos";
- Fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido pela alcunha de “Taradão”, assassino da freira norte-americana Dorothy Stang (mais um HC dado pelo ministro Marco Aurélio Mello);
- Ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEMO), comandante de uma quadrilha no GDF e líder do chamado "Mensalão do DEMO" (este foi libertado pelo STJ).
Estes são alguns entre centenas de milhares de outros casos de corrupção, assassinatos, roubo de dinheiro público, estupro, pedofilia etc etc etc envolvendo gente rica e poderosa que foi protegida com o manto da impunidade pelo STF e o STJ.
Então, a conclusão a que se chega é que votar no PT é a melhor maneira de OBRIGAR o STF - que sempre atuou como manto da corrupção e dos corruptores - a funcionar de fato.
Assista agora a fala do presidente Lula em que ele mostra como o PT no Poder fortaleceu a Democracia Política no Brasil e também a Democracia Social.
- Banqueiro Salvatore Cacciola, que quebrou por fraudes o banco Marka e foi libertado para fugir para Mônaco por habeas corpus do ministro Marco Aurélio de Mello;
- Banqueiro Daniel Dantas, acusado de tentar subornar policial federal com R$ 1 milhão para não ser denunciado em inquérito, ganhou dois habeas corpus em 24 horas dados pelo ministro Gilmar Mendes, que ainda por cima perseguiu o juiz Flavio De Sanctis, que expedira a ordem de prisão contra o banqueiro;
- Juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lau-Lau, que roubou U$ 200 milhões dos cofres públicos e cumpre "pena" em sua mansão nos Jardins paulistanos;
- Médico-estuprador de 27 mulheres, Roger Abdelmassih, libertado para fugir do País pelo ministo Marco Aurélio Mello;
- Ex-senador do DEMO, Luiz Estevão, acusado de roubar R$ 1 bilhão das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo;
- Ex-governador Paulo Maluf e seu filho Flavio (procurados pela Interpol por assaltarem os cofres do governo de São Paulo em U$ 1 bilhão). Foram retirados da cadeia pelo ex-ministro Cesar Peluso, que argumentou: "fica feio pai e filho presos";
- Fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido pela alcunha de “Taradão”, assassino da freira norte-americana Dorothy Stang (mais um HC dado pelo ministro Marco Aurélio Mello);
- Ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEMO), comandante de uma quadrilha no GDF e líder do chamado "Mensalão do DEMO" (este foi libertado pelo STJ).
Estes são alguns entre centenas de milhares de outros casos de corrupção, assassinatos, roubo de dinheiro público, estupro, pedofilia etc etc etc envolvendo gente rica e poderosa que foi protegida com o manto da impunidade pelo STF e o STJ.
Então, a conclusão a que se chega é que votar no PT é a melhor maneira de OBRIGAR o STF - que sempre atuou como manto da corrupção e dos corruptores - a funcionar de fato.
Assista agora a fala do presidente Lula em que ele mostra como o PT no Poder fortaleceu a Democracia Política no Brasil e também a Democracia Social.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
A medíocre elite social brasileira
Extraído do Observatório da Imprensa
Ignorante e presunçosa, ela lê pouco, ostenta, cultiva o consumismo e tem profundo preconceito em relação às maiorias
Por Henrique Abel, no Observatório da Imprensa
Um dos preconceitos mais firmemente bem estabelecidos no Brasil é aquele que afirma que a culpa de todos os problemas do país decorre da “ignorância do povo”. A elite social da população brasileira, formada pelas classes A e B, em linhas gerais, está profundamente convencida de que o seu status de elite social lhe concede – como um bônus – também o título de “elite intelectual” do país.
Dentro desse raciocínio, a elite brasileira “chegou lá” não apenas economicamente, mas também no que diz respeito às esferas intelectuais e morais – talvez até espirituais. O país só não vai pra frente, portanto, por causa dessa massa de ignóbeis das classes inferiores. Embora essa ideia preconcebida seja confortável para o ego dos que a sustentam, os fatos insistem em negar a tese do “povo ignorante versus elite inteligente”.
O motivo é simples de entender: em nenhum lugar do mundo, a figura genericamente considerada do “povo” se destaca como iluminada ou genial. Por definição, uma autêntica elite intelectual de um país se destaca, precisamente, por seu contraste com a mediocridade (aí entendida como “relativa ao que é mediano”). Ou seja, não é “o povo” que tem obrigações intelectuais para com a elite social, e sim, justamente o contrário: é preferencialmente entre a elite social e econômica que se espera que surja, como consequência das melhores condições de vida desfrutadas, uma elite intelectual digna do nome.
Analfabetos funcionais
Uma elite social que, intelectualmente, faça jus ao espaço que ocupa na sociedade, não apenas cumpre com o seu papel social de dar algum retorno ao meio que lhe deu as condições para uma vida melhor como, ainda, cumpre o seu papel de servir como exemplo – um exemplo do tipo “estude você também”, e não um exemplo do tipo “lute para poder comprar um automóvel tão caro quanto o meu”.
Tendo isso em mente, torna-se fácil perceber que o problema do Brasil não é que o nosso povo seja “mais ignorante”, pela média, do que a população dos Estados Unidos ou das maiores economias europeias. O problema, isso sim, é que o nosso país ostenta aquela que é talvez a elite social mais ignorante, presunçosa e intelectualmente preguiçosa do mundo, que repele qualquer espécie de intelectualidade autêntica precisamente porque acredita que seu status social lhe confere, automaticamente, o decorrente status de membro da elite intelectual pátria, como se isso fosse uma espécie de título aristocrático.
Nenhum país do mundo tem um povo cujo cidadão médio é extremamente culto e devorador de livros. O problema se dá quando um país tem uma elite social que é extremamente inculta e lê/escreve num nível digno de analfabetismo funcional. Pesquisas recentemente divulgadas dão por conta que apenas 25% dos brasileiros são plenamente alfabetizados, e que o número de analfabetos funcionais entre estudantes universitários é de 38%. A elite social brasileira possivelmente acredita que a totalidade desses 75% de deficientes intelectuais encontra-se abrangida pelas classes C, D e E.
Sem diferença
Será mesmo? Outra pesquisa recentemente divulgada noticiava que o brasileiro lê uma média de cerca de quatro livros por ano. Enquanto os integrantes da Classe C afirmavam ter lido 1,79 livro no último ano, os integrantes da Classe A disseram ter lido 3,6. O número é maior, como naturalmente seria de se esperar, mas a diferença é muita pequena dado o abismo de condições econômicas entre uma classe e outra. Qual é o dado grave que se constata aí? Será que o problema real da formação intelectual do nosso país está no fato de que o cidadão médio lê apenas dois livros por ano? Ou está no fato de que a autodenominada elite intelectual do país lê apenas quatro livros por ano? Vou encerrar o argumento ficando apenas no dado quantitativo, sem adentrar a provocação qualitativa de questionar se, entre esses quatro livros anuais, consta alguma coisa que não sejam os últimos e rasos best-sellers de vitrine, a literatura infanto-juvenil e os livros de dieta e autoajuda.
O que importa é ter a consciência de que o descalabro intelectual brasileiro não reside no fato de que o típico cidadão médio demonstra desinteresse pela vida intelectual e gosta mais de assistir televisão do que de ler livros. Ora, este é o retrato do cidadão médio de qualquer país do mundo, inclusive das economias mais desenvolvidas.
O que é digno de causar espanto é, por exemplo, ver Merval Pereira sendo eleito um imortal da Academia Brasileira de Letras em virtude do “incrível” mérito literário de ter reunido, na forma de livro, uma série de artigos jornalísticos de opinião, escritos por ele ao longo dos anos. Ou seja: dependendo dos círculos sociais que você frequenta, hoje é possível ingressar na Academia Brasileira de Letras meramente escrevendo colunas de opinião em jornais. Podemos sobreviver ao cidadão médio que lê dois livros por ano, mas não estou convencido de que podemos sobreviver a uma suposta elite intelectual que não vê diferença literária entre Moacyr Scliar e Merval Pereira.
“Vão ter que me engolir”
Apenas para referir mais um exemplo (entre tantos) das invejáveis capacidades intelectuais da elite social brasileira: na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo noticiou que uma celebridade global havia perdido a compostura no Twitter após sofrer algumas críticas em virtude de um comentário que havia feito na rede social. A vedete, longe de ser uma estrelinha de quinta categoria, é casada com um dos diretores da toda-poderosa Rede Globo.
Bem, imagina-se que uma pessoa tão gloriosamente assentada no topo da cadeia alimentar brasileira certamente daria um excelente exemplo de boa formação intelectual ao se manifestar em público por escrito, não é mesmo? Pois bem, vamos dar uma lida nas sua singelas postagens, conforme referidas na reportagem mencionada:
“Almas penadas, consumidas pela a inveja, o ódio e a maledicência, que se escondem atrás de pseudônimos para destilarem seus venenos. Morram!”
“Só mais uma coisinha! Vão ter que me engolir, também f…-se, vocês são minurias [sic] e minuria [sic] não conta.”
Em quem se espelhar?
Não vou nem entrar no mérito da completa falta de educação dessa pessoa, que parece menos uma rica atriz global do que um valentão de boteco. Vou me ater apenas a dois detalhes. Primeiro: a intelectual do horário nobre da Globo escreve “minoria” com “u”, atestando para além de qualquer dúvida razoável que se encontra fora do grupo dos 25% dos brasileiros plenamente alfabetizados (ela comete o erro duas vezes, descartando qualquer possibilidade de desculpa do tipo “foi erro de digitação”).
Segundo: ela acha que “minorias não contam”, demonstrando, portanto, que ignora completamente as noções mais elementares do que vem a ser um Estado democrático de Direito, ou mesmo o simples conceito de “democracia” na sua acepção contemporânea. Do ponto de vista da consciência de direitos políticos, sociais e de cidadania é, portanto, analfabeta dos pés à cabeça.
Com os ricos e famosos que temos no Brasil, em quem o mítico e achincalhado “homem-médio” poderia mesmo se espelhar?
Leia também:
Ignorante e presunçosa, ela lê pouco, ostenta, cultiva o consumismo e tem profundo preconceito em relação às maiorias
Por Henrique Abel, no Observatório da Imprensa
Um dos preconceitos mais firmemente bem estabelecidos no Brasil é aquele que afirma que a culpa de todos os problemas do país decorre da “ignorância do povo”. A elite social da população brasileira, formada pelas classes A e B, em linhas gerais, está profundamente convencida de que o seu status de elite social lhe concede – como um bônus – também o título de “elite intelectual” do país.
Dentro desse raciocínio, a elite brasileira “chegou lá” não apenas economicamente, mas também no que diz respeito às esferas intelectuais e morais – talvez até espirituais. O país só não vai pra frente, portanto, por causa dessa massa de ignóbeis das classes inferiores. Embora essa ideia preconcebida seja confortável para o ego dos que a sustentam, os fatos insistem em negar a tese do “povo ignorante versus elite inteligente”.
O motivo é simples de entender: em nenhum lugar do mundo, a figura genericamente considerada do “povo” se destaca como iluminada ou genial. Por definição, uma autêntica elite intelectual de um país se destaca, precisamente, por seu contraste com a mediocridade (aí entendida como “relativa ao que é mediano”). Ou seja, não é “o povo” que tem obrigações intelectuais para com a elite social, e sim, justamente o contrário: é preferencialmente entre a elite social e econômica que se espera que surja, como consequência das melhores condições de vida desfrutadas, uma elite intelectual digna do nome.
Analfabetos funcionais
Uma elite social que, intelectualmente, faça jus ao espaço que ocupa na sociedade, não apenas cumpre com o seu papel social de dar algum retorno ao meio que lhe deu as condições para uma vida melhor como, ainda, cumpre o seu papel de servir como exemplo – um exemplo do tipo “estude você também”, e não um exemplo do tipo “lute para poder comprar um automóvel tão caro quanto o meu”.
Tendo isso em mente, torna-se fácil perceber que o problema do Brasil não é que o nosso povo seja “mais ignorante”, pela média, do que a população dos Estados Unidos ou das maiores economias europeias. O problema, isso sim, é que o nosso país ostenta aquela que é talvez a elite social mais ignorante, presunçosa e intelectualmente preguiçosa do mundo, que repele qualquer espécie de intelectualidade autêntica precisamente porque acredita que seu status social lhe confere, automaticamente, o decorrente status de membro da elite intelectual pátria, como se isso fosse uma espécie de título aristocrático.
Nenhum país do mundo tem um povo cujo cidadão médio é extremamente culto e devorador de livros. O problema se dá quando um país tem uma elite social que é extremamente inculta e lê/escreve num nível digno de analfabetismo funcional. Pesquisas recentemente divulgadas dão por conta que apenas 25% dos brasileiros são plenamente alfabetizados, e que o número de analfabetos funcionais entre estudantes universitários é de 38%. A elite social brasileira possivelmente acredita que a totalidade desses 75% de deficientes intelectuais encontra-se abrangida pelas classes C, D e E.
Sem diferença
Será mesmo? Outra pesquisa recentemente divulgada noticiava que o brasileiro lê uma média de cerca de quatro livros por ano. Enquanto os integrantes da Classe C afirmavam ter lido 1,79 livro no último ano, os integrantes da Classe A disseram ter lido 3,6. O número é maior, como naturalmente seria de se esperar, mas a diferença é muita pequena dado o abismo de condições econômicas entre uma classe e outra. Qual é o dado grave que se constata aí? Será que o problema real da formação intelectual do nosso país está no fato de que o cidadão médio lê apenas dois livros por ano? Ou está no fato de que a autodenominada elite intelectual do país lê apenas quatro livros por ano? Vou encerrar o argumento ficando apenas no dado quantitativo, sem adentrar a provocação qualitativa de questionar se, entre esses quatro livros anuais, consta alguma coisa que não sejam os últimos e rasos best-sellers de vitrine, a literatura infanto-juvenil e os livros de dieta e autoajuda.
O que importa é ter a consciência de que o descalabro intelectual brasileiro não reside no fato de que o típico cidadão médio demonstra desinteresse pela vida intelectual e gosta mais de assistir televisão do que de ler livros. Ora, este é o retrato do cidadão médio de qualquer país do mundo, inclusive das economias mais desenvolvidas.
O que é digno de causar espanto é, por exemplo, ver Merval Pereira sendo eleito um imortal da Academia Brasileira de Letras em virtude do “incrível” mérito literário de ter reunido, na forma de livro, uma série de artigos jornalísticos de opinião, escritos por ele ao longo dos anos. Ou seja: dependendo dos círculos sociais que você frequenta, hoje é possível ingressar na Academia Brasileira de Letras meramente escrevendo colunas de opinião em jornais. Podemos sobreviver ao cidadão médio que lê dois livros por ano, mas não estou convencido de que podemos sobreviver a uma suposta elite intelectual que não vê diferença literária entre Moacyr Scliar e Merval Pereira.
“Vão ter que me engolir”
Apenas para referir mais um exemplo (entre tantos) das invejáveis capacidades intelectuais da elite social brasileira: na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo noticiou que uma celebridade global havia perdido a compostura no Twitter após sofrer algumas críticas em virtude de um comentário que havia feito na rede social. A vedete, longe de ser uma estrelinha de quinta categoria, é casada com um dos diretores da toda-poderosa Rede Globo.
Bem, imagina-se que uma pessoa tão gloriosamente assentada no topo da cadeia alimentar brasileira certamente daria um excelente exemplo de boa formação intelectual ao se manifestar em público por escrito, não é mesmo? Pois bem, vamos dar uma lida nas sua singelas postagens, conforme referidas na reportagem mencionada:
“Almas penadas, consumidas pela a inveja, o ódio e a maledicência, que se escondem atrás de pseudônimos para destilarem seus venenos. Morram!”
“Só mais uma coisinha! Vão ter que me engolir, também f…-se, vocês são minurias [sic] e minuria [sic] não conta.”
Em quem se espelhar?
Não vou nem entrar no mérito da completa falta de educação dessa pessoa, que parece menos uma rica atriz global do que um valentão de boteco. Vou me ater apenas a dois detalhes. Primeiro: a intelectual do horário nobre da Globo escreve “minoria” com “u”, atestando para além de qualquer dúvida razoável que se encontra fora do grupo dos 25% dos brasileiros plenamente alfabetizados (ela comete o erro duas vezes, descartando qualquer possibilidade de desculpa do tipo “foi erro de digitação”).
Segundo: ela acha que “minorias não contam”, demonstrando, portanto, que ignora completamente as noções mais elementares do que vem a ser um Estado democrático de Direito, ou mesmo o simples conceito de “democracia” na sua acepção contemporânea. Do ponto de vista da consciência de direitos políticos, sociais e de cidadania é, portanto, analfabeta dos pés à cabeça.
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- Cartel global manipula laranja brasileira
- Ameaça real à internet brasileira
- Os estertores da GM e a inércia social
- Por uma Agenda Digital Brasileira, urgente
- Oposição social na era da Internet
- Por um contrato social planetário
- Fórum Social na África: avanços e impasses
- Espanha: o novo retrato da crise social

domingo, 12 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Serra da Boa Esperança, com Dércio Marques, para Fernando Campelo Duarte, que hoje faria 92 anos!
Serra do Boa Esperança era uma das músicas com que o nosso pai, o Campelo, nos acordava quando estava de bom-humor e soltava a voz durante o banho frio matinal.
E com Bethânia
E com Bethânia
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Sexo Grátis Aqui!
Buceta, Sexo, Fotos indiscretas, Mulheres Nuas, Peitinho, Bucetinha, Boquete.
Perdõem os puritanos e os sabujos de patrão que não gostam de mulher, mas este é um teste para ver se essas palavras - as mais buscadas na Web - aumentam a visitação ao Blog. Em uma semana eu apago este post.
Perdõem os puritanos e os sabujos de patrão que não gostam de mulher, mas este é um teste para ver se essas palavras - as mais buscadas na Web - aumentam a visitação ao Blog. Em uma semana eu apago este post.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Lições de Jornalismo PIG: Como salvar uma pauta naufragada
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| Serraglio, o arguto investigador do Mensalão |
O deputado Osmar Serraglio, relator da CPI dos Correios, aquele careca que fazia perguntas pueris aos investigados do Mensalão compensando com caras, bocas e olhar instigante nº 45, se arma feito um pavão quando a Globo novamente acende seus holofotes para entrevistá-lo sobre “o maior escândalo de corrupção do Brasil, do Mundo, da Galáxia, quiçá do Universo”. Sem nada importante para contar, Serraglio alega que não conseguiu provas para culpar Zé Dirceu porque os bancos (privados e públicos) blindaram o “chefe da quadrilha”, conforme o descreveu o deslumbrado e provinciano ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Para tentar salvar a anti-notícia de qualquer jeito, a Globo arranca uma declaração bombástica desse descendente de italianos, que se conduz inspirado pelo inspetor Cruseau: seus telefones teriam sido grampeados, no tempo das investigações! Uma bomba realmente, não tivesse a Polícia Federal feito a varredura em todos os telefones usados por Serragio e encontrado bulhufas. Essa “informação desimportante” foi omitida pelo instigante relator da CPI dos Correios e, claro, pela Globo. Ela poderia enterrar mais essa lenda urbana alcunhada Mensalão pelo ex-deputado Roberto Jefferson, o mais notório jagunço da ex-tropa de choque do ex-presidente Fernando Collor de Mello e hoje mero cantor de Petrópolis.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Obra de Arte: A Origem do Mundo
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| A Origem do Mundo, de Gustave Courbet |
Estávamos em 1866 e Courbet era já um pintor conhecido em França pela sua destreza técnica mas sobretudo pela sua atitude crítica e corrosiva em relação à sociedade e moral burguesas, que não perdia ocasião de afrontar. Courbet era um socialista convicto, arrogante e autoconfiante, é preciso dizer. No entanto talvez isso não baste para justificar a obra que realizou nesse ano e que havia de o celebrizar mais do que todas as outras. Ao representar frontalmente as coxas e o sexo de uma mulher, A Origem do Mundo abalou profundamente o meio artístico da época. E não só!
A tela tem um percurso atribulado. Reza a História que um diplomata turco, de nome Khalil-Bey, de passagem por Paris encomendou a Courbet para a sua colecção um quadro, que viria a ser este. Khalil-Bey era um coleccionador de arte erótica e tinha já adquirido ao artista uma pintura denominada O Sono ou Adormecidas, representando duas mulheres nuas deitadas sobre a cama em poses sensuais. Possuía também o famoso O Banho Turco, de Ingres, entre outras obras.
Pouco tempo depois Khalil-Bey viu-se obrigado a vender diversas peças da sua colecção para pagar dívidas de jogo. Escondida debaixo de uma outra tela de aspecto mais pacífico, A Origem do Mundo foi então comprada por um antiquário, passando de mão em mão até ao seu último dono, o célebre psicanalista francês Jacques Lacan. Após a sua morte, a família doou-o ao Museu d'Orsay, onde se encontra presentemente.
O quadro é profundamente perturbador ou mesmo chocante. O incómodo sentido pelo observador ao olhar de modo tão directo para o sexo que ali se exibe ostensivamente é enorme. Há uma espécie de pudor, de vergonha quase instintiva que se revela em nós ao observá-lo. Mais do que violentar a intimidade do objecto retratado, o artista violenta o público. De resto, Courbet adorava fazê-lo embora nunca tivesse ousado ir tão longe. Porque se atreveu desta vez?
À época, na Academia, os estudantes exercitavam-se desenhando as estátuas clássicas de corpo idealizado. Essas estátuas, Apolos e Afrodites, não eram de modo algum assexuadas mas a representação do sexo era estereotipada, camuflada ou deturpada. Os homens frequentemente tinham uma parra a tapar os órgãos genitais enquanto que nas mulheres nada se via para além da continuidade da pele lisa da barriga. Courbet detestava os académicos e as suas fórmulas - ele que dizia que só podia pintar aquilo que via.
Esta tela surge assim como um manifesto contra o academismo mas também contra a falsidade vigente na Arte e na Sociedade oitocentista. Representa a libertação definitiva do artista de todos os estereótipos! Significativo é o facto da polémica se ficar a dever ao tema e à forma como foi abordado e não às qualidades pictóricas do quadro - se estava bem pintado ou não. A Origem do Mundo foi uma obra inspirada, visionária talvez, um acto estético da maior importância e uma obra de arte de primeira grandeza. A Pintura Moderna talvez tenha começado aqui, com origem no sexo de uma mulher.
Fonte: http://obviousmag.org/archives/2008/01/a_origem_do_mun.html
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Brasil vai ajudar a construir o maior e mais potente telescópio do mundo
Do Site Olhar Digital.
O Brasil pode ter uma oportunidade de ouro nas mãos se quiser ingressar de vez no campo da astronomia. Isso porque está em andamento um ambicioso projeto de construção do maior telescópio do mundo, no Observatório La Silla, no Chile, e o nosso país participará do desenvolvimento do aparelho. Situado em pleno deserto, a 600 quilômetros de Santiago e a uma altura de 2.400 metros, o telescópio será o mais potente já feito, contando com uma lente de 40 metros de diâmetro.
Em entrevista para a Agência Efe, o astrofísico Michel Mayor, que ao lado de Didier Queloz descobriu o primeiro planeta fora do sistema solar (exoplaneta), relembrou suas visitas a trabalho ao norte de Chile nos últimos trinta anos. Mayor considera a região "excepcional" para a observação do espaço. Para ele, o Brasil irá se beneficiar do conhecimento adquirido pela instituição, mas precisará de mais de dez anos de avaliações e estudos para confirmar sua viabilidade financeira e técnica.
"É normal que o Brasil destine recursos para a astronomia e a melhor solução foi se aderir ao ISSO, pois não fazia sentido para eles tentarem construir meios de observação para competir com os que já existem", explicou.
Sobre o Chile, o astrofísico destacou que o país desenvolveu "uma astronomia de ponta" e que a razão disso foi o acesso a instrumentos sofisticados espalhados em diferentes observatórios localizados no Deserto do Atacama. Os cientistas chilenos têm direito a 10% do tempo utilizado nos telescópios instalados em seu território, o que foi um grande estímulo para a astronomia no país e uma das razões para o aumento do número de profissionais da área.
Mayor também comentou os avanços na pesquisa espacial, como o fato da sonda americana Voyager 1, lançada em 1977, estar prestes a chegar no limite do sistema solar.
Alguns astrônomos veem com preocupação os grandes recursos destinados para este fim, mas Mayor não compartilha esse temor porque acredita que a observação realizada do próprio espaço "não vai substituir a astronomia feita na terra", mas sim complementá-la.
Em mais de quarenta anos dedicados à física e à observação do universo, o cientista acompanhou a evolução da astronomia e aponta o avanço que mais o impressionou: "a aceleração da expansão do universo".
"Isto colocou em questão muito do que compreendemos do universo e de seus mecanismos físicos", disse Mayor, que liderou a equipe que desenvolveu o primeiro espectrógrafo, um instrumento que associado a um telescópio permite estudar a luz das estrelas e descobrir a presença de um ou mais planetas sob sua órbita.
Aparelho astronômico ficará no Chile e terá uma lente de 40 metros de diâmetro
O Brasil pode ter uma oportunidade de ouro nas mãos se quiser ingressar de vez no campo da astronomia. Isso porque está em andamento um ambicioso projeto de construção do maior telescópio do mundo, no Observatório La Silla, no Chile, e o nosso país participará do desenvolvimento do aparelho. Situado em pleno deserto, a 600 quilômetros de Santiago e a uma altura de 2.400 metros, o telescópio será o mais potente já feito, contando com uma lente de 40 metros de diâmetro.
Em entrevista para a Agência Efe, o astrofísico Michel Mayor, que ao lado de Didier Queloz descobriu o primeiro planeta fora do sistema solar (exoplaneta), relembrou suas visitas a trabalho ao norte de Chile nos últimos trinta anos. Mayor considera a região "excepcional" para a observação do espaço. Para ele, o Brasil irá se beneficiar do conhecimento adquirido pela instituição, mas precisará de mais de dez anos de avaliações e estudos para confirmar sua viabilidade financeira e técnica.
"É normal que o Brasil destine recursos para a astronomia e a melhor solução foi se aderir ao ISSO, pois não fazia sentido para eles tentarem construir meios de observação para competir com os que já existem", explicou.
Sobre o Chile, o astrofísico destacou que o país desenvolveu "uma astronomia de ponta" e que a razão disso foi o acesso a instrumentos sofisticados espalhados em diferentes observatórios localizados no Deserto do Atacama. Os cientistas chilenos têm direito a 10% do tempo utilizado nos telescópios instalados em seu território, o que foi um grande estímulo para a astronomia no país e uma das razões para o aumento do número de profissionais da área.
Mayor também comentou os avanços na pesquisa espacial, como o fato da sonda americana Voyager 1, lançada em 1977, estar prestes a chegar no limite do sistema solar.
Alguns astrônomos veem com preocupação os grandes recursos destinados para este fim, mas Mayor não compartilha esse temor porque acredita que a observação realizada do próprio espaço "não vai substituir a astronomia feita na terra", mas sim complementá-la.
Em mais de quarenta anos dedicados à física e à observação do universo, o cientista acompanhou a evolução da astronomia e aponta o avanço que mais o impressionou: "a aceleração da expansão do universo".
"Isto colocou em questão muito do que compreendemos do universo e de seus mecanismos físicos", disse Mayor, que liderou a equipe que desenvolveu o primeiro espectrógrafo, um instrumento que associado a um telescópio permite estudar a luz das estrelas e descobrir a presença de um ou mais planetas sob sua órbita.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Morreu o violeiro Dércio Marques
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| Dércio Marques: de volta à casa, cantando um bolero de Valdick Soriano |
O BRASIL E O MUNDO perderam hoje, às 8h,
vítima de infecção generalizada, após cirurgia, o grande artista DÉRCIO
MARQUES. Violeiro, cantor, intérprete e compositor – muito pouco para
descrever a riqueza deste mestre mineiro de Uberlândia, cidadão do
mundo, baluarte da cultura popular, da natureza bruta destas terras. O
corpo será cremado em Salvador.
Marques ficou conhecido em Vitória da Conquista, principalmente, por dividir palco com Elomar Figueira em várias apresentações.“Ah, Já Fiz Versos De Tributo, Hoje Só Somente Escuto,
Não Tributo Mais Ninguém; Cada Rosa Seu Perfume,
Ninguém Lava as Mesmas Mãos,
Ninguém Canta Com a Mesma Voz!
Ontem a Lua Foi Airosa, Toda Rosa Perfumosa,
Mas o Tempo Deu-me Tempo Prá Pensar
Ah, E Eu Seguisse a Cada Passo, Cada Traço Do Pincel,
Cedo ou Tarde Eu Ia Ver, Escorregar Na Tinta Fresca,
Me Mesclar Com a Cor Vermelha, Eu Iria Me Perder.”
(Dércio Marques)
sábado, 23 de junho de 2012
Seleção Google - 100º ano de nascimento de Alan Turing
Ele foi um dos primeiros a pensar na possibilidade de as
máquinas se tornarem inteligentes e criou um modelo teórico para um
computador universal - quando isso sequer existia. Mais conhecido por
seu papel na II Guerra Mundial - sua equipe decifrou os códigos usados
pela Alemanha nazista para se comunicar -, o matemático britânico Alan
Turing foi um visionário sem o qual este mundo moderno de iPad,
smartphones e Facebook talvez não tivesse se tornado realidade. Nascido
em 23 de junho de 1912, seu centenário está sendo celebrado pelo mundo
inteiro não só neste sábado, mas ao longo de todo este ano.
Turing formalizou os conceitos de algoritmo e computação - com a Máquina de Turing - e por isso é considerado o 'pai' da computação moderna. Ele também escreveu o que pode ser considerado o primeiro programa de xadrez para computador e dedicou-se ainda à química, à física e à biologia.
Ente as inúmeras ações para comemorar o centenário do cientista está o Turing's Sunflowers. Fascinado pelo modo como a matemática funciona na natureza, ele observou a ocorrência da sequência de Fibonacci nas sementes de girassol, no centro da flor, e imaginou que estudar a planta ajudaria e entender seu crescimento. Mas morreu sem completar o trabalho.
Numa homenagem a Turing, o Museu da Ciência e Indústria e o Festival de Ciência de Manchester, com apoio da universidade e prefeitura locais, promovem o Turing's Sunflowers. O objetivo é cultivar girassóis em numero suficiente para reunir os dados necessários e seguir com o estudo do britânico. Para participar, é preciso cultivar a flor, fazer a contagem das sementes, em setembro e outubro, e compartilhar os dados. Os resultados serão anunciados durante o Festival, que se realiza de 27 de outubro a 4 de novembro.
O "Alan Turing Year" (Ano de Alan Turing) tem eventos praticamente todos os dias nos mais diversos lugares, e uma organização, o Turing Centenary Advisory Committee. No site do centenário de Turing é possível ver uma lista de conferências, exposições, debates, competições, concursos, projetos e demais atividades, que incluem música, literatura e vídeo, e ainda assinar as petições em favor de Turing, do perdão póstumo até estampar a próxima série de notas de 10 libras.
Preconceito, morte e desculpas públicas
Turing era brilhante, mas também era homossexual - numa época em que isso era ilegal, perseguido e considerado uma doença na Inglaterra. Foi processado, humilhado e, para não ser preso, teve que se submeter ao 'tratamento' com injeções de hormônio feminino. Pouco antes de fazer 42 anos, Alan Turing morreu por ingestão de cianureto - suicídio, embora a mãe de Turing tenha defendido que a morte fora 'acidental'.
Em setembro de 2009, depois de uma campanha pela internet que angariou milhares de apoiadores, o então primeiro-ministro britânico Gordon Brown pediu desculpas formais públicas, em nome do governo do Reino Unido, pelo tratamento vergonhoso dado a Alan Turing.
Turing formalizou os conceitos de algoritmo e computação - com a Máquina de Turing - e por isso é considerado o 'pai' da computação moderna. Ele também escreveu o que pode ser considerado o primeiro programa de xadrez para computador e dedicou-se ainda à química, à física e à biologia.
Ente as inúmeras ações para comemorar o centenário do cientista está o Turing's Sunflowers. Fascinado pelo modo como a matemática funciona na natureza, ele observou a ocorrência da sequência de Fibonacci nas sementes de girassol, no centro da flor, e imaginou que estudar a planta ajudaria e entender seu crescimento. Mas morreu sem completar o trabalho.
Girassóis, com Pouca Vogal
Numa homenagem a Turing, o Museu da Ciência e Indústria e o Festival de Ciência de Manchester, com apoio da universidade e prefeitura locais, promovem o Turing's Sunflowers. O objetivo é cultivar girassóis em numero suficiente para reunir os dados necessários e seguir com o estudo do britânico. Para participar, é preciso cultivar a flor, fazer a contagem das sementes, em setembro e outubro, e compartilhar os dados. Os resultados serão anunciados durante o Festival, que se realiza de 27 de outubro a 4 de novembro.
O "Alan Turing Year" (Ano de Alan Turing) tem eventos praticamente todos os dias nos mais diversos lugares, e uma organização, o Turing Centenary Advisory Committee. No site do centenário de Turing é possível ver uma lista de conferências, exposições, debates, competições, concursos, projetos e demais atividades, que incluem música, literatura e vídeo, e ainda assinar as petições em favor de Turing, do perdão póstumo até estampar a próxima série de notas de 10 libras.
Preconceito, morte e desculpas públicas
Turing era brilhante, mas também era homossexual - numa época em que isso era ilegal, perseguido e considerado uma doença na Inglaterra. Foi processado, humilhado e, para não ser preso, teve que se submeter ao 'tratamento' com injeções de hormônio feminino. Pouco antes de fazer 42 anos, Alan Turing morreu por ingestão de cianureto - suicídio, embora a mãe de Turing tenha defendido que a morte fora 'acidental'.
Em setembro de 2009, depois de uma campanha pela internet que angariou milhares de apoiadores, o então primeiro-ministro britânico Gordon Brown pediu desculpas formais públicas, em nome do governo do Reino Unido, pelo tratamento vergonhoso dado a Alan Turing.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Erundina continua sendo Erundina
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| Em Política, quase sempre, é preciso fechar o nariz e seguir em frente |
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| Fernando Haddad com Luiza Erundina |
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Caravana da Anistia chega a Santa Catarina para analisar abusos da ditadura militar
Comissão do Ministério da Justiça irá avaliar denúncias de catarinenses que foram perseguidos após o golpe militar de 1964. Programação também conta com eventos culturais
Entre os dias 18 e 22 de junho, a Faculdade Cesusc (Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina), em Florianópolis, sediará a 59ª Caravana da Anistia do Ministério da Justiça. A programação prevê a exibição de filmes e documentários, debates, atividades culturais, lançamentos de livros e mostras fotográfica e de cartoons relatando a Ditadura Militar (1964-1985) e os perseguidos políticos em Santa Catarina e no Brasil.
A caravana também tem a tarefa, ao se instalar nos Estados, de analisar os requerimentos de reparação encaminhados pelos ex-perseguidos políticos da ditadura à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Trata-se da instância que tem a palavra final para reconhecer os abusos cometidos pelo Estado brasileiro e conceder aos ex-perseguidos o direito a uma indenização econômica e o título de anistiado político.
A Sessão Especial de julgamentos de requerimento de ex-perseguidos políticos em Santa Catarina, com a presença do Presidente da Comissão de Anistia Dr. Paulo Abrão, está marcada para o dia 22 (sexta-feira).
“A idéia das caravanas é trazê-la de Brasília para os Estados, onde as pessoas sofreram a perseguição. Também é uma oportunidade de resgate da história e da cidadania no Brasil, aproximando estudantes e a sociedade em geral desses fatos que ocorreram a partir de 1964 na Ditadura”, afirma o presidente do Cesusc, Prudente José Silveira Mello.
A organização diz ainda que as caravanas têm um sentido memorialístico, mas também servem de instrumento de defesa do ambiente democrático que o Brasil desfruta hoje. “Queremos impedir que aqueles fatos se repitam e a democracia no país não seja atacada como foi em 1964”, declara Mello.
Programações culturais e históricas são destaques da Caravana
A Mostra Fotográfica será organizada pelo jornalista e historiador Celso Martins e a Mostra de Cartoons pelo Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) Celso Schröder. Serão lançados ainda livros do historiador Celso Martins - Quatro Cantos do Sol, da Coordenadora do Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos, a escritora Derlei Catarina de Luca – No Corpo e na Alma e da jornalista Louise Benassi – As Lembranças não Morrem.
O evento contará com dois projetos paralelos de cinema: Cinema pela Verdade (Projeto Marcas da Memória), com exibição do filme “Condor” (2007) de Direção de Roberto Mader, e do documentário “Cidadão Boilesen” (2009), Direção de Chaim Litewski. E o CineCesusc Diretos Humanos com exibição do documentário Brazil: A Report on Torture (1971), Direção de Haskel Wexler e Saul Landau.
Após a exibição das obras estão programados debates com o produtor Pedro Asbeg (Cidadão Boilesen), professores e os Conselheiros da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça Virginius Lianza de Franca e Prudente José Silveira Mello e o Ex-Presidente Nacional do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil Raimundo Cezar Britto Aragão.
Sobre os Documentários:
A obra “Cidadão Boilesen” foi premiada no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes (OBAN) - centro de informações e investigações montado pelo Exército do Brasil em 1969, que a coordenava e integrava as ações dos órgãos de combate às organizações armadas de esquerda durante o regime autoritário.
O documentário “Condor” foi vencedor dos prêmios de Melhor Documentário no Festival do Rio e Prêmio do Juri em Gramado em 2007. Ele narra as diferentes versões sobre a “Operação Condor”, conexão entre as ditaduras do Conesul nos anos 70, e apresenta depoimentos emocionantes de algumas vítimas e personagens desse período marcante da história da América Latina.
Já o documenário “Brazil: A Reporto n Torture” (“Brasil, o relato de uma tortura”) relata e encena práticas como pau de arara, choque elétrico, espancamento e afogamento. O objetivo era denunciar no exterior o que ocorria nos porões da ditadura brasileira. O filme foi realizado em 1971, em Santiago, no Chile, para onde os brasileiros foram banidos. O documentário foi uma iniciativa dos cineastas americanos Haskel Wexler e Saul Landau, que estavam no Chile para produzir material sobre o presidente Salvador Allende e souberam da presença dos brasileiros. Quase todos os guerrilheiros que deram depoimentos não assistiram ao filme até hoje. Dois deles se suicidaram alguns anos depois: Frei Tito e Maria Auxiliadora Lara Barcelos, uma das mais próximas amigas da Presidenta Dilma Rousseff, no período da Var-Palmares, no início da década de 70.
Confira a programação:
Dia 18/06
19h - Abertura da Mostra Fotográfica do jornalista e historiador catarinense Celso Martins.
20h - Lançamentos de Livros:
Quatro cantos do Sol
Jornalista e historiador Celso Martins
No Corpo e na Alma
Coordenadora do Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos, a escritora Derlei Catarina de Luca.
As Lembranças não Morrem
Jornalista Louise Benassi
Dia 19/06
19h - Abertura da Mostra de Cartoons organizada pelo Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas Celso Schröder
20h - Bate-papo sobre a importância dos cartoons em publicações independentes na Ditadura com o cartunista Frank Maia
Dia 20/06
8h - CineCesusc Direitos Humanos -Documentário Brazil: A Report on Torture (1971) - Direção de Haskel Wexler e Saul Landau.
10h - Debate Virginius Lianza de Franca - Conselheiro Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
19h - Cinema pela Verdade -Filme Condor (2007) - Direção de Roberto Mader.
21h - Debate Iur Gomes - Cineasta; e Mariana Joffily - Professora Universidade do Estado de Santa Catarina.
Dia 21/06
8h - CineCesusc Direitos Humanos, exibição de documentário sobre a Ditadura Militar no Brasil.
10h - Debate Raimundo Cezar Britto Aragão - Ex-Presidente Nacional do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
19h - Cinema pela Verdade -Documentário Cidadão Boilesen (2009) - Direção de Chaim Litewski.
21h - Debate Pedro Asbeg - Produtor do Documentário; e Prudente José Silveira Mello - Conselheiro Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
Dia 22/06
8h30 - Abertura da Caravana da Anistia com Sessão Especial de Julgamento de requerimento de ex-perseguidos políticos de Santa Catarina.
Paulo Abrão - Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
12h30 - Recesso almoço
14h - Continuação: Caravana da Anistia com Sessão Especial de Julgamento de requerimento de ex-perseguidos políticos de Santa Catarina.
Entre os dias 18 e 22 de junho, a Faculdade Cesusc (Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina), em Florianópolis, sediará a 59ª Caravana da Anistia do Ministério da Justiça. A programação prevê a exibição de filmes e documentários, debates, atividades culturais, lançamentos de livros e mostras fotográfica e de cartoons relatando a Ditadura Militar (1964-1985) e os perseguidos políticos em Santa Catarina e no Brasil.
A caravana também tem a tarefa, ao se instalar nos Estados, de analisar os requerimentos de reparação encaminhados pelos ex-perseguidos políticos da ditadura à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Trata-se da instância que tem a palavra final para reconhecer os abusos cometidos pelo Estado brasileiro e conceder aos ex-perseguidos o direito a uma indenização econômica e o título de anistiado político.
A Sessão Especial de julgamentos de requerimento de ex-perseguidos políticos em Santa Catarina, com a presença do Presidente da Comissão de Anistia Dr. Paulo Abrão, está marcada para o dia 22 (sexta-feira).
“A idéia das caravanas é trazê-la de Brasília para os Estados, onde as pessoas sofreram a perseguição. Também é uma oportunidade de resgate da história e da cidadania no Brasil, aproximando estudantes e a sociedade em geral desses fatos que ocorreram a partir de 1964 na Ditadura”, afirma o presidente do Cesusc, Prudente José Silveira Mello.
A organização diz ainda que as caravanas têm um sentido memorialístico, mas também servem de instrumento de defesa do ambiente democrático que o Brasil desfruta hoje. “Queremos impedir que aqueles fatos se repitam e a democracia no país não seja atacada como foi em 1964”, declara Mello.
Programações culturais e históricas são destaques da Caravana
A Mostra Fotográfica será organizada pelo jornalista e historiador Celso Martins e a Mostra de Cartoons pelo Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) Celso Schröder. Serão lançados ainda livros do historiador Celso Martins - Quatro Cantos do Sol, da Coordenadora do Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos, a escritora Derlei Catarina de Luca – No Corpo e na Alma e da jornalista Louise Benassi – As Lembranças não Morrem.
O evento contará com dois projetos paralelos de cinema: Cinema pela Verdade (Projeto Marcas da Memória), com exibição do filme “Condor” (2007) de Direção de Roberto Mader, e do documentário “Cidadão Boilesen” (2009), Direção de Chaim Litewski. E o CineCesusc Diretos Humanos com exibição do documentário Brazil: A Report on Torture (1971), Direção de Haskel Wexler e Saul Landau.
Após a exibição das obras estão programados debates com o produtor Pedro Asbeg (Cidadão Boilesen), professores e os Conselheiros da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça Virginius Lianza de Franca e Prudente José Silveira Mello e o Ex-Presidente Nacional do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil Raimundo Cezar Britto Aragão.
Sobre os Documentários:
A obra “Cidadão Boilesen” foi premiada no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes (OBAN) - centro de informações e investigações montado pelo Exército do Brasil em 1969, que a coordenava e integrava as ações dos órgãos de combate às organizações armadas de esquerda durante o regime autoritário.
O documentário “Condor” foi vencedor dos prêmios de Melhor Documentário no Festival do Rio e Prêmio do Juri em Gramado em 2007. Ele narra as diferentes versões sobre a “Operação Condor”, conexão entre as ditaduras do Conesul nos anos 70, e apresenta depoimentos emocionantes de algumas vítimas e personagens desse período marcante da história da América Latina.
Já o documenário “Brazil: A Reporto n Torture” (“Brasil, o relato de uma tortura”) relata e encena práticas como pau de arara, choque elétrico, espancamento e afogamento. O objetivo era denunciar no exterior o que ocorria nos porões da ditadura brasileira. O filme foi realizado em 1971, em Santiago, no Chile, para onde os brasileiros foram banidos. O documentário foi uma iniciativa dos cineastas americanos Haskel Wexler e Saul Landau, que estavam no Chile para produzir material sobre o presidente Salvador Allende e souberam da presença dos brasileiros. Quase todos os guerrilheiros que deram depoimentos não assistiram ao filme até hoje. Dois deles se suicidaram alguns anos depois: Frei Tito e Maria Auxiliadora Lara Barcelos, uma das mais próximas amigas da Presidenta Dilma Rousseff, no período da Var-Palmares, no início da década de 70.
Confira a programação:
Dia 18/06
19h - Abertura da Mostra Fotográfica do jornalista e historiador catarinense Celso Martins.
20h - Lançamentos de Livros:
Quatro cantos do Sol
Jornalista e historiador Celso Martins
No Corpo e na Alma
Coordenadora do Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos, a escritora Derlei Catarina de Luca.
As Lembranças não Morrem
Jornalista Louise Benassi
Dia 19/06
19h - Abertura da Mostra de Cartoons organizada pelo Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas Celso Schröder
20h - Bate-papo sobre a importância dos cartoons em publicações independentes na Ditadura com o cartunista Frank Maia
Dia 20/06
8h - CineCesusc Direitos Humanos -Documentário Brazil: A Report on Torture (1971) - Direção de Haskel Wexler e Saul Landau.
10h - Debate Virginius Lianza de Franca - Conselheiro Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
19h - Cinema pela Verdade -Filme Condor (2007) - Direção de Roberto Mader.
21h - Debate Iur Gomes - Cineasta; e Mariana Joffily - Professora Universidade do Estado de Santa Catarina.
Dia 21/06
8h - CineCesusc Direitos Humanos, exibição de documentário sobre a Ditadura Militar no Brasil.
10h - Debate Raimundo Cezar Britto Aragão - Ex-Presidente Nacional do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
19h - Cinema pela Verdade -Documentário Cidadão Boilesen (2009) - Direção de Chaim Litewski.
21h - Debate Pedro Asbeg - Produtor do Documentário; e Prudente José Silveira Mello - Conselheiro Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
Dia 22/06
8h30 - Abertura da Caravana da Anistia com Sessão Especial de Julgamento de requerimento de ex-perseguidos políticos de Santa Catarina.
Paulo Abrão - Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
12h30 - Recesso almoço
14h - Continuação: Caravana da Anistia com Sessão Especial de Julgamento de requerimento de ex-perseguidos políticos de Santa Catarina.
terça-feira, 12 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Instituto HSBC Solidariedade premia projetos do terceiro setor
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| Helio
Duarte, diretor do HSBC, Roseli Bassi (premiada em 2011) e Claudia Malschitzky, do IHS |
É o que afirmam o presidente do Instituto HSBC Solidariedade, Helio Duarte, e a diretora do Instituto HSBC Solidariedade, Claudia Malschitzky. Para eles, o reconhecimento de ações do terceiro setor também é uma forma de contribuir com o desenvolvimento do país.
Inscrições
Os vencedores de cada categoria (Educação e Meio Ambiente) irão receber o troféu que leva o nome da médica sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança, Dra. Zilda Arns Neumann, além de uma quantia em dinheiro (R$ 50 mil para cada um dos vencedores) a ser empregado na própria instituição e no treinamento da liderança responsável dessa organização.
“Buscamos com o Prêmio IHS reconhecer líderes sociais porque são eles que têm a capacidade de unir esforços em prol de uma causa comum. São os principais responsáveis por engajar e inspirar outras pessoas a realizar ações que beneficiem a sociedade”, afirma a diretora Claudia Malschitzky. “Nosso objetivo é identificar este potencial e apoiá-los para que continuem desenvolvendo projetos e ampliem sua rede de atuação.”
A premiação deste ano será feita no mês de agosto, após uma análise
de cada um dos trabalhos inscritos pela comissão julgadora do prêmio. Os interessados em participar do prêmio deste ano
podem fazer a inscrição até o dia 1º de julho através do site www.hsbc.com.br/premioihs .
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