quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Da série "A mídia é uma quadrilha organizada, que vende proteção a corruptos"

A revista IstoÉ, conhecida entre jornalistas como QuantoÉ, pela prática notória e recorrente de vender matérias, traz esta semana mais uma armação contra o presidente Lula. Sem dados concretos, sem provas, apenas usando ilações, suposições e vazamentos seletivos feitos pela Milícia de Curitiba a publicação corrupta e de baixa qualidade tenta vender a ideia de que as palestras de Lula foram fachada para propina. Concurseiros analfabetos, encostados no Estado não se conformam que o nordestino pobre tenha sido dotado de inteligência muito superior às suas e de seus supostos filhos. A revista vagabunda, mantida por dinheiro de empresários sonegadores e roubado dos cofres públicos já disponibilizou a matéria no site, certamente em conluio com a Globo e demais empresas que vendem proteção aos governos corruptos do PSDB para exploração do assunto em telejornais e capas de amanhã. É a chamada pauta engana corno!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sérgio Moro é o Joaquim Barbosa amanhã

E agora, será que Sergio Moro vai escrever uma cartinha à direção da Rádio Jovem Pan mandando censurar o seu ídolo Reinaldo Azevedo? (como fez quando pretendeu calar o cientista Rogério Cezar de Cerqueira Leite, na Folha de São Paulo) . Entendam: se Moro ousar chegar aos corruptos José Serra, Aécio Neves, Alckmin, FHC et caterva, os pitibulls tucanos da mídia, que usam o juiz-miliciano para promover uma perseguição odiosa ao presidente Lula, acabarão com ele em uma única capa da Veja, uma única edição do Jornal Nacional denunciando as estripulias advocatícias de uma certa pessoa!

Assistam: 

Abençoados para delinquir

Há algo de revolucionário nas igrejas evangélicas caça-níqueis: enquanto a Católica e as evangélicas tradicionais (ditas protestantes) se ocupam em manter os pobres na condição de serviçais dos ricos e da classe mérdia, as caça-níqueis institucionalizaram para os pobres a moral corrupta das classes de maior renda, mostrando-lhes o caminho da ascensão econômica.

O Comunismo chegou, fujam para as montanhas!

Católicos e evangélicos de coleira estão tão acostumados a votar em PASTOR e a PASTAR que não acreditam que exista VIDA digna fora das amarras da ignorância e do fanatismo. Fazem lembrar o mito da Caverna, de Platão. Olham as sombras projetadas por aqueles que são livres e berram, amedrontados: é o monstro do Comunismo!!! 

O Rio já foi da macumba, hoje é obreiro da Igreja Universal!

A grande derrotada na eleição do Rio de Janeiro é a Igreja Católica de programa de auditório (palmas pra Jesus!) , comandada pelo arcebispo dom Origami Tribesta. Em lugar do amor cristão, disseminou o ódio contra os pobres, contra o Bolsa Família, contra as cotas, contra o PT, contra Lula e Dilma. Quer que os pobres tenham por único futuro ser porteiros e domésticas dos encostados no Estado da Zona Sul e da Barra. Resultado: as seitas evangélicas caça-níqueis agora mandam na Cidade Maravilhosa. Se dom Tribesta fosse CEO da fé católica, amanhã estaria na rua. Por incompetência!

O Comunismo chegou, fujam para as montanhas!

Católicos e evangélicos de coleira estão tão acostumados a votar em PASTOR e a PASTAR que não acreditam que exista VIDA digna fora das amarras da ignorância e do fanatismo. Fazem lembrar o mito da Caverna, de Platão. Olham as sombras projetadas por aqueles que são livres e berram, amedrontados: é o monstro do Comunismo!!! 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Senador do Paraná não sabe que botox não preenche cérebro

"A mãe olhou e disse: "gente!
quem tem o nariz grande mente"
Senador siliconado Álvaro Botox Dias

O senador Álvaro Dias é limitado intelectualmente e julga que todo o mundo é seu igual. Segundo ele, não há golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff porque o Congresso Nacional não está fechado e o Poder Judiciário está funcionando. Ora, pois não foi exatamente assim quando houve o golpe de 1964??? Não foi o senador vagabundo Auro de Moura Andrade que declarou a vacância do cargo com Jango Goulart ainda no País? Não foram os sem-honra do STF que depois deram posse ao deputado Ranieri Mazzilli na Presidência da República, para ele logo mais ceder o cargo ao general golpista Humberto de Alencar Castelo Branco?

Álvaro Dias mal e mal entende é de cabeleireiro e aplicador de botox...

Registro para a História: Discurso de uma mulher Honrada, Dilma Rousseff

Discurso Histórico de uma Mulher honrada e de

coragem perante senadores corruptos, vagabundos, 

sem honra, ladrões de dinheiro público, em um 

processo de golpe presidido por um juiz acoelhado.



Presidenta Dilma Rousseff, 1ª e Única
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal Renan Calheiros,
Excelentíssimas Senhoras Senadoras e Excelentíssimos Senhores Senadores,
Cidadãs e Cidadãos de meu amado Brasil,
No dia 1° de janeiro de 2015 assumi meu segundo mandato à Presidência da República Federativa do Brasil. Fui eleita por mais de 54 milhões de votos.
Na minha posse, assumi o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, bem como o de observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
Ao exercer a Presidência da República respeitei fielmente o compromisso que assumi perante a nação e aos que me elegeram. E me orgulho disso. Sempre acreditei na democracia e no Estado de direito, e sempre vi na Constituição de 1988 uma das grandes conquistas do nosso povo.
Jamais atentaria contra o que acredito ou praticaria atos contrários aos interesses daqueles que me elegeram.
Nesta jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade.
Até porque, como todos, tenho defeitos e cometo erros.
Entre os meus defeitos não está a deslealdade e a covardia. Não traio os compromissos que assumo, os princípios que defendo ou os que lutam ao meu lado. Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura. Amarguei por anos o sofrimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados, e até assassinados.
Na época, eu era muito jovem. Tinha muito a esperar da vida. Tinha medo da morte, das sequelas da tortura no meu corpo e na minha alma. Mas não cedi. Resisti. Resisti à tempestade de terror que começava a me engolir, na escuridão dos tempos amargos em que o país vivia. Não mudei de lado. Apesar de receber o peso da injustiça nos meus ombros, continuei lutando pela democracia.
Dediquei todos esses anos da minha vida à luta por uma sociedade sem ódios e intolerância. Lutei por uma sociedade livre de preconceitos e de discriminações. Lutei por uma sociedade onde não houvesse miséria ou excluídos. Lutei por um Brasil soberano, mais igual e onde houvesse justiça.
Disso tenho orgulho. Quem acredita, luta.
Aos quase setenta anos de idade, não seria agora, após ser mãe e avó, que abdicaria dos princípios que sempre me guiaram.
Exercendo a Presidência da República tenho honrado o compromisso com o meu país, com a Democracia, com o Estado de Direito. Tenho sido intransigente na defesa da honestidade na gestão da coisa pública.
Por isso, diante das acusações que contra mim são dirigidas neste processo, não posso deixar de sentir, na boca, novamente, o gosto áspero e amargo da injustiça e do arbítrio.
E por isso, como no passado, resisto.
Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos covardes. No passado, com as armas, e hoje, com a retórica jurídica, pretendem novamente atentar contra a democracia e contra o Estado do Direito.
Se alguns rasgam o seu passado e negociam as benesses do presente, que respondam perante a sua consciência e perante a história pelos atos que praticam. A mim cabe lamentar pelo que foram e pelo que se tornaram.
E resistir. Resistir sempre. Resistir para acordar as consciências ainda adormecidas para que, juntos, finquemos o pé no terreno que está do lado certo da história, mesmo que o chão trema e ameace de novo nos engolir.
Não luto pelo meu mandato por vaidade ou por apego ao poder, como é próprio dos que não tem caráter, princípios ou utopias a conquistar. Luto pela democracia, pela verdade e pela justiça. Luto pelo povo do meu País, pelo seu bem-estar.
Muitos hoje me perguntam de onde vem a minha energia para prosseguir. Vem do que acredito. Posso olhar para trás e ver tudo o que fizemos. Olhar para a frente e ver tudo o que ainda precisamos e podemos fazer. O mais importante é que posso olhar para mim mesma e ver a face de alguém que, mesmo marcada pelo tempo, tem forças para defender suas ideias e seus direitos.
Sei que, em breve, e mais uma vez na vida, serei julgada. E é por ter a minha consciência absolutamente tranquila em relação ao que fiz, no exercício da Presidência da República que venho pessoalmente à presença dos que me julgarão. Venho para olhar diretamente nos olhos de Vossas Excelências, e dizer, com a serenidade dos que nada tem a esconder que não cometi nenhum crime de responsabilidade. Não cometi os crimes dos quais sou acusada injusta e arbitrariamente.
Hoje o Brasil, o mundo e a história nos observam e aguardam o desfecho deste processo de impeachment.
No passado da América Latina e do Brasil, sempre que interesses de setores da elite econômica e política foram feridos pelas urnas, e não existiam razões jurídicas para uma destituição legítima, conspirações eram tramadas resultando em golpes de estado.
O Presidente Getúlio Vargas, que nos legou a CLT e a defesa do patrimônio nacional, sofreu uma implacável perseguição; a hedionda trama orquestrada pela chamada “República do Galeão, que o levou ao suicídio.
O Presidente Juscelino Kubitscheck, que contruiu essa cidade, foi vítima de constantes e fracassadas tentativas de golpe, como ocorreu no episódio de Aragarças.
O presidente João Goulart, defensor da democracia, dos direitos dos trabalhadores e das Reformas de Base, superou o golpe do parlamentarismo mas foi deposto e instaurou-se a ditadura militar, em 1964. Durante 20 anos, vivemos o silêncio imposto pelo arbítrio e a democracia foi varrida de nosso País. Milhões de brasileiros lutaram e reconquistaram o direito a eleições diretas.
Hoje, mais uma vez, ao serem contrariados e feridos nas urnas os interesses de setores da elite econômica e política nos vemos diante do risco de uma ruptura democrática. Os padrões políticos dominantes no mundo repelem a violência explícita. Agora, a ruptura democrática se dá por meio da violência moral e de pretextos constitucionais para que se empreste aparência de legitimidade ao governo que assume sem o amparo das urnas. Invoca-se a Constituição para que o mundo das aparências encubra hipocritamente o mundo dos fatos.
As provas produzidas deixam claro e inconteste que as acusações contra mim dirigidas são meros pretextos, embasados por uma frágil retórica jurídica.
Nos últimos dias, novos fatos evidenciaram outro aspecto da trama que caracteriza este processo de impeachment. O autor da representação junto ao Tribunal de Contas da União que motivou as acusações discutidas nesse processo, foi reconhecido como suspeito pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Soube-se ainda, pelo depoimento do auditor responsável pelo parecer técnico, que ele havia ajudado a elaborar a própria representação que auditou. Fica claro o vício da parcialidade, a trama, na construção das teses por eles defendidas.
São pretextos, apenas pretextos, para derrubar, por meio de um processo de impeachment sem crime de responsabilidade, um governo legítimo, escolhido em eleição direta com a participação de 110 milhões de brasileiros e brasileiras. O governo de uma mulher que ousou ganhar duas eleições presidenciais consecutivas.
São pretextos para viabilizar um golpe na Constituição. Um golpe que, se consumado, resultará na eleição indireta de um governo usurpador.
A eleição indireta de um governo que, já na sua interinidade, não tem mulheres comandando seus ministérios, quando o povo, nas urnas, escolheu uma mulher para comandar o país. Um governo que dispensa os negros na sua composição ministerial e já revelou um profundo desprezo pelo programa escolhido pelo povo em 2014.
Fui eleita presidenta por 54 milhões e meio de votos para cumprir um programa cuja síntese está gravada nas palavras “nenhum direito a menos”.
O que está em jogo no processo de impeachment não é apenas o meu mandato. O que está em jogo é o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição.
O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos: os ganhos da população, das pessoas mais pobres e da classe média; a proteção às crianças; os jovens chegando às universidades e às escolas técnicas; a valorização do salário mínimo; os médicos atendendo a população; a realização do sonho da casa própria.
O que está em jogo é o investimento em obras para garantir a convivência com a seca no semiárido, é a conclusão do sonhado e esperado projeto de integração do São Francisco. O que está em jogo é, também, a grande descoberta do Brasil, o pré-sal. O que está em jogo é a inserção soberana de nosso País no cenário internacional, pautada pela ética e pela busca de interesses comuns.
O que está em jogo é a auto-estima dos brasileiros e brasileiras, que resistiram aos ataques dos pessimistas de plantão à capacidade do País de realizar, com sucesso, a Copa do Mundo e as Olimpíadas e Paraolimpíadas.
O que está em jogo é a conquista da estabilidade, que busca o equilíbrio fiscal mas não abre mão de programas sociais para a nossa população.
O que está em jogo é o futuro do País, a oportunidade e a esperança de avançar sempre mais.
Senhoras e senhores senadores,
No presidencialismo previsto em nossa Constituição, não basta a eventual perda de maioria parlamentar para afastar um Presidente. Há que se configurar crime de responsabilidade. E está claro que não houve tal crime.
Não é legítimo, como querem os meus acusadores, afastar o chefe de Estado e de governo pelo “conjunto da obra”. Quem afasta o Presidente pelo “conjunto da obra” é o povo e, só o povo, nas eleições. E nas eleições o programa de governo vencedor não foi este agora ensaiado e desenhado pelo Governo interino e defendido pelos meus acusadores.
O que pretende o governo interino, se transmudado em efetivo, é um verdadeiro ataque às conquistas dos últimos anos.
Desvincular o piso das aposentadorias e pensões do salário mínimo será a destruição do maior instrumento de distribuição de renda do país, que é a Previdência Social. O resultado será mais pobreza, mais mortalidade infantil e a decadência dos pequenos municípios.
A revisão dos direitos e garantias sociais previstos na CLT e a proibição do saque do FGTS na demissão do trabalhador são ameaças que pairam sobre a população brasileira caso prospere o impeachment sem crime de responsabilidade.
Conquistas importantes para as mulheres, os negros e as populações LGBT estarão comprometidas pela submissão a princípios ultraconservadores.
O nosso patrimônio estará em questão, com os recursos do pré-sal, as riquezas naturais e minerárias sendo privatizadas.
A ameaça mais assustadora desse processo de impeachment sem crime de responsabilidade é congelar por inacreditáveis 20 anos todas as despesas com saúde, educação, saneamento, habitação. É impedir que, por 20 anos, mais crianças e jovens tenham acesso às escolas; que, por 20 anos, as pessoas possam ter melhor atendimento à saúde; que, por 20 anos, as famílias possam sonhar com casa própria.
Senhor Presidente Ricardo Lewandowski, Sras. e Srs. Senadores,
A verdade é que o resultado eleitoral de 2014 foi um rude golpe em setores da elite conservadora brasileira.
Desde a proclamação dos resultados eleitorais, os partidos que apoiavam o candidato derrotado nas eleições fizeram de tudo para impedir a minha posse e a estabilidade do meu governo. Disseram que as eleições haviam sido fraudadas, pediram auditoria nas urnas, impugnaram minhas contas eleitorais, e após a minha posse, buscaram de forma desmedida quaisquer fatos que pudessem justificar retoricamente um processo de impeachment.
Como é próprio das elites conservadoras e autoritárias, não viam na vontade do povo o elemento legitimador de um governo. Queriam o poder a qualquer preço.
Tudo fizeram para desestabilizar a mim e ao meu governo.
Só é possível compreender a gravidade da crise que assola o Brasil desde 2015, levando-se em consideração a instabilidade política aguda que, desde a minha reeleição, tem caracterizado o ambiente em que ocorrem o investimento e a produção de bens e serviços.
Não se procurou discutir e aprovar uma melhor proposta para o País. O que se pretendeu permanentemente foi a afirmação do “quanto pior melhor”, na busca obsessiva de se desgastar o governo, pouco importando os resultados danosos desta questionável ação política para toda a população.
A possibilidade de impeachment tornou-se assunto central da pauta política e jornalística apenas dois meses após minha reeleição, apesar da evidente improcedência dos motivos para justificar esse movimento radical.
Nesse ambiente de turbulências e incertezas, o risco político permanente provocado pelo ativismo de parcela considerável da oposição acabou sendo um elemento central para a retração do investimento e para o aprofundamento da crise econômica.
Deve ser também ressaltado que a busca do reequilíbrio fiscal, desde 2015, encontrou uma forte resistência na Câmara dos Deputados, à época presidida pelo Deputado Eduardo Cunha. Os projetos enviados pelo governo foram rejeitados, parcial ou integralmente. Pautas bombas foram apresentadas e algumas aprovadas.
As comissões permanentes da Câmara, em 2016, só funcionaram a partir do dia 5 de maio, ou seja, uma semana antes da aceitação do processo de impeachment pela Comissão do Senado Federal. Os Srs. e as Sras. Senadores sabem que o funcionamento dessas Comissões era e é absolutamente indispensável para a aprovação de matérias que interferem no cenário fiscal e encaminhar a saída da crise.
Foi criado assim o desejado ambiente de instabilidade política, propício a abertura do processo de impeachment sem crime de responsabilidade.
Sem essas ações, o Brasil certamente estaria hoje em outra situação política, econômica e fiscal.
Muitos articularam e votaram contra propostas que durante toda a vida defenderam, sem pensar nas consequências que seus gestos trariam para o país e para o povo brasileiro. Queriam aproveitar a crise econômica, porque sabiam que assim que o meu governo viesse a superá-la, sua aspiração de acesso ao poder haveria de ficar sepultada por mais um longo período.
Mas, a bem da verdade, as forças oposicionistas somente conseguiram levar adiante o seu intento quando outra poderosa força política a elas se agregou: a força política dos que queriam evitar a continuidade da “sangria” de setores da classe política brasileira, motivada pelas investigações sobre a corrupção e o desvio de dinheiro público.
É notório que durante o meu governo e o do Pr Lula foram dadas todas as condições para que estas investigações fossem realizadas. Propusemos importantes leis que dotaram os órgãos competentes de condições para investigar e punir os culpados.
Assegurei a autonomia do Ministério Público, nomeando como Procurador Geral da República o primeiro nome da lista indicado pelos próprios membros da instituição. Não permiti qualquer interferência política na atuação da Polícia Federal.
Contrariei, com essa minha postura, muitos interesses. Por isso, paguei e pago um elevado preço pessoal pela postura que tive.
Arquitetaram a minha destituição, independentemente da existência de quaisquer fatos que pudesse justificá-la perante a nossa Constituição.
Encontraram, na pessoa do ex-Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha o vértice da sua aliança golpista.
Articularam e viabilizaram a perda da maioria parlamentar do governo. Situações foram criadas, com apoio escancarado de setores da mídia, para construir o clima político necessário para a desconstituição do resultado eleitoral de 2014.
Todos sabem que este processo de impeachment foi aberto por uma “chantagem explícita” do ex-Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como chegou a reconhecer em declarações à imprensa um dos próprios denunciantes. Exigia aquele parlamentar que eu intercedesse para que deputados do meu partido não votassem pela abertura do seu processo de cassação.
Nunca aceitei na minha vida ameaças ou chantagens. Se não o fiz antes, não o faria na condição de Presidenta da República. É fato, porém, que não ter me curvado a esta chantagem motivou o recebimento da denúncia por crime de responsabilidade e a abertura deste d processo, sob o aplauso dos derrotados em 2014 e dos temerosos pelas investigações.
Se eu tivesse me acumpliciado com a improbidade e com o que há de pior na política brasileira, como muitos até hoje parecem não ter o menor pudor em fazê-lo, eu não correria o risco de ser condenada injustamente.
Quem se acumplicia ao imoral e ao ilícito, não tem respeitabilidade para governar o Brasil. Quem age para poupar ou adiar o julgamento de uma pessoa que é acusada de enriquecer às custas do Estado brasileiro e do povo que paga impostos, cedo ou tarde, acabará pagando perante a sociedade e a história o preço do seu descompromisso com a ética.
Todos sabem que não enriqueci no exercício de cargos públicos, que não desviei dinheiro público em meu proveito próprio, nem de meus familiares, e que não possuo contas ou imóveis no exterior. Sempre agi com absoluta probidade nos cargos públicos que ocupei ao longo da minha vida.
Curiosamente, serei julgada, por crimes que não cometi, antes do julgamento do ex-presidente da Câmara, acusado de ter praticado gravíssimos atos ilícitos e que liderou as tramas e os ardis que alavancaram as ações voltadas à minha destituição.
Ironia da história? Não, de forma nenhuma. Trata-se de uma ação deliberada que conta com o silêncio cúmplice de setores da grande mídia brasileira.
Viola-se a democracia e pune-se uma inocente. Este é o pano de fundo que marca o julgamento que será realizado pela vontade dos que lançam contra mim pretextos acusatórios infundados.
Estamos a um passo da consumação de uma grave ruptura institucional. Estamos a um passo da concretização de um verdadeiro golpe de Estado.
Senhoras e Senhores Senadores,
Vamos aos autos deste processo. Do que sou acusada? Quais foram os atentados à Constituição que cometi? Quais foram os crimes hediondos que pratiquei?
A primeira acusação refere-se à edição de três decretos de crédito suplementar sem autorização legislativa. Ao longo de todo o processo, mostramos que a edição desses decretos seguiu todas as regras legais. Respeitamos a previsão contida na Constituição, a meta definida na LDO e as autorizações estabelecidas no artigo 4° da Lei Orçamentária de 2015, aprovadas pelo Congresso Nacional.
Todas essas previsões legais foram respeitadas em relação aos 3 decretos. Eles apenas ofereceram alternativas para alocação dos mesmos limites, de empenho e financeiro, estabelecidos pelo decreto de contingenciamento, que não foram alterados. Por isso, não afetaram em nada a meta fiscal.
Ademais, desde 2014, por iniciativa do Executivo, o Congresso aprovou a inclusão, na LDO, da obrigatoriedade que qualquer crédito aberto deve ter sua execução subordinada ao decreto de contingenciamento, editado segundo as normas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. E isso foi precisamente respeitado.
Não sei se por incompreensão ou por estratégia, as acusações feitas neste processo buscam atribuir a esses decretos nossos problemas fiscais. Ignoram ou escondem que os resultados fiscais negativos são consequência da desaceleração econômica e não a sua causa.
Escondem que, em 2015, com o agravamento da crise, tivemos uma expressiva queda da receita ao longo do ano – foram R$ 180 bilhões a menos que o previsto na Lei Orçamentária.
Fazem questão de ignorar que realizamos, em 2015, o maior contingenciamento de nossa história. Cobram que, quando enviei ao Congresso Nacional, em julho de 2015, o pedido de autorização para reduzir a meta fiscal, deveria ter imediatamente realizado um novo contingenciamento. Não o fiz porque segui o procedimento que não foi questionado pelo Tribunal de Contas da União ou pelo Congresso Nacional na análise das contas de 2009.
Além disso, a responsabilidade com a população justifica também nossa decisão. Se aplicássemos, em julho, o contingenciamento proposto pelos nossos acusadores cortaríamos 96% do total de recursos disponíveis para as despesas da União. Isto representaria um corte radical em todas as dotações orçamentárias dos órgãos federais. Ministérios seriam paralisados, universidades fechariam suas portas, o Mais Médicos seria interrompido, a compra de medicamentos seria prejudicada, as agências reguladoras deixariam de funcionar. Na verdade, o ano de 2015 teria, orçamentariamente, acabado em julho.
Volto a dizer: ao editar estes decretos de crédito suplementar, agi em conformidade plena com a legislação vigente. Em nenhum desses atos, o Congresso Nacional foi desrespeitado. Aliás, este foi o comportamento que adotei em meus dois mandatos.
Somente depois que assinei estes decretos é que o Tribunal de Contas da União mudou a posição que sempre teve a respeito da matéria. É importante que a população brasileira seja esclarecida sobre este ponto: os decretos foram editados em julho e agosto de 2015 e somente em outubro de 2015 o TCU aprovou a nova interpretação.
O TCU recomendou a aprovação das contas de todos os presidentes que editaram decretos idênticos aos que editei. Nunca levantaram qualquer problema técnico ou apresentaram a interpretação que passaram a ter depois que assinei estes atos.
Querem me condenar por ter assinado decretos que atendiam a demandas de diversos órgãos, inclusive do próprio Poder Judiciário, com base no mesmo procedimento adotado desde a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2001?
Por ter assinado decretos que somados, não implicaram, como provado nos autos, em nenhum centavo de gastos a mais para prejudicar a meta fiscal?
A segunda denúncia dirigida contra mim neste processo também é injusta e frágil. Afirma-se que o alegado atraso nos pagamentos das subvenções econômicas devidas ao Banco do Brasil, no âmbito da execução do programa de crédito rural Plano Safra, equivale a uma “operação de crédito”, o que estaria vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Como minha defesa e várias testemunhas já relataram, a execução do Plano Safra é regida por uma lei de 1992, que atribui ao Ministério da Fazenda a competência de sua normatização, inclusive em relação à atuação do Banco do Brasil. A Presidenta da República não pratica nenhum ato em relação à execução do Plano Safra. Parece óbvio, além de juridicamente justo, que eu não seja acusada por um ato inexistente.
A controvérsia quanto a existência de operação de crédito surgiu de uma mudança de interpretação do TCU, cuja decisão definitiva foi emitida em dezembro de 2015. Novamente, há uma tentativa de dizer que cometi um crime antes da definição da tese de que haveria um crime. Uma tese que nunca havia surgido antes e que, como todas as senhoras e senhores senadores souberam em dias recentes, foi urdida especialmente para esta ocasião.
Lembro ainda a decisão recente do Ministério Público Federal, que arquivou inquérito exatamente sobre esta questão. Afirmou não caber falar em ofensa à lei de responsabilidade fiscal porque eventuais atrasos de pagamento em contratos de prestação de serviços entre a União e instituições financeiras públicas não são operações de crédito.
Insisto, senhoras senadoras e senhores senadores: não sou eu nem tampouco minha defesa que fazemos estas alegações. É o Ministério Público Federal que se recusou a dar sequência ao processo, pela inexistência de crime.
Sobre a mudança de interpretação do TCU, lembro que, ainda antes da decisão final, agi de forma preventiva. Solicitei ao Congresso Nacional a autorização para pagamento dos passivos e defini em decreto prazos de pagamento para as subvenções devidas. Em dezembro de 2015, após a decisão definitiva do TCU e com a autorização do Congresso, saldamos todos os débitos existentes.
Não é possível que não se veja aqui também o arbítrio deste processo e a injustiça também desta acusação.
Este processo de impeachment não é legítimo. Eu não atentei, em nada, em absolutamente nada contra qualquer dos dispositivos da Constituição que, como Presidenta da República, jurei cumprir. Não pratiquei ato ilícito. Está provado que não agi dolosamente em nada. Os atos praticados estavam inteiramente voltados aos interesses da sociedade. Nenhuma lesão trouxeram ao erário ou ao patrimônio público.
Volto a afirmar, como o fez a minha defesa durante todo o tempo, que este processo está marcado, do início ao fim, por um clamoroso desvio de poder.
É isto que explica a absoluta fragilidade das acusações que contra mim são dirigidas.
Tem-se afirmado que este processo de impeachment seria legítimo porque os ritos e prazos teriam sido respeitados. No entanto, para que seja feita justiça e a democracia se imponha, a forma só não basta. É necessário que o conteúdo de uma sentença também seja justo. E no caso, jamais haverá justiça na minha condenação.
Ouso dizer que em vários momentos este processo se desviou, clamorosamente, daquilo que a Constituição e os juristas denominam de “devido processo legal”.
Não há respeito ao devido processo legal quando a opinião condenatória de grande parte dos julgadores é divulgada e registrada pela grande imprensa, antes do exercício final do direito de defesa.
Não há respeito ao devido processo legal quando julgadores afirmam que a condenação não passa de uma questão de tempo, porque votarão contra mim de qualquer jeito.
Nesse caso, o direito de defesa será exercido apenas formalmente, mas não será apreciado substantivamente nos seus argumentos e nas suas provas. A forma existirá apenas para dar aparência de legitimidade ao que é ilegítimo na essência.
Senhoras e senhores senadores,
Nesses meses, me perguntaram inúmeras vezes porque eu não renunciava, para encurtar este capítulo tão difícil de minha vida.
Jamais o faria porque tenho compromisso inarredável com o Estado Democrático de Direito.
Jamais o faria porque nunca renuncio à luta.
Confesso a Vossas Excelências, no entanto, que a traição, as agressões verbais e a violência do preconceito me assombraram e, em alguns momentos, até me magoaram. Mas foram sempre superados, em muito, pela solidariedade, pelo apoio e pela disposição de luta de milhões de brasileiras e brasileiros pelo País afora. Por meio de manifestações de rua, reuniões, seminários, livros, shows, mobilizações na internet, nosso povo esbanjou criatividade e disposição para a luta contra o golpe.
As mulheres brasileiras têm sido, neste período, um esteio fundamental para minha resistência. Me cobriram de flores e me protegeram com sua solidariedade. Parceiras incansáveis de uma batalha em que a misoginia e o preconceito mostraram suas garras, as brasileiras expressaram, neste combate pela democracia e pelos direitos, sua força e resiliência. Bravas mulheres brasileiras, que tenho a honra e o dever de representar como primeira mulher Presidenta do Brasil.
Chego à última etapa desse processo comprometida com a realização de uma demanda da maioria dos brasileiros: convocá-los a decidir, nas urnas, sobre o futuro de nosso País. Diálogo, participação e voto direto e livre são as melhores armas que temos para a preservação da democracia.
Confio que as senhoras senadoras e os senhores senadores farão justiça. Tenho a consciência tranquila. Não pratiquei nenhum crime de responsabilidade. As acusações dirigidas contra mim são injustas e descabidas. Cassar em definitivo meu mandato é como me submeter a uma pena de morte política.
Este é o segundo julgamento a que sou submetida em que a democracia tem assento, junto comigo, no banco dos réus. Na primeira vez, fui condenada por um tribunal de exceção. Daquela época, além das marcas dolorosas da tortura, ficou o registro, em uma foto, da minha presença diante de meus algozes, num momento em que eu os olhava de cabeça erguida enquanto eles escondiam os rostos, com medo de serem reconhecidos e julgados pela história.
Hoje, quatro décadas depois, não há prisão ilegal, não há tortura, meus julgadores chegaram aqui pelo mesmo voto popular que me conduziu à Presidência. Tenho por todos o maior respeito, mas continuo de cabeça erguida, olhando nos olhos dos meus julgadores.
Apesar das diferenças, sofro de novo com o sentimento de injustiça e o receio de que, mais uma vez, a democracia seja condenada junto comigo. E não tenho dúvida que, também desta vez, todos nós seremos julgados pela história.
Por duas vezes vi de perto a face da morte: quando fui torturada por dias seguidos, submetida a sevícias que nos fazem duvidar da humanidade e do próprio sentido da vida; e quando uma doença grave e extremamente dolorosa poderia ter abreviado minha existência.
Hoje eu só temo a morte da democracia, pela qual muitos de nós, aqui neste plenário, lutamos com o melhor dos nossos esforços.
Reitero: respeito os meus julgadores.
Não nutro rancor por aqueles que votarão pela minha destituição.
Respeito e tenho especial apreço por aqueles que têm lutado bravamente pela minha absolvição, aos quais serei eternamente grata.
Neste momento, quero me dirigir aos senadores que, mesmo sendo de oposição a mim e ao meu governo, estão indecisos.
Lembrem-se que, no regime presidencialista e sob a égide da nossa Constituição, uma condenação política exige obrigatoriamente a ocorrência de um crime de responsabilidade, cometido dolosamente e comprovado de forma cabal.
Lembrem-se do terrível precedente que a decisão pode abrir para outros presidentes, governadores e prefeitos. Condenar sem provas substantivas. Condenar um inocente.
Faço um apelo final a todos os senadores: não aceitem um golpe que, em vez de solucionar, agravará a crise brasileira.
Peço que façam justiça a uma presidenta honesta, que jamais cometeu qualquer ato ilegal, na vida pessoal ou nas funções públicas que exerceu. Votem sem ressentimento. O que cada senador sente por mim e o que nós sentimos uns pelos outros importa menos, neste momento, do que aquilo que todos sentimos pelo país e pelo povo brasileiro.
Peço: votem contra o impeachment. Votem pela democracia.
Muito obrigada.

Dilma Rousseff

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A genialidade de Paulinho da Viola na voz de Marisa Monte

Sobre a arte de puxar-saco de político


Quem respeita um sujeito traidor e covarde não merece respeito



#ForaTemer

Movimento Nacional para Marta devolver o sobrenome que ela desonra


#MartaAbdiqueDoSobrenomeSuplicy

Se é contra o Povo, você vê na Globo!


Assistam, mas retirem as crianças da sala

A Rede Globo bancou e escondeu a amante de FHC durante 20 anos. E chantageou o ex-presidente durante seus dois governos (1995/2002), recebendo bilhões dos cofres públicos (BNDES), concessões do Ministério das Comunicações e impunidade na Receita Federal, no Cade e no Ministério da Justiça. O Ministério Público, a Polícia Federal e o Judiciário nada fizeram porque se acovardaram diante do poder da mídia, que possui dossiês sobre a corrupção de juízes/promotores e das estrepolias de suas mulheres, filhos e demais familiares.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Banda do Mar

Rubel, mais um dos filhos de Los Hermanos

Lula recorre à ONU contra bandidos que tomaram conta do Judiciário, do MP e da PF

Lula da Silva: o filho da empregada
é mais inteligente, mais competente,
mais bem-sucedido do que o filho do patrão.  
Recomendações do jurista Dr. Abobrinhas Celso de Mello*

O presidente Lula, em sua petição ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, precisa:

Denunciar o compadrio midiático do juiz Sérgio Moro e da Milícia de Curitiba com a mídia mais corrupta, criminosa e chantagista do planeta;

Mostrar as manifestações imorais e em confronto com a Lei Orgânica da Magistratura estimuladas e autorizadas por Sergio Moro à frente do prédio da justiça federal em Curitiba;

Exibir as provas fartas das manifestações políticas pró-PSDB dos integrantes da farsa-tarefa e a ligação do pai de Sérgio Moro com o DEMO/PSDB de Maringá;

Exibir as provas fartas da parcialidade do juiz Sérgio Moro e da proteção dada por ele aos casos de corrupção na Petrobras envolvendo políticos do DEMO/PSDB;

Exibir as provas fartas da manipulação das notícias feitas em parceria de Sergio Moro e a dupla Veja / Globo;

Exibir as provas fartas do uso da mídia por Sérgio Moro e sua milícia para condenar previamente na opinião pública o PT e o presidente Lula;

Exibir as provas fartas da parceria criminosa de Sérgio Moro e sua milícia com o Jornal Nacional e a revista Veja, especialmente esta quadrilha, em datas estratégicas como a véspera das eleições presidenciais e da votação do processo de impeachment na Câmara Federal;


Expor a quadrilha do Judiciário incompetente e corrupto, que levou 6 meses para aceitar denúncia da PGR contra o corrupto presidente da Câmara dos Deputados; a quadrilha do Ministério Público, que persegue adversários do DEMO/PSDB em São Paulo e Minas Gerais, principalmente; da Polícia Federal do Paraná, que posta fotos de Aécio Neves de sunga e comenta “que gato, pegador”.

*Assessor do publisher do The Villa Biscaia Post

sexta-feira, 10 de junho de 2016

E, por falar em saudade, onde anda você, bom-humor?

Zé Ribeiro Jr.

Há dias, de maneira involuntária, me meti em discussão com uma tonta que me acusou de cultuar o estupro por conta de uma piada sobre o uso pernóstico da mesóclise pelo presidente golpista Michel Temer. Disse ele: “se cometer erros, corrigi-los-ei”. Disse eu: “e se a Marcella der mole, come-la-ei”. O que parece ter mais irritado a tonta – que me sugeriu comer o Temer - foi não ter obtido unanimidade à minha condenação, especialmente por mulheres. Deixa pra lá. Mas quero registrar o comentário de um desconhecido, que pegou o espírito da coisa e identificou no que eu disse nada mais do que antropofagia. Como digo, o bom-humor nos salvará a todos; trazer o bispo Sardinha e os índios Caetés para aquele imbróglio foi, de fato, humor fino e sutil.

(Zé Ribeiro Jr. nunca foi machista, sempre foi mulherista)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Recomendações ao Partido dos Trabalhadores

Dr. Abobrinhas Celso de Mello*


Não é hora de chorar leite derramado, tampouco de apontar culpados (Autocrítica do PT e das esquerdas em geral é outro capítulo). O que se aborda brevemente aqui é a batalha da comunicação. Nós temos o maior comunicador da atualidade, o presidente Lula, mas não estamos sabendo usar essa vantagem competitiva a nosso favor.

O que é urgente fazer:

- Deixar o medo de lado; o medo prejudica o raciocínio estratégico.
- Traçar uma estratégia de ação para o PT e as esquerdas.
- Deixarmos de ser frouxos (sem nos tornarmos criminosos).

Comunicação

Lula é o evangelhista dos feitos dos governos do PT e precisa continuar usando a sua imensa capacidade de comunicador para falar com o povo.

Discurso dos anos 50 é falar pra ninguém. Basta desses termos gastos: “Não Passarão. Golpistas. Entreguistas”. Para as gerações atuais isso soa como xingar político corrupto de “seu feio, malvado”.

A comunicação tem que traduzir as ações políticas da direita em fatos concretos para o cidadão comum. Ex.: vão acabar com o MCMV porque sabem que filho de pobre que tem a segurança de uma casa vai virar engenheiro. Querem que a única opção do pobre continue a ser empregada doméstica e porteiro.

Querem acabar com a indústria naval que o PT criou para matar o emprego de técnico, de engenheiro que o seu filho terá. Querem que o futuro de seu filho seja ser operário sem qualificação e com salário baixo.

A presidente Dilma tem que parar de falar apenas em golpe e parar de lembrar a toda hora que foi torturada na ditadura (somente em ocasiões muito especiais, tipo quando rebateu a fala de Agripino Maia). A denúncia de golpe tem que ser feita pela presidente para fontes internacionais (aqui já estamos cansados desse discurso e ele será usado nos protestos populares). E tem que denunciar o conluio do Judiciário e do Ministério Público com os sonegadores da Fiesp e os políticos mais corruptos da República.  

Guerra de torcidas. A esquerda ideológica, assim como a direita ideológica, são frações muito pequenas da população.  A grande massa fica no meio e tende a ir para um ou outro lado, conforme for a onda. Quem falar melhor leva a turba para o seu lado. Foi onde a Dilma errou, ao deixar pequenos grupos de direita ganharem o jogo de quem fala mais alto na guerra de torcidas. O PT começou a perder essa guerra quando a PF prendeu o banqueiro Daniel Dantas e o ministro da Justiça afinou para o chefe de capangas Gilmar Mendes (Tarso Genro chegou a mandar a PF comprar veículos confortáveis para prender banqueiros corruptos).

Respostas precisam ser objetivas e duras.

Não há uma obra do judiciário que resista a uma auditoria - TODOS os petistas precisam se empenhar em desnudar a manipulação do Judiciário e do MP. Jogar coisas no ar, como faz Gilmar Mendes. Afirmar que a corrupção é endêmica no mundo e o que o governo do PT investigou e puniu, sem interferências.

Questionar: será que esses prédios suntuosos do Judiciário e do Ministério Público resistiriam a uma delação premiada para saber quanto de propina rolou desde as licitações até a execução das obras e toda a equipagem para seu funcionamento?  Ou são as únicas ilhas de santidade onde as mesmas empreiteiras que realizam as demais obras no país não praticam a arte do suborno de agentes públicos?

O Judiciário interfere no Poder Executivo (crime de responsabilidade).

Denunciar que Gilmar Mendes interfere na Justiça para favorecer DEMO/Tucanos. A pedido de José Serra, na campanha de 2010, pediu vistas em processo que questionava a exigência de dois documentos para votar. Deu 2 habeas corpus para soltar o banqueiro do PSDB, Daniel Dantas, depois de flagrado subornando delegado da PF. Perseguiu juiz e delegado federal responsáveis pela operação. Demitiu delegado por supostamente vazar a prisão de Dantas para a Globo e fez com que o delegado fosse condenado a prisão. Juiz foi transferido para uma vara sem importância e calado. Há inúmeros outros exemplos.

Em vez de defender os interesses da população hipossuficiente, o Judiciário e MP usam do poder que a Carta de 88 lhes assegurou  para chantagear TODOS os governos e obter vantagens para si. Político pode roubar, desde que sirva ao Judiciário e ao MP. O poder do Judiciário e do MP é uma espada de Dâmocles pendendo sobre a cabeça de governadores, prefeitos e presidente: quem desgostar o Judiciário e o MP será alvo de investigações; quem adoçar suas bocas será poupado e eventuais inquéritos serão engavetados.   

Contar a História

É preciso unir forças (jornalistas de esquerda) para produzir JÁ livros denunciando a relação entre Mídia, Judiciário, MP, empresários corruptos, maçonaria e igrejas corruptas para dar o golpe no governo do PT e nas aspirações dos brasileiros mais pobres. Mostrar com exemplos como os idiotas sem instrução da pequena classe média e pobres são induzidos a apoiar medidas que os fodem.

Estratégia

A Direita está vencendo porque tem estratégia.


Esquerda tem que parar de comemorar cada vitória como quem comemora um gol (para depois sofrer um contra-ataque) e traçar uma estratégia de ação. Não pode ficar na improvisação, nem esperando que juízes tenham honra, militares tenham brios, juristas tenham honra, políticos tenham hombridade.

(*Gênio da raça)

Vem pro Bucepower você também, vem!

Fonte: Matéria do portal IG http://delas.ig.com.br/comportamento/2015-06-26/bucepower-gang-agita-a-internet-postando-fotos-de-anonimas-sem-roupa.html

Elas querem colocar em pauta a sexualização feminina e para isso estão povoando o Tumblr com nudes femininos que encantam e por vezes até chocam, veja

Ao abrir o Tumblr Bucepower Gang o internauta se depara com a seguinte frase: "Mulheres do Brasil todo atrás de uma dialética e união de idéias em prol da defesa da essência feminina e entendimento do próprio corpo em suas diferentes formas".
O trecho introduz o objetivo do perfil na rede social, que é desconstruir o corpo da mulher como algo que deve ser padronizado, sob a forma de protesto social, sexual e estético.
A página reúne imagens de mulheres anônimas em poses sensuais – algumas consideradas até apelativas pelos internautas – e tem ganhado adeptos no Tumblr, a rede social em que o grupo conseguiu espaço para se consolidar.


Comentário respondido pelas meninas do Bucepower Gang
Reprodução/Tumblr
Comentário respondido pelas meninas do Bucepower Gang

Além das fotos, também são recorrentes os comentários de internautas que apoiam a causa, que condenam a exposição excessiva do corpo ou que tentam entender o objetivo das idealizadoras da iniciativa. Todos os comentários (alguns bem agressivos) são respondidos pelo grupo.
A Gang fala que vê os comentários, em sua maioria, como um retorno positivo, “muitas meninas nos procuram para se juntar e apoiar a causa. E muitas vezes até nos agradecem pelo incentivo e apoio que damos a elas indiretamente”, respondeu o grupo em entrevista feita por e-mail.
Elas também contam que têm consciência de que a primeira impressão da página pode ser chocante para alguns.
“Tem pessoas que recebem muito bem e outras não. Mas, de qualquer forma, isso gera questionamentos, seja ela homem ou mulher, e isso já é um começo”, defendem.
Ao fim, a mensagem é passada de forma clara: "Nós somos a contracultura do machismo patriarcal que está empreguinado em cada um de nós, mais do que uma GANG de rua somos a união de todas por uma, onde nós amamos, nos empoderamos e aprendemos umas com as outras. QUEREMOS TODAS!", escrevem as participantes.
Visitem:
http://bucepowergang.tumblr.com/

segunda-feira, 16 de maio de 2016

É o que temos para hoje


A molecagem latente no espírito do Giova

O homem nasce , cresce, fica adulto, assume responsabilidades, mas o espírito moleque permanece ali latente, esperando oportunidade para dar o ar de sua graça. E o Giova não era exceção; portanto, não dá pra se falar dele sem lembrar as molecagens que ele vivia praticando ou participando.

Meu conhecimento do Giova data de 1984, quando trabalhamos (esse termo não soa bem aqui, mas vá lá) na Secretaria do Interior do então governo José Richa. Foi lá que a nossa mútua queda para a molecagem deu química, digamos assim. E a culpada foi a Cristina Mello, amiga comum, que nos apresentou.

Não arrisco relatar todas as molecagens que lá cometemos, para evitar ações judiciais; então, me limitarei às mais amenas. Mas, antes, rapidamente, preciso situar os acontecimentos e explicar o que nos motivava.

Giova sem retoques
Éramos, tanto o Giova quanto eu, jornalistas inadaptados à função de assessores de imprensa. Na Faculdade havíamos pregado tanto contra as Assessorias de Imprensa que sentíamos o peso da contradição.

Totalmente deslocados na função, nossos releases tendiam a reportagens. Tanto que tivemos a ousadia de inscrever dois trabalhos em um concurso. Um deles reportava o florescimento da Piscicultura na região Oeste do Paraná, outro explorava as expectativas de uma gente simples da localidade de Itaiacoca com a chegada, enfim, da energia elétrica, luxo que uma senhora que entrevistamos jamais havia “conhecido” em 92 anos de vida.

Faço esse registro tão somente para provar que até tentamos ser operários dedicados, mas não demorou a sucumbirmos ao clima de funcionalismo público. Digamos que resistimos dois anos e meio, mais ou menos, período que antecedeu a fase final do governo José Richa. No último ano da administração do político pé-vermelho, o Estado parou – e eu e o Giova aproveitamos para estacionar, descer e tomar um café.

Sem ter o que fazer, nossos dias eram dedicados a tramar e realizar molecagens. Vamos a alguns relatos:

A respeitável irmandade dos Alcoólicos Anônimos foi vítima do Giova. Ele descobriu o telefone do AA divulgado nas contas da Copel e passou a avisar os colegas que um certo Trivisan havia ligado e pedido para retornar.

Para quem não sabe, Trivisan era a marca de uma então conhecida “caninha”. O Giova passava o recado e ficava por perto espiando o sujeito ligar e ser xingado. Os xingamentos se tornaram mais pesados na medida em que o atendente do AA ia ficando de saco cheio com a brincadeira.

No andar de cima da Secretaria ficava a sala dos motoristas, e embora o Giova ligasse para lá avisando dos recados do “Trivisan”, não conseguia testemunhar as confusões. Um certo dia, porém, ele precisou requisitar um carro e foi até a sala dos motoristas, para voltar logo mais se rachando de rir.

No momento em que preenchia a requisição, a chefe do setor de Transporte viu no quadro de avisos o recado e cobrou do motorista: “ôoo, Geraldo, liga logo pra esse Trivisan; esse recado tá aí faz três dias!” A bronca irritou o Geraldo, que devolveu com essa: “eu não vou ligar pra esse filho da puta; ele xinga a gente!”

Quando ninguém mais caia na brincadeira, o próprio Giova passou a chamar pelo Trivisan no AA, só para responder aos xingamentos com mais gozação: “então me chama aí o 51, o Velho Barreiro, o Pitú...”

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De outra feita fomos surpreendidos no meio da noite por uma pane no carro da Secretaria quando estávamos a caminho de Cascavel, no Oeste do Paraná. Jurandir, o motorista, abriu o capô da Panorama (caminhonete da Chevrolet), mas não enxergava nada naquele breu de quase madrugada. O Giova aproveitou para zoar conosco:  apanhou a sua câmera dentro carro e avisou: presta atenção que eu vou iluminar. Com a máquina quase colada ao rosto do Jurandir, avisou: seja bem rápido, e acionou sucessivamente o flash da câmera, quase nos cegando.

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Com a ditadura militar agonizando, o povo passou da fase do medo ao deboche, e a ironia era uma “arma” contra aqueles que ainda davam sustentação direta ou indireta ao regime ditatorial. Quando deputados federais e senadores do Paraná rejeitaram a volta das eleições diretas para Presidente, a oposição divulgou os endereços pessoais desses políticos e sugeriu que a população manifestasse a eles o seu protesto. O Giova, contudo, optou pela gaiatice: usou aqueles endereços para preencher todo o tipo de formulário para contratar, em nome dos deputados e senadores traíras, assinaturas de publicações religiosas, enciclopédias, brindes, bijuterias e todo o tipo de bugiganga.   

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Finalmente, quando o senador Álvaro Dias foi eleito governador do Paraná, em 1986, em substituição a José Richa, o Giova bolou um plano para constranger o novo mandatário. 

Considerando que Dias fazia uma oposição meia-boca ao governo militar, o Giova achou que seria oportuno reatar os laços do Estado com uma das poucas ditaduras que resistiam no Cone Sul, a paraguaia de Alfredo Stroessner.

Valendo-se de seus contatos com militantes paraguaios tidos por “igrejeiros”, ele descobriu o endereço da sede do Governo do Paraguai em Assunção e redigiu um “ofício”, supostamente em nome da equipe do novo governador, convidando o general ditador Stroessner para estar presente à posse do então emedebista Álvaro Dias

Lamentavelmente, nem ele nem eu tivemos como acompanhar o desenrolar do imblógio diplomático, porque ambos pedimos demissão da Secretaria, para não dar a ninguém o gosto de nos chutar porta afora.

quinta-feira, 31 de março de 2016

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Seleção Google - 338º ano de nascimento de Charles Perrault

Charles Perrault (Paris, 12 de janeiro de 1628 – Paris, 16 de maio de 1703) foi um escritor e poeta francês doséculo XVII, que estabeleceu as bases para um novo género literário, o conto de fadas, além de ter sido o primeiro a dar acabamento literário a esse tipo de literatura, o que lhe conferiu o título de "Pai da Literatura Infantil". As suas histórias mais conhecidas são Le Petit Chaperon rouge (Chapeuzinho Vermelho), La Belle au bois dormant (A Bela Adormecida), Le Maître chat ou le Chat botté (O Gato de Botas), Cendrillon ou la petite pantoufle de verre (Cinderella),La Barbe bleue (Barba Azul) e Le Petit Poucet (O Pequeno Polegar).[1] [2] Contemporâneo de Jean de La Fontaine, Perrault também foi advogado e exerceu algumas atividades como superintendente do Rei Luís XIV de França. A maioria de suas histórias ainda hoje são editadas, traduzidas e distribuídas em diversos meios de comunicação, e adaptadas para várias formas de expressões, como o teatro, o cinema e a televisão, tanto em formato de animaçãocomo de ação viva.

Mais informações de Charles Perrault em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Perrault