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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O Brasil Moderno nasceu com o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Agora é prosseguir

Editorial do The Villa Biscaia Post (para o povo entojado)

O povo brasileiro sempre trabalhou muito. O problema é que, até 2003, antes do primeiro Governo Lula, para milhões de brasileiros, trabalhar não significava necessariamente progredir. Trabalhava-se para sobreviver, para pagar as contas, para manter a família — mas, muitas vezes, sem a possibilidade concreta de melhorar de vida e colher os frutos do próprio esforço.


Quando o Governo Lula chegou, uma parcela enorme da população experimentou, pela primeira vez, uma sensação que deveria ser elementar em qualquer sociedade: TRABALHAR VALE A PENA.


Antes disso, milhões de brasileiros atravessavam a vida sem jamais entrar em um avião, sem poder viajar nas férias, sem se hospedar em um hotel, sem frequentar uma churrascaria quando quisessem, sem trocar uma casa pequena por outra maior quando a família crescesse — e, muitas vezes, sem sequer ter um carro velho para passear com os filhos.


Para muitos, tudo isso parecia reservado a uma minoria.


Foi durante os governos do presidente Lula que essas possibilidades começaram a se tornar parte da vida cotidiana de milhões de brasileiros.


Lula não simplesmente “deu” alguma coisa a ninguém. Lula ajudou a criar condições para que milhões de brasileiros pudessem conquistar aquilo que já mereciam pelo próprio trabalho. O Brasil começou a se transformar em um país mais moderno e inclusivo, no qual a origem social não precisava determinar, para sempre, o destino de uma pessoa.


Trabalhar, o brasileiro já trabalhava — e muito. O que faltava era que o esforço pudesse se converter em oportunidade, mobilidade social e melhoria efetiva da qualidade de vida.


É nesse ponto que talvez esteja uma das maiores transformações daquele período.


A filha da empregada doméstica pôde deixar de ter como destino inevitável o mesmo trabalho da mãe e chegar à universidade, formando-se em Medicina. O filho do porteiro pôde não precisar repetir a profissão do pai e estudar Engenharia. O filho do operário pôde construir sua própria trajetória, estudar Administração e chegar à direção de uma indústria, em vez de depender de uma vaga conseguida pelo pai na fábrica.


Os exemplos são milhões.


E talvez seja justamente isso o que mais incomode aqueles que preferem acreditar que a sociedade deve permanecer imutável: quando uma geração conquista oportunidades que a anterior não teve, a velha lógica da desigualdade começa a ser rompida.


É verdade que nenhum governo resolveu todos os problemas do Brasil — nem poderia. Ainda há pobreza, desigualdade, serviços públicos deficientes e enormes obstáculos a superar. Mas reconhecer os avanços não significa ignorar o que falta. Ao contrário: significa compreender de onde partimos e o quanto ainda precisamos avançar.


Aos que transformam qualquer conquista social em motivo de ressentimento, aos que preferem o lamento à construção e aos que desejam devolver o Brasil a um passado de oportunidades restritas, deixemos o seu ÓDIO.


Nós temos trabalho a fazer.


Os desafios da modernização do País continuam imensos. E tornam-se ainda maiores quando a sociedade se deixa contaminar por discursos que pretendem desvalorizar conquistas, desacreditar políticas de inclusão e convencer os brasileiros de que avançar foi um erro.


Não podemos aceitar que o País dê passos para trás e, depois, cobre novamente dos brasileiros que trabalham a tarefa de reconstruir aquilo que já havia sido conquistado.


O Brasil precisa seguir em frente.


Precisa de mais oportunidades, mais educação, mais emprego, mais renda, mais desenvolvimento e, sobretudo, de uma sociedade em que o lugar onde uma pessoa nasce não determine o lugar onde ela poderá chegar.


Que nunca nos esqueçamos:


“NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA.” 

O Brasil Moderno nasceu com o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Agora é prosseguir

Editorial do The Villa Biscaia Post (para comunicação direta)

O povo brasileiro sempre trabalhou muito. Acontece que até 2003, antes do Governo Lula, trabalhar não valia a pena. As pessoas trabalhavam apenas para sobreviver, sem melhorar de vida, sem gozar os frutos de seu esforço.


Quando o Governo Lula chegou, pela primeira vez TRABALHAR VALEU A PENA.


Antes, milhões passavam por esta vida sem nunca terem entrado em um avião, sem poder viajar de férias, sem poder se hospedar em um hotel, sem poder ir a uma churrascaria sempre que quisessem, sem poder trocar de casa por uma maior quando a família aumentava, sem ter nem mesmo um carro velho para passear com a família.


Tudo isso se tornou normal com o presidente Lula na administração do Brasil.


Lula não deu. Lula começou a transformar o Brasil em um país moderno, em que todas as pessoas têm os mesmos direitos e oportunidades de progredir. Trabalhar, todo mundo já trabalhava — e muito —, só não via um retorno de seus esforços.


Com o presidente Lula administrando o País, a filha da doméstica não foi mais OBRIGADA a ser doméstica da filha do patrão e se formou em Medicina. O filho do porteiro não precisou ser porteiro também e estudou Engenharia. O filho do operário não dependeu de o pai conseguir colocá-lo também na fábrica, mas estudou Administração e foi dirigir a indústria.


Os exemplos são milhões.


Só os 'encostados' não conseguiram progredir, e o que restou a eles foi apenas o ÓDIO ao presidente Lula, que criou oportunidades reais para quem já trabalhava muito conquistar o melhor fruto do seu esforço.


Deixemos os 'encostados' e 'reclamões' com o seu ÓDIO e vamos em frente, porque são imensos os desafios de prosseguir na modernização do nosso País. E ainda muito maiores quando a sociedade se deixa contaminar pelo discurso dos  "encostados" e dá passos para trás, impondo, depois, aos brasileiros que trabalham a obrigação de reconstruir o que já estava pronto. 

Que nunca nos esqueçamos de que "NÃO TÁ MORTO QUEM PELEA".

domingo, 24 de maio de 2026

O Ouvidor de Histórias - O elo perdido

Se você tem uma boa história para contar eu quero ouvi-la. E se você concordar, quero recontá-la aqui, com pinceladas de fantasia. Os nomes dos personagens podem ser fictícios* ou não; você decide.

A história que inaugura esta série fala de um (re)atamento de laços familiares e uma percepção que ajudou o caminho de aproximação.


O Ouvidor de Histórias

Jairo Mangabeira* é gay.Tem 34 anos e vive com um namorado três anos mais velho em uma moderna capital brasileira. Nasceu no interior, filho de mãe solteira, criado pelos avós e uma tia. Jairo não conviveu com o pai biológico, um homem casado e com outra família formada. Também nunca viu o pai, mas sabe seu nome. E quando teve idade suficiente para decidir as coisas por si ficou sabendo pelo Google que seu pai é engenheiro civil e toca uma construtora de médio porte. Jairo entendeu aí a sua tendência às Ciências Exatas.



Na universidade iniciou o Curso de Geologia, que logo (no 2º ano) trocou pela Engenharia Mecânica, em que se graduou há quase 7 anos. O filho de mãe solteira, criado pelos avós, gente simples de origem rural, apenas alfabetizados, se tornou o primeiro da família a ter um diploma de curso superior. Jairo é o orgulho da família. O avô já ficou prosa no dia em que, em uma festa no emprego do neto, ouvir chamarem o Doutor Jairo. Na segunda-feira, mesmo sem precisar, foi à barbearia só para contar à roda de amigos que lá fazem ponto que o neto é Doutor Jairo.

Na capital, Jairo é apenas Jairo, o moço bem-sucedido no trabalho, que mora num apartamento bacana, financiado no Itaú/Unibanco, dono de um chamativo Citroen azul e que nos finais de semana usa a bicicleta para fazer longas estiradas, em geral com um grupo de outros ciclistas. A mais recente os levou à Fazenda Santo Antonio de Pádua, município há 52 quilômetros, onde há diversas quedas d'água.

Os porteiros do prédio sabem que Jairo é casado com Douglas* e os dois fazem muitas compras pela internet; diariamente chegam pacotes da Mercado Livre, Amazon, OLX e inúmeros fast foods. Jairo e Douglas pensam em adotar duas crianças, mas essa é uma ideia ainda bastante abstrata, superficial. Não têm cachorros nem gatos. Gostariam de ter um cão, mas acham que isso os prenderia muito em casa. Quando houver crianças na casa, é possível.

Faz uma semana. Jairo cismou de investigar a vida da família do pai desconhecido. O "velho" também deixou o interior e vive na capital. O endereço, uma casa térrea, confortável, não é longe do apartamento de Jairo e Douglas. No Linkedin, Jairo vê mais informações da outra família. O velho engenheiro civil tem mulher e três filhos.

No Facebook e no Instagram, Jairo pela primeira vez vê a face de seu ascendente desconhecido. Procura traços de parecença, os olhos grandes, o nariz um pouco mais pronunciado, as discretas entradas no cabelo. Não tem tendência à calvície - comemora.

Até aqui é mera curiosidade, não pensa em fazer contato com quem nunca tomou a iniciativa. Isso em termos - pensa -, porque sabe meio por cima que chegavam contribuições frequentes de alguém, durante a sua infância e adolescência. Lembra-se de que os avós pagavam a mensalidade da faculdade de Engenharia com essas contribuições.

Olhou fotos da mulher daquele que era seu pai. A senhora deveria ter pouco mais de 70 anos. Guardava traços de beleza; deve ter sido moça bonita na juventude. Fotografias em festas, na praia, em viagens com o marido e os filhos, irmãos de Jairo. Dois irmãos homens e uma irmã. Tentou buscar semelhanças, mas não teve sucesso. Só a cor da pele e dos cabelos eram as mesmas.

Já ouvira falar que tinha irmãos, mas era a primeira vez que os via. Voltou inúmeras vezes ao Instagram de cada um. Ali descobriu que a irmã tinha namorado e o irmão que parecia ser o mais velho dos três também tinha uma namorada. O terceiro irmão, que tinha ares de ser o caçula, jogava tênis e praticava natação. O irmão mais velho, engenheiro civil como o pai, parecia fazer musculação, assim como a irmã. Parecia o protótipo da família feliz.

Jairo tinha um sentimento estranho: via aquelas pessoas como sua família ao mesmo tempo em que se sentia um estranho em relação a eles. Achava que o sentimento escondia medo da reação dos irmãos, do pai, da senhora distinta que talvez até tivesse absorvido a infidelidade do marido. Era melhor deixar as coisas quietas como estão. 37 anos é muito tempo para criar laços assim sem mais, pensava.

Até o dia em que prestou maior atenção às imagens e postagens do irmão mais jovem e percebeu que o meio irmão também era gay. Aquela revelação representou o que faltava para tomar coragem e buscar contato com a família. Não imaginava que seria tão bem recebido pelos meio-irmãos, que desconheciam completamente a sua existência. Ali se iniciava uma nova história da vida daqueles jovens. As fotos do quarteto postadas nas redes sociais apresentando o novo membro da família não deixavam dúvida sobre o bom desenlace dessa história: "Éramos três e somos quatro!" - exclamava a legenda em letras maiúsculas, não deixando dúvida sobre a espontaneidade dos sorrisos estampados no rosto dos três rapazes, que se abraçavam e à sua irmã.