domingo, 14 de março de 2010

Luiz Nassif desmonta farsa da Veja e revela as digitais de Daniel Dantas


Copio aqui um post do (excelente) Blog de Luiz Nassif a respeito do escândalo fabricado pela revista Veja. Nassif revela, para quem não conhece as safadezas da imprensa, como é fabricada a "reporcagem". E aponta nela as digitais do banqueiro Daniel Dantas.

Refrescando a memória, Daniel Dantas é uma espécie de PC Farias da turma das privatizações. Ele foi preso pela Polícia Federal, na Operação Satiagraha, e solto por meio de 2 habeas corpus dados em menos de 48 horas pelo ex-presidente do STF, Gilmar Mendes.

E a Veja, não custa lembrar, é aquela revista que vende 5 mil assinaturas para o Governo José Serra e mais 5 mil da revista Nova Escola, ambas da Editora Abril. Em troca, esconde as denúncias de corrupção no Metrô paulista, nos pedágios mais caros do mundo, na construção do RodoAnel, entre centenas de outros casos).

Vamos ao Nassif:

"14/03/2010 - 08:21

Para entender a capa da Veja

O modelo de atuação é idêntico ao famoso Relatório do Ministério Público italiano, permanentemente levantado pelo lobby jornalístico de Daniel Dantas – especialmente a revista Veja – para atingir seus inimigos.
Esquematicamente, funciona assim:

1. Começa o inquérito. Apresenta-se, então, uma testemunha dentro do instituto da «delação premiada». Na condição de testemunha, fala o que quer.

2. No momento seguinte, cabe aos titulares do inquérito (procuradores federais) analisar tudo o que foi dito e considerar o que for consistente, jogando fora o que parecer inverossímil. Os elementos consistentes entram na denúncia; os inverossímeis fazem parte do copião.

3. A prova do pudim é simples: se deu o depoimento e ele não gerou um inquérito, é porque a autoridade ou concluiu que era falso ou não encontrou nenhuma prova que confirmasse o teor das acusações.

4. Quem banca o esquema, esconde essa informação do leitor e passa a divulgar o depoimento como se fosse oficial e aceito pelas autoridades. Dentro desse modelo, consegue-se qualquer coisa. Basta um fulano qualquer ir ao MP, declarar o que quiser, fazer a jogada que pretender. O MP não acata, mas divulga-se como sendo parte integrante do inquérito.

O relatório italiano

Vamos relembrar, primeiro, o tal Relatório Italiano:
Um agente do serviço de segurança da Telecom Italia, Marco Bernardini, se apresentou espontaneamente ao MP italiano e passou a distribuir acusações a vários inimigos de Dantas.
Cabe aos condutores do inquérito avaliar se as acusações têm consistência ou se são manobras de uma das partes.
O MP italiano jamais levou a sério suas versões, tanto que nada foi incluído no inquérito final.
Mas o relatório servia para montar escândalos no Brasil e ser utilizado como fator de constrangimento dos adversários de Dantas. Como se recorda, o principal instrumento de Dantas nesse episódio – Diogo Mainardi –, mostrou-se tão empenhado na missão de dar vida ao depoimento, que chegou a levar o relatório para um juiz.
Aqui o capítulo de «O Caso de Veja» referente ao tema: «O lobista de Dantas». Narra-se com detalhes o papel de Bernardini e da tal secretária-tradutora que teria incluído até o nome de Lula no seu depoimento.
Confira trecho da entrevista com Angelo Jannone, ex-chefe de Segurança da Telecom Italia, sobre como o esquema operava:
Trecho 1 – Jannone diz que o inquérito começou com declarações mentirosas de fontes. No começo não conseguiu entender. Depois, ficou mais claro. No início de sua “colaboração” com a justiça italiana, Bernardini ficou falando do Brasil. Ele não conhece o Brasil, nem tem cabeça refinada para falar o que falou. Imediatamente ele colocou nas suas declarações a idéia de uma Polícia Federal brasileira corrupta, de políticos corruptos, com Jannone como responsável. A coisa mais estranha é que no primeiro dia de interrogatório dele, entregou aos promotores, sem nada comentar, a famosa reportagem da Veja que falava de contas bancárias do presidente Lula, do chefe da Polícia Federal, Lacerda. Mas de forma estranha, sem comentar, como se outra pessoa tivesse dito a ele: se você vai lá, entrega isso.
Aqui o trecho da entrevista com Jannone:

Ou clique aqui se não estiver vendo o player.

O caso Funaro

Depois, se descobriu que o advogado de Bernardini – e da tal tradutora italiana – mantinha contato direto com Marcos Valério, o homem de Dantas para o “mensalão”.
Vamos agora aos pontos em comum com a atual capa de Veja:
1. A testemunha-chave da capa também aceitou a “delação premiada” e tem ligação com Daniel Dantas. É o doleiro Lúcio Bologna Funaro. Ele foi preso na Operação Satiagraha e um dos beneficiados pelo habeas corpus de Gilmar Mendes (clique aqui).
2. Os atingidos pela “delação” são TODOS – tanto no caso italiano quanto no atual – adversários de Dantas.
3. Nos dois episódios, é a mesma revista Veja o veículo usado para transformar o depoimento em escândalo."

(http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/03/14/para-entender-a-capa-da-veja/)

sábado, 13 de março de 2010

Mais um "escândalo" fabricado por Veja, encomendado por Serra, pago com dinheiro público

A revista Veja fabrica "escândalos" sob encomenda para uso de candidatos. E os vende bastante caro, recebendo sempre dos cofres públicos administrados pelo candidato interessado. No caso, suspeita-se que o pagante seja o governo José Serra, que, entre outros favores à Editora Abril, mandou comprar cerca de 5 mil assinaturas da Veja e outras 5 mil da revista Nova Escola para distribuir aos professores, alunos, pais ...

Serra fez o mesmo com a Folha de São Paulo (5499 assinaturas), o Estadão, IstoÉ, Época .... Não demora muito e o governador que já foi flagrado comendo meleca vai justificar a compra de milhares de assinaturas de jornais para "servirem de cobertor aos mendigos que dormem na Praça da Sé".

Na semana passada (e certamente também nesta; aguardemos o domingo), a Veja fabricou reportagem sobre a Bancoop, uma cooperativa dos bancários de São Paulo, com efetivos problemas de administração. A "reporcagem" tem o conluio de um promotor de Justiça tucano, José Carlos Blat, que acaba de levar uma descompostura do juiz Eduardo Lora Franco, que escreveu no despacho em que indeferiu a maior parte dos pedidos do promotor:

"O Ministério Público e o Poder Judiciário são, antes que tudo, instituições de Estado, e não de governo. Assim, é imprescindível que sua atuação fique acima de circunstâncias ou convicções políticas. E não basta que cada integrante destas instituições exclua internamente suas convicções políticas de influência em suas atuações. É imprescindível também que fique absolutamente claro, para toda a sociedade, que suas atuações são isentas de outros interesses que não os decorrentes de suas próprias atribuições institucionais."

O juiz foi até educado, diante da atuação suspeita pregressa desse promotor Blat, há tempos acusado pelos mesmos jornais e revistas que agora o endeusam de ter-se tornado sócio de um bicheiro e inquilino de outro. Isto apesar de ser membro de um grupo de combate ao crime organizado. Como bem lembrou o juiz Eduardo Lora Franco, "não basta ser honesto; é preciso parecer honesto. Ou, no caso dos autos, não basta ser isento, é preciso parecer isento".

Observe-se que o tal promotor fez sérias e diversas acusações sem amparo nas mínimas provas - como apontou o juiz, ao exigir que as apresente, para que dêem substância às pesadas alegações. A despreocupação do promotor Blat em reunir provas tem uma explicação clara e simples: sua pantomima não visava o Poder Judiciário, que requer provas para agir e julgar, mas sim a mídia de aluguel, que destrói reputações sob encomenda, sem preocupação sequer com a verossimilhança, quanto mais com provas concretas das acusações.

O tal Blat só não esperava encontrar pela frente um Eduardo Lora Franco. Assim como o banqueiro Daniel Dantas (espécie de PC Farias da turma das privatizações) tampouco esperava achar em seu caminho um juiz Fausto De Sanctis.

Para quem se interessa em ir mais a fundo no assunto, segue a íntegra do despacho do juiz Eduardo Lora Franco:


Inicialmente não se pode desconsiderar a repercussão política que a presente investigação passou a ter a partir do momento em que o teor do requerimento do Ministério Público de fls. 5649 e ss. veio a ser divulgado pela imprensa no último final de semana, antes mesmo que fosse apresentado em juízo. E isso porque, faltando cerca de apenas sete meses para as eleições presidenciais, uma das pessoas de quem foi requerida a quebra de sigilo (João Vaccari Neto) estaria sendo indicado como possível integrante da equipe de campanha da virtual candidata do partido atualmente ocupante da Presidência da República.

Tal contexto, porém, apenas reforça ainda mais a necessidade de cautela e rigor no exame dos requerimentos formulados, justamente para que tal atmosfera política não venha a contaminar a presente investigação ou, noutro sentido, que esta não venha a ser utilizada por terceiros para manipulação da opinião pública por propósitos políticos.

O Ministério Público e o Poder Judiciário são, antes que tudo, instituições de Estado, e não de governo. Assim, é imprescindível que sua atuação fique acima de circunstâncias ou convicções políticas.

E não basta que cada integrante destas instituições exclua internamente suas convicções políticas de influência em suas atuações. É imprescindível também que fique absolutamente claro, para toda a sociedade, que suas atuações são isentas de outros interesses que não os decorrentes de suas próprias atribuições institucionais.

Em analogia ao dito popular, não basta ser honesto; é preciso parecer honesto. Ou, no caso dos autos, não basta ser isento, é preciso parecer isento.

Portanto, a partir do momento em que este inquérito passou a ter tamanha repercussão política, é preciso que cada decisão ou providência tomada esteja ainda mais firmemente embasada em elementos de prova e de direitos sólidos e claros.

A manifestação apresentada pelo Ministério Público descreve uma série de fatos e circunstâncias, narrando como seria o suposto esquema de desvio de valores da Bancoop, inclusive para fins de financiamento ilícito de campanhas políticas.

Porém, não há em tal manifestação a indicação clara e precisa dos elementos de prova dos autos que sustentam tal narrativa, bem como os pedidos formulados.

E, sendo este um feito bastante complexo, já com 26 volumes (mais de 5.600 páginas), além de 59 anexos, como citado pelo próprio Ministério Público, é imprescindível que indique de forma discriminada e detalhada os elementos que sustentem cada uma de suas afirmações.

A manifestação cita, por exemplo, que “aproximadamente 40% da movimentação das contas correntes de titularidade da Bancoop tiveram recursos sacados em dinheiro na própria agência bancária” (fls. 5652), mas como base para tal alegação indica apenas um cheque, no valor de R$ 50.000,00, sem sequer citar em que volume ou apenso, e folha, consta tal informação. Cita, ainda, que numa avaliação, entre 2001 e 2008, teria constatado que os valores assim circulados chegariam a R$ 18.000.000,00, mas novamente não há indicação precisa da fonte de tais informações.

Tem-se, portanto, como imprescindível que os autos tornem ao Ministério Público para que indique com precisão quais os fundamentos de cada uma de suas afirmações que invoca como razões para os pedidos formulados.

E isso para que, como dito, fique bem claro para toda a sociedade que os pedidos e as decisões estão fundados apenas em elementos e razões contidas nos autos, e são efetivamente necessários e oportunos, neste momento.

E não é demais dizer que tal providência naturalmente incumbe ao órgão requerente. Os fatos, com respectivos fundamentos, devem ser apresentados pela parte ao Magistrado, para que então possa decidir.

Se assim não for, atribuindo-se ao Juiz a obrigação de investigar as provas para buscar os elementos que sustentem a acusação, óbvio que perderá seu olhar imparcial.

É verdade que a fls. 5648 v., item 3, o Ministério Público alegou que apresentaria planilhas sobre a movimentação bancária oportunamente.

Porém, tais planilhas, além de outras informações, são imprescindíveis para o próprio conhecimento da maior parte dos pedidos apresentados. E das providências pedidas (excluída apenas a que é manifestamente descabida e fica já rejeitada como abaixo indicado), tais como a oitiva de pessoas e solicitação de informações bancárias, nenhuma delas corre risco de perecimento, não sendo urgentes a ponto de ensejar a necessidade de apreciação antes dos esclarecimentos determinados.

Por outro lado, e sem prejuízo dos esclarecimentos a serem prestados pelo Ministério Público, observo que há alguns pedidos que já podem de plano ser apreciados, e deferidos ou não.

Quanto ao item 1 de fls. 5659 (expedição de ofício ao Banco Bradesco para que forneça toda a movimentação do fundo FDIC – Bancoop), observo que a vinda de tais informações desta natureza já havia sido determinada a fls. 5507, mas requisitada à empresa Planner Corretora de Valores S/A, que respondeu a fls. 5518/5521 informando que quem poderia prestá-las seria o Banco Bradesco, por ser o atual banco custodiante. Assim, o ofício ora pretendido nada mais é do que o que já havia sido antes deferido.

Já, quanto ao item 6 (bloqueio imediato de todas as contas bancárias, fundos e aplicações da Bancoop), observo que é manifesto seu descabimento e despropósito nestes autos, sendo de rigor o pronto indeferimento.

Ora, é informação disponível na internet, e que foi também trazida a estes autos pela própria Bancoop após o requerimento ministerial, de que foi proposta pelo próprio Ministério Público uma ação civil pública (autos n° 583.00.2007.245877-1, da 37ª Vara Cível do Fórum Central – fls. 5701/5720) contra a cooperativa e que nesta houve um acordo homologado judicialmente em março de 2009 estabelecendo uma séalmente em março de 2009 estabelecendo uma sante. Assim, o ofs. 5518/5521 informando que quem poderia prestdos.

para que rie de providências a serem adotadas para garantia dos cooperados, inclusive pela realização de auditorias. Evidente, portanto, que a administração da cooperativa, se foi temerária em algum momento, ao menos agora está sendo acompanhada pelo Ministério Público, e que foram tomadas medidas saneadoras (ao menos é o que se deve presumir pelo próprio fato de o Ministério Público ter firmado um acordo nesse sentido).

Nesse panorama, o pedido feito pelo Ministério Público nestes autos (bloqueio de todos os valores da Bancoop) implicaria, basicamente, na imediata interrupção de todas as suas atividades, com prejuízo evidente não só para todos os seus cooperados, como, por exemplo, impedimento até do pagamento dos salários dos funcionários da cooperativa. E tudo isso baseado apenas num retrato do passado, que é o que se tem nestes autos, e não do presente, que é o que deve estar sendo acompanhado pela Promotoria de Justiça do Consumidor, na citada ação civil pública.

Por outro lado, se a situação atual recomendar tal medida, o que só poderá ser perfeitamente conhecido no âmbito daqueles autos e da Promotoria do Consumidor, é naquela esfera que tal providência deve ser requerida.

Evidente, portanto, que não tem como ser acolhido.

Ante o exposto,assim decido:

1- Defiro o item 1 de fls. 5648 (desentranhamento de alguns documentos para juntadas em apensos, para melhor organização);

2- Defiro a expedição do ofício requerido no item 1 de fls. 5659 (obtenção de informações da movimentação financeira do fundo FDIC-Bancoop);

3- Indefiro de plano o requerido no item 6 de fls. 5661 (bloqueio de todas as contas da Bancoop);

4- Determino que tornem os autos ao Ministério Público para que complemente seu requerimento, indicando de forma clara e detalhada quais os fundamentos dos autos para suas alegações, e especialmente:

a- Apresente um quadro com planilhas indicando em resumo quais os valores recebidos pela Bancoop em cada um dos meses (sua entrada) e quais os cheques que teriam sido emitidos e descontados diretamente no caixa, sem indicação do destinatário, informando seu valor, data de desconto, e folha, volume e apenso dos autos no qual consta a informação, demonstrando que superam R$ 18.000.000,00 e 40% da movimentação da cooperativa, como alegado;

b- Apresente quadro, nos mesmos termos, referente à movimentação entre a Bancoop e a Germany, indicando também a origem nos autos da informação de que as empresas Germany e Mizu/Mirante eram fornecedoras exclusivasda Bancoop, demonstrando especialmente o grau vinculação da Mizu com a Bancoop, que levou à alegação de que o esquema de desvio se destinava ao financiamento político, demonstrando assim a alegação de “confusão negocial” entre as empresas (3° par. de fls. 5653);

c- Apresente um resumo, indicando as folhas dos autos que contenham tais informações, sobre quais os integrantes da Diretoria da Bancoop em todo o período investigado, bem como quais deles já tiveram seu sigilo quebrado, ou assim requerido, nestes autos, e demonstrando as razões da opção, agora, pelo pedido de quebra de sigilo especificamente de João Vaccari Neto e Ana Maria Érnica [1];

d- Esclareça a conveniência da oitiva de tais pessoas pela autoridade policial nesse momento (tem 5 de fls. 5661), e não após eventual vinda das informações bancárias, quando então poderão ser indagados e esclarecer também sobre o que eventualmente se revelar;

e- Em complementação ao quadro de item ‘c’ supra, apresente um quadro informando os sócios de cada uma das empresas citadas a fls. 5650 e 5651 (Germany e Mirante), indicando quais pertencem aos quadros da Bancoop, e indicando as fls. dos contratos sociais nos autos;

f- Esclareça a pertinência quanto ao pedido do item 2 nestes autos (cópia de cheques de R$ 20.000,00 e R$ 1.200,00 de titularidade da Mizu, que teriam sido dados em doação para o Partido dos Trabalhadores), posto que, em tese, se trata de fato a ser apurado pela Justiça Eleitoral.

Com o atendimento de todo o acima, tornem conclusos.

Int.

São Paulo, 12 de março de 2010.

Carlos Eduardo Lora Franco

Juiz de Direito

[1] Tais esclarecimentos são especialmente convenientes para a transparência acima citada quanto à oportunidade de tal requerimento, dado o momento do calendário eleitoral, evitando qualquer interpretação política que terceiros venham querer emprestar-lhe.

Uma visão privilegiada do Rio de Janeiro (e outros lugares)

Um site russo oferece uma visão aérea panorâmica do Rio de Janeiro e de outras grandes cidades do mundo, como Kuala Lumpur, na Malásia, a própria Moscou e Manhattan. Também algumas obras-primas da natureza, como as Cataratas do Iguaçu e a confluência dos rios Colorado e San Juan, em Utah, USA. Enviado pela Roseana.

Para ver o Rio clique aqui: http://www.zubetzblitz.narod.ru/GALARY/tour_brasil/rio/rio.html

Visite o site do autor das imagens aéreas para ver outras cidades e mega acidentes geográficos: http://airpano.ru/

sexta-feira, 12 de março de 2010

Jornais tratam brasileiro como cidadão de 2ª classe

Com críticas à imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (11) durante a abertura da 2ª Conferência Nacional de Cultura que os editoriais publicados pelos jornais brasileiros mostram que seus autores são "falsos democratas", que acham que são a "única voz pensante no mundo".

Segundo o presidente Lula, os editoriais publicados hoje pelos meios de comunicação praticamente repetem os de 1953, quando teve início a campanha "O petróleo é nosso". "Não há diferença. Diziam que o Brasil não deveria fazer a campanha, porque aqui não havia petróleo". Para Lula, os meios de comunicação traduzem "a pequenez do pensamento daqueles que acham que o Brasil só tem cidadãos de segunda classe".

"Se vocês são como eu, que não gosto de ler notícia ruim, comecem a prestar atenção no noticiário, leiam os editoriais, para a gente ver o comportamento de alguns falsos democratas", disse Lula. "Façam isso, porque isso também é cultura". (Da Agência Estado, 11/03/2010 - 23:55)


quarta-feira, 10 de março de 2010

Brasilianas, vida inteligente na TV

Em parceria com a TV Brasil, a Agência Dinheiro Vivo, do jornalista Luiz Nassif, lançou ontem o Programa Brasilianas.Org, para debater os grandes temas nacionais e construir conhecimento. Um sinal de vida inteligente em meio à programação medíocre de TODAS as TVs abertas brasileiras. O tema do programa de estréia foi "Tecnologia Militar". Vale a pena acompanhar e participar das discussões (www.brasilianas.org). 

quinta-feira, 4 de março de 2010

Dois monstros sagrados

Nelson Gonçaves e Tim Maia atacam de "Renúncia", um clássico dos anos 50 (ou por aí). Homenagem aos casais "ouvintes" do Blog.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Entenda a trama da Folha de
S. Paulo para salvar o UOL e
ainda faturar uma grana


Do (excelente) Blog de Luiz Nassif (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/)

"25/02/2010 - 09:05
Eletronet: o lobby foi da Folha

Fecha-se o circuito de um dos grandes lobbies montados recentemente pela mídia.

Acompanhe:

1. A Folha, através do repórter Marcos Aith, traz a manchete bombástica de que um cliente de José Dirceu, Nelson dos Santos – sócio da massa falida da Eletronet – iria receber R$ 200 milhões do governo, caso saísse o Plano Nacional de Banda Larga, em cima da rede de fibras óticas da empresa – que o governo já tinha pegado de volta, sem nada pagar. Atribuiu a operação – que, segundo Aith, beneficiaria Nelson – ao lobby de José Dirceu.

2. No mesmo dia, aqui, se desmontou essa tese. Mostrou-se que, na verdade, governo e Nelson estavam em lados opostos. O governo retirando a rede da Eletronet, sem nada pagar; e Nelson querendo manter o controle da empresa.

3. A matéria era maliciosa e relacionava a caução que o governo teve que depositar no processo movido pelos credores (para poder ficar com a rede de fibras óticas) com os supostos benefícios ao Nelson. Ora, a ação era de credores querendo receber pelo que entregaram, não dos ex-acionistas. De que modo Nelson ganharia R$ 200 milhões? A matéria não explicava. E foi duramente cobrado do Aith, aqui, que mostrasse de que forma se daria o pagamento.

4. No dia seguinte, mudou totalmente o enfoque da matéria – mas sempre colocando a União como cúmplice do Nelson. Agora – na matéria do Aith – a Oi estava querendo adquirir as dívidas dos credores para poder assumir a rede da Eletronet. Do que se aproveitou Aith/Folha para relembrar o caso BrOi, Gamecorp, a assessoria do José Dirceu etc. A matéria foi abatida em pleno vôo por outra – esta, séria – do Estadão, informando que Nelson ganharia R$ 70 milhões, mas só na hipótese da Oi entrar. E a Oi não entrou justamente porque foi barrada pela Eletrobras, em função do PNBL. Ou seja, quem gorou a aventura do Nelson (que assumiu 51% da Eletronet por R$ 1,00) foi o PNBL – o oposto do que Aith/Folha falava. Nelson só ganharia se o plano gorasse.

5. Durante dois dias seguidos, Aith/Folha ficaram com a broxa na mão. Afinal, iriam deixar passar batido a barriga ou abririam as cartas sobre as fontes da informação.

Sem alternativa, na matéria de hoje Aith abre as cartas: a fonte da tal matéria era o próprio Nelson dos Santos.

O empresário diz que a autofalência da Eletronet não é culpa dos sócios privados. “O pedido de autofalência foi feito pela Lightpar [que representa o governo na empresa] e não pela AES [sócia majoritária na época]“, disse Santos à Folha antes da publicação da reportagem.

Aí, o leitor mais desavisado perguntaria: mas a troco de quê o próprio Nelson faria uma denúncia sobre uma operação (o PNBL) que, segundo a própria matéria, o beneficiaria? Mania de suicídio?

Qualquer repórter iniciante, mais que isso, qualquer pessoa medianamente inteligente e intelectualmente honesta se perguntaria porque uma fonte estaria lhe passando informações denunciando uma operação da qual supostamente ela seria beneficiária. Aith não é ingênuo, não é novato e não é despreparado. Mesmo assim, não perguntou.

Não há hipótese de Aith/Folha não saberem que as informações vindas de Nelson dos Santos se destinavam a melar o PNBL. E, sendo assim, seria impossível que o PNBL beneficiasse Nelson e a Eletronet. Então por que insistiram nesse falso escândalo? Aliás, pela própria declaração de Nelson – só agora revelada por Aith – se constata que o repórter já sabia das pendências entre governo e Eletronet antes de saírem as denúncias. Estava informado sobre o imbróglio jurídico e sobre a maneira como a lógica do PNBL contrariava os interesses de Nelson. E reportou justamente o contrário, fazendo o jogo da fonte.

A lógica final é simples.

1. Nelson só receberia R$ 70 milhões se não saísse o PNBL e ele pudesse negociar a Eletronet com as teles. Nesse caso, a candidata pagaria os credores (no lugar do governo pagar), a empresa sairia da falência e ele receberia R$ 70 milhões pela venda.

2. A única arma que ele tinha eram os recibos de pagamentos ao José Dirceu. A maneira que encontrou para torpedear o PNBL foi pegar os recibos do que pagou a José Dirceu, chamar o notório Aith e combinar uma matéria que diria que o pagamento foi para viabilizar o PNBL e beneficiar a ele, Nelson. Com essa jogada primária, pretendia inviablizar o PNBL e depois sair com a história de que o setor privado resolveu o problema, pagando as dívidas da Eletronet em lugar de gastar dinheiro público. E, aí, embolsaria algo entre R$ 70 milhões e R$ 200 milhões, pagos pela compradora.

A última matéria de Aith, em que a trama é deslindada, porque obrigado a abrir a fonte, é um fecho clássico para uma das grandes manobras de lobby contemporâneo.

Segundo a última matéria de Aith, o lançamento do PNBL inviabiliza a Eletronet. Mas poderá beneficiá-la, «caso o governo mude de ideia». Ora, quem pretendia fazer o governo “mudar de ideia”? O escândalo bancado pela Folha.

Agora, o governo sinaliza que não precisará mais da Eletronet, já que as fibras foram transferidas. Mas, segundo os advogados envolvidos no processo, no estatuto da Eletronet está definido que ela será a única gestora da rede por mais 11 anos. Caso o governo mude de ideia, os sócios privados terão de ser indenizados, incluindo Nelson dos Santos.

Mudar de ideia, significa manter a Eletronet como espinha dorsal – algo que o Nelson quer e o governo não quer:

Outro cenário é o de que a controvérsia pela posse das fibras seja resolvida e o governo mantenha a Eletronet como “espinha dorsal” do PNBL.

Nesse caso, a Eletronet, saneada, aumentaria sua receita e faria crescer a participação de Santos. Hoje ela não tem valor, mas, diz Santos, pode passar de R$ 200 milhões caso seja reativada com a Telebrás.

Ou seja, Nelson ganharia de R$ 70 milhões a R$ 200 milhões se o lobby da Folha fosse bem sucedido, as informações distorcidas melassem o PNBL e a Eletronet pudesse ou ser negociada com o setor privada ou ser aproveitada para o plano – a empresa inteira (como pretende o Nelson) e não apenas a rede de fibras óticas (como planeja o PNBL).

Há um agravante. Antes de sair essa matéria, o jornal soltou outro factóide contra a Telebras, acusando um twitteiro de ter vazado a informação – que já era de amplo conhecimento geral – de que o governo iria ressuscitar a Telebrás. É evidente que foi um preparativo para o lobby final de melar o modelo Telebrás, abrindo espaço para a manutenção da Eletronet.

E por que, afinal, Aith/Folha teriam bombardeado a Oi, se ela poderia ser uma futura compradora? Porque, segundo a matéria do Estadão, a venda para a Oi renderia R$ 70 milhões a Nelson. Mas havia outro comprador disposto a pagar os R$ 200 milhões. Aliás, finalmente se descobre de onde sairiam os R$ 200 milhões para o Nelson. Sairiam se o lobby tivesse dado certo e a Eletronet fosse reativada com a Telebras – o que só ocorreria se o PNBL fosse para o espaço.

Hoje ela não tem valor, mas, diz Santos, pode passar de R$ 200 milhões caso seja reativada com a Telebrás.

Em jogo, portanto, de R$ 70 a R$ 200 milhões.

Aliás, não há mais o menor motivo para que Dirceu não revele os termos do contrato firmado com Nelson. Alegou sigilo contratual. Agora, está provado que quem vazou as notas de pagamento a Dirceu foi o próprio Nelson. Então, o acordo de confidencialidade foi quebrado unilateralmente.

É um bom momento para Dirceu colocar a história das suas assessorias em prato limpo."


Em outro post em seu Blog, às 10h54 desta quinta-feira, Nassif revela o interesse da Folha/UOL no negócio:


"25/02/2010 - 10:54
O jogo em torno da Eletronet

Até agora, foram anunciadas apenas teles como candidatas a compradores da parte de Nelson dos Santos na Eletronet.

Mas há um personagem que tem interesse estratégico nítido na história: os grupos de mídia.

Conforme já se mostrou aqui, a falta de controle sobre a banda larga criou uma desvantagem estratégica fundamental para esses grupos, na disputa com as teles – que começam a competir no campo da mídia.

Ontem mesmo mostrei a vulnerabilidade da UOL, por não ter sua própria rede de banda larga.

Há uma possibilidade nada desprezível da compra da Eletronet estar na mira da UOL e da Globo – que, durante a crise, precisou vender a Net.

O IPO (lançamento de ações) da UOL permitiu-lhe acumular um bom caixa que não foi utilizado em nenhum novo empreendimento. Na época não foram anunciadas as intenções da empresa com esse caixa."

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Reação católica

A Igreja Católica reage à ação dos evangélicos não-históricos, aqueles conhecidos popularmente como "seita cheque". Vídeo bem feito, bem argumentado, mensagem clara, concisa, direta. Trabalho de profissional. O vídeo foi enviado pelo professor Aroldo Murá, doutor nas coisas da fé católica e um estudioso do fenômeno das seitas pentecostais.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Primeira aparição de ET

O humorista Claudio Chirinian, da dupla ET e Rodolfo, morreu no último dia 2 de fevereiro, de uma broncopneumonia. Estava afastado da TV desde 2004, o que deve ter contribuído para a sua morte precoce (apenas 46 anos). O vídeo abaixo é da primeira aparição do humorista, descoberto por Rodolfo ao passar defronte a um bar, em Osasco, onde ET gastava a maior parte do tempo de sua então monótona vidinha. Virou celebridade da noite para o dia, ganhou dinheiro, gastou com a mulherada, virou febre da propaganda em São Paulo, trabalhou com Ratinho, Gugu e Raul Gil e voltou para o anonimato, daí para a depressão e a morte. Uma carreira breve na TV: de 1997 a 2004. A máquina o engoliu, digeriu e cuspiu fora. Se continuasse anônimo bebendo cerveja no bar vizinho à sua casa em Osasco talvez ainda estivesse vivo. Mas duvido que ele preferisse essa morte em vida. Gozou quase 8 anos de sucesso e conta bancária recheada, depois voltou ao que havia sido por 38 anos: ninguém.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Arte e genialidade na propaganda

Propaganda pode ser coisa inteligente, feita para gente inteligente. Ao contrário do que pensam e fazem os marketeiros da Ambev e outras fabricantes de cervejas vagabundas. Confiram essa propaganda da Olympus. Foi enviada pelo Humberto Bernardes Jr.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Só para Legionários

Nove minutos de viagem garantida: Metal contra as Nuvens!

E nossa história / não estará pelo avesso assim sem final feliz / teremos coisas bonitas pra contar / E até lá  vamos viver / temos muito ainda por fazer / não olhe pra trás / apenas começamos. / O mundo começa agora / Apenas começamos!



domingo, 17 de janeiro de 2010

Três obras-primas da Legião Urbana

Angra dos Reis



Monte Castelo





Perfeição

sábado, 16 de janeiro de 2010

A família Boris Casoy cresce e aparece!

O cônsul do Haiti está feliz com o terremoto que matou mais de 100 mil e arrasou o país: "a desgraça de lá é uma boa pra nós ..., ficamos conhecidos ..." Vejam também o que ele pensa dos negros, dos africanos, dos adeptos da Umbanda, do Espiritismo. Esse sujeito só pode pertencer à família do Boris Casoy, aquele "boca de defunto" que humilhou dois garis que desejavam feliz 2010 aos brasileiros.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A Globo vai fazer o teste do bafômetro em seus comentaristas. Hauahauahaua!

Esse é do excelente Blog Cloaca News. A comentarista da rádio CBN, Lucia Hipólito, caindo de bêbada mal consegue falar. Pra disfarçar, o apresentador culpa a ligação telefônica, com a concordância da pau-dágua: "hic, o telefone tá piscando hic ..." É mais uma para o coral da Vanuza: "zzzouviram do Ypiranga zzàs margens plácidas hic..."

Primeiro molhe a goela aqui:




Agora, complete o tanque:

O último discurso de Zilda Arns Neumann

Zilda Arns Neumann proferia o discurso postado a seguir, quando morreu atingida pelo teto da igreja que desmoronou em decorrência do terremoto no Haiti.

"AGRADEÇO o honroso convite que me foi feito. Quero manifestar minha grande alegria por estar aqui com todos vocês em Porto Príncipe, Haiti, para participar da assembleia de religiosos. Como irmã de dois franciscanos e de três irmãs da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, estou muito feliz entre todos vocês. Dou graças a Deus por este momento.

Na realidade, todos nós estamos aqui, neste encontro, porque sentimos dentro de nós um forte chamado para difundir ao mundo a boa notícia de Jesus. A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da paz nas famílias e nas nações.

A construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social. A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância” (Jo 10.10).

Espera-se que os agentes sociais continuem, além das referências éticas e morais de nossa igreja, ser como ela, mestres em orientar as famílias e comunidades, especialmente na área da saúde, educação e direitos humanos.

Hoje vou compartilhar com vocês uma verdadeira história de amor e inspiração divina, um sonho que se fez realidade. Como ocorreu com os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), “Jesus caminhava todo o tempo com eles. Ele foi reconhecido a partir do pão, símbolo da vida.” Em outra passagem, quando o barco no mar da Galileia estava prestes a afundar sob violentas ondas, ali estava Jesus com eles, para acalmar a tormenta. (Mc 4, 35-41).

Com alegria vou contar o que “eu vi e o que tenho testemunhado” há mais de 26 anos desde a fundação da Pastoral da Criança, em setembro de 1983. Aquilo que era uma semente, que começou na cidade de Florestópolis, Estado do Paraná, no Brasil, se converteu no Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presente em 42 mil comunidades pobres e nas 7.000 paróquias de todas as dioceses da Brasil.

Por força da solidariedade fraterna, uma rede de 260 mil voluntários, dos quais 141 mil são líderes que vivem em comunidades pobres, 92% são mulheres, e participam permanentemente da construção de um mundo melhor, mais justo e mais fraterno, a serviço da vida e da esperança. Cada voluntário dedica em média 24 horas ao mês a essa missão transformadora de educar as mães e famílias pobres, compartilhar o pão da fraternidade e gerar conhecimentos para a transformação social.

O objetivo da Pastoral da Criança é reduzir as causas da desnutrição e a mortalidade infantil, promover o desenvolvimento integral das crianças, desde sua concepção até seis anos de idade. A primeira infância é uma etapa decisiva para a saúde, a educação, a consolidação dos valores culturais, o cultivo da fé e da cidadania com profundas repercussões por toda a vida.

Sou a 12ª de 13 irmãos. Um deles é d. Paulo Evaristo, o cardeal Arns, arcebispo emérito de São Paulo, conhecido por sua luta em favor dos direitos humanos, principalmente durante os 20 anos da ditadura militar do Brasil.

Em maio de 1982, ao voltar de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, d. Paulo me chamou pelo telefone à noite. Naquela reunião, James Grant, então diretor executivo da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), falou com insistência sobre o soro oral. Considerado o maior avanço da medicina no século passado, esse soro era capaz de salvar da morte milhões de crianças que poderiam morrer por desidratação devido a diarreia James Grant conseguiu convencer d. Paulo a motivar a Igreja Católica a ensinar as mães a preparar e administrar o soro oral.

Viúva fazia cinco anos, eu estava, naquela noite histórica, reunida com os cinco filhos, entre nove e 19 anos, quando recebi a chamada telefônica do meu irmão d. Paulo.

Ele me contou o que havia passado e me pediu para refletir. Como tornar realidade a proposta da igreja de ajudar a reduzir a morte das crianças? Eu me senti feliz diante desse novo desafio. Era o que mais desejava: educar as mães e famílias para que soubessem cuidar melhor de seus filhos!

Tive a seguridade de seguir a metodologia de Jesus: organizar as pessoas em pequenas comunidades; identificar líderes, famílias com grávidas e crianças menores de seis anos. Os líderes que se dispusessem a trabalhar voluntariamente nessa missão de salvar vidas, seriam capacitados, no espírito da fé e da vida, e preparados técnica e cientificamente, em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania.

Seriam acompanhados em seu trabalho para que não desanimassem. Teriam a missão de compartilhar com as famílias a solidariedade fraterna, o amor, os conhecimentos sobre os cuidados com as grávidas e as crianças, para que estes sejam saudáveis e felizes.

Assim como Jesus ordenou que considerassem se todos estavam saciados, tínhamos que implantar um sistema de informações, com alguns indicadores de fácil compressão, inclusive para líderes analfabetos ou de baixa escolaridade. E vi muitos gestos de sabedoria e amor apreendidos com o povo.

Senti que ali estava a metodologia comunitária, pois podia se desenvolver em grande escala pelas dioceses, paróquias e comunidades. Não somente para salvar vidas de crianças mas também para construir um mundo mais justo e fraterno. Seria a missão do “Bom Pastor”, que estão atentos a todas as ovelhas, mas dando prioridade àquelas que mais necessitam.

Naquela maravilhosa noite, desenhei no papel uma comunidade pobre, onde identifique famílias com grávidas e filhos menores de seis anos e lideres comunitários, tanto católicos como de outras confissões e culturas, para levar adiante ações de maneira ecumênica. Isto é o que precisa ser feito aqui no Haiti: fazer um mapa das comunidades pobres, identificar as crianças menores de seis anos e suas famílias e lideres comunitários que desejam trabalhar voluntariamente.

Desde a primeira experiência, a Pastoral da Criança cultivou a metodologia de Jesus, que é aplicada em grande escala. A educação e a comunicação individual se fazem através da Visita Domiciliar Mensal nas famílias com grávidas e filhos. Os líderes acompanham as famílias vizinhas nas comunidades mais pobres, nas áreas urbanas e rurais, nas aldeias indígenas e nos quilombos, e nas áreas ribeirinhas do Amazonas.

Atravessam rios e mares, sobem e descem montes de encostas íngremes, caminham léguas, para ouvir os clamores das mães e famílias, para educar e fortalecer a paz, a fé e os conhecimentos. Trocam ideias sobre saúde e educação das crianças e das grávidas; ensinam e aprendem. Com muita confiança, fortalecem o tecido social das comunidade, o que leva à inclusão social.

Motivados pela Campanha Mundial patrocinadas pela ONU, em 1999, com o tema “Uma vida sem violência é um direito nosso”, a Pastoral da Criança incorporou uma ação permanente de prevenção da violência com o lema “A paz começa em casa”. Utilizou como uma das estratégias de comunicação a distribuição de 6 milhões de folhetos com “dez mandamentos para alcançar a paz na família”.

A desnutrição foi controlada. De mais de 50% de desnutridos no começo, hoje está em 3,1%. A mortalidade infantil foi drasticamente reduzida e hoje está em 13 mortos por mil nascidos vivos nas comunidades com Pastoral da Criança. O índice nacional é 23,3, mas se sabe que as mortes em comunidades pobres, onde estão a Pastoral da Criança, é maior que é na média geral. Em 1982, a mortalidade infantil no Brasil foi 82,8 mil nascidos vivos. Esses resultados têm servido de base para conquistar entidades, como o Ministério da Saúde, Unicef, Banco HSBC, e outras empresas.

Elas nos apoiam nas capacitações e em todas as atividades básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. O custo criança/mês é de menos de US$ 1.

Outro material impresso de grande impacto social é o folheto com os dez mandamentos para a paz na Família, 12 milhões de folhetos foram distribuídos nos últimos anos. Além desses materiais impressos, se envia para as comunidades da Pastoral da Criança material para o trabalho de pesagem das crianças, objetos como balanças e também colheres de medir para a reidratarão oral e sacos de brinquedos para as crianças brincarem no dia da celebração da vida.

Outra área em que a Pastoral da Criança produz materiais é de som e a produção de filmes educativos. O show ao vivo da Rádio da Vida, produzido e gravado no estúdio da Pastoral da Criança, chega a milhões de ouvintes em todo o Brasil. Com os temas de saúde, de educação na primeira infância e a transformação social, o programa de rádio “Viva a Vida” se transmite semanalmente 3.740 vezes. A Pastoral da Criança também produz filmes educativos para melhorar e dar conhecimento de seu trabalho nas bases.

Em dezembro de 2009, completei 50 anos como médica e, antes de 2002, confesso que nunca tinha ouvido falar em qualquer programa da Unicef ou da Organização Mundial de Saúde, ou de outra agência da ONU, que estimulasse a espiritualidade como um componente do desenvolvimento pessoal. Como um dos membros da delegação do Brasil na Assembleia das Nações Unidas em 2002, que reuniu 186 países, em favor da infância, tive a satisfação de ouvir a definição final sobre o desenvolvimento da criança, que inclui o seu “desenvolvimento físico, social, mental, espiritual e cognitivo”.

Estou convencida de que a solução da maioria dos problemas sociais está relacionada com a redução urgente das desigualdades sociais, com a eliminação da corrupção, a promoção da justiça social, o acesso à saúde e à educação de qualidade, ajuda mútua financeira e técnica entre as nações, para a preservação e restauração do meio ambiente. Para não sucumbir, exige-se uma solidariedade entre as nações. É a solidariedade e a fraternidade aquilo de que o mundo precisa mais para sobreviver e encontrar o caminho da paz.

Os resultados do trabalho voluntário, com a mística do amor a Deus e ao próximo, em linha com nossa mãe Terra, que a todos deve alimentar, nossos irmãos, os frutos e as flores, nossos rios, lagos, mares, florestas e animais.

Como pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho nas árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los."

sábado, 9 de janeiro de 2010

"Religião" Urbana e Andrea Doria

Legião Urbana, desfeita em 1996 com a morte do vocalista e líder da banda, Renato Russo, tem pouquíssimos vídeos disponíveis. A razão principal é porque a banda odiava fazer shws, especialmente depois da experiência desastrosa da apresentação no Estádio Mané Garrincha, em 1988, em Brasília, que acabou num quebra-quebra federal. E dos poucos vídeos que existem, a qualidade é deplorável. Este é dos melhores, assim como a música Andrea Doria. Renato Russo tem uma interpretação soturna, quase ausente, só compensada pelo vozeirão. O arranjo, na minha opinião de legionário, é sensacional. Especialmente os quase dois minutos de solo no final. É pra ser ouvida com o volume no máximo. Salve o melhor dia da semana! Andrea Doria!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dantas Card: a forma mais rápida
de sacar dois Habeas Corpus



Imagem copiada do Blog Conversa Afiada (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/)

domingo, 3 de janeiro de 2010

Boris Casoy é uma vergonha!

Boris Casoy foi serviçal de Jânio Quadros, dedo-duro da polícia política durante a ditadura militar e agora encerra a carreira debochando de garis que desejavam Feliz Ano Novo aos brasileiros. Convenhamos: uma vida coerente até o fim.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Memórias da vida em uma república (I)



Francisco Duarte

Em 1977 eu era apenas um rapaz latinoamericano, sem dinheiro no banco e sem parentes importantes. Só não vinha do interior, já vivia em Curitiba e dividia uma espécie de república com meus irmãos Fernando Wagner, João Luiz (o Joca) e Maria Lucia, mais o lendário amigo Aldo Theis.

O Wagner era nosso contato com o mundo "in", aquele que vê a vida emoldurada numa página de Caras. E o Aldo era uma espécie de guru da turma, cheio de histórias e sacanagens pra contar. Ambientado no Posto 6 de Copacabana, poeta premiado em Buenos Aires, teatrólogo, ele encantava as curitibanas bem-nascidas que vinham na cola do Wagner.

Uma dessas personagens vip, que não recordo o nome, se deslumbrava facilmente com qualquer modismo. O Aldo aproveitou. Um dia, no meio de um conversa banal, ele solta essa:

- A última moda na Europa é praticar o fellatio. Mas - advertiu - só com autorização médica!

Aquilo ficou na cabeça da moça, que na primeira oportunidade inquiriu seu médico de família:

- Doutor, será que estou apta a praticar o  fellatio?

Dias depois ela reaparece em nossa república disposta a comer o fígado do Aldo:

- Seu filho da mãe, por sua causa fiz papel de idiota com o médico que me conhece desde criança!

O episódio nos rendeu uns 2 anos de gargalhadas. E ainda rende uns bons momentos, quando um de nós reconta o caso. Por conta do Wagner a história ganhou um outro final, bem mais interessante que a descompostura que o Aldo levou. E como a versão é quase sempre melhor do que o fato, lá vai ela pro mundo:

Refeito da surpresa, o tal doutor não se fez de rogado:

- Claro que pode praticar o fellatio; (e abrindo o avental) aliás, pode começar agora mesmo!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A "Boris Casoy" portuguesa pegou o dela!

Apresentadores de telejornais que manipulam fatos e opiniões. Que ouvem sempre as mesmas fontes para repetir as rematadas asneiras de encomenda. Que ignoram solenemente o código de ética profissional e fazem da profissão um puxassaquismo explícito de notórios políticos, empresários e celebridades, sempre tratados com mesuras e reverência.

Não, não estamos falando do casal Bonner, Mirian Leitão,  Alexandre Garcia, William Waack, Boris Casoy, Jô Soares, Lucia Hipólito, Augusto Nunes, Arnaldo Jabor e outros menos notórios. Tudo se aplica a eles também, mas a espinafrada quem levou foi a songo-monga apresentadora do Jornal Nacional de Portugal, uma espécie de Bóris Casoy lusitana. Maior barraco! Muito bom de ver/ouvir.



terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Missa de 30º Dia por Fernando Wagner


Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará (Evangelho de São João)


Nesta terça-feira, 29, nosso amigo padre João Rocha celebrou missa pelo 30º dia de falecimento de nosso irmão Fernando Wagner. O tema da Homilia foi "As três casas". Resumindo a fala do pe. João, a primeira morada durou o período de gestação. Para conhecer o sorriso de dona Ecéa, Fernando, a contragosto, precisou deixar o conforto do ventre materno. A segunda casa foi o mundo, onde Fernando viveu 57 anos e cativou amigos definitivos. Em 3 de dezembro último, resistindo até seus últimos esforços, Fernando viu-se na contingência de deixar a segunda casa. Era sua hora; o Pai Eterno desejava mostrar-lhe seu rosto. Novamente a contragosto  Fernando partiu para a terceira e definitiva casa, a morada de Deus. A mensagem do amigo João Rocha nos coloca diante dos mistérios insondáveis da existência e oferece o conforto de aceitar que nosso irmão apenas encetou uma nova jornada, a mesma que nos aguarda a todos.

Assuma o controle da sua TV

Ao contrário do que os marqueteiros da Ambev crêem, propaganda de cerveja pode e deve ser inteligente. Eis a prova!



segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Duartinha engraçadinha


Véspera de Natal, envio e-mail a Mayara, minha alemãzinha, pedindo que escolha um presente no site Amazon.com. A garota me responde em verso:

Se você quer me mandar um presente
Tenha em mente:
É só um sapatinho e a mulher fica contente!

Nostalgia: propagandas do tempo dos nossos pais!


Veja mais fotos como esta em Portal Luis Nassif

domingo, 20 de dezembro de 2009

Deus existe!

Pra moçada que não conhece Elza Soares! Benza Deus! A mulata canta uma obra-prima do samba do morro, chamada Malandro. A composição é do tempo em que malandro era um tipo carioca bastante querido, um boa vida ingênuo. Tão ingênuo a ponto de Jorge Ben cantar "se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem" (Caramba, Galileu).




Elza Fada

sábado, 19 de dezembro de 2009

É de dentro do peito que a nave sai

Pitty super sexy cantando com Zé Ramalho, letra de Chico César. O ex-RPM Paulo Ricardo na guitarra, com Robertinho do Recife. E o Legionário Marcelo Bonfá na bateria. Ótimo sábado pra todo mundo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

CloacaNews exige que a Folha se dê o respeito


O excelente Blog CloacaNews notificou a Folha de São Paulo, exigindo que se abstenha de usar o título de jornal, uma vez que se trata de um panfleto de 5ª categoria, assim como deixe de usar o slogan "a serviço do Brasil", já que a Folha está, na verdade, a serviço dos panetoneiros Demos/Tucanos. Segue a notificação encaminhada à Folha:


Ao Otávio Frias Filho
Diretor de Redação da Folha de S.Paulo
Alameda Barão de Limeira, 425 - Campos Elíseos
São Paulo, SP



Na qualidade de procuradores do blog Cloaca News (http://cloacanews.blogspot.com) servimo-nos da presente para - sem prejuízo de quaisquer outras providências que possam ser levadas a efeito - notificá-lo a respeito do que segue:

- sua gazeta, em passado recentíssimo, publicou uma falsa "ficha do Dops" da Ministra Dilma Rousseff;
- publicou artigo de um psicopata acusando o Presidente Lula de assassinato;
- classificou de "ditabranda" o sanguinário e abjeto regime de exceção vivido no país entre 1964 e 1985;
- sua gazeta tem ocultado da população absolutamente todas as falcatruas dos governos demotucanos, notadamente o de José Serra, em São Paulo;
- sua execrável gazeta publicou, sem qualquer tipo de averiguação, um indecente e ignominioso artigo acusando o atual Presidente da República de ter praticado estupro.

Os casos supracitados são apenas alguns exemplos das imundícies estampadas diariamente pela sua Folha, à guisa de "jornalismo".

À face do exposto, estamos notificando-o para que se abstenha de chamar de "Jornalismo" essa porcalhada impressa com a logomarca Folha de S.Paulo. Outrossim, que se abstenha de utilizar o lema "Um jornal a serviço do Brasil" em seu frontispício, visto que, além de conspurcar o conceito de "jornal", sua gazeta tem demonstrado, amiúde, que está "a serviço" de grupos e interesses espúrios e inconfessáveis.

Alterum non laedere.

Sem mais,

Cloaca & Cloaca Associados

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cancele o UOL e ganhe um panetone autografado pelo Arruda

"Classe Média" é uma homenagem de um cantor popular aos fiéis que freqüentam os cultos da revista Veja, dos jornais Folha de São Paulo e O Globo e do Jornal Nacional, entre outros, de outras seitas midiáticas.

Aleluia, irmãos! Vai passar a sacolinha!
Quem tem 100 reais pra dar à Bispa Miriam Leitão?
Quem vai dar cinqüentinha pro obreiro Boris Casoy?
Vintão pra Corrente Empresarial do Ali Kamel?
Quem vai doar 10 paus para os Bispos Willian Bonner e Fátima Bernardes?
1 realzinho pro obreiro Augusto Nunes, quem é que vai colocar na cestinha?

Participe da Fogueira Santa da Folha e cancele a assinatura do UOL para ganhar um panetone autografado pelo governador Arruda!

Vai começar o culto à personalidade do Zé Serra. Ergam as mãos ao alto e entõem com o Max Gonzaga, vencedor do Festival da TV Cultura de 2005 (é velhinha, mas verdadeira):

"Sou classe média, papagaio de todo telejornal ...
Eu acredito na imparcialidade da revista semanal ..."
   

sábado, 12 de dezembro de 2009

Marcelle, que amava Fernando Wagner

Homenagem de Marcelle Duarte ao seu pai e nosso irmão, Fernando Wagner. O texto que inspirou Marcelle é uma das mais belas passagens bíblicas, uma das Cartas de São Paulo aos Coríntios, na qual o apóstolo fala da supremacia do amor sobre as demais virtudes. Poesia em essência, que Renato Russo musicou, mesclando com o soneto de Camões (Amor é fogo que arde sem doer). Para quem não é legionário, esclareço: falo de Monte Castelo, do CD Quatro Estações.

Marcelle complementa: A música que faz fundo à leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios é "Tocando em frente", do mato-grossense Almir Sater, interpretada por Oswaldo Montenegro. Após ela, uma canção que o Wagner pedia a Michelle para tocar no mp3, sempre que a Mi ia ao hospital cuidar dele. Chama-se "Blowing in the wind", composta e interpretada pelo Bob Dylan.

Para nós, a resposta segue soprando no vento. Wagner já a conhece.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mulheres do Brasil, uni-vos!

Francisco Duarte

Depois do Lula, a Dilma. Uma mulher pela primeira vez no comando da Nação brasileira. E o melhor: bonita, inteligente e corajosa. Mineira com jeitão de gaúcha, que é pra dosar a afetividade generosa com a faca na bota.

Vocês vão ouvir dizer que era terrorista, que comandou assaltos a bancos e ao cofre do governador Ademar de Barros, o inspirador da frase "rouba mas faz". Que não é simpática, que mente. Vão insinuar até que é sapatão. E muitas outras besteiras inventadas por gente que não gosta de mulher.

Ou gente que até gosta, mas só reserva às mulheres papéis subalternos de primeira-dama, patronesse de obras sociais e chás beneficentes, no máximo a direção de alguma ONG benemérita (em geral, para o bolso da dondoca). Protagonismo da História mesmo, só para os homens.

A ridícula "função" de primeira-dama foi remetida ao lixo da História pela Dona Marisa, que se recusou a cumprir esse papel submisso, caro e inútil. A Dilma vai sepultar de vez essa inutilidade, própria de sociedades provincianas.

A Dilma representa o mulherio rompendo com tudo isso, e muito mais.

Parodiando os velhos Marx & Engels, ouso conclamar: "Mulheres de todo o Brasil, uni-vos! Nada tendes a perder, a não ser vossos grilhões!

Para quem não assistiu - e em especial para Pollyanna, Gretel, Mayara (2), Angélica, Nicole, Emelly, Camila, Ianka, Caroline, Adriele, Renatinha, Maria Clara, Maísa, Carol, Hynara, Gabrielle, Isabelle (2) e Tarsila, grandes mulheres da década que está para se iniciar -  posto o programa de TV do PT veiculado esta semana, apresentado pelo Lula mas protagonizado por essa grande mulher, Dilma Roussef. Invistam 10 minutos nesse vídeo, vale a pena.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Folha, um jornal na UTI

Francisco Duarte

A burrice é veneno fatal, mas que mata aos poucos. Jornais podem padecer de muitos males, exceto da burrice crônica. O Estado de São Paulo quase foi para o buraco nos anos 80, vitimado pela concorrência da Folha, que surgia como o grande e moderno jornal brasileiro. A burrice do Estado de São Paulo não estava no conteúdo do jornal - de qualidade excepcional, sempre. Estava, sim, na mentalidade de alguns velhos comandantes do veículo, conservadores a ponto da obtusidade. Negavam-se a perceber que o produto que faziam havia sido apropriado pelo grande público, que conferira ao jornal o apelido "Estadão". Essa marca - Estadão -, de um valor imaterial inestimável, era rejeitada pelos velhos Mesquita, como naúfrago que recusasse a salvação em uma tosca canoa. Publicitários abriram os olhos da nova geração que assumia o comando da empresa nos anos 80, fazendo aqueles jovens empresários verem o tesouro que tinham em mãos. O apelido "Estadão", até então "proibido" pronunciar na redação, passou a ser exibido não só na propaganda dO Estado de São Paulo, mas se tornou freqüente no texto dos repórteres, exprimindo a intimidade do jornal com as fontes das notícias. Em conteúdo e qualidade, o Estadão sempre foi superior à Folha, mas estava fadado a morrer por ignorar que seu público, mesmo conservador, sofria as influências de um mundo que se abria e se modernizava. Hoje quem definha a olhos vistos é a Folha de São Paulo, vitimada pela mesma obtusidade que levou o Estadão para a UTI, de onde quase não saiu. Há muito a Folha de São Paulo deixou de ser um jornal independente e de ter o "rabo preso com o leitor", como propagandeava. Há muito a Folha se acumpliciou com o pior da política paulista. Houve tempos de arreglos com Orestes Quércia e com Paulo Maluf. Houve tempos menos sórdidos, de arreglos com Franco Montoro, com Mario Covas. Hoje a Folha não passa de um "diário oficial" de José Serra, encobrindo toda a qualquer denúncia de corrupção e incompetência dos governos tucano e demo. O caos em que o estado e a cidade de São Paulo se transformaram em quase duas décadas de administrações do PSDB e do DEMO é atribuído pela Folha às intempéries, aos acidentes da natureza, a São Pedro, aos nordestinos que migraram para erguer a metrópole... As denúncias de superfaturamento das obras do metrô e do Rodoanel, o uso da Sabesp para fazer autopromoção do governador em todos os recantos do Brasil, as evidências de corrupção na relação dos tucanos com a multinacional Alston, viadutos que caem sobre a cabeça dos motoristas, os engarrafamentos diários que chegam a dezenas de quilômetros, a cidade que sucumbe sob as chuvas de verão, entre outras tragédias diárias, são tratadas pela Folha com leniência e uma passividade que contrastam com o tratamento que o mesmo jornal dava à ex-prefeita Marta Suplicy. Em troca dessa cordialidade, a Folha é salva pela aquisição de milhares de assinaturas feitas pelo Governo José Serra para distribuir aos professores da rede pública (o mesmo que o governador Serra faz com a editora Abril e suas revistas Veja e Nova Escola). A Folha, que nos anos 80 vendia mais de 1 milhão de exemplares aos domingos e podia ser encontrada às 7 horas da manhã nas bancas de cidades como Cascavel, no Paraná, ou Fortaleza, no Ceará, hoje vende apenas 22,5 mil exemplares diários e já não tem mais circulação em todo o território nacional. A Folha de São Paulo, que um dia exibiu editorial na primeira página dando um "Basta!" ao então presidente Fernando Collor, tornou-se um jornal que agoniza em praça pública, vitimado pelas mentiras que publica para atender o projeto político de José Serra. Perdeu o respeito pelos leitores, perdeu o respeito por seu público de centro-esquerda, perdeu o respeito por sua história recente, cunhada a partir do finalzinho dos anos 70, sob o comando e inspiração de Claudio Abramo. E reassumiu a vocação de "sabujo" da ditadura, que exerceu em plenitude nos anos mais negros do regime militar (a quem interessar, recomendo o livro "Novos Cães de Guarda"), quando emprestava suas caminhonetes para transportar militantes políticos e estudantis para os porões do Doi/Codi, de onde muitos saíram para o cemitério. A Folha está morrendo. E não haverá quem chore em seu buraco.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Huguinho subiu

Nosso amado irmão Fernando Wagner - o Huguinho da crônica Tio Patinhas e os sobrinhos do Donald - nos deixou nesta quinta-feira, dia 3/12, aos 57 anos. Acreditamos que a esta hora ele está na companhia dos amados pai, tio Werty, tio Brevício, Tia Nícia, Tia Lili, vô Borges, vó Ottília, Antonio de Pádua, Jaqueline, Edu Reinoldo, Chiquito, Mariinha, Washington, Zezé, Drula, Alvino, Aldo, Cássia, Janina, Manoel (2), Nandy, Eurides, Humberto, Ivone e tantos outros que compartilharam conosco um pouco da alegria de suas vidas.


Em homenagem ao Wagner,
um mosaico de fotos recentes dele feliz na companhia dos amigos e familiares. É assim
que desejamos lembrar dele. Detalhe: em uma das fotos ele exibe orgulhoso fotos do Eco-Cargo, esses carrinhos de distribuição da Cola-Cola, dos Correios e de outras empresas que vocês vêem nas regiões centrais da cidade. O Eco-Cargo foi invenção do Wagner, uma das muitas que saíram da cachola criativa desse genial Professor Pardal.