sábado, 12 de novembro de 2011

A mídia o dom de iludir


A mídia atrasada quer convencer a classe média que 
R$ 19 é igual a R$ 3,8 mil


Os jornalistas Miriam Leitão, Merval Pereira, Ricardo Noblat, Dora Kramer são alguns dos nomes que já se levantaram contra a proposta de ressuscitação da CPMF, o chamado “imposto do cheque”, que a presidente Dilma pretende tornar real. Só por esses nomes estarem contra a CPMF já seria indicativo suficiente para qualquer pessoa de bom senso se colocar a favor do imposto, já que temos aí pelo menos quatro jornalistas que servem de maneira incondicional à pior e mais atrasada elite do mundo, a brasileira.

Leitão: que ódio da CPMF!
Mas os quatro “cavalheiros do apocalipse” têm razão em ser contra a CPMF, uma vez que cada um deles tem ganhos mensais superiores a R$ 150 mil e contam com planos de saúde padrão ouro e platina, subsidiados pelos veículos de comunicação aos quais servem. Veículos que, por sua vez, recebem polpudas quantias dos cofres públicos de São Paulo e Minas Gerais para omitir toda denúncia de corrupção e produzir régios elogios às administrações demos-tucanas.

Já o povo que depende do SUS e que paga plano de saúde de seu próprio bolso tem razões de sobra para ser a favor da volta da CPMF, o único imposto pago pelos ricos em favor dos pobres e da classe média. O único imposto que tem essa característica – frise-se. Miriam Leitão, indignada, certamente lembrará que o pobre, assim como o rico, também paga CPMF. E é verdade. Mas o fato é que o pobre paga um valor micro, enquanto o rico paga um valor correspondente ao enorme tamanho de seus ganhos.

Vamos aos números:  o sujeito que ganha  salário mínimo pagará R$ 1,90 por mês de CPMF. Menos do que uma passagem de ônibus. Alguém da classe média, com salário de R$ 5 mil, pagará R$ 19.  Preço de uma refeição num restaurante médio, sem bebida. Já a Miriam Leitão, o Merval Pereira, o Ricardo Noblat, a Dora Kramer, que faturam na faixa de R$ 150 mil por mês, pagarão R$ 570. Deve ser menos do que eles pagam por uma refeição no Piantella, restaurante chique de Brasília, onde um bom vinho está na faixa de R$ 1 mil.

Por sua vez, o senador e filho de banqueiro Paulo Bornhausen (DEMO/SC), um dos maiores opositores da volta da CPMF, por cuja conta bancária devem transitar pelo menos R$ 1 milhão por mês, pagará a ninharia (para ele) de R$ 3,8 mil. Isso se a alíquota permanecer em 0,38%, mas ela pode ser até menor.

Alguém imagina que R$ 570 por mês fará falta aos jornalistas da Globo, da Veja, do Estadão?? Ou que meros R$ 3,8 mil farão falta ao banqueiro Bornhausen? Óbvio que não! Para eles será o mesmo que R$ 1,9 para o ganhador de salário mínimo, ou os R$ 19 para o cidadão da classe média assalariado com R$ 5 mil.

O que incomoda os jornalistas chapa-branca de SP e MG e o banqueiro catarinense é o fato de que a CPMF fornece à Receita Federal um eficiente instrumento de verificação de renda – renda que eles preferiam ver omitida de suas declarações mensais e anuais. Afinal, eles acham que sonegação não é corrupção.

Aliás, foi exatamente a CPMF que mostrou distorções como o fato de 2 mil contribuintes da Santa Catarina dos Bornhausen terem gastos mensais em cartão de crédito superiores e R$ 200 mil. Isto apesar de preencherem declarações de isentos para a Receita Federal. Foram pegos pela CPMF.

É natural, portanto, que não gostem do imposto do cheque, mas o povo que quer saúde de qualidade tem todo o direito da CPMF de volta.

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