quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

João Andante X João Pedante

Do IG/SP


A inglesa Diageo, gigante do setor de bebidas e fabricante do uísque Johnnie Walker, quer tirar do mercado um primo pobre inconveniente, nascido em Minas Gerais: a cachaça João Andante. Criada por quatro amigos no último ano do ensino médio, em 2003, a pinga mineira vende cerca de 200 garrafas por mês no boca a boca e pela internet. Ainda assim, a Diageo entende que a marca – tradução meio manca de Johnnie Walker –, é plágio de uma de suas principais bebidas.

A gigante inglesa solicitou ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) que anule o registro concedido em fevereiro deste ano a João Andante, sua nova “rival”. A disputa com a multinacional tem tudo para ser mais um capítulo quixotesco na história dessa pinga mineira. Idealizada por inspiração de aulas de empreendedorismo, até hoje o negócio é um hobby para os donos, que usam o produto como cartão de visita profissional e social. Como para barganhar uma hora na agenda de um publicitário ocupado de são Paulo ou pedir o abono de uma falta na faculdade.

Nos primórdios da João Andante, o grupo que hoje está na casa dos 25 anos de idade, era tão amador que chegou a pensar em buscar a primeira encomenda, de três mil embalagens, com uma Blazer. Choveu e desistiram. Contrataram um caminhão para trazer tudo. Foi sorte. Quando a carga chegou, descobriram que eram 60 fardos. “Na Blazer caberiam só dois. Tivemos que alugar um galpão para armazenar”, diz Gabriel Silva, sócio responsável pela ideia da marca.

Presidente Bernardes, onde a João Andante é fabricada
Não à toa, quando recebeu o primeiro comunicado da Diageo, em fevereiro, o empresário e seus sócios ficaram paralisados. Não sabiam nem quem era aquela companhia, que mandava retirar a marca do mercado em cinco dias, tudo escrito em juridiquez. “Mas não dava nem para ficar com raiva. O texto dizia que fabricavam Johnnie Walker, Guinnes, Smirnoff e mais um monte de coisas”, lembra Silva. “Se fossemos ficar bravos com a companhia, íamos ter que parar de beber”, conta.

Passado o susto, chegaram à conclusão de que não haviam feito nada de errado. E encontraram um escritório especializado em propriedade intelectual, que aceitou o caso. “Nos disseram que, de cerca de seis mil contestações do tipo feitas por ano, o INPI acata pouco mais de duzentas”, afirma. Os planos agora são seguir em frente

Jeca Tatu, Don Quixote e Picasso


Em sua defesa, os fabricantes da João Andante dizem que, apesar do nome e do logo, um andarilho maltrapilho, toda a conceituação da marca da cachaça teve inspiração diferente. Na definição de Silva, João Andante é uma mistura de Jeca Tatu, Don Quixote e Picasso. Tudo misturado em bate-papos informais e reuniões do grupo com uma empresa júnior da Universidade Federal de Minas Gerais, em meados da década passada.

Foto: Getty Images  
Fabricantes da João Andante não sabiam que a Diageo era a fabricante do Johnny Walker quando receberam notificação judicial
Na comparação dos logos,dizem os empresários, enquanto Jonnie Walker veste fraque, cartola e carrega uma bengala, João Andante usa chapéu, bota sete léguas e leva sobre o ombro um galho com uma trouxa de roupas amarrada na ponta. Na postura, Johnnie é altivo. João anda curvado, de capim na boca.
Para eles, os dois personagens tampouco freqüentam os mesmos ambientes. Johnnie Walker é encontrado em supermercados, lojas de bebidas e free shops ao redor do mundo, João Andante só se compra pela internet ou pessoalmente. Para terminar, ao invés do lustre de milhões em investimentos em marketing, os mineiros investem é na divulgação da pinga em mídias sociais, como Twitter, Facebook, e no site na internet. No máximo uma feira de cachaças.

A Diageo, porém, entende a coisa de outra forma. A petição de nulidade do registro da marca faz referência a sites nos quais o personagem João Andante é descrito como “um primo do interior de Johnnie Walker, que imigrou para o Brasil durante a I Guerra” e, ao invés de uísque, resolveu fabricar cachaça. E que a pinga mineira espera roubar clientes do uísque, ficando a sua sombra.

O veredicto, quem vai dar, é o INPI. Até agora, porém, ao invés de conseguir o que queria, o que a Diageo fez foi jogar lenha na fogueira ao promover a João Andante indiretamente, em um momento em que a empresa se prepara para dar um salto na produção.
Na segunda-feira, por exemplo, o pedido de nulidade do registro da marca foi tema de uma longa matéria no jornal Estado de Minas. No ano que vêm, ao invés de 200 garrafas para vender por mês, os fabricantes da cachaça já reservaram com produtores do interior de Minas quatro mil delas. E visibilidade gratuita das noticias deve contribuir para elevar a expectativa mensal de vendas inicial, de 550 garrafas por mês.


Foto: Divulgação
Cerca de 200 garrafas da cachaça Joao Andante são vendidas mensalmente

O volume eqüivale provavelmente ao consumo de Johnnie Walter em meia dúzia de animados bailes de formatura. Não faz nem cócegas na Diageo, dona de um faturamento anual equivalente a cerca de R$ 28 bilhões. Mas será suficiente para garantir a João Andante, cuja garrafa é vendida a R$ 40 reais, receita potencial de quase R$ 2 milhões a partir do próximo ano. Como base de comparação, neste, a média foi de R$ 8 mil por mês, ou R$ 96 mil ao ano.
Segundo o INPI, o pedido está em análise e não há previsão de quando sairá uma resposta definitiva. Até que isso aconteça, a marca está valendo. “A briga ainda é entre a Diageo é com o INPI”, diz Silva. “Se o INPI achar que estava errado ao nos dar o registro, aí sim vamos ver o que a gente faz”, diz o empresário, que assim como os outros sócios, tem outro emprego para viver. Uma solução, é certo, será beber o estoque.

Seleção Google - 125 anos do nascimento de Diego Rivera

Diego Rivera, de nome completo Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera (Guanajuato, 8 de dezembro de 1886 - San Ángel, 24 de novembro de 1957), de origem judaica, foi um dos maiores pintores mexicanos.
Diego Rivera estudou na Academia de Bellas Artes de San Carlos, na Cidade do México, partindo para a Europa, beneficiado por uma bolsa de estudo, onde ficou de 1907 até 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contacto com vários pintores da época, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí, que influenciaram a sua obra.

Começou a trabalhar num ateliê em Madri, Espanha. Nessa época conhece sua primeira esposa: a pintora russa Angelina Beloff. Com ela, Diego teve um filho. Logo depois, ela falece.

Juntamente com José Clemente Orozco e David Siqueiros criou o movimento muralista muralístico mexicano. Eles acreditavam que só mesmo o mural poderia redimir artisticamente um povo que esquecera a grandeza de sua civilização pré-colombiana durante séculos de opressão estrangeira e de espoliação por parte das oligarquias nacionais, culturalmente voltadas para a metrópole espanhola.

Assim como os outros muralistas, considerava a pintura de cavalete burguesa, pois na maior parte dos casos as telas ficavam confinadas em coleções particulares.

Ao longo de sua vida, criou mais de 2 mil quadros, 5 mil desenhos e cerca de 4 mil metros quadrados de pintura mural. iniciou uma fase de gigantescos murais que contavam a historia politica e social do México, mostrando a vida e o trabalho do povo mexicano, seus heróis, a terra, as lutas contra as injustiças, as inspirações e aspirações. Em 1929 casou-se com a pintora mexicana Frida Kahlo,a qual pesquisadores com base na autópsia de Frida acreditam ter sido envenenada por uma das amantes de Diego Rivera. Foi pai de 6 filhos que teve com a irmã de sua esposa, Cristina, que foi amante dele muitos anos. Engravidou Frida diversas vezes mais por conta de um acidente que ela sofreu sempre perdia os bebês.

Em 1930 Rivera foi para os Estados Unidos onde permaneceu por 4 anos e lá também pintou vários murais.

Rivera era ateu. Seu mural Sonhos de um Domingo na Alameda retratava Ignacio Ramírez segurando um cartaz que dizia: "Deus não existe". Este trabalho causou um furor, mas Rivera se recusou a retirar a inscrição. A pintura não foi mostrada por 9 anos. Depois de Rivera concordar em retirar a inscrição, ele declarou: "Para afirmar" 'Deus não existe ', eu não tenho que me esconder atrás de Don Ignacio Ramírez, eu sou ateu e eu considero as religiões como uma forma de neurose coletiva ".

No dia 8 de dezembro de 2011, o Google fez uma homenagem comemorando o 125º aniversário de Diego Rivera[1].

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Mino Carta sobre Sócrates: "mais único do que é raro"

Sócrates Brasileiro: um herói nacional de fato!

De Mino Carta, revista Carta Capital

Sócrates, grande, impagável companheiro, mais único do que é raro.

Enquanto escrevo, tomo um copo de vinho, ele gostaria de saber, faz tempo escasso, um ou dois meses antes de morrer, tomamos juntos de uma garrafa aberta pela jovem apaixonada mulher, intrépida ao lado dele até o fim.

Vinham em Sócrates, na frente, antes de mais nada, o homem e o cidadão, o ser consciente até a medula, incapaz de evitar as implicações mais profundas da vida, inclusive as imponentes responsabilidades de figura pública. Era sua essência política, no sentido mais abrangente, mais completo. Mais vívido e vivido.

A excepcionalidade do talento no trato da redonda, na visão do jogo, na técnica e na tática, como diria Mario Morais, não se discutem, assumem, porém, uma dimensão além de rara, única, insisto na ideia, porque precedidas pela visão ampla, de longo alcance, da própria existência.

O doutor era também professor, e aos leitores de CartaCapital, a começar por este que escreve, ministrou aulas por muitos anos a fio da arte praticada como coube a poucos, e antes disso, de vida.

Sócrates já me faz falta imensa, e faz a todos nós.

Confira as duas últimas colunas de Sócrates para CartaCapital:
2014 verde e Alguns sonham, outros não. 

Alguns sonham, outros não


Sócrates, em coluna da Carta Capital

“Eu tenho um sonho.” Essa frase praticamente define a ação do grande líder Martin Luther King (o rei da causa negra, eu diria), que passou a vida lutando pela igualdade de direitos entre brancos e negros nos Estados Unidos, em um tempo que privilegiava o homem branco no transporte, nas escolas, na cidadania. Foi assassinado em 1968 exatamente por lutar pelas conquistas que ele ajudou a serem alcançadas. Com destemor e liderança, enfrentou os maiores obstáculos, insurgiu-se contra a guerra e a discriminação. Marcou época em um período de grandes transformações sociais.

O mesmo ano de 1968 ficou marcado pelas manifestações dos estudantes na Sorbonne parisiense, que ergueram barricadas em sua luta por mudanças. “Nós somos judeo-alemães”, era o grito que ecoava; queriam demonstrar que todos somos iguais, sejamos negros, sejamos árabes ou brancos. Esse era o slogan daquela juventude que lutava por liberdade, autonomia e independência. Provocaram muitas mudanças, colocaram de cabeça para baixo qualquer tradição ou vício social. Antes, as mulheres eram tratadas como menores e as opções sexuais como fantoches. Daniel Cohn-Bendit simbolizou aquele movimento. Dani,comotodos os outros, também tinha um sonho.

Ellen Sirleaf, a primeira mulher a ser eleita presidente da Libéria; Leymah Gbowee, também liberiana e que liderou a chamada greve de sexo de suas compatriotas; e Tawakul Karman, ativista iemenita, figura fundamental no país onde praticamente se iniciou a Primavera Árabe, que derrubou boa parte dos antigos regimes de várias nações árabes neste ano, foram agraciadas pelo Nobel da Paz de 2011 por suas lutas pelos direitos das mulheres africanas, pela paz e pela democracia. Essas fortes mulheres também têm um sonho.

Nelson Mandela lutou a vida toda contra o apartheid, termo que explicita a segregação racial então vigente na África do Sul, onde a população negra não possuía os mesmos direitos políticos, sociais e econômicos que a minoria branca. Por isso permaneceu preso durante 26 anos. Nelson é autor de frases definitivas como: “Sonho com o dia em que todas as pessoas se levantarão e compreenderão que foram feitos para viver como irmãos” ou “não há caminho fácil para a liberdade”. Ou ainda “a queda da opressão foi sancionada pela humanidade e é a maior aspiração de cada homem livre” e “uma boa cabeça e um bom coração formam uma formidável combinação”. Mandela até hoje corre atrás dos seus sonhos e aspirações de liberdade, igualdade e fraternidade entre os homens. Um belo exemplo de compromisso com seu povo e com a humanidade.

Entre os brasileiros também encontramos idealistas natos, como Luiz Carlos Prestes, que doou sua vida e até acompanhou a morte da mulher Olga, assassinada em um campo de concentração nazista, por uma causa onde a justiça e a igualdade eram os valores proeminentes. Ou Antonio Conselheiro, líder de Canudos, cuja guerra foi tão bem relatada por Euclides da Cunha em Os Sertões. Com a gente paupérrima e sofrida pela fome, seca e falta de perspectiva econômica e social, ele criou uma comunidade de pura sobrevivência e que foi esmagada pelo Exército brasileiro. Como se perigosos fossem. O único perigo,como sempre, era o do exemplo que poderiam dar a gente com os mesmos problemas. Eles também sonharam.

Inversamente, há poucos dias, o presidente da Fifa veio a público para dizer que não há racismo no futebol e que as agressões que ocorrem dentro de campo poderiam ser resolvidas com um simples aperto de mãos. Uma visão cega e fascista da realidade. Os negros estão expostos na sociedade ocidental desde sempre e isso não desapareceu. A reação foi imediata e o fez recuar, mas um pensamento não desaparece por causa do que provoca. Tentar esconder algo tão incrivelmente absurdo é de uma ingenuidade que um ser de 70 anos não tem o direito de possuir. Pior, utilizar análises simplistascomoessa, para encobrir a realidade daquilo que comanda, é pura perversão de caráter.

Nada mais endêmico (junto com a corrupção) entre aqueles que comandam o futebol. Certamente os negros de todo o planeta se sentiram agredidos, menos um: Pelé. Que de preto parece ter somente a cor da pele. Ele não só corroborou com a tese de Blatter como acrescentou outras bobagens nascidas de seu pseudointelecto. De uma coisa sabemos de há muito: Pelé jamais sonhou com o que quer que seja.

Grande Gil e o Lamento Sertanejo (Dominguinhos na sanfona)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Manchetes inolvidáveis

Jornal Meia Hora, Rio de Janeiro, 02/11/2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Poeta Gog e Maria Rita: Brasil com P (de Puta que o Pariu!)

Seleção Google - 176 anos do nascimento de Mark Twain

O Google lembra nesta quarta-feira o escritor e jornalista americano Samuel Clemens, conhecido como Mark Twain, no dia que marca 176 anos de seu nascimento. No cabeçalho da página do buscador aparece um desenho de crianças pintando a palavra "Google" em um cercado, uma referência aos personagens infantis que povoavam os romances de Twain.
Com títulos como As Aventuras de Tom Sawyer, As Aventuras de Huckleberry Finn, e o O Príncipe e o Mendigo, o escritor (1835-1910) deixou um grande legado literário. Essas obras no currículo o fizeram ganhar o título de "pai da literatura americana", como definiu o também romancista americano William Faulkner em 1955.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

OAB usa campanha contra corrupção para dissimular

Nos anos 90, jovens argentinos abordavam motoristas parados nos sinais com a oferta de adesivos de uma campanha contra as drogas (Drogas: Tô fora). Quem recusava sob a alegação de ser usuário, recebia a seguinte recomendação: "então usa pra dissimular". A idéia era colar o adesivo no vidro do carro para enganar a Polícia, no caso de cair numa blitz.

Pois não é que a OAB está fazendo exatamente isso com as supostas campanhas contra a corrupção (?): dissimulando a condição de seus líderes como reis da mais grossa corrupção!!!!

Veja, a respeito, notícia do envolvimento dos cabeças da OAB em todo o tipo de falcatruas com o dinheiro público e atividades congêneres, divulgada no site Consultor Jurídico:

Outros membros da OAB já sofreram acusações

Por Camila Ribeiro de Mendonça
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, foi acusado por dois advogados de receber licença remunerada indevida de R$ 20 mil mensais do Estado do Pará, conforme noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo. A ação civil pública foi proposta na semana passada em meio a uma crise entre a OAB nacional e a seccional do Pará, que está sob intervenção. Ophir Cavalcante afirma que é legal a licença remunerada que recebe como procurador do Estado do Pará.
Segundo os advogados, Ophir Cavalcante, que é paraense, está em licença remunerada do Estado há 13 anos, o que não seria permitido pela legislação estadual, mas advoga para clientes privados e empresas estatais. Eles querem que Cavalcante devolva ao Estado os benefícios acumulados, que somariam cerca de R$ 1,5 milhão.
Não é a primeira vez que um membro da OAB é acusado de receber salário sem trabalhar. Em outubro de 2009, conforme noticiado pela ConJur, o presidente da OAB do Rio Grande do Sul, Claudio Lamachia, também foi alvo de acusações do então diretor jurídico do Banco do Brasil, que disse que o dirigente da seccional recebia salário da instituição bancária sem trabalhar. Já Lamachia atestou seu direito a licença remunerada. Afirmou que os ataques “injustos e inverídicos” poderiam ser justificados pela proximidade das eleições da OAB na época. O presidente da seccional gaúcha diz, ainda, que o diretor jurídico do Banco do Brasil foi afastado.
A acusação contra Lamachia aconteceu durante um imbróglio envolvendo o Banco do Brasil e funcionários da instituição. Segundo o banco, Lamachia utilizou uma ação na Justiça em defesa de interesses corporativos. O presidente da OAB-RS afirmou que estava apenas representando os interesses do quadro de empregados da empresa.
Ainda na seara de escândalos envolvendo dirigentes da OAB, reportagem do portal G1 relata que Faminiano Araújo Machado, na época presidente da OAB de Parnaíba (PI), foi acusado de liderar uma quadrilha que aplicava golpes usando o seguro DPVAT, FGTS e o INSS na cidade. O advogado foi preso pelos policias civis e federais em Fortaleza e, posteriormente, foi colocado em liberdade por decisão do Superior Tribunal de Justiça.
Após a acusação de comandar as fraudes, Faminiano renunciou ao cargo de presidente da seccional parnaibana da OAB. Ainda segundo reportagem do G1, o golpe no seguro DPVAT teria rendido R$ 13,5 mil, além de uma pensão por morte no valor de R$ 3,5 mil oriunda de fraude no INSS. O caso foi investigado desde 2009 , quando uma seguradora desconfiou da fraude e encaminhou a suspeita à delegacia de Parnaíba.
Em outro caso, noticiado pelo Correio Forense, uma representação com pedido de intervenção da OAB nacional na seccional da Paraíba foi apresentada pela ADEP – Associação Nacional de Defesa do Erário Público e da Cidadania, com sede em João Pessoa-PB. A entidade alegou que a OAB-PB vinha mantendo em seus quadros um advogado que foi condenado por crime de falsidade ideológica e cumpria pena de detenção de um ano e dois meses. O advogado citado é Eudes de Arruda Barros Filho, condenado por ter falsificado a assinatura de um juiz de Direito da Paraíba. 
Camila Ribeiro de Mendonça é repórter da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2011

Veja a corrupção do Demo/PSDB que a mídia esconde

Do Blog de Ricardo Kostcho, 19/11

Conheça os malfeitos dos tucanos em São Paulo

Demorou, mas finalmente a Justiça de São Paulo abriu a caixa preta tucana do Metrô paulistano. Um ano após a denúncia de jogo de cartas marcadas na licitação da Linha 5 - Lilás, a juíza Simone Gomes Rodrigues Cassoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública, baseada na ação movida por quatro promotores, suspendeu os contratos e mandou afastar do cargo o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, que foi presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na gestão do governador José Serra.
A Promotoria quer a anulação da concorrência e a condenação dos responsáveis, depois de calcular um prejuízo de R$ 327 milhões para os cofres estaduais. O governo do Estado alegou que as suspeitas não eram suficientes para anular a licitação e que isso vai atrasar a obraa. Anunciou que vai recorrer da decisão.
Em sua decisão, a juiza Simone Casoretti justificou o pedido de afastamento do presidente do Metrô "em face das suas omissões dolosas" e alegou que com sua permanência ele poderia "destruir provas ou mesmo continuar beneficiando as empresas fraudadoras". Entre elas, estão algumas das maiores construtoras do país: Odebrecht, Mendes Júnior, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Os contratos denunciados envolvem R$ 4 bilhões e 14 empreiteiras.
Casoretti considerou "indecente" a alegação do governo de que anular a licitação vai atrasar a inauguração da obra, prevista para 2015. "Há muito tempo o povo paulistano espera por obras de expansão do metrô". Para ela, o atraso na obra "não será tão desastroso quanto a continuidade de uma fraude, ou melhor, a chancela de um conluio entre particulares em benefício próprio". Se a ordem judicial não for cumprida, está prevista multa diária de R$ 100 mil.
A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos alega que a decisão de seguir as obras mesmo após as denúncias "foi tomada após amplo processo administrativo no qual não se verificou qualquer fato incontroverso que justificasse o rompimento dos contratos".
O trecho suspenso pela Justiça tem 11 quilômetros e fica entre as estações Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, na zona sul da cidade. Reportagem publicada pela "Folha" em outubro de 2010 revelou que os vencedores da concorrência já eram conhecidos seis meses antes.
Perto dos valores envolvidos nas fraudes denunciadas em São Paulo, os malfeitos do ministro Carlos Lupi agora parecem coisa de bufão amador. Aguardam-se as próximas manifestações dos marchadeiros e das marchadeiras dos protestos anticorrupção.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cunhada não é parente, já pregava o Brizola

Aviso à garotada: as masturbações
estão suspensas até segunda ordem
Teria o dedo do vice-presidente Michel Temer a decisão de sua cunhada, Fernanda Tedeschi Araújo, suspender a divulgação das fotos feitas para a revista PlayBoy. A moça, de 25 anos de idade, já foi comissária de bordo e cursa Direito (não é na Uniban). A quebra de contrato a obrigará a pagar uma multa ao Esgoto Abril, responsável pela publicação da revista.

A CPMF e o tratamento do câncer


João Luiz A. Duarte

Para quem não vivenciou os anos 60 é difícil de imaginar, mas muitas coisas eram diferentes das de hoje. A televisão estava iniciando suas atividades, com uma programação diária que começava às 18 horas e terminava às 22 horas. As pessoas tinham mais dignidade, os ricos não eram tão ricos e os pobres tinham seus valores. A polícia era respeitada e a sociedade vivia com tranqüilidade.

Estudante do 3º ano do Curso Primário do Colégio Estadual Dom Pedro II, eu saia envergonhado à rua, batendo de casa em casa, para arrecadar dinheiro para o combate ao câncer. Cada doação era anotada em uma folha, com o nome da pessoa e o valor oferecido. Essa era uma atividade solicitada pela escola, e que muitos alunos cooperavam com empenho e honestidade.

Hoje, passados quase 50 anos, vemos como as coisas mudaram. Descobrimos que temos de conviver com alguns tipos de câncer. Algumas pessoas se dedicam de corpo e alma para amenizar o sofrimento alheio, outras ficam ricas aproveitando a situação para lucrar absurdamente.

Grande parte da mídia que nos anos sessenta pouca influência tinha sobre a sociedade hoje faz o que bem entende com a população em geral, que parece ter preguiça de raciocinar e incorpora a opinião de jornais, TVs e revistas como sendo sua.

Não faz muito tempo a população em geral ficou muito satisfeita com o fim da CPMF. Adotou a grande mentira imposta pela mídia (que a CPMF era ruim) como sua “inteligente opinião”. A grande mídia dizia:

  • Chega de imposto, nós já pagamos demais.
  • Esse imposto foi criado para a saúde e esta sendo desviado para outros fins.
  • É um imposto em cascata, que onera toda a cadeia de consumo.
  • O trabalhador gasta oito dias por ano para pagar a CPMF.
  • As classes mais baixas é que acabam pagando esse imposto.
  • A classe dos taxistas é uma das que mais pagam CPMF.
  • O governo que pare de roubar, que aí não precisa de mais impostos.
  • Para quê imposto para saúde, se a saúde brasileira é um caos?

E outras tantas opiniões furadas que diariamente os grandes jornais, as TVs, as rádios pregavam aos incautos e aos desprovidos de raciocínio próprio. A quem interessava colocar a opinião pública contra CPMF? Acredito que isso só interessava às pessoas muito ricas e gananciosas, que ganham dinheiro com um sistema privado de saúde e por isso não desejam serviços de saúde pública com qualidade. Também os desonestos e sonegadores, que não desejam ter seus movimentos financeiros rastreados. Além desses, políticos e jornalistas que colocam suas atividades a serviço justamente dos gananciosos e dos desonestos.

Impostos são um ônus de se viver em sociedade e servem para manter o bem coletivo. E a CPMF era de todos os impostos aquele cuja existência mais se justificava, por ser o único tributo que todo mundo paga. Além disso, tem um caráter de justiça, porque aqueles que têm mais, pagam mais. E há outras vantagens: seu custo de cobrança é pequeno, é pago à vista, não tem como ser sonegado, não há isenção (até as igrejas pagam), serve para apanhar sonegadores do Imposto de Renda, comprovar dinheiros de origem desonesta etc.

Esse imposto, cuja arrecadação provinha principalmente de milionários, especuladores e grandes empresas, era em grande parte destinado à saúde e ao bem-estar dos mais necessitados. Quando o Presidente da República se propôs a assinar um documento pelo qual o Governo se comprometia a aplicar 100% da CPMF na saúde publica, veio a terra mais um argumento furado dos enganadores do povo (que o tributo era aplicado em outros setores). Ora, se o Presidente não cumprisse o prometido, jamais faria seu sucessor.

Quem já teve câncer, ou um parente com essa doença, sabe o sofrimento que o paciente e sua família passam, mesmo os de classe média. O tratamento é muito caro, impossibilitando que mesmo pessoas de classe média alta consigam arcar com todos os gastos. Acompanhei a agonia de um irmão com câncer sendo tratado no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. O corpo clínico e o pessoal da logística do hospital foram, em sua maioria, dedicados e dotados de compaixão para com os enfermos, mas a situação é muito penosa, as instalações são péssimas, as condições de conforto dos pacientes, trabalhadores e familiares são extremamente degradantes, a infraestrutura deficiente, o hospital não comporta o número de doentes que precisa atender. Quase que diariamente, os pacientes das enfermarias vêem pessoas morrendo na cama ao lado, e isso abala a auto-estima já debilitada dos doentes.

Se em 50 anos tanto se batalhou para a cura do câncer, não conseguindo esse intento, pelo menos que se dê condições dignas de conforto àqueles que por infelicidade são vítimas dessa doença.

Que a Presidente Dilma crie novamente essa contribuição sobre a movimentação financeira, com uso exclusivo para hospitais de combate ao câncer nas grandes cidades desse país.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Jorge Ben Jor, o cara que musicou até Suma Teológica

Assim Falou Santo Tomaz de Aquino

Jorge Ben Jor

A semelhança da criatura com Deus
É tão imperfeita que não chega a ser
O gênero comum, comum
Pois certos nomes que implicam relação de Deus
Com a criatura
Deles se predicam temporariamente
E não são eternos, não são eternos e não são eternos
Deve se saber que quem ensinou
Que a relação não é uma realidade da natureza e sim da razão
Estão enganados, puramente enganados
Estão errados, puramaente errados
Deus não é uma medida proporcionada ou medido
Por isso não é necessário que esteja contido
No mesmo gênero da criatura

No mesmo gênero da criatura
Da criatura
Por isso dobro os meus joelhos
Diante do pai de nosso Senhor Jesus Cristo
Do qual toda sua sábia paternidade
Tomou nome nos céus e na terra
Assim falou Santo Tomaz de Aquino
Assim falou Santo Tomaz de Aquino
Assim falou Santo Tomaz de Aquino
Assim falou Santo Tomaz de Aquino
(falado)
Senhor que tens tido feito o nosso refúgio
Senhor que tens tido feito o nosso refúgio
Senhor que tens tido feito o nosso refúgio
Senhor que tens tido feito o nosso refúgio

Maranguape (CE) em festa: 160 anos da terra de Capistrano e Francisco Borges de Abreu

Vista de Maranguape (CE)
Praça Capistrano de Abreu, onde seu Borges pegava umas gatas

Por iniciativa do deputado estadual Lula Morais (PCdoB), a Assembleia Legislativa do Ceará realiza nesta segunda-feira, 14/11, a partir das 18h, Sessão Solene em homenagem aos 160 anos do município de Maranguape. Para o deputado, é uma homenagem justa a um município histórico do nosso estado.O aniversário da cidade é festejado anualmente, no período de 17 a 22 de novembro, na Semana de Arte e Cultura. Este ano a solenidade da Assembleia Legislativa compõe uma das atividades comemorativas. Esta Semana foi instituída pela lei municipal N° 1727, de 27 de junho de 2003.

Maranguape, originalmente terra dos potiguaras, viu o branco chegar na expedição do holandês Mathias Beck, em 1649, e dominar sua verdejante terra durante cinco anos, quando foi expulso do Brasil.

Para a Coroa Portuguesa, aquele pedaço de Brasil não devia parecer interessante o suficiente para ser imediatamente ocupado, pois somente nos primeiros anos do século XVIII foram iniciadas as

concessões de sesmarias. Os primeiros beneficiados foram Pedro da Silva e Amaro Morais, que em 1707 tomaram posse do quinhão doado, até que outros vieram substituí-los. Suas origens remontam aos estágios da pré-colonização, com o nome de Maragoab, conforme cartografia antiga.

Na solenidade, receberão placas comemorativas da Assembleia o prefeito de Maranguape, George Valentim, e o presidente da Academia Columinjubense de Ciências, Letras e Artes, Walter Veloso de Borba.

Significado do Nome

O topônimo maranguape vem do tupi-guarani maragoab e significa Vale da Batalha. O nome é uma alusão ao lendário cacique da tribo de índios que dominava a região. Sua denominação original era Alto da Vila, depois Outra Banda e, desde 1760, Maranguape.

A cidade ficou famosa em todo o Universo por ter sido berço de dois grandes homens: Capistrano de Abreu, conhecido como o "maior historiador brasileiro" e aquele que forçou os bunda-moles liderados pelo Mal. Deodoro da Fonseca a Proclamarem a República, e Francisco Borges de Abreu, "o foda", que deu sequência à estirpre dos Abreu's "pegadores", cuja fama ultrapassou a Via Lactea e adentra o Universo.

(Fotes: site Vermelho.Org.Br e The Vila Biscaia Post)

A mídia e o dom de iludir (II)


Fantástico: Globo se apropria do sucesso da PM

A Rede Globo – e a mídia de maneira geral – usa uma técnica para se apropriar do feito dos outros e com isso angariar simpatias dos telespectadores e da população em geral. Foi o caso da prisão do traficante Nem da Rocinha, feita pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, comandada pelo secretário José Mariano Beltrame, que está fazendo um trabalho excepcional para a segurança do Rio. Quem assistiu a cobertura que o Jornal Nacional e o Programa Fantástico deram ao assunto foi alvo dessa tentativa de manipulação, que se dá por meio de um texto altamente emocional, de uma edição cuidadosa de falas e imagens e do culto a “heróis do povo”.

A Rede Globo, que não contribuiu jamais para o combate ao tráfico no Rio de Janeiro; que jamais moveu uma palha para levar educação e programação de alto nível para as populações pobres do Rio; que sempre se associou à parte podre da política, à parte podre das Polícias Militar e Civil, à parte podre do Judiciário tentou pegar carona no sucesso da parte profissional e competente da PM carioca – aquela que recusou propina de R$ 1 milhão para não revistar o carro que dava fuga ao traficante mais procurado do País.



Recentemente, a Globo também tentou pegar carona no caso da juíza Patrícia Acioli, assassinada por policiais militares bandidos, em Niterói. A juíza perdeu a vida porque teve coragem de enfrentar criminosos fardados, pagos pela população para defendê-la. Já a Globo (e a grande mídia de maneira geral) sobrevive exatamente desses esquemas que reúnem bandidos profissionais e bandidos escondidos por trás de funções públicas. Haja vista as milícias cariocas, instaladas nas favelas sob a proteção de políticos amigos da Rede Globo e de outros meios de comunicação tradicionais.

A mídia adere rapidamente ao lado vencedor
A mesma Globo que agora festeja a prisão do maior traficante da Rocinha, como se a TV tivesse colocado seu pescoço no risco para realizar essa prisão, é a mesma emissora que fez editoriais contra a prisão do banqueiro Daniel Dantas pela Polícia Federal, após Dantas ter tentado subornar delegado federal com R$ 1 milhão para retirar seu nome de inquérito sobre crimes de lavagem de dinheiro, entre outros. Foi a Globo, aliada ao então presidente do STF, Gilmar Mendes, ao ministro Marco Aurélio de Mello e ao fraco ministro da Justiça Tarso Genro, que conseguiu proibir o uso de algemas em acusados de crimes de colarinho branco. Foram a Globo, a Folha, o Estadão, a Veja, aliadas a políticos como Antonio Carlos Magalhães, Álvaro Dias e José Serra, que se levantaram contra a Polícia Federal por haver descoberto um mega esquema de sonegação de impostos e fraudes na milionária loja de luxo Daslu. E não vamos nem falar em quem consumia a cocaína que dava poder e riqueza ao Nem da Rocinha.

Beltrame e a PM profissional
Delegada Martha Rocha

Não se iludam, cariocas: o mérito do que está ocorrendo na segurança do Rio de Janeiro é do secretário José Mariano Beltrame; é mérito de alguns policiais militares como os que prenderam Nem da Rocinha com seus advogados; é mérito de alguns policiais civis, como a delegada Martha Rocha; é mérito do povo carioca, que finalmente vem se libertando da submissão à programação-lixo que a mídia lhe serve - Rede Globo à frente.  A Globo, assim como a Veja, a Folha, o Estadão, as rádios CBN, Band News, Jovem Pan, entre outros veículos conservadores e de baixa qualidade, que ainda julgam fazer a cabeça do povo brasileiro, estão onde sempre estiveram: ao lado do pior que ainda resiste no Brasil.

Não se iludam, portanto, com quem está tentando mudar de barco, agora que a casa está caindo.

sábado, 12 de novembro de 2011

11/11/11 ... e o tal do Mundo não se acabou

Não é de hoje que certos "profetas" antecipam o fim do mundo,  e a coisa já deu bom samba, como provam Adriana Calcanhoto, Paula Toller e Sandy, que regravaram "E o Mundo não se acabou ...", de Assis Valente, imortalizada na voz de Carmem Miranda. Lá vão os três vídeos:

Paula Toller e Sandy



Adriana Calcanhotto



Carmem Miranda




A mídia o dom de iludir


A mídia atrasada quer convencer a classe média que 
R$ 19 é igual a R$ 3,8 mil

Não podes comprar a Alegria, não podes comprar minha Dor

A canção chama-se “Latinoamérica“, executada pela banda Calle 13, com acompanhamento vibrante da Orquestra Sinfônica Simon Bolivar, da Venezuela. A apresentação ocorreu na entrega do Grammy Latino 2011, em Las Vegas (EUA).  A exibição revive os melhores momentos de intenso nacionalismo e orgulho latino-americano dos anos 70, quando o “pau comia” pesado em todos os países da América Latina, mergulhados em ditaduras militares.




Latinoamérica
(Totó La Momposina)
Calle 13

Soy... soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que te robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima

Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, ¡mi hermano!

Si el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva

Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena

Una canasta con frijoles,
Soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera

Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy América Latina,
Un pueblo sin piernas, pero que camina

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me saca y la lluvia que me baña

Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito,
Tengo a mis pulmones respirando azul clarito
La altura que sofoca,
Soy las muelas de mi boca, mascando coca

El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba

Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor
Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar as minhas dores

No puedes comprar el sol...
No puedes comprar la lluvia
(Vamos caminando) No riso e no amor
(Vamos caminando) No pranto e na dor
(Vamos dibujando el camino) El sol...
No puedes comprar mi vida
(Vamos caminando) LA TIERRA NO SE VENDE

Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo

Tampoco pestañeo cuando te miro
Para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
!Perdono pero nunca olvido!

Vamos camimando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos dibujando el camino
(Vozes de um só coração)
Vamos caminando
Aquí estamos de pie

¡Que viva la américa!

No puedes comprar mi vida...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Cachaça, amendoim e maria-mole

Palladino: "craque nas fraudes era o patrão"
Esse trio de produtos típicos mineiros foi o que o ex-presidente do Banco PanAmericano, Rafael Palladino, disse que recebeu em troca de um negocião: um CDB de um investidor mineiro aplicado no PanAmericano que rendeu a fábula de 697% em um ano. Paladino é primo da mulher de Silvio Santos, ex-proprietário do Banco adquirido pela Caixa Econômica e pelo Banco Pactual, antes de terem sido descobertas fraudes que chegaram a R$ 4,3 bilhões.

Só podia dar nisso, um banco administrado por um professor de Educação Física, ex-personal trainer - caso de Rafael Palladino. À Polícia Federal, SS o tachou de "craque das fraudes" e recebeu a resposta do primo de Íris Abravanel de que "o craque era ele, Silvio".

É bem provável que ambos estejam falando a verdade.

A seguir, a entrevista do ex-banqueiro à revista Exame:

EXAME ONLINE, 10/11/2011
 
“O craque era o Silvio”, diz Palladino

São Paulo - Ex-personal trainer, formado em educação física e primo da mulher de Silvio Santos, Ra­fael Palladino, de 61 anos, é acusado de ser um dos líderes da organização criminosa que provocou um rombo de 4,3 bilhões de reais no PanAmericano.

Inquieto e com olheiras profundas, o ex-presidente do banco deu entrevista a EXAME no escritório de sua advogada, em São Paulo. Leia os principais trechos da entrevista.
EXAME - Silvio Santos disse em depoimento à PF que o senhor é o craque da fraude, que não é possível que o senhor não seja o autor...

Ra­fael Palladino - O craque era ele. Eu sou empregado dele. Quem dera eu fosse craque como ele. Eu poderia fazer ilações, mas não vou fazer.

EXAME - O senhor disse que Wilson de Aro, o seu braço direito no banco, teria assumido a responsabilidade pelas inconsistências contábeis porque ele não queria que o PanAmericano quebrasse. Então, ele o pegou de surpresa com a história da fraude?

Ra­fael Palladino - O Wilson era o cara de confiança do grupo. Ele comandava comitês financeiros do grupo inteiro. Ele me contou o que eles haviam feito e que, se não tivessem feito isso, o banco quebraria. Eu fui pego de surpresa, sim. A Deloitte fazia relatórios trimestrais.

O comitê de auditoria fazia relatórios mensais. A KPMG ficou um ano lá fazendo auditoria para a Caixa. Na minha posição, eu jamais teria conhecimento da fraude. Só se eu fosse o contador.

EXAME - E como se explica o CDB do investidor mineiro que rendeu 697% em menos de um ano? Foi milagre?

Ra­fael Palladino - Todo mundo diz que ganhei com essa história. Sim, ganhei. Sabe o que ganhei? Uma cesta de produtos de Minas: cachaça, amendoim e maria-mole.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Há coisas que não dá pra esquecer: a turma de FHC tava louca pelo colo de Fernando Collor


Do Blog do Brizola Neto
Desculpem voltar ao tema do post anterior, mas não posso deixar de ajudar os leitores com o exemplo de prática republicana e moral que prega o senhor Fernando Henrique Cardoso.
Já nem vou falar na entrega criminosa que fez do patrimônio e das riquezas naturais deste país, porque não há mais nada a dizer sobre isso que agrave a sua condição de vendilhão da pátria.
Quero apenas mostrar o cinismo com que apregoa sua própria honradez e aponta nos outros o fisiologismo.
Era abril de 1992. Os escândalos de corrupção já pipocavam no Governo Collor. Alguns falsos, como o que, meses antes, derrubara o então Ministro da Saúde Alceni Guerra, pelos “crimes” de dialogar com Leonel brizola, governador do Rio de Janeiro, e comprar bicicletas da marca Caloi e não as Monark, onde a Globo tinha interesses. Outros, não, como as denúncias envolvendo Paulo Cesar Farias, que vinham desde outubro do ano anterior.
Naqueles dias, a cúpula do PSDB negociava com o governo Collor sua entrada no Governo, que estava enfraquecido. As condições não eram políticas públicas ou decisões programáticas, mas entregar o Itamaraty, uma ocupação ao gosto do senhor Fernando Henrique Cardoso e a Secretaria de Desenvolvimento Regional, uma  “secretaria que fura poço” à ala menos cult do partido, comandada por Tasso Jereissati.
Dois tucanos, para a sorte de FHC, se opuseram ao plano: Mario Covas e Ciro Gomes, que não queria ver o partido acusado de fisiológico.
Sorte porque, um mês depois, começava o movimento pelo impeachment do presidente ao qual a emplumada tucanada estava louca por aderir.
Claro, cheia de razões republicanas, não é?

Uma canção: Renascer das cinzas

Tão bonita a nossa escola
E é tão bom cantarolar
La la ia, la la la ia la la ia la ia

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cabo Anselmo: o traidor mostra a cara

Roda Viva com cabo Anselmo (I/IV)



Roda Viva com cabo Anselmo (II/IV)



Roda Viva com cabo Anselmo (III/IV)



Roda Viva com cabo Anselmo (IV/IV)

Franklin Martins: Liberdade de Imprensa garante que a imprensa seja livre, não que a imprensa seja boa

O ex-secretário de Comunicação Social do Governo, Franklin Martins, faz a observação definitiva sobre a liberdade de imprensa nos 8 anos do governo do presidente Lula: "Faço parte de um governo que garantiu a liberdade de imprensa o tempo todo. Mesmo apanhando muito. Garantir a liberdade de imprensa num período em que a imprensa só te elogia, num período de pensamento único, como quando o próprio presidente Fernando Henrique chegou a dizer que a imprensa estava até exagerando de tanto elogio, não desmerece ninguém, mas não houve tanta tentação, digamos assim. Nesse governo, a imprensa de modo geral teve uma posição muito crítica em relação ao governo: bateu o que quis, apurou o que quis, deixou de apurar o que quis, publicou o que quis, deixou de publicar o que quis. Problema nenhum! A liberdade de imprensa está garantida”.

Como diria a Kate Lyra: carioca é bonzinho ...

Os cariocas vão presentear a Rede Globo e seu aliado Ricardo Teixeira com R$ 30 milhões de seus impostos! Em troca a Globo dará aos cariocas mais Domingão do Faustão, Zorra Total, Show da Xuxa, além de novelas em que os habitantes das Zonas Norte e Oeste são empregados bem-comportados e agradecidos das madames da Zona Sul. Assistam o vídeo, copiado do Blog Vi o Mundo (http://www.viomundo.com.br/).

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Seleção Google: 144º Aniversário de nascimento da cientista Marie Curie

Maria Sklodowska nasceu na atual capital da Polônia, Varsóvia, em 7 de novembro de 1867, quando essa ainda fazia parte do Império Russo. Seu pai era professor numa escola secundária. Marie educou-se em pequenas escolas da região de Varsóvia, obtendo um nível básico de formação científica com seu pai.[2]
Envolveu-se com uma organização estudantil que almejava transformar a ciência e, por isso, foi levada a fugir de Varsóvia - que então era dominada pela Rússia - para a Cracóvia, na época parte do Império da Áustria. Em 1881, com a ajuda da irmã, mudou-se para Paris, onde concluiu os seus estudos. Estudando na Sorbonne, obteve licenciatura em física e em matemática. Em 1894 conheceu Pierre Curie, professor na Faculdade de Física, com quem no ano seguinte se casou. Ele ajudou em seus estudos para descobrir elementos quimicos como o radio, o polônio, e a radioatividade.[2]

Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações emitidas pelos sais de urânio, que por ele tinham sido descobertas. Juntamente com o seu marido, Maria começou, então, a estudar os materiais que produziam tais radiação, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a curiosa característica de emitir ainda mais radiação que o urânio dela extraído). Efetivamente, em 1898 deduziram que haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente liberando mais energia que o urânio; em 26 de Dezembro do mesmo ano, Maria Skłodowska Curie anunciou a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris.
Após vários anos de trabalho constante, através da concentração de várias classes de pechblenda, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado polônio, em referência a seu pais nativo, e o outro rádio, devido à sua intensa radiação, do qual conseguiram obter em 1902 0,1 g. Posteriormente partindo de oito toneladas de pechblenda, obtiveram mais 1 g de sal de rádio. Propositalmente, nunca patentearam o processo que desenvolveram. Os termos radioativo e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico.
Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, Marie recebeu o Nobel de Física de 1903, "em reconhecimento aos extraordinários resultados obtidos por suas investigações conjuntas sobre os fenômenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prêmio.

Oito anos depois, recebeu o Nobel de Química de 1911, «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, com o descobrimento dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude generosa, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.
O Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou como sócia, após uma votação ganha por Eduard Branly com diferença de apenas um voto.
Foi a primeira pessoa a receber duas vezes o Prêmios Nobel. Linus Pauling repetiu o feito, ganhando o Nobel de Química, em 1954 e o Nobel da Paz em 1962 e tornou-se a única personalidade a ter recebido dois Prémios Nobel não compartilhados. Por outro lado, Marie Curie foi a única pessoa a receber duas vezes o Prémio Nobel, em áreas científicas.
Em 1906, sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne.
Depois da morte do seu marido, Marie teve um relacionamento amoroso com o físico Paul Langevin, que era casado, fato que resultando num escândalo jornalístico com referências xenófobas, devido à sua orígem polaca.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que faziam uso de material radioativo sem precauções. Visitou também o Brasil, atraída pela fama das águas radioativas de Lindoia.
Fundou o Instituto do Rádio, em Paris. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.
Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu o Nobel de Química de 1935, ano seguinte à morte de Marie.
O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à Radioactividade clássica.
Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.
Durante o período da hiperinflação nos anos 90, sua efígie foi impressa nas notas de banco de 20000 zloty da sua Polônia natal.
A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem em 1943 ao argumento do filme: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie Curie.
Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma minissérie francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991).
O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi baptizado em honra do Casal Curie.

Fonte: Wikipédia (2011)


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O roubo do cofre de Ademar de Barros, o professor dos Demos/Tucanos


Diferentemente do que muita gente imagina, Dilma Rousseff não participou do maior roubo praticado por organizações de esquerda para financiar a luta armada contra a ditadura no Brasil, nos anos 60. Sua atuação se deu na partilha e na troca dos US$ 2,5 milhões, levados do cofre da amante do ex-governador paulista Adhemar de Barros, um político populista definido como uma mistura de Paulo Maluf e Silvio Berlusconi, que recebeu de seus inimigos a expressão "rouba, mas faz", da qual teria até certo orgulho.

As revelações estão no livro "O Cofre do Dr. Rui", recém lançado pela editora Civilização Brasileira, escrito por Tom Cardoso.  O jornalista Daniel Favero, um dos primeiros a "devorar" o livro, publicou um interessante resumo no saite Terra.

Por meio do depoimento do ex-marido de Dilma, o advogado gaúcho Carlos Araújo - que era um dos chefes da organização Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, responsável pela ação - a participação da atual presidenta da República é esclarecida.

O cofre roubado era alimentado com dinheiro desviado por Adhemar de Barros. "Na época, não havia desvio de dinheiro como hoje para paraísos fiscais, então o dinheiro era guardado em diversos cofres espalhados pelo Brasil", afirma Tom Cardoso.

Após a morte do político, o cofre ficou com sua amante, a socialite viúva Ana Capriglione, a quem ele chamava de ´Doutor Rui´, nome de seu dentista, "para não levantar suspeitas da família e dos jornalistas, apesar de todo mundo saber do que se tratava".

Ana ou ´Doutor Rui´ guardou o dinheiro em uma mansão no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, onde viviam seu irmão e outra família. Na mesma casa, morava o estudante secundarista esquerdista Gustavo Schiller que passou a informação para a VAR-Palmares.

"A organização acaba conseguindo roubar esse cofre, mas descobre que há muito mais dinheiro do que todos imaginavam, cerca de US$ 2,5 milhões, que hoje equivalem a cerca de R$ 25 milhões", conta Tom Cardoso. "Em depoimento à polícia, Ana disse que não havia nada dentro do cofre, já que o dinheiro era fruto de corrupção. Tudo mundo sabia que não, mas a versão oficial é de que estava vazio" - complementa o escritor.

O valor era tão alto que os guerrilheiros tiveram dificuldade para administrar a fortuna. Cerca de US$ 1 milhão foi enviado para a Argélia, onde a organização tinha contatos, parte foi apreendida pela repressão nas invasões aos esconderijos, parte foi torrada por aproveitadores, parte foi enterrada e nunca encontrada em algum lugar do ABC paulista e cerca de US$ 300 mil foram trocados por cruzeiros novos, com participação direta de Dilma.

O envolvimento dela - segundo o autor - acabou sendo maior do que o esperado na troca do dinheiro. Ela se disfarçou de gringa para trocar US$ 1 mil (em termos de moeda brasileira da época, cada dólar valia dez vezes mais) em uma casa de câmbio localizada no Hotel Copacabana Palace. Ela também participou da troca de outros US$ 300 mil negociados com o Bradesco.

O funcionário do banco propôs trocar todo o dinheiro, mas os guerrilheiros ficaram desconfiados e resolveram trocar uma parte que hoje equivaleria a mais de R$ 1 milhão.

Quando foi presa em São Paulo, Dilma estava com parte do dinheiro que seria distribuído para a organização naquele Estado. "Existe muita lenda. Quando dizem que ela ficou rica com o dinheiro do cofre, é muita bobagem", afirma o autor do livro.


(do site Espaço Vital)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Polícia Federal denuncia: PSDB cobra 25% de propina em Alagoas

Se em Alagoas, estado paupérrimo, o PSDB cobra 25% de propina, imaginem quanto é a taxa de corrupção dos tucanos em estados ricos como São Paulo, Minas, Paraná????

Do Blog de Ricardo Kotscho, 29/11

PSDB cobra 25% de propina em Alagoas

MACEIÓ (AL) _ Cadê as provas? Toda vez que aparece uma denúncia de corrupção, a primeira providência do acusado é cobrar as provas do crime. Como ninguém costuma passar recibo registrado em cartório e com firma reconhecida para dar quitação da propina, na maioria dos casos não acontece nada e a maracutaia continua.

Pois aqui em Maceió, onde estou participando da V Bienal Internacional do livro de Alagoas, a Polícia Federal está investigando as provas de que o governo do PSDB cobrou 25% de propina para pagar uma dívida de R$ 3,3 milhões com o Banco Panamericano, a 60 dias das eleições de 2010, em que o governador Teotonio Vilela Filho foi reeleito.

"Wilson, na reunião realizada ontem a pedido do governo de Alagoas, o Dr. Luiz Otávio Gomes, Secretário de Estado, ratificou que a única forma de liquidarem o débito é efetuar o pagamento na forma abaixo, ou seja, retorno de 25% sobre o principal e devolução integral da correção monetária", diz um dos e-mails apreendidos pela PF,  enviado por Luiz Carlos Parandin a Wilson Roberto de Aro, ambos dirigentes do Panamericano época em que o banco de Silvio sSantos quebrou, deixando um rombo de 4,3 bilhões de reais.

Comentário do analista da Polícia Federal que consta do inquérito: "(...e uma taxa chamada "RETORNO" que deverá ser paga pelo banco a cada repasse do governo alagoano na forma de doação de campanha para o PSDB mediante recibo ou emissão de nota fiscal por empresa que será indicada pelo secretário".

O nome de Luiz Otávio Gomes, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Estado, chamado por aqui de "super-secretário" é citado várias vezes na troca de correspondências que fazem parte do inquérito da Polícia Federal aberto por determinação do juiz Douglas Camarinha,da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal.

O superintendente da PF em Alagoas, delegado Amaro Vieira, informou à "Gazeta de Alagoas", o jornal da família Collor de Mello, que, se houver necessidade, o governador Teotonio Vilela Filho poderá ser chamado para prestar depoimento.

No acerto feito entre o governo e o banco para o pagamento da dívida de R$ 3,3 milhões em quatro parcelas, o PSDB ficaria com uma taxa de retorno de 25% sob a rubrica "doação, no total de R$ 678,5 mil destinados ao "caixa dois" do partido que deveria ser repassado em espécie, ou seja, em grana viva.

O objetivo do inquérito da PF é investigar "provável ocorrência de corrupção passiva e ativa". Não é o único caso que está dando trabalho para a PF em Alagoas, "quase sempre em primeiro lugar no Brasil nos piores índices de desenvolvimento social", como registra o jornal dos Collor. Dos 102 municíos do Estado, há investigações em curso em 91 deles _ 50 novos inquéritos foram abertos este ano.

domingo, 30 de outubro de 2011

Câncer, Lula é nosso amigo: mexeu com ele, mexeu conosco!



A Melhor Manchete:

Uma nova batalha para Lula

O Povo (CE), 30/11/2011