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| Palladino: "craque nas fraudes era o patrão" |
Só podia dar nisso, um banco administrado por um professor de Educação Física, ex-personal trainer - caso de Rafael Palladino. À Polícia Federal, SS o tachou de "craque das fraudes" e recebeu a resposta do primo de Íris Abravanel de que "o craque era ele, Silvio".
É bem provável que ambos estejam falando a verdade.
A seguir, a entrevista do ex-banqueiro à revista Exame:
EXAME ONLINE, 10/11/2011
“O craque era o Silvio”, diz Palladino
São Paulo - Ex-personal trainer, formado em educação física e primo da
mulher de Silvio Santos, Rafael Palladino, de 61 anos, é acusado de ser
um dos líderes da organização criminosa que provocou um rombo de 4,3
bilhões de reais no PanAmericano.
Inquieto e com olheiras profundas, o ex-presidente do banco deu entrevista a EXAME no escritório de sua advogada, em São Paulo. Leia os principais trechos da entrevista.
EXAME - Silvio Santos disse em depoimento à PF que o senhor é o craque
da fraude, que não é possível que o senhor não seja o autor...
Rafael Palladino - O craque era ele. Eu sou empregado dele. Quem dera eu fosse craque como ele. Eu poderia fazer ilações, mas não vou fazer.
EXAME - O senhor disse que Wilson de Aro, o seu braço direito no banco, teria assumido a responsabilidade pelas inconsistências contábeis porque ele não queria que o PanAmericano quebrasse. Então, ele o pegou de surpresa com a história da fraude?
Rafael Palladino - O Wilson era o cara de confiança do grupo. Ele comandava comitês financeiros do grupo inteiro. Ele me contou o que eles haviam feito e que, se não tivessem feito isso, o banco quebraria. Eu fui pego de surpresa, sim. A Deloitte fazia relatórios trimestrais.
O comitê de auditoria fazia relatórios mensais. A KPMG ficou um ano lá fazendo auditoria para a Caixa. Na minha posição, eu jamais teria conhecimento da fraude. Só se eu fosse o contador.
EXAME - E como se explica o CDB do investidor mineiro que rendeu 697% em menos de um ano? Foi milagre?
Rafael Palladino - Todo mundo diz que ganhei com essa história. Sim, ganhei. Sabe o que ganhei? Uma cesta de produtos de Minas: cachaça, amendoim e maria-mole.
Rafael Palladino - O craque era ele. Eu sou empregado dele. Quem dera eu fosse craque como ele. Eu poderia fazer ilações, mas não vou fazer.
EXAME - O senhor disse que Wilson de Aro, o seu braço direito no banco, teria assumido a responsabilidade pelas inconsistências contábeis porque ele não queria que o PanAmericano quebrasse. Então, ele o pegou de surpresa com a história da fraude?
Rafael Palladino - O Wilson era o cara de confiança do grupo. Ele comandava comitês financeiros do grupo inteiro. Ele me contou o que eles haviam feito e que, se não tivessem feito isso, o banco quebraria. Eu fui pego de surpresa, sim. A Deloitte fazia relatórios trimestrais.
O comitê de auditoria fazia relatórios mensais. A KPMG ficou um ano lá fazendo auditoria para a Caixa. Na minha posição, eu jamais teria conhecimento da fraude. Só se eu fosse o contador.
EXAME - E como se explica o CDB do investidor mineiro que rendeu 697% em menos de um ano? Foi milagre?
Rafael Palladino - Todo mundo diz que ganhei com essa história. Sim, ganhei. Sabe o que ganhei? Uma cesta de produtos de Minas: cachaça, amendoim e maria-mole.

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