A Paz Utópica
Poema de Aldo Theis (X-X-MCMLXIX)
I) Se tu existisses na forma de mulher...
Alucinado eu buscaria teu hálito
para viver.
II) Vem! Na ilusão dos transplantes ...
Sem braços! Dá-me teu corpo
Vem só cabeça ... Te quero!
Vem só voz ... Que eu amo a tua alma.
III) Eu te reconheceria mesmo na República Platônica.
E furioso duelaria com os bárbaros,
destronando o rei que te tocasse!
Nem que fosse Alexandre, o epilético.
IV) Pela mão te conduziria afoito
na escalada dos tempos.
Faria contigo a travessia dos séculos ...
Rasgando história e contradições épicas!
V) Sereno, apagaria as chamas da Inquisição.
Educaria Robespierre, evitando a megalomania de Napoleão...
VI) Eclipsarias Mogador,
Como mais brilho que George Sand,
Sem a dor das cortesãs...
VII) Além, te traria às Américas
Impedirias o tântaro dos negros
sem sangue, nem Secessão!
VIII) Não haveria, se existisses,
a morbidez dos cadafalsos,
os fabricantes de carrascos.
IX) Quanta vida gritaria de sol ...
X) Porque estamos no Século XX
Não te possuo.
Não tenho poderes mágicos ...
Não existes!
XI) Sou simplesmente mortal,
Tragicamente humano ...
Nascido entre coisas tristes
Para amar-te insano, fatalmente.
XII) Oh Paz ...
Tu inexistes!
(Para os amigos Damien e Lô)
Grande Chico! Presente sensacional! Muito obrigado!
ResponderExcluirDamien