quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pelo excelente serviço prestado, Judiciário quer mais 56% de aumento

O Poder Judiciário, que presta um serviço ágil, eficiente, competente e acessível especialmente aos cidadãos mais pobres e destituídos de qualquer poder de influência, está pretendendo aumentar os salários de seus dedicados servidores em apenas 56%.

Obviamente é uma causa que todo o povo saberá apoiar, especialmente pela extrema e denodada dedicação de excelentíssimos Juízes, Desembargadores, Serventuários, Assistentes Sociais, Psicólogas e todos os demais servidores desse que, com toda a certeza, é o mais transparente, competente, não-corporativista, despojado e probo dentre os três poderes da República.

O apoio de toda a população é fundamental para tão justa reivindicação, ainda mais quando se tem notícias de que o governo anti-democrátrico ora instalado no Palácio do Planalto tentará negar essa causa de extrema justiça e elevado interesse nacional. Manifestem-se!

Sobre o assunto, segue notícia divulgada pela Agência Estado.

Governo tentará barrar reajuste do Judiciário

Agência Estado
O governo vai trabalhar para impedir a votação na Câmara do projeto que reajusta os salários dos servidores do Judiciário.
A proposta enviada ao Congresso pelos tribunais superiores prevê reajuste médio de 56% para cem mil funcionários.
Os cálculos feitos pelo Ministério do Planejamento do impacto do aumento nos gastos públicos e os supersalários que resultarão desse aumento serviram de mais argumentos contra a aprovação do projeto.
"Não há condições para votar esse projeto", afirmou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Na oposição, a opinião é a mesma.
"Estamos à beira de uma crise fiscal, como podemos aumentar gastos continuadamente? Está em construção uma crise fiscal para o próximo governo, independentemente de quem seja, se a marcha continuar assim", afirmou o líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA). "Esse projeto não vai ser votado."
A previsão é de que o aumento significará R$ 6,4 bilhões a mais nos gastos.
Pelo estudo do ministério, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo, um funcionário com instrução fundamental e na atividade de funções de apoio, como copeiro, contínuo ou operador de copiadora, poderá receber R$ 8.479,71 de salário.
Profissionais de nível técnico poderão receber até R$ 18.577,88 e os de nível superior, R$ 33.072, 55, acima do teto salarial do serviço público, R$ 26.723,13.

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