 |
| Cordeiro, a Mirian-calo do Lula |
Zé Ribeiro Jr, do The Vila Biscaia Post
Mirian - este nome traz perigo, pelo menos para Presidentes da República. Elas já "comeram" pelo menos três deles: Lula, FHC e, agora se sabe, João Figueiredo. A Mirian de Lula tinha o sobrenome Cordeiro e na campanha presidencial de 1989 procurou o candidato Fernando Collor para vender uma informação privilegiada: Lula tinha uma filha que não era nem da primeira, nem da segunda mulher. Mas não era só: o metalúrgico teria pedido a ela que abortasse. Lula desmentiu parte da história e apresentou a filha, Lurian (mistura de Lula e Mirian). Teve a grandeza de não permitir que a filha contasse a verdade sobre a mãe (afinal, mãe é mãe, mesmo quando canalha) e acabou perdendo a eleição. A Mirian Cordeiro, enquanto durou o reinado de Fernando Collor, foi mantida em um apart-hotel pago pela turma do ex-presidente. Depois de Collor ter sido posto para fora do governo em um processo de impeachment (que ele evitou, renunciando antes), não se sabe quanto tempo a ex-namorada de Lula viveu no fausto. Hoje ela voltou ao anonimato e deve estar perturbando a vida de algum pobre coitado.
 |
| Dutra, a Mirian de FHC e sabe-se lá de mais quem |
Outra Mirian notória tem por sobrenome Dutra, é ou era repórter da Rede Globo e acabou "comendo" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando este ainda era senador pelo PSDB e casado com dona Ruth. Hoje se sabe, ela não comia apenas FHC, tanto que o filho que teve com o ex-presidente - soube-se 18 anos depois - não era dele. Quem descobriu foi o próprio FHC, ao decidir fazer um DNA no Programa do Ratinho. Esse caso foi o mais grave dos três, pelas circunstâncias que o envolveram. De senador, FHC virou presidente da República e, por óbvio, também refém da Rede Globo, que escondeu o caso por 18 anos. Mirian Dutra foi enviada pela Globo para a Espanha, onde permaneceu contratada de Roberto Marinho, mas sem aparecer na telinha. Portanto, quem sustentava o filho de FHC e sua genitora era a Rede Globo. É lícito perguntar quantos favores o presidente FHC prestou à Globo e a seus aliados, em termos de grandes negócios, por conta dessa "camaradagem". Era a época das grandes privatizações e das megacorrupções governamentais que não davam em nada, porque cada caso descoberto era engavetado pelo procurador geral da República nomeado por FHC, Geraldo Brindeiro. Isto explica a alcunha com a qual Brindeiro passou a ser conhecido: engavetador geral da República. Toda a imprensa também conhecia o caso e ajudou a mantê-lo escondido do grande público. Somente dois anos após a morte de dona Ruth - e quando FHC se descobriu um "corno retardado", como o definiu o jornalista José Simão, da Folha de São Paulo - é que a imprensa teve coragem de falar a respeito. O caso não só garantiu vida mansa a Mirian Dutra como poderá torná-la a primeira e única mulher do Mundo a receber o troféu Machão Mineiro, conferido pela confraria que dá nome ao prêmio. O membros da famosa confraria belohorizontina planejam criar uma versão do troféu para brindar a repórter da Globo pela aplicação magistral do golpe "toma que o filho é teu".

A nossa terceira Myrian é a mais fina das três, a socialite e empresária Myrian Abicair. Em 1982 ela conheceu o presidente-general João Figueiredo e, apesar de casada com o empresário Luis Serson, caiu de amores pelo autor da famosa frase "prefiro o cheiro de cavalo ao cheiro de povo". O último general-presidente da ditadura militar imposta ao país em 1º de abril de 1964 vivia um casamento de fachada com dona Dulce e assumiu a nossa Myrian com ípsilon como namorada. Segundo a moça, o general cujo governo terminou de fato no dia da Intentona do RioCentro se apresentou aos filhos da socialite e explicou que não eram amantes, mas namorados. Viveram um tórrido romance por pouco mais de três anos e numa bela tarde de outono o general pôs fim ao flerte com uma desculpa inusitada: "meu paizinho, lá do céu, não deve estar gostando nada de eu ter essa vida adúltera". Podia ter dito apenas: lamento, mas perdi o tesão; tchau. Afinal, o homem era da arma da Cavalaria, e coices não lhe eram estranhos. Passados 30 anos, dona Myrian conta que respondeu ao general: "ah, é?!, pois fique aí com seu paizinho!" e caiu fora. Essa é a parte que se pode imprimir do que ela realmente deve ter dito ao presidente. Nunca mais se reencontraram, especialmente depois que Figueiredo deixou a Presidência da República e pediu ao povo que o esquecesse (como se fosse preciso pedir).
É possível que haja outras Mirian na vida de outros ex-presidentes brasileiros, mas essas três já são mais do que suficientes para cunhar a "maldição das Mirian" e advertir os próximos ocupantes do Palácio do Planalto a manterem distância de mulheres com esse nome. Pelo menos dessa "maldição" a presidente Dilma Roussef está livre. Já da maldição da revista Veja ...
Bom, escrito com muito humor. Parabéns.
ResponderExcluir