quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Senador Collor mostra corrupção de Roberto Gurgel em licitação pública



PRONUNCIAMENTO
(Do senador Fernando Collor)

No último dia 21, 5ª feira passada, este plenário aprovou requerimento para que o Senado Federal solicite, ao Tribunal de Contas da União, a realização de auditoria ou inspeção para apurar irregularidades e ilegalidades em licitação para aquisição de 1.226 tablets pela Procuradoria Geral da República, chefiada pelo Sr. Roberto Gurgel. Trata-se, como já abordei aqui mesmo desta tribuna, de pregão eletrônico no montante global de quase 3 milhões de reais, visivelmente direcionado a uma determinada marca, a Apple, e que foi realizado no dia 31 de dezembro de 2012, no período da tarde, ou seja, no apagar das luzes de toda a administração pública. E pior, a empresa fornecedora que venceu, coincidentemente uma empresa de Brasília, acabou sendo a que ficou em 6º lugar no certame, e com uma cotação de preço unitário acima do valor de mercado.

O requerimento será agora transformado, oficialmente, num pedido institucional do Senado Federal junto ao Tribunal de Contas da União. Este, o TCU, como órgão auxiliar do Congresso Nacional na fiscalização e no controle externo da administração federal, terá que, regimentalmente, priorizar o pedido desta Casa legislativa.
Lembro ainda, Sr. Presidente, que no dia 18 deste mês, apresentei junto ao Conselho Nacional do Ministério Público, Pedido de Providências com Requerimento de Medida Liminar para que este fato – a licitação de tablets pelo Ministério Público da União – seja apreciado e julgado por aquele colégio. Trata-se de representação que já está sob a relatoria do Conselheiro Alessandro Tramujas que, muito em breve, deve se pronunciar, inicialmente, acerca da medida liminar para suspender todo o processo licitatório, bem como os atos dele derivados, até o julgamento final do caso, de modo a evitar danos irreparáveis ao erário público. Dada a gravidade do caso, as providências já estão sendo tomadas de forma célere por parte do TCU. Tanto que no último dia 18, de acordo com o Ofício nº 46/2013, o Secretário-Geral do Conselho Nacional do Ministério Público, Dr. José Adércio Leite Sampaio, informa que a essa mesma petição que encaminhei ensejou ainda a instauração do Procedimento Administrativo nº 185/2013-85.
O fato, Sr. Presidente, é que a Lei 8.666/93, a Lei de Licitações, é clara ao tratar da questão de compras de bens pela Administração Pública, a começar pelo seu art. 15, nos seguintes dispositivos:

Parágrafo 7º – Nas compras deverão ser observadas, ainda:

Inciso I – a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca.

Já o art. 7º prevê em um de seus parágrafos:

Parágrafo 5º – É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas, características e especificações exclusivas, salvo nos casos em que for tecnicamente justificável ou ainda quando o fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o regime de administração contratada, previsto e discriminado no ato convocatório.

Como se vê, não há como justificar uma aberração desta natureza como foi o pregão eletrônico do Sr. Roberto Gurgel. A lei, o bom senso e a lógica apontam que, para haver a especificação exata, a escolha de um determinado produto no edital da licitação, como foi o caso, tem que haver uma motivação técnica e uma justificativa muito bem embasada pela absoluta necessidade daquele, e somente daquele produto. Ou seja, é preciso provar que aquele determinado produto, daquela marca, é o único que atenderá a real necessidade do órgão licitante. Agora pergunto: que diferenças pode haver em modelos e marcas diferentes de tablets para que um órgão como a Procuradoria Geral da República diga que somente um, exatamente daquela marca, daquele modelo, atenderá plenamente seus usuários? Em que as demais marcas não atenderiam? Seriam as diferenças tão significativas a ponto de inviabilizar as atividades do órgão?

Em suma, Sr. Presidente, é até possível escolher marcas em licitações. Contudo, é uma possibilidade excepcional. O argumento apresentado pelo Ministério Público foi a padronização, com base no inciso I do art. 151 da Lei de Licitações. Mas a padronização não deve ser discricionária, ela não está ao livre arbítrio do administrador. Para definir qual será o padrão, é necessário um procedimento em que se observem os princípios constitucionais que regem a Administração Pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Assim, é de se questionar como a Procuradoria Geral da República definiu que o Ipad, ou seja, o tablet da Apple, seria o seu padrão e, principalmente, por quê? Neste caso, o porquê seria uma ponderação entre o uso que se fará com os tablets e o preço pago por eles, ou seja, a relação custo-benefício. Assim, se os tablets serão usados para acessar a internet e ler arquivos de textos, não há necessidade de serem Ipads. Os tablets com o sistema operacional Android, por exemplo, possuem programas que fazem tudo isso e são bem mais baratos. Por outro lado, se a justificativa da Procuradoria Geral foi a necessidade de se desenvolver um aplicativo específico para os Ipads, a razão é ainda mais fraca, Sr. Presidente. Da mesma maneira que é possível desenvolver aplicativos para Ipad, também é possível desenvolver aplicativos para tablets com Android. O fato é que os equipamentos da Apple são propositalmente caros – é a estratégia comercial da fabricante, ou seja, a adoção de uma ‘grife’ – e representam um luxo difícil de ser justificado. Por isso, alguns especialistas já indicam que a escolha da marca Apple por Roberto Gurgel pode vir a ser inexplicável. Assim, de antemão, alerto para que a auditoria do Tribunal de Contas da União analise detalhadamente, neste caso, as justificativas da escolha de marca. Até porque, Sr. Presidente – e isso é importante frisar –, no livro ‘Orientações e Jurisprudência do TCU’2, o entendimento aponta em outra direção, oposta à adotada pela Procuradoria Geral da República. Se não, vejamos:
“Será admitida a indicação de marca como parâmetro de qualidade para facilitar a descrição do objeto a ser licitado, quando seguida das expressões ‘ou equivalente’, ‘ou similar’ e ‘ou de melhor qualidade’. No caso, o produto deve ser aceito de fato e sem restrições pela Administração. O que a Lei de Licitações veda e os Tribunais de Contas condenam, especialmente o TCU, é a preferência por determinada marca ou indicação sem devida justificativa técnica nos autos.”
E de algumas deliberações do Plenário daquele Tribunal, podemos extrair:

- Acórdão 88/2008: A indicação ou preferência por marca em procedimento licitatório só é admissível se restar comprovado que a alternativa adotada é a mais vantajosa e a única que atende às necessidades do Órgão ou Entidade.

- Acórdão 2300/2007: É ilegal a indicação de marcas, salvo quando devidamente justificada por critérios técnicos ou expressamente indicativa da qualidade do material a ser adquirido, nos termos do §7º do art. 15 da Lei nº 8.666/93 (…) Evidentemente que a imposição de determinada marca nas aquisições promovidas pela Administração deve estar sempre acompanhada de sólidas razões técnicas. Modo contrário, e nos termos da Lei de Licitações, estará representando direcionamento irregular da licitação e limitação não razoável do universo de fornecedores.”

- Acórdão 1034/2007: Observe com rigor, em todos os processos licitatórios, as normas pertinentes e que, ao especificar produtos, faça-o de forma completa, porém sem indicar marca, modelo, fabricante ou características que individualizem um produto particular.
Francamente, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, telespectadores da TV Senado, ouvintes da Rádio Senado, francamente, alguém acredita haver uma razão convincente, tecnicamente justificável para a Procuradoria-Geral da República optar por somente um tipo de tablet? Aqui mesmo no Senado, adotamos um modelo de marca diferente – o Galaxy Tab da Samsung –, e que nos atende perfeitamente. Por que então o Procurador-Geral só pode usar o modelo da Apple? E aqui vale registrar que o processo de aquisição de tablets pelo Senado se deu exatamente em busca da melhor relação custo-benefício, sem qualquer direcionamento para este ou aquele modelo, ou para esta ou aquela marca. Até porque, Sr. Presidente – e esse é um aspecto a se considerar – se de fato existia uma motivação técnica que realmente justificasse a aquisição apenas do modelo da Apple, e se isso estaria dentro da lei ou da jurisprudência, por que então o edital do Ministério Público não foi diretamente ao ponto e não especificou logo o tablet tal, modelo tal, da marca tal? Isso é possível, basta evidenciar, no começo do edital, a especificação exata na descrição do objeto. Não seria o correto? Mas não, o que a Procuradoria Geral fez foi tentar direcionar de forma escamoteada, como sempre faz seu chefe, para uma determinada marca, e com o visível intento de não chamar a atenção. E para tanto, além de realizar o pregão no último dia do ano, usou de subterfúgios nos anexos de especificação técnica do edital, adotando termos e detalhes do tipo Processador A5X, Conexão Porta 30 pinos e até o nome Ipad, com geração não especificada. Tudo para vencer a proposta que contemplasse somente o modelo que queria. E o pior de tudo, a um custo unitário – 2.398 reais – acima do valor de mercado. Ora, como pode? Que vantagem teve aquele órgão ao licitar a compra de 1.226 tablets e pagar, por cada um, um preço superior àquele pago por uma pessoa comum que compra apenas um equipamento? Segundo alguns especialistas, esta licitação do Sr. Roberto Gurgel, sem direcionamento, poderia ter saído por aproximadamente a metade do preço, ou seja, uma economia de quase um milhão e meio de reais.

Além disso, há fortes suspeitas de várias outras irregularidades cometidas durante o pregão eletrônico. Por enquanto, como exemplo, cito apenas a questão do tempo concedido para que os licitantes enviassem suas propostas. O modelo do edital utilizado pelo Ministério Público não contempla esse prazo, deixando-o a critério do pregoeiro. Isso é uma falha grave porque pode gerar tratamento diferenciado para favorecer algum licitante, violando assim o princípio da isonomia, o que não é permitido. E, de fato, foi o que ocorreu no certame dos Ipads. O pregoeiro concedeu tempos diferentes para os diversos licitantes: enquanto um teve por volta de uma hora, outros licitantes tiveram tempos menores que variaram entre 20 e 40 minutos. E tanto foi assim que isso foi alvo de recurso por parte de uma empresa concorrente. O recurso foi rejeitado pelo próprio pregoeiro, o que é, pela lei, um procedimento excepcional. Além do mais, na recusa do recurso, alegou o pregoeiro:

“Segundo a área técnica da STI/PGR, a marca e o modelo adotado atendem as exigências editalícias. Quanto à questão do tempo para envio dos documentos solicitados, o prazo eventualmente menor para outros licitantes deveu-se à proximidade do fim do expediente na Instituição, bem como a proximidade do fim do exercício financeiro. Ademais, o prazo é estipulado pelo pregoeiro, conforme subitem 11.1 do edital”

Ora, o motivo da recusa não tem fundamento porque o fim do expediente não pode ser utilizado como desculpa. A sessão pode perfeitamente ser suspensa e continuar em outra data. E como a licitação era para registro de preços, o fim do exercício financeiro também não pode ser alegado. Isso porque, no registro de preços, não há necessidade de se indicar previamente os recursos orçamentários. Ademais, o dispositivo do edital invocado pelo pregoeiro refere-se a um prazo para enviar a documentação física, ou seja, em papel, o que não era aplicável ao caso. Como se diz, Sr. Presidente, é tudo muito estranho…

A verdade é que se esse processo tivesse ocorrido em qualquer outro órgão ou entidade pública, tenho certeza que o Ministério Público estaria agindo, ameaçando, denunciando e impondo o sofrimento que costuma submeter a todos os gestores públicos. Imaginem se fosse aqui no Senado? O que não estaria o Procurador-Geral fazendo em relação à Comissão Diretora? O fato é que, exatamente no Ministério Público – instituição defensora da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis –, não poderia acontecer uma ilegalidade dessa ordem. Exatamente pelos predicados morais e profissionais que deve ter o chefe daquele órgão, é que não se podem admitir licitações direcionadas como essa promovida pelo Sr. Roberto Gurgel. Mais do que qualquer outro instituto, ao Ministério Público, ao contrário do dito histórico, não basta PARECER honesto; tem que SER honesto.

Aliás, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, à medida que o tempo avança, os fatos aparecem, reaparecem, e só vêm confirmar tudo que venho dizendo há mais de 9 meses, pois a verdade, tenham certeza, está comigo. Não por acaso, chegou ao meu conhecimento, um novo-velho fato que comprova que o Sr. Roberto Gurgel não é um mero primário quando se trata de licitação envolvendo a informática. Ao que tudo indica, este é um dos ramos de sua predileção, afora os já conhecidos, como a chantagem, a ameaça, o vazamento de documentos sigilosos, a prevaricação, o ilícito e a improbidade administrativa, além do crime de responsabilidade. Pois bem, em 2006, o Sr. Roberto Gurgel, como então Vice-Procurador-Geral, trabalhava como responsável pela condução da área administrativa da Procuradoria Geral da República. Nessa mesma época iniciou-se no órgão uma espécie de esparramo interno que foi, como se diz, “abafado a tempo”. Por coincidência, tratava-se de um processo licitatório para aquisição de software, denominado ASI/WEB, adquirido da empresa LinkData. Há fortes indícios de que a empresa vencedora foi favorecida para atender interesse do então secretário de administração da Procuradoria Geral, amigo pessoal do Sr. Roberto Gurgel. Tenho o seu nome, mas, por enquanto, não é o caso de falar. Segundo informações, o software nunca funcionou adequadamente, foi implantado parcialmente e seu processo de aquisição teve aditivos até hoje inexplicáveis, em que pese o parecer contrário do setor de informática do órgão. Aliás, por acaso, este mesmo parecer sumiu, desapareceu dos autos do processo. Não bastasse, houve suposto sobrepreço na compra, com cotação muito acima do valor de mercado. Como se vê, Sr. Presidente, trata-se de mais um caso que necessita de uma investigação séria e profunda, e para o qual o Sr. Roberto Gurgel deve explicações, mais uma vez.

Por tudo isso, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, eu digo que a palavra agora está com o Tribunal de Contas da União. Não adianta o Sr. Roberto Gurgel vir a público falar bobagens, antecipar-se às conclusões e justificar-se antes da hora. Até mesmo antes do posicionamento e da decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, ele tem que calar a boca, silenciar-se, ele e sua trupe corporativista de azêmolas. Agora é o Senado Federal quem quer saber de tudo, Sr. Roberto Gurgel! Por isso, cale a boca! e espere o TCU dar a palavra final, pois somente ele é o órgão capaz de, técnica e juridicamente, dizer se o senhor prevaricou mais uma vez ou não. Se o senhor agiu com improbidade administrativa ou não, se cometeu mais um ilícito para acrescentar ao seu portfólio criminoso. E mais: aqui no Senado, julgaremos se o senhor, finalmente, cometeu ou não crimes – eu digo crimeS – de responsabilidade.

E não adianta mais, Sr. Presidente, o Procurador-Geral continuar engabelando-se, esgueirando-se numa esquina, pois já é sabedor de todos nós como ele se comporta: esquiva-se para não prestar informações, ausenta-se para não esclarecer, age de todas as formas para não ser investigado. Assim foi na CPMI, em que, mesmo antes de ser convidado a prestar depoimento sobre seu trabalho à frente das operações Vegas e Monte Carlo, simplesmente se antecipou e disse que não viria. Restringiu-se a responder um ofício, por meio do qual, diga-se, mentiu escancaradamente. Ou seja, ele desdenha do Congresso Nacional. Essa é a palavra, Sr. Presidente: desdém. É o que faz o Sr. Roberto Gurgel em relação ao Parlamento, às instituições democráticas. Tanto que a mesma atitude se deu na CCAI: convidado a participar de audiência pública, simplesmente recusou-se, desmarcou em cima da hora, apesar de sua assessoria, aqui no Congresso, ter nos procurado várias vezes para marcar dia e hora de seu comparecimento.

Em suma, com essa postura manquitola, com essas atitudes dissimuladas, aliadas ao seu rastejante modus operandi na condução do Ministério Público da União, o Sr. Roberto Gurgel, ele mesmo, inconscientemente se declara culpado. E aqui volto a perguntar: por que o Procurador-Geral não pode ser investigado? Por acaso ele está acima da lei e dos homens, acima do bem e do mal? Que contaminação é essa que leva alguns integrantes do Ministério Público a se considerarem intocáveis, inatingíveis, inquestionáveis? Será que o excesso de poder não está levando a um excesso de prepotência por parte de alguns setores do Ministério Público? Afinal, em que República nós estamos, e quais são, de fato, os poderes constituídos dessa República? Quem são os eleitos, os verdadeiros e legítimos representantes da população? Por isso, o Senado Federal não pode se rebaixar, não pode se submeter muito menos temer o Ministério Público. Se nós Senadores formos passivos, coniventes ou omissos com os desmandos cometidos pelo Sr. Roberto Gurgel, estaremos também incorrendo ou aderindo aos seus intentos criminosos, e com isso, estaremos nos tornando co-autores deles, como reza o Código Penal.

Enfim, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, o fato é que o Ministério Público de hoje, sob a direção do Sr. Roberto Gurgel, tornou-se um autêntico vespeiro e o qual ninguém, até hoje, teve coragem de questionar, de fiscalizar, de investigar e menos ainda de julgar. Mas isso vai acabar, Sr. Presidente. Era o que tinha a dizer.


Sala das Sessões, em 26 de fevereiro de 2013.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Casal faz sexo na praia de Rio das Ostras, sob aplausos

Quem nunca deu uma trepada dentro dágua que atire a primeira pedra! KKKKKKK

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O conhecimento é o único bem que nos torna ricos de fato!



Estude de maneira inteligente e produtiva com a Fundação Salman Khan. Os vídeos estão disponíveis no site da Khan Academy: http://www.youtube.com/khanacademyportugues


21 de janeiro de 2013
A visita de Khan ao Brasil e o que vem por aí

Khan em palestra no MEC. Foto: Pedro França


A vinda de Salman Khan ao Brasil na semana passada, a convite da Fundação Lemann, trouxe boas notícias para a educação brasileira. A visita começou em Brasília, no dia 16, com um encontro entre a Presidente Dilma Rousseff, o Ministro da Educação Aloizio Mercadante, o presidente da Fundação Lemann, Jorge Paulo Lemann, e Salman Khan. Dessa conversa saiu a primeira novidade: uma parceria com a Fundação Lemann e o MEC permitirá a distribuição das vídeo aulas da Khan Academy em português nos quase 400 mil tablets que serão entregues pelo ministério aos professores em 2013. Os vídeos também estarão disponíveis no Portal do Professor – uma página do Ministério da Educação com conteúdo para os docentes – e na TV Escola.

Khan ficou impressionado com o interesse do governo e da sociedade brasileira em melhorar a qualidade da educação. Em entrevista para o Blog do Planalto, frisou a importância da internacionalização do conteúdo da plataforma que criou, em especial, a tradução para o português.


Outra notícia divulgada com a vinda de Salman Khan ao Brasil foi a parceria global entre a Khan Academy e a Fundação Lemann. Hoje, a equipe da Fundação no Brasil já traduz os vídeos para o português e leva o projeto para escolas públicas de São Paulo, trabalho que irá continuar – e crescer – em 2013. A parceria é uma nova frente estratégica por meio da qual a Fundação investe na Khan Academy nos EUA visando estimular a internacionalização do conteúdo e da plataforma de exercícios e relatórios, com prioridade para o português. A ideia é que não só os vídeos e as ferramentas estejam acessíveis aos alunos brasileiros, mas que se acelere o intercâmbio de novas tecnologias e metodologias inovadoras produzidas pela equipe da Califórnia para uso nas nossas escolas.

A visita de Khan rendeu ainda uma palestra em São Paulo com transmissão online (cuja a íntegra você assiste aqui). Entre os convidados que puderam assistir ao vivo a apresentação de Khan estavam gestores – a exemplo da Secretária de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro, Claudia Costin – empreendedores em educação, como o criador do QMágico, e jornalistas de todo o país. No mesmo dia, foi lançado o livro e ebook de Salman Khan em português, “Um Mundo, Uma Escola”, pela editora Instrínseca.

A repercussão do evento valeu não só para divulgar e ampliar o acesso ao material da Khan Academy em português, traduzido pela Fundação Lemann e disponível gratuitamente na internet, mas para promover o debate sobre novas metodologias didáticas e tecnologia nas escolas. Para ver as principais reportagens e entrevistas que repercutiram a vinda de Khan ao Brasil clique aqui.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Governo da presidente Dilma está precisando de um “mensalão”


Zé Ribeiro Jr, para o The Vila Biscaia Post
Expressando o senso comum, me pergunto se não teria sido para uma situação como a atual que o governo injetou tanto dinheiro subsidiado na indústria do Etanol? Se o litro do Etanol estivesse em torno de R$ 1,40 / R$ 1,50 (que é o máximo que vale, com impostos e margem dos revendedores já incluídos), a Petrobras poderia corrigir o preço da gasolina com a paridade do dólar, já que se trata de uma commoditie, sem nenhum efeito psicológico sobre os preços em geral. Se o alto subsídio dado aos usineiros do álcool de cana não teve finalidade estratégica para o país, então qual foi a finalidade? Tornar os usineiros paulistas ainda mais milionários para que banquem as campanhas de políticos do DEMO/PSDB, como sempre fizeram?

A alta dos combustíveis têm efeito psicológico fortíssimo na população, e o setor de combustíveis tem atuação semelhante à de quadrilha organizada (senso comum, insisto). Donos de postos contam abertamente aos consumidores que certos governos de estados, em épocas de campanha, principalmente, liberam a fiscalização para que as fraudes fiscais ocorram de enxurrada. Quem resiste, quebra. O setor atua com preços visivelmente combinados. As fraudes na quantidade e na qualidade do combustível vendido ao consumidor, após o festival costumeiro da mídia de espetáculo, ficam por isso mesmo. O nível rasteiro dos picaretas que atuam nesse setor se revela no "marketing" de fundo de quintal de seus preços expressos em três casas depois da vírgula (R$ 2,999). Promotores públicos, delegados, juízes temem essa gente, capaz de assassinar autoridades que os ameaçam em plena luz do dia, como ocorreu no centro de Belo Horizonte há poucos anos. Não estaria na hora do governo botar ordem nesse setor? E por que não se pode e deve tabelar os preços dos combustíveis, já que o próprio setor provou que o argumento da competição livre não produziu preços competitivos?

Governos ingênuos ou pusilânimes são piores do que governos corruptos, porque desmoralizam a honradez e abrem espaço para o retorno triunfal dos corruptos de resultados (lembrando que o probo mas incompetente prefeito Saturnino Braga entrou para a história do Rio de Janeiro como aquele que desmoralizou a honestidade).

Outra coisa que o senso comum não engole: quem de fato está colocando no bolso os ganhos da redução da taxa Selic (parte é o governo, mas o governo somos todos) e dos juros bancários para operações de capital de giro e financiamento de médio e longo prazos? A indústria, o comércio, os serviços estão se apropriando desse valor, sem o mínimo repasse aos preços finais. E agora vão aumentar esses ganhos, sem nenhum retorno aos pagadores de impostos (pessoas jurídicas são meramente repassadoras de impostos cobrados dos consumidores), com a redução da energia elétrica.

Parece que o governo da presidente Dilma Rousseff está precisando sofrer uma chacoalhada, como ocorreu com o governo Lula em 2004/2005, para despertar e agir. Não fosse o "mensalão" ter tirado o governo Lula da sua zona de conforto e talvez o "nuncadantes" tivesse repetido o "fracasso medíocre" que foi a segunda administração de FHC. Dilma tem que decidir entre os que querem mudar o país (sem jogar a criança fora com a água do banho) e aqueles que apenas querem mudar de classe social.

Em resumo, isso tudo é senso comum, apenas. Mas não dá pra esquecer que foi o senso comum de Lula que fez do tsunami uma marolinha em 2008.

Salve essa eterna adolescência, tio Nécio!

Ao volante, Zé Ribeiro já pensa que é gente
A primeira vez que peguei no volante de um carro foi pelas suas mãos, aquele jipe, na “estrada” de Mesquita, tá lembrado? Eu estou, e jamais vou esquecer a sensação de “estar dirigindo” um carro aos 10 anos de idade, em meio a outros veículos, inclusive ônibus, que passavam “voando” e “raspando” na direção contrária. Medo? Nenhum! Eu estava com o tio Nécio!

A pequena Mesquita era o Rio de Janeiro todo e os nossos tios, os melhores do Mundo! Os dias eram todos de sol e calor e começavam com o pular da rede e correr para olhar os ninhos dos marrecos. Depois era tomar banho frio e se lavar com sabão de côco, andar de calção e sem camisa o dia inteiro, comer carambola no pé sentindo o aroma do jasmim trepadeira que se agarrava à caixa dágua, embrulhar balas pras visitas, andar feitos moscas atrás do tio Nécio enquanto ele mexia na motocicleta, se apaixonar pela Ana da Zita e a Aninha da tia Izinha, sair de bicicleta ou a pé com o tio Werty mexendo com todas as meninas que encontrávamos pelo caminho, comprar Cola-Cola Família no Marreta, enfrentar o mega-prato de comida feito pela tia Nícia, passar horas na escrivaninha lendo as maravilhosas histórias das Seleções do Readers Digest e dos livros do vovô, entrar na Fila da Cana, brincar com o “Mequibrás” de Marcos e Marcio e ansiar pela vitamina de abacate da tia Nícia na hora do lanche, assistir na TV preto e branco o programa do Daniel Azulay e os desenhos animados do Pepe Legal, Pica-Pau, Dom Pixote, Zé Colméia..., ouvir as broncas do tio Graúdo por não conseguir dormir com tanto barulho de crianças (quando você estiver dormindo eu vou me lembrar de você!), fuçar a cozinha à tarde atrás de uma rapa de bolo que a dona Ottília estava fazendo, levar o banquinho vermelho para seu Borges descansar os pés durante a Voz do Brasil, ficar ouvindo a conversa dos pais, tios e avós ao redor da mesa da copa depois da janta e, quando o sono chegasse, deitar na rede e ficar olhando a dança das luzes dos faróis dos carros da Emílio Guadagny no teto da escrivaninha.

Monteiro Lobato não teria imaginado uma infância tão boa e divertida!

Valeu!, tio Nécio, por ter tornado a nossa infância uma festa inesquecível!  Sim, porque nada poderá tirar de nenhum de nós aqueles dias em que Mesquita era o nosso mundo e os nossos tios, primos, pais e avós, os melhores amigos.

(Em memória de seu Borges, dona Ottília, seu Campelo, tio Werty, tio Brevício, tia Nícia, tia Lili, Wagner e tia Tili. E festejando a presença viva de dona Ecéa, tio Nécio, tio Graudo, tia Telma, tia Elda, tio Clélio e dos primos, primas, sobrinhos, sobrinhas, filhos, companheiras e companheiros dessa jornada que segue e que vai ter continuidade do outro lado).

Zé Ribeiro Jr.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A Delicadeza de Socorro Lira, Paraíba Mulher Doce

A cantora paraibana Socorro Lira fala sobre a pesquisa que fez da obra de Zé do Norte, e canta músicas como ''Sodade, meu bem, sodade'' e ''Meu Pião''. Ela lembra das histórias do sertão que ouvia quando era criança. Fala de Dona Zefa, uma senhora sanfoneira da Paraíba que tocava chorinho. Socorro que também é escritora e comenta o livro que escreveu, além de declamar um de seus poemas. A cantora lembra de quando assistiu TV pela primeira vez e que ouvia muito Clara Nunes e Clemilda. (05/12/2012)

Repertório:
Sodade, Meu Bem, Sodade (Zé do Norte)
Mulher Rendeira (Zé do Norte)
Lua Bonita (Lua Bonita)
Martelo de Duas Pancadas (Socorro Lira)
Eu Proponho - (Socorro Lira)
Das Coisas Que o Tempo Contou (Socorro Lira)
Cantar e Sorrir (Socorro Lira / Rogaciano Leite)
Pedra de Amolar (Zé Marcolino)
Delicado - Delicadeza nº 1 (Socorro Lira)
Meu Pião (Zé do Norte)












quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Homens que determinaram os rumos dos Séculos XX e XXI

Depois estar com Raúl Castro pela manhã, à tarde o ex-presidente Lula se encontrou com o líder Fidel Castro, em Cuba.  Lula aproveitou para visitar o presidente venezuelano Hugo Chàvez, que se restabelece na capital Havana de uma cirurgia para extirpar um tumor cancerígeno que tenta fazer com o líder bolivariano o que as multinacionais predatórias norte-americanas não conseguiram fazer. O ex-presidente brasileiro levou de presente a Chàvez um CD de um grupo de vanerão que proclama o mantra gauchesco: "não tá morto quem peleia!" Chavez e Fidel Castro que o digam!

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Foi assim que o Ronaldo Fenômeno se deu mal ...

 Hoje notei que na aba do Facebook, à nossa direita, tem uma foto de uma mulherzinha muito bonitinha e ao lado da foto uma proposta curiosa: "Conheça mães solteiras na sua área hoje à noite. Inscreva-se Be2!”

Movido por um elevado espírito paternal, que não resiste a um apelo maternal, cliquei e vi se abrir uma página com uma dezena de fotinhos de outras belezinhas e um texto curioso:

“Temos apenas 345.000 pessoas inscritas em nosso programa para atender homens solteiros bem sucedidos. É possível que você encontre o perfil de alguém que você conheça. É possível que você se depare com um simpático secretário que trabalha com você. Muitos deles desejam encontrar uma homem fiel e amorosa.”

"Uma homem fiel e amorosa???" Tratei de sair no galeto!; não sou jogador de futebol, porra!

Foi assim que o japonês da Yoki se deu mal ...

Curioso com as propagandas exibidas na aba do Facebook fui atraído pela foto de uma mulherzinha, muito bonitinha, que me fitava com um apelo irresistível: “Procurando homem maduro ...” (não que eu seja, mas me aguçou a curiosidade...)

Mais um clique e apareceu uma gatinha com óculos de secretária ilustrando a oferta do serviço, que promete muita saliência - como diziam nossos avós:

“Prepare-se para conhecer uma gostosa de (nome da cidade) a cada dia ...” (caramba, tomara que não seja ninguém da família ou gente conhecida ...)

A propaganda que vinha na sequência era um primor de ratoeira. Constatem:

“Nós temos mais de 100.000 mulheres em nosso site, que estão interessadas APENAS em conhecer homens com 40 anos ou mais ... (preferencialmente os de 80 anos e que tenham uma aposentadoria do Poder Judiciário, imagino eu)”

Foi assim que aquele japonês saidinho perdeu a cabeça..., depois o tronco, depois os membros.

sábado, 26 de janeiro de 2013

As mulheres de Rod Stewart dão um show à parte




I Don't Want To Talk About It
Rod Stewart

I can tell by your eyes
That you've probably been crying forever
And the stars in the sky don't mean nothing
To you, they're a mirror.

I don't wanna talk about it
How you've broke my heart
If I stay here just a little bit longer
If I stay, won't you listen to my heart?
Oh, my heart...

If I stand all alone
Will the shadows hide the colors of my heart?
Blue for the tears, black for the night's fears
The stars in the sky don't mean nothing to you
They're a mirror.

I don't wanna talk about it, how you've broke my heart.
But if I stay here just a little bit longer,
If I stay here, won't you listen to my heart?
Oh, my heart...

E-Farsas decifra o "enigma da China" e mostra que teletransporte é fraude


Câmera de segurança flagra teletransporte na China!


Vídeo mostra um motociclista sendo salvo de um acidente em uma encruzilhada graças a alguém que o teletransporta para um lugar seguro! Será?

O filme apareceu na web na segunda semana de setembro de 2012 e as várias versões postadas no Youtube alcançaram centenas de milhares de visualizações em poucas horas!
Vídeo mostra o que parece ser um teletransporte! Verdadeiro ou farsa?

Vídeo mostra o que parece ser um teletransporte! Verdadeiro ou farsa?

De acordo com o texto que o acompanha, um motoqueiro (que parece estar pilotando uma bicicleta) teria sido salvo de um grave acidente em um cruzamento graças à ação de uma pessoa, que – ao que parece – consegue teletransportar a futura vítima para um local fora de perigo.
Verdadeiro ou farsa?

Assista ao vídeo e veja mais abaixo o que descobrimos:



Sem dúvida, o vídeo é excelente! Mas antes de entregarmos o jogo, vamos analisar juntos algumas coisinhas:
Luzes e sombras

A primeira coisa a verificar são as luzes e sombras. A maioria das montagens pode ser “denunciada” por falhas nesses detalhes. Quem trabalha com edição de vídeo (digital ou não) sabe que a iluminação ajuda muito no trabalho final, mas também pode arruinar por completo um trabalho se for malfeito.

Separamos abaixo dois trechos do filme onde as luzes e sombras não se comportam como deveriam.

Quando o caminhão se aproxima da “ex-futura” vítima, podemos ver que as sombras dos personagens aparecem por cima das luzes do farol do veículo:

Note também que as sombras dos postes não reagem às luzes do “teletransporte”! Elas continuam inalteradas:

Portanto, chegamos à seguinte conclusão: As luzes foram inseridas posteriormente à gravação. Foi tudo inserido digitalmente.

No caso dos faróis do caminhão, que passam “por baixo” das sombras do ciclista e de seu salvador, fica óbvio que ambos foram colocados ali depois. Outra montagem!
O logotipo e a personagem

Outro detalhe importante que devemos notar é o logotipo que aparece (meio escondido) no centro do vídeo. Na imagem abaixo, pegamos o desenho que surge no chão e, com uma pequena rotação, podemos notar que é o mesmo que reaparece no final do filme:

Logotipo aparece no meio do vídeo! (Montagem sobre vídeo do Youtube – Análise E-farsas)

Também há o fato da personagem aparecer em cena com as mãos brilhando, evidenciando aí algum superpoder (não que o fato de se teletransportar não seja um baita superpoder). O motorista do caminhão quase nem a nota, passando ao seu lado!

Fica claro, então, que se trata de uma campanha de marketing, de uma propaganda para algum produto, serviço, filme ou sei lá o quê!

Uma breve busca pelo logotipo nos leva ao site chinês x.wanmei.com, criado para promover o lançamento do jogo Zhu Xian 2. Ao que parece, uma das heroínas do jogo é a Menina Dragão (ou algo parecido, em chinês traduzido pelo Google) que possui vários poderes – inclusive o teletransporte.

No site WanMei podemos ver outros vídeos onde a moça mostra seus “dons”.
Personagem engajada

Enquanto os chineses tentam descobrir a identidade da garota por trás da personagem misteriosa, a Menina Dragão dá suas voltas pelas ruas da China e se envolve em causas sociais, visitando hospitais e orfanatos. Conforme mostrado em vários artigos chineses, parece que a personagem é bem popular por lá!

Personagem parece ser famosa na China!
Conclusão

O vídeo é falso! Faz parte de uma campanha de marketing para divulgar um novo jogo.

Read more: http://www.e-farsas.com/camera-de-seguranca-flagra-teletransporte-na-china.html#ixzz2J7nVpdq2

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Veja, uma revista-esgoto!


Se preferir não relinchar, pode zurrar também!

domingo, 20 de janeiro de 2013

A História da Legião Urbana e de Renato Russo


Procissão ou Jesus no Xadrez

Cordel Do Fogo Encantado



No tempo em que as estradas eram poucas no sertão
Tangerinos e boiadas cruzavam a região entre volante e cangaço
Quando a lei era do braço do jagunço pau mandando do coronel invasor
Dava-se no interior esse caso inusitado:
Quando Palmera das Antas pertencia ao capitão Justino Bento da Cruz
Nunca faltou diversão, vaquejada, canturia, procissão e romaria
sexta-feira da Paixão
Na quinta-feira maior Dona Maria das Dores no salão paroquial
Reunia os moradores depois de uma preleção ao lado do capitão
Escalava a seleção de atrizes e atores
Todo ano era um Jesus, um Caífaz e um Pilatos
Só nao mudavam a cruz, o verduguo e os mal-tratos
O Cristo daquele ano foi o Quincas Beija-Flor
Caífaz foi Cipriano
Pilatos foi Nicanor
Duas cordas paralelas separava a multidão
Pra que pudessem entre elas caminhar a procissão
Quincas conduzindo a cruz
Foi e num foi advertia, um cinturião pervesso que com força lhe batia
Era pra bater manero, Bastião não entendia
Devido um grande pifão que tomou naquele dia do vinho que o capelão guardava na sacristia.
Cristo dizia: "ô rapaz, ve se bate devagar, já to todo encalombado assim não vou aguentar, ta com a gota pra duer, ou tu para de bater ou a gente vai brigar. Jogo ja essa cruz fora, to ficando aperriado, vou morrer antes da hora de ficar crucificado"
O pior é que o malvado fingia que não ouvia e além de bater com força ainda se divertia, espiava pra Jesus, fazia pouco e dizia:
"que Cristo froxo é você que chora na procissão? Jesus pelo que se sabe num era mole assim não. Eu to batendo com pena, tu vai ver o que é bom, na subida da ladeira da venda de fenelon o couro vai ser dobrado até chegar no mercado da cuica mudotor"
Naquele momento ouviu-se um grito na multidao: era Quincas que com raiva sacudiu a cruz no chão e partiu feito um maluco pra cima de Bastião.
Se travaram num tabefe, pontapé e cabeçada
Madalena levou queda
Pilatos levou pancada
Deram um cacete em Caífaz que até hoje não faz nem sente gosto de nada
Dismancharam a procissão, o cacete foi pesado
São Tomé levou um tranco que ficou desacordado
Acertaram um cocorote na careca de Timotéo que inté hoje é aluado
Inté mesmo São José que não é de confusão, na ânsia de defender o seu filho de criação aproveitou a garapa pra dar um monte de tapa na cara do bom ladrão.
A briga só terminou quando o doutor delegado interviu e separou cada santo pro seu lado. Desde que o mundo se fez, foi essa a primeira vez que Jesus foi pro xadrez mas não foi crucificado.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Globalização não é só de mercados e capitais, mas fundamentalmente de conhecimento



Zé Ribeiro Jr. para o The Vila Biscaia Post


Salman Khan é um Educador de verdade, não daqueles professores de Matemática que todos conhecem que não sabem nem para eles ou quando sabem possuem a didática de uma bota velha (respeitadas as honrosas exceções). O homem é hindu norte-americano, formado em uma das melhores academias dos Estados Unidos, o Instituto Tecnológico de Massachusetts, e criou um método de ensino revolucionário. Diferente dos atrasados que "sentam em cima" do conhecimento na esperança de que entre por sua bunda a dentro, o mestre hindu quer partilhá-lo com o mundo (não o rabo, mas o Conhecimento). Para tanto gravou aulas em vídeo, sobre diversos temas do conhecimento humano, e as postou na sua página na Web. No Brasil, o capitalista João Paulo Lemann, que ganha muito dinheiro com a embriaguês dos consumidores de cerveja da Ambev, patrocinou a tradução das aulas para o português e postou-as na página de sua fundação. Não vai ganhar o céu por isso, mas pelo menos não vai compartilhar o mesmo inferno com os capitalistas pré-Revolução Industrial que produzem Etanol no Brasil às custas do dinheiro público para vender como commodity. O Brasil dos presidentes Lula e Dilma vive uma fase de transformação para melhor, que irá colocar o País não apenas entre os grandes do Mundo, mas na sua liderança. Os chorões, os bunda-moles, os que acham que o Estado lhes deve dar um emprego público por repetirem as ideias de terceiros (os grandes sábios da Humanidade) sem gerar nenhuma nova, os que só se alegram com a derrota dos outros, estes já têm "o dia ganho" e podem prosseguir suas vidinhas mais ou menos no rumo certo da morte. Os demais, mãos à obra, porque a tarefa de adquirir, transmitir e produzir Conhecimento é ardua, mas daquelas que valem a pena. As tecnologias das comunicações colocaram o Conhecimento ao acesso de todos, apesar da incompetência da TIM, OI, Vivo, Claro etc em operá-las com eficiência. Portanto, acessem as aulas na página da Fundação João Paulo Lemann (http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/), conheçam a página do Salman Khan (https://www.khanacademy.org/), adquiram o livro do mestre hindu (Um Mundo, Uma Escola. A Educação Reinventada). A obra custa apenas R$ 23 - bem menos do que se gasta em uma noitada de cerveja Skol com os amigos (aí, JP Lemann, citei tua marca de graça, neste Blog super frequentado!) Prometo em breve postar aqui uma resenha do livro, tão logo o tenha digerido, no sentido figurado da palavra.

Dedicado a Hugo Chàvez: não ta morto quem peleia!

Os mortos e os "vivaldinos" no Poder

Na época de FHC mandavam os "vivaldinos"
O PSDB, o DEMO e o PPS (dá tudo no mesmo) têm ódio de povo, preferem o cheiro de cavalo a cheiro de povo, querem que o povo "se exploda" e julgam que povo só serve para levar recado pra puta. Com essa visão de mundo, não é surpresa que os simpatizantes dessas três agremiações de princípios "hitlerianos" encontrem sua única alegria em festejar a desgraça dos outros. Haja vista a torcida que fazem para a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chàvez. Nesses dias em que o comandante venezuelano luta pela vida em um hospital da solidária Cuba, os demo/tucanos oram pela doença, pela falência dos órgãos vitais, pela complicação pós-cirúrgica, pela infecção hospitalar e outras causas de sua devoção. Já tratam Chàvez como "um morto" e chegaram a fazer gracinha com ourtros governantes latino-americanos, como Raul Castro, Cristina Kirchner e Dilma Rousseff. O chiste é bem-humorado e, como tal, totalmente válido. Aproveitando a luta pela vida do presidente Hugo Chàvez, os demos/tucanos concluíram que "na Venezuela manda um morto; em Cuba, o irmão do morto; na Argentina, a mulher do morto; e no Brasil, a sucessora de um vivo que se finge de morto". Piada bem elaborada, sem dúvida, tão boa que merece uma complementação: a de que, nos tempos do governo de FHC, no Brasil mandavam não os mortos, muito menos os vivos, mas os "vivaldinos". FHC e sua turma de "vivaldinos" quebraram o país três vezes, arruinaram a economia, deixaram o povo numa merda desgraçada, com taxa de desemprego de 14%, inflação anual projetada de 40%, o país pendurado no FMI, em resumo, o caos. Mas, no entando, contudo, porém ..., os vivaldinos demos/tucanos saíram todos ricos do poder, viraram banqueiros, sócios de telefônicas e empresas elétricas prizatizadas etc etc etc. Uma situação tão paradoxal que até o sério e contido ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, afiou sua língua ferina e de fina ironia para cunhar o epitáfio definitivo do governo (?) de Fernando Henrique Cardoso: "venderam as jóias e endividaram a família!"

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Flagrante na Corte

No flagrante captado pela sensibilidade de Jean-Baptiste Debret, o serviçal Joaquim Barbosinha segura o guarda-sol para resguardar a realização da necessidade fisiológica nº 1 de nobre mandatário do Instituto Millenium.

Ontem como hoje, a elite nacional é exemplo de tolerância para com todos aqueles que conhecem o seu lugar na sociedade e sabem pisar em ovos para não contrariar as vontades de seus senhores. Alvíssaras!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Tucanos e Demos exigem energia cara para bancar incompetência

Já imaginou comprar um carro em 36 prestações e o banco querer que você pague a vida inteira? É o que a Copel, a Eletropaulo a Cemig querem fazer com você!

A presidente Dilma quer baixar o preço da energia, mas os governos Demos/Tucanos de SPaulo, Paraná e Minas Gerais se opõem e querem proteger a roubalheira e os empreguinhos dos familiares e partidários políticos, como o ex-comunista em estado de remissão, Roberto Freire. Assista essa entrevista de 14 minutos com diretor da Fiesp e veja o que a Globo, a Folha, Estadão, revista Veja e o resto da mídia chapa-branca de São Paulo esconde da população.


O Brasil atrasado reage à perda de privilégios bancados com o dinheiro público

(Copiado do Portal IG) 

Desembargador devolve pensões de R$ 43 mil a filha “solteira” de magistrado

Pedro Saraiva, da 10ª Câmara Cível, reforma decisão de juíza que cortara o benefício após matérias do iG. Márcia Couto se casou no religioso e teve dois filhos, mas nega matrimônio

Raphael Gomide iG Rio de Janeiro |
Reprodução
Márcia Couto brinda ao casamento, em 1990. À Justiça, porém, nega ter sido casada por pensão de R$ 43 mil
O desembargador Pedro Saraiva de Andrade Lemos, da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, devolveu a Márcia Maria Machado Brandão Couto, filha de magistrado morto há 30 anos, o direito a pensões mensais de R$ 43 mil. A decisão reformou a sentença da juíza Alessandra Tufvesson (15ª Vara de Fazenda Pública), que cortara os benefícios dois dias depois de o iG revelar o caso, em maio de 2012.
Leia mais: Justiça do Rio garante pensão de R$ 43 mil para filha de desembargador
Segundo a lei 285/79, o matrimônio “é causa extintiva do recebimento de pensão por filha solteira”. Originário do tempo em que mulheres não estavam no mercado de trabalho, o benefício pretende garantir a subsistência e a proteção financeira da filha do funcionário morto até que comece a trabalhar ou se case.
Reprodução
Márcia Couto, em seu casamento, em 1990. Apesar dos dois filhos do casal, ela nega ter sido casada
Uma série de reportagens do iG mostrou que a “filha solteira” Márcia Couto casou-se no religioso e teve dois filhos com o marido – de quem depois pediu “alimentos” para os rapazes em juízo, declarando ter sido casada. Na ação popular que pede o cancelamento das pensões, porém, ela tem outra versão: nega ter tido união estável e ser “filha solteira”.
Leia mais: Pensionista dá versões distintas sobre casamento em ações diferentes
Embora trabalhe como dentista, a filha do desembargador José Erasmo Brandão Couto recebe duas pensões por conta da morte do pai, em 1982: uma de R$ 24 mil do Tribunal de Justiça e outra de R$ 19,2 mil do RioPrevidência (12 vezes o valor médio pago pela autarquia), somando R$ 43,2 mil mensais. O expediente é visto como uma “fraude à lei” pela Procuradoria do Estado.
A sentença da magistrada que cortou o benefício diz que “o casamento religioso celebrado deve ser considerado fato idôneo para terminar o direito de recebimento de benefício previdenciário pela ré” e “um casamento que termina em separação também é um casamento”.
A decisão do desembargador Pedro Saraiva que lhe devolve o direito às pensões ocorreu em agravo de instrumento à sentença. Como relator do caso no TJ, ele já vinha mantendo, liminarmente, a pensões de Márcia, antes de a sentença da juíza determinar o corte. Os benefícios somam R$ 559 mil, por ano, ou R$ 2,8 milhões, em cinco anos.
Decisão não analisa o mérito do caso
A decisão de Saraiva não analisa o mérito do caso, ou seja, o fato de ela ter sido casada ou não, motivo da ação popular. A decisão se centra nos aspectos formais, e tem validade até “o julgamento final da ação popular”. A pena é de R$ 10 mil por cada dia de atraso do pagamento. Segundo ele, o restabelecimento do benefício "não trará nenhum prejuízo para o órgao previdenciário", e a revogação traria "graves prejuízos" a Márcia.
Em seu recurso, a ser analisado pela Câmara Cível, a Procuradoria do Estado defende que são necessários dois requisitos, conjuntamente, para o efeito suspensivo: "plausibilidade do direito alegado" e "perigo da demora" na espera na decisão judicial. Na opinião dos procuradores, como o desembargador não analisa o fato de a ré ter sido casada e tido dois filhos com o companheiro, a plausibilidade não estaria presente - e, portanto, o efeito suspensivo não poderia ter sido dado.
A decisão afirma que a pensão tem natureza alimentar, o que impede o Estado de reaver os pagamentos, ainda que futuramente, a Justiça casse definitivamente os benefícios.
Rio tem 30.239 pensionistas "filhas solteiras" e cortou 3.529 após matérias
Reprodução do Facebook de Márcia Couto
Ação popular questiona as duas pensões que Márcia Couto recebe do Estado
O iG mostrou que o caso de Márcia Couto não é isolado no Estado do Rio: o RioPrevidência paga a 30.239 pensionistas “filhas solteiras”, ao custo anual de R$ 447 milhões . As autoridades desconfiam que muitas mulheres, como Márcia Couto, formam família, mas evitam se casar oficialmente, com o único objetivo de não perder a pensão.
A Procuradoria Geral do Estado entende que essa admissão interrompe o direito de recebimento ao benefício.
Após as reportagens, o RioPrevidência iniciou recadastramento, para coibir fraudes e pagamentos indevidos, e anunciou o corte de 3.527 pensões de mulheres, casadas de fato, que reconheceram isso em termo de responsabilidade – 122 se recusaram a assinar o documento, e 8.327 nem apareceram.
O Ministério Público do Estado do Rio também abriu inquérito civil para investigar a questão das "filhas solteiras".
Advogado diz que Márcia "jamais descumpriu a lei"
A assessoria do TJ informou que "o desembargador Pedro Saraiva de Andrade Lemos apreciou o recurso interposto, o que resultou na expedição do agravo de instrumento" e que, "neste caso, não cabe a análise de mérito". Segundo o TJ, a ré tem direito à pensão até que o processo transite em julgado. Não há previsão de quando o agravo será julgado pela 10ª Câmara.
O iG  ligou esta segunda para o advogado de Márcia, José Roberto de Castro Neves. Ele atendeu ao telefonema e disse que ligaria de volta, mas não retornou a ligação. Na ocasião da sentença, ele afirmara que “Márcia jamais descumpriu a lei”.
Castro Neves reconheceu a legitimidade do debate sobre a pensão para “filha solteira”, mas salientou que a cliente “sempre agiu de acordo com a lei”. “Se as pessoas entendem que a lei é boa ou ruim (é outra questão)... Mas ela sempre agiu de acordo com a lei, que dá direito ao benefício”, disse. O advogado afirmou que Márcia não foi casada, mas “mãe solteira” de dois filhos, e é “uma pessoa boníssima e generosa”.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O governador Cachoeira e a 1ª dama de Goiás, Andressa, aproveitam o sol sem grades

"Alô, Perillo, cuida dos negócios direitinho"
Zé Ribeiro Jr, publisher do The Vila Biscaia Post

O governador de fato de Goiás, bicheiro Carlinhos Cachoeira (PSDB/GO), foi condenado a 40 anos de cadeia por montar uma quadrilha dentro da estrutura de poder do estado goiano, fazer do ex-senador Demóstenes Torres (DEMO/PSDB-GO) seu moleque de recados, executar um sofisticado esquema de chantagens para favorecer seus negócios, em parceria com a revista Veja e o procurador-geral Roberto Gurgel, conforme acusação feita pelo senador Fernando Collor de Mello, entre outros crimes. Mas uma coisa não se pode negar: o sujeito tem bom gosto para mulheres!

Na capa do jornal Tribuna da Bahia desta segunda-feira, Carlinhos Cachoeira aproveita o sol baiano ao lado da sua gata, Andressa, que apesar de branquinha é um espetáculo! O governador de fato de Goiás foi retirado da cadeia pelo bondoso desembargador Tourinho Neto, que chegou a ameaçar um colega juiz que opinou contrariamente à concessão do habeas corpus ao bicheiro apaixonado. Num tom de elevado respeito à liturgia do cargo, Tourinho advertiu o colega que se indignou com a soltura de Cachoeira: "agora você atravessou o corguinho!"

Um dos primeiros atos do governador goiano de fato ao ganhar a liberdade para gozar da fortuna amealhada com seus negócios ilegais foi levar Andressa ao altar. "Quem poderá condená-lo por isso", reagiu o saudoso bispo de Guarulhos, ao abençoar a união e defender o dublê de governador e "empresário de jogos de azar", como respeitosamente se refere a ele a Folha da Província de SPaulo. Veranistas instalados no resort  baiano em que o casal foi fotografado também tomaram a defesa de Andressa, chamada de "baranga" por um ilustrador de porta de banheiro de rodoviária. Centenas de milhares de e-mails enviados ao publisher do The Vila Biscaia Post demonstraram a indignação dos baianos com o sem-noção. Uma das poucas mensagens aprovadas pelo Index do The Vila afirmava: "tinha mesmo que ser um 'pica-caseira' para cometer tal heresia com a primeira-dama de fato de Goiás!"

sábado, 5 de janeiro de 2013

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O mensalão de Abraham Lincoln

Do excepcional Blog O Cafezinho

03/01/2013 


No livro de Gore Vidal sobre Abraham Lincoln, o presidente pede a seu secretário de estado que invente pretextos para prender os editores de jornais de Nova York e Washington que lhe faziam oposição. O país estava em guerra civil, e se entendia a batalha na opinião pública como estratégica para a vitória do norte industrial sobre o sul escravista.
E agora ficamos sabendo, através do filme de Spielberg sobre a mesma figura, que Lincoln autorizou um grupo de lobbistas a usarem “todos os meios” para convencer deputados da oposição a votarem em favor da lei da abolição.  Há um trecho do filme em que o seu secretário pergunta-lhe, com espanto algo fingido, se o presidente pretendia “comprar” deputados. O presidente responde, também meio que cinicamente, que não se tratava de comprar, mas de oferecer oportunidades. Empregos, cargos, verbas, Lincoln usou todo seu imenso poder para mudar a opinião de alguns deputados do então escravagista Partido Democrata e ganhar a votação mais importante e mais simbólica da história dos Estados Unidos.
Lincoln tinha pressa em aprovar a lei porque entendia que somente ela poderia pôr fim à guerra civil, pois automaticamente produziria um enorme movimento de fuga e deserção de negros tanto dos exércitos confederados como de suas fazendas, desestruturando o inimigo, militar e economicamente.
Os lobistas de Lincoln procuravam representantes democratas e ofereciam-lhe mundos e fundos para votarem em favor da lei. O próprio Lincoln entra na jogada, conversando pessoalmente com alguns deles.
Que lições devemos tirar desses exemplos, ambos comprovados em documentos históricos? Certamente não que devemos mandar prender editores, embora no Brasil há casos em que isso não apenas seria moral e constitucionalmente aceitável como até louvável. Da mesma forma, seria ridículo justificar a corrupção de deputados com o exemplo de um filme de Spielberg.
As lições são as seguintes:
  1. A guerra da comunicação não deve jamais ser subestimada por um governante. Se é errado, sob as perspectivas morais e legais, ferir as regras democráticas, é igualmente equivocado, do ponto-de-vista político, abandonar a luta ideológica no campo do simbólico.
  2. A luta democrática envolve dilemas éticos extremamente complexos, que só mesmo o velho Maquiavel poderia entender.
O que Lincoln deveria fazer?
Os abolicionistas de seu partido tratavam-no, desde algum tempo, como um traidor de sua causa, por causa das constantes hesitações quanto ao momento certo de enviar a décima terceira emenda constitucional ao Congresso. Segundo historiadores, Lincoln não queria fazê-lo antes de ter a certeza de que poderia ganhar, e para isso esperava uma boa conjuntura militar na guerra civil.
Por fim, o momento chegou, e Lincoln autorizou o envio da emenda à Casa dos Representantes, para ser votada pelos deputados, e não antes de negociar controversos acordos com dissidentes da oposição, afim de garantir a maioria e ganhar.
De fato, Lincoln não “comprou” nenhum deputado. Ele simplesmente agiu como qualquer governo democrático desde que estes começaram a existir: usou o poder que o povo lhe concedeu para aprovar uma lei que interessava ao povo.
Estas são situações que nos fazem pensar quão triste tem sido a criminalização da política no Brasil, o que não significa que não seja necessário combater o crime político. Em diversos legislativos estaduais e municipais, há casos de mensalão explícito, e não seria difícil descolar provas concretas: bastaria acompanhar a variação patrimonial de deputados e vereadores em todo país, quebrar alguns sigilos (com autorização da Justiça) e praticar a saudável luta judicial, como cumpre às polícias, corregedorias e Ministério Público.
Tão difícil, porém, como combater o crime político, será combater a manipulação da ignorância em relação à política. Na verdade, mesmo sem a mídia, já viveríamos situações difíceis. A democracia tem defeitos. Os sistemas democráticos são falhos, cheios de brechas, lentos, às vezes tão ou mais burocráticos que as piores autocracias; e, na América ao sul do Rio Grande, sofrem com uma crônica e antiga falta de recursos, além de todas as mazelas do subdesenvolvimento. Com as mídias assumindo o papel de principal força conservadora na região, todos esses defeitos parecem hiper-ampliados e as brechas são mais exploradas que nunca. Uma dessas brechas, por exemplo, são leis falhas quando o tema é a concentração da mídia. No caso do Brasil, assistimos inertes a meia dúzia de corporações dragarem quase todos os recursos de publicidade no país, privados e púbicos. Apesar dos bons presidentes, a nossa guerra civil ainda está sendo vencida pelos escravagistas.
Assim como Lincoln só venceu a guerra civil após decretar a abolição, pois isso lhe granjeou o apoio dos 4 milhões de negros que sustentavam a economia do sul, a esquerda apenas poderá conquistar uma vitória estável quando libertar os milhares de jornalistas que são obrigados, por razões estritamente financeiras, a venderem suas consciências e talento a empregadores reacionários.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Maior sujeira: edil desaparecida tinha ido cagar

Zé Ribeiro Jr, para o The Vila Biscaia Post

A vereadora de Ponta Grossa, professora Ana Maria (PT), que havia sido dada como desaparecida no último dia 1º, logo após tomar posse para o seu terceiro mandato, reapareceu subitamente ontem, quarta-feira, 2. Bem diferente do que chegou a ser divulgado, Ana Maria não foi sequestrada, mas apenas acometida de súbita caganeira, que a manteve no trono incomunicável por 24 horas.

A vereadora se assustou com a repercussão da cagada

Depois da cagada e por orientação de seus advogados, a vereadora tratou de se internar num hospital da cidade para tentar limpar a merda feita. A artimanha, contudo, foi em vão, porque o delegado Josimar Antônio da Silva, da 13ª Subdivisão Policial, resolveu espalhar no ventilador e prendeu-a por falsa comunicação de sequestro, formação de quadrilha e outras "cositas" mais.

Também foram presos o motorista da edil, cúmplice na palhaçada, e a sua esposa, acusada de partícipe do crime. O Ministério Público sustentará essa acusação com base na Teoria do Domínio do Fato, aportuguesada pelo ministro Joaquim Manueles Barbosa especialmente para o julgamento da Ação 470. Ao The Vila Biscaia Post, o presidente do STF afirmou não restar dúvida quanto à responsabilidade da matrona, dado ser notório que toda mulher manda no marido, o que configura a cadeia de comando.

Fontes do legislativo ponta-grossense que pediram para não ser identificadas revelaram à reportagem do Biscaia Post que a vereadora se trancou no banheiro para não participar da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Ana Maria já vinha confidenciando a alguns de seus pares que o processo de escolha do novo presidente da Câmara "não cheirava bem" e se mostrava constrangida em eleger um "bosta qualquer".

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Seleção Google - Feliz Ano Novo 2013



Heróis da Veja (2)

É tanta ética que o cheiro está chegando aqui
Zé Ribeiro Jr., do The Vila Biscaia Post

O senador cassado por corrupção moral e cívica, Demóstenes Torres (DEMO/PSDB-GO), foi durante muito tempo um dos heróis da revista Veja, aquela pautada pelo bicheiro e governador de fato de Goiás, Carlinhos Cachoeira. Depois que ele foi flagrado entregando recados de Cachoeira dentro do Senado da República, a revista se fez de morta (e continua fedendo). Os demais "mosqueteiros" também são exemplos para as crianças brasileiras: Fernando Sunga de Crochê Gabeira dispensa apresentações; Pedro Simon já foi alvo de reportagem da mesma Veja por roubo de artigos de pele em loja de Nova Iorque; de Jarbas Vasconcelos só se salva a sua gata, 60 anos mais nova que ele (o que ela está fazendo com o velho babão, desconhece-se); e o ex-senador Jeferson Peres (PSDB/DEMO-AM), que já morreu, deixou sua viúva encarregada de rapidamente passar a mão na verba de representação que o amazonense recebia do Senado para viagens e que ele embolsava mesmo sem tirar a bunda da cadeira (devia fazer viagens astrais). São ou não são exemplos para nossas crianças se espelharem?!

Não tá morto quem peleia: saúde, Presidente Hugo Chàvez!


Depois de Collor e Cardoso, finalmente um Fernando que presta!

Kassab tenta pegar nos peitinhos de Haddad
Zé Ribeiro Jr., para o The Vila Biscaia Post

O ex-ministro da Educação do Governo Lula, Fernando Haddad, assumiu ontem a Prefeitura de São Paulo e deu início à revolução que vai arrancar o ente federativo mais rico da nação do atual estágio de atraso econômico, cultural e moral em que foi jogado pelo PSDB/DEMO e trazê-lo para o Século XXI.

O presidente norte-americano Barak Obama enviou cumprimentos ao novo prefeito da maior cidade da América do Sul e aproveitou para felicitar o PT. Na avaliação do ocupante da Casa Branca, só o Partido dos Trabalhadores para oferecer ao povo brasileiro tantos exemplos de lideranças competentes e comprometidas com o desenvolvimento e a inclusão social: "que outro partido, depois de um Lula, ainda tem para apresentar aos eleitores nomes como o da presidente Dilma Roussef e o do prefeito Fernando Haddad?" - observou o primeiro mandatário dos Estados Unidos.   

Veja esta: Bicheiro manda na maior revista semanal brasileira

Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça revelaram uma ligação sombria entre o chefe de um esquema milionário de jogos ilegais, Carlinhos Cachoeira, e a maior revista semanal do Brasil, Veja. As conversas mostram uma relação próxima entre o contraventor e Policarpo Júnior, diretor da revista em Brasília (DF). Segundo documentos da Polícia Federal, Cachoeira teria passado informações que resultaram em pelo menos cinco capas da Veja, além de outras reportagens em páginas internas, publicadas de acordo com interesses do bicheiro e de comparsas. Trata-se de uma troca de favores, que rendeu muitos frutos a Carlinhos Cachoeira e envolveu a construtora Delta. O escândalo pode levar Roberto Civita, presidente da empresa que publica a Veja e um dos maiores barões da imprensa do País, a ser investigado e convocado para depor na CPI.

Com roubo de dinheiro público e até assassinato, mensalão do PSDB/DEMO é de corar estátua

Assassinatos, incêndio, sexo, drogas farão 'mensalão' tucano bombar mais do que caso Eliza Samúdio

Se o chamado "mensalão" da Ação Penal 470 despertou debates e manchetes nos meios políticos e jurídicos, o "mensalão" tucano tem todos os ingredientes para bombar também nas páginas policiais dos jornais e telejornais populares.

Em 2013 começa a hora do pesadelo para o tucanato. Apesar do "mensalão" tucano ter menos réus e mais amigos no STF, e da velha imprensa preferir varrê-lo para baixo do tapete, o escândalo tem ingredientes daqueles de despertar interesse de jornais e programas televisivos populares, do tipo que fazem o Datena e o Ratinho. Assim como o caso Eliza Samúdio, acabará por pautar o Jornal Nacional e o Fantástico, mais cedo ou mais tarde.

Um dos tristes ingredientes é o caso da modelo assinada. Para advogado da família da vítima, ela era arquivo vivo do mensalão tucano:



Inquérito 3530/STF apura incêndio criminoso contra Nilton Monteiro e familiares

http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoDetalhe.asp?incidente=4302755
C S DE A – Clésio Soares de Andrade – Senador PMDB
E B A – Eduardo Brandão Azeredo – Deputado Federal PSDB
J E F – Joaquim Engler Filho – Advogado
M B E – Maurício Brandão Ellis – Perito do Instituto de criminalística MG
J I F M – José Inácio Francisco Muniz – Advogado
A C V G – Andréa Cássia Vieira Guerra – Ex-sócia de Monteiro
R D DA R – Ricardo Drumond da Rocha – Advogado
W S DOS M G – Walfrido Silvino dos Mares Guia –  dirigente do PSB
Nilton Monteiro é um arquivo vivo sobre os malfeitos da turma do PSDB. Esteve envolvido em coisas das campanhas tucanas de 1998 e 2002. Depois de desentendimentos com o tucanato, denunciou a lista de Furnas (um caixa-2 tucano das eleições de 2002) e uma outra lista atribuída a Marcos Valério, de 1998. Nesta lista de 1998, a modelo assassinada aparece como emissária de R$ 1,8 milhão para o tucanato mineiro. Valério nega, a Polícia Federal investiga.

Perigoso demais, Monteiro passou a ser perseguido pelo tucanato de Minas desde o governo Aécio Neves. Setores da polícia civil de Minas o submeteu a um polêmico inquérito, não para investigar suas denúncias, mas para prendê-lo sem nenhuma condenação e desacreditá-lo, com características arbitrárias e de intimidação. Suspeita-se (inclusive através de gravações entre advogados e burocratas tucanos) que Monteiro só não teve o mesmo destino da modelo, devido a investigação paralela da Polícia Federal, onde ele entregou boa parte da documentação em seu poder, o que ajudou a instruir inquérito e processo da Lista de Furnas e ligados ao mensalão tucano.

Um incêndio criminoso na casa de Nilton Monteiro provocou explosões cinematográficas de carros, ameaçou a vida de 9 pessoas, sendo que uma delas ficou 40 dias na CTI. Resultou no inquérito 3530 no STF, investigado pelo Polícia Federal e movido pelo Ministério Público de Minas Gerais, sob relatoria do ministro Joaquim Barbosa. No inquérito, são investigados o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e outros demotucanos, como supostos mandantes, financiadores ou envolvidos no atentado.

Sexo, drogas e crimes

O advogado Joaquim Engler Filho participou do grupo operacional das campanhas do tucanato mineiro. Gravou pelo menos 21 encontros que participou (e já encaminhados a Joaquim Barbosa). Há conversas de baixíssimo nível sobre sexo e drogas, envolvendo o nome de um importante senador e ex-governador tucano de Minas (é exatamente quem vocês estão imaginando), porém, como os diálogos são impressão pessoal dos interlocutores, sem que tenham testemunhado nada, não chega a ter valor de prova. O que é muito mais grave são as conversas que giram em torno de mandantes de crimes, assassinatos, uso de policiais ligados a grupos de extermínio, subornos e acordos políticos com altas autoridades do poder judiciário, controle dos meios de comunicação. Quem leu as degravações (a primeira até a sétima foram vazadas para internet aqui ou aqui), fica com a desalentadora impressão de que em Minas Gerais está tudo dominado pelo crime organizado entranhado nos poderes, e precisa de uma Operação Mãos Limpas semelhante a feita na Itália nos anos 80/90 (aliás, coisa já percebida há anos pelas pessoas bem informadas que acompanham a política de Minas).

A verdade é que o mensalão tucano tem tudo para ser aquilo e mais um pouco do que a Globo e a Veja queriam que fosse a Ação Penal 470.

Quem conseguirá conter José Serra?

Por mais que FHC e Aécio Neves (PSDB-MG) telefonem para as redações dos jornalões e TV`s dizendo para não publicarem nada, não haverá como esconder tanta sujeira debaixo do tapete, já que a blogosfera se encarregará de divulgar as informações que a Globo, Veja, Folha, Estadão e assemelhados escondem.

Mas, além da blogosfera, há um ingrediente a mais que tira o sono dos tucanos. Conhecedores do método de José Serra (PSDB-SP) para afastar seus concorrentes dentro do próprio partido, quem irá contê-lo, diante de dossiês tão fartos contra seu aqui-inimigo Aécio Neves?
Fonte: Blog Amigos do Presidente Lula

Vereadora do PT de Ponta Grossa some antes da posse

Vereadora Ana Maria do PT
A polícia do Paraná trabalha com a hipótese de sequestro da vereadora de Ponta Grossa Professora Ana Maria (PT), desaparecida na terça-feira logo após tomar posse. A parlamentar entrou em contato com o filho, logo após o seu desaparecimento, de um telefone celular com o número desconhecido. Na ligação, ela teria informado que havia sido sequestrada, mas que estava bem e sem ferimentos, de acordo com a Polícia Civil do estado.
Vereadora reeleita em 2012 para o terceiro mandato, Ana Maria saiu do Cine Tetro Ópera, onde foi realizada a cerimônia de posse, por volta das 18 horas. Em seguida, ela deveria ter comparecido à eleição da Mesa Diretora, na Câmara Municipal. Contudo, desde então, não foi mais vista.

O carro de Ana Maria foi encontrado abandonado e com os pneus furados. O Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE) foi chamado pelo delegado Josimar Antônio da Silva, da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, para auxiliar nas investigações.

Nas impressoras 3D, a próxima revolução tecnológica

Makers

The New Industrial Revolution
Autor: Chris Anderson
Ed. Crown Business

Ferramentas de design baratas, impressoras 3D e terceirização da produção – para Chis Anderson, diretor da revista Wired, esses ingredientes estão provocando uma nova revolução industrial. Um empreendedor habilidoso pode criar um objeto no computador, produzir protótipos em sua impressora 3D e contratar uma empresa (chinesa ou não) para fabricá-lo. E um novo negócio acaba de nascer sem que seja necessário investir numa fábrica. É um cenário real nos Estados Unidos. No Brasil, a incompetência e a ganância por lucros fáceis dos empresários verde-amarelos, fatores aliados à burocracia e as barreiras tarifárias bi-sexuais tornam as coisas mais difíceis. Mas os muitos casos citados por Anderson mostram que essa é uma tendência que tende a se alastrar como a AIDS nos anos 80. Credo!!.