“O Narcóticos Anônimos promoveu uma grande mudança
na minha vida”. O depoimento sincero de João Marcos (nome fictício), de
40 anos, se junta aos de muitos outros homens e mulheres distribuídos
por mais de 200 grupos da Irmandade em todo o Estado do Rio de Janeiro.
Desde 1953, a organização reúne aqueles que desejam se recuperar das
drogas por meio de uma metodologia baseada na coletividade e na
autossustentabilidade.
Participante do N.A. há 11 anos, João lembra bem os motivos que o levaram a procurar ajuda.
“Percebi que estava mal quando cheguei em casa e não encontrei nem mulher, nem filha, nem cachorro. Eu já tinha vontade de parar, mas não sabia como”, revelou o integrante do grupo de Alcântara.
Em busca de solução, João Marcos recorreu a diversas religiões e até tentou resistir sozinho, porém sem sucesso.
“Consegui permanecer 8 meses limpo quando quebrei a perna, mas foi só voltar a sair de casa para retomar o consumo. A adicção ‘dependência’ é uma doença!”, ressaltou.
A descoberta da Irmandade Narcóticos Anônimos fez ressurgir as esperanças na transformação. Em visita em Araruama, na Região dos Lagos, João encontrou um ex-vizinho que havia abandonado o vício e estava bastante mudado, graças à participação no grupo ativo no município. Lá, ele permaneceu por dois anos, até se mudar para São Gonçalo e continuar o tratamento.
“Interrompi meu acompanhamento no grupo em três oportunidades. Ficava por dois anos e saía, mas agora estou há cinco anos ininterruptos e aqui permanecerei”.
Pelo própria experiência, João Marcos adverte a importância da assiduidade nas reuniões para se manter ‘limpo’ (sem consumir qualquer droga).
“Tem muita gente que tem recaída e volta, e outros que nunca mais voltam por faltar uma ou duas reuniões e acabar desistindo. Se o médico diz que você deve tomar um medicamento todos os dias, não pode ignorar a orientação. No caso das drogas, a lógica é a mesma. O acompanhamento precisa ser diário. A partir do momento que você se desmotiva a vir, perde a concentração e se deixa levar”, destacou João, presente nos encontros que acontecem às quartas, sextas, sábados e domingos, de 19h30 às 21h30.
Mudança de vida após as reuniões
O primeiro contato de João Marcos com as drogas ocorreu aos 12 anos de idade, com convites de amigos para beber. Dali, ele experimentou de tudo, exceto crack, que segundo ele, ainda não existia na época. Hoje, aos 40, ele tem uma visão mais crítica.
“Para mim, a bebida é uma droga, ainda que lícita. Ela foi a porta de entrada para as demais, no meu caso. Deveria ser proibida como as demais”, asseverou.
Graças à filosofia dos Narcóticos Anônimos, João Marcos tem motivos para sorrir de novo.
“Casei de novo e consegui a guarda da minha filha. O programa não objetiva apenas parar de usar a droga, mas transmitir um aprendizado para todas as áreas da vida. Devemos levar os 12 passos e as 12 tradições básicas para sempre”.
Dados - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que de 1% a 2% da população Brasileira seja usuária regular de algum tipo de droga.
N.A. está há 40 anos no Brasil
Com origens nos EUA na década de 1940, Narcóticos Anônimos é uma sociedade sem fins lucrativos, não vinculada a partidos políticos ou religião. Presente em 130 países, a organização desenvolve uma metodologia baseada em princípios espirituais para aplicação na vida diária, que reiteram o apoio mútuo para alcançar a total abstinência das drogas.
Para a NA, qualquer adicto pode parar de usar, perder o desejo de usar e encontrar uma nova maneira de viver. No Brasil, a entidade iniciou atividades na década de 1980. Atualmente, segundo dados oficiais, cerca de 2500 reuniões são realizadas por semana.
Para participar, basta querer abandonar o consumo. A participação é gratuita.
Leste Fluminense oferece 14 grupos de ajuda
Itaboraí
Igreja São Pedro Apóstolo
Avenida Vinte Dois de Maio, 2280 - Venda das Pedras
Maricá
Fundação Leão XIII
Rua Domício da Gama, 391 - Centro
Niterói
- Edifício da Assembleia de Deus de Venda da Cruz
Rua Dr. March, 494 - Barreto
- Assembleia de Deus
Avenida Quintino Bocaiúva, 20 - Caramujo
- Posto de Saúde
Rua Jansen de Melo, 81 - Centro (próximo à descida da Ponte, sentido Icaraí)
- Policlínica Doutor Guilherme March
Rua Desembargador Lima Castro, 238 - Fonseca (ao lado do Detran)
- Igreja Santuário das Almas
Rua Álvares de Azevedo, 237 - Icaraí
- Posto de Saúde
Estrada do Engenho do Mato, s/nº - Itaipu
- Igreja Imaculado Coração de Maria
Avenida Rui Brabosa, 690
Rio Bonito
Casa da Amizade
Avenida Lacerda, 130 - Centro (rua da Padaria Santos Dumont)
São Gonçalo
- Igreja São Pedro de Alcântara
Praça do Alcântara (atrás do shopping)
- Igreja Nossa Senhora das Neves
Rua Oliveira Botelho, s/nº - Neves
- Anexo da Igreja Batista Bíblica
Avenida Alzira Vargas, 2439 - Pacheco
- Igreja da Matriz
Alameda Pio XII, 86 - Centro
Participante do N.A. há 11 anos, João lembra bem os motivos que o levaram a procurar ajuda.
“Percebi que estava mal quando cheguei em casa e não encontrei nem mulher, nem filha, nem cachorro. Eu já tinha vontade de parar, mas não sabia como”, revelou o integrante do grupo de Alcântara.
Em busca de solução, João Marcos recorreu a diversas religiões e até tentou resistir sozinho, porém sem sucesso.
“Consegui permanecer 8 meses limpo quando quebrei a perna, mas foi só voltar a sair de casa para retomar o consumo. A adicção ‘dependência’ é uma doença!”, ressaltou.
A descoberta da Irmandade Narcóticos Anônimos fez ressurgir as esperanças na transformação. Em visita em Araruama, na Região dos Lagos, João encontrou um ex-vizinho que havia abandonado o vício e estava bastante mudado, graças à participação no grupo ativo no município. Lá, ele permaneceu por dois anos, até se mudar para São Gonçalo e continuar o tratamento.
“Interrompi meu acompanhamento no grupo em três oportunidades. Ficava por dois anos e saía, mas agora estou há cinco anos ininterruptos e aqui permanecerei”.
Pelo própria experiência, João Marcos adverte a importância da assiduidade nas reuniões para se manter ‘limpo’ (sem consumir qualquer droga).
“Tem muita gente que tem recaída e volta, e outros que nunca mais voltam por faltar uma ou duas reuniões e acabar desistindo. Se o médico diz que você deve tomar um medicamento todos os dias, não pode ignorar a orientação. No caso das drogas, a lógica é a mesma. O acompanhamento precisa ser diário. A partir do momento que você se desmotiva a vir, perde a concentração e se deixa levar”, destacou João, presente nos encontros que acontecem às quartas, sextas, sábados e domingos, de 19h30 às 21h30.
Mudança de vida após as reuniões
O primeiro contato de João Marcos com as drogas ocorreu aos 12 anos de idade, com convites de amigos para beber. Dali, ele experimentou de tudo, exceto crack, que segundo ele, ainda não existia na época. Hoje, aos 40, ele tem uma visão mais crítica.
“Para mim, a bebida é uma droga, ainda que lícita. Ela foi a porta de entrada para as demais, no meu caso. Deveria ser proibida como as demais”, asseverou.
Graças à filosofia dos Narcóticos Anônimos, João Marcos tem motivos para sorrir de novo.
“Casei de novo e consegui a guarda da minha filha. O programa não objetiva apenas parar de usar a droga, mas transmitir um aprendizado para todas as áreas da vida. Devemos levar os 12 passos e as 12 tradições básicas para sempre”.
Dados - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que de 1% a 2% da população Brasileira seja usuária regular de algum tipo de droga.
N.A. está há 40 anos no Brasil
Com origens nos EUA na década de 1940, Narcóticos Anônimos é uma sociedade sem fins lucrativos, não vinculada a partidos políticos ou religião. Presente em 130 países, a organização desenvolve uma metodologia baseada em princípios espirituais para aplicação na vida diária, que reiteram o apoio mútuo para alcançar a total abstinência das drogas.
Para a NA, qualquer adicto pode parar de usar, perder o desejo de usar e encontrar uma nova maneira de viver. No Brasil, a entidade iniciou atividades na década de 1980. Atualmente, segundo dados oficiais, cerca de 2500 reuniões são realizadas por semana.
Para participar, basta querer abandonar o consumo. A participação é gratuita.
Leste Fluminense oferece 14 grupos de ajuda
Itaboraí
Igreja São Pedro Apóstolo
Avenida Vinte Dois de Maio, 2280 - Venda das Pedras
Maricá
Fundação Leão XIII
Rua Domício da Gama, 391 - Centro
Niterói
- Edifício da Assembleia de Deus de Venda da Cruz
Rua Dr. March, 494 - Barreto
- Assembleia de Deus
Avenida Quintino Bocaiúva, 20 - Caramujo
- Posto de Saúde
Rua Jansen de Melo, 81 - Centro (próximo à descida da Ponte, sentido Icaraí)
- Policlínica Doutor Guilherme March
Rua Desembargador Lima Castro, 238 - Fonseca (ao lado do Detran)
- Igreja Santuário das Almas
Rua Álvares de Azevedo, 237 - Icaraí
- Posto de Saúde
Estrada do Engenho do Mato, s/nº - Itaipu
- Igreja Imaculado Coração de Maria
Avenida Rui Brabosa, 690
Rio Bonito
Casa da Amizade
Avenida Lacerda, 130 - Centro (rua da Padaria Santos Dumont)
São Gonçalo
- Igreja São Pedro de Alcântara
Praça do Alcântara (atrás do shopping)
- Igreja Nossa Senhora das Neves
Rua Oliveira Botelho, s/nº - Neves
- Anexo da Igreja Batista Bíblica
Avenida Alzira Vargas, 2439 - Pacheco
- Igreja da Matriz
Alameda Pio XII, 86 - Centro
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