Salve Mané Garrincha, o gênio de pernas tortas que deixava os adversários tontos. Nasceu pobre, viveu na média, morreu pobre e só. Não era um chato como Kaká e Zico, nem um cabeça vazia como os Ronaldos. Estava mais para Romário e Paulo Cesar Caju, embora mais genial que ambos. Somados. Pai de sete meninas tristes, marido de uma morena magrinha e triste, amante eterno da grande Elza Soares, que saltou fora da vida do craque para não sucumbir com ele. Foi amigo dos amigos até o fim. E da boa cachaça, que, enfim, o levou para a eternidade aos 46 anos. Salve São Garrincha, padroeiro dos pau-d'água, dos que dormem ao relento, de pais, mães, irmãos, maridos, amantes de meninas tristes.
São Garrincha, rogai por nós, que recorremos a vós!
Feita a louvação, admire os dribles moleques desse gigante da bola.

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