Dian Fossey, zoóloga americana e primatologista, nasceu há 82 anos
Dian Fossey foi assassinada misteriosamente aos 53 anos, enquanto estudava os gorilas em Ruanda; sua vida foi contada em um premiado filme
Dian Fossey, zoóloga americana que estudou a vida e o
comportamento de gorilas na África ao longo de mais de 20 anos,
completaria nesta quinta-feira 82 anos. Ela ficou conhecida no mundo
científico ao pesquisar animais da espécie entre as décadas de 1960 e
1980 - e também pelo misterioso caso de sua morte. Ao estudar os gorilas
diariamente em florestas e montanhas na República de Ruanda, Dian
Fossey tornou-se uma ativista por esses animais. A zoóloga foi
assassinada em 1985, na Ruanda.
Dian Fossey nasceu em 16 de janeiro de 1932 em São
Francisco, na Califórnia. Ela teve uma infância difícil: filha única
de George e Kitty Fossey, ela teve um pai que bebia muito - o que
provocou o divórcio dos pais quando Dian tinha apenas três anos. Ela
pouco o viu nos anos seguintes. Aos cinco anos, a menina passou a ter um
padrasto quando a mãe casou com Richard Price. Ele, no entanto, não
tratava bem a garota. Quando ela ingressou na faculdade, pouco foi
investido pela família em sua educação.
Ela estudou terapia ocupacional e encontrou um emprego
na área. Apesar de gostar da profissão - que a fazia ter contato com
crianças com deficiência de maneira que outros profissionais não
conseguiam, Dian Fossey tinha o desejo de ver mais do mundo. Ela, então,
juntou os lucros que obteve ao longo de três anos para financiar uma
viagem à África. Seu principal interesse estava nas escavações
na Garganta de Olduvai, no leste da África, e os vulcões nas montanhas
Virunga, também na África oriental.
A zoóloga passou boa parte da vida no continente
africano, para onde foi em 1963. Ela observou os hábitos dos gorilas ao
longo de quase duas décadas até ser assassinada em Ruanda em 26 de
dezembro de 1985 - em um crime que continua sem solução. Dian Fossey é a
autora do livro autobiográfico Gorillas in the Mist (1983), que foi adaptado para o cinema no filme Nas Montanhas dos Gorilas (Gorilas na Bruma,
em Portugal) que conta com Sigourney Weaver no papel da primatologista.
O filme foi indicado a cinco categorias do Oscar, e Sigourney Weaver
recebeu o Globo de Ouro em 1989 como melhor atriz de cinema - drama por
seu trabalho.

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