quarta-feira, 27 de março de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
A Globo só existe porque alguns se contentam com Merda!
Quando o cidadão lê, estuda, cresce intelectualmente, progride na vida e no trabalho ele passa a rejeitar tudo o que é medíocre, o que é lixo, o que é merda. Assim, a primeira coisa que rejeita é a TV de baixíssimo nível, Rede Globo a frente. Quem mantém esse lixo no ar são aquelas pessoas que não têm iniciativa, não têm inteligência, não têm capacidade de reflexão, em consequência não têm um salário que presta. Enfim, não têm nada que valha a pena. Quem está satisfeito com o que a Globo oferece vale bem menos do que o que a Globo lhe dá.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Vereador derrubou, foi derrubado ou são duas bibas com falta daquilo? Assista e decida
A cena é da Câmara Municipal da capital paranaense, Curitiba, aquela cidade mais fria que pé de defunto. Dois vereadores do mesmo partido, o PSDB (Partido Society Das Bibas), um tal Professor Galdino (de avental) e outro tal Luiz Felipe Braga Cortes andaram se arranhando mutuamente em disputa pela liderança da agremiação na casa legislativa. Assistam cantarolando "Terezinha de Jesus", para entrar no clima. E dêem suas opiniões: a) Braga Cortes derrubou Galdino? b) Galdino se jogou ao chão? c) São duas bibas brigando por um bofe? d) Em briga de mulher e marido quem se mete tá fudido!
quarta-feira, 20 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
Cabeleireiro adota seis irmãos da Casa de Passagem de Açailândia, MA
Do G1, com informações da TV Mirante, 18/03/2013
Crianças seriam mandadas para São Luís, onde seriam separadas. Homem conseguiu guarda das crianças em dezembro.
Crianças seriam mandadas para São Luís, onde seriam separadas. Homem conseguiu guarda das crianças em dezembro.
Uma família adotou seis crianças da Casa de Passagem, em Açailândia, MA, após de saber que elas poderiam se separar. O cabeleireiro Ivaldo Aires soube da história das crianças por meio de uma funcionária da casa. Os irmãos estariam prestes a seguir para São Luís, onde ficariam à disposição para adoção e poderiam, por isso, serem separados.
"Quando eu soube que eles iam ser separados, eu fiquei pensando no caso do meu pai juntamente conosco. Meu pai não tinha aquela condição financeira de nos dar tudo aquilo que nós queríamos, mas só nós estarmos ao lado do nosso pai, para nós, era a maior felicidade", disse.
Em novembro, o cabelereiro entrou em contato com a Casa de Passagem e, no mês de dezembro, obteve a guarda das crianças, que têm entre quatro e 16 anos. "Quando eu soube que eles iam ser doados, eu comecei a pensar o quanto ia ser difícil para todos eles e para todos porque quem pega um para criar, não vai querer pegar todos", explicou.
Ivado não tinha filhos e a esposa Marilene concordou com a adoção. "Graças a Deus, eu gosto deles como filhos meus. É uma coisa incrível que eu não sei como contar, só Jesus mesmo que sabe fazer tudo certinho. Nós queremos dar o melhor para eles. O que vem de Deus, Deus nos dá para nós passar para eles", declarou.
Segundo a coordenação da Casa de Passagem, as crianças ficaram no local durante três anos e o processo de adoção já foi legalizado na Justiça. Os irmãos foram deixados lá porque o pai faleceu e a mãe não tinha condição de criá-las após a morte do esposo.
"Foi bom porque pra separar assim é muito ruim. Pra nós ficar longe um do outro, não ia dar certo. Aí mesmo, nós juntos agora, foi bom", disse a estudante Francilene Moura, uma das crianças adotadas.
O cabelereiro revelou jamais ter se arrependido da adoção. "Eu tenho eles como filhos. Jamais pode considerar eles sem pai porque eles têm pai agora. Tudo aquilo que a gente faz com amor, Deus honra. E Deus tem me honrado grandemente", comemorou.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Escândalo: Presidenta petista manipulou Conclave que elegeu Chico I
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| Conclave maculado pela manipulação petista |
Zé Ribeiro Jr., para o The Vila Biscaia Post
O PSDB/DEMO ingressou hoje com uma representação no Ministério Público Federal questionando a eleição do Papa Francisco I. Na petição, o Partido anexou dezenas de imagens da revista Veja que comprovam a "notória influência da presidente Dilma Rousseff no Conclave, configurada pela predominância da cor vermelha nas vestes dos cardeais eleitores". O procurador-geral Roberto Gurgel procurou a reportagem do Jornal Nacional para declarar que "a denúncia é gravíssima" e será investigada com o "máximo rigor". O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, já antecipou que receberá a denúncia e augurou que até o mês de julho já esteja instaurado o processo de impeachment da presidente. No Congresso, o senador Álvaro Dias reservou espaço no horário das lideranças na sessão de hoje para apresentar cópia da reporcagem da revista Veja. Conforme o senador paranaense, a matéria constitui "prova concreta do envolvimento da mandatária petista na manipulação do Conclave, que resultou na eleição de um poste argentino". O caso já está sendo chamado pela mídia de "o maior escândalo de corrupção do Brasil, do Vaticano, do mundo, da galáxia, quiçá do Universo". Em nota oficial, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que de maneira alguma irá se pronunciar a respeito da "gravíssima denúncia, que envergonha todos os cidadãos de bem, coloca uma nódoa na tradição democrática brasileira e confirma o seu alerta de que o governo petista seria um verdadeiro desastre para a Nação". Com humildade e a proverbial elegância que lhe é característica, FHC se colocou à disposição do País para, uma vez mais, servir ao Povo, de maneira nobre e desinteressada.
Novas notícias na edição de sexta-feira, ou a qualquer momento, em edição extraordinária.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Salve a Mulher!, em seu Dia Internacional
Em homenagem a todas as Mulheres do Universo (sim, acredito em vida em outros planetas!), aqui vai o quadro Origem do Mundo, do artista plástico consagrado Gustave Coubet.
Estávamos em 1866 e Courbet era já um pintor conhecido em França pela sua destreza técnica mas sobretudo pela sua atitude crítica e corrosiva em relação à sociedade e moral burguesas, que não perdia ocasião de afrontar. Courbet era um socialista convicto, arrogante e autoconfiante, é preciso dizer. No entanto talvez isso não baste para justificar a obra que realizou nesse ano e que havia de o celebrizar mais do que todas as outras. Ao representar frontalmente as coxas e o sexo de uma mulher, A Origem do Mundo abalou profundamente o meio artístico da época. E não só!
A tela tem um percurso atribulado. Reza a História que um diplomata turco, de nome Khalil-Bey, de passagem por Paris encomendou a Courbet para a sua colecção um quadro, que viria a ser este. Khalil-Bey era um coleccionador de arte erótica e tinha já adquirido ao artista uma pintura denominada O Sono ou Adormecidas, representando duas mulheres nuas deitadas sobre a cama em poses sensuais. Possuía também o famoso O Banho Turco, de Ingres, entre outras obras.
Pouco tempo depois Khalil-Bey viu-se obrigado a vender diversas peças da sua colecção para pagar dívidas de jogo. Escondida debaixo de uma outra tela de aspecto mais pacífico, A Origem do Mundo foi então comprada por um antiquário, passando de mão em mão até ao seu último dono, o célebre psicanalista francês Jacques Lacan. Após a sua morte, a família doou-o ao Museu d'Orsay, onde se encontra presentemente.
O quadro é profundamente perturbador ou mesmo chocante. O incómodo sentido pelo observador ao olhar de modo tão directo para o sexo que ali se exibe ostensivamente é enorme. Há uma espécie de pudor, de vergonha quase instintiva que se revela em nós ao observá-lo. Mais do que violentar a intimidade do objecto retratado, o artista violenta o público. De resto, Courbet adorava fazê-lo embora nunca tivesse ousado ir tão longe. Porque se atreveu desta vez?
À época, na Academia, os estudantes exercitavam-se desenhando as estátuas clássicas de corpo idealizado. Essas estátuas, Apolos e Afrodites, não eram de modo algum assexuadas mas a representação do sexo era estereotipada, camuflada ou deturpada. Os homens frequentemente tinham uma parra a tapar os órgãos genitais enquanto que nas mulheres nada se via para além da continuidade da pele lisa da barriga. Courbet detestava os académicos e as suas fórmulas - ele que dizia que só podia pintar aquilo que via.
Esta tela surge assim como um manifesto contra o academismo mas também contra a falsidade vigente na Arte e na Sociedade oitocentista. Representa a libertação definitiva do artista de todos os estereótipos! Significativo é o facto da polémica se ficar a dever ao tema e à forma como foi abordado e não às qualidades pictóricas do quadro - se estava bem pintado ou não. A Origem do Mundo foi uma obra inspirada, visionária talvez, um acto estético da maior importância e uma obra de arte de primeira grandeza. A Pintura Moderna talvez tenha começado aqui, com origem no sexo de uma mulher.
Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2008/01/a_origem_do_mun.html#ixzz2MwvHSWtR
Estávamos em 1866 e Courbet era já um pintor conhecido em França pela sua destreza técnica mas sobretudo pela sua atitude crítica e corrosiva em relação à sociedade e moral burguesas, que não perdia ocasião de afrontar. Courbet era um socialista convicto, arrogante e autoconfiante, é preciso dizer. No entanto talvez isso não baste para justificar a obra que realizou nesse ano e que havia de o celebrizar mais do que todas as outras. Ao representar frontalmente as coxas e o sexo de uma mulher, A Origem do Mundo abalou profundamente o meio artístico da época. E não só!
A tela tem um percurso atribulado. Reza a História que um diplomata turco, de nome Khalil-Bey, de passagem por Paris encomendou a Courbet para a sua colecção um quadro, que viria a ser este. Khalil-Bey era um coleccionador de arte erótica e tinha já adquirido ao artista uma pintura denominada O Sono ou Adormecidas, representando duas mulheres nuas deitadas sobre a cama em poses sensuais. Possuía também o famoso O Banho Turco, de Ingres, entre outras obras.
Pouco tempo depois Khalil-Bey viu-se obrigado a vender diversas peças da sua colecção para pagar dívidas de jogo. Escondida debaixo de uma outra tela de aspecto mais pacífico, A Origem do Mundo foi então comprada por um antiquário, passando de mão em mão até ao seu último dono, o célebre psicanalista francês Jacques Lacan. Após a sua morte, a família doou-o ao Museu d'Orsay, onde se encontra presentemente.
O quadro é profundamente perturbador ou mesmo chocante. O incómodo sentido pelo observador ao olhar de modo tão directo para o sexo que ali se exibe ostensivamente é enorme. Há uma espécie de pudor, de vergonha quase instintiva que se revela em nós ao observá-lo. Mais do que violentar a intimidade do objecto retratado, o artista violenta o público. De resto, Courbet adorava fazê-lo embora nunca tivesse ousado ir tão longe. Porque se atreveu desta vez?
À época, na Academia, os estudantes exercitavam-se desenhando as estátuas clássicas de corpo idealizado. Essas estátuas, Apolos e Afrodites, não eram de modo algum assexuadas mas a representação do sexo era estereotipada, camuflada ou deturpada. Os homens frequentemente tinham uma parra a tapar os órgãos genitais enquanto que nas mulheres nada se via para além da continuidade da pele lisa da barriga. Courbet detestava os académicos e as suas fórmulas - ele que dizia que só podia pintar aquilo que via.
Esta tela surge assim como um manifesto contra o academismo mas também contra a falsidade vigente na Arte e na Sociedade oitocentista. Representa a libertação definitiva do artista de todos os estereótipos! Significativo é o facto da polémica se ficar a dever ao tema e à forma como foi abordado e não às qualidades pictóricas do quadro - se estava bem pintado ou não. A Origem do Mundo foi uma obra inspirada, visionária talvez, um acto estético da maior importância e uma obra de arte de primeira grandeza. A Pintura Moderna talvez tenha começado aqui, com origem no sexo de uma mulher.
Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2008/01/a_origem_do_mun.html#ixzz2MwvHSWtR
quinta-feira, 7 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Campanha de Erradicação da Ingenuidade: notícia não é business!
O editorial do Alexandre
Garcia no Bom Dia Brasil desta segunda-feira sobre o “estado” de rodovias
federais no Norte/Nordeste prepara o terreno para os governos Demos/Tucanos
prorrogarem por mais 25 anos os pedágios da Era FHC – os mais caros do mundo –
em troca de pirulitos. Vale comparar: o pedágio Curitiba-Paranaguá (FHC) cobra R$
14,00 para um trecho de 90
quilômetros. Já o pedágio Curitiba-Florianópolis (Lula/Dilma)
cobra apenas R$ 6,00 por 350 quilômetros. As duas estradas estão em iguais
condições de manutenção.
Além das empresas exploradoras
do pedágio mais caro do mundo, a matéria e o editorial podem ter sido
encomendados à imparcial TV Globo pelos governos Demos/Tucanos (por razões
óbvias) e por uma infinidade de prefeitos de cidades cortadas por essas
estradas, que ganham com a arrecadação de impostos pagos pelos proprietários de
veículos e consumidores em geral.
“É mais fácil ir a Marte do
que acabar com uma mamata” (Winston Churchill)
Mundo celebra o Dia Mundial dos Catadores de Recicláveis

Fonte: Aliança Global de Recicladores (http://www.globalrec.org)
O Dia Mundial dos Catadores é comemorado em 1º de Março em memória do massacre na Colômbia, em que 11 trabalhadores foram brutalmente assassinados. Nos últimos 20 anos desde que este trágico evento, catadores / recicladores continuaram lutando por reconhecimento do seu trabalho.
"Não há fronteiras para aqueles que lutam," é o slogan que simboliza a luta dos mais de 15 milhões de pessoas que vivem da reciclagem no mundo - ou seja, cerca de um por cento da humanidade (de acordo com o Banco Mundial ). É com este slogan e da organização dos catadores em mente que nós celebramos o Dia dos Catadores Globais '.
Dada a natureza informal do trabalho, não é possível confiar nos dados exatos sobre o número de mulheres e homens que trabalham como catadores. No entanto, existem cooperativas e associações que se uniram no local, bem como níveis nacionais para ajudar a trazer mais visibilidade à profissão recolher lixo. Durante a última Assembléia Geral de Catadores da América Latina, que teve lugar este ano na Nicarágua, foi decidido que um selecionador de resíduos é definido como "um trabalhador que lida com a recuperação, coleta, transporte, triagem, benefícios, transformação e comercialização de pré- de materiais recicláveis e reutilizáveis, e que ganha a vida desta maneira, sem explorar ninguém ".
É por isso que no Dia dos Catadores Global é altamente promover o reconhecimento da profissão de resíduos e escolher o direito de continuar nesta linha de trabalho, bem como o direito às políticas públicas para melhorar os nossos meios de subsistência.
Em nosso contintente catadores estão envolvidos na América Latina e Caribe da Rede de Catadores (vermelho Lacre) - um movimento que inclui a representação de 18 países. De acordo com Exequiel Estay, o coordenador de comunicação com o Red Lacre ", os desafios agora em um centro de nível mundial em torno do reconhecimento formal por parte dos governos, organizando contra os projetos de incineração e outras falsas soluções para os resíduos, e para lutar contra a expulsão de catadores de resíduos dos aterros e lixões, que são os locais de trabalho de muitos companheiros . "
Esta rede representa e envolve movimentos de trabalhadores que reúnem catadores de resíduos de países latino-americanos. Nossas atividades abrangem uma série de exigências, incluindo as forças de trabalho, o reconhecimento por parte dos governos, o acesso aos benefícios dos trabalhadores, e as demandas mais específicas, como o que ocorreu na Colômbia, quando uma oferta pública ameaçou dar o negócio de reciclagem de companhias privadas, deixando o desperdiçar catadores de Bogotá sem emprego.
20 anos desde o massacre na Colômbia
Em março de 1992, na Universidade Livre de Ottawa (Ottawa University) na Colômbia, 11 corpos foram encontrados. As vítimas haviam sido espancadas e baleadas, todas eram catadores informais, e haviam sido assassinados por funcionários da universidade.
Os catadores foram enganados pelos assassinos para entrar no prédio com a intenção coletar os recicláveis. Uma vez dentro, eles foram espancados e mortos com a finalidade de vender seus corpos para pesquisa e tráfico de órgãos. Um sobrevivente, que fingiu estar morto, contou à polícia sobre o que tinha acontecido.
Em memória do massacre - e em resposta as péssimas condições de trabalho que lutam para melhorar, além do preconceito que enfrentam em muitos níveis da sociedade – foi declarado o dia 01 de março o Dia Mundial dos Catadores. Este dia, foi criada no Primeiro Encontro Internacional de Catadores, que reuniu 34 países na Colômbia em 2008.
Veja as ações pelo Mundo
http://globalrec.org/tag/dia-mundial-del-reciclador/
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Senador Collor mostra corrupção de Roberto Gurgel em licitação pública
PRONUNCIAMENTO
(Do senador Fernando Collor)
No último dia 21, 5ª feira passada, este plenário aprovou requerimento para que o Senado Federal solicite, ao Tribunal de Contas da União, a realização de auditoria ou inspeção para apurar irregularidades e ilegalidades em licitação para aquisição de 1.226 tablets pela Procuradoria Geral da República, chefiada pelo Sr. Roberto Gurgel. Trata-se, como já abordei aqui mesmo desta tribuna, de pregão eletrônico no montante global de quase 3 milhões de reais, visivelmente direcionado a uma determinada marca, a Apple, e que foi realizado no dia 31 de dezembro de 2012, no período da tarde, ou seja, no apagar das luzes de toda a administração pública. E pior, a empresa fornecedora que venceu, coincidentemente uma empresa de Brasília, acabou sendo a que ficou em 6º lugar no certame, e com uma cotação de preço unitário acima do valor de mercado.
O requerimento será agora transformado, oficialmente, num pedido institucional do Senado Federal junto ao Tribunal de Contas da União. Este, o TCU, como órgão auxiliar do Congresso Nacional na fiscalização e no controle externo da administração federal, terá que, regimentalmente, priorizar o pedido desta Casa legislativa.
Lembro ainda, Sr. Presidente, que no dia 18 deste mês, apresentei junto ao Conselho Nacional do Ministério Público, Pedido de Providências com Requerimento de Medida Liminar para que este fato – a licitação de tablets pelo Ministério Público da União – seja apreciado e julgado por aquele colégio. Trata-se de representação que já está sob a relatoria do Conselheiro Alessandro Tramujas que, muito em breve, deve se pronunciar, inicialmente, acerca da medida liminar para suspender todo o processo licitatório, bem como os atos dele derivados, até o julgamento final do caso, de modo a evitar danos irreparáveis ao erário público. Dada a gravidade do caso, as providências já estão sendo tomadas de forma célere por parte do TCU. Tanto que no último dia 18, de acordo com o Ofício nº 46/2013, o Secretário-Geral do Conselho Nacional do Ministério Público, Dr. José Adércio Leite Sampaio, informa que a essa mesma petição que encaminhei ensejou ainda a instauração do Procedimento Administrativo nº 185/2013-85.
O fato, Sr. Presidente, é que a Lei 8.666/93, a Lei de Licitações, é clara ao tratar da questão de compras de bens pela Administração Pública, a começar pelo seu art. 15, nos seguintes dispositivos:
Parágrafo 7º – Nas compras deverão ser observadas, ainda:
Inciso I – a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca.
Já o art. 7º prevê em um de seus parágrafos:
Parágrafo 5º – É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas, características e especificações exclusivas, salvo nos casos em que for tecnicamente justificável ou ainda quando o fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o regime de administração contratada, previsto e discriminado no ato convocatório.
Como se vê, não há como justificar uma aberração desta natureza como foi o pregão eletrônico do Sr. Roberto Gurgel. A lei, o bom senso e a lógica apontam que, para haver a especificação exata, a escolha de um determinado produto no edital da licitação, como foi o caso, tem que haver uma motivação técnica e uma justificativa muito bem embasada pela absoluta necessidade daquele, e somente daquele produto. Ou seja, é preciso provar que aquele determinado produto, daquela marca, é o único que atenderá a real necessidade do órgão licitante. Agora pergunto: que diferenças pode haver em modelos e marcas diferentes de tablets para que um órgão como a Procuradoria Geral da República diga que somente um, exatamente daquela marca, daquele modelo, atenderá plenamente seus usuários? Em que as demais marcas não atenderiam? Seriam as diferenças tão significativas a ponto de inviabilizar as atividades do órgão?
Em suma, Sr. Presidente, é até possível escolher marcas em licitações. Contudo, é uma possibilidade excepcional. O argumento apresentado pelo Ministério Público foi a padronização, com base no inciso I do art. 151 da Lei de Licitações. Mas a padronização não deve ser discricionária, ela não está ao livre arbítrio do administrador. Para definir qual será o padrão, é necessário um procedimento em que se observem os princípios constitucionais que regem a Administração Pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Assim, é de se questionar como a Procuradoria Geral da República definiu que o Ipad, ou seja, o tablet da Apple, seria o seu padrão e, principalmente, por quê? Neste caso, o porquê seria uma ponderação entre o uso que se fará com os tablets e o preço pago por eles, ou seja, a relação custo-benefício. Assim, se os tablets serão usados para acessar a internet e ler arquivos de textos, não há necessidade de serem Ipads. Os tablets com o sistema operacional Android, por exemplo, possuem programas que fazem tudo isso e são bem mais baratos. Por outro lado, se a justificativa da Procuradoria Geral foi a necessidade de se desenvolver um aplicativo específico para os Ipads, a razão é ainda mais fraca, Sr. Presidente. Da mesma maneira que é possível desenvolver aplicativos para Ipad, também é possível desenvolver aplicativos para tablets com Android. O fato é que os equipamentos da Apple são propositalmente caros – é a estratégia comercial da fabricante, ou seja, a adoção de uma ‘grife’ – e representam um luxo difícil de ser justificado. Por isso, alguns especialistas já indicam que a escolha da marca Apple por Roberto Gurgel pode vir a ser inexplicável. Assim, de antemão, alerto para que a auditoria do Tribunal de Contas da União analise detalhadamente, neste caso, as justificativas da escolha de marca. Até porque, Sr. Presidente – e isso é importante frisar –, no livro ‘Orientações e Jurisprudência do TCU’2, o entendimento aponta em outra direção, oposta à adotada pela Procuradoria Geral da República. Se não, vejamos:
“Será admitida a indicação de marca como parâmetro de qualidade para facilitar a descrição do objeto a ser licitado, quando seguida das expressões ‘ou equivalente’, ‘ou similar’ e ‘ou de melhor qualidade’. No caso, o produto deve ser aceito de fato e sem restrições pela Administração. O que a Lei de Licitações veda e os Tribunais de Contas condenam, especialmente o TCU, é a preferência por determinada marca ou indicação sem devida justificativa técnica nos autos.”
E de algumas deliberações do Plenário daquele Tribunal, podemos extrair:
- Acórdão 88/2008: A indicação ou preferência por marca em procedimento licitatório só é admissível se restar comprovado que a alternativa adotada é a mais vantajosa e a única que atende às necessidades do Órgão ou Entidade.
- Acórdão 2300/2007: É ilegal a indicação de marcas, salvo quando devidamente justificada por critérios técnicos ou expressamente indicativa da qualidade do material a ser adquirido, nos termos do §7º do art. 15 da Lei nº 8.666/93 (…) Evidentemente que a imposição de determinada marca nas aquisições promovidas pela Administração deve estar sempre acompanhada de sólidas razões técnicas. Modo contrário, e nos termos da Lei de Licitações, estará representando direcionamento irregular da licitação e limitação não razoável do universo de fornecedores.”
- Acórdão 1034/2007: Observe com rigor, em todos os processos licitatórios, as normas pertinentes e que, ao especificar produtos, faça-o de forma completa, porém sem indicar marca, modelo, fabricante ou características que individualizem um produto particular.
Francamente, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, telespectadores da TV Senado, ouvintes da Rádio Senado, francamente, alguém acredita haver uma razão convincente, tecnicamente justificável para a Procuradoria-Geral da República optar por somente um tipo de tablet? Aqui mesmo no Senado, adotamos um modelo de marca diferente – o Galaxy Tab da Samsung –, e que nos atende perfeitamente. Por que então o Procurador-Geral só pode usar o modelo da Apple? E aqui vale registrar que o processo de aquisição de tablets pelo Senado se deu exatamente em busca da melhor relação custo-benefício, sem qualquer direcionamento para este ou aquele modelo, ou para esta ou aquela marca. Até porque, Sr. Presidente – e esse é um aspecto a se considerar – se de fato existia uma motivação técnica que realmente justificasse a aquisição apenas do modelo da Apple, e se isso estaria dentro da lei ou da jurisprudência, por que então o edital do Ministério Público não foi diretamente ao ponto e não especificou logo o tablet tal, modelo tal, da marca tal? Isso é possível, basta evidenciar, no começo do edital, a especificação exata na descrição do objeto. Não seria o correto? Mas não, o que a Procuradoria Geral fez foi tentar direcionar de forma escamoteada, como sempre faz seu chefe, para uma determinada marca, e com o visível intento de não chamar a atenção. E para tanto, além de realizar o pregão no último dia do ano, usou de subterfúgios nos anexos de especificação técnica do edital, adotando termos e detalhes do tipo Processador A5X, Conexão Porta 30 pinos e até o nome Ipad, com geração não especificada. Tudo para vencer a proposta que contemplasse somente o modelo que queria. E o pior de tudo, a um custo unitário – 2.398 reais – acima do valor de mercado. Ora, como pode? Que vantagem teve aquele órgão ao licitar a compra de 1.226 tablets e pagar, por cada um, um preço superior àquele pago por uma pessoa comum que compra apenas um equipamento? Segundo alguns especialistas, esta licitação do Sr. Roberto Gurgel, sem direcionamento, poderia ter saído por aproximadamente a metade do preço, ou seja, uma economia de quase um milhão e meio de reais.
Além disso, há fortes suspeitas de várias outras irregularidades cometidas durante o pregão eletrônico. Por enquanto, como exemplo, cito apenas a questão do tempo concedido para que os licitantes enviassem suas propostas. O modelo do edital utilizado pelo Ministério Público não contempla esse prazo, deixando-o a critério do pregoeiro. Isso é uma falha grave porque pode gerar tratamento diferenciado para favorecer algum licitante, violando assim o princípio da isonomia, o que não é permitido. E, de fato, foi o que ocorreu no certame dos Ipads. O pregoeiro concedeu tempos diferentes para os diversos licitantes: enquanto um teve por volta de uma hora, outros licitantes tiveram tempos menores que variaram entre 20 e 40 minutos. E tanto foi assim que isso foi alvo de recurso por parte de uma empresa concorrente. O recurso foi rejeitado pelo próprio pregoeiro, o que é, pela lei, um procedimento excepcional. Além do mais, na recusa do recurso, alegou o pregoeiro:
“Segundo a área técnica da STI/PGR, a marca e o modelo adotado atendem as exigências editalícias. Quanto à questão do tempo para envio dos documentos solicitados, o prazo eventualmente menor para outros licitantes deveu-se à proximidade do fim do expediente na Instituição, bem como a proximidade do fim do exercício financeiro. Ademais, o prazo é estipulado pelo pregoeiro, conforme subitem 11.1 do edital”
Ora, o motivo da recusa não tem fundamento porque o fim do expediente não pode ser utilizado como desculpa. A sessão pode perfeitamente ser suspensa e continuar em outra data. E como a licitação era para registro de preços, o fim do exercício financeiro também não pode ser alegado. Isso porque, no registro de preços, não há necessidade de se indicar previamente os recursos orçamentários. Ademais, o dispositivo do edital invocado pelo pregoeiro refere-se a um prazo para enviar a documentação física, ou seja, em papel, o que não era aplicável ao caso. Como se diz, Sr. Presidente, é tudo muito estranho…
A verdade é que se esse processo tivesse ocorrido em qualquer outro órgão ou entidade pública, tenho certeza que o Ministério Público estaria agindo, ameaçando, denunciando e impondo o sofrimento que costuma submeter a todos os gestores públicos. Imaginem se fosse aqui no Senado? O que não estaria o Procurador-Geral fazendo em relação à Comissão Diretora? O fato é que, exatamente no Ministério Público – instituição defensora da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis –, não poderia acontecer uma ilegalidade dessa ordem. Exatamente pelos predicados morais e profissionais que deve ter o chefe daquele órgão, é que não se podem admitir licitações direcionadas como essa promovida pelo Sr. Roberto Gurgel. Mais do que qualquer outro instituto, ao Ministério Público, ao contrário do dito histórico, não basta PARECER honesto; tem que SER honesto.
Aliás, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, à medida que o tempo avança, os fatos aparecem, reaparecem, e só vêm confirmar tudo que venho dizendo há mais de 9 meses, pois a verdade, tenham certeza, está comigo. Não por acaso, chegou ao meu conhecimento, um novo-velho fato que comprova que o Sr. Roberto Gurgel não é um mero primário quando se trata de licitação envolvendo a informática. Ao que tudo indica, este é um dos ramos de sua predileção, afora os já conhecidos, como a chantagem, a ameaça, o vazamento de documentos sigilosos, a prevaricação, o ilícito e a improbidade administrativa, além do crime de responsabilidade. Pois bem, em 2006, o Sr. Roberto Gurgel, como então Vice-Procurador-Geral, trabalhava como responsável pela condução da área administrativa da Procuradoria Geral da República. Nessa mesma época iniciou-se no órgão uma espécie de esparramo interno que foi, como se diz, “abafado a tempo”. Por coincidência, tratava-se de um processo licitatório para aquisição de software, denominado ASI/WEB, adquirido da empresa LinkData. Há fortes indícios de que a empresa vencedora foi favorecida para atender interesse do então secretário de administração da Procuradoria Geral, amigo pessoal do Sr. Roberto Gurgel. Tenho o seu nome, mas, por enquanto, não é o caso de falar. Segundo informações, o software nunca funcionou adequadamente, foi implantado parcialmente e seu processo de aquisição teve aditivos até hoje inexplicáveis, em que pese o parecer contrário do setor de informática do órgão. Aliás, por acaso, este mesmo parecer sumiu, desapareceu dos autos do processo. Não bastasse, houve suposto sobrepreço na compra, com cotação muito acima do valor de mercado. Como se vê, Sr. Presidente, trata-se de mais um caso que necessita de uma investigação séria e profunda, e para o qual o Sr. Roberto Gurgel deve explicações, mais uma vez.
Por tudo isso, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, eu digo que a palavra agora está com o Tribunal de Contas da União. Não adianta o Sr. Roberto Gurgel vir a público falar bobagens, antecipar-se às conclusões e justificar-se antes da hora. Até mesmo antes do posicionamento e da decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, ele tem que calar a boca, silenciar-se, ele e sua trupe corporativista de azêmolas. Agora é o Senado Federal quem quer saber de tudo, Sr. Roberto Gurgel! Por isso, cale a boca! e espere o TCU dar a palavra final, pois somente ele é o órgão capaz de, técnica e juridicamente, dizer se o senhor prevaricou mais uma vez ou não. Se o senhor agiu com improbidade administrativa ou não, se cometeu mais um ilícito para acrescentar ao seu portfólio criminoso. E mais: aqui no Senado, julgaremos se o senhor, finalmente, cometeu ou não crimes – eu digo crimeS – de responsabilidade.
E não adianta mais, Sr. Presidente, o Procurador-Geral continuar engabelando-se, esgueirando-se numa esquina, pois já é sabedor de todos nós como ele se comporta: esquiva-se para não prestar informações, ausenta-se para não esclarecer, age de todas as formas para não ser investigado. Assim foi na CPMI, em que, mesmo antes de ser convidado a prestar depoimento sobre seu trabalho à frente das operações Vegas e Monte Carlo, simplesmente se antecipou e disse que não viria. Restringiu-se a responder um ofício, por meio do qual, diga-se, mentiu escancaradamente. Ou seja, ele desdenha do Congresso Nacional. Essa é a palavra, Sr. Presidente: desdém. É o que faz o Sr. Roberto Gurgel em relação ao Parlamento, às instituições democráticas. Tanto que a mesma atitude se deu na CCAI: convidado a participar de audiência pública, simplesmente recusou-se, desmarcou em cima da hora, apesar de sua assessoria, aqui no Congresso, ter nos procurado várias vezes para marcar dia e hora de seu comparecimento.
Em suma, com essa postura manquitola, com essas atitudes dissimuladas, aliadas ao seu rastejante modus operandi na condução do Ministério Público da União, o Sr. Roberto Gurgel, ele mesmo, inconscientemente se declara culpado. E aqui volto a perguntar: por que o Procurador-Geral não pode ser investigado? Por acaso ele está acima da lei e dos homens, acima do bem e do mal? Que contaminação é essa que leva alguns integrantes do Ministério Público a se considerarem intocáveis, inatingíveis, inquestionáveis? Será que o excesso de poder não está levando a um excesso de prepotência por parte de alguns setores do Ministério Público? Afinal, em que República nós estamos, e quais são, de fato, os poderes constituídos dessa República? Quem são os eleitos, os verdadeiros e legítimos representantes da população? Por isso, o Senado Federal não pode se rebaixar, não pode se submeter muito menos temer o Ministério Público. Se nós Senadores formos passivos, coniventes ou omissos com os desmandos cometidos pelo Sr. Roberto Gurgel, estaremos também incorrendo ou aderindo aos seus intentos criminosos, e com isso, estaremos nos tornando co-autores deles, como reza o Código Penal.
Enfim, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, o fato é que o Ministério Público de hoje, sob a direção do Sr. Roberto Gurgel, tornou-se um autêntico vespeiro e o qual ninguém, até hoje, teve coragem de questionar, de fiscalizar, de investigar e menos ainda de julgar. Mas isso vai acabar, Sr. Presidente. Era o que tinha a dizer.
Sala das Sessões, em 26 de fevereiro de 2013.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Casal faz sexo na praia de Rio das Ostras, sob aplausos
Quem nunca deu uma trepada dentro dágua que atire a primeira pedra! KKKKKKK
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O conhecimento é o único bem que nos torna ricos de fato!
Estude de maneira inteligente e produtiva com a Fundação Salman Khan. Os vídeos estão disponíveis no site da Khan Academy: http://www.youtube.com/khanacademyportugues
21 de janeiro de 2013
A visita de Khan ao Brasil e o que vem por aí
Khan em palestra no MEC. Foto: Pedro França
A vinda de Salman Khan ao Brasil na semana passada, a convite da Fundação Lemann, trouxe boas notícias para a educação brasileira. A visita começou em Brasília, no dia 16, com um encontro entre a Presidente Dilma Rousseff, o Ministro da Educação Aloizio Mercadante, o presidente da Fundação Lemann, Jorge Paulo Lemann, e Salman Khan. Dessa conversa saiu a primeira novidade: uma parceria com a Fundação Lemann e o MEC permitirá a distribuição das vídeo aulas da Khan Academy em português nos quase 400 mil tablets que serão entregues pelo ministério aos professores em 2013. Os vídeos também estarão disponíveis no Portal do Professor – uma página do Ministério da Educação com conteúdo para os docentes – e na TV Escola.
Khan ficou impressionado com o interesse do governo e da sociedade brasileira em melhorar a qualidade da educação. Em entrevista para o Blog do Planalto, frisou a importância da internacionalização do conteúdo da plataforma que criou, em especial, a tradução para o português.
Outra notícia divulgada com a vinda de Salman Khan ao Brasil foi a parceria global entre a Khan Academy e a Fundação Lemann. Hoje, a equipe da Fundação no Brasil já traduz os vídeos para o português e leva o projeto para escolas públicas de São Paulo, trabalho que irá continuar – e crescer – em 2013. A parceria é uma nova frente estratégica por meio da qual a Fundação investe na Khan Academy nos EUA visando estimular a internacionalização do conteúdo e da plataforma de exercícios e relatórios, com prioridade para o português. A ideia é que não só os vídeos e as ferramentas estejam acessíveis aos alunos brasileiros, mas que se acelere o intercâmbio de novas tecnologias e metodologias inovadoras produzidas pela equipe da Califórnia para uso nas nossas escolas.
A visita de Khan rendeu ainda uma palestra em São Paulo com transmissão online (cuja a íntegra você assiste aqui). Entre os convidados que puderam assistir ao vivo a apresentação de Khan estavam gestores – a exemplo da Secretária de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro, Claudia Costin – empreendedores em educação, como o criador do QMágico, e jornalistas de todo o país. No mesmo dia, foi lançado o livro e ebook de Salman Khan em português, “Um Mundo, Uma Escola”, pela editora Instrínseca.
A repercussão do evento valeu não só para divulgar e ampliar o acesso ao material da Khan Academy em português, traduzido pela Fundação Lemann e disponível gratuitamente na internet, mas para promover o debate sobre novas metodologias didáticas e tecnologia nas escolas. Para ver as principais reportagens e entrevistas que repercutiram a vinda de Khan ao Brasil clique aqui.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
O Governo da presidente Dilma está precisando de um “mensalão”
Zé Ribeiro Jr, para o The Vila Biscaia Post
Expressando
o senso comum, me pergunto se não teria sido para uma situação como a atual que
o governo injetou tanto dinheiro subsidiado na indústria do Etanol? Se o litro
do Etanol estivesse em torno de R$ 1,40 / R$ 1,50 (que é o máximo que vale, com
impostos e margem dos revendedores já incluídos), a Petrobras poderia corrigir o preço da gasolina
com a paridade do dólar, já que se trata de uma commoditie, sem nenhum efeito
psicológico sobre os preços em
geral. Se o alto subsídio dado aos usineiros do álcool de
cana não teve finalidade estratégica para o país, então qual foi a finalidade? Tornar os
usineiros paulistas ainda mais milionários para que banquem as campanhas de
políticos do DEMO/PSDB, como sempre fizeram?
Governos ingênuos ou pusilânimes são piores do que governos corruptos, porque desmoralizam a honradez e abrem espaço para o retorno triunfal dos corruptos de resultados (lembrando que o probo mas incompetente prefeito Saturnino Braga entrou para a história do Rio de Janeiro como aquele que desmoralizou a honestidade).
Outra coisa que o senso comum não engole: quem de fato está colocando no bolso os ganhos da redução da taxa Selic (parte é o governo, mas o governo somos todos) e dos juros bancários para operações de capital de giro e financiamento de médio e longo prazos? A indústria, o comércio, os serviços estão se apropriando desse valor, sem o mínimo repasse aos preços finais. E agora vão aumentar esses ganhos, sem nenhum retorno aos pagadores de impostos (pessoas jurídicas são meramente repassadoras de impostos cobrados dos consumidores), com a redução da energia elétrica.
Parece que o governo da presidente Dilma Rousseff está precisando sofrer uma chacoalhada, como ocorreu com o governo Lula em 2004/2005, para despertar e agir. Não fosse o "mensalão" ter tirado o governo Lula da sua zona de conforto e talvez o "nuncadantes" tivesse repetido o "fracasso medíocre" que foi a segunda administração de FHC. Dilma tem que decidir entre os que querem mudar o país (sem jogar a criança fora com a água do banho) e aqueles que apenas querem mudar de classe social.
Em resumo, isso tudo é senso comum, apenas. Mas não dá pra esquecer que foi o senso comum de Lula que fez do tsunami uma marolinha em 2008.
Salve essa eterna adolescência, tio Nécio!
| Ao volante, Zé Ribeiro já pensa que é gente |
A pequena Mesquita era o Rio de Janeiro todo e os nossos tios, os melhores do Mundo! Os dias eram todos de sol e calor e começavam com o pular da rede e correr para olhar os ninhos dos marrecos. Depois era tomar banho frio e se lavar com sabão de côco, andar de calção e sem camisa o dia inteiro, comer carambola no pé sentindo o aroma do jasmim trepadeira que se agarrava à caixa dágua, embrulhar balas pras visitas, andar feitos moscas atrás do tio Nécio enquanto ele mexia na motocicleta, se apaixonar pela Ana da Zita e a Aninha da tia Izinha, sair de bicicleta ou a pé com o tio Werty mexendo com todas as meninas que encontrávamos pelo caminho, comprar Cola-Cola Família no Marreta, enfrentar o mega-prato de comida feito pela tia Nícia, passar horas na escrivaninha lendo as maravilhosas histórias das Seleções do Readers Digest e dos livros do vovô, entrar na Fila da Cana, brincar com o “Mequibrás” de Marcos e Marcio e ansiar pela vitamina de abacate da tia Nícia na hora do lanche, assistir na TV preto e branco o programa do Daniel Azulay e os desenhos animados do Pepe Legal, Pica-Pau, Dom Pixote, Zé Colméia..., ouvir as broncas do tio Graúdo por não conseguir dormir com tanto barulho de crianças (quando você estiver dormindo eu vou me lembrar de você!), fuçar a cozinha à tarde atrás de uma rapa de bolo que a dona Ottília estava fazendo, levar o banquinho vermelho para seu Borges descansar os pés durante a Voz do Brasil, ficar ouvindo a conversa dos pais, tios e avós ao redor da mesa da copa depois da janta e, quando o sono chegasse, deitar na rede e ficar olhando a dança das luzes dos faróis dos carros da Emílio Guadagny no teto da escrivaninha.
Monteiro Lobato não teria imaginado uma infância tão boa e divertida!
Valeu!, tio Nécio, por ter tornado a nossa infância uma festa inesquecível! Sim, porque nada poderá tirar de nenhum de nós aqueles dias em que Mesquita era o nosso mundo e os nossos tios, primos, pais e avós, os melhores amigos.
(Em memória de seu Borges, dona Ottília, seu Campelo, tio Werty, tio Brevício, tia Nícia, tia Lili, Wagner e tia Tili. E festejando a presença viva de dona Ecéa, tio Nécio, tio Graudo, tia Telma, tia Elda, tio Clélio e dos primos, primas, sobrinhos, sobrinhas, filhos, companheiras e companheiros dessa jornada que segue e que vai ter continuidade do outro lado).
Zé Ribeiro Jr.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
A Delicadeza de Socorro Lira, Paraíba Mulher Doce
A cantora paraibana Socorro Lira
fala sobre a pesquisa que fez da obra de Zé do Norte, e canta músicas
como ''Sodade, meu bem, sodade'' e ''Meu Pião''. Ela lembra das
histórias do sertão que ouvia quando era criança. Fala de Dona Zefa, uma
senhora sanfoneira da Paraíba que tocava chorinho. Socorro que também é
escritora e comenta o livro que escreveu, além de declamar um de seus
poemas. A cantora lembra de quando assistiu TV pela primeira vez e que
ouvia muito Clara Nunes e Clemilda. (05/12/2012)
Repertório:
Sodade, Meu Bem, Sodade (Zé do Norte)
Mulher Rendeira (Zé do Norte)
Lua Bonita (Lua Bonita)
Martelo de Duas Pancadas (Socorro Lira)
Eu Proponho - (Socorro Lira)
Das Coisas Que o Tempo Contou (Socorro Lira)
Cantar e Sorrir (Socorro Lira / Rogaciano Leite)
Pedra de Amolar (Zé Marcolino)
Delicado - Delicadeza nº 1 (Socorro Lira)
Meu Pião (Zé do Norte)
Repertório:
Sodade, Meu Bem, Sodade (Zé do Norte)
Mulher Rendeira (Zé do Norte)
Lua Bonita (Lua Bonita)
Martelo de Duas Pancadas (Socorro Lira)
Eu Proponho - (Socorro Lira)
Das Coisas Que o Tempo Contou (Socorro Lira)
Cantar e Sorrir (Socorro Lira / Rogaciano Leite)
Pedra de Amolar (Zé Marcolino)
Delicado - Delicadeza nº 1 (Socorro Lira)
Meu Pião (Zé do Norte)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Homens que determinaram os rumos dos Séculos XX e XXI
Depois estar com Raúl Castro pela manhã, à tarde o ex-presidente Lula se encontrou com o líder Fidel Castro, em Cuba. Lula aproveitou para visitar o presidente venezuelano Hugo Chàvez, que se restabelece na capital Havana de uma cirurgia para extirpar um tumor cancerígeno que tenta fazer com o líder bolivariano o que as multinacionais predatórias norte-americanas não conseguiram fazer. O ex-presidente brasileiro levou de presente a Chàvez um CD de um grupo de vanerão que proclama o mantra gauchesco: "não tá morto quem peleia!" Chavez e Fidel Castro que o digam!
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Foi assim que o Ronaldo Fenômeno se deu mal ...
Hoje notei que na aba do Facebook, à nossa direita, tem uma foto de uma
mulherzinha muito bonitinha e ao lado da foto uma proposta curiosa:
"Conheça mães solteiras na sua área hoje à noite. Inscreva-se Be2!”
Movido por um elevado espírito paternal, que não resiste a um apelo maternal, cliquei e vi se abrir uma página com uma dezena de fotinhos de outras belezinhas e um texto curioso:
“Temos apenas 345.000 pessoas inscritas em nosso programa para atender homens solteiros bem sucedidos. É possível que você encontre o perfil de alguém que você conheça. É possível que você se depare com um simpático secretário que trabalha com você. Muitos deles desejam encontrar uma homem fiel e amorosa.”
"Uma homem fiel e amorosa???" Tratei de sair no galeto!; não sou jogador de futebol, porra!
Movido por um elevado espírito paternal, que não resiste a um apelo maternal, cliquei e vi se abrir uma página com uma dezena de fotinhos de outras belezinhas e um texto curioso:
“Temos apenas 345.000 pessoas inscritas em nosso programa para atender homens solteiros bem sucedidos. É possível que você encontre o perfil de alguém que você conheça. É possível que você se depare com um simpático secretário que trabalha com você. Muitos deles desejam encontrar uma homem fiel e amorosa.”
"Uma homem fiel e amorosa???" Tratei de sair no galeto!; não sou jogador de futebol, porra!
Foi assim que o japonês da Yoki se deu mal ...
Curioso com as propagandas exibidas na aba do Facebook fui atraído
pela foto de uma mulherzinha, muito bonitinha, que me fitava com um
apelo irresistível: “Procurando homem maduro ...” (não que eu seja, mas
me aguçou a curiosidade...)
Mais um clique e apareceu uma gatinha com óculos de secretária ilustrando a oferta do serviço, que promete muita saliência - como diziam nossos avós:
“Prepare-se para conhecer uma gostosa de (nome da cidade) a cada dia ...” (caramba, tomara que não seja ninguém da família ou gente conhecida ...)
A propaganda que vinha na sequência era um primor de ratoeira. Constatem:
“Nós temos mais de 100.000 mulheres em nosso site, que estão interessadas APENAS em conhecer homens com 40 anos ou mais ... (preferencialmente os de 80 anos e que tenham uma aposentadoria do Poder Judiciário, imagino eu)”
Foi assim que aquele japonês saidinho perdeu a cabeça..., depois o tronco, depois os membros.
Mais um clique e apareceu uma gatinha com óculos de secretária ilustrando a oferta do serviço, que promete muita saliência - como diziam nossos avós:
“Prepare-se para conhecer uma gostosa de (nome da cidade) a cada dia ...” (caramba, tomara que não seja ninguém da família ou gente conhecida ...)
A propaganda que vinha na sequência era um primor de ratoeira. Constatem:
“Nós temos mais de 100.000 mulheres em nosso site, que estão interessadas APENAS em conhecer homens com 40 anos ou mais ... (preferencialmente os de 80 anos e que tenham uma aposentadoria do Poder Judiciário, imagino eu)”
Foi assim que aquele japonês saidinho perdeu a cabeça..., depois o tronco, depois os membros.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
As mulheres de Rod Stewart dão um show à parte
I Don't Want To Talk About It
Rod Stewart
I can tell by your eyes
That you've probably been crying forever
And the stars in the sky don't mean nothing
To you, they're a mirror.
I don't wanna talk about it
How you've broke my heart
If I stay here just a little bit longer
If I stay, won't you listen to my heart?
Oh, my heart...
If I stand all alone
Will the shadows hide the colors of my heart?
Blue for the tears, black for the night's fears
The stars in the sky don't mean nothing to you
They're a mirror.
I don't wanna talk about it, how you've broke my heart.
But if I stay here just a little bit longer,
If I stay here, won't you listen to my heart?
Oh, my heart...
E-Farsas decifra o "enigma da China" e mostra que teletransporte é fraude
Câmera de segurança flagra teletransporte na China!
Vídeo mostra um motociclista sendo salvo de um acidente em uma encruzilhada graças a alguém que o teletransporta para um lugar seguro! Será?
O filme apareceu na web na segunda semana de setembro de 2012 e as várias versões postadas no Youtube alcançaram centenas de milhares de visualizações em poucas horas!
Vídeo mostra o que parece ser um teletransporte! Verdadeiro ou farsa?
Vídeo mostra o que parece ser um teletransporte! Verdadeiro ou farsa?
De acordo com o texto que o acompanha, um motoqueiro (que parece estar pilotando uma bicicleta) teria sido salvo de um grave acidente em um cruzamento graças à ação de uma pessoa, que – ao que parece – consegue teletransportar a futura vítima para um local fora de perigo.
Verdadeiro ou farsa?
Assista ao vídeo e veja mais abaixo o que descobrimos:
Sem dúvida, o vídeo é excelente! Mas antes de entregarmos o jogo, vamos analisar juntos algumas coisinhas:
Luzes e sombras
A primeira coisa a verificar são as luzes e sombras. A maioria das montagens pode ser “denunciada” por falhas nesses detalhes. Quem trabalha com edição de vídeo (digital ou não) sabe que a iluminação ajuda muito no trabalho final, mas também pode arruinar por completo um trabalho se for malfeito.
Separamos abaixo dois trechos do filme onde as luzes e sombras não se comportam como deveriam.
Quando o caminhão se aproxima da “ex-futura” vítima, podemos ver que as sombras dos personagens aparecem por cima das luzes do farol do veículo:
Note também que as sombras dos postes não reagem às luzes do “teletransporte”! Elas continuam inalteradas:
Portanto, chegamos à seguinte conclusão: As luzes foram inseridas posteriormente à gravação. Foi tudo inserido digitalmente.
No caso dos faróis do caminhão, que passam “por baixo” das sombras do ciclista e de seu salvador, fica óbvio que ambos foram colocados ali depois. Outra montagem!
O logotipo e a personagem
Outro detalhe importante que devemos notar é o logotipo que aparece (meio escondido) no centro do vídeo. Na imagem abaixo, pegamos o desenho que surge no chão e, com uma pequena rotação, podemos notar que é o mesmo que reaparece no final do filme:
Logotipo aparece no meio do vídeo! (Montagem sobre vídeo do Youtube – Análise E-farsas)
Também há o fato da personagem aparecer em cena com as mãos brilhando, evidenciando aí algum superpoder (não que o fato de se teletransportar não seja um baita superpoder). O motorista do caminhão quase nem a nota, passando ao seu lado!
Fica claro, então, que se trata de uma campanha de marketing, de uma propaganda para algum produto, serviço, filme ou sei lá o quê!
Uma breve busca pelo logotipo nos leva ao site chinês x.wanmei.com, criado para promover o lançamento do jogo Zhu Xian 2. Ao que parece, uma das heroínas do jogo é a Menina Dragão (ou algo parecido, em chinês traduzido pelo Google) que possui vários poderes – inclusive o teletransporte.
No site WanMei podemos ver outros vídeos onde a moça mostra seus “dons”.
Personagem engajada
Enquanto os chineses tentam descobrir a identidade da garota por trás da personagem misteriosa, a Menina Dragão dá suas voltas pelas ruas da China e se envolve em causas sociais, visitando hospitais e orfanatos. Conforme mostrado em vários artigos chineses, parece que a personagem é bem popular por lá!
Personagem parece ser famosa na China!
Conclusão
O vídeo é falso! Faz parte de uma campanha de marketing para divulgar um novo jogo.
Read more: http://www.e-farsas.com/camera-de-seguranca-flagra-teletransporte-na-china.html#ixzz2J7nVpdq2
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Procissão ou Jesus no Xadrez
Cordel Do Fogo Encantado
No tempo em que as estradas eram poucas no sertão
Tangerinos e boiadas cruzavam a região entre volante e cangaço
Quando a lei era do braço do jagunço pau mandando do coronel invasor
Dava-se no interior esse caso inusitado:
Quando Palmera das Antas pertencia ao capitão Justino Bento da Cruz
Nunca faltou diversão, vaquejada, canturia, procissão e romaria
sexta-feira da Paixão
Na quinta-feira maior Dona Maria das Dores no salão paroquial
Reunia os moradores depois de uma preleção ao lado do capitão
Escalava a seleção de atrizes e atores
Todo ano era um Jesus, um Caífaz e um Pilatos
Só nao mudavam a cruz, o verduguo e os mal-tratos
O Cristo daquele ano foi o Quincas Beija-Flor
Caífaz foi Cipriano
Pilatos foi Nicanor
Duas cordas paralelas separava a multidão
Pra que pudessem entre elas caminhar a procissão
Quincas conduzindo a cruz
Foi e num foi advertia, um cinturião pervesso que com força lhe batia
Era pra bater manero, Bastião não entendia
Devido um grande pifão que tomou naquele dia do vinho que o capelão guardava na sacristia.
Cristo dizia: "ô rapaz, ve se bate devagar, já to todo encalombado assim não vou aguentar, ta com a gota pra duer, ou tu para de bater ou a gente vai brigar. Jogo ja essa cruz fora, to ficando aperriado, vou morrer antes da hora de ficar crucificado"
O pior é que o malvado fingia que não ouvia e além de bater com força ainda se divertia, espiava pra Jesus, fazia pouco e dizia:
"que Cristo froxo é você que chora na procissão? Jesus pelo que se sabe num era mole assim não. Eu to batendo com pena, tu vai ver o que é bom, na subida da ladeira da venda de fenelon o couro vai ser dobrado até chegar no mercado da cuica mudotor"
Naquele momento ouviu-se um grito na multidao: era Quincas que com raiva sacudiu a cruz no chão e partiu feito um maluco pra cima de Bastião.
Se travaram num tabefe, pontapé e cabeçada
Madalena levou queda
Pilatos levou pancada
Deram um cacete em Caífaz que até hoje não faz nem sente gosto de nada
Dismancharam a procissão, o cacete foi pesado
São Tomé levou um tranco que ficou desacordado
Acertaram um cocorote na careca de Timotéo que inté hoje é aluado
Inté mesmo São José que não é de confusão, na ânsia de defender o seu filho de criação aproveitou a garapa pra dar um monte de tapa na cara do bom ladrão.
A briga só terminou quando o doutor delegado interviu e separou cada santo pro seu lado. Desde que o mundo se fez, foi essa a primeira vez que Jesus foi pro xadrez mas não foi crucificado.
No tempo em que as estradas eram poucas no sertão
Tangerinos e boiadas cruzavam a região entre volante e cangaço
Quando a lei era do braço do jagunço pau mandando do coronel invasor
Dava-se no interior esse caso inusitado:
Quando Palmera das Antas pertencia ao capitão Justino Bento da Cruz
Nunca faltou diversão, vaquejada, canturia, procissão e romaria
sexta-feira da Paixão
Na quinta-feira maior Dona Maria das Dores no salão paroquial
Reunia os moradores depois de uma preleção ao lado do capitão
Escalava a seleção de atrizes e atores
Todo ano era um Jesus, um Caífaz e um Pilatos
Só nao mudavam a cruz, o verduguo e os mal-tratos
O Cristo daquele ano foi o Quincas Beija-Flor
Caífaz foi Cipriano
Pilatos foi Nicanor
Duas cordas paralelas separava a multidão
Pra que pudessem entre elas caminhar a procissão
Quincas conduzindo a cruz
Foi e num foi advertia, um cinturião pervesso que com força lhe batia
Era pra bater manero, Bastião não entendia
Devido um grande pifão que tomou naquele dia do vinho que o capelão guardava na sacristia.
Cristo dizia: "ô rapaz, ve se bate devagar, já to todo encalombado assim não vou aguentar, ta com a gota pra duer, ou tu para de bater ou a gente vai brigar. Jogo ja essa cruz fora, to ficando aperriado, vou morrer antes da hora de ficar crucificado"
O pior é que o malvado fingia que não ouvia e além de bater com força ainda se divertia, espiava pra Jesus, fazia pouco e dizia:
"que Cristo froxo é você que chora na procissão? Jesus pelo que se sabe num era mole assim não. Eu to batendo com pena, tu vai ver o que é bom, na subida da ladeira da venda de fenelon o couro vai ser dobrado até chegar no mercado da cuica mudotor"
Naquele momento ouviu-se um grito na multidao: era Quincas que com raiva sacudiu a cruz no chão e partiu feito um maluco pra cima de Bastião.
Se travaram num tabefe, pontapé e cabeçada
Madalena levou queda
Pilatos levou pancada
Deram um cacete em Caífaz que até hoje não faz nem sente gosto de nada
Dismancharam a procissão, o cacete foi pesado
São Tomé levou um tranco que ficou desacordado
Acertaram um cocorote na careca de Timotéo que inté hoje é aluado
Inté mesmo São José que não é de confusão, na ânsia de defender o seu filho de criação aproveitou a garapa pra dar um monte de tapa na cara do bom ladrão.
A briga só terminou quando o doutor delegado interviu e separou cada santo pro seu lado. Desde que o mundo se fez, foi essa a primeira vez que Jesus foi pro xadrez mas não foi crucificado.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Globalização não é só de mercados e capitais, mas fundamentalmente de conhecimento
Zé Ribeiro Jr. para o The Vila Biscaia Post
Salman Khan é um Educador de verdade, não daqueles professores de Matemática que todos conhecem que não sabem nem para eles ou quando sabem possuem a didática de uma bota velha (respeitadas as honrosas exceções). O homem é hindu norte-americano, formado em uma das melhores academias dos Estados Unidos, o Instituto Tecnológico de Massachusetts, e criou um método de ensino revolucionário. Diferente dos atrasados que "sentam em cima" do conhecimento na esperança de que entre por sua bunda a dentro, o mestre hindu quer partilhá-lo com o mundo (não o rabo, mas o Conhecimento). Para tanto gravou aulas em vídeo, sobre diversos temas do conhecimento humano, e as postou na sua página na Web. No Brasil, o capitalista João Paulo Lemann, que ganha muito dinheiro com a embriaguês dos consumidores de cerveja da Ambev, patrocinou a tradução das aulas para o português e postou-as na página de sua fundação. Não vai ganhar o céu por isso, mas pelo menos não vai compartilhar o mesmo inferno com os capitalistas pré-Revolução Industrial que produzem Etanol no Brasil às custas do dinheiro público para vender como commodity. O Brasil dos presidentes Lula e Dilma vive uma fase de transformação para melhor, que irá colocar o País não apenas entre os grandes do Mundo, mas na sua liderança. Os chorões, os bunda-moles, os que acham que o Estado lhes deve dar um emprego público por repetirem as ideias de terceiros (os grandes sábios da Humanidade) sem gerar nenhuma nova, os que só se alegram com a derrota dos outros, estes já têm "o dia ganho" e podem prosseguir suas vidinhas mais ou menos no rumo certo da morte. Os demais, mãos à obra, porque a tarefa de adquirir, transmitir e produzir Conhecimento é ardua, mas daquelas que valem a pena. As tecnologias das comunicações colocaram o Conhecimento ao acesso de todos, apesar da incompetência da TIM, OI, Vivo, Claro etc em operá-las com eficiência. Portanto, acessem as aulas na página da Fundação João Paulo Lemann (http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/), conheçam a página do Salman Khan (https://www.khanacademy.org/), adquiram o livro do mestre hindu (Um Mundo, Uma Escola. A Educação Reinventada). A obra custa apenas R$ 23 - bem menos do que se gasta em uma noitada de cerveja Skol com os amigos (aí, JP Lemann, citei tua marca de graça, neste Blog super frequentado!) Prometo em breve postar aqui uma resenha do livro, tão logo o tenha digerido, no sentido figurado da palavra.
Os mortos e os "vivaldinos" no Poder
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| Na época de FHC mandavam os "vivaldinos" |
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Flagrante na Corte
No flagrante captado pela sensibilidade de Jean-Baptiste Debret, o serviçal Joaquim Barbosinha segura o guarda-sol para resguardar a realização da necessidade fisiológica nº 1 de nobre mandatário do Instituto Millenium.
Ontem como hoje, a elite nacional é exemplo de tolerância para com todos aqueles que conhecem o seu lugar na sociedade e sabem pisar em ovos para não contrariar as vontades de seus senhores. Alvíssaras!
Ontem como hoje, a elite nacional é exemplo de tolerância para com todos aqueles que conhecem o seu lugar na sociedade e sabem pisar em ovos para não contrariar as vontades de seus senhores. Alvíssaras!
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Tucanos e Demos exigem energia cara para bancar incompetência
Já imaginou comprar um carro em 36 prestações e o banco querer que você pague a vida inteira? É o que a Copel, a Eletropaulo a Cemig querem fazer com você!
A presidente Dilma quer baixar o preço da energia, mas os governos Demos/Tucanos de SPaulo, Paraná e Minas Gerais se opõem e querem proteger a roubalheira e os empreguinhos dos familiares e partidários políticos, como o ex-comunista em estado de remissão, Roberto Freire. Assista essa entrevista de 14 minutos com diretor da Fiesp e veja o que a Globo, a Folha, Estadão, revista Veja e o resto da mídia chapa-branca de São Paulo esconde da população.
A presidente Dilma quer baixar o preço da energia, mas os governos Demos/Tucanos de SPaulo, Paraná e Minas Gerais se opõem e querem proteger a roubalheira e os empreguinhos dos familiares e partidários políticos, como o ex-comunista em estado de remissão, Roberto Freire. Assista essa entrevista de 14 minutos com diretor da Fiesp e veja o que a Globo, a Folha, Estadão, revista Veja e o resto da mídia chapa-branca de São Paulo esconde da população.
O Brasil atrasado reage à perda de privilégios bancados com o dinheiro público
(Copiado do Portal IG)
Desembargador devolve pensões de R$ 43 mil a filha “solteira” de magistrado
Pedro Saraiva, da 10ª Câmara Cível, reforma decisão de juíza que cortara o benefício após matérias do iG. Márcia Couto se casou no religioso e teve dois filhos, mas nega matrimônio
Raphael Gomide
iG Rio de Janeiro
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Márcia Couto brinda ao casamento, em 1990. À Justiça, porém, nega ter sido casada por pensão de R$ 43 mil
Leia mais: Justiça do Rio garante pensão de R$ 43 mil para filha de desembargador
Segundo a lei 285/79, o matrimônio “é causa extintiva do recebimento de pensão por filha solteira”. Originário do tempo em que mulheres não estavam no mercado de trabalho, o benefício pretende garantir a subsistência e a proteção financeira da filha do funcionário morto até que comece a trabalhar ou se case.
Márcia Couto, em seu casamento, em 1990. Apesar dos dois filhos do casal, ela nega ter sido casada
Leia mais: Pensionista dá versões distintas sobre casamento em ações diferentes
Embora trabalhe como dentista, a filha do desembargador José Erasmo Brandão Couto recebe duas pensões por conta da morte do pai, em 1982: uma de R$ 24 mil do Tribunal de Justiça e outra de R$ 19,2 mil do RioPrevidência (12 vezes o valor médio pago pela autarquia), somando R$ 43,2 mil mensais. O expediente é visto como uma “fraude à lei” pela Procuradoria do Estado.
A sentença da magistrada que cortou o benefício diz que “o casamento religioso celebrado deve ser considerado fato idôneo para terminar o direito de recebimento de benefício previdenciário pela ré” e “um casamento que termina em separação também é um casamento”.
A decisão do desembargador Pedro Saraiva que lhe devolve o direito às pensões ocorreu em agravo de instrumento à sentença. Como relator do caso no TJ, ele já vinha mantendo, liminarmente, a pensões de Márcia, antes de a sentença da juíza determinar o corte. Os benefícios somam R$ 559 mil, por ano, ou R$ 2,8 milhões, em cinco anos.
Decisão não analisa o mérito do caso
A decisão de Saraiva não analisa o mérito do caso, ou seja, o fato de ela ter sido casada ou não, motivo da ação popular. A decisão se centra nos aspectos formais, e tem validade até “o julgamento final da ação popular”. A pena é de R$ 10 mil por cada dia de atraso do pagamento. Segundo ele, o restabelecimento do benefício "não trará nenhum prejuízo para o órgao previdenciário", e a revogação traria "graves prejuízos" a Márcia.
Em seu recurso, a ser analisado pela Câmara Cível, a Procuradoria do Estado defende que são necessários dois requisitos, conjuntamente, para o efeito suspensivo: "plausibilidade do direito alegado" e "perigo da demora" na espera na decisão judicial. Na opinião dos procuradores, como o desembargador não analisa o fato de a ré ter sido casada e tido dois filhos com o companheiro, a plausibilidade não estaria presente - e, portanto, o efeito suspensivo não poderia ter sido dado.
A decisão afirma que a pensão tem natureza alimentar, o que impede o Estado de reaver os pagamentos, ainda que futuramente, a Justiça casse definitivamente os benefícios.
Rio tem 30.239 pensionistas "filhas solteiras" e cortou 3.529 após matérias
Ação popular questiona as duas pensões que Márcia Couto recebe do Estado
A Procuradoria Geral do Estado entende que essa admissão interrompe o direito de recebimento ao benefício.
Após as reportagens, o RioPrevidência iniciou recadastramento, para coibir fraudes e pagamentos indevidos, e anunciou o corte de 3.527 pensões de mulheres, casadas de fato, que reconheceram isso em termo de responsabilidade – 122 se recusaram a assinar o documento, e 8.327 nem apareceram.
O Ministério Público do Estado do Rio também abriu inquérito civil para investigar a questão das "filhas solteiras".
Advogado diz que Márcia "jamais descumpriu a lei"
A assessoria do TJ informou que "o desembargador Pedro Saraiva de Andrade Lemos apreciou o recurso interposto, o que resultou na expedição do agravo de instrumento" e que, "neste caso, não cabe a análise de mérito". Segundo o TJ, a ré tem direito à pensão até que o processo transite em julgado. Não há previsão de quando o agravo será julgado pela 10ª Câmara.
O iG ligou esta segunda para o advogado de Márcia, José Roberto de Castro Neves. Ele atendeu ao telefonema e disse que ligaria de volta, mas não retornou a ligação. Na ocasião da sentença, ele afirmara que “Márcia jamais descumpriu a lei”.
Castro Neves reconheceu a legitimidade do debate sobre a pensão para “filha solteira”, mas salientou que a cliente “sempre agiu de acordo com a lei”. “Se as pessoas entendem que a lei é boa ou ruim (é outra questão)... Mas ela sempre agiu de acordo com a lei, que dá direito ao benefício”, disse. O advogado afirmou que Márcia não foi casada, mas “mãe solteira” de dois filhos, e é “uma pessoa boníssima e generosa”.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
O governador Cachoeira e a 1ª dama de Goiás, Andressa, aproveitam o sol sem grades
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| "Alô, Perillo, cuida dos negócios direitinho" |
O governador de fato de Goiás, bicheiro Carlinhos Cachoeira (PSDB/GO), foi condenado a 40 anos de cadeia por montar uma quadrilha dentro da estrutura de poder do estado goiano, fazer do ex-senador Demóstenes Torres (DEMO/PSDB-GO) seu moleque de recados, executar um sofisticado esquema de chantagens para favorecer seus negócios, em parceria com a revista Veja e o procurador-geral Roberto Gurgel, conforme acusação feita pelo senador Fernando Collor de Mello, entre outros crimes. Mas uma coisa não se pode negar: o sujeito tem bom gosto para mulheres!
Na capa do jornal Tribuna da Bahia desta segunda-feira, Carlinhos Cachoeira aproveita o sol baiano ao lado da sua gata, Andressa, que apesar de branquinha é um espetáculo! O governador de fato de Goiás foi retirado da cadeia pelo bondoso desembargador Tourinho Neto, que chegou a ameaçar um colega juiz que opinou contrariamente à concessão do habeas corpus ao bicheiro apaixonado. Num tom de elevado respeito à liturgia do cargo, Tourinho advertiu o colega que se indignou com a soltura de Cachoeira: "agora você atravessou o corguinho!"
Um dos primeiros atos do governador goiano de fato ao ganhar a liberdade para gozar da fortuna amealhada com seus negócios ilegais foi levar Andressa ao altar. "Quem poderá condená-lo por isso", reagiu o saudoso bispo de Guarulhos, ao abençoar a união e defender o dublê de governador e "empresário de jogos de azar", como respeitosamente se refere a ele a Folha da Província de SPaulo. Veranistas instalados no resort baiano em que o casal foi fotografado também tomaram a defesa de Andressa, chamada de "baranga" por um ilustrador de porta de banheiro de rodoviária. Centenas de milhares de e-mails enviados ao publisher do The Vila Biscaia Post demonstraram a indignação dos baianos com o sem-noção. Uma das poucas mensagens aprovadas pelo Index do The Vila afirmava: "tinha mesmo que ser um 'pica-caseira' para cometer tal heresia com a primeira-dama de fato de Goiás!"
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
O mensalão de Abraham Lincoln
Do excepcional Blog O Cafezinho

No livro de Gore Vidal sobre Abraham Lincoln, o presidente pede a seu secretário de estado que invente pretextos para prender os editores de jornais de Nova York e Washington que lhe faziam oposição. O país estava em guerra civil, e se entendia a batalha na opinião pública como estratégica para a vitória do norte industrial sobre o sul escravista.
E agora ficamos sabendo, através do filme de Spielberg sobre a mesma figura, que Lincoln autorizou um grupo de lobbistas a usarem “todos os meios” para convencer deputados da oposição a votarem em favor da lei da abolição. Há um trecho do filme em que o seu secretário pergunta-lhe, com espanto algo fingido, se o presidente pretendia “comprar” deputados. O presidente responde, também meio que cinicamente, que não se tratava de comprar, mas de oferecer oportunidades. Empregos, cargos, verbas, Lincoln usou todo seu imenso poder para mudar a opinião de alguns deputados do então escravagista Partido Democrata e ganhar a votação mais importante e mais simbólica da história dos Estados Unidos.
Lincoln tinha pressa em aprovar a lei porque entendia que somente ela poderia pôr fim à guerra civil, pois automaticamente produziria um enorme movimento de fuga e deserção de negros tanto dos exércitos confederados como de suas fazendas, desestruturando o inimigo, militar e economicamente.
Os lobistas de Lincoln procuravam representantes democratas e ofereciam-lhe mundos e fundos para votarem em favor da lei. O próprio Lincoln entra na jogada, conversando pessoalmente com alguns deles.
Que lições devemos tirar desses exemplos, ambos comprovados em documentos históricos? Certamente não que devemos mandar prender editores, embora no Brasil há casos em que isso não apenas seria moral e constitucionalmente aceitável como até louvável. Da mesma forma, seria ridículo justificar a corrupção de deputados com o exemplo de um filme de Spielberg.
As lições são as seguintes:
Os abolicionistas de seu partido tratavam-no, desde algum tempo, como um traidor de sua causa, por causa das constantes hesitações quanto ao momento certo de enviar a décima terceira emenda constitucional ao Congresso. Segundo historiadores, Lincoln não queria fazê-lo antes de ter a certeza de que poderia ganhar, e para isso esperava uma boa conjuntura militar na guerra civil.
Por fim, o momento chegou, e Lincoln autorizou o envio da emenda à Casa dos Representantes, para ser votada pelos deputados, e não antes de negociar controversos acordos com dissidentes da oposição, afim de garantir a maioria e ganhar.
De fato, Lincoln não “comprou” nenhum deputado. Ele simplesmente agiu como qualquer governo democrático desde que estes começaram a existir: usou o poder que o povo lhe concedeu para aprovar uma lei que interessava ao povo.
Estas são situações que nos fazem pensar quão triste tem sido a criminalização da política no Brasil, o que não significa que não seja necessário combater o crime político. Em diversos legislativos estaduais e municipais, há casos de mensalão explícito, e não seria difícil descolar provas concretas: bastaria acompanhar a variação patrimonial de deputados e vereadores em todo país, quebrar alguns sigilos (com autorização da Justiça) e praticar a saudável luta judicial, como cumpre às polícias, corregedorias e Ministério Público.
Tão difícil, porém, como combater o crime político, será combater a manipulação da ignorância em relação à política. Na verdade, mesmo sem a mídia, já viveríamos situações difíceis. A democracia tem defeitos. Os sistemas democráticos são falhos, cheios de brechas, lentos, às vezes tão ou mais burocráticos que as piores autocracias; e, na América ao sul do Rio Grande, sofrem com uma crônica e antiga falta de recursos, além de todas as mazelas do subdesenvolvimento. Com as mídias assumindo o papel de principal força conservadora na região, todos esses defeitos parecem hiper-ampliados e as brechas são mais exploradas que nunca. Uma dessas brechas, por exemplo, são leis falhas quando o tema é a concentração da mídia. No caso do Brasil, assistimos inertes a meia dúzia de corporações dragarem quase todos os recursos de publicidade no país, privados e púbicos. Apesar dos bons presidentes, a nossa guerra civil ainda está sendo vencida pelos escravagistas.
Assim como Lincoln só venceu a guerra civil após decretar a abolição, pois isso lhe granjeou o apoio dos 4 milhões de negros que sustentavam a economia do sul, a esquerda apenas poderá conquistar uma vitória estável quando libertar os milhares de jornalistas que são obrigados, por razões estritamente financeiras, a venderem suas consciências e talento a empregadores reacionários.
03/01/2013
No livro de Gore Vidal sobre Abraham Lincoln, o presidente pede a seu secretário de estado que invente pretextos para prender os editores de jornais de Nova York e Washington que lhe faziam oposição. O país estava em guerra civil, e se entendia a batalha na opinião pública como estratégica para a vitória do norte industrial sobre o sul escravista.
E agora ficamos sabendo, através do filme de Spielberg sobre a mesma figura, que Lincoln autorizou um grupo de lobbistas a usarem “todos os meios” para convencer deputados da oposição a votarem em favor da lei da abolição. Há um trecho do filme em que o seu secretário pergunta-lhe, com espanto algo fingido, se o presidente pretendia “comprar” deputados. O presidente responde, também meio que cinicamente, que não se tratava de comprar, mas de oferecer oportunidades. Empregos, cargos, verbas, Lincoln usou todo seu imenso poder para mudar a opinião de alguns deputados do então escravagista Partido Democrata e ganhar a votação mais importante e mais simbólica da história dos Estados Unidos.
Lincoln tinha pressa em aprovar a lei porque entendia que somente ela poderia pôr fim à guerra civil, pois automaticamente produziria um enorme movimento de fuga e deserção de negros tanto dos exércitos confederados como de suas fazendas, desestruturando o inimigo, militar e economicamente.
Os lobistas de Lincoln procuravam representantes democratas e ofereciam-lhe mundos e fundos para votarem em favor da lei. O próprio Lincoln entra na jogada, conversando pessoalmente com alguns deles.
Que lições devemos tirar desses exemplos, ambos comprovados em documentos históricos? Certamente não que devemos mandar prender editores, embora no Brasil há casos em que isso não apenas seria moral e constitucionalmente aceitável como até louvável. Da mesma forma, seria ridículo justificar a corrupção de deputados com o exemplo de um filme de Spielberg.
As lições são as seguintes:
- A guerra da comunicação não deve jamais ser subestimada por um governante. Se é errado, sob as perspectivas morais e legais, ferir as regras democráticas, é igualmente equivocado, do ponto-de-vista político, abandonar a luta ideológica no campo do simbólico.
- A luta democrática envolve dilemas éticos extremamente complexos, que só mesmo o velho Maquiavel poderia entender.
Os abolicionistas de seu partido tratavam-no, desde algum tempo, como um traidor de sua causa, por causa das constantes hesitações quanto ao momento certo de enviar a décima terceira emenda constitucional ao Congresso. Segundo historiadores, Lincoln não queria fazê-lo antes de ter a certeza de que poderia ganhar, e para isso esperava uma boa conjuntura militar na guerra civil.
Por fim, o momento chegou, e Lincoln autorizou o envio da emenda à Casa dos Representantes, para ser votada pelos deputados, e não antes de negociar controversos acordos com dissidentes da oposição, afim de garantir a maioria e ganhar.
De fato, Lincoln não “comprou” nenhum deputado. Ele simplesmente agiu como qualquer governo democrático desde que estes começaram a existir: usou o poder que o povo lhe concedeu para aprovar uma lei que interessava ao povo.
Estas são situações que nos fazem pensar quão triste tem sido a criminalização da política no Brasil, o que não significa que não seja necessário combater o crime político. Em diversos legislativos estaduais e municipais, há casos de mensalão explícito, e não seria difícil descolar provas concretas: bastaria acompanhar a variação patrimonial de deputados e vereadores em todo país, quebrar alguns sigilos (com autorização da Justiça) e praticar a saudável luta judicial, como cumpre às polícias, corregedorias e Ministério Público.
Tão difícil, porém, como combater o crime político, será combater a manipulação da ignorância em relação à política. Na verdade, mesmo sem a mídia, já viveríamos situações difíceis. A democracia tem defeitos. Os sistemas democráticos são falhos, cheios de brechas, lentos, às vezes tão ou mais burocráticos que as piores autocracias; e, na América ao sul do Rio Grande, sofrem com uma crônica e antiga falta de recursos, além de todas as mazelas do subdesenvolvimento. Com as mídias assumindo o papel de principal força conservadora na região, todos esses defeitos parecem hiper-ampliados e as brechas são mais exploradas que nunca. Uma dessas brechas, por exemplo, são leis falhas quando o tema é a concentração da mídia. No caso do Brasil, assistimos inertes a meia dúzia de corporações dragarem quase todos os recursos de publicidade no país, privados e púbicos. Apesar dos bons presidentes, a nossa guerra civil ainda está sendo vencida pelos escravagistas.
Assim como Lincoln só venceu a guerra civil após decretar a abolição, pois isso lhe granjeou o apoio dos 4 milhões de negros que sustentavam a economia do sul, a esquerda apenas poderá conquistar uma vitória estável quando libertar os milhares de jornalistas que são obrigados, por razões estritamente financeiras, a venderem suas consciências e talento a empregadores reacionários.
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