quinta-feira, 26 de agosto de 2010

As bolas-fora e os bolas-murchas

Beto: "fala do avião do Lula"
Beto Richa não é bom de palpites em programas eleitorais alheios. Em 2006 ele recomendou a Geraldo Alckmin que batesse no avião de Lula, argumentando que a estratégia havia dado certo em 2004, quando se elegeu à Prefeitura.

Alckmin caiu na conversa e, num debate, disse a Lula que se fosse eleito um dos primeiros atos seria vender o avião. Lula retrucou, apontando os milhões de dólares que o governo de São Paulo desperdiçava em aluguel de aeronaves, depois de ter vendido o avião que servia ao governador. Para arrematar, o presidente emendou: “vocês já venderam o patrimônio público todo, só faltava essa agora: quererem privatizar o avião da Presidência!”

No dia seguinte ao debate Beto se vangloriava nos jornais dizendo que fôra ele quem tinha dado a dica ao Alckmin. O que ele não sabia – nem o Geraldo – é que os dois haviam oferecido de bandeja à campanha do PT o mote para colocar em foco novamente o tema das privatizações desastrosas da dupla Demo-PSDB.

Candidato a fazer papel de bobo
Depois de reconhecer o estrago, Alckmin chegou a se fantasiar de garoto-propaganda das estatais, vestindo uma ridícula jaqueta forrada com as logos da CEF, BB, Petrobras e Correios. Beto, por sua vez, tratou de calar o bico e nunca mais falar da “grande sugestão” dada ao companheiro paulista.

Passou o tempo e novamente o Beto Richa se mete a dar palpites em campanhas, desta vez na de José Serra. Quem sabe se para não se comprometer diretamente com outro ato aloprado, desta vez ele se limitou a generalidades indecifráveis. Segundo a Folha de São Paulo, "Richa disse que Serra pode reverter a desvantagem nas pesquisas desde que mude seus programas (...); deve melhorar seus programas na TV, acertar uma linha de ação".

Se o Serra não der uma grande virada depois dessa recomendação é porque é "buro mesmo", como se diz lá na Nhanha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário