quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cunhada não é parente, já pregava o Brizola

Aviso à garotada: as masturbações
estão suspensas até segunda ordem
Teria o dedo do vice-presidente Michel Temer a decisão de sua cunhada, Fernanda Tedeschi Araújo, suspender a divulgação das fotos feitas para a revista PlayBoy. A moça, de 25 anos de idade, já foi comissária de bordo e cursa Direito (não é na Uniban). A quebra de contrato a obrigará a pagar uma multa ao Esgoto Abril, responsável pela publicação da revista.

A CPMF e o tratamento do câncer


João Luiz A. Duarte

Para quem não vivenciou os anos 60 é difícil de imaginar, mas muitas coisas eram diferentes das de hoje. A televisão estava iniciando suas atividades, com uma programação diária que começava às 18 horas e terminava às 22 horas. As pessoas tinham mais dignidade, os ricos não eram tão ricos e os pobres tinham seus valores. A polícia era respeitada e a sociedade vivia com tranqüilidade.

Estudante do 3º ano do Curso Primário do Colégio Estadual Dom Pedro II, eu saia envergonhado à rua, batendo de casa em casa, para arrecadar dinheiro para o combate ao câncer. Cada doação era anotada em uma folha, com o nome da pessoa e o valor oferecido. Essa era uma atividade solicitada pela escola, e que muitos alunos cooperavam com empenho e honestidade.

Hoje, passados quase 50 anos, vemos como as coisas mudaram. Descobrimos que temos de conviver com alguns tipos de câncer. Algumas pessoas se dedicam de corpo e alma para amenizar o sofrimento alheio, outras ficam ricas aproveitando a situação para lucrar absurdamente.

Grande parte da mídia que nos anos sessenta pouca influência tinha sobre a sociedade hoje faz o que bem entende com a população em geral, que parece ter preguiça de raciocinar e incorpora a opinião de jornais, TVs e revistas como sendo sua.

Não faz muito tempo a população em geral ficou muito satisfeita com o fim da CPMF. Adotou a grande mentira imposta pela mídia (que a CPMF era ruim) como sua “inteligente opinião”. A grande mídia dizia:

  • Chega de imposto, nós já pagamos demais.
  • Esse imposto foi criado para a saúde e esta sendo desviado para outros fins.
  • É um imposto em cascata, que onera toda a cadeia de consumo.
  • O trabalhador gasta oito dias por ano para pagar a CPMF.
  • As classes mais baixas é que acabam pagando esse imposto.
  • A classe dos taxistas é uma das que mais pagam CPMF.
  • O governo que pare de roubar, que aí não precisa de mais impostos.
  • Para quê imposto para saúde, se a saúde brasileira é um caos?

E outras tantas opiniões furadas que diariamente os grandes jornais, as TVs, as rádios pregavam aos incautos e aos desprovidos de raciocínio próprio. A quem interessava colocar a opinião pública contra CPMF? Acredito que isso só interessava às pessoas muito ricas e gananciosas, que ganham dinheiro com um sistema privado de saúde e por isso não desejam serviços de saúde pública com qualidade. Também os desonestos e sonegadores, que não desejam ter seus movimentos financeiros rastreados. Além desses, políticos e jornalistas que colocam suas atividades a serviço justamente dos gananciosos e dos desonestos.

Impostos são um ônus de se viver em sociedade e servem para manter o bem coletivo. E a CPMF era de todos os impostos aquele cuja existência mais se justificava, por ser o único tributo que todo mundo paga. Além disso, tem um caráter de justiça, porque aqueles que têm mais, pagam mais. E há outras vantagens: seu custo de cobrança é pequeno, é pago à vista, não tem como ser sonegado, não há isenção (até as igrejas pagam), serve para apanhar sonegadores do Imposto de Renda, comprovar dinheiros de origem desonesta etc.

Esse imposto, cuja arrecadação provinha principalmente de milionários, especuladores e grandes empresas, era em grande parte destinado à saúde e ao bem-estar dos mais necessitados. Quando o Presidente da República se propôs a assinar um documento pelo qual o Governo se comprometia a aplicar 100% da CPMF na saúde publica, veio a terra mais um argumento furado dos enganadores do povo (que o tributo era aplicado em outros setores). Ora, se o Presidente não cumprisse o prometido, jamais faria seu sucessor.

Quem já teve câncer, ou um parente com essa doença, sabe o sofrimento que o paciente e sua família passam, mesmo os de classe média. O tratamento é muito caro, impossibilitando que mesmo pessoas de classe média alta consigam arcar com todos os gastos. Acompanhei a agonia de um irmão com câncer sendo tratado no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. O corpo clínico e o pessoal da logística do hospital foram, em sua maioria, dedicados e dotados de compaixão para com os enfermos, mas a situação é muito penosa, as instalações são péssimas, as condições de conforto dos pacientes, trabalhadores e familiares são extremamente degradantes, a infraestrutura deficiente, o hospital não comporta o número de doentes que precisa atender. Quase que diariamente, os pacientes das enfermarias vêem pessoas morrendo na cama ao lado, e isso abala a auto-estima já debilitada dos doentes.

Se em 50 anos tanto se batalhou para a cura do câncer, não conseguindo esse intento, pelo menos que se dê condições dignas de conforto àqueles que por infelicidade são vítimas dessa doença.

Que a Presidente Dilma crie novamente essa contribuição sobre a movimentação financeira, com uso exclusivo para hospitais de combate ao câncer nas grandes cidades desse país.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Jorge Ben Jor, o cara que musicou até Suma Teológica

Assim Falou Santo Tomaz de Aquino

Jorge Ben Jor

A semelhança da criatura com Deus
É tão imperfeita que não chega a ser
O gênero comum, comum
Pois certos nomes que implicam relação de Deus
Com a criatura
Deles se predicam temporariamente
E não são eternos, não são eternos e não são eternos
Deve se saber que quem ensinou
Que a relação não é uma realidade da natureza e sim da razão
Estão enganados, puramente enganados
Estão errados, puramaente errados
Deus não é uma medida proporcionada ou medido
Por isso não é necessário que esteja contido
No mesmo gênero da criatura

No mesmo gênero da criatura
Da criatura
Por isso dobro os meus joelhos
Diante do pai de nosso Senhor Jesus Cristo
Do qual toda sua sábia paternidade
Tomou nome nos céus e na terra
Assim falou Santo Tomaz de Aquino
Assim falou Santo Tomaz de Aquino
Assim falou Santo Tomaz de Aquino
Assim falou Santo Tomaz de Aquino
(falado)
Senhor que tens tido feito o nosso refúgio
Senhor que tens tido feito o nosso refúgio
Senhor que tens tido feito o nosso refúgio
Senhor que tens tido feito o nosso refúgio

Maranguape (CE) em festa: 160 anos da terra de Capistrano e Francisco Borges de Abreu

Vista de Maranguape (CE)
Praça Capistrano de Abreu, onde seu Borges pegava umas gatas

Por iniciativa do deputado estadual Lula Morais (PCdoB), a Assembleia Legislativa do Ceará realiza nesta segunda-feira, 14/11, a partir das 18h, Sessão Solene em homenagem aos 160 anos do município de Maranguape. Para o deputado, é uma homenagem justa a um município histórico do nosso estado.O aniversário da cidade é festejado anualmente, no período de 17 a 22 de novembro, na Semana de Arte e Cultura. Este ano a solenidade da Assembleia Legislativa compõe uma das atividades comemorativas. Esta Semana foi instituída pela lei municipal N° 1727, de 27 de junho de 2003.

Maranguape, originalmente terra dos potiguaras, viu o branco chegar na expedição do holandês Mathias Beck, em 1649, e dominar sua verdejante terra durante cinco anos, quando foi expulso do Brasil.

Para a Coroa Portuguesa, aquele pedaço de Brasil não devia parecer interessante o suficiente para ser imediatamente ocupado, pois somente nos primeiros anos do século XVIII foram iniciadas as

concessões de sesmarias. Os primeiros beneficiados foram Pedro da Silva e Amaro Morais, que em 1707 tomaram posse do quinhão doado, até que outros vieram substituí-los. Suas origens remontam aos estágios da pré-colonização, com o nome de Maragoab, conforme cartografia antiga.

Na solenidade, receberão placas comemorativas da Assembleia o prefeito de Maranguape, George Valentim, e o presidente da Academia Columinjubense de Ciências, Letras e Artes, Walter Veloso de Borba.

Significado do Nome

O topônimo maranguape vem do tupi-guarani maragoab e significa Vale da Batalha. O nome é uma alusão ao lendário cacique da tribo de índios que dominava a região. Sua denominação original era Alto da Vila, depois Outra Banda e, desde 1760, Maranguape.

A cidade ficou famosa em todo o Universo por ter sido berço de dois grandes homens: Capistrano de Abreu, conhecido como o "maior historiador brasileiro" e aquele que forçou os bunda-moles liderados pelo Mal. Deodoro da Fonseca a Proclamarem a República, e Francisco Borges de Abreu, "o foda", que deu sequência à estirpre dos Abreu's "pegadores", cuja fama ultrapassou a Via Lactea e adentra o Universo.

(Fotes: site Vermelho.Org.Br e The Vila Biscaia Post)

A mídia e o dom de iludir (II)


Fantástico: Globo se apropria do sucesso da PM

A Rede Globo – e a mídia de maneira geral – usa uma técnica para se apropriar do feito dos outros e com isso angariar simpatias dos telespectadores e da população em geral. Foi o caso da prisão do traficante Nem da Rocinha, feita pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, comandada pelo secretário José Mariano Beltrame, que está fazendo um trabalho excepcional para a segurança do Rio. Quem assistiu a cobertura que o Jornal Nacional e o Programa Fantástico deram ao assunto foi alvo dessa tentativa de manipulação, que se dá por meio de um texto altamente emocional, de uma edição cuidadosa de falas e imagens e do culto a “heróis do povo”.

A Rede Globo, que não contribuiu jamais para o combate ao tráfico no Rio de Janeiro; que jamais moveu uma palha para levar educação e programação de alto nível para as populações pobres do Rio; que sempre se associou à parte podre da política, à parte podre das Polícias Militar e Civil, à parte podre do Judiciário tentou pegar carona no sucesso da parte profissional e competente da PM carioca – aquela que recusou propina de R$ 1 milhão para não revistar o carro que dava fuga ao traficante mais procurado do País.



Recentemente, a Globo também tentou pegar carona no caso da juíza Patrícia Acioli, assassinada por policiais militares bandidos, em Niterói. A juíza perdeu a vida porque teve coragem de enfrentar criminosos fardados, pagos pela população para defendê-la. Já a Globo (e a grande mídia de maneira geral) sobrevive exatamente desses esquemas que reúnem bandidos profissionais e bandidos escondidos por trás de funções públicas. Haja vista as milícias cariocas, instaladas nas favelas sob a proteção de políticos amigos da Rede Globo e de outros meios de comunicação tradicionais.

A mídia adere rapidamente ao lado vencedor
A mesma Globo que agora festeja a prisão do maior traficante da Rocinha, como se a TV tivesse colocado seu pescoço no risco para realizar essa prisão, é a mesma emissora que fez editoriais contra a prisão do banqueiro Daniel Dantas pela Polícia Federal, após Dantas ter tentado subornar delegado federal com R$ 1 milhão para retirar seu nome de inquérito sobre crimes de lavagem de dinheiro, entre outros. Foi a Globo, aliada ao então presidente do STF, Gilmar Mendes, ao ministro Marco Aurélio de Mello e ao fraco ministro da Justiça Tarso Genro, que conseguiu proibir o uso de algemas em acusados de crimes de colarinho branco. Foram a Globo, a Folha, o Estadão, a Veja, aliadas a políticos como Antonio Carlos Magalhães, Álvaro Dias e José Serra, que se levantaram contra a Polícia Federal por haver descoberto um mega esquema de sonegação de impostos e fraudes na milionária loja de luxo Daslu. E não vamos nem falar em quem consumia a cocaína que dava poder e riqueza ao Nem da Rocinha.

Beltrame e a PM profissional
Delegada Martha Rocha

Não se iludam, cariocas: o mérito do que está ocorrendo na segurança do Rio de Janeiro é do secretário José Mariano Beltrame; é mérito de alguns policiais militares como os que prenderam Nem da Rocinha com seus advogados; é mérito de alguns policiais civis, como a delegada Martha Rocha; é mérito do povo carioca, que finalmente vem se libertando da submissão à programação-lixo que a mídia lhe serve - Rede Globo à frente.  A Globo, assim como a Veja, a Folha, o Estadão, as rádios CBN, Band News, Jovem Pan, entre outros veículos conservadores e de baixa qualidade, que ainda julgam fazer a cabeça do povo brasileiro, estão onde sempre estiveram: ao lado do pior que ainda resiste no Brasil.

Não se iludam, portanto, com quem está tentando mudar de barco, agora que a casa está caindo.

sábado, 12 de novembro de 2011

11/11/11 ... e o tal do Mundo não se acabou

Não é de hoje que certos "profetas" antecipam o fim do mundo,  e a coisa já deu bom samba, como provam Adriana Calcanhoto, Paula Toller e Sandy, que regravaram "E o Mundo não se acabou ...", de Assis Valente, imortalizada na voz de Carmem Miranda. Lá vão os três vídeos:

Paula Toller e Sandy



Adriana Calcanhotto



Carmem Miranda




A mídia o dom de iludir


A mídia atrasada quer convencer a classe média que 
R$ 19 é igual a R$ 3,8 mil

Não podes comprar a Alegria, não podes comprar minha Dor

A canção chama-se “Latinoamérica“, executada pela banda Calle 13, com acompanhamento vibrante da Orquestra Sinfônica Simon Bolivar, da Venezuela. A apresentação ocorreu na entrega do Grammy Latino 2011, em Las Vegas (EUA).  A exibição revive os melhores momentos de intenso nacionalismo e orgulho latino-americano dos anos 70, quando o “pau comia” pesado em todos os países da América Latina, mergulhados em ditaduras militares.




Latinoamérica
(Totó La Momposina)
Calle 13

Soy... soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que te robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima

Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, ¡mi hermano!

Si el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva

Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena

Una canasta con frijoles,
Soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera

Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy América Latina,
Un pueblo sin piernas, pero que camina

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me saca y la lluvia que me baña

Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito,
Tengo a mis pulmones respirando azul clarito
La altura que sofoca,
Soy las muelas de mi boca, mascando coca

El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba

Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor
Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar as minhas dores

No puedes comprar el sol...
No puedes comprar la lluvia
(Vamos caminando) No riso e no amor
(Vamos caminando) No pranto e na dor
(Vamos dibujando el camino) El sol...
No puedes comprar mi vida
(Vamos caminando) LA TIERRA NO SE VENDE

Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo

Tampoco pestañeo cuando te miro
Para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
!Perdono pero nunca olvido!

Vamos camimando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos dibujando el camino
(Vozes de um só coração)
Vamos caminando
Aquí estamos de pie

¡Que viva la américa!

No puedes comprar mi vida...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Cachaça, amendoim e maria-mole

Palladino: "craque nas fraudes era o patrão"
Esse trio de produtos típicos mineiros foi o que o ex-presidente do Banco PanAmericano, Rafael Palladino, disse que recebeu em troca de um negocião: um CDB de um investidor mineiro aplicado no PanAmericano que rendeu a fábula de 697% em um ano. Paladino é primo da mulher de Silvio Santos, ex-proprietário do Banco adquirido pela Caixa Econômica e pelo Banco Pactual, antes de terem sido descobertas fraudes que chegaram a R$ 4,3 bilhões.

Só podia dar nisso, um banco administrado por um professor de Educação Física, ex-personal trainer - caso de Rafael Palladino. À Polícia Federal, SS o tachou de "craque das fraudes" e recebeu a resposta do primo de Íris Abravanel de que "o craque era ele, Silvio".

É bem provável que ambos estejam falando a verdade.

A seguir, a entrevista do ex-banqueiro à revista Exame:

EXAME ONLINE, 10/11/2011
 
“O craque era o Silvio”, diz Palladino

São Paulo - Ex-personal trainer, formado em educação física e primo da mulher de Silvio Santos, Ra­fael Palladino, de 61 anos, é acusado de ser um dos líderes da organização criminosa que provocou um rombo de 4,3 bilhões de reais no PanAmericano.

Inquieto e com olheiras profundas, o ex-presidente do banco deu entrevista a EXAME no escritório de sua advogada, em São Paulo. Leia os principais trechos da entrevista.
EXAME - Silvio Santos disse em depoimento à PF que o senhor é o craque da fraude, que não é possível que o senhor não seja o autor...

Ra­fael Palladino - O craque era ele. Eu sou empregado dele. Quem dera eu fosse craque como ele. Eu poderia fazer ilações, mas não vou fazer.

EXAME - O senhor disse que Wilson de Aro, o seu braço direito no banco, teria assumido a responsabilidade pelas inconsistências contábeis porque ele não queria que o PanAmericano quebrasse. Então, ele o pegou de surpresa com a história da fraude?

Ra­fael Palladino - O Wilson era o cara de confiança do grupo. Ele comandava comitês financeiros do grupo inteiro. Ele me contou o que eles haviam feito e que, se não tivessem feito isso, o banco quebraria. Eu fui pego de surpresa, sim. A Deloitte fazia relatórios trimestrais.

O comitê de auditoria fazia relatórios mensais. A KPMG ficou um ano lá fazendo auditoria para a Caixa. Na minha posição, eu jamais teria conhecimento da fraude. Só se eu fosse o contador.

EXAME - E como se explica o CDB do investidor mineiro que rendeu 697% em menos de um ano? Foi milagre?

Ra­fael Palladino - Todo mundo diz que ganhei com essa história. Sim, ganhei. Sabe o que ganhei? Uma cesta de produtos de Minas: cachaça, amendoim e maria-mole.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Há coisas que não dá pra esquecer: a turma de FHC tava louca pelo colo de Fernando Collor


Do Blog do Brizola Neto
Desculpem voltar ao tema do post anterior, mas não posso deixar de ajudar os leitores com o exemplo de prática republicana e moral que prega o senhor Fernando Henrique Cardoso.
Já nem vou falar na entrega criminosa que fez do patrimônio e das riquezas naturais deste país, porque não há mais nada a dizer sobre isso que agrave a sua condição de vendilhão da pátria.
Quero apenas mostrar o cinismo com que apregoa sua própria honradez e aponta nos outros o fisiologismo.
Era abril de 1992. Os escândalos de corrupção já pipocavam no Governo Collor. Alguns falsos, como o que, meses antes, derrubara o então Ministro da Saúde Alceni Guerra, pelos “crimes” de dialogar com Leonel brizola, governador do Rio de Janeiro, e comprar bicicletas da marca Caloi e não as Monark, onde a Globo tinha interesses. Outros, não, como as denúncias envolvendo Paulo Cesar Farias, que vinham desde outubro do ano anterior.
Naqueles dias, a cúpula do PSDB negociava com o governo Collor sua entrada no Governo, que estava enfraquecido. As condições não eram políticas públicas ou decisões programáticas, mas entregar o Itamaraty, uma ocupação ao gosto do senhor Fernando Henrique Cardoso e a Secretaria de Desenvolvimento Regional, uma  “secretaria que fura poço” à ala menos cult do partido, comandada por Tasso Jereissati.
Dois tucanos, para a sorte de FHC, se opuseram ao plano: Mario Covas e Ciro Gomes, que não queria ver o partido acusado de fisiológico.
Sorte porque, um mês depois, começava o movimento pelo impeachment do presidente ao qual a emplumada tucanada estava louca por aderir.
Claro, cheia de razões republicanas, não é?

Uma canção: Renascer das cinzas

Tão bonita a nossa escola
E é tão bom cantarolar
La la ia, la la la ia la la ia la ia

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cabo Anselmo: o traidor mostra a cara

Roda Viva com cabo Anselmo (I/IV)



Roda Viva com cabo Anselmo (II/IV)



Roda Viva com cabo Anselmo (III/IV)



Roda Viva com cabo Anselmo (IV/IV)

Franklin Martins: Liberdade de Imprensa garante que a imprensa seja livre, não que a imprensa seja boa

O ex-secretário de Comunicação Social do Governo, Franklin Martins, faz a observação definitiva sobre a liberdade de imprensa nos 8 anos do governo do presidente Lula: "Faço parte de um governo que garantiu a liberdade de imprensa o tempo todo. Mesmo apanhando muito. Garantir a liberdade de imprensa num período em que a imprensa só te elogia, num período de pensamento único, como quando o próprio presidente Fernando Henrique chegou a dizer que a imprensa estava até exagerando de tanto elogio, não desmerece ninguém, mas não houve tanta tentação, digamos assim. Nesse governo, a imprensa de modo geral teve uma posição muito crítica em relação ao governo: bateu o que quis, apurou o que quis, deixou de apurar o que quis, publicou o que quis, deixou de publicar o que quis. Problema nenhum! A liberdade de imprensa está garantida”.

Como diria a Kate Lyra: carioca é bonzinho ...

Os cariocas vão presentear a Rede Globo e seu aliado Ricardo Teixeira com R$ 30 milhões de seus impostos! Em troca a Globo dará aos cariocas mais Domingão do Faustão, Zorra Total, Show da Xuxa, além de novelas em que os habitantes das Zonas Norte e Oeste são empregados bem-comportados e agradecidos das madames da Zona Sul. Assistam o vídeo, copiado do Blog Vi o Mundo (http://www.viomundo.com.br/).

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Seleção Google: 144º Aniversário de nascimento da cientista Marie Curie

Maria Sklodowska nasceu na atual capital da Polônia, Varsóvia, em 7 de novembro de 1867, quando essa ainda fazia parte do Império Russo. Seu pai era professor numa escola secundária. Marie educou-se em pequenas escolas da região de Varsóvia, obtendo um nível básico de formação científica com seu pai.[2]
Envolveu-se com uma organização estudantil que almejava transformar a ciência e, por isso, foi levada a fugir de Varsóvia - que então era dominada pela Rússia - para a Cracóvia, na época parte do Império da Áustria. Em 1881, com a ajuda da irmã, mudou-se para Paris, onde concluiu os seus estudos. Estudando na Sorbonne, obteve licenciatura em física e em matemática. Em 1894 conheceu Pierre Curie, professor na Faculdade de Física, com quem no ano seguinte se casou. Ele ajudou em seus estudos para descobrir elementos quimicos como o radio, o polônio, e a radioatividade.[2]

Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações emitidas pelos sais de urânio, que por ele tinham sido descobertas. Juntamente com o seu marido, Maria começou, então, a estudar os materiais que produziam tais radiação, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a curiosa característica de emitir ainda mais radiação que o urânio dela extraído). Efetivamente, em 1898 deduziram que haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente liberando mais energia que o urânio; em 26 de Dezembro do mesmo ano, Maria Skłodowska Curie anunciou a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris.
Após vários anos de trabalho constante, através da concentração de várias classes de pechblenda, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado polônio, em referência a seu pais nativo, e o outro rádio, devido à sua intensa radiação, do qual conseguiram obter em 1902 0,1 g. Posteriormente partindo de oito toneladas de pechblenda, obtiveram mais 1 g de sal de rádio. Propositalmente, nunca patentearam o processo que desenvolveram. Os termos radioativo e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico.
Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, Marie recebeu o Nobel de Física de 1903, "em reconhecimento aos extraordinários resultados obtidos por suas investigações conjuntas sobre os fenômenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prêmio.

Oito anos depois, recebeu o Nobel de Química de 1911, «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, com o descobrimento dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude generosa, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.
O Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou como sócia, após uma votação ganha por Eduard Branly com diferença de apenas um voto.
Foi a primeira pessoa a receber duas vezes o Prêmios Nobel. Linus Pauling repetiu o feito, ganhando o Nobel de Química, em 1954 e o Nobel da Paz em 1962 e tornou-se a única personalidade a ter recebido dois Prémios Nobel não compartilhados. Por outro lado, Marie Curie foi a única pessoa a receber duas vezes o Prémio Nobel, em áreas científicas.
Em 1906, sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne.
Depois da morte do seu marido, Marie teve um relacionamento amoroso com o físico Paul Langevin, que era casado, fato que resultando num escândalo jornalístico com referências xenófobas, devido à sua orígem polaca.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que faziam uso de material radioativo sem precauções. Visitou também o Brasil, atraída pela fama das águas radioativas de Lindoia.
Fundou o Instituto do Rádio, em Paris. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.
Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu o Nobel de Química de 1935, ano seguinte à morte de Marie.
O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à Radioactividade clássica.
Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.
Durante o período da hiperinflação nos anos 90, sua efígie foi impressa nas notas de banco de 20000 zloty da sua Polônia natal.
A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem em 1943 ao argumento do filme: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie Curie.
Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma minissérie francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991).
O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi baptizado em honra do Casal Curie.

Fonte: Wikipédia (2011)


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O roubo do cofre de Ademar de Barros, o professor dos Demos/Tucanos


Diferentemente do que muita gente imagina, Dilma Rousseff não participou do maior roubo praticado por organizações de esquerda para financiar a luta armada contra a ditadura no Brasil, nos anos 60. Sua atuação se deu na partilha e na troca dos US$ 2,5 milhões, levados do cofre da amante do ex-governador paulista Adhemar de Barros, um político populista definido como uma mistura de Paulo Maluf e Silvio Berlusconi, que recebeu de seus inimigos a expressão "rouba, mas faz", da qual teria até certo orgulho.

As revelações estão no livro "O Cofre do Dr. Rui", recém lançado pela editora Civilização Brasileira, escrito por Tom Cardoso.  O jornalista Daniel Favero, um dos primeiros a "devorar" o livro, publicou um interessante resumo no saite Terra.

Por meio do depoimento do ex-marido de Dilma, o advogado gaúcho Carlos Araújo - que era um dos chefes da organização Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, responsável pela ação - a participação da atual presidenta da República é esclarecida.

O cofre roubado era alimentado com dinheiro desviado por Adhemar de Barros. "Na época, não havia desvio de dinheiro como hoje para paraísos fiscais, então o dinheiro era guardado em diversos cofres espalhados pelo Brasil", afirma Tom Cardoso.

Após a morte do político, o cofre ficou com sua amante, a socialite viúva Ana Capriglione, a quem ele chamava de ´Doutor Rui´, nome de seu dentista, "para não levantar suspeitas da família e dos jornalistas, apesar de todo mundo saber do que se tratava".

Ana ou ´Doutor Rui´ guardou o dinheiro em uma mansão no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, onde viviam seu irmão e outra família. Na mesma casa, morava o estudante secundarista esquerdista Gustavo Schiller que passou a informação para a VAR-Palmares.

"A organização acaba conseguindo roubar esse cofre, mas descobre que há muito mais dinheiro do que todos imaginavam, cerca de US$ 2,5 milhões, que hoje equivalem a cerca de R$ 25 milhões", conta Tom Cardoso. "Em depoimento à polícia, Ana disse que não havia nada dentro do cofre, já que o dinheiro era fruto de corrupção. Tudo mundo sabia que não, mas a versão oficial é de que estava vazio" - complementa o escritor.

O valor era tão alto que os guerrilheiros tiveram dificuldade para administrar a fortuna. Cerca de US$ 1 milhão foi enviado para a Argélia, onde a organização tinha contatos, parte foi apreendida pela repressão nas invasões aos esconderijos, parte foi torrada por aproveitadores, parte foi enterrada e nunca encontrada em algum lugar do ABC paulista e cerca de US$ 300 mil foram trocados por cruzeiros novos, com participação direta de Dilma.

O envolvimento dela - segundo o autor - acabou sendo maior do que o esperado na troca do dinheiro. Ela se disfarçou de gringa para trocar US$ 1 mil (em termos de moeda brasileira da época, cada dólar valia dez vezes mais) em uma casa de câmbio localizada no Hotel Copacabana Palace. Ela também participou da troca de outros US$ 300 mil negociados com o Bradesco.

O funcionário do banco propôs trocar todo o dinheiro, mas os guerrilheiros ficaram desconfiados e resolveram trocar uma parte que hoje equivaleria a mais de R$ 1 milhão.

Quando foi presa em São Paulo, Dilma estava com parte do dinheiro que seria distribuído para a organização naquele Estado. "Existe muita lenda. Quando dizem que ela ficou rica com o dinheiro do cofre, é muita bobagem", afirma o autor do livro.


(do site Espaço Vital)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Polícia Federal denuncia: PSDB cobra 25% de propina em Alagoas

Se em Alagoas, estado paupérrimo, o PSDB cobra 25% de propina, imaginem quanto é a taxa de corrupção dos tucanos em estados ricos como São Paulo, Minas, Paraná????

Do Blog de Ricardo Kotscho, 29/11

PSDB cobra 25% de propina em Alagoas

MACEIÓ (AL) _ Cadê as provas? Toda vez que aparece uma denúncia de corrupção, a primeira providência do acusado é cobrar as provas do crime. Como ninguém costuma passar recibo registrado em cartório e com firma reconhecida para dar quitação da propina, na maioria dos casos não acontece nada e a maracutaia continua.

Pois aqui em Maceió, onde estou participando da V Bienal Internacional do livro de Alagoas, a Polícia Federal está investigando as provas de que o governo do PSDB cobrou 25% de propina para pagar uma dívida de R$ 3,3 milhões com o Banco Panamericano, a 60 dias das eleições de 2010, em que o governador Teotonio Vilela Filho foi reeleito.

"Wilson, na reunião realizada ontem a pedido do governo de Alagoas, o Dr. Luiz Otávio Gomes, Secretário de Estado, ratificou que a única forma de liquidarem o débito é efetuar o pagamento na forma abaixo, ou seja, retorno de 25% sobre o principal e devolução integral da correção monetária", diz um dos e-mails apreendidos pela PF,  enviado por Luiz Carlos Parandin a Wilson Roberto de Aro, ambos dirigentes do Panamericano época em que o banco de Silvio sSantos quebrou, deixando um rombo de 4,3 bilhões de reais.

Comentário do analista da Polícia Federal que consta do inquérito: "(...e uma taxa chamada "RETORNO" que deverá ser paga pelo banco a cada repasse do governo alagoano na forma de doação de campanha para o PSDB mediante recibo ou emissão de nota fiscal por empresa que será indicada pelo secretário".

O nome de Luiz Otávio Gomes, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Estado, chamado por aqui de "super-secretário" é citado várias vezes na troca de correspondências que fazem parte do inquérito da Polícia Federal aberto por determinação do juiz Douglas Camarinha,da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal.

O superintendente da PF em Alagoas, delegado Amaro Vieira, informou à "Gazeta de Alagoas", o jornal da família Collor de Mello, que, se houver necessidade, o governador Teotonio Vilela Filho poderá ser chamado para prestar depoimento.

No acerto feito entre o governo e o banco para o pagamento da dívida de R$ 3,3 milhões em quatro parcelas, o PSDB ficaria com uma taxa de retorno de 25% sob a rubrica "doação, no total de R$ 678,5 mil destinados ao "caixa dois" do partido que deveria ser repassado em espécie, ou seja, em grana viva.

O objetivo do inquérito da PF é investigar "provável ocorrência de corrupção passiva e ativa". Não é o único caso que está dando trabalho para a PF em Alagoas, "quase sempre em primeiro lugar no Brasil nos piores índices de desenvolvimento social", como registra o jornal dos Collor. Dos 102 municíos do Estado, há investigações em curso em 91 deles _ 50 novos inquéritos foram abertos este ano.

domingo, 30 de outubro de 2011

Câncer, Lula é nosso amigo: mexeu com ele, mexeu conosco!



A Melhor Manchete:

Uma nova batalha para Lula

O Povo (CE), 30/11/2011

sábado, 29 de outubro de 2011

Manchetes e chamadas alopradas e outras apenas curiosas


1) Folha de São Paulo, 29/10: Trânsito mata mais de 40 mil e bate recorde – Aumento de motos e relaxamento da Lei Seca são razões apontadas.

A Folha assume o ódio dos paulistanos bem-nascidos aos moto-boys que proliferaram na capital paulista e os culpa por suas mortes. O caso que ilustra a manchete da Folha é o de um casal jovem que morreu ao bater de frente em um microônibus do transporte público municipal, cujo motorista fazia uma ultrapassagem em local proibido. As estatísticas revelam que a principal causa dos acidentes de trânsito com morte é exatamente o desrespeito às leis de trânsito. Mas para a Folha, se a moto do casal morto não existisse, não haveria o resultado causado pela infração do motorista de ônibus. Um primor de lógica!


2) Diário Catarinense, 29/11:  O Momento do Socorro.

A chamada burocrática esconde do leitor um verdadeiro milagre: uma mulher grávida caiu do 10º andar de um edifício em que trabalhava e sobreviveu, assim como o seu bebê. Uma árvore providencial salvo-a, felizmente. Para o jornal, mais importante que contar a história dessa empregada doméstica bafejada pela sorte foi noticiar a briga de duas cidades contra o aumento de vagas para vereadores. Não é a toa que cada vez mais os jornais vendem menos.


3) O Tempo, 29/11 – Medo Elevado.

A chamada do diário mineiro “O Tempo” exibe foto de área desbarrancada nos fundos de alguns edifícios recém-construídos no famoso bairro de Buritis, na capital mineira. A primeira coisa que ocorre ao leitor é “como a prefeitura de BH aprovou a construção de edifícios naquele local?” A segunda, “que tipo de idiota compra apartamento num local como aquele?”. O jornal, contudo, trata o assunto ao largo das responsabilidades da administração municipal e dos construtores. A culpa é só da natureza.  


4) Super Notícia, 29/11 – Ladrão invade padaria só de cueca.

Na linha do extinto Notícias Populares, que fez sucesso em São Paulo nos anos 60 com manchetes como “Cachorro faz mal a mulher”, o jornal mineiro explora em seus títulos e textos insinuações de aberrações sexuais. A “gravatinha” dessa manchete, por exemplo, explica que o ladrão seminu foi posto a correr com um cabo de vassoura e mais tarde preso, já vestido, dentro de um guarda-roupa. Abaixo da manchete, uma chamada trata outro assunto explorado há dias pelo jornal: um médico tarado que mordeu a bunda de uma paciente.


5) Folha de Pernambuco, 29/11 – Crime Sexual – homem de 33 anos abusa de idoso.

O jornal do agreste, estado que deu Lula da Silva ao Mundo, traz em manchete a foto de dois jogadores, Kieza e Marcelinho Paraíba, o primeiro correndo como uma gazela, o segundo exibindo cabelos pintados, sob o título “Clássico de Arrepiar” (só faltou acrescentar: “Uiiiii”).  Abaixo, a chamadinha indecente: “Crime Sexual – homem de 33 anos abusa de idoso.” Como se vê, já não se faz mais machos nordestinos como antigamente. Parafraseando Euclides da Cunha, certos sertanejos são antes de tudo uns ... deixa pra lá.
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Coisa de Jorge: Líder dos Templários

Esse show denominado "Coisa de Jorge" ocorreu em 2007, na Praia de Copacabana, na festa do Santo Guerreiro, e reuniu 4 grandes Jorges: Benjor, Mautner, Aragão e Vercillo.  Portanto, Salve Jorge!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

HSBC, pelo jeito, vai voltar pra Hong Kong

Depois de vender suas operações em outros países da América do Sul, o HSBC coloca à venda parte de seus negócios no Brasil, começando pela Financeira Losango. O banco que ficou com o Bamerindus em 1997 estaria para deixar o Brasil por não conseguir competir com os gigantes Itaú e Bradesco (sem falar em Banco do Brasil e Caixa). Para quem, como o inglês Michael Geoghegan, aportou por aqui dizendo que iria ensinar o Roberto Setubal a ganhar dinheiro, a saga dos ex-chineses/ingleses parece um tanto pífia. Na verdade, foi Setubal quem ensinou Geoghegan a ganhar dinheiro fácil com operações de Tesouraria (compra de títulos públicos do governo). Segue a notícia do portal Abril:

Fonte: ABRIL.COM, 27/10/2011
 
HSBC coloca financeira Losango à venda, diz jornal

São Paulo – O HSBC está negociando a venda da financeira Losango, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O processo está sendo conduzido pelo banco de investimento JP Morgan há 40 dias e já chamou a atenção de Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú Unibanco, que já avaliaram ou estão estudando a situação da financeira.

Lula, o filho da empregada que superou o filho do patrão

A elite atrasada brasileira odeia o presidente Lula porque ele representa o filho da empregada que se mostrou mais inteligente, mais competente e mais bem sucedido do que o filho do patrão. Mas não é apenas isso: ao contrário de outros brasileiros que também vieram da pobreza e conseguiram subir por conta de uma inteligência privilegiada, Lula não tem vergonha de sua origem, nem se sente "agradecido" por ser aceito pelos patrões. Lula representa o novo Brasil que não tem complexo de vira-lata, nem está ávido para ser aceito pela alta classe social. Em resumo:  é o novo Brasil que gosta de mortadela, mas exige Sadia.

Parabéns, presidente Lula, pelo aniversário neste 27 de outubro.

Fazendeiros que exploram o trabalho escravo são do Sudeste, com boa formação e ligados a partidos de direita


Publicada em 25/10/2011 às 16h42m
Geralda Doca (
geralda@bsb.oglobo.com.br)

Pesquisa da OIT
BRASÍLIA - A pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
que pela primeira vez traçou o perfil das vítimas de trabalho escravo
no Brasil, mostra quem são os fazendeiros acusados de explorar os
trabalhadores nessas condições. Com base na Lista Suja do Ministério
do Trabalho, entrevistas com 12 dos 66 contactados pelo organismo
permitiram concluir que a maioria deles nasceu no Sudeste, mas mora
nas regiões próximas às lavouras
(Norte, Nordeste e Centro-Oeste).
Eles têm curso superior e declararam como profissões pecuarista,
agricultor, veterinário, comerciante, gerente, consultor e
parlamentar. São filiados ao PMDB, PSDB e PR.
Por outro lado, revela a pesquisa, 85% dos trabalhadores libertados,
além de baixíssima escolaridade (analfabetos e com menos de quatro
anos de estudo), nunca fizeram um curso de qualificação. No entanto,
81,2% deles declararam que gostariam de fazer algum curso,
principalmente os mais jovens: 95,2% dos que têm menos de 30 anos
disseram ter preferência nas áreas de mecânica de automóveis, operação
de máquinas, construção civil (pedreiro, encanador, pintor) e
computação.
Os aliciadores (conhecidos como gatos) também têm baixa escolaridade,
idade média de 45,8 anos, são na maior parte nordestinos e vivem nas
regiões Norte e Centro-Oeste.
A pesquisa, chamada "Perfil dos principais atores envolvidos no
trabalho escravo rural no Brasil", mostra ainda que Maranhão, Paraíba
e Piauí são exportadores desse tipo de mão de obra. Segundo o
levantamento, realizado a partir de depoimentos de 121 pessoas
libertadas pela fiscalização do governo, entre 2006 e 2007, esses três
estados foram as principais origens dos trabalhadores resgatados em
Goiás (88%) e Pará (47%). No Mato Grosso e na Bahia, 95% deles eram
procedentes da região.
Segundo a OIT, a agropecuária continua sendo o setor de maior
concentração de trabalho escravo, sobretudo nas fazendas de
cana-de-açúcar e produção de álcool, como é o caso do Pará; plantações
de arroz (Mato Grosso); culturas de café, algodão e soja (Bahia);
lavoura de tomate e cana (Tocantins e Maranhão).


LEIA MAIS: Teceirizada da Petrobras é condenada por aliciar
trabalhadores e mantê-los em condições degradantes
O coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da OIT no
Brasil, Luiz Antonio Machado, disse que a pesquisa mostrou que a
dinâmica do trabalho escravo no país tem se mantido, tanto nos estados
com maior ocorrência, quanto nas atividades econômicas. Ele destacou,
porém, que o governo aumentou também a fiscalização nas regiões Sul e
Sudeste.
O levantamento também mostrou que as desigualdades de renda e raça se
reproduzem entre as vítimas do trabalho escravo: 81% são negros,
oriundos das regiões Norte e Nordeste, com renda média de 1,3 salário
mínimo. Do universo entrevistado, 18,3% são analfabetos e 45% têm
menos de cinco anos de estudo, sendo considerados analfabetos
funcionais.
Entre as recomendações para tornar as políticas de combate ao trabalho
escravo mais efetivas, a OIT sugere programas de qualificação
profissional e elevação da escolaridade dos trabalhadores nas áreas de
maior concentração, associados ao benefício do Bolsa Família; criação
de empregos nos municípios de origem e residência dos trabalhadores; e
realização de programas de reforma agrária, com apoio à agricultura
familiar.Bolsa família não barra trabalho escravo
O estudo da OIT revela ainda que o benefício do Bolsa Família não tem
sido suficiente evitar a ocorrência do problema. O levantamento,
realizado a partir de depoimento de 121 pessoas, revela que em 67% das
famílias de trabalhadores libertados, existem crianças e adolescentes,
sendo que 28% delas são beneficiárias do programa.
O levantamento concluiu também que quase 60% dos trabalhadores
resgatados são reincidentes e que a fiscalização do governo conseguiu
libertar apenas 12,6% deles - o que revela a pouca efetividade das
políticas de combate ao trabalho escravo no Brasil.
Segundo Luiz Antonio Machado, coordenador do projeto da OIT de combate
ao trabalho escravo no país, o Bolsa Família ajuda a reduzir a
vulnerabilidade dos trabalhadores porque melhora a alimentação das
famílias, mas por si só, não evita que os chefes dessas famílias se
submetam a condições degradantes de trabalho, com cerceamento de
liberdade.
- O Bolsa Família é insuficiente para impedir que os trabalhadores
sejam vítimas de trabalho escravo - disse Machado, defendendo que o
governo desenvolva outros programas associados, como criar empregos
nas localidades onde residem esses trabalhadores, ofertando cursos de
qualificação.
Segundo Machado, o alto índice de recorrência se deve à falta de
alternativas, sobrando nas áreas rurais apenas a "empreitada". Ele
disse que além da equipe de fiscalização não conseguir cobrir todo o
país, é preciso que haja maior conscientização. Na maioria das vezes,
o trabalhador não denuncia. Em alguns casos, eles conseguem fugir ou,
depois que a empreitada acaba, são liberados sem receber pelo serviço.
A pesquisa revelou também problemas no combate ao trabalho infantil:
92,6% dos entrevistados começaram a trabalhar antes dos 16 anos de
idade, em média aos 11,4 anos. Os trabalhadores foram ouvidos entre
outubro de 2006 e julho de 2007. Eles foram libertados de fazendas no
Pará, Bahia, Mato Grosso e Goiás.

Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/10/25/fazendeiros-acusados-de-trabalho-escravo-sao-do-sudeste-com-boa-formacao-ligados-partidos-politicos-925653152.asp#.Tqcz85mw06g.facebook#ixzz1bsw9A69l
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Para entender Cuba e Fidel

Frei Beto publicou um artigo esclarecedor sobre a blogueira cubana Yoani Sánchez, no qual mostra o que há por trás dessa pretensa "democrata". Me interesso pela revolução cubana e, dos muitos livros e reportagens que li a respeito, o que reputo com maior substância e objetividade é "Retrato crítico", do jornalista do NYT, Tad Szulk. Me pareceu que a ideologia desse jornalista não interferiu no excepcional trabalho jornalístico que ele produziu. Para terem uma referência dele, foi quem (Tad Szulk) preparou o embasamento teórico do Programa Aliança para o Progresso, por meio do qual os EUA pretendiam exercer sua influência sobre os países pobres das Américas, contrapondo-se ao comunismo. Isso nos anos 50/60, em plena guerra fria. Com intuito de determinar o momento (e movido por quais circunstâncias) em que Fidel Castro decidiu adotar o regime Comunista, Szult reconta toda a trajetória do excepcional líder cubano, desde a chegada de seu pai em Cuba, após ter lutado na Guerra Civil Espanhola, até a descida vitoriosa de Sierra Maestra e a consolidação da revolução, enfrentando todo tipo de sabotagem e terrorismo patrocinados pelos Estados Unidos. Para quem se interessar, está esgotado, só se encontra em sebos. Não o tenho em mãos agora, mas creio que o título correto seja "Retrato crítico de Fidel". A editora, se não me engano, é a Record. Li muitos outros sobre Cuba, inclusive a Ilha, de Fernando Morais, e outro produzido por Claudia Furiatti (dois tomos), mas têm o mesmo defeito de obras críticas como as do odioso Cabrera Infante: falta-lhes objetividade e isenção. Uns babam ôvo, outros destilam ódio e ressentimento (caso da blogueira Yoani Sánchez).  Já a obra do judeu norte-americano Tad Szulk prima pela objetividade jornalística, que é o que interessa.

Livro: Fidel: Um retrato crítico
Editora: Record, 1985
Autor: Tad Szulk 

Pra inglês ver: suposto alienígena é filmado na Amazônia

Foi divulgado um vídeo de turistas britânicos na Amazônia, onde é possível ver algo que está sendo considerado um extraterrestre por várias pessoas. Eles filmavam um grupo de crianças, quando se dão conta da figura que aparece ao fundo, na mata.
A criatura aparece com uma cabeça grande, pés e braços e as costas curvadas. Além disso, um pouco para o lado, é possível ver um ponto de luz que pisca e muda da cor azul para o branco.
De acordo com o "Metro Online", Michael Cohen, um estudioso de casos desse tipo, já está com o vídeo em mãos e acredita que a filmagem é suficientemente convincente. "Ela vem de uma área conhecida por ser alvo de intensa atividade de óvnis. É bastante evidente que os alienígenas estão interessados na região devido à sua diversidade biológica", comentou o especialista.
A área também estaria sendo investigada por uma operação do governo brasileiro que enviou pessoas para monitorar e confirmar a presença alienígena na região. (Fonte: Pop News)

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Os caciques colocam o Brasil no rumo!