terça-feira, 10 de agosto de 2010

Noventa anos do Campelo

Maria Imaculada de Abreu Duarte

A chefe Maria Imaculada e sua tropa de escoteiros 
Hoje, dia 10 de agosto de 2010, nosso pai, Fernando Campelo Duarte, faria 90 anos. O que dizer desse pai com quem convivi tão pouco??? A convivência com ele durou apenas doze anos... Tempo este que diminui, se contar que na memória eu tenho apenas situações a partir dos 5/6 anos. Algumas situações, porém, me marcaram... músicas tocadas em festas de igreja a que ele nos levava, Festa da Laranja em Cerro Azul, passeio de Litorina, balas sempre trazidas em seu retorno do trabalho para casa, confetes e serpentinas atiradas do prédio “BRASTEMP” (Praça Zacarias) em dias de carnaval e a maior herança que nos deixou: a família de Campelo, cidadezinha no interior do Rio de Janeiro. Esta eu só conheci verdadeiramente após o tempo que o Sr. Campelo “hibernou” para depois partir... Considero este o maior legado dele. Penso que o conheci pouco, mas se ele foi capaz de ser amado por pessoas como aquelas é porque era realmente uma pessoa muito especial.
Hoje, em que ele estaria completando 90 anos de vida, penso em quantas coisas deixamos de viver juntos. Acho que ele gostaria da adulta que me tornei. Creio que amaria minhas filhas, que brigaria algumas vezes com meu marido, que tem algumas semelhanças com ele. Que curtiria meu quintal, meus animais e principalmente a velhice junto da minha mãe. Gostaria de tê-los juntos morando no meu quintal.
Parabéns, Pai, e que onde você estiver tenha aprendido muitas lições que possam ser compartilhadas conosco quando nos encontrarmos no “grande acampamento”.
Beijos da Mariinha

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