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| Ministro Celso de Merllo após ler O Código da Vida |
Para provar a venda de sentenças siga-se o ensinamento do presidente do STF, ministro Ayres Britto: a pergunta não deve ser: "há prova de venda de sentença?", mas "não está na cara que esse juiz levou bola do réu?".
Aos acusados de venda de sentença caberá o ônus da prova de sua inocência. Afinal, parodiando a ministra Rosa Weber e o ministro Luiz Fux, nenhum juiz anuncia no Alô Negócios que está disponível para comercializar sentenças ou emite nota fiscal descriminada; ao contrário, isto é feito de maneira acobertada, às escuras mesmo. Evidente, portanto, que é muito difícil fazer prova dessa prática, mas que ela ocorreu não resta a menor dúvida!
Ao livrar o país dos juízes vendedores de sentença - os bandidos de toga, como bem os designou a ministra Eliane Calmon - o Poder Legislativo federal estará moralizando os costumes no Brasil, como propugnou o ministro Celso de Mello (aquele alcunhado "juiz de merda" pelo ex-ministro da Justiça Saulo Ramos em seu livro Código da Vida, página 179).
Mãos a obra, parlamentares!

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