sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Brasil desenvolve turbina aeronautica graças ao Marechal Montenegro, criador do CTA


Na ditadura, o CTA quase foi fechado por inveja de militares estúpidos   

A turbina de pequena potência desenvolvida no CTA


Na última década, o Brasil tem assistido a uma retomada do investimento governamental em projetos de defesa. A projeção do País no exterior, fomentada principalmente pela estabilidade política, crescimento econômico e melhorias sociais, leva o Brasil a uma nova realidade estratégica. O desenvolvimento de novos produtos, com tecnologia de ponta e utilização dual – tanto militar como civil – vem ganhando fôlego. A FINEP já investiu cerca de R$ 1 bilhão em projetos que vão gerar uma gama de conhecimentos e de inovações que tendem a se multiplicar. “A defesa é um dos grandes vetores de inovação, que é o caminho para se atingir o patamar do mundo desenvolvido”, diz Sami Hassuani, presidente da Avibras, empresa que está desenvolvendo o primeiro Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) genuinamente nacional.

Repórter: Rogério Rangel

Como imaginar o mundo contemporâneo sem computadores, internet, telefones celulares e satélites? Essas tecnologias que fazem parte do dia a dia da  maioria das pessoas, direta ou indiretamente, há décadas, foram concebidas originalmente para uso em defesa militar. A necessidade de decifrar mensagens codificadas do inimigo, principalmente na Segunda Guerra, impulsionou a pesquisa de computadores e programas. Foi também a
comunicação entre tropas e o imperativo de monitorar a segurança de fronteiras, por exemplo, que fomentou o desenvolvimento de satélites e de telefonia sem fio. E a internet surgiu como um programa militar americano nos anos 1960. A tecnologia de defesa multiplica-se, adapta-se e transforma-se em inúmeras aplicações de uso diário na vida civil, desde a pesquisa de medicamentos até a previsão do tempo. Além da importância estratégica que representa para um país, o investimento em defesa é também definido por seu caráter dinâmico e desdobrável da tecnologia dele derivada, ou seja, sua aplicação dual. Esse caráter duplo dos projetos de defesa alinha-se com a dinâmica do próprio mercado. Ao produzir o primeiro VANT no Brasil, a empresa Avibras, por exemplo, está gerando tanto um produto necessário no setor de defesa (o patrulhamento de fronteiras é uma das finalidades) quanto algo utilizável na vida civil (monitoramento do trânsito urbano, entre outros). “Todos os países que geram conforto, investem pesado em saúde, educação,
inventam bens de consumo e se mantém na vanguarda, são aqueles que têm como meta a inovação movida pela indústria de defesa, que puxa a tecnologia ao extremo”, afirma o presidente da Avibras, Sami Hassuani.

Avião sem piloto

Um pequeno avião feito de fibra de carbono, com peso de 700 quilos e com 11 metros de comprimento de asa a asa. Dentro dele, em vez de um piloto, podem ser instalados até sete sensores, três câmeras, um radar de vigilância e um link de satélite. Assim é o Falcão, o VANT da Avibras, único no mundo em sua categoria, com capacidade para carregar até 150kg. Trata-se de uma aeronave que poderá ser usada em missões estratégicas. “Com câmeras e conexão via satélite, o Falcão poderá fazer a vigilância de áreas de fronteira, monitoramento de locais remotos, como o interior da floresta amazônica, entre outras aplicações”, explica Renato Bastos Tovar, gerente do projeto na Avibras. Até o final de 2011, o protótipo e a preparação para os voos devem estar concluídos.
O Falcão é a materialização de um projeto apoiado pelo programa de subvenção econômica da FINEP, em conjunto com outros projetos de pesquisa relacionados, que serviram para formar mão de obra qualificada e construir conhecimento nacional no setor. Segundo o economista Rodrigo Girdwood Acioli, analista do departamento de Áreas Estratégicas da FINEP, “o Falcão ilustra claramente a importância da integração dos diversos tipos de apoio da Financiadora, algo  que tem sido perseguido pela direção da empresa”. Ainda
segundo Acioli, o VANT é um “ótimo exemplo de produto    que deverá ter um amplo mercado”, com a implementação dos projetos SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), do Exército, e do SisGaaz (Sistema de Monitoramento da Amazônia Azul, como é chamado o potencial de riquezas da costa brasileira), da Marinha, “por se tratarem de megaprojetos que demandarão um montante imenso de investimentos governamentais”, diz o economista. Um gargalo importante que ainda precisa ser solucionado
é a certificação, que é a ponta final do processo de inovação, que vai da pesquisa básica até o lançamento do produto no mercado, que só é atingido depois de certificado. “Ainda não há uma linha de financiamento específica para esta última etapa, o que às vezes acaba por impedir a viabilidade do lançamento do produto no mercado. A solução para esse gap na etapa final da cadeia de inovação tem sido constantemente solicitada pelas empresas
apoiadas”, afirma o analista da FINEP.

Excelência em radares

O SISFRON e o SisGaaz também implicam em grandes investimentos em radares, outro foco de apoio maciço da FINEP. Diversos projetos de desenvolvimento de radares estão em curso, fabricados pela Orbisat, empresa de São José dos Campos (SP), em parceria com instituições de pesquisa com o apoio da FINEP. O pioneiro de uma família de radares fabricados no Brasil é o SABER M60, desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), no Rio de Janeiro. Iniciado em 2006, o projeto está hoje no mercado, disponível inicialmente para o Exército Brasileiro e já com encomendas da Aeronáutica. Segundo a  tenente Giselle Farias, do CTEx, o SABER M60 “é o mais avançado no mundo em sua categoria, e seu concorrente mais semelhante, feito em Israel, tem algumas limitações tecnológicas em comparação ao produto brasileiro”, afirma. O radar destina-se a integrar um sistema de defesa antiaérea de baixa estatura, visando a proteção de pontos e áreas, como indústrias, usinas e instalações governamentais.

Está adaptado para operar em quaisquer condições climáticas encontradas na América do Sul. O SABER M60, assim como outros radares, serão amplamente os dos SISFRON e SisGaaz. A excelência da Orbisat chamou a atenção da recém-criada Embraer Defesa e Segurança, que adquiriu este ano 90% da divisão de radares da Orbisat, que mantém sua equipe e estrutura, com uma administração independente. “Ganhamos muito com a mudança e a sinergia entre as duas empresas vem facilitar o crescimento da Orbisat”, afirma seu presidente, Maurício Aveiro. O presidente da nova unidade da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, explica a razão do investimento:

– Hoje existe uma preocupação maior com o controle de fronteiras, com a preservação dos recursos naturais e hídricos, com a área de exploração do pré-sal e com a segurança pública. Portanto, o Brasil precisa ter um sistema de monitoramento mais eficiente. É uma questão de proteção estratégica e enxergamos uma grande oportunidade de negócios nesta área. Por isso, investimos R$ 80 milhões em aquisições, desde janeiro deste ano. A Orbisat é uma empresa que produz uma tecnologia interessantíssima, uma das poucas no mundo com capacidade de olhar por baixo das copas das árvores da Amazônia e fazer um mapeamento e sensoriamento daquela região.

Laboratório móvel

Outros dois projetos recentes, resultados da parceria entre a FINEP e o CTEx, merecem destaque: o laboratório móvel químico e biológico e o monóculo de imagem térmica. Único do gênero na América Latina, o laboratório móvel já se encontra totalmente operativo e teve sua estréia pública no sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2014, que ocorreu no Rio de Janeiro em julho deste ano. A unidade é aparelhada com equipamentos nos quais
podem ser rapidamente coletadas amostras de substâncias suspeitas, e ali mesmo serem analisadas. “O laboratório é totalmente independente, podendo ser acoplado a vários  tipos de viaturas e movido a qualquer parte, sem necessidade de adaptações”, esclarece o coronel Paulo Fernando Pinto Malizia Alves, coordenador do projeto. Já o monóculo de imagem térmica é um equipamento óptico que detecta imagens na escuridão completa: ele capta ondas de infravermelho, ou seja, “vê” a temperatura de qualquer objeto, com luminosidade zero, mesmo em ambientes com fumaça ou neblina. O capitão Leonardo Bruno de Sá, chefe do Grupo de Optrônicos e coordenador do projeto, afirma que, além da aplicação militar, que é a detecção de alvos no escuro, o potencial dual da tecnologia aplicada no monóculo é grande: “já há estudos para a aplicação desta tecnologia na análise de inflamações
no corpo humano, por exemplo. Em segurança, poderá ser usado na inspeção de instalações elétricas, com a finalidade de verificar problemas de condutividade pela temperatura”, diz o capitão. O monóculo está na fase de testes finais do protótipo operacional, que é o último nível antes de começar a ser fabricado. Existem similares em poucos países do mundo. A empresa de tecnologia óptica, Opto Eletrônica, ganhadora em 2009 do Prêmio FINEP de Inovação, na categoria Média Empresa, é a parceira do CTEx neste projeto. (Veja nesta edição a matéria sobre empresas inovadoras vencedoras nacionais do Prêmio).

Parceiro da Orbisat nos radares, o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) é uma unidade do Exército Brasileiro que funciona como um órgão de apoio do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (DCT). Trata-se de um complexo tecnológico que tem a função de supervisionar e executar a pesquisa tecnológica, o desenvolvimento experimental, a normatização e a avaliação técnica do material de emprego militar. A história do apoio da FINEP ao Ctex vem desde a sua criação, em 1979. “A FINEP tem papel fundamental na implantação do CTEx, e todos os projetos de vulto desenvolvidos nos últimos anos têm recursos da Financiadora”, diz o coronel Roberto Castelo Branco Jorge, adjunto à subchefia do CTEx.

DCTA: berço de inovações

Situado em São José dos Campos (SP), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), unidade da Força Aérea, é sinônimo de pesquisa, desenvolvimento e inovação. São frutos de seu campus o programa Pró-Álcool e a Embraer, entre outras. E é na Divisão de Propulsão Aeronáutica, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), divisão do DCTA, que está sendo  gerada a primeira turbina de pequena potência (TAPP)
fabricada no Brasil, cujo desenvolvimento começou há seis anos. A maior vantagem deste tipo de turbina é poder ser integrada a VANTs, ou gerar energia para pequenas localidades. No momento, o protótipo operacional da TAPP, fabricado pela TGM Turbinas, está sendo testado numa estrutura montada especialmente para ela, no DCTA.

O pesquisador José Francisco Castro Monteiro, da Divisão de Propulsão Aeronáutica, afirma que foi “a própria necessidade de mercado que impulsionou o projeto, já que não há turbinas do gênero produzidas no País”. Além da importância mercadológica, a expertise adquirida pode vir a auxiliar no futuro desenvolvimento de novas turbinas. “Nosso sonho é desenvolver turbinas grandes, para aeronaves tripuladas, mas ainda não temos tecnologia para tanto”, diz Monteiro. O coronel engenheiro Antônio Carlos Ponce Alonso, chefe da Subdivisão de Aeronáutica do IAE destaca a importância da parceria dos setores público e privado para o avanço de inovações como a TAPP: “É fundamental que essas parcerias sejam cada vez mais frequentes.

Sem isso, é impossível se desenvolver. A criação da Lei da Inovação foi um grande impulso, mas temos que aplicá-la na prática de maneira mais generalizada”, diz o coronel.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Basta 1 minuto para mudar o destino de SP

Fernando Haddad, o melhor nome pra governar São Paulo.


Resposta do PT à armação da revista Veja: o PSDB foi criador do Mensalão


Maria da Penha e o Mensalão do STF

Fonte: jornal Correio do Brasil

Coincidências em série no julgamento do ‘mensalão’ sugerem golpe da direita

18/9/2012 14:39,  Por Redação - de Brasília
Joaquim Barbosa teria preparado um voto ideologizado, segundo críticos de sua atuação no STF
Joaquim Barbosa teria preparado um voto ideologizado, segundo críticos de sua atuação no STF
O julgamento taxado de polêmico e heterodoxo, esse do ‘mensalão’ no Supremo Tribunal Federal (STF), desenha-se, na realidade, em uma espécie de alavanca para um golpe de direita contra as instituições democráticas do país, segundo a expressão de críticos da forma como tem-se conduzido o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa (JB), monitorado pela mídia conservadora que, paradoxalmente, é alimentada com 70% dos recursos públicos destinados à publicidade estatal. Um boletim de ocorrência contra o magistrado o manteria sob constante estado de tensão, como escreveu à época o advogado e jornalista Márcio Chaer, diretor da revista Consultor Jurídico, após uma discussão entre Barbosa e o então também ministro do STF, Eros Grau:
“Eros retrucou lembrando decisões constrangedoras de JB que a Corte teve de corrigir e que ele nem encontrava mais clima entre os colegas. O clima azedou a ponto de se resgatar o desconfortável boletim de ocorrência feito pela então mulher de JB, tempos atrás: ‘Para quem batia na mulher, não seria nada estranho que batesse em um velho também’, afirmou-se”. Além do risco de ser chantageado por meios de comunicação ligados à direita, o viés ideológico demonstrado pelo ministro, durante sua trajetória no Supremo seria tão firme quanto o seu estado de espírito, o que levou o editor da publicação especializada na área jurídica a afirmar que “o idealismo de JB lembra o espírito macunaímico, comenta, a propósito do assunto, um observador bem posicionado no STF, ao celebrar os 80 anos da obra de Mário de Andrade. Macunaíma, consagrado como ‘o herói do povo brasileiro’, ao fim de sua epopéia, transforma-se em uma constelação”.
Para analistas mais astutos, tornou-se suspeita a série de coincidências verificadas no curso da Ação Penal 470, como o período de votação que chega ao seu ápice pouco antes das eleições municipais, no mês que vem; a pressão dos meios de comunicação ligados à direita e à extrema direita brasileiras para a condenação, principalmente, do ex-deputado José Dirceu; a tentativa de ligação do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao escândalo; o ‘fatiamento’ do processo; o vazamento de informações delicadas, como a dosimetria das penas a serem aplicadas aos réus, assunto que sequer figura na pauta das próximas sessões da Corte.
“Um descuido” do gabinete do ministro Joaquim Barbosa, como foi explicado, levou a página do Supremo Tribunal Federal (STF) na internet a divulgar, na sexta-feira, as penas sugeridas pelo relator AP 470 para parte dos réus condenados pelo crime de lavagem de dinheiro. O ‘vazamento’ permaneceu no ar durante mais de 72 horas. A pena mais dura ficou para Marcos Valério: 12 anos e sete meses de reclusão, além de 340 dias-multa, com cada dia-multa igual a 10 salários mínimos, o equivalente a mais de R$ 2,1 milhões. O vazamento ocorreu no dia em que a revista semanal de ultradireita Veja publicava, na capa, uma suposta – e até agora, não comprovada – entrevista com Valério, na qual ele teria dito que o presidente Lula saberia do suposto esquema do ‘mensalão’. Horas depois, no jornal O Globo, o colunista Ricardo Noblat fala da existência de um suposto vídeo, “de quatro cópias”, no qual um desesperado Marcus Valério, diante da prisão iminente, faria revelações para divulgação imediata – “caso sofra um atentado”.

Ministro Toffoli julga mulher de Ricardo Noblat por rombo de R$ 33 milhões no INCRA

Fonte: Blog Amigos da Presidente Dilma

Agora está explicado a obsessão do blogueiro da Globo e do PIG, Ricardo Noblat, contra o ministro Dias Toffoli, do STF.


http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=2485274

Toffoli é relator da Reclamação 4895 no STF, onde Raul Jungmann (PPS-PE) reclama ser julgado pelo STF em Ação onde é réu por improbidade administrativa junto com a ré Rebeca Scatrut, mulher de Noblat.

A Ação foi movida pelo Ministério Público Federal do DF, e acusa fraude em contratos com agências de publicidade feitos pelo Ministério da Reforma Agrária, comandado por Jungmann no governo FHC, envolvendo a empresa da mulher de Noblat, RNN Comunicação.

O rombo nos cofres públicos foi de R$ 33 milhões em dinheiro da época, segundo o MPF.


http://processual.trf1.gov.br/consultaProcessual/processo.php?proc=200634000378430&secao=DF

O MPF-DF cobra a devolução dos R$ 33 milhões aos cofres públicos, neste processo.

Houve outro inquérito criminal por peculato e corrupção ativa e passiva sobre esses mesmos fatos, com os mesmos réus, mas como não eram petistas, acabou sendo arquivado a pedido do Ministério Público, alegando prescrição. Mas esse outro fato quase tão esquesito quanto o engavetamento da Operação Vegas em 2009, já é assunto para outra nota.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Marcos Valério envolve FHC no mensalão do PSDB


#Fonte: Veja

Diante da perspectiva de terminar seus dias na cadeia, o publicitário começa a revelar os segredos que guardava - entre eles, o fato de que o ex-presidente FHC sabia do esquema de corrupção armado no coração do governo do então presidente do PSDB, Eduardo Azeredo

NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo
Rodrigo Rangel

Dos réus do mensalão do PSDB, o empresário Marcos Valério é o único que não tem um átimo de dúvida sobre o seu futuro. No julgamento anterior, o publicitário foi condenado por lavagem de dinheiro, crime que acarreta pena mínima de três anos de prisão. Computadas punições pelos crimes de corrupção ativa e peculato, já decididas, mais evasão de divisas e formação de quadrilha, ainda por julgar a sentença de Marcos Valério pode passar de 100 anos de reclusão. Com todas as atenuantes da lei penal brasileira, não é totalmente improvável que ele termine seus dias na cadeia.

Apontado como responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PSDB montar o maior esquema de corrupção da história e aquele que deu origem ao chamado Mensalão, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido de FHC. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o "predileto" do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão do PSDB que ele não consegue mais guardar só para si - mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos a quem ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel.
Feita com base em revelações de parentes, amigos e associados, a reportagem de capa de VEJA desta semana reabre de forma incontornável a questão da participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no mensalão tucano. "FHC era o chefe", vem repetindo Valério com mais frequência e amargura agora que já foi condenado pelo STF. A reportagem tem cinco capítulos - e o primeiro deles pode ser lido abaixo:


"O caixa do PSDB foi de 10 bilhões de reais"

Leandro Martins/Futura Pres
O CHEFE: Segredo guardados põem o ex-presidente FHC no centro do esquema do mensalão tucano

A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão tucano foi abastecido com 200 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 350 milhões desviados da merenda escolar das escolas de Minas Gerais. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão tucano era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. Valério diz que pelas arcas do esquema passaram pelo menos 950 milhões de reais ou até R$ 10 bilhões. "Da SMP&B vão achar só os 200 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PSDB foi de 950 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA", afirma o empresário. Esse caixa paralelo, conta ele, era abastecido com dinheiro oriundo de operações tão heterodoxas quanto os empréstimos fictícios tomados por suas empresas para pagar políticos aliados do PSDB. Havia doações diretas diante da perspectiva de obter facilidades no governo de Minas Gerais. "Muitas empresas davam via empréstimos, outras não." O fiador dessas operações, garante Valério, era o próprio presidente da República.
Fernando Henrique teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto tucano. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Ricardo Sérgio, que é réu no processo do mensalão tucano e começará a ser julgado nos próximos meses pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Ricardo Sérgio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PSDB, com o aval do ex-ministro da Casa Civil Eduardo Jorge e o ex-presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, este acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão tucano: "Azeredo queria se reeleger e era o braço que comandava". Valério diz que, graças a sua proximidade com a cúpula tucana no auge do esquema, em 1998 e 2002, teve acesso à contabilidade real. Ele conta que a entrada e a saída de recursos foram registradas minuciosamente em um livro guardado a sete chaves por Ricardo Sérgio. Pelo seu relato, o restante do dinheiro desse fundão teve destino semelhante ao dos 300 milhões de reais obtidos por meio dos empréstimos fraudulentos tomados pela DNA e pela SMP&B. Foram usados para remunerar correligionários e aliados. Os valores calculados por Valério delineiam um caixa clandestino sem paralelo na política. Ele fala em valores dez vezes maiores que a arrecadação declarada da campanha de Fernando Henrique nas eleições presidenciais de 1998, quando FHC foi acusado em reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, da  Folha de São Paulo, de comprar votos de parlamentares para a sua reeleição por R$ 200 mil cada.

# Esta notícia é tão real quanto a publicada na edição desta semana pela revista Veja

Mussum para sempre


Dilma Rousseffis e Joaquim Barbosis




Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso

Carta que o PIG (a mídia amestrada com dinheiro público do povo de São Paulo) não vai publicar.

Theotonio dos Santos Junior, Economista e Professor

Theotonio dos Santos: "Cardoso, toma tento!"

Meu caro Fernando, vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete comtudo este debate teórico. Esta carta assiada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).
Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.
O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartir com você... Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.
No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?
Conclusões: O plano real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.
Segundo mito; Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.
E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. UM GOVERNO QUE CHEGOU A PAGAR 50% AO ANO DE JUROS POR SEUS TÍTULOS, PARA EM SEGUIDA DEPOSITAR OS INVESTIMENTOS VINDOS DO EXTERIOR EM MOEDA FORTE A JUROS NORMAIS DE 3 A 4%, NÃO PODE FUGIR DO FATO DE QUE CRIOU UMA DÍVIDA COLOSSAL SÓ PARA ATRAIR CAPITAIS DO EXTERIOR PARA COBRIR OS DÉFICITS COMERCIAIS COLOSSAIS GERADOS POR UMA MOEDA SOBREVALORIZADA QUE IMPEDIA A EXPORTAÇÃO, AGRAVADA AINDA MAIS PELOS JUROS ABSURDOS QUE PAGAVA PARA COBRIR O DÉFICIT QUE GERAVA. Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou dráticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. VERGONHA FERNANDO. MUITA VERGONHA. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identifica com o seu governo...te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.
Terceiro mito - Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição ns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.
Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal de sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa. Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar... Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este pais.
Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.
Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o vedadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.
Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.
Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço

Theotonio Dos Santos

thdossantos@terra.com.br, /theotoniodossantos.blogspot.com/
Theotonio Dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

domingo, 16 de setembro de 2012

Para o DEMO / PSDB, pobre e merda é a mesma coisa

José Serra e sua mídia amestrada e bem paga com dinheiro público chamam de mentiroso caminhoneiro que não pode mais trabalhar porque espera há dois anos para ser operado de catarata.

São Paulo tem em Fernando Haddad o melhor candidato a prefeito de todo o Brasil e não pode perder essa oportunidade.

Para um domingo de quase Primavera

Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar

Paulinho da Viola

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Antiterroristas estão há 14 anos “presos pelo ódio dos EUA”



Por Marco Antonio L.
No Vermelho 

Neste 12 de setembro completam-se 14 anos da prisão dos Cinco Antiterroristas Cubanos nos Estados Unidos. Para marcar a data, diversos países do mundo realizam atividades em apoio e solidariedade aos lutadores. De acordo com o membro do Comitê Brasileiro pela Libertação dos 5 Patriotas Cubanos, Max Altman, para que eles sejam libertados, “é preciso que haja uma pressão internacional” sobre os Estados Unidos.
A coordenadora do Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco, Graciela Ramírez declarou à Prensa Latina que está prevista a realização de passeatas em frente a sedes diplomáticas estadunidenses, exposições, concertos, apresentações de livros, documentários e atos políticos para marcar a data em Havana.Antonio Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino, René González e Gerardo Hernández foram condenados a severas penas por informar sobre planos de ações violentas contra Cuba, perpetrados por grupos terroristas que atuam a partir do território estadunidense.

“Trata-se de uma condenação rigorosamente injusta e odiosa, porque ela foi levada a cabo em um ambiente totalmente hostil, em Miami, sem responder ao devido processo legal”, observa Altman.

Para a presidenta do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, trata-se de um “julgamento do ódio, do preconceito, não [se trata] de Justiça”. Ela observa que “os cubanos deveriam estar nesse processo como testemunhas e não como réus”, já que eles investigavam atos de terroristas estadunidenses em Cuba. Eles fizeram um dossiê que foi entregue por um emissário ao presidente Bill Clinton, lembra a ativista: “mas, o governo ao invés de prender os verdadeiros terroristas, prenderam os que denunciaram”.

O jornalista Max Altman lembra que a mídia teve um papel fundamental no julgamento: “hoje se sabe que os jornalistas foram comprados pelas organizações contrarrevolucionárias de Miami para criar todo um ambiente hostil, de ódio, de raiva contra os Cinco que representavam Cuba”.

O único crime que eles cometeram, observa o jornalista, foi terem “se imiscuído em meio às organizações antirrevolucionárias cubanas que maquinavam ações terroristas, sem terem informado o governo dos EUA dessa ação. A lei americana prevê a necessidade de uma ação dessa ser previamente informada aos órgãos competentes. Essa é a única pena na qual eles poderiam ter incorrido”.

“O mais viável para se chegar à libertação dos Cinco seria uma decisão do presidente dos EUA. (…) Pela Constituição [do país é possível] comutar a pena dos condenados. Para que isso ocorra, é preciso que haja uma pressão internacional, mas que ainda não comoveu o governo dos EUA”, avaliou Altman.

Outra possibilidade é “eventualmente uma decisão também de cunho humanitário prevendo uma permuta entre um norte-americano que violou leis [do país] e que se encontra preso em Havana [Alan Gross, preso equanto trabalhava para o governo dos EUA em um programa para “fomentar” a “democracia” em Cuba] e que poderia, num gesto humanitário” ser trocado pelos Cinco, observa.

Em Cuba

Para chamar atenção e pedir a libertação dos ativistas, a Federação Estudantil Universitária (FEU) está promovendo, na cidade de Havana, a Jornada "Pelos Cinco de Coração”. A iniciativa se insere no contexto das comemorações dos 90 anos da FEU, organização mais antiga do país, fundada em 20 de dezembro de 1922 por Julio Antonio Mella.

Além dos estudantes de Havana, organizações, associações internacionais, uniões, federações de todo o país, membros da Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes (Oclae) e o Comitê de Solidariedade com os Cinco já confirmaram presença nas iniciativas virtuais.

Não só no dia em que se completam os 14 anos de prisão dos Cinco, mas também durante os próximos meses serão realizadas iniciativas em vários centros de ensino do país para debater a situação dos cubanos.

Mobilizações pelo mundo


Como parte das manifestações de apoio, também serão realizados atos pelos Cinco, como são internacionalmente conhecidos, na Espanha, Áustria, Suíça, Itália, Rússia, Ucrânia, Reino Unido, Eslovênia, República Dominicana, Jamaica, Haiti, Paraguai, Brasil, Argentina, Bahamas, Santa Luzia, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Estados Unidos, Canadá e Porto Rico.

No Brasil

No Brasil, acontecerá, na cidade do Rio de Janeiro, uma mobilização em frente ao Consulado dos Estados Unidos, aonde será lida a “Carta Aberta aos Povos dos EUA”. Os manifestantes estarão munidos de cartazes e panfletos para explicar para as pessoas a história dos Cinco Cubanos.

Na Grande São Paulo as atividades foram antecipadas e a Câmara Municipal de Diadema realizou uma audiência pública especial pelos Cinco. Na ocasião foi aprovada a “Carta de Diadema”, que exige a libertação dos Cinco. O documento será enviado à embaixada dos EUA no Brasil (em Brasília), ao consulado em São Paulo, ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil e ao Congresso estadunidense.

Da Redação do Vermelho,
Vanessa Silva, com agências

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cão obeso fará cirurgia de redução do estômago

Após cirurgia, totó estreará em Malhação
Um cachorro vira-latas que vivia no estacionamento do McDonalds nos jardins paulistanos e se alimentava dos restos de hamburgueres jogados no lixo pelos filhos bem-nascidos na elite quatrocentona foi internado ontem no Hospital Albert Einsten para uma cirurgia de redução do estômago. O animal, que pesava 320 quilos, corria risco de vida, ou risco de morte, como querem os telejornais. O animal deverá ficar internado enquanto durar a sua recuperação, prevista em 17 meses. Após, será submetido a cirurgia plástica na Clínica do Dr. Pitanguy, para retirada do excesso de pele. As visitas ao totó serão liberadas exclusivamente para as cachorras do funk e as cadelinhas fru-fru das baladas paulistanas. Representantes legais do vira-latas estão negociando a venda da sua história para uma mini série a ser produzida pela Globo. Também está em negociação a participação do cachoro no próximo BBB, bem como a sua contratação para atuar em novelas da emissora. Nos bastidores da vênus platinada, comenta-se que o totó já foi aprovado no teste do sofá dos autores dos folhetins da Globo. A contratação definitiva ainda dependeria da aprovação do diretor de telenovelas e casos especiais, Daniel Filho. Revistas de fofocas especulam que o cachorro aproveitaria a intervenção cirúrgica para realizar também a mudança de sexo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

De Piu-Piu de Marapendi para o apresentador do SBT, Carlos Nascimento



Do site Sensacionalista

O ex-jogador Ronaldo saiu em apoio ao apresentador Carlos Nascimento dizendo que já foi assaltado por vários travestis ao longo de sua vida. “Isso é um crime muito comum. Os travestis entram mesmo no carro das pessoas sem serem convidados”, disse Ronaldo. Dados da secretaria Nacional de Segurança informam que, realmente, os homens brasileiros tem muito o que temer: praticamente em todos os episódios envolvendo travestis, os homens afirmam que seus carros foram invadidos. Uma particularidade deste crime é que ele nunca acontece com mulheres.
A associação brasileira dos fabricantes de veículos divulgou uma nota informando que um defeito crônico nos carros: “As travas não funcionam com travestis”.
Outros apresentadores saíram em defesa de Nascimento. Bóris Casoy disse que “isso é uma vergonha”. Sandra Annenberg afirmou que “isso foi deselegante” e Ana Paula Padrão anunciou os detalhes do crime “No Jornal da Globo”. Uma testemunha que viu o ataque a Nascimento confirmou que os travestis realmente anunciaram o assalto: “Ele ficou com medo do tamanho do trabuco do travesti”, disse o homem.

Lends picantis in ânus autrem q’sucus est*

O mundo, hoje, recorda duas tragédias.

Palácio La Moneda: bombardeado pelos EUA em 1973
 Em 11 de setembro de 1973 o governo dos Estados Unidos patrocinou bombardeio à sede do governo do Chile, o Palácio La Moneda, que resultou na morte do presidente Salvador Allende e na implantação de uma ferroz ditadura militar naquele país, responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças.

Décadas depois, em 11 de setembro de 2001, eram os Estados Unidos que seriam alvos de ataques da Al Quaeda e veriam as Torres Gêmeas de Nova Iorque serem derrubadas por aviões-mísseis de Osama Bin Laden. Simultaneamente, o Pentágono era atingido por outro avião, enquanto uma quarta aeronave, o vôo 93 da United Airlines, era derrubada por caças norte-americanos na Pensilvânia, quando se dirigia a Washington, provavelmente tendo como alvo a Casa Branca.

Os eventos de 11/09/2001 marcaram o fim da sensação de impunidade de uma parte do povo norte-americano, ante os ataques de seu país a outros povos nos quatro quadrantes do mundo.

World Trade Center: implodido por Bin Laden em 2001


* Pimenta no cu dos outros é refresco, na tradução falconiana.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pronunciamento da Presidente Dilma


Demos/Tucanos roubam da Educação, como roubam da merenda escolar

Isto sim é que é a "modernidade" apregoada pelos Demos/Tucanos!

O esquema de distribuição de bolsas a alunos fantasmas

Por Marco Antonio L.
Do Brasil 247
Empresário denuncia mensalão tucano na educação
Ernani de Paula, que foi dono da São Marcos, denunciou ao Ministério Público de São Paulo esquema para distribuição de bolsas a alunos fantasmas; de lá vinha, segundo ele, o caixa dois do PSDB nas eleições
247 – José Serra, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, foi o primeiro candidato a utilizar o mensalão na campanha municipal de 2012. Segundo ele, o “STF está mandando para a cadeia um jeito nefasto de fazer política”. Depois dele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reforçou a crítica, ao dizer que a Justiça está despertando no Brasil, também no programa de Serra.
Agora, em pleno processo eleitoral, um empresário da área de educação, Ernani de Paula, que foi proprietário da Universidade São Marcos, sob intervenção do Ministério da Educação, denuncia que o “mensalão” do PSDB vem da área de ensino superior. O esquema consistiria em conceder bolsas de ensino a alunos-fantasma, a instituições pouco conhecidas no mercado.
Em 2009, Ernani de Paula fez uma denúncia ao promotor Sílvio Marques, do Ministério Público de São Paulo – o mesmo que investigou o caso Maluf. À época, ele falava em repasses de R$ 80 milhões. Hoje, ele tem a informação de que, desde a chegada de José Serra ao Palácio dos Bandeirantes, em 2006, mais de R$ 800 milhões foram transferidos a essas instituições de ensino.
O caso mais sintomático, diz ele, é a da faculdade Sumaré, que liderou os repasses, embora seja pouco conhecida no mercado. “É o mensalão universitário”, diz Ernani de Paula. “Essa universidade, que ninguém sabe o que faz ou quem é o dono já recebeu mais de R$ 70 milhões”, afirma. Outra, a Uniesp, também lidera o ranking. Juntas, as duas teriam levado quase R$ 140 milhões.
Ernani de Paula, coincidentemente, tem uma história de vida ligada a outro mensalão: o do PT. Em 2000, ele se elegeu prefeito de Anápolis (GO), cidade do bicheiro Carlos Cachoeira, e depois acompanhou de perto as primeiras articulações do contraventor para plantar denúncias contra o PT na revista Veja – a ex-mulher de Ernani era suplente do senador Demóstenes Torres.
Segundo ele, no caso da educação superior, o esquema foi bolado pelo ex-secretário de Educação de Serra e ex-ministro de FHC, Paulo Renato de Souza, já falecido. Sua universidade, a São Marcos, não recebeu as bolsas de ensino do governo paulista, e passou a enfrentar dificuldades financeiras até sofrer a intervenção do MEC.
Depois disso, diz Ernani, ele foi procurado pelo filho de Paulo Renato de Souza, Renato Souza Neto, que dizia ter interessados na compra da instituição – se tivesse vendido, afirma o empresário, estaria à frente dos repasses das bolsas de ensino superior em São Paulo.
Ernani de Paula se diz disposto a colaborar com o Ministério Público de São Paulo para ajudar a desvendar o esquema de desvio de recursos públicos na educação superior.



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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Vale a pena ver de novo

Pronunciamento de despedida do presidente Lula, às vésperas do Natal de 2010 e da posse da 1ª mulher Presidente da República do Brasil, Dilma Roussef.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Movimento Curitiba tem opção - 2012


Bob Fernandes comenta artigo de FHC, "o Cabotino"

No vídeo abaixo, o comentário de Bob Fernandes a respeito da resposta da presidente Dilma Rousseff ao artigo auto-elogiativo de FHC, divulgado nos jornais que lhe babam os ovos. Desde sempre. Bob Fernandes lembra a FHC que a herança maldita moral referida pelo tucano teve gênese no PSDB de Minas Gerais, do senador Eduardo Azeredo, que também responde no STF por seu (dos tucanos) mensalão. E Dilma também lembrou ao líder cabotino da elite atrasada paulistana que Lula não mudou a Constituição para se beneficiar, ao contrário de FHC, que comprou com dinheiro público a aprovação da emenda da sua reeleição. Assista.
  

Dilma responde ao tosco FHC

Faz assim com o Serra, FHC!

"Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita", afirma Dilma Rousseff em nota oficial


A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (3), em nota oficial, ter recebido uma herança bendita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma afirmou ter recebido um país com economia sólida, crescimento robusto e inflação sob controle. Leia abaixo a íntegra da nota:

Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.

Nota Oficial

"Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.

Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.

Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.

Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.

Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro."

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

domingo, 2 de setembro de 2012

Deixando o Pago, com Vitor Ramil





Alcei a perna no pingo
E saí sem rumo certo
Olhei o pampa deserto
E o céu fincado no chão
Troquei as rédeas de mão
Mudei o pala de braço
E vi a lua no espaço
Clareando todo o rincão

E a trotezito no mais
Fui aumentando a distância
Deixar o rancho da infância
Coberto pela neblina
Nunca pensei que minha sina
Fosse andar longe do pago
E trago na boca o amargo
Dum doce beijo de china

Sempre gostei da morena
É a minha cor predileta
Da carreira em cancha reta
Dum truco numa carona
Dum churrasco de mamona
Na sombra do arvoredo
Onde se oculta o segredo
Num teclado de cordeona

Cruzo a última cancela
Do campo pro corredor
E sinto um perfume de flor
Que brotou na primavera.
À noite, linda que era,
Banhada pelo luar
Tive ganas de chorar
Ao ver meu rancho tapera

Como é linda a liberdade
Sobre o lombo do cavalo
E ouvir o canto do galo
Anunciando a madrugada
Dormir na beira da estrada
Num sono largo e sereno
E ver que o mundo é pequeno
E que a vida não vale nada

O pingo tranqueava largo
Na direção de um bolicho
Onde se ouvia o cochicho
De uma cordeona acordada
Era linda a madrugada
A estrela d'alva saía
No rastro das três marias
Na volta grande da estrada

Era um baile, um casamento
Quem sabe algum batizado
Eu não era convidado
Mas tava ali de cruzada
Bolicho em beira de estrada
Sempre tem um índio vago
Cachaça pra tomar um trago
Carpeta pra uma carteada

Falam muito no destino
Até nem sei se acredito
Eu fui criado solito
Mas sempre bem prevenido
Índio do queixo torcido
Que se amansou na experiência
Eu vou voltar pra querência
Lugar onde fui parido

Romantismo X mulheres do Século XXl


Ângelo Eduardo Duarte Xavier

Ângelo Eduardo

Os românticos estão em falta ou estão desacreditados?
Eu, na condição de homem moderno do Século XXl, curto o romantismo e acho que não estamos em falta e sim estamos desacreditados. É fato que nunca vamos entender vocês mulheres, pois nem vocês se entendem. O que me deixa frustrado é saber da luta de muitas gerações de mulheres que batalharam por uma igualdade social, a qual influenciou até no comportamento do homem. Os homens de alguns séculos passados eram machistas e não curtiam nada relacionado ao romantismo, muitos achavam “boiolagem”. Hoje, não. As mulheres nunca foram tão bem tratadas como ocorre nos dias atuais. Muitos homens quebram tabus e vão para a cozinha, alguns ajudam na limpeza da casa, outros fazem compras, outros exercem super bem o papel do romantismo, presenteando com flores, café da manhã, cartas, torpedos, chocolates, jantares, passeios etc...
Então por que vocês, mulheres, reclamam que está difícil encontrar um relacionamento sério? Será que vocês não estão desistindo muito rápido? Cadê a garra? Cadê a persistência? Cadê a alma guerreira de suas gerações passadas? Aquelas das mulheres que lutaram, algumas com suas próprias vidas, só para que vocês tivessem este estilo de vida melhor, com mais qualidade em todos os sentidos!
Cadê? ?? Lembrem-se de que o sofrimento é passageiro, mas desistir é para sempre!!!
Estamos só esperando a chance de viver esta história de amor, com acertos e desacertos.

Acreditem: os homens românticos não estão em falta!!!

sábado, 1 de setembro de 2012

Nunca antes na História desse País o STF puniu algum corrupto ou algum corruptor

A condenação dos réus do Mensalão marca a primeira vez na História desse País que os ministros do  STF tiveram coragem de condenar políticos e banqueiros por corrupção! Antes, o que se sabia do STF é que os ministros libertavam da cadeia para gozar as delícias do dinheiro roubado - e alguns até para fugirem do País - gente rica e poderosa. Vejam alguns exemplos:

- Banqueiro Salvatore Cacciola,  que quebrou por fraudes o banco Marka e foi libertado para fugir para Mônaco por habeas corpus do ministro Marco Aurélio de Mello;

- Banqueiro Daniel Dantas, acusado de tentar subornar policial federal com R$ 1 milhão para não ser denunciado em inquérito, ganhou dois habeas corpus em 24 horas dados pelo ministro Gilmar Mendes, que ainda por cima perseguiu o juiz Flavio De Sanctis, que expedira a ordem de prisão contra o banqueiro;

- Juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lau-Lau, que roubou U$ 200 milhões dos cofres públicos e cumpre "pena" em sua mansão nos Jardins paulistanos;

- Médico-estuprador de 27 mulheres, Roger Abdelmassih, libertado para fugir do País pelo ministo Marco Aurélio Mello;

- Ex-senador do DEMO, Luiz Estevão, acusado de roubar R$ 1 bilhão das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo;

- Ex-governador Paulo Maluf e seu filho Flavio (procurados pela Interpol por assaltarem os cofres do governo de São Paulo em U$ 1 bilhão). Foram retirados da cadeia pelo ex-ministro Cesar Peluso, que argumentou: "fica feio pai e filho presos";

- Fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido pela alcunha de “Taradão”, assassino da freira norte-americana Dorothy Stang (mais um HC dado pelo ministro Marco Aurélio Mello);

- Ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEMO), comandante de uma quadrilha no GDF e líder do chamado "Mensalão do DEMO"  (este foi libertado pelo STJ).

Estes são alguns entre centenas de milhares de outros casos de corrupção, assassinatos, roubo de dinheiro público, estupro, pedofilia etc etc etc envolvendo gente rica e poderosa que foi protegida com o manto da impunidade pelo STF e o STJ.

Então, a conclusão a que se chega é que votar no PT é a melhor maneira de OBRIGAR o STF - que sempre atuou como manto da corrupção e dos corruptores - a funcionar de fato.

Assista agora a fala do presidente Lula em que ele mostra como o  PT no Poder fortaleceu a Democracia Política no Brasil e também a Democracia Social.
 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A medíocre elite social brasileira

Extraído do Observatório da Imprensa
 

Ignorante e presunçosa, ela lê pouco, ostenta, cultiva o consumismo e tem profundo preconceito em relação às maiorias 

Por Henrique Abel, no Observatório da Imprensa

Um dos preconceitos mais firmemente bem estabelecidos no Brasil é aquele que afirma que a culpa de todos os problemas do país decorre da “ignorância do povo”. A elite social da população brasileira, formada pelas classes A e B, em linhas gerais, está profundamente convencida de que o seu status de elite social lhe concede – como um bônus – também o título de “elite intelectual” do país.

Dentro desse raciocínio, a elite brasileira “chegou lá” não apenas economicamente, mas também no que diz respeito às esferas intelectuais e morais – talvez até espirituais. O país só não vai pra frente, portanto, por causa dessa massa de ignóbeis das classes inferiores. Embora essa ideia preconcebida seja confortável para o ego dos que a sustentam, os fatos insistem em negar a tese do “povo ignorante versus elite inteligente”.

O motivo é simples de entender: em nenhum lugar do mundo, a figura genericamente considerada do “povo” se destaca como iluminada ou genial. Por definição, uma autêntica elite intelectual de um país se destaca, precisamente, por seu contraste com a mediocridade (aí entendida como “relativa ao que é mediano”). Ou seja, não é “o povo” que tem obrigações intelectuais para com a elite social, e sim, justamente o contrário: é preferencialmente entre a elite social e econômica que se espera que surja, como consequência das melhores condições de vida desfrutadas, uma elite intelectual digna do nome.

Analfabetos funcionais

Uma elite social que, intelectualmente, faça jus ao espaço que ocupa na sociedade, não apenas cumpre com o seu papel social de dar algum retorno ao meio que lhe deu as condições para uma vida melhor como, ainda, cumpre o seu papel de servir como exemplo – um exemplo do tipo “estude você também”, e não um exemplo do tipo “lute para poder comprar um automóvel tão caro quanto o meu”.

Tendo isso em mente, torna-se fácil perceber que o problema do Brasil não é que o nosso povo seja “mais ignorante”, pela média, do que a população dos Estados Unidos ou das maiores economias europeias. O problema, isso sim, é que o nosso país ostenta aquela que é talvez a elite social mais ignorante, presunçosa e intelectualmente preguiçosa do mundo, que repele qualquer espécie de intelectualidade autêntica precisamente porque acredita que seu status social lhe confere, automaticamente, o decorrente status de membro da elite intelectual pátria, como se isso fosse uma espécie de título aristocrático.

Nenhum país do mundo tem um povo cujo cidadão médio é extremamente culto e devorador de livros. O problema se dá quando um país tem uma elite social que é extremamente inculta e lê/escreve num nível digno de analfabetismo funcional. Pesquisas recentemente divulgadas dão por conta que apenas 25% dos brasileiros são plenamente alfabetizados, e que o número de analfabetos funcionais entre estudantes universitários é de 38%. A elite social brasileira possivelmente acredita que a totalidade desses 75% de deficientes intelectuais encontra-se abrangida pelas classes C, D e E.

Sem diferença

Será mesmo? Outra pesquisa recentemente divulgada noticiava que o brasileiro lê uma média de cerca de quatro livros por ano. Enquanto os integrantes da Classe C afirmavam ter lido 1,79 livro no último ano, os integrantes da Classe A disseram ter lido 3,6. O número é maior, como naturalmente seria de se esperar, mas a diferença é muita pequena dado o abismo de condições econômicas entre uma classe e outra. Qual é o dado grave que se constata aí? Será que o problema real da formação intelectual do nosso país está no fato de que o cidadão médio lê apenas dois livros por ano? Ou está no fato de que a autodenominada elite intelectual do país lê apenas quatro livros por ano? Vou encerrar o argumento ficando apenas no dado quantitativo, sem adentrar a provocação qualitativa de questionar se, entre esses quatro livros anuais, consta alguma coisa que não sejam os últimos e rasos best-sellers de vitrine, a literatura infanto-juvenil e os livros de dieta e autoajuda.

O que importa é ter a consciência de que o descalabro intelectual brasileiro não reside no fato de que o típico cidadão médio demonstra desinteresse pela vida intelectual e gosta mais de assistir televisão do que de ler livros. Ora, este é o retrato do cidadão médio de qualquer país do mundo, inclusive das economias mais desenvolvidas.

O que é digno de causar espanto é, por exemplo, ver Merval Pereira sendo eleito um imortal da Academia Brasileira de Letras em virtude do “incrível” mérito literário de ter reunido, na forma de livro, uma série de artigos jornalísticos de opinião, escritos por ele ao longo dos anos. Ou seja: dependendo dos círculos sociais que você frequenta, hoje é possível ingressar na Academia Brasileira de Letras meramente escrevendo colunas de opinião em jornais. Podemos sobreviver ao cidadão médio que lê dois livros por ano, mas não estou convencido de que podemos sobreviver a uma suposta elite intelectual que não vê diferença literária entre Moacyr Scliar e Merval Pereira.

“Vão ter que me engolir”

Apenas para referir mais um exemplo (entre tantos) das invejáveis capacidades intelectuais da elite social brasileira: na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo noticiou que uma celebridade global havia perdido a compostura no Twitter após sofrer algumas críticas em virtude de um comentário que havia feito na rede social. A vedete, longe de ser uma estrelinha de quinta categoria, é casada com um dos diretores da toda-poderosa Rede Globo.

Bem, imagina-se que uma pessoa tão gloriosamente assentada no topo da cadeia alimentar brasileira certamente daria um excelente exemplo de boa formação intelectual ao se manifestar em público por escrito, não é mesmo? Pois bem, vamos dar uma lida nas sua singelas postagens, conforme referidas na reportagem mencionada:
“Almas penadas, consumidas pela a inveja, o ódio e a maledicência, que se escondem atrás de pseudônimos para destilarem seus venenos. Morram!”
“Só mais uma coisinha! Vão ter que me engolir, também f…-se, vocês são minurias [sic] e minuria [sic] não conta.”

Em quem se espelhar?

Não vou nem entrar no mérito da completa falta de educação dessa pessoa, que parece menos uma rica atriz global do que um valentão de boteco. Vou me ater apenas a dois detalhes. Primeiro: a intelectual do horário nobre da Globo escreve “minoria” com “u”, atestando para além de qualquer dúvida razoável que se encontra fora do grupo dos 25% dos brasileiros plenamente alfabetizados (ela comete o erro duas vezes, descartando qualquer possibilidade de desculpa do tipo “foi erro de digitação”).

Segundo: ela acha que “minorias não contam”, demonstrando, portanto, que ignora completamente as noções mais elementares do que vem a ser um Estado democrático de Direito, ou mesmo o simples conceito de “democracia” na sua acepção contemporânea. Do ponto de vista da consciência de direitos políticos, sociais e de cidadania é, portanto, analfabeta dos pés à cabeça.

Com os ricos e famosos que temos no Brasil, em quem o mítico e achincalhado “homem-médio” poderia mesmo se espelhar?

Leia também:
  1. Em parte da elite, saudades de 1964
  2. Os favores da Receita brasileira ao Santander
  3. Cartel global manipula laranja brasileira
  4. Ameaça real à internet brasileira
  5. Os estertores da GM e a inércia social
  6. Por uma Agenda Digital Brasileira, urgente
  7. Oposição social na era da Internet
  8. Por um contrato social planetário
  9. Fórum Social na África: avanços e impasses
  10. Espanha: o novo retrato da crise social

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Serra da Boa Esperança, com Dércio Marques, para Fernando Campelo Duarte, que hoje faria 92 anos!

Serra do Boa Esperança era uma das músicas com que o nosso pai, o Campelo, nos acordava quando estava de bom-humor e soltava a voz durante o banho frio matinal. 

E com Bethânia

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Roberto Gurgel é processado por Prevaricação e Improbidade administrativa

Sexo Grátis Aqui!

Buceta, Sexo, Fotos indiscretas, Mulheres Nuas, Peitinho, Bucetinha, Boquete.

Perdõem os puritanos e os sabujos de patrão que não gostam de mulher, mas este é um teste para ver se essas palavras - as mais buscadas na Web - aumentam a visitação ao Blog. Em uma semana eu apago este post.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Lições de Jornalismo PIG: Como salvar uma pauta naufragada

Serraglio, o arguto investigador do Mensalão

O deputado Osmar Serraglio, relator da CPI dos Correios, aquele careca que fazia perguntas pueris aos investigados do Mensalão compensando com caras, bocas e olhar instigante nº 45, se arma feito um pavão quando a Globo novamente acende seus holofotes para entrevistá-lo sobre “o maior escândalo de corrupção do Brasil, do Mundo, da Galáxia, quiçá do Universo”. Sem nada importante para contar, Serraglio alega que não conseguiu provas para culpar Zé Dirceu porque os bancos (privados e públicos) blindaram o “chefe da quadrilha”, conforme o descreveu o deslumbrado e provinciano ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Para tentar salvar a anti-notícia de qualquer jeito, a Globo arranca uma declaração bombástica desse descendente de italianos, que se conduz inspirado pelo inspetor Cruseau: seus telefones teriam sido grampeados, no tempo das investigações! Uma bomba realmente, não tivesse a Polícia Federal feito a varredura em todos os telefones usados por Serragio e encontrado bulhufas. Essa “informação desimportante” foi omitida pelo instigante relator da CPI dos Correios e, claro, pela Globo. Ela poderia enterrar mais essa lenda urbana alcunhada Mensalão pelo ex-deputado Roberto Jefferson, o mais notório jagunço da ex-tropa de choque do ex-presidente Fernando Collor de Mello e hoje mero cantor de Petrópolis.

Fernanda Abreu e dois clássicos da MPB

Rio 40 Graus



A 2 passos do paraíso


terça-feira, 10 de julho de 2012

Obra de Arte: A Origem do Mundo

A Origem do Mundo, de Gustave Courbet

Estávamos em 1866 e Courbet era já um pintor conhecido em França pela sua destreza técnica mas sobretudo pela sua atitude crítica e corrosiva em relação à sociedade e moral burguesas, que não perdia ocasião de afrontar. Courbet era um socialista convicto, arrogante e autoconfiante, é preciso dizer. No entanto talvez isso não baste para justificar a obra que realizou nesse ano e que havia de o celebrizar mais do que todas as outras. Ao representar frontalmente as coxas e o sexo de uma mulher, A Origem do Mundo abalou profundamente o meio artístico da época. E não só!
A tela tem um percurso atribulado. Reza a História que um diplomata turco, de nome Khalil-Bey, de passagem por Paris encomendou a Courbet para a sua colecção um quadro, que viria a ser este. Khalil-Bey era um coleccionador de arte erótica e tinha já adquirido ao artista uma pintura denominada O Sono ou Adormecidas, representando duas mulheres nuas deitadas sobre a cama em poses sensuais. Possuía também o famoso O Banho Turco, de Ingres, entre outras obras.

Pouco tempo depois Khalil-Bey viu-se obrigado a vender diversas peças da sua colecção para pagar dívidas de jogo. Escondida debaixo de uma outra tela de aspecto mais pacífico, A Origem do Mundo foi então comprada por um antiquário, passando de mão em mão até ao seu último dono, o célebre psicanalista francês Jacques Lacan. Após a sua morte, a família doou-o ao Museu d'Orsay, onde se encontra presentemente.
O quadro é profundamente perturbador ou mesmo chocante. O incómodo sentido pelo observador ao olhar de modo tão directo para o sexo que ali se exibe ostensivamente é enorme. Há uma espécie de pudor, de vergonha quase instintiva que se revela em nós ao observá-lo. Mais do que violentar a intimidade do objecto retratado, o artista violenta o público. De resto, Courbet adorava fazê-lo embora nunca tivesse ousado ir tão longe. Porque se atreveu desta vez?
À época, na Academia, os estudantes exercitavam-se desenhando as estátuas clássicas de corpo idealizado. Essas estátuas, Apolos e Afrodites, não eram de modo algum assexuadas mas a representação do sexo era estereotipada, camuflada ou deturpada. Os homens frequentemente tinham uma parra a tapar os órgãos genitais enquanto que nas mulheres nada se via para além da continuidade da pele lisa da barriga. Courbet detestava os académicos e as suas fórmulas - ele que dizia que só podia pintar aquilo que via.

Esta tela surge assim como um manifesto contra o academismo mas também contra a falsidade vigente na Arte e na Sociedade oitocentista. Representa a libertação definitiva do artista de todos os estereótipos! Significativo é o facto da polémica se ficar a dever ao tema e à forma como foi abordado e não às qualidades pictóricas do quadro - se estava bem pintado ou não. A Origem do Mundo foi uma obra inspirada, visionária talvez, um acto estético da maior importância e uma obra de arte de primeira grandeza. A Pintura Moderna talvez tenha começado aqui, com origem no sexo de uma mulher.

Fonte: http://obviousmag.org/archives/2008/01/a_origem_do_mun.html

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Brasil vai ajudar a construir o maior e mais potente telescópio do mundo

Do Site Olhar Digital.

Aparelho astronômico ficará no Chile e terá uma lente de 40 metros de diâmetro

O Brasil pode ter uma oportunidade de ouro nas mãos se quiser ingressar de vez no campo da astronomia. Isso porque está em andamento um ambicioso projeto de construção do maior telescópio do mundo, no Observatório La Silla, no Chile, e  o nosso país participará do desenvolvimento do aparelho. Situado em pleno deserto, a 600 quilômetros de Santiago e a uma altura de 2.400 metros, o telescópio será o mais potente já feito, contando com uma lente de 40 metros de diâmetro.

Em entrevista para a Agência Efe, o astrofísico Michel Mayor, que ao lado de Didier Queloz descobriu o primeiro planeta fora do sistema solar (exoplaneta), relembrou suas visitas a trabalho ao norte de Chile nos últimos trinta anos. Mayor considera a região "excepcional" para a observação do espaço. Para ele, o Brasil irá se beneficiar do conhecimento adquirido pela instituição, mas precisará de mais de dez anos de avaliações e estudos para confirmar sua viabilidade financeira e técnica.

"É normal que o Brasil destine recursos para a astronomia e a melhor solução foi se aderir ao ISSO, pois não fazia sentido para eles tentarem construir meios de observação para competir com os que já existem", explicou.

Sobre o Chile, o astrofísico destacou que o país desenvolveu "uma astronomia de ponta" e que a razão disso foi o acesso a instrumentos sofisticados espalhados em diferentes observatórios localizados no Deserto do Atacama. Os cientistas chilenos têm direito a 10% do tempo utilizado nos telescópios instalados em seu território, o que foi um grande estímulo para a astronomia no país e uma das razões para o aumento do número de profissionais da área.

Mayor também comentou os avanços na pesquisa espacial, como o fato da sonda americana Voyager 1, lançada em 1977, estar prestes a chegar no limite do sistema solar.

Alguns astrônomos veem com preocupação os grandes recursos destinados para este fim, mas Mayor não compartilha esse temor porque acredita que a observação realizada do próprio espaço "não vai substituir a astronomia feita na terra", mas sim complementá-la.

Em mais de quarenta anos dedicados à física e à observação do universo, o cientista acompanhou a evolução da astronomia e aponta o avanço que mais o impressionou: "a aceleração da expansão do universo".

"Isto colocou em questão muito do que compreendemos do universo e de seus mecanismos físicos", disse Mayor, que liderou a equipe que desenvolveu o primeiro espectrógrafo, um instrumento que associado a um telescópio permite estudar a luz das estrelas e descobrir a presença de um ou mais planetas sob sua órbita.