Chegou enfim o carro-avião, uma geringonça que voa e também trafega nas ruas e estradas. O protótipo foi apresentado pela empresa Terrafugia e aprovado na Federation Aviation Administration (FAA), a agência reguladora da aviação dos Estados Unidos. Só falta passar pelo teste de colisão para o veículo entrar em ritmo de produção industrial.
Mas, alto lá: além de não ser para o bico da turma do Bolsa Família (US$ 200 mil), o veículo depende de uma área aberta para pousos e decolagens. Ou seja, é bastante remota a possibilidade de vermos novos ricos da EcoVille desembarcando da auto-aeronave em um dos office building da Comendador Araújo.
Nos anos 60, quando eu lia edições antigas das Seleções do Reader Digest na biblioteca do meu avô, lembro-me de ter ficado encantando com uma propaganda que prometia para breve essa maravilha do carro-avião. Tratava-se de uma propaganda pró-esforço de Guerra, exibida em uma edição de 1944 ou 1945 da revista. Aquilo era apresentado como benefício que a tecnologia desenvolvida para a Guerra traria às populações após o fim do conflito, com a vitória dos aliados.
Demorou quase 70 anos, mas está aí. Apreciem o vídeo a seguir:


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