terça-feira, 25 de outubro de 2011

Para entender Cuba e Fidel

Frei Beto publicou um artigo esclarecedor sobre a blogueira cubana Yoani Sánchez, no qual mostra o que há por trás dessa pretensa "democrata". Me interesso pela revolução cubana e, dos muitos livros e reportagens que li a respeito, o que reputo com maior substância e objetividade é "Retrato crítico", do jornalista do NYT, Tad Szulk. Me pareceu que a ideologia desse jornalista não interferiu no excepcional trabalho jornalístico que ele produziu. Para terem uma referência dele, foi quem (Tad Szulk) preparou o embasamento teórico do Programa Aliança para o Progresso, por meio do qual os EUA pretendiam exercer sua influência sobre os países pobres das Américas, contrapondo-se ao comunismo. Isso nos anos 50/60, em plena guerra fria. Com intuito de determinar o momento (e movido por quais circunstâncias) em que Fidel Castro decidiu adotar o regime Comunista, Szult reconta toda a trajetória do excepcional líder cubano, desde a chegada de seu pai em Cuba, após ter lutado na Guerra Civil Espanhola, até a descida vitoriosa de Sierra Maestra e a consolidação da revolução, enfrentando todo tipo de sabotagem e terrorismo patrocinados pelos Estados Unidos. Para quem se interessar, está esgotado, só se encontra em sebos. Não o tenho em mãos agora, mas creio que o título correto seja "Retrato crítico de Fidel". A editora, se não me engano, é a Record. Li muitos outros sobre Cuba, inclusive a Ilha, de Fernando Morais, e outro produzido por Claudia Furiatti (dois tomos), mas têm o mesmo defeito de obras críticas como as do odioso Cabrera Infante: falta-lhes objetividade e isenção. Uns babam ôvo, outros destilam ódio e ressentimento (caso da blogueira Yoani Sánchez).  Já a obra do judeu norte-americano Tad Szulk prima pela objetividade jornalística, que é o que interessa.

Livro: Fidel: Um retrato crítico
Editora: Record, 1985
Autor: Tad Szulk 

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