
O site do HSBC está fora do ar a manhã inteira. Sem acesso ao Internet Banking, quem precisa movimentar sua conta, fazer pagamentos, transferências e outros serviços bancários tem que se deslocar até as agências e enfrentar filas. O banco inglês que abocanhou o Bamerindus em 1997 já encerrou as operações nos demais países da América do Sul e reduziu bastante a participação no mercado brasileiro. Há alguns anos vendeu a sua financeira popular - Losângo -, terceirizou o financiamento de veículos, praticamente desembarcou da Poupança e do crédito imobiliário na faixa mais popular, reduziu o relacionamento com a clientela de menor renda e tenta se firmar no segmento denominado "Premier", entre outras medidas restritivas. Ao lado do Santander - este um gigante bem-sucedido em território brasileiro -, o HSBC foi o que sobrou da avalanche de instituições estrangeiras no mercado bancário brasileiro nos anos 90, quando o governo FHC escancarou as portas do País à concorrência internacional. O ex-presidente brasileiro do HSBC, Michael Geoghegan, chegou a dizer que iria "ensinar" o dono do Itaú, Roberto Setúbal, a ganhar dinheiro. Mas acabou mesmo foi aprendendo com o paulista a ganhar dinheiro fácil com operações de Tesouraria, em especial a compra de títulos do governo. Isto quando o Brasil ainda se constituia no "último almoço grátis" da banca internacional, conforme palavras da presidente Dilma Roussef. Atualmente, com o juro real na faixa de 1,75% ao ano, o HSBC está sendo testado de fato na sua alegada competência em negócios. Se vai passar no teste só o tempo dirá.
18h24 - A página do banco voltou a funcionar.
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