segunda-feira, 20 de junho de 2016

sexta-feira, 10 de junho de 2016

E, por falar em saudade, onde anda você, bom-humor?

Zé Ribeiro Jr.

Há dias, de maneira involuntária, me meti em discussão com uma tonta que me acusou de cultuar o estupro por conta de uma piada sobre o uso pernóstico da mesóclise pelo presidente golpista Michel Temer. Disse ele: “se cometer erros, corrigi-los-ei”. Disse eu: “e se a Marcella der mole, come-la-ei”. O que parece ter mais irritado a tonta – que me sugeriu comer o Temer - foi não ter obtido unanimidade à minha condenação, especialmente por mulheres. Deixa pra lá. Mas quero registrar o comentário de um desconhecido, que pegou o espírito da coisa e identificou no que eu disse nada mais do que antropofagia. Como digo, o bom-humor nos salvará a todos; trazer o bispo Sardinha e os índios Caetés para aquele imbróglio foi, de fato, humor fino e sutil.

(Zé Ribeiro Jr. nunca foi machista, sempre foi mulherista)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Seleção Google - Copa América Centenário


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Recomendações ao Partido dos Trabalhadores

Dr. Abobrinhas Celso de Mello*


Não é hora de chorar leite derramado, tampouco de apontar culpados (Autocrítica do PT e das esquerdas em geral é outro capítulo). O que se aborda brevemente aqui é a batalha da comunicação. Nós temos o maior comunicador da atualidade, o presidente Lula, mas não estamos sabendo usar essa vantagem competitiva a nosso favor.

O que é urgente fazer:

- Deixar o medo de lado; o medo prejudica o raciocínio estratégico.
- Traçar uma estratégia de ação para o PT e as esquerdas.
- Deixarmos de ser frouxos (sem nos tornarmos criminosos).

Comunicação

Lula é o evangelhista dos feitos dos governos do PT e precisa continuar usando a sua imensa capacidade de comunicador para falar com o povo.

Discurso dos anos 50 é falar pra ninguém. Basta desses termos gastos: “Não Passarão. Golpistas. Entreguistas”. Para as gerações atuais isso soa como xingar político corrupto de “seu feio, malvado”.

A comunicação tem que traduzir as ações políticas da direita em fatos concretos para o cidadão comum. Ex.: vão acabar com o MCMV porque sabem que filho de pobre que tem a segurança de uma casa vai virar engenheiro. Querem que a única opção do pobre continue a ser empregada doméstica e porteiro.

Querem acabar com a indústria naval que o PT criou para matar o emprego de técnico, de engenheiro que o seu filho terá. Querem que o futuro de seu filho seja ser operário sem qualificação e com salário baixo.

A presidente Dilma tem que parar de falar apenas em golpe e parar de lembrar a toda hora que foi torturada na ditadura (somente em ocasiões muito especiais, tipo quando rebateu a fala de Agripino Maia). A denúncia de golpe tem que ser feita pela presidente para fontes internacionais (aqui já estamos cansados desse discurso e ele será usado nos protestos populares). E tem que denunciar o conluio do Judiciário e do Ministério Público com os sonegadores da Fiesp e os políticos mais corruptos da República.  

Guerra de torcidas. A esquerda ideológica, assim como a direita ideológica, são frações muito pequenas da população.  A grande massa fica no meio e tende a ir para um ou outro lado, conforme for a onda. Quem falar melhor leva a turba para o seu lado. Foi onde a Dilma errou, ao deixar pequenos grupos de direita ganharem o jogo de quem fala mais alto na guerra de torcidas. O PT começou a perder essa guerra quando a PF prendeu o banqueiro Daniel Dantas e o ministro da Justiça afinou para o chefe de capangas Gilmar Mendes (Tarso Genro chegou a mandar a PF comprar veículos confortáveis para prender banqueiros corruptos).

Respostas precisam ser objetivas e duras.

Não há uma obra do judiciário que resista a uma auditoria - TODOS os petistas precisam se empenhar em desnudar a manipulação do Judiciário e do MP. Jogar coisas no ar, como faz Gilmar Mendes. Afirmar que a corrupção é endêmica no mundo e o que o governo do PT investigou e puniu, sem interferências.

Questionar: será que esses prédios suntuosos do Judiciário e do Ministério Público resistiriam a uma delação premiada para saber quanto de propina rolou desde as licitações até a execução das obras e toda a equipagem para seu funcionamento?  Ou são as únicas ilhas de santidade onde as mesmas empreiteiras que realizam as demais obras no país não praticam a arte do suborno de agentes públicos?

O Judiciário interfere no Poder Executivo (crime de responsabilidade).

Denunciar que Gilmar Mendes interfere na Justiça para favorecer DEMO/Tucanos. A pedido de José Serra, na campanha de 2010, pediu vistas em processo que questionava a exigência de dois documentos para votar. Deu 2 habeas corpus para soltar o banqueiro do PSDB, Daniel Dantas, depois de flagrado subornando delegado da PF. Perseguiu juiz e delegado federal responsáveis pela operação. Demitiu delegado por supostamente vazar a prisão de Dantas para a Globo e fez com que o delegado fosse condenado a prisão. Juiz foi transferido para uma vara sem importância e calado. Há inúmeros outros exemplos.

Em vez de defender os interesses da população hipossuficiente, o Judiciário e MP usam do poder que a Carta de 88 lhes assegurou  para chantagear TODOS os governos e obter vantagens para si. Político pode roubar, desde que sirva ao Judiciário e ao MP. O poder do Judiciário e do MP é uma espada de Dâmocles pendendo sobre a cabeça de governadores, prefeitos e presidente: quem desgostar o Judiciário e o MP será alvo de investigações; quem adoçar suas bocas será poupado e eventuais inquéritos serão engavetados.   

Contar a História

É preciso unir forças (jornalistas de esquerda) para produzir JÁ livros denunciando a relação entre Mídia, Judiciário, MP, empresários corruptos, maçonaria e igrejas corruptas para dar o golpe no governo do PT e nas aspirações dos brasileiros mais pobres. Mostrar com exemplos como os idiotas sem instrução da pequena classe média e pobres são induzidos a apoiar medidas que os fodem.

Estratégia

A Direita está vencendo porque tem estratégia.


Esquerda tem que parar de comemorar cada vitória como quem comemora um gol (para depois sofrer um contra-ataque) e traçar uma estratégia de ação. Não pode ficar na improvisação, nem esperando que juízes tenham honra, militares tenham brios, juristas tenham honra, políticos tenham hombridade.

(*Gênio da raça)

Vem pro Bucepower você também, vem!

Fonte: Matéria do portal IG http://delas.ig.com.br/comportamento/2015-06-26/bucepower-gang-agita-a-internet-postando-fotos-de-anonimas-sem-roupa.html

Elas querem colocar em pauta a sexualização feminina e para isso estão povoando o Tumblr com nudes femininos que encantam e por vezes até chocam, veja

Ao abrir o Tumblr Bucepower Gang o internauta se depara com a seguinte frase: "Mulheres do Brasil todo atrás de uma dialética e união de idéias em prol da defesa da essência feminina e entendimento do próprio corpo em suas diferentes formas".
O trecho introduz o objetivo do perfil na rede social, que é desconstruir o corpo da mulher como algo que deve ser padronizado, sob a forma de protesto social, sexual e estético.
A página reúne imagens de mulheres anônimas em poses sensuais – algumas consideradas até apelativas pelos internautas – e tem ganhado adeptos no Tumblr, a rede social em que o grupo conseguiu espaço para se consolidar.


Comentário respondido pelas meninas do Bucepower Gang
Reprodução/Tumblr
Comentário respondido pelas meninas do Bucepower Gang

Além das fotos, também são recorrentes os comentários de internautas que apoiam a causa, que condenam a exposição excessiva do corpo ou que tentam entender o objetivo das idealizadoras da iniciativa. Todos os comentários (alguns bem agressivos) são respondidos pelo grupo.
A Gang fala que vê os comentários, em sua maioria, como um retorno positivo, “muitas meninas nos procuram para se juntar e apoiar a causa. E muitas vezes até nos agradecem pelo incentivo e apoio que damos a elas indiretamente”, respondeu o grupo em entrevista feita por e-mail.
Elas também contam que têm consciência de que a primeira impressão da página pode ser chocante para alguns.
“Tem pessoas que recebem muito bem e outras não. Mas, de qualquer forma, isso gera questionamentos, seja ela homem ou mulher, e isso já é um começo”, defendem.
Ao fim, a mensagem é passada de forma clara: "Nós somos a contracultura do machismo patriarcal que está empreguinado em cada um de nós, mais do que uma GANG de rua somos a união de todas por uma, onde nós amamos, nos empoderamos e aprendemos umas com as outras. QUEREMOS TODAS!", escrevem as participantes.
Visitem:
http://bucepowergang.tumblr.com/

segunda-feira, 16 de maio de 2016

É o que temos para hoje


A molecagem latente no espírito do Giova

O homem nasce , cresce, fica adulto, assume responsabilidades, mas o espírito moleque permanece ali latente, esperando oportunidade para dar o ar de sua graça. E o Giova não era exceção; portanto, não dá pra se falar dele sem lembrar as molecagens que ele vivia praticando ou participando.

Meu conhecimento do Giova data de 1984, quando trabalhamos (esse termo não soa bem aqui, mas vá lá) na Secretaria do Interior do então governo José Richa. Foi lá que a nossa mútua queda para a molecagem deu química, digamos assim. E a culpada foi a Cristina Mello, amiga comum, que nos apresentou.

Não arrisco relatar todas as molecagens que lá cometemos, para evitar ações judiciais; então, me limitarei às mais amenas. Mas, antes, rapidamente, preciso situar os acontecimentos e explicar o que nos motivava.

Giova sem retoques
Éramos, tanto o Giova quanto eu, jornalistas inadaptados à função de assessores de imprensa. Na Faculdade havíamos pregado tanto contra as Assessorias de Imprensa que sentíamos o peso da contradição.

Totalmente deslocados na função, nossos releases tendiam a reportagens. Tanto que tivemos a ousadia de inscrever dois trabalhos em um concurso. Um deles reportava o florescimento da Piscicultura na região Oeste do Paraná, outro explorava as expectativas de uma gente simples da localidade de Itaiacoca com a chegada, enfim, da energia elétrica, luxo que uma senhora que entrevistamos jamais havia “conhecido” em 92 anos de vida.

Faço esse registro tão somente para provar que até tentamos ser operários dedicados, mas não demorou a sucumbirmos ao clima de funcionalismo público. Digamos que resistimos dois anos e meio, mais ou menos, período que antecedeu a fase final do governo José Richa. No último ano da administração do político pé-vermelho, o Estado parou – e eu e o Giova aproveitamos para estacionar, descer e tomar um café.

Sem ter o que fazer, nossos dias eram dedicados a tramar e realizar molecagens. Vamos a alguns relatos:

A respeitável irmandade dos Alcoólicos Anônimos foi vítima do Giova. Ele descobriu o telefone do AA divulgado nas contas da Copel e passou a avisar os colegas que um certo Trivisan havia ligado e pedido para retornar.

Para quem não sabe, Trivisan era a marca de uma então conhecida “caninha”. O Giova passava o recado e ficava por perto espiando o sujeito ligar e ser xingado. Os xingamentos se tornaram mais pesados na medida em que o atendente do AA ia ficando de saco cheio com a brincadeira.

No andar de cima da Secretaria ficava a sala dos motoristas, e embora o Giova ligasse para lá avisando dos recados do “Trivisan”, não conseguia testemunhar as confusões. Um certo dia, porém, ele precisou requisitar um carro e foi até a sala dos motoristas, para voltar logo mais se rachando de rir.

No momento em que preenchia a requisição, a chefe do setor de Transporte viu no quadro de avisos o recado e cobrou do motorista: “ôoo, Geraldo, liga logo pra esse Trivisan; esse recado tá aí faz três dias!” A bronca irritou o Geraldo, que devolveu com essa: “eu não vou ligar pra esse filho da puta; ele xinga a gente!”

Quando ninguém mais caia na brincadeira, o próprio Giova passou a chamar pelo Trivisan no AA, só para responder aos xingamentos com mais gozação: “então me chama aí o 51, o Velho Barreiro, o Pitú...”

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De outra feita fomos surpreendidos no meio da noite por uma pane no carro da Secretaria quando estávamos a caminho de Cascavel, no Oeste do Paraná. Jurandir, o motorista, abriu o capô da Panorama (caminhonete da Chevrolet), mas não enxergava nada naquele breu de quase madrugada. O Giova aproveitou para zoar conosco:  apanhou a sua câmera dentro carro e avisou: presta atenção que eu vou iluminar. Com a máquina quase colada ao rosto do Jurandir, avisou: seja bem rápido, e acionou sucessivamente o flash da câmera, quase nos cegando.

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Com a ditadura militar agonizando, o povo passou da fase do medo ao deboche, e a ironia era uma “arma” contra aqueles que ainda davam sustentação direta ou indireta ao regime ditatorial. Quando deputados federais e senadores do Paraná rejeitaram a volta das eleições diretas para Presidente, a oposição divulgou os endereços pessoais desses políticos e sugeriu que a população manifestasse a eles o seu protesto. O Giova, contudo, optou pela gaiatice: usou aqueles endereços para preencher todo o tipo de formulário para contratar, em nome dos deputados e senadores traíras, assinaturas de publicações religiosas, enciclopédias, brindes, bijuterias e todo o tipo de bugiganga.   

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Finalmente, quando o senador Álvaro Dias foi eleito governador do Paraná, em 1986, em substituição a José Richa, o Giova bolou um plano para constranger o novo mandatário. 

Considerando que Dias fazia uma oposição meia-boca ao governo militar, o Giova achou que seria oportuno reatar os laços do Estado com uma das poucas ditaduras que resistiam no Cone Sul, a paraguaia de Alfredo Stroessner.

Valendo-se de seus contatos com militantes paraguaios tidos por “igrejeiros”, ele descobriu o endereço da sede do Governo do Paraguai em Assunção e redigiu um “ofício”, supostamente em nome da equipe do novo governador, convidando o general ditador Stroessner para estar presente à posse do então emedebista Álvaro Dias

Lamentavelmente, nem ele nem eu tivemos como acompanhar o desenrolar do imblógio diplomático, porque ambos pedimos demissão da Secretaria, para não dar a ninguém o gosto de nos chutar porta afora.

quinta-feira, 31 de março de 2016

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Seleção Google - 338º ano de nascimento de Charles Perrault

Charles Perrault (Paris, 12 de janeiro de 1628 – Paris, 16 de maio de 1703) foi um escritor e poeta francês doséculo XVII, que estabeleceu as bases para um novo género literário, o conto de fadas, além de ter sido o primeiro a dar acabamento literário a esse tipo de literatura, o que lhe conferiu o título de "Pai da Literatura Infantil". As suas histórias mais conhecidas são Le Petit Chaperon rouge (Chapeuzinho Vermelho), La Belle au bois dormant (A Bela Adormecida), Le Maître chat ou le Chat botté (O Gato de Botas), Cendrillon ou la petite pantoufle de verre (Cinderella),La Barbe bleue (Barba Azul) e Le Petit Poucet (O Pequeno Polegar).[1] [2] Contemporâneo de Jean de La Fontaine, Perrault também foi advogado e exerceu algumas atividades como superintendente do Rei Luís XIV de França. A maioria de suas histórias ainda hoje são editadas, traduzidas e distribuídas em diversos meios de comunicação, e adaptadas para várias formas de expressões, como o teatro, o cinema e a televisão, tanto em formato de animaçãocomo de ação viva.

Mais informações de Charles Perrault em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Perrault

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Tecnologia de plasma melhora propulsão de aviões

Fonte original: portal Inovação Tecnológica (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=novo-sistema-propulsao-avioes&id=010170151215&ebol=sim#.VnQaKLYrJnI)
Novo sistema de propulsão para aviões
O conceito foi avaliado em um veículo aéreo não-tripulado (VANT), um avião com decolagem e aterragem verticais (VTOL) e dois aviões de transporte de passageiros, um grande e um pequeno. [Imagem: Acheon Project/Nimbus]
Controle de fluxo
Pesquisadores europeus confirmaram que uma tecnologia de propulsão inovadora, que promete um transporte aéreo mais verde, pode sair das pranchetas rumo à engenharia de produção.
O atestado de viabilidade foi dado pelo Projeto Acheon, que envolveu pesquisadores e engenheiros de seis universidades e dois institutos de pesquisas financiados pela União Europeia.
A nova tecnologia supera as principais limitações dos sistemas tradicionais projetados para lidar com a admissão e o fluxo de saída dos motores a jato.
A nova tecnologia revolucionária é capaz de dirigir o fluxo e a pressão dos motores aeronáuticos sem quaisquer partes mecânicas móveis.
Além da simplificação e menor peso, isto pode significar decolagem e aterragem em pistas mais curtas, aviões mais silenciosos e menos emissão de poluentes.
A equipe avaliou a tecnologia em várias condições, incluindo um veículo aéreo não-tripulado (VANT), um avião com decolagem e aterragem verticais (VTOL) e dois aviões de transporte de passageiros, um grande e um pequeno.
Efeito Coanda
O conceito desenvolvido pelo projeto Acheon é baseado em duas tecnologias: um novo bocal de entrada de ar e um mecanismo para aumentar a eficiência do bocal, chamado PEACE - Plasma Enhanced Actuator for Coanda Effect, ou Atuador a plasma otimizado para Efeito Coanda.
O efeito Coanda é a tendência de um fluxo permanecer junto a uma superfície curva adjacente. O nome homenageia o romeno Henri Coanda, que foi o primeiro a reconhecer a aplicação prática do fenômeno no desenvolvimento de aeronaves.
Novo sistema de propulsão para aviões
A tecnologia permite o controle do fluxo de saída dos motores com grande flexibilidade e sem qualquer mecanismo móvel. [Imagem: Acheon Project]
Atuador de plasma
O novo bocal de entrada produz uma deflexão controlável do fluxo de admissão, com a capacidade de manter uma direção predefinida e mudar essa direção arbitrariamente como uma função do momento (ou velocidade) de duas correntes primitivas e da configuração geométrica do bocal.
O atuador de plasma gera um controle ativo preciso da aderência Coanda a uma superfície por meio de dois eletrodos separados por uma camada de material isolante. O eletrodo exposto ao ar recebe uma tensão elevada, enquanto o segundo eletrodo, recoberto pelo material dielétrico, fica ligado ao terra.
A diferença de potencial - corrente alternada de vários kV - gera uma ionização parcial na região de maior potencial, que começa na extremidade do eletrodo exposto ao ar e espalha-se através da área projetada pelo eletrodo coberto.
Na presença do campo elétrico, o ar ionizado (plasma) produz uma atração/repulsão no ar circundante. Partículas ionizadas são aceleradas e transmitem seu momento, através de colisões, para as partículas de ar neutras na região do plasma sobre o eletrodo recoberto. O resultado é uma aceleração do ar na proximidade da superfície da camada dielétrica.
Arquiteturas de veículos aéreos
Segundo a equipe, a integração do bocal com o conceito Peace constitui um sistema de propulsão viável, capaz de gerar novas arquiteturas de veículos aéreos e abrir outras possibilidades de aplicação tecnológica do controle do efeito Coanda.

A novidade talvez possa ajudar a impulsionar os aviões do futuro, como umavião-conceito da Airbus e várias propostas da NASA para "aviões modelo 2025".

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Seleção Google: 71º ano de nascimento de Chico Mendes

Fonte original: UOL Educação

Pobre e iletrado, o pai de Chico Mendes ganhava a vida extraindo látex das seringueiras na floresta amazônica. Aos nove anos, o garoto Francisco Alves Mendes Filho também entrou para a profissão de seringueiro: era sua única opção, já que lhe foi negada a oportunidade de estudar. Até 1970, os donos da terra nos seringais não permitiam a existência de escolas. Chico só foi aprender a ler aos 20 anos de idade.
Indignado com as condições de vida dos trabalhadores e dos moradores da região amazônica, tornou-se um líder do movimento de resistência pacífica. Defensor da floresta e dos direitos dos seringueiros, ele organizou os trabalhadores para protegerem o ambiente, suas casas e famílias contra a violência e a destruição dos fazendeiros, ganhando apoio internacional.
Fundou o movimento sindical no Acre em 1975, com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Participando ativamente das lutas dos seringueiros para impedirdesmatamentos, montou o Conselho Nacional de Seringueiros, uma organização não-governamental criada para defender as condições de vida e trabalho das comunidades que dependem da floresta.
Chico Mendes também atuou na luta pela posse da terra contra os grandes proprietários, algo impossível de se pensar na região amazônica até os dias de hoje. Dessa forma, entrou em conflito com os donos de madeireiras, de seringais e de fazendas de gado.
Participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, em 1977, e foi eleito vereador para a Câmara Municipal local, pelo MDB, único partido de oposição permitido pela ditadura militar que governava o país (1964-1985). Nessa época, Chico sofreu as primeiras ameaças de morte por parte dos fazendeiros. Ao mesmo tempo, começou a enfrentar vários problemas com seu próprio partido: o MDB não era solidário às suas lutas.
Em 1979, o vereador Chico Mendes lotou a Câmara Municipal com debates entre lideranças sindicais, populares e religiosas. Lembre-se: era tempo de ditadura militar. Foi acusado de subversão e passou por interrogatórios nada suaves. Foi torturado secretamente e, como estava sozinho nessa luta, não podia denunciar o fato, ou seria morto.

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  • Chico Mendes: veja fotos do líder símbolo da luta pela defesa da Amazônia
Foi assim, em busca de sustentação política, que decidiu ajudar a criar o Partido dos Trabalhadores (PT), tornando-se seu dirigente no Acre. Um ano depois de ser torturado, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, acusado de ter participado da morte de um fazendeiro na região que assassinara o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Brasiléia.
Em 1982, tornou-se presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Xapuri e foi acusado de incitar posseiros à violência, mas foi absolvido por falta de provas.
Quando liderou o Encontro Nacional dos Seringueiros, em 1985, a luta dos seringueiros começou a ganhar repercussão nacional e internacional. Sua proposta de "União dos Povos da Floresta", apresentada na ocasião, pretendia unir os interesses de índios e seringueiros em defesa da floresta amazônica. Seu projeto incluía a criação de reservas extrativistas para preservar as áreas indígenas e a floresta, e a garantia de reforma agrária para beneficiar os seringueiros.
Transformado em símbolo da luta para defender a Amazônia e os povos da floresta, Chico Mendes recebeu a visita de membros da Unep (órgão do meio ambiente ligado à "Organização das Nações Unidas), em Xapuri, em 1987. Lá, os inspetores viram a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros, tudo feito com dinheiro de projetos financiados por bancos internacionais.

Logo em seguida, o ambientalista e líder sindical foi convidado a fazer essas denúncias no Congresso norte-americano. O resultado dessa viagem a Washington foi imediato: em um mês, os financiamentos aos projetos de destruição da floresta foram suspensos. Chico foi acusado na imprensa por fazendeiros e políticos de prejudicar o "progresso do Estado do Acre".
Em contrapartida, recebeu vários prêmios e homenagens no Brasil e no mundo, como uma das pessoas de mais destaque na defesa da ecologia.
Casado com Ilzamar e pai de Sandino e Elenira, Chico realizaria alguns de seus sonhos, ao assistir à criação das primeiras reservas extrativistas no Acre. Também conseguiu a desapropriação do Seringal Cachoeira, de Darly Alves da Silva, em Xapuri. Foi quando as ameaças de morte se tornaram mais frequentes: Chico denunciou o fato às autoridades, deu nomes e pediu proteção policial. Nada conseguiu.
Pouco mais de um ano após sua ida ao Senado dos Estados Unidos, o ativista acabava de completar 44 anos quando foi assassinado na porta de sua casa. Em 1990, o fazendeiro Darly Alves da Silva e seu filho, Darci Alves Pereira, foram julgados e condenados a 19 anos de prisão, pela morte de Chico Mendes.
Em dezembro de 2008, vinte anos depois de sua morte, por decisão do Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 11 de fevereiro de 2009, Chico Mendes foi anistiado em todos os processos de subversão que corriam contra ele, e sua viúva Ilzamar Mendes teve direito a indenização. Na ocasião, o ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou: "Chico Mendes era um homem à frente de seu tempo, um homem que construiu um amplo processo civilizatório. Hoje, o estado está pedindo desculpas pelo que fez com ele. Chico Mendes foi importante para o Acre e para o Brasil."

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Seleção Google: 97º aniversário de BKS Iyengar

Yogacharya Sri B.K.S.Iyengar nasceu em 1918 e faleceu em agosto de 2014.

Desde sua juventude, dedicou sua vida à prática e ao ensino do Yoga. Reconhecido mundialmente como "Maestro do Yoga", seu ensino encontra-se amplamente presente nos cinco continentes.

Suas obras, traduzidas para vários idiomas, tornaram-se referências indiscutíveis para todo praticante de Yoga.

Viveu em Puna, no sul da Índia, onde fundou, em 1975, o Ramamani Iyengar Memorial Yoga Institute, hoje dirigido por seus filhos Geeta e Prashant.

O método Iyengar Yoga
O ensino de Yoga seguido por BKS Iyengar está baseado nos Yoga Sutras de Patanjali, através da prática de asanas, posturas de yoga, e de pranayama, o controle da respiração.

Durante toda uma vida de prática e ensino, BKS Iyengar codificou essas técnicas e definiu com precisão cientiífica todas as ações que cada parte do corpo realiza. Assim se garante uma prática correta, segura e de máxima eficácia.

A precisão técnica é o meio para integrar o corpo, a mente e a inteligência. Desenvolve a profundidade de percepção e a expansão homogênea da consciência a todas as partes do corpo.
Esta foi a contribuição genuína de BKS Iyengar ao Yoga.

Os asanas e pranayama assim praticados são a meditação na ação e levam a experimentação do Yoga em toda a sua dimensão.

BKS Iyengar definiu uma pedagogia sistemática e progressiva que faz o Yoga acessível a todos. Introduziu uma série de suportes que facilitam o aprendizado e abrem um amplo campo na prática terapêutica.

Praticar Iyengar Yoga é possível em todas as fases da vida e possibilita a expansão em todos campos da existência humana.

Fonte original: http://www.iyengar.com.br/associacao-brasileira-de-iyengar-yoga/bks-iyengar-e-iyengar-yoga.html

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Corrupção no Brasil: Justiça estranha

Os tribunais tratam suspeitos com muita severidade e convencem muito leniente


12 de dezembro de 2015 | 



CURITIBA | Para muitos brasileiros, Sérgio Moro é um herói. O jovem juiz supervisiona a Operação Lava Jato ("Car Wash"), investigação de um esquema de suborno vasto, centrado na Petrobras, a gigante estatal de petróleo. O escândalo mostra quão profundamente a corrupção penetrou o estabelecimento político e empresarial, especialmente o Partido dos Trabalhadores (PT), da presidente Dilma Rousseff (que corre risco de impeachment por razões não relacionadas com o escândalo Petrobras). A perseguição implacável do juiz Moro aos suspeitos, muitos deles ricos e poderosos, é justamente celebrado como prova de que o Brasil também pode defender o Estado de Direito. "Nós apoiamos Lava Jato", diz uma bandeira plantada fora do seu Tribunal Federal, no sul da cidade de Curitiba.

Ao todo, 144 pessoas foram acusadas de crimes, incluindo subornar executivos da Petrobras para garantir bilhões de dólares em contratos. Os homens do petróleo passaram a maior parte do dinheiro ilícito para os políticos. As dezenas de pessoas que foram presas e estão com o julgamento pendente incluem alguns dos maiores nomes do empresariado brasileiro (embora também alguns políticos proeminentes). Entre eles estão Marcelo Odebrecht, chefe da Odebrecht, a maior construtora do Brasil, e André Esteves, que havia sido chefe do BTG Pactual, um banco de investimento de porte grande. Ambos negam irregularidades.

Gratificante, pois, pode ser ver bilionários atrás das grades, porém, alguns advogados estão preocupados com a propensão do juiz Moro para trancar suspeitos antes de ir a julgamento. A maioria está relutante em desafiar um juiz carismático. Aqueles que se opõem publicamente tendem a trabalhar para uma das inumeráveis equipes de defesa. Todos os 11 diretores do comicamente chamado, mas grave, Instituto de Defesa do Direito de Defesa são assim empregados. Heloisa Estellita, professora de Direito Penal da Fundação Getulio Vargas Law School, em São Paulo, é um dos poucos críticos públicos dos métodos do juiz Moro. Ela acha que ele não teve razão de "utilizar a prisão preventiva para extrair transações penais".

O problema não se limita aos plutocratas apanhados no Lava Jato. Cerca de dois quintos de 600.000 presidiários do Brasil estão aguardando julgamento. Este encarceramento em massa de pessoas sem a presunção de inocência é um sinal de algo errado com o sistema de justiça criminal do Brasil, que é baseado em um Código Penal antiquado (de 1940) e fica aquém, em muitos aspectos, das normas internacionais. Embora algumas de suas peculiaridades trabalhem contra os réus, outras agem perversamente em seu favor.

A empresa do Sr. Odebrecht contratou advogados de Blackstone, câmaras de um 'barristers em Londres, para avaliar se a conduta de Lava Jato está em conformidade com as normas internacionais. O relatório diz que o uso pelo juiz Moro da detenção por pré-julgamentos pode levantar "questões sérias" e violar as convenções das quais o Brasil é signatário. Reconhecendo a liberdade como um direito básico, a maioria dos países usa a prisão preventiva como último recurso, para impedir suspeitos de fugir, se intrometer em uma investigação ou cometer mais crimes.

Essa é a justificativa para prender o Sr. Esteves, que junto com um proeminente senador do PT, Delcídio do Amaral, foi acusado de incitar outro suspeito dos desvios na Petrobras a fugir do país, ao invés de cooperar com os investigadores. Porque o deputado Delcídio do Amaral goza de foro privilegiado, o Supremo Tribunal, e não o juiz Moro, ordenou a sua prisão e a do Sr. Esteves. O Deputado Delcídio do Amaral também nega qualquer irregularidade.

Os motivos para trancar o Sr. Odebrecht e outros réus da Petrobras são menos óbvios. A lei brasileira permite ao juiz decretar a prisão preventiva como uma forma de manter a "ordem pública e econômica", uma justificação frequentemente invocada pelo juiz Moro, como no caso do Sr. Odebrecht. Ele argumenta que os suspeitos têm o dinheiro e a influência política para interferir com a investigação. A detenção do Sr. Odebrecht é "uma medida excepcional", admite, mas "este é um caso excepcional".

Talvez não tão excepcional como o juiz alega. A Blackstone argumenta que a maioria dos suspeitos pode seguramente ser libertada sob fiança; prisão domiciliar ou pulseiras electrônicas pode impedi-los de fugir. A prisão preventiva não deve ser usada para amedrontar-los em cooperar com as investigações ou para sinalizar a gravidade das acusações que enfrentam. Os inquisidores da Lava Jato negam que eles estão fazendo isso, mas os leitores do relatório do Blackstone vão saber. Timothy Otty, o seu principal autor, tem escrito opiniões dos direitos humanos em nome de Abdullah Ocalan, líder separatista curdo, e detentos na prisão americana na Baía de Guantânamo. "Assim como era errado abandonar a proteção da liberdade e do Direito a um julgamento justo, como parte da guerra ao terror, também é errado na luta contra a corrupção", diz Otty.


Altos tribunais do Brasil já tomaram uma posição semelhante. Em pelo menos dez petições de habeas corpus decorrentes da Lava Jato, o Supremo Tribunal libertou suspeitos, muitas vezes, com o fundamento de que o juiz Moro lhes havia preso por "motivos genéricos e abstratos". Um tribunal poderia, em breve, libertar o Sr. Odebrecht, pela mesma razão. Na semana passada, um juiz na segunda-mais alta corte do Brasil disse que ele deveria ser liberado e monitorados com medidas menos draconianas.

Se o juiz Moro está agindo por conta própria é porque a lei brasileira confere poder incomum aos juízes. Além de supervisionar a investigação de suspeitos, como o Sr. Odebrecht, ele vai julgar sozinho o caso, emitir um veredicto e entregar uma sentença, tudo sem referência a um júri. Esses papéis múltiplos podem dar origem a um conflito de interesses: um juiz de instrução pode estar relutante para absolver um suspeito que ele tem preso. A resposta a esta situação "esquizofrênica" é dividir os papéis de investigar um caso e tentar, como é a prática na França e Itália, diz Fernando Mendes da Associação dos Juízes Federais. Ele também favorece um padrão mais exigente para bloquear suspeitos até do que manter a ordem.

Mas se a lei pode ser indulgente, estranhamente também é dura. Ao lado de prefeitos, padres, policiais e muitos outros,  universitários têm o direito de aguardar o julgamento em prisão com condições "especiais" (ou seja, relativamente confortáveis). O Sr. Odebrecht, com uma pós-graduação da Universidade Federal da Bahia, passou seu primeiro mês em custódia em uma cela sem janelas, em uma delegacia de polícia federal, mas foi então transferido para um hospital prisional, onde sua hipoglicemia pode ser monitorada.

Se condenado, ele pode ser posto em liberdade, por pelo menos um tempo. Isso porque os condenados têm direito de ir para casa, enquanto eles esgotam seus recursos. Em um caso notório Antonio Pimenta Neves, um jornalista que matou sua amante em 2000, confessou e foi solto sob fiança seis meses mais tarde. Ele foi condenado em 2006 e só começou a cumprir a pena em 2011, depois que a Suprema Corte confirmou sua condenação. Advogados de alta competência do Sr. Odebrecht poderiam mantê-lo fora da prisão por anos.

Muitos críticos do sistema, incluindo o juiz Moro, acham que os condenados deveriam ter de apresentar recurso presos em suas celas. Isso faria sentido. Então, seria uma revisão do Código Penal que deixa em liberdade pessoas presumidanente inocentes, garantido-lhes um julgamento justo. Sr. Moro tem direito de defender a mudança da lei, mas a própria lei precisa mudar.

Fonte original: http://www.economist.com/news/americas/21679861-courts-treat-suspects-too-harshly-and-convicts-too-leniently-weird-justice