segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Seleção Nelson Sargento

Fiz por você o que pude



Bálsamo



Resignação



Nossos contrastes



Falso Amor sincero



Velhas companheiras



Samba do operário

Homenagem da Espanha a Lula

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Vão-se embora pro passado

Não sou saudosista, não penso que os políticos de antigamente eram honestos e as crianças mais educadas. Tampouco que na época dos militares não havia corrupção. Mas reconheço que o repentista nordestino Jessier Quirino foi feliz ao compor essa ode aos dias de antanho, inspirado no poema de Manuel Bandeira (Vou-me embora pra Passárgada).

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Brastemp leva um pau e daí acorda

O vídeo a seguir foi assistido mais de 660 mil vezes no Youtube e gerou nada menos do que 4,5 mil comentários entre aqueles que viram e são cadastrados no site (requisito para postar comentários). Depois dessa repercussão, a Brastemp resolveu o problema. A empresa se mexeu porque enfrenta concorrência no país. No dia em que as fabricantes dessas latas vagabundas e caras que são os carros da Fiat, Volks, Ford, GM, Pegeout, Renault, entre outras, sofrerem concorrência de verdade talvez os consumidores não tenham que pagar R$ 30 mil por veículos cujo valor real não ultrapassa R$ 15 mil (com impostos, com tudo). Isso para não falar dos que custam R$ 70 mil embora não valham mais do que R$ 30 mil. O mesmo se pode dizer das incompetentes telefônicas do minuto mais caro da galáxia, quiçá do Universo (TIM, Brasil Telecom, Vivo, Claro, Oi etc).

sábado, 19 de fevereiro de 2011

iPhone, iPad, iPhode!

Seleção Fátima Guedes

Felicidade é Fátima Guedes, uma manhã de sábado de sol, uma cachacinha mineira, um cheiro de tempero no ar, um cafuné ...

Lápis de cor


Cheiro de Mato


Faca


Minha Nossa Senhora


Sonho desfeito


Meninas da Cidade


Faca


A chuva caiu


Incerteza


A vida que a gente leva

PT, 31 anos de História

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Maitê Suda de volta à telona

Com 36,8% dos votos, a atriz Maitê Suda foi escolhida para viver o lendário Professor Hariovaldo de Almeida Prado no novo filme do aclamado cineasta Arnaldo Jabá, o preferido dos homens de bens e de Benz.

Na época da foto, 1912, a atriz não tinha recursos sequer para se vestir. Por isso foi socorrida com uma bolsa-tucana vitalícia de R$ 13 mil dada pelo governo de São Paulo

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O inigualável amanhecer no Rio

O dia nascendo em Ipanema ...


... na Urca


...no Arpoador


... em Copacabana


... na Barra


... na Penha


(As imagens aqui reproduzidas são do Blog "É o Rio que Mora no Mar")

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Indústria automobilística no Brasil (mas não DO Brasil)



O vídeo que você vai assistir é um documentário institucional assinado pelo lendágio Jean Manzon, fotógrafo francês que fez fama no Brasil nas revistas Cruzeiro e Manchete. A fábrica palco das fimagens é a DKW Vemag, alemã instalada na região metropolitana de São Paulo em meados da década de 50. O maquinário, ultrapassado já na época, foi transferido da fábrica na Alemanha para o Brasil, e dessa linha de montagem saíram os bonitos mas frágeis Belcar, Vemaguete, Fissore, Candango e Malzoni (o lendário Puma DKW). Eram o sonho de consumo da garotada que hoje está na faixa dos 50 anos de idade.

A propósito das indústria automobilística instalada no Brasil: apesar do automóvel ser uma invenção do final do Século XVIII, *o empresariado brasileiro nunca conseguiu produzir um veículo nacional, ao contrário dos italianos, franceses, japoneses, russos e até os sul-coreanos (sem falar nos alemães, ingleses e norte-americanos, ases nas artes automobilísticas). Aliás, todos os grandes investimentos no Brasil foram feitos pelo Estado (comunicações em geral, siderurgia, energia, indústria petro-química-farmacêutica etc etc etc). Inicialmente, o Estado faz os investimentos pesados, inclusive em pequisa e desenvolvimento. Quando a coisa toma vulto, uma elite de políticos, funcionários e fornecedores se apropria do empreendimento em benefício próprio e passa a gerar sucessivos resultados negativos (para a corporação). Na sequência, políticos aliados aos grande capital e à grande mídia se valem dos nefastos interesses corporativos que tomaram conta do empreendimento para encetar uma campanha de desmoralização da administração pública. Ato seguinte o empreendimento é privatizado a preço de banana, com o apoio maciço da população, irritada com a farra e incompetência do funcionalismo estatal. Aí, uma elite econômica que não consegue produzir um grampeador que funcione direito e não coloca um real no risco se torna acionista majoritária de mega companhias telefônicas, siderúrgicas maiores do mundo, grandes empresas de geração e distribuição de energia, complexos pólos petroquímicos, indústrias aeroespaciais e por aí afora. Só não se tornou dona da Petrobras porque o Lula e a Dilma derrotaram a turma do DEMO/PSDB três vezes! Nem se tornou dona de nenhuma indústria automobilística porque a única brasileira tentada pelo Estado (a Fábrica Nacional de Motores, a FNM), criada pelos militares na década de 60, foi das poucas estatais que não vingou (e, assim, não pôde ser privatizada na bacia das almas pelos demos-tucanos). Por conta disso também, quando você compra um carro fabricado no Brasil, boa parte do dinheiro que você paga é remetido para as matrizes dos fabricantes, no estrangeiro. Por isso - e não por causa dos impostos, que existem em todo o mundo - o preço do carro no Brasil é tão desproporcional ao valor real do produto. Por um UNO Mille, que não vale mais do que R$ 8 mil, a Fiat cobra R$ 23 mil de você. Pelo Gol, que estaria muito bem pago por R$ 10 mil, a Volkswagem cobra de você R$ 25 mil. O Celta (GM), o Fiesta (Ford), o Siena (Fiat), o Peugeot 207, o Renault Clio (e seus assemelhados) não valem mais do que R$ 12 mil, mas os fabricantes nos extorquem em mais de R$ 25 mil em troca de carros inseguros e de tecnologia e design ultrapassados. Para não falar de quem paga R$ 100 mil, no mínimo, por caminhonetes caipiras.

* O único empresário brasileiro que tentou criar uma indústria automobilística nacional foi Amaral Gurgel, criador da linha de veículos Gurgel, nascida no final dos anos 70 e falida no final dos 80 ou início da década de 90. O problema é que o carro nasceu com tecnologia superada e teve que enfrentar a abertura de mercado às importações, determinada pelo governo Collor. Talvez tivesse vingado, se continuasse concorrendo com as "carroças" nacionais, como o ex-presidente Fernando Collor chamou, com razão, os carros de tecnologia superada que saiam das linhas de montagem da Volkswagem, Fiat, Ford, GM, Chrysler, Toyota, Mercedes instaladas no Brasil.

Um giro pelo Museu do Automóvel (BSB)

Criatividade popular


Essa casa comercial fica no Núcleo Bandeirantes, cidade satélite de Brasília.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PT 30 anos e o primeiro pronunciamento de Dilma

Do Globo On-line
O aniversário era do PT, mas a festa foi de Lula

Longe dos holofotes nos últimos 40 dias, o ex-presidente Lula foi o grande destaque do evento de comemoração dos 31 anos do PT, realizado em Brasília.

A presidenta Dilma compareceu no final da cerimônia, logo após o discurso de Lula de cerca de meia hora.A presença dela se resumiu a assoprar as velas, cortar o bolo e distribuir apertos de mão.

A noite de fato era de Lula. Ele até recebeu um presente do presidente do partido, José Eduardo Dutra, que estava em uma caixa vermelha com laços dourados.

Era uma flâmula feita por uma cooperativa de Goiás.

Com discurso improvisado, característica que sempre o acompanhou, Lula por várias vezes levou a platéia as gargalhadas. Um desses momentos ocorreu quando falou da dificuldade de se adaptar à vida de ex.

“Hoje estou aqui 40 dias depois de ter deixado a presidência da República. Nos primeiros dias de ex-presidente você fica igual a um cão que cai do caminhão de mudança. Fica querendo saber que lado você está e para onde você vai”.

Em determinado momento do discurso, Lula, no entanto, mostrou irritação com as comparações entre o governo dele e o de Dilma.

“O sucesso da Dilma é o meu sucesso, o fracasso da Dilma é o meu fracasso. A gente percebe que essa gente metida a formador de opinião pública não entende nada de psicologia. A minha relação política com a Dilma é indissociável, nos bons e maus momentos. Não é uma aventura. É um projeto que estava construído quando eles diziam que a Dilma era um poste”.

Sem citar a palavra “mensalão”, Lula disse que o episódio foi uma campanha "infame" contra o PT, realizada em 2005.

O ex-presidente também usou da emoção ao pedir para a platéia fechar os olhos para imaginar o que seria o Brasil sem o PT.

“Imaginem o vazio político que existiria nesse país...”

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Bendito quem se expressa em poesia

Alguns letristas são geniais, como Renato Russo e Arnaldo Antunes. Vamos a dois exemplos da capacidade extraordinária desses poetas expressarem seus sentimentos. Primeiro, Vento no Litoral, do vocalista da Legão Urbana.



Em contraste, observe-se essa canção também interpretada por Renato Russo, sobre o mesmo tema. Chama-se Hoje a noite não tem luar. Trata-se de uma versão, porque a original é em espanhol, cantada pelo grupo Menudo (que Deus não os tenha). Só o homossexualismo do líder da Legião é capaz de explicar porque ele gravou essa porcaria. (... o sol brilhava de tanta emoção (...) e então um beijo aconteceu (...) Barbaridade, tche!



Agora, vamos à canção De Mais Ninguém, de Arnaldo Antunes, interpretada por Marisa Monte.



Por fim uma sugestão enviada pela amiga e leitora dessse blog, Roseana (Sintomas de Saudade, de Marisa Monte).

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ajuda às vítimas das chuvas no Rio

Para quem quiser/puder ajudar os fluminenses de Nova Friburgo e Petrópolis que perderam tudo nas enchentes do início de janeiro segue o número da conta aberta pela Caixa Econômica Federal.



Comédia MTV - História do Brasil em 5 minutos

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Salve São Sebastião e o Rio de Janeiro!

Hoje o Rio de Janeiro está em festa pela data do padroeiro da cidade, São Sebastião. Para os fluminenses da região serrana, que estão enfrentando a maior calamidade dos últimos tempos, segue a Oração do Glorioso São Sebastião.


Glorioso mártir São Sebastião, valoroso padroeiro e defensor da cidade do Rio de Janeiro, vós que derramastes vosso sangue e destes vossa vida em testemunho da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, alcançai-nos do mesmo Senhor, a graça de sermos vencedores dos nossos verdadeiros inimigos: o ter, o poder e o prazer, que fazem viver sem fé, sem esperança e sem caridade. Protegei, com a vossa poderosa intercessão, os filhos desta Terra. Livrai-nos de toda epidemia corporal, moral e espiritual. Fazei que se convertam aqueles que, por querer ou sem querer, são instrumentos de infelicidade para os outros. E que o justo persevere na sua fé e propague o amor de Deus, até o triunfo final. São Sebastião, Advogado contra a Epidemia, a Fome e a Guerra, rogai por nós.

Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

Caiu a máscara - de botox - do "inventor" da moralidade pública

Notícia do jornal Gazeta do Povo, 20/1/2011

Aposentado, Alvaro Dias pede
R$ 1,6 milhão de “retroativos”

AD diz que "está pagando para trabalhar"
O senador paranaense Alvaro Dias (PSDB), que recebe aposentadoria como ex-governador desde outubro do ano passado, solicitou à Secretaria de Estado da Administração o pagamento retroativo de cinco anos do benefício. Se o pedido for aceito pelo governo estadual, o senador poderá receber R$ 1,6 milhão dos cofres públicos. Pela legislação vigente no Paraná, Alvaro teria direito à pensão vitalícia desde que deixou o governo do estado, em 1991. Como só fez o pedido no ano passado, decidiu solicitar os valores retroativos. A reportagem tentou contato com o senador para que ele comentasse o pedido e explicasse porque solicitou os pagamentos apenas dos últimos cinco anos. Mas ele não atendeu as ligações.De acordo com o governo do estado, a solicitação de Alvaro foi encaminhada para a Procuradoria-Geral do Estado na última sexta-feira para análise jurídica. Só depois do parecer vai ser anunciado se o pagamento ocorrerá e como será feito.A aposentadoria dos ex-governadores no Paraná hoje é de R$ 24,8 mil, com direito a 13 pagamentos por ano. Caso o senador conseguisse receber as 65 mensalidades que solicitou pelo valor atual, receberia R$ 1,6 milhão. Isso seria suficiente para quase dobrar o seu patrimônio pessoal. Na última eleição que disputou, em 2006, Alvaro afirmou, à Justiça Eleitoral, possuir um patrimônio de R$ 1,9 milhão.Em dezembro passado, Alvaro concedeu entrevista à Gazeta sobre a aposentadoria especial de ex-governador que solicitou. Afirmou que, durante 20 anos, havia se recusado a fazer a solicitação. Dizia, porém, que agora estava “pagando para trabalhar” como senador. “Não recebo verba de indenização nem auxílio-moradia no Senado. E o que eu recebo, tirados os descontos, não paga os custos da função”, afirmou.A aposentadoria dos ex-governadores causou polêmica nesta semana depois que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirmou que pretende ir à Justiça contra o pagamento dos benefícios, que existe em vários estados. Segundo o presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante, trata-se de um privilégio inconstitucional.No Paraná, nove ex-governadores recebem o benefício: Paulo Pimentel, João Mansur, Emílio Gomes, Jayme Canet, João Elísio Ferraz de Campos, Alvaro Dias, Mario Pereira, Jaime Lerner e Roberto Requião. O ex-governador Orlando Pessuti, que deixou o cargo em 1.° de janeiro, também já fez a solicitação do benefício, mas ainda não teve o pedido aprovado pela Secretaria da Administração.

Interatividade
O senador Alvaro Dias tem direito a receber os pagamentos retroativos? Por quê? Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br. As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

Rio Grande do Sul
Após 20 anos, Simon passa a ter pensão
Porto Alegre - Vinte anos depois de deixar o governo gaúcho, o senador  Pedro Simon (PMDB) passou a receber aposentadoria pela função. “Minha  situação estava ficando difícil”, afirmou Simon, que saiu do cargo em  abril de 1990. “No Senado, eu recebo cerca de R$ 11 mil”, relata,  referindo-se ao valor líquido dos vencimentos. Simon segue abrindo mão da verba de representação mas, como seus pares, a  partir de fevereiro receberá R$ 26,7 mil brutos. Outros sete  ex-governadores gaúchos e três viúvas de ex-governadores também recebem  aposentadorias de R$ 24,1 mil. Yeda Crusius (PSDB) entrou na lista neste  mês. Agência Estado

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O cãozinho e sua brava dona

Os irmãos Caruso só tem produzido porcaria, em geral, humor a favor (dos Demos/Tucanos). Mas dessa vez um deles (Chico Caruso) foi feliz e retratou a mulher e seu cão perdido nas enchentes de Nova Friburgo (RJ). Ela salvou-se e bem que tentou carregar junto o animal, mas lamentavelmente não teve forças para mantê-lo ao mesmo tempo em que agarrava a corda que a puxou para a vida.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

DEMO/PSDB: especialistas em roubar da merenda escolar

Funerária de sobrinho de Alckmin levava merenda Empresário é filho de Paulão, suspeito de chefiar fraude em licitações e pagamento de propina a prefeitos paulistas e outros 3 Estados
Fabio Leite, Jornal da Tarde
Ex-funcionário da Velório e Funerária Pindamonhangaba, empresa de Lucas César Ribeiro, que administra o serviço na cidade, o agente funerário Vicente Ricardo de Jesus, de 52 anos, relatou ao Jornal da Tarde que, no período em que trabalhou no local, fazia transporte de merenda escolar para a Verdurama durante o dia com o mesmo veículo que transportava cadáveres à noite. A prefeitura classifica o fato de "mentira". Lucas é filho do lobista Paulo César Ribeiro, cunhado do governador Geraldo Alckmin.
A Verdurama é investigada pelo Ministério Público Estadual por suspeita de fraude em licitações e pagamento de propina a prefeitos paulistas e outros três Estados. Paulo César, conhecido como Paulão, é suspeito de comandar o esquema no Vale do Paraíba, onde fica Pindamonhangaba, cidade natal do tucano. Ambos negam as acusações.
Em depoimento à promotoria no fim do ano passado, o ex-secretário de Finanças de Pindamonhangaba Silvio Serrano disse que empresa do filho de Ribeiro "fazia transporte de gêneros alimentícios para a Verdurama".
Segundo o Ministério Público, Serrano foi indicado por Paulão ao prefeito João Ribeiro (PPS), apadrinhado de Alckmin que está no segundo mandato – a vice, Myriam Alckmin, é sobrinha do governador. Serrano foi demitido em outubro, após a denúncia vir à tona.
Além da funerária, Lucas também é dono de uma microempresa de transportes, a Lucas CR Transporte e Logística, segundo dados da Junta Comercial. O endereço informado é o mesmo onde outro filho de Paulão, Thiago, declara residência.
Segundo o agente funerário, o transporte da merenda era feito com os carros da funerária, uma caminhonete e uma van. "Todo mundo sabia. A secretaria de saúde, e, claro, a prefeitura também sabia. É porque transporta aquelas panelas meio grandes, aí é fogo, né?", disse.
Ele deixou a empresa em 2008 e hoje trabalha em outra funerária na cidade. "Isso é fácil de levantar. É só ligar na Verdurama e pedir as notas, porque a gente tirava as notas, a quilometragem, a escola, quantidade de merenda que entregava. Tudo por escrito."

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Quantas vidas você tem?




Quantas Vidas Você Tem?
Paulinho Moska
Composição: Paulinho Moska

Meu amor
Vamos falar sobre o passado depois
Porque o futuro está esperando
Por nós dois.

Por favor
Deixe meu último pedido pra trás
E não volte pra ele nunca
Nunca mais.

Porque ao longo desses meses
Que eu estive sem você
Eu fiz de tudo pra tentar te esquecer

Eu já matei você mil vezes
E seu amor ainda me vem
Então me diga quantas vidas você tem.

Braços abertos sobre a Guanabara ...

 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

JN esconde a (ir)responsabilidade dos Demos/tucanos

São Paulo afunda no caos das enchentes. Já há 12 pessoas mortas. Os prejuízos são incomensuráveis. Os governos Demos/tucanos de José Serra, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab são os responsáveis, mas a mídia que recebe muito dinheiro dos cofres públicos paulistas faz de conta que os três políticos não existem e põe a culpa na natureza, essa força indomável. José Serra, quando governador, reduziu as verbas para os trabalhos de desassoreamento do rio Tietê. O prefeito Kassab transferiu recursos de ações antienchentes para a construção de um viaduto estaiado (aquelas pontes tipo Golden Gate) no Tatuapé, na Zona Leste da cidade. O engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, em entrevista ao Blog de Luiz Carlos Azenha (VI o Mundo) mostrou que as enchentes foram fruto de duas irresponsabilidades: redução das obras de limpeza do rio Tietê na gestão Serra e não cumprimento das metas de construção de piscinões nos últimos dez anos. "Qualquer geólogo e qualquer técnico do DAEE sabe disso. Mas os jornais estão escondendo" - acusou o engenheiro. Agora assista a reportagem do Jornal Nacional exibida ontem à noite e tente encontrar uma única referência aos responsáveis pelo caos. Quem  encontrar ganha um barco inflável pra passear nas avenidas de São Paulo. Este é o verdadeiro choque de gestão dos Demos/Tucanos: incompetência acobertada pela mídia regiamente remunerada. Para que você calcule quanto deve ter rendido à Rede Globo a omissão dos nomes dos responsáveis pela tragédia em São Paulo, uma informação: 30 segundos no Jornal Nacional custam R$ 500 mil.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Minha estrela brilha na noite da véspera de Ano Novo

Tem quem acredite em duendes, gnomos, elfos, OVNIs, extraterrestres e até no Jornal Nacional … Já eu acredito em anjos, e dia desses topei com uma legião deles. Foi na noite do dia 30 de dezembro, quase Ano Novo, quando o Magnus, o filho de 10 anos da minha sobrinha Isabela, apresentava sintomas de apendicite, uma inflamação que se não atacada a tempo rapidamente evolui para um quadro de septicemia.

O primeiro anjo com que nos deparamos foi a médica Giovanna Andréa de Figueiredo, da Policlínica Capão Raso. Os sintomas da apendicite eram tênues, nem febre havia, no momento da consulta. Apesar disso, depois de examiná-lo ela encaminhou o Magnus para o Hospital Pequeno Príncipe, com um pedido de ecografia do abdome total.

No Pequeno Príncipe outro anjo na forma de uma recepcionista foi objetiva conosco: “o plantonista vai examinar o Magnus, mas dificilmente pedirá a ecografia hoje”. Pergunto por que e ela se faz ainda mais direta: “é que precisa chamar o médico especialista em casa para fazer o exame, e só se for uma emergência ...”

Já passava das 7 da noite, sexta-feira, véspera do 31 de dezembro. Avaliei comigo: é quase Ano Novo, o antitérmico abaixou a febre do Magnus e mascarou o quadro, o garoto parece saudável. Além disso, a Unimed paga R$ 30 pelo exame, preço de uma pizza mediana. O médico só sairá de casa para fazer a ecografia se o espírito de Hipócrates o arrastar pelas orelhas.

Avaliei rapidamente a informação e conclui que aquela moça, certamente, sabia o que estava dizendo. Sua sinceridade soou pra mim como “inside information”. Agradecemos e tratamos de procurar outro hospital ou laboratório que realizasse o exame.

Os dois que ficam próximos – X-Leme e Cetac – já haviam baixado as portas, o jeito foi tentar o Laboratório DAPI, nas Mercês, que funciona 24 horas. Chegamos lá cerca das 8 da noite, com o dia ainda claro, propiciado pelo Verão e seu horário especial. O Magnus aparentemente vendendo saúde. Eu me perguntava se ele realmente tinha alguma coisa, mas confiava no diagnóstico da médica. Além disso, minha sobrinha relatava que na noite anterior e na tarde daquele dia o menino tivera febre de quase 39 graus e passara horas se contorcendo com dor na região da barriga.

Subimos ao 1º andar, onde é requisitado aquele tipo de exame. Ali nos deparamos com uma legião de anjos na forma de cinco ou seis moças que atendiam nos guichês, aquela hora vazios. Não percebemos de imediato que se tratava de anjos, mas isso logo ficou claro quando a moça que nos atendia informou que não seria possível realizar a ecografia. Não naquela noite.

Ela ainda tentou encaixar com o especialista de plantão, mas a cota dele já estava repleta. O jeito era agendar o exame para outro dia. Nem foi preciso insistir na questão da urgência; quando minha sobrinha comentou a suspeita de apendicite, a moça começou a ligar para outros laboratórios e hospitais na tentativa de conseguir o exame imediato para o Magnus.

No segundo seguinte as demais colegas dela se aproximaram com sugestões:

- Vocês tentaram o Pequeno Príncipe?

- Estamos vindo de lá.

- Então liga pro Vitta, lá eles fazem. (disca, disca, disca e ninguém atende do outro lado da linha)

A moça que nos atendia liga para o Santa Cruz. Ficamos animados quando percebemos que confirmaram que fazem o exame. A esperança, porém, logo se desfaz, pois não atendem o convênio Unimed.

Quem não perde a esperança é a jovem. Torna a tentar o Vitta do Batel (disca, disca, disca e nada).

Os anjos do DAPI: Valéria Ayres, Mavia Fantim, Ana Elisa Borges, Ana Paula Alkimin e Sandra Cuimbra, com o supervisor Thiago Quintino. Faltou Glaucia Rute, que está em merecidas férias.
Ela se lembra do Hospital Cruz Vermelha, mas alguém se antecipa e diz que não adianta.

Pergunto se o Hospital Cajuru não faria o exame. Elas me dizem que só se o Magnus for atendido como emergência, no pronto socorro. O mesmo no Evangélico.

De volta ao telefone a moça liga para a Clínica Sugisawa. Ficamos animados novamente; eu mesmo já fiz uma ecografia da bexiga lá, marcada às 8 horas da noite. Eles atendem 24 horas. Mas de novo a frustração: precisa agendar o exame.

Outra moça recomenda o Hospital São Vicente, no centro da cidade, ao lado de onde eu trabalho. Estamos quase indo para lá quando outra garota volta a lembrar o Hospital Nossa Senhora das Graças, nas Mercês. Ela já havia recomendado antes, mas agora veio com uma informação fundamental: “o Dr. Eduardo Meister está de plantão lá, e ele mandará fazer o exame, com certeza”. As demais moças confirmam em coro: podem ir lá que o Dr. Eduardo fará a ecografia. A primeira reafirma: “acabei de confirmar que ele está de plantão; peçam para que o Magnus seja atendido por ele”.

Animados, agradecemos a boa vontade das jovens, desejamos bom Ano Novo a todas e nos mandamos para o Nossa Senhora das Graças, que fica a poucas quadras do DAPI. Na saída comento com minha sobrinha: até agora estamos com uma sorte danada!

As ruas de Curitiba estão quase vazias; quem não viajou para passar o Ano Novo na praia, a esta hora está enfurnado em casa vendo TV. Nesses dias entre o Natal e o Ano Novo a metrópole parece aquelas cidades fantasmas que a gente vê em filmes. Mais “morta” mesmo só na noite de Natal, quando é possível até andar pelado pelas ruas sem ser importunado. Eu mesmo já testei essa hipótese no Natal de 1997, quando caminhei nu em pêlo no meio da Rua Marechal Deodoro, do prédio da Receita Federal até a Praça Zacarias sem ser incomodado.

Mas voltando ao que interessa, no Hospital Nossa Senhora das Graças nos deparamos com dois outros anjos, o tal Dr. Eduardo e o enfermeiro Clodomiro. Exatamente como a moça do DAPI havia previsto, após examinar o Magnus o médico mandou chamar a especialista em casa para realizar a bendita ecografia de abdome total. Enquanto aguardávamos ela chegar, o enfermeiro colheu sangue para outros exames. Afora a agulha da seringa, que era a única coisa que o Magnus temia, ele parecia vendendo saúde, todo feliz na sala de espera do consultório.

Passados alguns minutos o enfermeiro Clodomiro volta a nos procurar com o resultado dos exames. Acostumados a ter que correr atrás de enfermeiros e médicos para apressá-los a realizar o seu trabalho, eu e minha sobrinha ficamos surpresos. Chega a médica para a ecografia e o enfermeiro leva o Magnus com ele, para logo retornar com o moleque e o resultado do exame. Entre uma consulta e outra o Dr. Eduardo nos aborda na sala de espera: a ecografia não foi conclusiva, mas os indicativos no sangue são de infecção e temos ainda o fato do garoto ter tido febre de 39 graus e manifestar dor quando é apalpada a região do apêndice. Vamos internar e operar amanhã cedo.

Tomada de surpresa e com dó do menino, minha sobrinha inquire o médico com uma questão “a la Dona Maria”.

- E se eu, que sou a mãe, não quiser internar o Magnus hoje o que pode acontecer?

O médico deu a resposta que eu já imaginava:

- Morrer!

Minha sobrinha caiu em si e viu que precisava acatar a recomendação do médico, mas aí quem desesperou foi o Magnus, que abriu a boca. O médico ficou desconcertado:

- Eu tive que dizer, a senhora perguntou ...

Quando conseguiu acalmar o Magnus, o médico me passou os papéis para providenciar a internação. Deixei o garoto sob os cuidados da mãe e do enfermeiro e fui para o setor de internamento. Quando achava que já tinha nos acontecido tudo de bom, outra surpresa: a atendente é uma jovem simpática e bem-humorada. Me pede que aguarde, pois há outros três internamentos para providenciar, antes de me atender.

Tudo bem, a recepção daquele hospital é um ambiente agradável, à meia luz, com poltronas confortáveis onde larguei meu corpo cansado para me ocupar exclusivamente com uma grande tela de TV. Já passava da meia-noite e aquele ambiente era propício ao sono, mas antes que ele aparecesse a moça chamou meu nome. Não havia se passado 15 minutos. Ou seja: ela fez três internamentos em menos tempo do que os meus filhos levam com o chuveiro aberto.

Cheia de bom-humor ela pegou os papéis que o médico me dera, mais a carteirinha da Unimed e me fez as perguntas necessárias para fechar a operação. Perguntei se a mãe do Magnus poderia passar a noite no hospital e ela me respondeu: “claro, a mãe fica com o filho”. Mas não foi só isso: como não havia nenhuma enfermaria disponível, a mãe e o Magnus seriam acomodados em um quarto, até desocupar uma vaga.

Não era possível tanta boa sorte, justo comigo que nunca me dei bem nem em quermesse de igreja. (A propósito, recentemente fui arrastado para um bingo paroquial pela minha filha, que estava de olho num microondas. Minha cartela era tão pé frio quanto eu, mas quando chegou a vez do microondas, para surpresa geral, minha sorte mudou e fui o primeiro a gritar bingo. Só que não fui o único, duas malditas bingueiras profissionais também haviam fechado a cartela. A coisa foi decidida pelo sorteio da pedra maior, e eu, claro, tirei a pedra 3.)

Fechado esse parêntese, eu não podia acreditar que estava com aquela sorte toda. Se naquela hora eu encontrasse alguma lotérica aberta teria feito uma aposta na Mega-Sena da Virada, e em vez de quatro ganhadores teriam sido cinco.

Enfim, voltei ao consultório com os papéis do internamento e os entreguei ao enfermeiro Clodomiro, que já estava com o Magnus acomodado em uma cadeira de rodas para levá-lo ao quarto. Agradeci, me despedi da minha sobrinha e do Magnus, desejei-lhes boa-noite e fui-me embora para casa com aquela sensação de que a sorte, essa ingrata, finalmente sorria para mim.

Às 10 horas da manhã seguinte liguei para o celular da minha sobrinha para saber notícias do Magnus. Naquele exato momento ele estava saindo da sala de cirurgia e sendo levado para o quarto, ainda meio zonzo da anestesia e livre da apendicite. No dia seguinte receberia alta. O único inconveniente, se é que se pode dizer assim, foi ter passado a virada do ano no hospital.

Realmente me considerei, enfim, bafejado pela sorte. Minha estrela brilhava!

Mas que estrela, que sorte, que nada; a verdade é que encontramos profissionais interessados, com surpreendente iniciativa, aquela gente que está na profissão certa e que é capaz de fazer a diferença. Gente que está sempre ascendendo na escala profissional, porque não só é inteligente e competente, como está disposta a fazer o que tem que ser feito. A Dra. Giovanna, o Dr. Eduardo podiam ter despachado o Magnus com uma receita de anti-inflamatório (como outros fizeram com o avô do garoto, por três vezes, antes dele ter o apêndice supurado). A atendente do Pequeno Príncipe podia ter nos enrolado, acenando com falsas esperanças. As recepcionistas do DAPI podiam permanecer nos seus guichês, talvez jogando paciência. Clodomiro e a jovem médica que saiu do conforto da casa para fazer a ecografia poderiam ter-se omitido. Mas cada um desses profissionais realizou aquilo que nos treinamentos corporativos é denominado “fazer o quilômetro extra”. E assim, graças a esses anjos de carne, osso e neurônios ativos, essa história do Magnus teve um final feliz.

E felicidade é o mínimo que eu e a família do Magnus podemos desejar a esses profissionais que tornaram a nossa passagem de ano tão especial.

Antes de encerrar, um esclarecimento necessário: aquela história do Natal de 1997 é invenção minha, só para segurar o leitor. Não vão tentar andar pelados na rua que serão presos.

Feliz 2011 a todos!

Francisco Duarte

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Boa música pela Internet

Pedro Américo recomenda a melhor rádio de MPB do Brasil...dá pra ouvir on-line tb. Clique aqui.









quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O bom-humor move o mundo

Folha de São Paulo
Serra tem mala extraviada em voo à Europa
DE SÃO PAULO
O ex-governador paulista José Serra enfrentou uma turbulência no feriado de Natal: o extravio da mala.
Candidato derrotado do PSDB à Presidência, Serra encarou dez dias de inverno rigoroso na Europa sem que a bagagem fosse localizada. Irritado com a companhia aérea, o tucano registrou publicamente seu protesto, via Twitter: "Fiquei dez dias no exterior, mas sem a mala da viagem -a Air France a perdeu". A amigos Serra contou que, nos primeiros dias, teve que recorrer ao "guarda-roupa" do filho e do genro para poder resistir ao frio. Como sua bagagem não foi localizada, ele foi obrigado a comprar peças novas para a temporada. Serra passou o Natal com a mulher, Monica, com os filhos e os netos na França.


Qual mala foi extraviada: a Mônica ou a Verônica? E o Serra disse que recorreu ao guarda-roupa do genro. Quer dizer, tá pior que ex-mulher: tirou até as cuecas do genro. E quando ele devolveu a cueca, com as pontinhas do polegar e do indicador, o genro tapou o nariz e declinou: põe no lixo. Pensando bem, a Air France poderia ter extraviado O MALA do Serra. Deixado cair no meio do oceano pra procurar a caixa preta do vôo 447. hauahauahaua!

Uma animada crise do Capitalismo (e a marolinha do Lula)

Fonte: palestra do acadêmico David Harvey na RSA, organização inglesa centenária voltada para as artes, indústria e comércio. Em resumo, o palestrante questiona se é chegado o tempo do capitalismo dar lugar a uma nova ordem social assentada na responsabilidade social global e no humanismo. No site dos caras se encontram outras animações curiosas.



Bahia não é só Ivete e Claudia Leite

Paloma Gomes

Engenho Novo: a senzala volta a ser do povo

Depois do Complexo do Alemão, o Estado se re-implanta hoje nas comunidades do Engenho Novo, começando por quatro delas: Sampaio, São João, Matriz e Quieto. O Rio de Janeiro, aos poucos, vai sendo tomado do domínio de grupos criminosos, políticos do DEMO/PSDB e barões da especulação imobiliária para ser devolvido ao povo carioca.

O Rappa canta Todas as Comunidades do Engenho Novo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O que é bom deve ser compartilhado

A importância da leitura e da escrita

Autor: Vilmar Berna*, do Portal do Meio Ambiente


Para compreender, adequadamente, a importância da leitura e da escrita em nossas vidas, precisamos compreender que assim como o nosso corpo material precisa de alimento, o espiritual também. É importante aqui corrigir uma falsa idéia, a de que os termos 'espiritual' ou 'espiritualidade' referem-se exclusivamente ao seu sentido religioso. É compreensível que isso ocorra, por que é aí que os que têm fé na divindade elaboram e abrigam suas idéias e sentimentos em relação ao sagrado.
Entretanto, ateus também tem fé, por exemplo, de que o mundo pode ser melhor e de que as pessoas podem mudar. Possuem seu lado espiritual, só que no sentido não religioso do termo, onde elaboram idéias, afetos, esperanças. E também espiritualidade, no sentido da religação com a natureza, com o Cosmo.
O que ressalto aqui é que nós e o mundo não somos feitos apenas de uma parte material que pode ser percebida pelos cinco sentidos, mas também das visões que temos desse mundo, de nós e dos outros. Por isso, nunca estamos prontos, mas na medida em que recebemos informações e estímulos, e vivenciamos experiências, construímos ou reconstruímos nossa visão de mundo. Outra falsa idéia é a de que podemos comunicar a verdade. Podemos percebê-la, mas ao comunicar sobre ela, levamos junto uma parte de nossa subjetividade como observador. Então, não existe comunicação imparcial. O que é verdadeiro para um pode não ser para o outro. Por que, ao contrário do que se possa imaginar, a realidade como percebemos está em constante processo interno onde permanente é só a própria mudança.
Entre os grandes desafios para a humanidade é conseguir respeitar as diferenças entre os povos, as pessoas, as visões de mundo para que elas não se tornem obstáculos às relações. Por que não existe uma pessoa igual à outra, e também não pode existir verdade única, religião única, pensamento único. E isso inclui esta própria afirmação que acabo de fazer, daí a dificuldade de se andar em terreno firme e seguro quando o assunto é a subjetividade.
Então, ler e escrever é muito mais que dominar técnicas literárias, é obter as chaves desse mundo interior, de nossa verdade, e ter acesso a dos outros. Uma forma de nos ajudar a perceber, compreender e elaborar nossa própria subjetividade contribuindo para dar sentido ao mundo, a nós próprios e aos outros. Claro que existem outras formas de fazer isso, principalmente nas culturas orais, mas na cultura letrada, ler e escrever são fundamentais para ser e sentir-se adequadamente inseridos no mundo.
Precisamos disso, pois ao contrário do que possa imaginar, o processo de formação do sujeito é na verdade uma auto-formação. A educação, os livros, a cultura, os meios de comunicação exercem influências sobre nós, mas o que somos resulta de nossas escolhas. Comunicadores em geral, educadores, e escritores, em particular, cumprem com o papel social de nos ajudar a construir nossa subjetividade, nossa compreensão da verdade e utopias e, embora não escolham por nos, contribuem para iluminar nossos caminhos.
Outra falsa idéia é que a pratica é mais importante que a teoria. A prática começa nas idéias. A motivação para agir não está na própria ação, mas em nosso mundo interior. E como a leitura e a escrita nos conectam a este mundo, nos incentivam - ou não - a agir seja para manter as coisas como estão ou para mudá-las. Por isso, os primeiros a sofrerem censura e prisões em regimes opressores são os jornalistas, os artistas, incluindo os escritores, por que idéias podem ser armas mais poderosas que fuzis e granadas. Não é por um acaso que nos regimes democráticos exista tanta preocupação dos donos do poder de controlar os meios de comunicação.
A internet tem sido uma arma poderosa de resistência, uma forma de driblar a censura, algo inimaginável em outras épocas. Os poderosos estão tentando encontrar um jeito de impedir a liberdade na internet. Em países de regime totalitário certas palavras são bloqueadas pelos servidores e em países democráticos os poderosos estão buscando meios para impedir que informações desfavoráveis a eles continuem circulando na internet. Assistimos isso recentemente no episódio do Wikileaks, que criou um mecanismo aparentemente à prova de censura para a divulgação de segredos de Estado. Em vez dos poderosos escandalizarem-se com o fato de funcionários públicos estarem tramando em segredo contra o povo e a paz - usando funções públicas para cuidar de interesses privados, para se corromperem – para tentarem aperfeiçoar sistemas de controle democrático a fim de  se livrarem das falhas do sistema, tentam por todos os meios - inclusive ocultos - de criminalizar os que democratizaram a informação secreta.
Um de nossos maiores desafios é aos escrevermos, ou falarmos, expressarmos o que estamos pensando ou sentindo. Por mais incrível que pareça, tem gente que diz uma coisa e pensa ou sente outra diferente. Por isso não nos comunicamos apenas com a fala ou a escrita, mas também com os gestos, os olhares, o tom de voz. E é aí que a internet e a escrita, por mais importantes que sejam para a comunicação, não substituem o contato pessoal, o olho no olho.
Espressar-se na forma escrita não é um simples ato de colocar palavras num papel ou digitar num teclado. A maior parte da ação de escrever é invisível para os olhos, acontece no mundo interior de quem escreve e pode refletir este esforço de buscar o equilíbrio entre as emoções, o pensamento e as praticas.
E mais. Com os blogs e as ferramentas de busca, escrever e ser lido tornaram-se atos quase simultâneos. Antes, o intervalo de tempo entre um e outro podia levar anos e dependia do escritor ter a sorte de encontrar um editor para intermediar seu acesso aos leitores. Além de contribuir para a democratização da informação e do pensamento, a internet, os novos celulares, a banda larga, tem facilitado a vida de quem gosta de escrever e quer ser lido. Publicar deixou de ser privilégio de poucos.
Escrever assemelha-se a alguém que organiza uma casa desarrumada. Arrasta e empurra idéias de um lado para o outro, constroem e reconstroem pensamentos, sonhos, como quem movimenta os móveis. E só depois de estar cheio dessas idéias, e quando elas começam a fazer sentido, é que a pessoa se sente pronta, na verdade, quase que obrigada a escrever, como uma espécie de libertação da mente. E aí começa outra etapa importante, a de garimpar as palavras mais certas e apropriadas para transmitir a mensagem. A chance de acertar logo de primeira é a mesma de um garimpeiro achar uma pepita de ouro na primeira tentativa.
Alguns chegam a comparar o ato de escrever com o nascimento de um filho. O período da gestação é o tempo gasto na elaboração das idéias e o parto é o ato de colocá-las para fora.
Pablo Neruda dizia que escrever é fácil, começa com letra maiúscula e acaba com um ponto e no meio se colocam idéias.
As idéias nascem em nós, nos outros autores e também estão por aí, ao alcance de todos que estiverem dispostos a ser veículo para elas.
Algumas idéias são tão universais que se repetem em vários escritos, povos e culturas diferentes, e independente do tempo e lugar, permanecem atuais e válidas para todos.
O ideal é quando o escritor consegue reunir à sua volta pessoas que compreendem que o ato de escrever não é apenas físico, mas requer recolhimento, silêncio interior, para ouvir-se e ouvir seus fantasmas, angústias, desejos, 'conversar' com seus amigos espirituais. Assim, para quem não conhece sobre o ato de escrever, pode parecer estranho quando o escritor se recolhe neste seu mundo, pois externamente, pode parecer que está distante e desinteressado sobre as pessoas ou ao que acontece à sua volta, mas pode ocorrer exatamente o contrário. Para um escritor os acontecimentos do cotidiano não costumam passar despercebidos, pois a vida é o seu laboratório.
E, assim como construimos redes de afetos no mundo físico, também o fazemos no mundo espiritual. Os escritores que gostamos formam nossa espécie de rede de 'amigos' espirituais, com os quais compartilhamos idéias, afinidades e valores, ainda que muitos já possam ter morrido a milênios ou vivam do outro lado do Planeta. Por isso, um escritor nunca esta só em seu mundo interior e ainda que tirem tudo dele, e aprisionem seu corpo, como já aconteceu muitas vezes nas Ditaduras, podem se refugiar em seu mundo interior, onde são livres, e, assim, sobreviverem espiritual e intelectualmente.
Mais que escrever para seu próprio prazer escreve-se por necessidade e dever. Escrever é a função social do escritor, seja para entreter, seja para ajudar na analise da conjuntura, mostrar alternativas, denunciar as falsas idéias e injustiças. Por isso, um texto não está completo quando é divulgado, mas quando é lido. E quando isso acontece, nenhum texto é igual ao outro, pois ao passar pelos olhos e pelo mundo interior do leitor, ganha nuances e identidade própria e particular.
Um mesmo texto lido por diferentes leitores será compreendido de forma diferente. Um texto que alguém ache maravilhoso pode ser comum para outra pessoa.
Sem os leitores, os textos não vão a lugar algum, não transformam coisa alguma, não amam nem são felizes. Não são os textos que mudam as coisas. São as pessoas.

* Vilmar Sidnei Demamam Berna é escritor e jornalista, fundou a REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente) e o Portal do Meio Ambiente (http://www.portaldomeioambiente.org.br/).  Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas –http://www.escritorvilmarberna.com.br/

(Envolverde/O autor)
http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=85208&edt=1

Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas


Hildegard Angel

Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de "a Cara" por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À "companheira" número 1 da República, muito osso, afagos poucos.

Dona Marisa: a mulher de presidente que mais se pareceu com a mãe da maioria dos brasileiros. Seus detratores sentem vergonha da própria mãe.
Dirão os de sempre: e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E - pior de tudo - os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família?

Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.

Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade.

Depois, implicaram com o silêncio dela, a "mudez", a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão?

Ah, mas tudo que "eles" queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar pomposo de doutorados e mestrados.

Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e reservada, como tem Marisa Letícia.

E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?

Passemos agora às desfeitas ao que, no entanto, eu considero o mérito mais relevante de nossa ex-primeira-dama: a brasilidade.

Foi um apedrejamento sem trégua, quando Marisa Letícia, ao lado do marido presidente, decidiu abrir a Granja do Torto para as festas juninas. A mais singela de nossas festas populares, aquela com Brasil nas veias, celebrando os santos de nossas preferências, nossa culinária, os jogos e brincadeiras. Prestigiando o povo brasileiro no que tem de melhor: a simplicidade sábia dos Jecas Tatus, a convivência fraterna, o riso solto, a ingenuidade bonita da vida rural. Fizeram chacota por Lula colar bandeirinhas com dona Marisa, como se a cumplicidade do casal lhes causasse desconforto.

Imprensa colonizada e tola, metida a chique. Fazem lembrar "emergentes" metidos a sebo que jamais poderiam entender a beleza de um pau de sebo "arrodeado" de fitinhas coloridas. Jornalistas mais criteriosos saberiam que a devoção de Marisa pelo Santo Antônio, levado pelo presidente em estandarte nas procissões, não é aprendida, nem inventada. É legitimidade pura. Filha de um Antônio (Antônio João Casa), de família de agricultores italianos imigrantes, lombardos lá de Bérgamo, Marisa até os cinco de idade viveu num sítio com os dez irmãos, onde o avô paterno, Giovanni Casa, devotíssimo, construiu uma capela de Santo Antônio. Até hoje ela existe, está lá pra quem quiser conferir, no bairro que leva o nome da família de Marisa, Bairro dos Casa, onde antes foi o sítio de suas raízes, na periferia de São Bernardo do Campo. Os Casa, de Marisa Letícia, meus amores, foram tão imigrantes quanto os Matarazzo e outros tantos, que ajudaram a construir o Brasil.

Outro traço brasileiro dela, que acho lindo, é o prestígio às cores nacionais, sempre reverenciadas em suas roupas no Dia da Pátria. Obras de costureiros nossos, nomes brasileiros, sem os abstracionismos fashion de quem gosta de copiar a moda estrangeira. Eram os coletes de crochê, os bordados artesanais, as rendas nossas de cada dia. Isso sim é ser chique, o resto é conversa fiada.

No poder, ao lado do marido, ela claramente se empenhou em fazer bonito nas viagens, nas visitas oficiais, nas cerimônias protocolares. Qualquer olhar atento percebe que, a partir do momento em que se vestir bem passou a ser uma preocupação, Marisa Letícia evoluiu a cada dia, refinou-se, depurou o gosto, dando um olé geral em sua última aparição como primeira-dama do Brasil, na cerimônia de sábado passado, no Palácio do Planalto, quando, desculpem-me as demais, era seguramente a presença feminina mais elegante. Evoluiu no corte do cabelo, no penteado, na maquiagem e, até, nos tão criticados reparos estéticos, que a fizeram mais jovem e bonita.

Atire a primeira pedra a mulher que, em posição de grande visibilidade, não fez uma plástica, não deu uma puxadinha leve, não aplicou uma injeçãozinha básica de botox, mesmo que light, ou não recorreu aos cremes noturnos. Ora essa, façam-me o favor! Cobraram de Marisa Letícia um "trabalho social nacional", um projeto amplo nos moldes do Comunidade Solidária de Ruth Cardoso. Pura malícia de quem queria vê-la cair na armadilha e se enrascar numa das mais difíceis, delicadas e técnicas esferas de atuação: a área social.

Inteligente, Marisa Letícia dedicou-se ao que ela sempre melhor soube fazer: ser esteio do marido, ser seu regaço, seu sossego. Escutá-lo e, se necessário, opinar. Transmitir-lhe confiança e firmeza. E isso, segundo declarações dadas por ele, ela sempre fez. Foi quem saiu às ruas em passeata, mobilizando centenas de mulheres, quando os maridos delas, sindicalistas, estavam na prisão. Foi quem costurou a primeira bandeira do PT. E, corajosa, arriscou a pele, franqueando sua casa às reuniões dos metalúrgicos, quando a ditadura proibiu os sindicatos. Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo.

Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, se preocupa com a dieta do maridão e protege a família formou e forma, com Lula, um verdadeiro casal. Daqueles que, infelizmente, cada vez mais escasseiam. Este é o meu reconhecimento ao papel muito bem desempenhado por Marisa Letícia Lula da Silva nesses oito anos.

Tivesse dito tudo isso antes, eu seria chamada de bajuladora. Esperei-a deixar o poder para lhe fazer a Justiça que merece.

Redes sociais na posse de Dilma

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Sonho de menino passarinho

Quem, aos 10 anos, não sonhou colocar a cabeça pra fora da janela de um avião e acenar para o mundo?! Há quem pense que a felicidade está em acertar na Mega-Sena da Virada, mas deve ser porque esqueceu como foi bom ter sido garoto/garota um dia. Primeiro foi o Romário quem realizou esse sonho de menino, com metade do corpo para fora da janela da cabine do piloto da aeronave que trouze a Seleção campeã do Mundo de 1994 de volta ao Brasil. Agora é Lula. Só podia.

Lula-lá ...



... como Romário

sábado, 1 de janeiro de 2011

Para Mayara, Presidenta de 2031



Dois Rios, Skank

(Samuel Rosa – Lô Borges – Nando Reis)

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

Salve Dilma, a 1ª mulher Presidente do Brasil!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Chaves e Dona Florinda, mais velhos e ... casados

Feliz 2011 a todos, em clima de espera do Carnaval

Nelson Cavaquinho fez essa obra prima chamada Folhas Secas, para a sua Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Bete Carvalho canta pra nós, pra celebrar o Novo Ano que entra e abrir a temporada de preparação para o Carnaval. Um Feliz 2011 para todos nós.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pobre Estadão, censurado pelo PSDB/DEMO

O Estadão está sob forte censura, como se depreende da leitura de notícia da página A6 (Membro do TCE e mais 10 têm sigilo quebrado), a respeito de propinas pagas pela empresa Alstom a membros dos governos demo/tucanos que administram aquele estado há 16 anos. A censura que pesa sobre aquele jornal sério há 516 dias certamente impediu a informação direta e objetiva aos leitores – norma jornalística elementar – de que o servidor acusado foi integrante do governo Mário Covas e indicado por este para o TCE. O escolado Estadão reviveu os tempos em que publicava obras do poeta caolho e driblou os censores ao publicar, sem medo, que “Marinho foi chefe da Casa Civil do governo do Estado entre 1995 e abril de 1997”. (as estruturas do Palácio dos Bandeirantes balançaram).

A censura também impediu que o jornal fizesse qualquer referência direta e clara aos partidos envolvidos nas falcatruas (PSDB e DEMO), bem como aos mandatários e operadores que ocuparam o Bandeirantes no período (José Serra, Geraldo Alckmin, Mario Covas, Alberto Goldman, entre outros). A notícia saiu numa página par, sem chamada de capa, nada. Se alguém tiver o e-mail do Instituto Millenium, por favor encaminhe esta grave denúncia contra a liberdade de imprensa.

Segue a prova da censura de que o Estadão é vítima.

O Estado de São Paulo, 29/12/2010
Membro do TCE e mais 10 têm sigilo quebrado

Robson Marinho é suspeito de ter recebido propinas da empresa Alstom; promotores afirmam não ter dúvidas sobre recursos de origem ilegal


Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo
A juíza Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi, da 13.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal do conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele está sob suspeita de ter recebido propinas da empresa francesa Alstom. A decisão judicial, de 3 de novembro, é extensiva a outras dez pessoas físicas e a uma empresa e atende a ação cautelar do Ministério Público estadual.[ ]
Promotores suíços e brasileiros informam que não têm mais dúvidas de que Marinho mantém recursos de origem ilegal em Genebra. Para as remessas de valores teria sido usado um esquema de lavagem por meio de várias empresas de fachada offshore. Uma delas, Higgins Finance, era controlada pelo próprio conselheiro do TCE.
Marinho foi chefe da Casa Civil do governo do Estado entre 1995 e abril de 1997. Ele integra a 2.ª Câmara do TCE.
Os promotores suíços Maria Schnebli e Stefan Lenz estão de posse de documentos que mostram a movimentação financeira de Marinho. Há documentos remetidos pelos bancos suíços ao Ministério Público da Confederação Suíça assinados por Marinho e pela mulher dele. O conselheiro nega possuir ativos na Suíça. O Ministério Público apurou que o dinheiro saía da França para a Suíça ou Luxemburgo, por meio de laranjas, e depois era entregue para Marinho e outras pessoas, em Genebra.
"As investigações revelam que, de forma efetiva, altos valores foram desembolsados pelas empresas Alstom-Cegelec e trilharam por caminhos obscuros e fraudulentos até as contas de agentes políticos, funcionários do governo e terceiras empresas a eles diretamente relacionadas", assinalou a juíza.
Em decisão de sete páginas, a juíza cita comunicações da procuradoria da Suíça que apontam envolvimento "na prática criminosa" de ex-funcionários de pelo menos três companhias de economia mista controladas pelo governo do Estado de São Paulo - Metrô, Eletropaulo e Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica. "Os documentos sugerem grave comprometimento do patrimônio e interesse administrativo por práticas ímprobas."
A juíza é taxativa ao analisar as investigações da Suíça. "Apuraram que as empresas da Alstom prometeram comissões em porcentual a incidir sobre o valor dos contratos a serem aqui celebrados", analisou. "Comissões que, de acordo com o investigado, chegaram a contas de agentes e funcionários políticos, mediante a intervenção de terceiros e empresas denominadas offshore."
Por meio de nota, a Alstom observou que não comenta processos em curso. "A Alstom é uma empresa ética, que se baseia em regras sólidas, reforçadas regularmente, a fim de observar estritamente as legislações e normas de aplicação em todo o mundo."
Marinho não se manifesta porque o processo corre em segredo de Justiça. O promotor Silvio Marques, da força-tarefa sobre o caso Alstom, não se pronunciou. Ele está na França, onde realiza curso de doutorado na Universidade Paris 1 Pantheon-Sorbonne.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Curiosidade / Mad Science

O tucano saudoso

Obra imortal do Visconde Zé da Silva Brasileiro

Ah que saudades que eu tenho
Do governo Fernando Henrique
Nosso ex-presidente mais chique
Homem instruído e tolerante
Exceto com a corrupção
Cujo combate levou adiante
Com ousadia, destemor e convicção

Ah que saudades que eu tenho
Daqueles tucanos geniais
Que privatizaram as estatais
Fazendo tudo direitinho
Sem roubar sequer um centavinho

Como sou grato àqueles Varões de Plutarco
Que fizeram da privatização da Vale um marco
Então comemorado alegremente
Enquanto os compradores, coitados
Totalmente ludibriados e enganados
Até hoje se arrependem amargamente!

Ah que saudades que eu tenho
Daquele governo de vestais
Em que não se roubava jamais
Mesmo no Congresso
A única preocupação era o progresso
Não existia troca-troca
Os congressistas tudo votavam
Sem receber nada em troca
E ninguém jamais foi acusado
De qualquer malfeitoria
Enquanto o país avançava
Num clima de paz, progresso e harmonia
Com o povo sempre a festejar
Só a imprensa se desesperava
Sem nada de mal pra falar…

Ah que saudades que eu tenho
Daquela época de ouro
Em que vigiava o tesouro
O inesquecível Dr. Geraldo Brindeiro
Um valente procurador
E intransigente justiceiro
Que angariou então justa fama
Levando os corruptos a viver um drama
Obrigados a tirar férias coletivas
Durante toda a era tucana!

Foi um drama coletivo
Coisa triste de se ver
Milhares de corruptos coçando o saco
Sem ter nada pra fazer
Antes tão ativos e risonhos
Agora deprimidos e tristonhos
Proibidos de roubar

Não encontravam razões para viver
Mergulhados em crises existenciais
Ausentes das manchetes dos jornais
Lamentando sua falta de sorte
Pois um corrupto que se preza
À inatividade prefere a morte

Os corruptos viviam em grande tédio
E em grave crise de abstinência
Aguardando com impaciência
Numa tristeza de lascar
A chegada de novos tempos
Quando então, sem contratempos
Pudessem voltar a roubar!

Com o fim da era tucana
Tendo os gatos ido embora
Dos ratos era chegada a hora
Os corruptos enfim recuperaram
A alegria de viver
E em grandes festas comemoraram
A sua volta ao poder

Ah que saudade que eu tenho daquele tempo
Em que o Fernando de tudo cuidava
E como o Farol de Alexandria
Ele, generoso, nos apontava
O caminho da paz e da harmonia

Ah que saudades que eu tenho!
Daqueles pobres acomodados
Tão tranquilos, tão sossegados
Que além de saber votar
Ainda reconheciam o seu lugar

Hoje está tudo diferente
Qualquer um pensa que é gente
E só quer saber de reivindicar
Tem “sem casa”, “sem terra” e agora, suprema perfídia!
Ousam criticar até nossa impoluta mídia
Tão isenta, democrática e plural
Inventando um movimento dos “sem mídia”
Pra tirar a mídia do seu pedestal!

Ah que saudades que eu tenho
Daquele mundo perfeito
Em que o povo votava direito
Hoje a situação está de chorar
Chegamos até ao extremo
De fazer aliança com os demos
Pra ensinar de novo o povo a votar!

PSDB e DEMO se especializam em roubar da MERENDA ESCOLAR???

Depois do exemplo do deputado demo Índio de Bosta (DEMO/RJ), os tucanos paulistas também são flagrados com a mão na lancheira. Enquanto isso, o Ministério Público de São Paulo combate valentemente o analfabetismo funcional do deputado Tiririca. Isso é que se chama dinheiro público bem empregado.

Folha de S. Paulo, 28/12/2010
Polícia faz busca em casa de cunhado de Geraldo Alckmin

Irmão de Lu Alckmin é suspeito de superfaturar os preços de merenda de prefeituras do PSDB e do DEMO. Empresário não foi encontrado para falar sobre caso; governador eleito Geraldo Alckmin e Ministério Público de SP não comentam (que novidade!!!!).

Mário Cesar Carvalho e Cátia Seabra, Folha de S. Paulo

A polícia fez ontem uma operação de busca e apreensão na casa do empresário Paulo Ribeiro, cunhado do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Paulo é um dos 11 irmãos de Lu Alckmin, futura primeira-dama do Estado.
Ribeiro é investigado pelo Ministério Público sob suspeita de fazer parte de um cartel acusado de superfaturar preços de merenda em contratos com prefeituras.
O processo em que ele aparece como suspeito corre sob segredo de Justiça.
Uma das casas de Ribeiro fica em Pindamonhangaba, a cidade natal de Alckmin e de sua mulher.
O pedido de busca e apreensão foi feito pelo setor de crimes financeiros do Ministério Público do Estado e autorizado pela Justiça.
Ribeiro teria intermediado contratos entre uma empresa da área de merendas chamada Sistal - Alimentação de Coletividade Ltda. com prefeituras do Vale do Paraíba, como Taubaté e Pindamonhangaba, segundo uma das hipóteses investigadas.

Carioca besta votou na Marina traíra, mas quem ama o Rio é Lula

(Copiado do Blog Conversa Afiada)

O amigo  navegante pode escolher.

Puerto Madero em Buenos Aires ?

Ou Estação das Docas em Belém do Pará ?

O cais do Porto do Rio vai ser ainda mais bonito.

Saiu na colona (*) do Ancelmo, no Globo, pág14:

“Lula e Eduardo Paes, o prefeito do Rio,  assinam hoje em Brasília o contrato com a Caixa para a demolição do viaduto da Perimetral.”

Com isso, será possível esquecer o Minhocão do Rio – outro horror – e colocar no lugar o novo  Cais do Porto.

Ancelmo, que já teve dias melhores, debocha do presidente Lula, porque quebrará uma maquete para simbolizar o início das obras.

É isso mesmo.

Lula pode quebrar quantas maquetes do Rio quiser.

Nenhum presidente fez tanto pelo Rio quanto ele.

Lula trouxe a Copa para o Maracanã.

Lula trouxe a Olimpíada para o Rio.

Lula ocupou o Alemão.

Financiou as UPPs.

Lula montou o  maior pólo petroquímico no Rio.

Lula refundou a indústria da construção naval do Rio.

Lula destruiu a Petrobrax do FHC e do Cerra e manteve a Petrobrás – no Rio – sob controle dos brasileiros.

Lula ajudou o salário do Rio a ultrapassar o de São Paulo.

Lula não é candidato a presidente.

Quem inaugurou maquete como candidato a presidente foi o Padim Pade Cerra e o Globo não pareceu indignado.

Por causa do Lula, diz o próprio Ancelmo, o prefeito do Rio vai assinar com o BNDES uma linha de financiamento para instalar 100 mil – 100 mil ! – computadores em escolas públicas – PÚBLICAS ! – do Rio.

E a garotada não vai precisar ler o Ancelmo, nunca.

Vai tudo para a internet !

O problema do Globo é que enquanto o Carlos Lacerda não ressuscitar e remover as favelas, o Globo, que é do Rio e vive no Rio, vai odiar o Rio.


Paulo Henrique Amorim

Em tempo: entre as desgraças que se abateram sobre o Rio no Governo Lula, cabe ressaltar a que aparece hoje na Folha (***), pág. B12:

“Light prevê lucrar com favelas sem ‘gatos’ – Empresa vê ‘oportunidade de negócios’ após pacificação de algumas favelas do Rio; prejuízo anual era de R$ 1 bilhão”.


Que horror ! A ocupação do Alemão foi uma derrota ! (para a Rede Globo!)


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado

Terrorista cubano em ação
Nina Lakhani - The Independent

Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.

Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.

Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.

Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito - incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar - para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.

John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: "A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.".

Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.

Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a "Operação Milagre", que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.

A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.

A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. "Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU."

Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.

Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu "resultados impressionantes" em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.

A formação médica em Cuba dura seis anos - um ano mais do que no Reino Unido - após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.

Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.

A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos - comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.

As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.

Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. "A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA ", disse o professor Choonara.

A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.

Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: "Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa - de quem vender para nós - mas isso é muito caro por causa das distâncias."

Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.

As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.

Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.

Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.

A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.

Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. "É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo."

Outros 49.000 alunos estão matriculados no "Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos", a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.

O professor Kirk discorda: "A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum."

Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.