Copiado do excelente Blog Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha
Luiz Carlos Azenha
Na semana seguinte às eleições municipais em que Fernando Haddad
derrotou José Serra em São Paulo, episódios estranhos começaram a
acontecer em torno do premiado repórter Amaury Ribeiro Jr., autor do
livro Privataria Tucana, o best seller que vendeu 150 mil cópias.
Primeiro, ele foi procurado por telefone por um homem de Guarulhos
que prometeu documentos relativos à Operação Parasita, da polícia
paulista, que investigou empresas que cometiam fraudes na área da
saúde. Foi marcada uma reunião, mas a fonte se negou a entrar no local
de trabalho de Amaury. Quando se encontraram pessoalmente, do lado de
fora, a história mudou: o homem ofereceu a Amaury a venda de material
secreto que teria como origem o despachante Dirceu Garcia.
No inquérito da Polícia Federal que apura a quebra de sigilo de
dirigentes do PSDB, aberto durante a campanha eleitoral de 2010, Dirceu é
a única testemunha que acusa Amaury de ter participado da violação.
“Novamente, estão querendo armar contra mim”, diz Amaury. “Mas desta vez
a trama foi toda gravada por câmera de segurança”.
Em seguida, outra situação nebulosa, desta vez supostamente para atingir a Editora Geração Editorial, que publicou o Privataria Tucana.
Um “ganso” da polícia paulista marcou encontro com o diretor de
comunicação, William Novaes, com o objetivo de entregar um dossiê que
incriminaria vários políticos tucanos, entre eles o ex-senador Tasso
Jereissati.
O encontro, do qual Amaury também participou, foi gravado por câmeras
ocultas. Amaury acredita que o objetivo era entregar à editora material
falso que pudesse ser usado para desqualificar seu livro. Diante da
recusa, a mesma suposta “fonte”, que responde a vários processos por
estelionato, ligou para a editora dias depois dizendo que Amaury corria
risco de vida.
“Acredito que eles pretendiam me acusar de obstruir o processo em
andamento, o que poderia até resultar em minha prisão”, avalia o
repórter.
Na mesma semana, narra Amaury, o ex-sub-procurador da República, hoje advogado José Roberto Santoro,que segundo a revista Veja tem ligações com o tucano José Serra, procurou a direção do jornal O Tempo, de Minas Gerais, para intermediar um encontro com a direção do jornal Hoje em Dia, onde Amaury mantém coluna semanal.
O objetivo, segundo o repórter, seria reclamar de uma nota publicada
na coluna de Amaury relativa a uma mineradora de Minas e ao
ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung. Mas, de acordo com
Amaury, no encontro Santoro não reclamou objetivamente do conteúdo da
coluna. “Ele ficou falando mal de mim, tentando levar à minha demissão e
quando foi advertido pelos diretores do jornal aumentou ainda mais o
tom de voz, como se estivesse numa crise histérica”, diz o repórter. A
coluna continua a ser publicada.
Qual seria a explicação para esta sequência de eventos?
Amaury explica: “Está ocorrendo um verdadeiro complô, articulado
provavelmente por tucanos, com apoio de setores da Polícia Federal e do
Ministério Público Federal. O objetivo é derrubar primeiro o Lula e
depois atingir a presidenta Dilma”.
Aqui, é importante lembrar que, na campanha de 2010, Amaury foi
acusado pela mídia de integrar um grupo de inteligência a serviço da
campanha de Dilma Rousseff, aquele que teria violado o sigilo fiscal de
tucanos. O repórter nega: “Estão querendo requentar um assunto velho,
que sumiu das páginas dos jornais logo depois das eleições de 2010. Pelo
jeito vai voltar já pensando em 2014. Talvez estejam pensando em me
usar para chegar na Dilma”.
Amaury estranha que o processo sobre a violação do sigilo de tucanos
tenha voltado a andar uma semana depois das eleições de 2012, quando
foram chamados para depor o jornalista Luiz Lanzetta e o secretário
particular do diretor de redação do Correio Braziliense e do Estado de Minas, Josemar Gimenez.
Lanzetta trabalhou na campanha de Dilma e foi acusado de ser o chefe
do suposto núcleo de inteligência. Quanto a Josemar, Amaury trabalhou
em O Estado de Minas, onde deu sequência à apuração dos fatos que resultaram no livro Privataria Tucana. O
repórter enfatiza sempre que baseou o livro em documentos públicos
obtidos em juntas comerciais e cartórios, na CPI do Banestado e no
Exterior.
Aqui, pausa para uma bomba: segundo Amaury, o presidente do PSDB,
Sergio Guerra, entrou na Justiça de Brasília com uma ação em que pede a
retirada de circulação do livro, alegando que o Privataria Tucanacausa
danos morais a caciques do partido. O pedido foi feito durante a
campanha de 2012 mas até hoje a Justiça não se pronunciou.
“Com certeza, o livro provocou muitos estragos nas eleições. Com
certeza continuará provocando. O curioso é que eles nunca respondem
especificamente às acusações ou documentos mostrados no livro”, diz
Amaury.
Ele também estranha que o procurador-geral da República, Roberto
Gurgel, que recebeu dezenas de livros pelos Correios, de leitores
indignados com o conteúdo, não tenha aberto um procedimento para apurar
as denúncias. Amaury entregou parte dos documentos utilizados no Privataria à Polícia Federal, que até hoje não abriu inquérito.
Além disso, apesar de o deputado federal e ex-delegado da PF
Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) ter conseguido o número de assinaturas
necessárias à abertura da CPI da Privataria, o presidente da Câmara,
Marco Maia (PT-RS), parece ter sentado sobre o assunto.
NOVO LIVRO
Desde o lançamento do Privataria Tucana, Amaury fala em escrever a sequência. O livro já tem nome:Privataria 2, o Grande Complô.
Viomundo: Amaury, do que tratará o livro?
Amaury: Vou mostrar como funciona o núcleo de inteligência do PSDB,
que domina até hoje setores da Polícia Federal e do Ministério Público
Federal. Eles se movimentam para desarticular o ex-presidente Lula e
futuramente a presidenta Dilma. Quero mostrar porque o PT não reage. No
caso da CPI do Cachoeira, tinha a faca e o queijo na mão para investigar
melhor a relação entre o bicheiro e a revista Veja.
Viomundo: Você tem explicação para o recuo do relator Odair Cunha (PT-MG)?
Amaury: O PT parece abafar todos os casos. Suspeito que é por um
motivo simples. Herdou e deu continuidade a esquemas dos tucanos. No
caso do Odair Cunha, devemos lembrar que o ex-sócio dele, que é da
região de Boa Esperança, em Minas Gerais, se tornou diretor de Furnas e
controla verbas e cargos. Será que tem o rabo preso e os tucanos
descobriram?
Viomundo: E a CPI da Privataria, agora sai?
Amaury: Acho que não sai. Tudo indica que o PT tenha herdado o
esquema promíscuo que os tucanos tinham com as empresas de
telecomunicações. Diante da nova denúncia do Marcos Valério, que diz que
a Brasil Telecom teria doado 7 milhões de reais ao PT, o partido vai
ficar totalmente desmoralizado se a CPI não for aberta. Se não for
aberta, vai ficar bem claro que eles temem que as investigações atinjam o
próprio PT.
Viomundo: O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, chegou a
convidar o ex-presidente FHC para falar sobre a lista de Furnas. Mas foi
desautorizado pelo líder do PT no Senado, Walter Pinheiro. Afinal, essa
lista de Furnas é falsa, como afirmam os tucanos?
Amaury: O laudo da perícia da Polícia Federal diz que é verdadeira. A
lista mostra doações de campanha feitas por um esquema montado em
Furnas para vários caciques do PSDB, dentre os quais Aécio Neves,
Geraldo Alckmin e José Serra. O caso foi denunciado na Justiça federal
do Rio de Janeiro pela procuradora Andrea Bayão Ferreira, que em seu
relatório diz não ter dúvidas da existência do esquema, que era
abastecido por empresas fornecedoras de Furnas. Mas a Justiça Federal
transferiu o caso para a Justiça estadual do Rio de Janeiro, apesar de
Furnas ser uma estatal federal. É outro caso no qual o procurador Gurgel
não tomou qualquer providência. Será que ele faria o mesmo se fosse um
esquema petista?
Viomundo: E essa história do mensalão tucano, anda?
Amaury: Mais uma vez houve tratamento diferenciado ao PSDB. No caso
do mensalão tucano, houve desmembramento das investigações, encaminhadas
à Justiça de Minas. No STF só serão julgados os reús com foro
privilegiado. Vai ficar mais difícil montar o quebra-cabeças que
facilitaria a condenação, como foi o caso do mensalão petista. As
teorias do Gurgel não teriam vingado se tivesse havido desmembramento
também no mensalão petista. No caso dos tucanos, houve.
Viomundo: Lula nunca falou sobre a Operação Porto Seguro,
aquela que desvendou um esquema de tráfico de influência nas agências
reguladoras e que teria a participação de Rosemary Nogueira. A mídia
explorou o que define como “relações íntimas” entre o ex-presidente
Lula e Rosemary. O que te pareceu o caso?
Amaury: São denúncias sérias, que devem ser apuradas. Mas outra vez a
imprensa, a Polícia Federal e o Ministério Público dão tratamento
desigual a petistas e tucanos. Devemos lembrar que o ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso acreditava ter tido um filho com uma
jornalista da Globo e a imprensa não só calou a respeito durante quase
duas décadas como ajudou a abafar o caso. Uma concessionária pública, a
Globo, transferiu a mãe do menino para a Espanha. Conheço bem essa
história. Nunca toquei no assunto por se tratar da vida pessoal. Mas
diante do cinismo da imprensa estou pensando em incluir no livro algumas
revelações sobre como era o esquema para sustentar mãe e filho na
Europa. É jornalistacamente relevante por se tratar de dinheiro de caixa
dois, de financiamento de campanha. Tenho uma testemunha que sabe de
tudo.
Viomundo: Você não poupa nem a PF, que vem trabalhando como nunca?
Amaury: O governo é petista, mas há um núcleo tucano na PF, tanto que
a presidente da República só ficou sabendo da Operação Porto Seguro
depois que ela foi deflagrada. O ministro da Justiça apareceu na TV com
aquela cara de bobo, ficou vendido. Vale lembrar que o início das
investigações se deu pelas mãos do serviço de inteligência do PSDB, que
cooptou testemunhas para levar o caso adiante. Meu livro vai contar os
detalhes de como isso aconteceu. Vai também desnudar as relações
promíscuas entre integrantes do Ministério Público e da Polícia Federal
com o alto tucanato. Como vou sustentar, é mesmo um grande complô.
Viomundo: Mas se a Rosemary foi exonerada no dia seguinte à
operação da PF, Dilma não sabia de nada antecipadamente? Há especulação
de que ela deixou andar justamente para eliminar um núcleo de corrupção
que herdou do governo Lula…
Amaury: Essa é a grande pergunta, até hoje não foi respondida. Pretendo responder no livro.
Viomundo: Já que estamos no campo das especulações, e a boataria sobre a saída de Dilma do PT para o PDT?
Amaury: Seria um suicídio político. No PDT há uma briga de vida e
morte entre a família Brizola e o ex-ministro Carlos Lupi. Só faria
sentido ela sair do PT se o Lula fosse candidato em 2014, o que o atual
quadro político não indica.
Viomundo: E essas gravações que você fez, do pessoal que tentou armar contra você, vão entrar no livro?
Amaury: Com certeza, mas antes vou entregar todo o material à Polícia
Federal e à Justiça. Quero deixar claríssimo que eles escolhem os casos
para investigar e punir. Como eles até agora não tomaram providências,
pretendo entrar com representações na PF e no Ministério Público pedindo
a apuração das denúncias contidas no Privataria Tucana. Quero ver eles sentarem em cima do assunto. Pelo jeito só vai me restar fazer denúncias fora do Brasil por meio da ICIJ, International Consortium of Investigative Journalists,
entidade que tem sede nos Estados Unidos e representação em dezenas de
paises. Fui o primeiro repórter brasileiro a integrar a entidade e estou
pensando em acioná-la se as autoridades brasileiras não tomarem
providências.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Seleção Google: 200º Aniversário dos Contos dos Irmãos Grimm
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Governadores prestam solidariedade a Lula
![]() |
| Governadores com Lula-lá |
Leia mais sobre o encontro no seguinte endereço: http://
Caixa lança cartão em homenagem ao título Mundial do Corinthians
Do Portal Terra
A Caixa Econômica Federal lançou nesta segunda-feira o cartão de crédito Epidemia
Corinthiana, com o objetivo de celebrar a conquista do bicampeonato
Mundial conquistado pelo Corinthians neste domingo, após bater o Chelsea
por 1 a 0 em Yokohama, no Japão. O novo cartão faz parte das ações do
banco como novo patrocinador do clube e tem edição limitada em 10 mil
unidades. O nome do cartão foi escolhido em alusão a campanha Epidemia
Corinthiana, lançada pelo clube para time no Mundial de Clubes Fifa
2012.
De acordo com a Caixa, os torcedores do Corinthians que adquirirem o produto terão isenção de anuidade no primeiro ano e uma bonificação em pontos após o pagamento da primeira fatura, além de receber um ponto para cada US$ 1 gasto em compras nacionais ou internacionais realizadas com o cartão.
A pontuação acumulado no cartão pode ser convertida em milhas nos programas Smiles ou Victoria, além de poder ser transferida para o programa Multiplus para serem utilizados no resgate de benefícios como ingressos de cinema ou teatro, livros, hospedagens e passagens aéreas da TAM.
De acordo com a Caixa, os torcedores do Corinthians que adquirirem o produto terão isenção de anuidade no primeiro ano e uma bonificação em pontos após o pagamento da primeira fatura, além de receber um ponto para cada US$ 1 gasto em compras nacionais ou internacionais realizadas com o cartão.
A pontuação acumulado no cartão pode ser convertida em milhas nos programas Smiles ou Victoria, além de poder ser transferida para o programa Multiplus para serem utilizados no resgate de benefícios como ingressos de cinema ou teatro, livros, hospedagens e passagens aéreas da TAM.
Presidente Hugo Chàvez enfrenta o câncer
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| Hugo Chàvez: humanismo que a mídia não vê |
Chàvez é mais um líder de esquerda sulamericano que luta contra o câncer. Outros foram Lula, Dilma, Fernando Lugo. Como estes, desejamos que Hugo Chàvez se cure, para a felicidade da maioria do povo da Venezuela, que há pouco encontrou o caminho do desenvolvimento com inclusão social.
O Senhor Justiça: Ricardo Lewandowski
Fonte: Blog de Luiz Nassif
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| Lewandowski: um juiz que não fica de 4 para mídia |
Encerrando o ano, minha mais profunda admiração pela figura de um senhor Juiz, que, com sua postura serena, demonstrou a verdadeira coragem, não a dos retóricos, dos que se escudam no poder das manadas, mas a que não se entrega à sedução dos holofotes nem se intimida com o clamor da turba, com o linchamento, com a selvageria que se sobrepõe à análise ponderada que deve ter o julgador. (Luiz Nassif)
São Paulo pára a fim de receber o Corinthians Campeão Mundial
O Estado de São Paulo literalmente parou nesta terça-feira para receber os jogadores do Corinthians, que conquistaram no Japão o título de Campeão Mundial de Clubes da Fifa. Até o governador Geraldo Alckmin, um bambi assumido, foi para as ruas aclamar a chegada dos campeões. Desta vez, no lugar da jaqueta com logotipos da Petrobras e Banco do Brasil, o governador Picolé de Chuchu ostentava a camiseta do clube do Itaquerão com a logo da Caixa Econômica Federal, a nova patrocinadora do "Timão". Mas para constrangimento do líder tucano, os jogadores dedicaram o título e a taça ao presidente Luis Inácio Lula da Silva, por seu governo de inclusão social que permitiu a 30 mil torcedores viajar ao Japão para assistir a conquista de seu clube de coração. Os atletas fizeram questão também de dedicar o troféu a presidente Dilma Roussef e ao prefeito eleito da capital, Fernando Haddad (depois de Gabeira, Collor e Cardoso, enfim um Fernando que presta). Para comemorar o título, a prefeitura paulistana e o governo do Estado decretaram três dias de feriado em todo o território nacional e convocaram a população a ir às ruas comemorar a grande conquista da nação corinthiana. Haverá farta distribuição de bebidas e paniquetes aos corinthianos de coração. (Do correspondente do The Vila Biscaia Post)
O que está em jogo
Ricardo Berzoíni
A trajetória do brasileiro Luís Inácio Lula da Silva marcou a redemocratização do Brasil de uma forma extraordinária. Uma liderança popular, oriunda do movimento sindical, com a simbólica origem na grande migração interna do Nordeste para o Sul e com o signo na luta pela liberdade de organização dos trabalhadores.
Contribuiu decisivamente para o fim da ditadura, somando a mobilização trabalhista de massas ao processo de resistência institucional, comandado pelo velho MDB e por lideranças intelectuais e religiosas. Fundou um partido político de baixo para cima e ajudou a criar uma central sindical democrática, que se transformou numa das maiores do mundo.
Sua
biografia já seria magnífica, se terminasse por aí. Mas, disputando
quatro eleições presidenciais, venceu em 2002, para assumir um país
estagnado e sem perspectivas, subordinado à globalização financeira e
apequenado nos fóruns internacionais.
Em apenas oito anos de governo, Lula tirou o Brasil do marasmo, despertou e coordenou forças positivas, transformou a economia e a política, e fez a grande obra referencial do início do Século 21: recolocou a autoestima do povo em alta, como demonstram todas as pesquisas de opinião do final de seus dois mandatos.
A desigualdade caiu fortemente, regional e socialmente, milhões migraram de classe socioeconômica, para melhor. O desemprego caiu pela metade. O país voltou a crescer. Programas inovadores, em várias áreas, tornaram-se referências internacionais. A educação técnica e superior ganharam grandes investimentos. Lula foi reeleito e elegeu sua sucessora,
A primeira mulher presidenta da República. Não caiu na tentação de um terceiro mandato, como muitos apregoavam insistentemente, temerosos de sua popularidade. Muitos anunciaram o mito, por mais que ele próprio sempre tenha preferido sua dimensão humana de cidadão. Foi reverenciado em boa parte do planeta como um exemplo de liderança. O cara, como disse um certo presidente de um importante país.
As recente tentativas de desgastar sua imagem não são novidade na história do Brasil, nem na vida de Lula. Mas demonstram a intolerância daqueles que não se conformam com os resultados das urnas e buscam outros territórios para tentar a revanche.
Lula nunca se afastou de suas convicções e como pessoa, sempre sacrificou sua vida pessoal para conduzir as lutas populares. Formou uma geração de lideranças, estimulando o surgimento de novos quadros políticos em seu partido, que sabe se renovar, a cada período.
Tentar lhe atingir moralmente, com base em ilações e suposições, é a última esperança dos que não souberam perceber que o povo brasileiro hoje tem muito mais discernimento e confiança em suas avaliações, exatamente porter percebido que, aquele que sempre foi atacado e desprezado pelas oligarquias, revelou-se o líder necessário que recuperou a confiança nacional.
Como com Getúlio e Juscelino, sentem a necessidade de destruir o mito. Mas o mito é líder. E é chamado novamente a percorrer o Brasil, sem medo de ser feliz, para dizer claramente o que está em jogo.
A trajetória do brasileiro Luís Inácio Lula da Silva marcou a redemocratização do Brasil de uma forma extraordinária. Uma liderança popular, oriunda do movimento sindical, com a simbólica origem na grande migração interna do Nordeste para o Sul e com o signo na luta pela liberdade de organização dos trabalhadores.
Contribuiu decisivamente para o fim da ditadura, somando a mobilização trabalhista de massas ao processo de resistência institucional, comandado pelo velho MDB e por lideranças intelectuais e religiosas. Fundou um partido político de baixo para cima e ajudou a criar uma central sindical democrática, que se transformou numa das maiores do mundo.
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| Lula-lá, brilha uma estrela! |
Em apenas oito anos de governo, Lula tirou o Brasil do marasmo, despertou e coordenou forças positivas, transformou a economia e a política, e fez a grande obra referencial do início do Século 21: recolocou a autoestima do povo em alta, como demonstram todas as pesquisas de opinião do final de seus dois mandatos.
A desigualdade caiu fortemente, regional e socialmente, milhões migraram de classe socioeconômica, para melhor. O desemprego caiu pela metade. O país voltou a crescer. Programas inovadores, em várias áreas, tornaram-se referências internacionais. A educação técnica e superior ganharam grandes investimentos. Lula foi reeleito e elegeu sua sucessora,
A primeira mulher presidenta da República. Não caiu na tentação de um terceiro mandato, como muitos apregoavam insistentemente, temerosos de sua popularidade. Muitos anunciaram o mito, por mais que ele próprio sempre tenha preferido sua dimensão humana de cidadão. Foi reverenciado em boa parte do planeta como um exemplo de liderança. O cara, como disse um certo presidente de um importante país.
As recente tentativas de desgastar sua imagem não são novidade na história do Brasil, nem na vida de Lula. Mas demonstram a intolerância daqueles que não se conformam com os resultados das urnas e buscam outros territórios para tentar a revanche.
Lula nunca se afastou de suas convicções e como pessoa, sempre sacrificou sua vida pessoal para conduzir as lutas populares. Formou uma geração de lideranças, estimulando o surgimento de novos quadros políticos em seu partido, que sabe se renovar, a cada período.
Tentar lhe atingir moralmente, com base em ilações e suposições, é a última esperança dos que não souberam perceber que o povo brasileiro hoje tem muito mais discernimento e confiança em suas avaliações, exatamente porter percebido que, aquele que sempre foi atacado e desprezado pelas oligarquias, revelou-se o líder necessário que recuperou a confiança nacional.
Como com Getúlio e Juscelino, sentem a necessidade de destruir o mito. Mas o mito é líder. E é chamado novamente a percorrer o Brasil, sem medo de ser feliz, para dizer claramente o que está em jogo.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
A dimensão de um homem
Publicado originalmente no essencial Blog Cidadania, de Eduardo Guimarães
“Lula entregou o que prometeu. Quando chegou ao poder, o Brasil era muito pior do que é hoje. Poucos cometeriam o desatino de negá-lo”
Luiz Inácio Lula da Silva não é um santo. Tampouco é um demônio. É só um homem como eu ou você. Mortal. Falível. Imperfeito. E assim, como qualquer ser humano, atravessa a vida lutando contra o lado obscuro da alma – infestado por ódio, cobiça, medo, rancor, ciúme e tantos outros sentimentos vis.
Todavia, um homem é o que faz de si. Escolhemos o que seremos e nos tornamos prisioneiros ou detentores dessa escolha. Lula decidiu ser detentor de suas escolhas de vida. E quando nossas escolhas nos permitem realizar obras, colhemos os frutos. E quem os dá a nós são os outros, de uma forma ou de outra.
Um comerciante bem sucedido é conhecido por honrar dívidas, praticar preço justo e oferecer produto que valha o preço que cobra. Um bom médico atrai a confiança e o respeito de pacientes e da comunidade científica. Com um político não é diferente.
Lula entregou o que prometeu. Quando chegou ao poder, o Brasil era muito pior do que é hoje. Poucos cometeriam o desatino de negá-lo. O máximo que conseguem é atribuir os êxitos da era Lula a outro que não ao próprio, ainda que os fracassos lhe sejam integralmente atribuídos.
Mas um homem que opta por trilhar o caminho do bom comerciante ou do bom médico, que é também o do bom político, vai deixando amigos, respeito e afeição pelo caminho. É o caso de Lula.
Há dois ou três dias, nas primeiras páginas de todos os jornais estava sendo tratado como criminoso condenado. Reapareceu na França, sorridente, sendo homenageado por toda a Europa, discutindo questões globais de igual para igual com líderes das maiores potências.
Ao mesmo tempo, levantou-se, na sociedade, um clamor de protesto contra a forma como está sendo tratado um homem que, diante do mundo, conserva a dimensão de um estadista, sendo alvo dos ataques apenas de políticos fracassados e empresários de mídia amigos deles.
Até o carrasco de correligionários de Lula, o ministro Joaquim Barbosa, declarou seu respeito por ele. Entre o povo brasileiro, Lula ainda é o mesmo que deixou o Palácio do Planalto em seus braços em 1º de janeiro de 2011, aos oitenta por cento de aprovação.
Mas até isso seus inimigos negam. Colunistas da grande mídia falam sobre a desmoralização que estaria sofrendo ao ser acusado por um criminoso condenado em um processo em que até tentaram envolvê-lo, mas que já termina sem que nada tenha sido apurado contra si.
Assim, inimigos assumidos e enrustidos querem outro processo contra Lula. E, imprudentemente confiantes, reconhecem – em colunas, editoriais e até em reportagens – que a finalidade é impedir que ele chegue a 2014 em condições de disputar qualquer cargo ou de influir em favor de qualquer candidato.
Se pesquisas que a direita midiática fará mais adiante apontarem qualquer êxito do massacre acusatório – o que ela espera que aconteça assim que a marionete que comanda a Procuradoria Geral da República cumprir seu script e acusar Lula –, aí será a vez de Dilma.
Contudo, só o que se enxerga, até aqui, é que o conjunto de forças que está se erguendo em favor do ex-presidente comprova como é sábio a gente semear o bem, a verdade e a justiça.
Em algum momento da vida todos precisaremos de solidariedade. Ninguém consegue receber tanta solidariedade quanto Lula está recebendo se for um canalha. E quando um canalha se enfraquece, todos lhe viram as costas. A dimensão de Lula foi ele quem construiu, e agora a estamos vendo. E aprendendo.
Banqueiros e Mídia subornam Marcos Valério para envolver Lula no Mensalão
Acordo de R$ 17 milhões teria convencido o empresário a envolver o
ex-presidente Lula no 'mensalão', de acordo com o ator José de Abreu; dinheiro teria
sido reunido por grupo de empresários, políticos, além de Roberto
Civita, dono da Veja; condição era que declarações saíssem primeiro na
revista semanal, que em setembro deu capa com Marcos Valério; procurada,
editora Abril se calou.
15 de Dezembro de 2012 às 07:17
Fonte: Site 247
Declarações de um advogado feitas na madrugada desta sexta-feira denunciam suposta trama que envolve um acordo de R$ 17 milhões para convencer o empresário Marcos Valério a denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do 'mensalão'. A conversa, que teria acontecido num restaurante de Brasília, foi noticiada nesta manhã pelo ator e ativista político José de Abreu, via Twitter.
Ao 247, Abreu não deu mais informações sobre quem seria o advogado, mas garantiu que não se trata de Marcelo Leonardo, representante do publicitário mineiro na Ação Penal 470, da qual seu cliente foi condenado com uma pena que passa dos 40 anos. Marcelo Leonardo sequer teria concordado com o acerto. Quanto à fonte que lhe revelou o diálogo, ele se limitou a dizer: "É um político da oposição".
"Estou repassando o que me contaram, foi nessa madrugada. Uma pessoa ouviu do advogado, que começou a falar mais alto num restaurante de Brasília. Era um lugar menos nobre, não era tipo um Piantella", descreveu José de Abreu, em referência ao famoso ponto de encontro de políticos da capital federal. Segundo ele, há ainda prometido ao empresário dois apartamentos nos Estados Unidos, um em Miami e outro em Nova York, "FORA o pagamento de TODAS as multas financeiras a que MV foi condenado".
O acerto teria sido feito sob a condição de que as revelações contra Lula sairiam primeiramente na revista Veja. Em setembro, uma reportagem de capa intitulada "Os segredos de Valério" traz frases atribuídas a interlocutores próximos ao empresário apontando o ex-presidente como chefe do 'mensalão'. Segundo o advogado, o dinheiro para pagar Marcos Valério teria vindo de uma "composição financeira" envolvendo empresários, políticos e o próprio dono da semanal, Roberto Civita, quem, segundo ele, seria o responsável pela organização da 'vaquinha'.
Posteriormente à publicação da reportagem, foi levantado um debate na imprensa e nas redes sociais que questionava a veracidade das denúncias e a existência de um áudio que comprovasse a entrevista. O colunista do jornal O Globo, Ricardo Noblat, liderou a defesa à revista, garantindo que havia, sim, uma "fita" com as revelações de Valério. Procurada pelo 247 para comentar as denúncias, a assessoria de imprensa da Editora Abril não respondeu até a publicação dessa reportagem.
Futuro dos filhos
A intenção de Marcos Valério seria "deixar bem os filhos", postou o responsável pelas revelações. Ao 247, o ator acrescentou que há psiquiatras e psicólogos envolvidos e que o publicitário não passa bem. "Cada imóvel teria sido colocado em nome de cada filho de MV. A saída de casa, a "farsa da separação" segundo o advogado bêbado, fazem parte", escreveu José de Abreu, em referência ao acordo. Valério andava muito deprimido e não queria deixar a família sem garantias quando ele fosse para a prisão, conta Abreu.
Falou, tem que provar
As denúncias, porém, teriam de ser provadas. "Uma parte da grana só seria paga se MV conseguisse que abrissem processo contra Lula", escreveu José de Abreu no microblog. Depois de três meses da reportagem publicada por Veja, o jornal O Estado de S.Paulo revelou, nesta semana, parte de um depoimento do empresário à Procuradoria Geral da República feito em 2003, com mais revelações sobre o ex-presidente.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Isso nunca acontece comigo!!!
Folha de SPaulo e The Vila Biscaia Post, 14/12/2012
Caixa é condenada a pagar R$ 100 mil a funcionário que sofreu assédio da chefe
A CEF (Caixa Econômica Federal) foi condenada em um caso raro: terá de pagar R$ 100 mil de indenização a um funcionário meio boiola que sofreu assédio moral e sexual de sua chefe, gerente de uma unidade da instituição.
BOCA 2
Modelo fotográfico (tá explicado), ele relatou à Justiça que a chefe sempre elogiava a sua beleza usando "termos lascivos". Diariamente, insistiria para que saíssem juntos depois do trabalho. Rejeitada, a mulher teria passado a chamá-lo, com razão, de "incompetente, inútil e imbecil". Depois, cortou uma gratificação especial que o modelo recebia como caixa-executivo, já que ele não executava coisa alguma.
BOCA 3
Além do depoimento do funcionário, testemunhas relataram que a vida dele virou "um inferno" com as cantadas da chefe (o que seria o céu para ele???). A CEF recorreu, mas acabou derrotada.
Chilenos não passam no teste da calcinha
Uma modelo fez uma experiência inusitada para testar a solidariedade de pedestres nas ruas do Chile. A morena levantou a saia e deixou a calcinha à mostra para verificar se as pessoas seriam atenciosas e a avisassem sobre a situação constrangedora. Alguns não pensam duas vezes em alertar a moça sobre a saia justa. Já outros apreciam tanto a cena, que preferem ficar quietos e admirar a beldade de longe.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Declaração conjunta da Fundação Jean Jaurès e do Instituto Lula
A globalização é um imenso desafio com o qual se confronta a humanidade.
Ela tem um poder formidável de mudança para todas as sociedades: a mudança econômica, com a intensificação das trocas; a mudança cultural, pois essas trocas possibilitam a circulação de ideias e a transformação das práticas culturais e de costumes; a mudança política, já que a emergência de preocupações partilhadas exige uma vontade comum de agir e de superar conjuntamente as dificuldades.
No entanto, a globalização, da forma que ocorre atualmente, está longe de satisfazer as aspirações que legitimamente suscita.
A crise econômica internacional agrava a concorrência entre os países e as sociedades. Ela atinge os mais vulneráveis, particularmente os trabalhadores e os jovens. Ela afeta a todos os países, os que estão em recessão e os que estão em crescimento. Ela conduz governos a adiar as decisões necessárias para prevenir o aquecimento global, sendo que a exaustão e a degradação dos recursos naturais corre o risco de atingir um ponto de não-retorno devido à falta de uma ação planejada de forma conjunta.
Sejamos claros: hoje, a globalização divide ao invés de unir.
Isoladas, as políticas de austeridade mostraram seus limites para encontrar a saída da crise. A retomada ainda não esta garantida, ao mesmo tempo em que os direitos econômicos e sociais estão ameaçados. É imprescindível que sejam adotadas políticas de crescimento. Somente assim a globalização poderá garantir o respeito à coesão social e ao meio ambiente.
Uma nova governança é necessária para, de um lado, regular os conflitos entre as nações e garantir a paz e, de outro, permitir que cada nação realize o modelo de sociedade que escolheu. Os poderes públicos devem garantir que todos tenham oportunidades de desenvolver suas capacidades individuais. Devem também trabalhar em prol da perenidade do meio ambiente para as gerações futuras.
Mas um novo mundo está em gestação para responder aos desafios sociais, ambientais e políticos da globalização. A sociedade civil mundial se tornou uma realidade tangível. Políticas públicas inovadoras e outros modos de governar surgem em todos os continentes, particularmente nos países emergentes e em desenvolvimento. As instâncias multilaterais também estão se reconfigurando. A constituição do G20 reflete a mudança dos equilíbrios mundiais, mas seu impacto ainda limitado ilustra a dificuldade dos governos de chegarem a um acordo e de agir de forma concreta.
As respostas às questões colocadas pela globalização não se afirmarão espontaneamente. Elas se construirão pelo diálogo, pelo debate das opiniões dos estudiosos e pela mobilização dos atores e dos povos, no sentido mais amplo.
É por isso que, a partir deste fórum que se reuniu em Paris nos dias 11 e 12 de dezembro, lançamos um chamado para as outras fundações políticas e institutos progressistas do mundo inteiro: vamos constituir a iniciativa “Fundações pelo Progresso Social”. Fiéis à nossa vocação e à nossa missão, vamos nos reunir periodicamente para debater, escutar, propor. Vamos fazer emergir convergências e consensos; vamos nos unir para ter uma influência nos destinos do mundo.
Os riscos que atualmente ameaçam a humanidade são grandes demais para nos focarmos apenas em uma gestão de curto prazo destes problemas.
Fazemos uma conclamação em defesa da confiança na capacidade humana de se reinventar e do poder criador de nossa sociedade-mundo, para sair definitivamente da crise e construir as bases de um futuro harmonioso que possa ser compartilhado por todos.
Seleção Google: 100º ano do nascimento de Luiz Gonzaga
Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 – Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do baião.[2] Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias,[3] ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950). Pai do grande cantor e composior Gonzaguinha, autor de obras como Ensaio Geral, entre centenas de outros sucessos. Gonzaguinha morreu em 1996, em acidente ocorrido no Oeste do Paraná, onde estava cumprindo programação de shows.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Lula na França: os causadores da crise não são denunciados na mídia, porque pagam anúncios nessa mesma mídia
Segue o discurso do presidente no encerramento do “Fórum pelo progresso social. O crescimento como saída
para a crise”, organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação
Jean-Jaurès, em Paris.
Ao final de sua fala, Lula voltou a dizer que esta não é uma crise causada pelos trabalhadores e que é injusto que eles paguem, com desemprego e recessão, por ela. E elogiou Dilma e Hollande porque, no lugar de escolher um encontro entre presidentes, aceitaram ampliar o debate, nesta conferência organizada pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès. “Vamos ouvir todo mundo, não tem problema que tenha gente mais radical, menos radical. Sabe por quê? Porque essa crise não é minha nem sua, é da responsabilidade de gente que a gente nem conhece”, lembrando que nunca viu cara de banqueiro no jornal “porque são eles [os banqueiros] que pagam as propagandas que saem lá”.
Ao final de sua fala, Lula voltou a dizer que esta não é uma crise causada pelos trabalhadores e que é injusto que eles paguem, com desemprego e recessão, por ela. E elogiou Dilma e Hollande porque, no lugar de escolher um encontro entre presidentes, aceitaram ampliar o debate, nesta conferência organizada pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès. “Vamos ouvir todo mundo, não tem problema que tenha gente mais radical, menos radical. Sabe por quê? Porque essa crise não é minha nem sua, é da responsabilidade de gente que a gente nem conhece”, lembrando que nunca viu cara de banqueiro no jornal “porque são eles [os banqueiros] que pagam as propagandas que saem lá”.
Cachoeira bem que queria ser, mas Garganta Profunda mesmo é a Andressa
| Não se enganem: Garganta Profunda é a de rendinha |
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Mulher se exibe nua em Copacabana
A mulher, uma turista desinibida, não teve vergonha de caminhar nua pelas ruas de Copacabana, mas a imbecil da imprensa brasileira cobre as partes pudendas da jovem senhora, como se bunda, seios e vagina fossem coisas imundas. Santa imbecilidade da mídia mais atrasada do planeta terra!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
A maldição das "Miriam"
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| Cordeiro, a Mirian-calo do Lula |
Zé Ribeiro Jr, do The Vila Biscaia Post
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| Dutra, a Mirian de FHC e sabe-se lá de mais quem |
A nossa terceira Myrian é a mais fina das três, a socialite e empresária Myrian Abicair. Em 1982 ela conheceu o presidente-general João Figueiredo e, apesar de casada com o empresário Luis Serson, caiu de amores pelo autor da famosa frase "prefiro o cheiro de cavalo ao cheiro de povo". O último general-presidente da ditadura militar imposta ao país em 1º de abril de 1964 vivia um casamento de fachada com dona Dulce e assumiu a nossa Myrian com ípsilon como namorada. Segundo a moça, o general cujo governo terminou de fato no dia da Intentona do RioCentro se apresentou aos filhos da socialite e explicou que não eram amantes, mas namorados. Viveram um tórrido romance por pouco mais de três anos e numa bela tarde de outono o general pôs fim ao flerte com uma desculpa inusitada: "meu paizinho, lá do céu, não deve estar gostando nada de eu ter essa vida adúltera". Podia ter dito apenas: lamento, mas perdi o tesão; tchau. Afinal, o homem era da arma da Cavalaria, e coices não lhe eram estranhos. Passados 30 anos, dona Myrian conta que respondeu ao general: "ah, é?!, pois fique aí com seu paizinho!" e caiu fora. Essa é a parte que se pode imprimir do que ela realmente deve ter dito ao presidente. Nunca mais se reencontraram, especialmente depois que Figueiredo deixou a Presidência da República e pediu ao povo que o esquecesse (como se fosse preciso pedir).
É possível que haja outras Mirian na vida de outros ex-presidentes brasileiros, mas essas três já são mais do que suficientes para cunhar a "maldição das Mirian" e advertir os próximos ocupantes do Palácio do Planalto a manterem distância de mulheres com esse nome. Pelo menos dessa "maldição" a presidente Dilma Roussef está livre. Já da maldição da revista Veja ... Blogueiro do esgoto andava cheio de amor para dar
O ator Paulo Cesar Pereio descobriu porque o blogueiro do esgoto Reinaldo Azevedo odeia petistas e nem quer lembrar do cheiro do Cachemier Bouquet. Kkkkkkk
Há 197 anos nascia a filha do poeta Byron. Gênia, antecipou o computador
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| Ada Augusta Byron King, Condessa de Lovelace |
Lady Lovelace, única filha legítima do poeta britânico Lord Byron e sua esposa, Annabella, é reconhecida como a primeira programadora de toda a história.[1]
Durante o período em que esteve envolvida com o projeto de Babbage, ela desenvolveu os algoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas, além de publicar uma coleção de notas sobre a máquina analítica.
Nascida em 10 de Dezembro de 1815 em Londres, na Inglaterra, viveu uma vida modelo para as senhoras da corte inglesa do começo do século XIX. Seu pai nunca a viu antes de completar o primeiro ano.[2]
Casada aos vinte anos, assumiu o nome do marido e o título de condessa, tornando-se a Condessa de Lovelace, a Sra. Augusta Ada King. E com o nome de Ada Lovelace entrou para a história como a primeira programadora.
Durante um período de nove meses entre os anos de 1842 e 1843, Ada Lovelace criou um algoritmo para o cálculo da sequência de Bernoulli usando a máquina analítica de Charles Babbage.
Ada foi uma das poucas pessoas que realmente entenderam os conceitos envolvidos no projeto de Babbage e durante o processo de tradução de uma publicação científica italiana sobre o projeto de Babbage incluiu algumas notas de tradução que constituem o primeiro programa escrito na história da humanidade.
Em 1980, o Departamento de Defesa dos EUA registrou a linguagem de programação Ada, em sua homenagem.[2]
Ada faleceu em Londres no dia 27 de Novembro de 1852, aos 36 anos, de câncer de útero, deixando dois filhos e uma filha, conhecida como Lady Anne Blunt. Em 1953, cem anos depois da sua morte, a máquina analítica de Babbage foi redescoberta e seu projeto e as notas de Ada entraram para história como o primeiro computador e software, respectivamente.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Governador de fato de Goiás volta para a prisão e deixa Andressa desconsolada
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| Governador Carlinhos cachoeira e sua gata: quem cuidará dela? |
Sua prisão decorre da sentença, dada hoje, do processo criado após as investigações da Operação Monte Carlo, realizada em fevereiro pela Polícia Federal.
O dublê de governador e bicheiro foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão por diversos crimes, como corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato. (Este último crime fica por conta do autor do texto, já que não consta que o governador-bicheiro seja funcionário público.) Segundo a acusação, ele controlava um esquema centrado em jogo ilegal, mas que se expandiu para desvio de recursos públicos por meio de corrupção de agentes estatais, como o governador de direito de Goiás, o DemoTucano Marconi Perillo, que recebeu uma mansão de presente do bicheiro, apesar de não querer, não querer e não querer!
Com Cachoeira como pivô, as apurações da Polícia Federal levaram a uma crise política, com a criação de uma CPI e a cassação do mandato do ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM), que atuava dentro do Senado da República como dublê de herói da revista Veja e moleque de recados de bicheiro.
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| O DemoTucano Demóstenes Torres |
No mês passado, conseguiu um habeas corpus e deixou a prisão no dia 21 de novembro.
Durante o curto período em que ficou em liberdade, Cachoeira passou cinco dias internado em um hospital de Goiânia. De acordo com os médicos, Cachoeira chegou ao hospital com sintomas de "estresse acentuado, transtorno de conduta e reação mista depressiva".
Segundo a equipe médica, ele estava "com um agudo quadro de diarreia e náuseas intensas, comprometido ainda por severa perda de peso, de 18 quilos, e desidratação".
Ao deixar o hospital, Cachoeira disse a amigos e jornalistas que estava bem e que pretendia oficializar em breve o casamento com sua mulher, Andressa, por sinal, uma tremenda gata. Antes da condenação desta sexta-feira, o empresário já havia sido condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto pela Justiça do Distrito Federal.
Fontes: Folha On-Line e The Vila Biscaia Post
Quem fala verdades é direto, não enrola
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| Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula |
O presidente Lula fala como um homem do povo e não enrola para expor o que pensa. Foi assim, mais uma vez, ao augurar paz para o Oriente Médio e defender a criação do Estado Palestino. Vejam:
”Eu acho que tem gente no mundo que não quer paz, quem quer paz é o povo, mas tem governante que precisa da discórdia para poder ser importante. Senão, não teria nenhuma explicação a gente não ter paz no Oriente Médio. A mesma ONU que criou o estado de Israel, por que que não cria o estado palestino?”.
Na foto, divulgada pelo Instituto Lula, o presidente conversa com lideranças do SPD, o partido democrata alemão, na Fundação Friedrich Ebert, em Berlim.
Praia para eleitor DEMOTucano
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| Saneamento do DEMO/PSDB atinge o "estado da arte" |
Quem votou nos candidatos DemosTucanos bem merece "curtir" uma praia como a da foto, a chamada Vila Caiçara, na Praia Grande, litoral paulista, onde o esgoto corre a céu aberto e desagua no mar. Enquanto isso os beneficiários dos votos curtem a vida em praias limpas, saneadas, bem longe da muvuca e da sujeira contaminante do litoral de São Paulo.
Imagens que falam por si

Presidente Dilma Roussef e o ministro Ricardo Levandowski, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em ato de posse na corte.
A primeira mandatária da nação e o representante da mídia atrasada e corrupta no STF, ministro Manuel, quer dizer, Joaquim Barbosa, durante cerimônia fúnebre do brasileiro Oscar Niemeyer, no Palácio do Planalto, em 6/12/2012.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Niemeyer nasceu hoje para a Vida Eterna. Salve Niemeyer!
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| Lula entrega a Ordem do Cruzeiro do Sul a Niemeyer |
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| Um homem do povo até o fim |
Como um homem do povo, Niemeyer gostava das coisas simples, como uma mulherzinha, uma cervejinha e até um sambinha. Foi um intelectual sem o ranço nem o pedantismo de outros, cujas obras são tão fuleiras que os levaram a implorar ao povo "esqueçam o que eu escrevi".
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Governadores DemosTucanos de SP, PR e MG querem que o País e o Povo se fodam
Governo de São Paulo contra a redução da conta de luz
Autor: Carlos Cavalcanti, Diretor-titular do Departamento de Infraestrutura
(Deinfra) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
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| Anastasia, Richa e Alckimin: os 3 Patetas do DEMO/PSDB |
Publicado no jornal BRASIL ECONÔMICO, em 5/12/2012
DemosTucanos sabotam a redução da conta de luz
A presidente Dilma Roussef pretendia diminuir em 20% a conta de luz para
a população e as indústrias, mas os governadores Demostucanos Beto
Richa (DEMO/PSDB-Paraná), Geraldo Alckmin (DEMO/PSDB-São Paulo) e Antonio Anastasia
(DEMO/PSDB-Minas Gerais) se recusaram a diminuir os ganhos gigantescos
das suas empresas de energia, a Copel, a CESP e a Cemig. Desta forma, a
presidente só poderá diminuir as contas de luz em 16%. Essa notícia não
será divulgada na imprensa chapa-branca de São Paulo (Veja, Folha,
Estadão, O Globo, CBN etc ); só aqui na Web.
Na hora de votar, dê o troco aos DemosTucanos!
Na hora de votar, dê o troco aos DemosTucanos!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Penetras Bons de Bico III
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| Lula e Owen Wilson: penetras em festa tucana |
A foto e de Ricardo Stuckert/Instituto Lula
A fonte é o The Vila Biscaia Post
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Retrato nu e cru da elite brasileira (II)
Em campanha para o STF, Luiz Fux procurou José Dirceu
Sentado num sofá de couro preto na sala de sua casa, em Brasília, na terça passada, o ministro Luiz Fux ainda estava sob o efeito da repercussão da posse de Joaquim Barbosa, na semana anterior. Ele roubou a cena ao fazer um discurso de mais de 50 minutos repleto de agradecimentos e elogios à presidente Dilma Rousseff. Mais tarde, na festa, tocou guitarra para homenagear o novo presidente do Supremo. Fux já tocou em banda. Em 2011, compôs uma canção. "Fala das virtudes das mulheres. O Michael Sullivan musicou e vai colocá-la em seu novo CD". O título: "Ela". O refrão: "Capaz de ir ao céu por uma estrela/Que ilumina e brilha o ser amado". "O Fagner também quer fazer uma versão. E a gente ainda tem a ambição de levar para o Roberto Carlos ver."
O ministro pede para a cozinheira, dona Lourdes, trazer uma bandeja com refrigerantes. Só diet. Fux é vaidoso, e assume. "Já fiz implante capilar." Pensa em fazer cirurgia para retirar as bolsas embaixo dos olhos. E só. "Plástica em rosto de homem fica horrível."
Corre 4 km por dia. Faz ginástica. Luta jiu-jitsu. Toma suco verde "todo dia, que te deixa sempre rejuvenescido". E guaraná em pó "numa fórmula que eu inventei, com Targifor C. Tomo ácido linoleico também, porque aí você corre, perde mais fluido, transpira, entendeu?".
"Eu tenho que me cuidar", diz. "Quando a roupa aperta, eu neurotizo."
Na entrevista à Folha, o ministro falou sobre a bronca que levou da mãe, a médica Lucy Fux, 84, por ter tocado guitarra na posse de Barbosa. E sobre o encontro que teve com réus do mensalão antes do julgamento do caso. Leia abaixo um resumo da conversa.
Sérgio Lima/Folhapress
Ministro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília
BRONCA DA MÃE
A felicidade é uma coisa efêmera. E naquele dia [da posse de Joaquim Barbosa] eu estava muito feliz. E me dei o direito de homenagear o Joaquim com uma música. Se meu pai fosse vivo, me reprimiria sobremodo. Não tenha dúvida. Assim como minha mãe o fez. Eu não imaginava que fosse ter essa repercussão. Certamente não se repetirá.
JOSÉ DIRCEU
Falei com ele 15 minutos [em 2010]. Ele disse que levaria meu perfil e conversaria com o presidente Lula. Aí eu soube que trabalhava para outro candidato [Fux não diz quem é]. Por isso é que não entendo essas críticas. O Zé Dirceu apoiou outro, o Lula não me nomeou, e a toda hora se houve isso. E outra coisa: não troco consciência e independência por cargo. Então não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eu fui nomeado pela Dilma.
DILMA
Eu não sabia [que Dilma tinha ligações com Dirceu, o PT e Lula]. Sinceramente. A informação que nós tínhamos era outra. Que a Dilma tem a independência dela, a postura dela, faz as escolhas que ela quer. Ela não nomeou quem o José Dirceu e o Lula apoiavam. Engraçado, para mim, sinceramente, eu acho que a meritocracia, para a presidenta Dilma, conta muito.
ESTARRECIDO
Havia [em 2010] essa manifestação cotidiana e recorrente de que não havia provas [para condenar os mensaleiros]. Eu só ouvia as pessoas dizendo "não tem prova, não tem prova, não tem prova". Eu tinha a sensação "bom, não tem provas". Eu pensei que realmente não tivesse. Quando fui ler o processo, no recesso [julho], dez horas por dia, 50 mil páginas, 500 volumes de documentos, verifiquei que tem prova. Eu fiquei estarrecido.
PROMESSA
Não, imagina [se fez a algum réu, quando concorria ao STF, promessa de absolvição]. Nem podia dizer [que achava que não havia provas]. Seria uma leviandade, eu não conhecia o processo.
ELO
O que se pode imaginar [sobre a origem da contrariedade] é isso: havia uma cultura difundida de que não havia provas. Quando tomei posse, declarei a um jornal: "Se não tiver provas, eu absolvo; se tiver, condeno". Esse elo foi sendo levado ao extremo. Só que eu disse isso numa época em que não conhecia o processo. E aí entra a independência do juiz.
IMPROCEDENTE
Mas isso [críticas] pode ser uma coisa arquitetada. Como é que ele [Dirceu] vai ter raiva se ajudou uma outra pessoa? Como é que o outro [Lula] tem raiva se ele não me nomeou?
PROVAS
Seria um absurdo condenar alguém sem provas. Eu não teria condições de dormir se fizesse isso. Te confesso do fundo do coração.
SONHO
Todo juiz tem essa ambição de chegar ao Supremo. Eu uso a expressão: quem não quer ser general tem que ir embora do Exército. Fui candidato três outras vezes [entre 2004 e 2010]. Busquei apoio demais. Viajei para o Nordeste, achava que tinha que ter o maior apoio político possível. O que é um erro porque o presidente não gostava desse tipo de abordagem. Quando nomeia, ele quer que seja um ato dele.
RITUAL
É uma campanha. Tem um ritual. Você tem que fazer essa caminhada política necessariamente. Como eu me apresentava? Mostrando que sou uma pessoa que gosta de bater papo, carioca, despojado. E, ao mesmo tempo, currículo. Mas só meritocracia não vai.
ANTÔNIO PALOCCI
Na primeira vez que concorri, havia um problema muito sério do crédito-prêmio do IPI que era um rombo imenso no caixa do governo. Ele era ministro da Fazenda e foi ao meu gabinete [no STJ]. Eu vi que a União estava levando um calote. E fui o voto líder desse caso. Você poupar 20 bilhões de dólares para o governo, o governo vai achar você o máximo. Aí toda vez que eu concorria, ligava para ele.
DELFIM NETTO
Em 2009, participei com ele de um debate sobre ética, sociedade e Justiça. Fizemos uma amizade, batemos um papo. E aí comecei a estreitar. Porque, claro, alguém me disse: "Olha, o Delfim é uma pessoa ouvida pelo governo". Aí eu colei no pé dele [risos].
STEDILE
Ele me apoia pelo seguinte: houve um grave confronto no Pontal do Paranapanema e eu fiz uma mesa de conciliação no STJ entre o proprietário e os sem-terra. Depois pedi a ele para mandar um fax me recomendando e tal. Ele mandou.
SERGIO CABRAL
Eu sou amigo dele e também da mulher dele. E ele levou meus currículos [para Dilma]. Você tem que ter uma pessoa para levar seu perfil e seu currículo a quem vai te nomear. Senão, não adianta. Agora, também não posso me desmerecer a esse ponto: eu tinha um tremendo currículo, 17 livros publicados.
NEPOTISMO
Eu acho uma violação à isonomia [a proposta, defendida por Joaquim Barbosa, de que familiares de magistrados sejam proibidos de advogar em tribunais em que estão seus parentes]. E esses meninos e essas meninas que foram criados aqui em Brasília? E esses meninos filhos de ministros? Você estigmatiza.
MENSALÃO NA TV
Eu não sou muito favorável à TV Justiça, embora esteja introjetada no povo a ideia de que ela dá transparência aos julgamentos. Eu não sei nem onde fica a câmera. O juiz se acostuma a viver na solidão, mesmo na presença de várias pessoas. Num caso como o do mensalão, a opinião pública não pode ter interferência absolutamente nenhuma.
CONDENAR
A pior função do magistrado é essa. Entendo inclusive que o Supremo poderia abdicar dessa competência para as instâncias inferiores, até para que elas possam analisar [processos] sem grandes exposições. Eu tive muita preocupação no meu voto [no mensalão] de falar em "agremiação partidária", "primeiro denunciado". Eu não queria politizar o voto, estigmatizar ninguém.
DO BEM
Eu te confesso que tenho esse pendor como ser humano e como magistrado. Eu acho a pior coisa [julgar e condenar em processos criminais]. Se pudesse, diria "eu quero fazer tudo, menos isso". Você pode pesquisar para saber o que as pessoas pensam de mim sobre a minha característica, o lado humano. Eu sou o que eu sou. Eu sou assim, eu sou do bem.
Editoria de Arte/Folhapress
"É inútil querer ser bom o tempo todo"
Fux tem o hábito de grifar os livros que lê e de resumir os capítulos para fixar melhor os seus ensinamentos. Ele agora está lendo "Nietzche para Estressados", de Allan Percy, um especialista em literatura de autoajuda e desenvolvimento pessoal. É um manual com "99 doses de filosofia para despertar a mente e combater as preocupações". Grifou frases como "quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa" e "é inútil querermos ser bons o tempo todo e fazer tudo certo ..., o que importa é estarmos dispostos a fazer um pouco melhor hoje do que fizemos ontem". E ainda: "Os jornalistas sabem que informação é poder. Por isso é importante medir o que dizemos e, sobretudo, a quem dizemos".
(Leia também: Retrato nu e cru da elite brasileira I)
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHASentado num sofá de couro preto na sala de sua casa, em Brasília, na terça passada, o ministro Luiz Fux ainda estava sob o efeito da repercussão da posse de Joaquim Barbosa, na semana anterior. Ele roubou a cena ao fazer um discurso de mais de 50 minutos repleto de agradecimentos e elogios à presidente Dilma Rousseff. Mais tarde, na festa, tocou guitarra para homenagear o novo presidente do Supremo. Fux já tocou em banda. Em 2011, compôs uma canção. "Fala das virtudes das mulheres. O Michael Sullivan musicou e vai colocá-la em seu novo CD". O título: "Ela". O refrão: "Capaz de ir ao céu por uma estrela/Que ilumina e brilha o ser amado". "O Fagner também quer fazer uma versão. E a gente ainda tem a ambição de levar para o Roberto Carlos ver."
O ministro pede para a cozinheira, dona Lourdes, trazer uma bandeja com refrigerantes. Só diet. Fux é vaidoso, e assume. "Já fiz implante capilar." Pensa em fazer cirurgia para retirar as bolsas embaixo dos olhos. E só. "Plástica em rosto de homem fica horrível."
Corre 4 km por dia. Faz ginástica. Luta jiu-jitsu. Toma suco verde "todo dia, que te deixa sempre rejuvenescido". E guaraná em pó "numa fórmula que eu inventei, com Targifor C. Tomo ácido linoleico também, porque aí você corre, perde mais fluido, transpira, entendeu?".
"Eu tenho que me cuidar", diz. "Quando a roupa aperta, eu neurotizo."
Na entrevista à Folha, o ministro falou sobre a bronca que levou da mãe, a médica Lucy Fux, 84, por ter tocado guitarra na posse de Barbosa. E sobre o encontro que teve com réus do mensalão antes do julgamento do caso. Leia abaixo um resumo da conversa.
Sérgio Lima/Folhapress
Ministro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília
BRONCA DA MÃE
A felicidade é uma coisa efêmera. E naquele dia [da posse de Joaquim Barbosa] eu estava muito feliz. E me dei o direito de homenagear o Joaquim com uma música. Se meu pai fosse vivo, me reprimiria sobremodo. Não tenha dúvida. Assim como minha mãe o fez. Eu não imaginava que fosse ter essa repercussão. Certamente não se repetirá.
JOSÉ DIRCEU
Falei com ele 15 minutos [em 2010]. Ele disse que levaria meu perfil e conversaria com o presidente Lula. Aí eu soube que trabalhava para outro candidato [Fux não diz quem é]. Por isso é que não entendo essas críticas. O Zé Dirceu apoiou outro, o Lula não me nomeou, e a toda hora se houve isso. E outra coisa: não troco consciência e independência por cargo. Então não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eu fui nomeado pela Dilma.
DILMA
Eu não sabia [que Dilma tinha ligações com Dirceu, o PT e Lula]. Sinceramente. A informação que nós tínhamos era outra. Que a Dilma tem a independência dela, a postura dela, faz as escolhas que ela quer. Ela não nomeou quem o José Dirceu e o Lula apoiavam. Engraçado, para mim, sinceramente, eu acho que a meritocracia, para a presidenta Dilma, conta muito.
ESTARRECIDO
Havia [em 2010] essa manifestação cotidiana e recorrente de que não havia provas [para condenar os mensaleiros]. Eu só ouvia as pessoas dizendo "não tem prova, não tem prova, não tem prova". Eu tinha a sensação "bom, não tem provas". Eu pensei que realmente não tivesse. Quando fui ler o processo, no recesso [julho], dez horas por dia, 50 mil páginas, 500 volumes de documentos, verifiquei que tem prova. Eu fiquei estarrecido.
PROMESSA
Não, imagina [se fez a algum réu, quando concorria ao STF, promessa de absolvição]. Nem podia dizer [que achava que não havia provas]. Seria uma leviandade, eu não conhecia o processo.
ELO
O que se pode imaginar [sobre a origem da contrariedade] é isso: havia uma cultura difundida de que não havia provas. Quando tomei posse, declarei a um jornal: "Se não tiver provas, eu absolvo; se tiver, condeno". Esse elo foi sendo levado ao extremo. Só que eu disse isso numa época em que não conhecia o processo. E aí entra a independência do juiz.
IMPROCEDENTE
Mas isso [críticas] pode ser uma coisa arquitetada. Como é que ele [Dirceu] vai ter raiva se ajudou uma outra pessoa? Como é que o outro [Lula] tem raiva se ele não me nomeou?
PROVAS
Seria um absurdo condenar alguém sem provas. Eu não teria condições de dormir se fizesse isso. Te confesso do fundo do coração.
SONHO
Todo juiz tem essa ambição de chegar ao Supremo. Eu uso a expressão: quem não quer ser general tem que ir embora do Exército. Fui candidato três outras vezes [entre 2004 e 2010]. Busquei apoio demais. Viajei para o Nordeste, achava que tinha que ter o maior apoio político possível. O que é um erro porque o presidente não gostava desse tipo de abordagem. Quando nomeia, ele quer que seja um ato dele.
RITUAL
É uma campanha. Tem um ritual. Você tem que fazer essa caminhada política necessariamente. Como eu me apresentava? Mostrando que sou uma pessoa que gosta de bater papo, carioca, despojado. E, ao mesmo tempo, currículo. Mas só meritocracia não vai.
ANTÔNIO PALOCCI
Na primeira vez que concorri, havia um problema muito sério do crédito-prêmio do IPI que era um rombo imenso no caixa do governo. Ele era ministro da Fazenda e foi ao meu gabinete [no STJ]. Eu vi que a União estava levando um calote. E fui o voto líder desse caso. Você poupar 20 bilhões de dólares para o governo, o governo vai achar você o máximo. Aí toda vez que eu concorria, ligava para ele.
DELFIM NETTO
Em 2009, participei com ele de um debate sobre ética, sociedade e Justiça. Fizemos uma amizade, batemos um papo. E aí comecei a estreitar. Porque, claro, alguém me disse: "Olha, o Delfim é uma pessoa ouvida pelo governo". Aí eu colei no pé dele [risos].
STEDILE
Ele me apoia pelo seguinte: houve um grave confronto no Pontal do Paranapanema e eu fiz uma mesa de conciliação no STJ entre o proprietário e os sem-terra. Depois pedi a ele para mandar um fax me recomendando e tal. Ele mandou.
SERGIO CABRAL
Eu sou amigo dele e também da mulher dele. E ele levou meus currículos [para Dilma]. Você tem que ter uma pessoa para levar seu perfil e seu currículo a quem vai te nomear. Senão, não adianta. Agora, também não posso me desmerecer a esse ponto: eu tinha um tremendo currículo, 17 livros publicados.
NEPOTISMO
Eu acho uma violação à isonomia [a proposta, defendida por Joaquim Barbosa, de que familiares de magistrados sejam proibidos de advogar em tribunais em que estão seus parentes]. E esses meninos e essas meninas que foram criados aqui em Brasília? E esses meninos filhos de ministros? Você estigmatiza.
MENSALÃO NA TV
Eu não sou muito favorável à TV Justiça, embora esteja introjetada no povo a ideia de que ela dá transparência aos julgamentos. Eu não sei nem onde fica a câmera. O juiz se acostuma a viver na solidão, mesmo na presença de várias pessoas. Num caso como o do mensalão, a opinião pública não pode ter interferência absolutamente nenhuma.
CONDENAR
A pior função do magistrado é essa. Entendo inclusive que o Supremo poderia abdicar dessa competência para as instâncias inferiores, até para que elas possam analisar [processos] sem grandes exposições. Eu tive muita preocupação no meu voto [no mensalão] de falar em "agremiação partidária", "primeiro denunciado". Eu não queria politizar o voto, estigmatizar ninguém.
DO BEM
Eu te confesso que tenho esse pendor como ser humano e como magistrado. Eu acho a pior coisa [julgar e condenar em processos criminais]. Se pudesse, diria "eu quero fazer tudo, menos isso". Você pode pesquisar para saber o que as pessoas pensam de mim sobre a minha característica, o lado humano. Eu sou o que eu sou. Eu sou assim, eu sou do bem.
Editoria de Arte/Folhapress
"É inútil querer ser bom o tempo todo"
Fux tem o hábito de grifar os livros que lê e de resumir os capítulos para fixar melhor os seus ensinamentos. Ele agora está lendo "Nietzche para Estressados", de Allan Percy, um especialista em literatura de autoajuda e desenvolvimento pessoal. É um manual com "99 doses de filosofia para despertar a mente e combater as preocupações". Grifou frases como "quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa" e "é inútil querermos ser bons o tempo todo e fazer tudo certo ..., o que importa é estarmos dispostos a fazer um pouco melhor hoje do que fizemos ontem". E ainda: "Os jornalistas sabem que informação é poder. Por isso é importante medir o que dizemos e, sobretudo, a quem dizemos".
(Leia também: Retrato nu e cru da elite brasileira I)
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